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5. Capítulo 5


Fic: Tal do Amor - FemmeSlash - Cap 11 On!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 5


Mas se me desmantelo ao acaso
Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor
8 e 80 por ruas estreitas do pensamento
De todo bom jogador”


 


Eu era idiota. Estupidamente idiota.


Eu já não via Astória nos últimos três dias, e nos dois últimos ela batera na minha porta e eu não atendi. Eu era covarde e infantil, e meu cérebro estava totalmente desconexo.


Patética. Estupida. Estupidamente idiota.


E com um suspiro eu escutei o bater da porta, seguido de um toque da campainha. Fui até a janela e espiei, ficando sem ar por alguns instantes. Astória estava parada na porta, seu corpo moldado belamente por uma calça jeans justa e uma blusa vermelha larga, porém bem decotada. Trazia algo nas mãos que não consegui identificar, mas era amarelo.


Fui até a porta e a abri, embora meu bom senso me dissesse para não fazê-lo. Ela sorriu ao me ver, parecia estar prestes a desistir. Uma inquietação de culpa se fez presente.


- Ora, ora - ela disse sem deixar o sorriso desvanecer -, se tiver comida na minha mão você abre né?


- Para de besteira - falei fazendo um gesto para que ela entrasse - eu não estava aqui.


- Aham, sei. Mas tudo bem, sei que te ganhei pelo estomago.


Não respondi nada e Astória pareceu sorrir mais. Foi até a cozinha e colocou o prato que carregava na mesa e destampou, revelando um bolo de batata. O cheiro impregnou o ambiente e não pude deixar de fechar os olhos para sentir.


Cerca de um segundo depois eu senti uma boca macia se colar a minha, e não consegui controlar o impulso de me render. Puxei-a para mim e senti suas mãos nas minhas costas enquanto eu passava pela sua nuca, pelo seu cabelo. Seu cheiro era inebriante, assim como o gosto que minha língua buscava sem descanso. Gosto de cereja.


Separamo-nos ofegantes e encostei minha testa na dela, tentando acalmar meu coração que palpitava descontrolado. Seus olhos azuis me fitavam travessos, impedindo que eu conseguisse manter uma linha de raciocínio que não envolvesse sua boca.


- Eu queria muito isso - ela confessou num sussurro rouco.


Não respondi, simplesmente voltei a beijá-la, mas meu intimo estava num conflito frenético. Sim, eu também queria muito beijar ela, à um bom tempo. Mas isso não queria dizer que eu deveria fazê-lo, por Rony e por mim. Mas eu devia ter adivinhado que uma mulher, um dia, me tiraria do eixo novamente.


Separei-me de seus lábios novamente, tirando as mãos dela de minha cintura. Passei a mão pela sua bochecha e ela fechou os olhos, virando o rosto e dando um beijo nas minhas mãos.


- Acho melhor irmos comer, vai esfriar - eu disse sorrindo, mas ela deu muxoxo infantil, mesmo assim concordando.


Peguei dois pratos no armário e coloquei na mesa, enquanto Astória cortava o bolo de batata, revelando o recheio de frango. Sentamos lado à lado, mas Astória não parecia querer comer, e ao invés disso ficou olhando para mim, deixando meu rosto quente. A comida estava realmente muito gostosa, mas algo se inquietou no meu intimo.


- Você que fez? - perguntei olhando para aqueles olhos que não paravam de tentar me comer.


- Desculpa, mas vou ter que decepcionar você. Foi meu elfo, Laurino.


- Bom, diga a ele que está delicioso - comentei colocando outra garfada na boca.


- Porque você não tem um elfo? - ela perguntou parecendo curiosa.


Engoli o que estava em minha boca e fui até a pia, pegando um copo e enchendo de água. Astória me acompanhou com o olhar, e eu disse no que me pareceu ser um tom calmo.


- Não concordo com a escravidão dos Elfos Domésticos, simplesmente acho desumano.


- Não deixa de ser - ela concordou num aceno de cabeça -, mas também é necessário.


- Não acho, eles são tratados como lixo.


- Bom, na minha casa nunca foram.


Sorri fracamente e guardei as coisas dentro do forno, e depois a louça na pia. Astória ficou quieta o tempo todo, e depois sem dizer mais nada foi pra sala. Fui até o banheiro e passei na sua frente. Não sei se era impressão minha, mas ela parecia evitar me olhar. Alguma coisa em mim dizia que ela era bipolar, mas hoje em dia quem não era?


Escovei os dentes rapidamente e sentei ao seu lado no sofá, ligando a televisão, onde passava um documentário sobre a alimentação dos golfinhos. Mesmo com a programação chata eu não troquei, mas fiquei olhando a garota loira ao meu lado. Finalmente virou o rosto e sorriu.


E eu, estúpida do jeito que era, agarrei-a no mesmo instante, trazendo-a para os meus braços e provando novamente o gosto dela. Era incrível como ela conseguia me domar os sentidos, enquanto eu bebericava cada gota de insanidade que ela exalava.


Ela se recostou em meu ombro e eu acariciei seus cabelos, envolvendo sua cintura com meu braço. Ficamos assim por alguns minutos, e Astória me olhava e arrancava um beijo as vezes. Fiquei ali, deixando que minha razão sumisse por completo e me rendesse aquela mulher. Pelo que eu sabia, Astória não tinha nada a perder, uma vez que o casamento dela era uma mentira. Mas eu...


Me despedi dela algumas horas mais tarde, desejando infinitamente deixá-la comigo, mesmo sabendo que não podia. Ela deixava nítido que queria ficar, mas queria pensar em algumas coisas antes de não ter mais volta.


- Não posso mesmo ficar? - ela pediu com um sorriso que me derreteu, embora não completamente.


- Você é linda sabia?


- Pelo visto não o suficiente - ela disse fazendo biquinho.


Nos despedimos e eu fui tomar um banho, deixando que a agua levasse o cheiro da Astória que estava impregnado no meu corpo e cabelo. Deitei cansada na cama, a cabeça doendo como se tivesse feito duas provas de poções num mesmo dia. Mergulhei em lembranças antigas, enterradas quase que completamente.


 


- O que você fez hoje? - a morena perguntou enquanto acariciava os cabelos da loira deitada em seu colo.


- Cumpri aquela detenção com o Filch, esqueceu? - Hanna respondeu com uma careta.


- Verdade linda, me desculpa. Minha cabeça não anda mesmo no lugar ultimamente.


- Ainda tendo problemas com a morcega velha?


- Odeio aquela mulher.


- Eu também - concordou a loira.


Hermione olhou ao redor, onde várias almofadas estavam espalhadas pela sala. Ela se sentiu triste de repente, como se um dementador estivesse passando por cima delas. A morena deitou rapidamente ao lado da namorada, encostando seu corpo nu nas costas dela.


- Ainda bem que temos a Sala Precisa - comentou a loira se aconchegando melhor em Hermione -, é muito útil ninguém conseguir escutar a gente.


- Me ama - a outra disse angustiada.


- O que foi? - Hanna perguntou assustada, se virando para a morena.


- Me ama, só me ama - ela disse começando a tocar os seios fartos da loira sugestivamente.


Hanna à obedeceu.


 


Dormi quando o sol começava a despontar no céu.


 


 


Pichi batia incansavelmente na janela da cozinha, e fui obrigada a sair do meio de um banho para deixá-lo entrar. Mal eu havia tirado a carta de Rony da sua pata ele já piava excitado, dando voltas e mais voltas na minha cabeça. Era engraçado como algumas coisas não mudavam, e isso me fez sorrir.


- Pichi, eu tava no banho! - exclamei exasperada enquanto colocava um pouco de água num pote. Abri a carta e li com um pequeno aperto no estomago.


 


“Oi Mione, ta tudo bem?


Não recebeu minha última carta? Eu e o Harry estamos preocupados!


Aqui está tudo bem, mas estão mesmo pegando no meu pé. No do Hary não, como você pode imaginar, mas ta mesmo complicado. Mas estou me surpreendendo com algumas coisas, mas realmente não posso colocar isso numa carta.


E morena, to pensando em você viu.


E responde, só pra eu saber que você ta bem. Pich vai esperar a resposta, pra ter certeza.


 


Com carinho, Ronald”


 


Peguei um pergaminho na escrivaninha e comecei a rabiscar uma resposta rápida.


 


“Oi Rony, me desculpe não responder, mas não tive oportunidade.


Não se preocupem, estou me virando bem aqui.


Hoje vou nos meus pais, e fui n'A Toca essa semana, e também estão todos bem. Você devia ver a Victoire, está uma gracinha, embora seja perceptível que vai ser a criança mais mimada do mundo.


Também penso em você amor, sempre penso. Sinto sua falta.


Mande um abraço pro Harry e pelo amor de Deus de uma namorada pra essa coruja, acho que vai ajudar.


 


Beijo, Hermione”


 


Mesmo que eu me sentisse uma péssima pessoa escrevendo algo carinhoso para o Rony, eu não conseguia evitar. E eu pensava nele, e sentia falta dele, mas queria que ele demorasse. Queria ela.


- Patético Hermione, patético - murmurei ao colocar a resposta na pata da corujinha e vê-la voar ao longe.


Terminei meu banho e coloquei uma roupa leve, pois o dia lá fora estava infernal, e não devia estar diferente nos meus pais. Peguei o pó de flu e taquei na lareira, entrando assim que escutei a campainha ser tocada.


- Hermione! - escutei ao cair no tapete laranja dos meus pais.


Minha mãe me recebeu calorosamente, exclamando como era bom que eu tivesse conseguido conectar permanentemente a lareira deles à rede de flu. E mesmo que eu já tivesse ido lá desse jeito umas quinhentas vezes, sempre parecia novidade. Bichento veio ronronando em minha direção, e quando sentei no sofá ele pulou no meu colo agradecido.


- Nossa filha, você está com olheiras enormes - ela murmurou passando a mão pelo meu rosto.


- Não é nada mãe - disse tentando me desvencilhar -, só não dormi muito bem essa noite. O que tem pra comer?


Fiquei quase a tarde toda com a minha mãe, até que meu pai chegasse do trabalho e eu pudesse vê-lo um pouco. Voltei de táxi pra casa. Não sei se pra aproveitar o caminho ou se pra demorar mais pra chegar em casa, provavelmente os dois. Mas quando entrei na minha rua e desci do carro, a decisão já estava tomada em minha mente, concretizando ao ver aquela maldita loira se materializando em minha porta.

N/A: Desculpem mesmo a demora, mesmo mesmo *-* 

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Comentários: 3

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Enviado por Rosário em 26/01/2013

achei! tinha terminado de ler esse e parei! significa que vou ter uma loooonga leitura adiante. :)
eu gosto da trama, eu ADORO os flashbacks desse cap com a Hanna, náo sei, eu gosto da Hanna. mas tem algo na Astoria que me faz querer socar ela, acho que é essa 'classe' (canon) do personagem. vamos ver como vao os proximos capitulos, mas acho que o que me desestimulou na época que deixei de ler, foi a traiçao. a traiçao saiu muito fácil da Hermione. acho que eu como casada com um homem e tendo tido relaçoes homossexuais antes de estar com ele, me identifiquei mto com a Hermione. e, putz, foram tantas as vezes que eu subi pelas paredes enlouquecidamente por uma mulher e nao dei o braço a torcer pq traiçao e eu nao combinamos que me senti defraudada pela Mione. (descobri pq eu nao segui acompanhando, acho que fiquei com raivinha, ou birra - vai saber)
amanha leio os outros pra ver o rumo da história, ok? q hj to quebrada com a limpeza do apê novo :* 

Nota: 1

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Enviado por tamires wesley em 21/01/2013

nao que eu corcode plenamete com a wiillow mais bem q isso podia acontecer msm kkkkk

eu tbm sou má muahaha kkkk

a hermione anda desinformada, outra garota ja ah tirou dos eixos novamente, e larga mao de dar importancia a conciencia hum kkkkkkk 0/

 

Nota: 5

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Enviado por Willow Rosemberg em 14/12/2011

Eca, que nojo da "babação" do Rony! Ele bem que podeia cair da escada e quebrar o pescoço....

Sim, eu sou má....

Nota: 5

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