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16. Departamento de Controle de Cr


Fic: Nunca Ignore o Verdadeiro Amor - R&H - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Capítulo 16 —


 


Departamento de Controle das Criaturas Mágicas


 


 


   A residência dos Novak compunha todo o quarteirão da rua. Uma imensa mansão aristocrata, provavelmente erguida no século dezoito, ou antes.


 Hermione já esperava isso, afinal as famílias bruxas vindas de linhagem pura, eram na suas maiorias riquíssimas. Outro motivo para ela enojar-se com aquela gente, o dinheiro os fazia pensar que estavam acima de qualquer princípio.


 


 As duas funcionárias do Ministério contornaram os muros de granito, seguindo até o fim da rua. Pararam diante do portão de ferro imponente e observaram atentas, a alguma movimentação vinda do casarão ou do jardim.


 


 Hermione ergueu a varinha e realizou o feitiço do Patrono mentalmente. Um jorro luminoso saltou de sua ponta e voou para dentro da propriedade.


 


— Duvido que eles atendam... — comentou sua colega de ministério, Deborah Bowman.


 


   Ela não disse nada, apenas esperou pacientemente, que a profecia da colega se concretizasse.


 


   Dez minutos depois, Hermione ergueu a varinha novamente e apontando para o trinco do portão, proferiu:


 


— Alorromora! — as grades rangeram e o portão abriu.


 


— Srt. Granger, isso é invasão! — exclamou a outra bruxa incrédula.


 


— Três notificações e um patrono! Não é invasão... — retrucou Hermione, esgueirando-se pela passagem através do portão.


 


   Em alerta, seguiu pelo caminho de aléias silvestres, contornando uma fonte esculpida em mármore, onde um centauro viril espalhava água pela extremidade da flecha.


 


    Ao alcançar a entrada principal, tentou parecer mais complacente, tocando a porta de madeira com a aldrava em forma de dragão. Bateu cinco vezes sem obter resposta. Ninguém dava sinal de residir naquela morada.


 


— Eles podem não estar. — sugeriu Bowman ao ver sua colega erguer a varinha de novo para violar mais uma porta, pelo “Alorromora”.


 


— Pode ser, se a fumaça não estivesse saindo maciçamente por aquela chaminé! –respondeu irritada, apontando para o telhado.


 


   A falta de profissionais competentes que o Ministério tinha o talento para arrumar era incrível. Quando Hermione começou a trabalhar há quase dois anos, ficava inconformada com seus colegas de departamento. Agora um pouco mais resignada, buscava simplesmente ignorá-los, embora isso nem sempre fosse possível.


— Alorromora! — disse, mas a porta não se manifestou a favor do feitiço.


 


— Não abriu! — soltou Deborah, quase se divertindo com o insucesso de Hermione.


 


— Percebi! Deve estar com um feitiço “Colloportus” mais eficiente. COFRINGO!


 


   O feitiço lançado por Hermione fez a porta maciça ceder sobre as dobradiças, caindo com um baque surdo para dentro da casa. Sem se abalar por violar a residência, ela adentrou para o primeiro cômodo, e a colega horrorizada a suas costas.


 


   Sob o hall deserto, uma fraca luz matutina penetrava pelas janelas. Mesmo com o barulho explosivo no andar debaixo, nenhum morador se apresentara para inquirir ordem. 


 


   Hermione contornou a sala de estar, magnífica em móveis vitorianos, e seguiu para onde imaginava ser a cozinha. Se havia elfos em cárcere naquela mansão, eles estariam em algum porão perto da cozinha.  Contudo, mal acabara de desviar de uma mesa de mogno, foi surpreendida por um barulho de estuporamento, vindo do Hall. Correu com a varinha em punho de volta para entrada, deparando-se com um bruxo pequeno e macilento diante da colega estuporada ao pé da porta.


 


—Expelliarmus! — gritou Hermione, desarmando o bruxo.


 


   Assustado, este se voltou na direção das escadas, subindo rapidamente para o segundo andar. 


— Glisseo! – lançou ela, sobre a escada, fazendo-a perder os degraus e obrigando o bruxo a deslizar para o hall novamente. Ainda resistindo o homem correu até a varinha caída — Impedimenta! 


 


   O feitiço de Hermione fez o homem cair de cara no chão, sem conseguir mover um músculo. Ela foi até sua colega desmaiada, apontou a varinha dizendo “Rennervate” e sem esperar que esta acordasse, voltou raivosa para o outro que já recuperava parcialmente os movimentos.


 


— Como ousa atacar duas bruxas do Ministério?! — gritou com a varinha apontando para o peito do sujeito, que a fitava com desprezo.


 


— Invasoras! É isso que são!!! – respondeu, cuspindo aos pés dela.


 


— Não me faça perder a paciência!— rugiu Hermione. — Eu sou a Srt. Granger e aquela... — apontou para Deborah que se desequilibrava ao tentar levantar - Srt. Bowman... Somos do Departamento de Regulação e Controle de Criaturas Mágicas, e queremos saber onde estão os elfos!


 


— Que elfos? –perguntou o bruxo piscando excessivamente.


 


— Os oito elfos que vocês mantêm sob regime de escravidão nesta casa, mesmo depois da Normativa 391 entrar em vigor, há quase um ano! — brandiu ela, com o pulso erguido para cima do homem.


 


— O Mistério está louco!


 


— Outra penalidade na sua ficha, insultar autoridades ministeriais.


 


— Eu não insultei vocês, insultei a sua instituição!


 


-Que dá na mesma... – retrucou Hermione, impaciente — Identifique-se!


 


  O bruxo continuou mudo, querendo devorar Hermione com os profundos olhos negros. Ela permaneceu imparcial, já tinha se acostumado com as reações das pessoas as suas batidas investigatórias.


 


— Howard Novak. — resmungou, por fim. 


 


— Ah claro, andei lendo um pouco sobre o senhor... Quinze gerações de linhagem pura, formado pelo Instituto Durmstrang, amigo de alguns Comensais da Morte no tempo em que Voldemort retornou...  


 


— Isso é uma ameaça?


 


— Digamos que se não me disser onde mantém os elfos, talvez o Ministério decida reabrir alguns casos obscuros do seu passado.  — disse Hermione com a voz teatral.


 


— Já disse que não sei de elfo nenhum! — insistiu Novak.


 


— Granger? — chamou Deborah, que após recompor-se havia ido realizar uma busca pela casa. Agora voltava com um minúsculo elfo cinzento —Tem meia dúzia deles dentro de um alçapão perto da dispensa...


 


    Hermione fuzilou Novak com os olhos. Jamais se conformava com maus tratos as criaturas mágicas, principalmente aos elfos. A criação de leis específicas a eles, os livrando da escravidão dos lares bruxos, fora apenas uma parte da mudança. Muitas famílias, como a dos Novak ainda se mantinham na impunidade, desrespeitando deliberadamente as leis bruxas.


 


    Ela desviou o olhar do bruxo e repousou-os sobre a criatura trêmula e escoriada. O elfo vestia um pano muito encardido que tampava apenas seu sexo. Tinha grandes cortes ao redor do nariz cumprido e fino; os olhos tão grandes quanto bolas de tênis, estavam vermelhos e penosos.


 


— Como você se chama? — perguntou gentilmente, virando-se para o elfo e baixando à guarda de Novak.


 


— Fo-Frolly... — respondeu o elfo assustado.


 


— Frolly, poderia me dizer se o Sr. Novak tem preservado o direito da sua espécie, imposta pelo Ministério, aos bruxos que possuem elfos como criados?


 


  Frolly olhou inseguro na direção do seu senhor, os olhos marejados de lágrimas, em seguida, disse:


 


— O m-meu senhor é bom com Frolly, é s...


 


— Ele não é seu senhor! — disse Hermione energicamente — Frolly, este bruxo está pagando você e sua família por serviços prestados a esta casa?


 


   Antes que Frolly pudesse balbuciar uma resposta, um esguicho de luz passou a milímetros da cabeça de Hermione. Ela jogou-se para trás de uma poltrona escarlate, protegendo o corpo contra outro feitiço lançado por Novak.


  Bowman foi atingida por outro estuporamento, e caiu desmaiada trás da mobília.


 


— Já chega! — gritou Hermione, erguendo-se com a varinha em punho – ESTUPEFAÇA!


 


  O jorro de luz vermelha saiu da varinha de Hermione, acertando o peito de Novak, em cheio. O bruxo cambaleou duas vezes em cima do tapete, e desmontou inofensivo sobre o assoalho.


 


— Acho que o Sr. Novak já respondeu por você, Frolly! — disse Hermione tirando uma mecha de cabelo rebelde, desprendida do coque, de perto dos olhos.


 


  Frolly fitou-a por de trás do umbral que dividia o hall da sala de estar. Sua expressão mesclava entre espanto e surpresa, mas ao encarar Hermione, ameaçou esboçar um sorriso de agradecimento.


 


***


 


  A fila de averiguação das varinhas era muito inconveniente de segunda- feira. O primeiro dia útil de uma semana sempre fora eleito como o dia de sair para resolver qualquer questão burocrática no mundo trouxa. Quando Harry tornou-se funcionário do Ministério, deu-se conta que no mundo bruxo esse dia também era o preferido a tais questões.


 


   Assim que chegou pela Rede de Flu, para mais uma semana de trabalho, encontrou uma fila que ultrapassava a fonte do saguão de entrada.


Ele, como todo funcionário, não precisava compor a fila. O portão dourado no fim do saguão era reservado aos ministeriais. Contudo, incomodava-o e muito, que os bruxos ficassem encarando, cochichando e até cumprimentando Harry, enquanto ele contornava a fila dos visitantes.


 


— Olá Harry Potter! — saudou um bruxo loiro em vestes pardas, que carregava um sapo falante nas mãos.


 


   Ele atravessou os portões dourados e chegou o mais rápido que pôde aos elevadores, longe da tietagem do saguão.


 


— Segura pra mim, Harry! –ouviu Hermione pedir as suas costas, quando entrou no elevador sozinho.


 


   A amiga passou para dentro, enquanto ele segurava a porta. Usava um terninho cinza e camiseta rosa, os cabelos sempre alinhados num coque, estavam displicentes perto da nuca.


 


— Caiu da cama? –perguntou Harry.


 


— Batida, logo cedo! — respondeu enfática.


 


— O que houve?


 


— Oito elfos em cárcere! O proprietário resistiu, estuporou Deborah duas vezes, ou seja, ao invés de ganhar só uma multa, levou um indiciamento por atacar funcionários do Ministério. Embora eu acredite que só pelo primeiro motivo ele já poderia ganhar uns anos em Azkaban.


 


— Você está bem? –Harry procurava indícios de luta no corpo da amiga.


 


— Claro, Harry! — disse ela com uma nota de indignação na voz — Estuporei-o bem no peito!


 


  “Quarto Andar, Departamento para Controle e Regulação de Criaturas Mágicas”, anunciou uma voz feminina, quando o elevador parou.


 


    Aquele era o departamento que Hermione trabalhava. Sempre ficou bem óbvio que a amiga escolheria um emprego que envolvesse alguma forma de justiça, característica inegável na sua personalidade, contudo Mistério da Magia foi o último lugar que Harry esperava que ela aceitasse.


 


    Não foi uma nem duas, mas várias vezes ele a ouviu dizer que jamais trabalharia no Ministério.


 


   “O Ministério de Kingsley é diferente, e afinal de que forma vou defender os elfos?” justificou ao anunciar seu primeiro emprego a ele.


 


— Vamos lá ao meu escritório, tomar café? — convidou Hermione, ao sair do elevador junto com vários memorandos voadores.


 


— Vamos! –disse ele, pois ainda faltava meia hora para seu expediente começar.


 


***


 


    Hermione abriu a porta do escritório e desanimou. Havia se esquecido da bagunça deixada sexta-feira, ao procurar pelas estantes e pergaminhos, a forma legal de se adestrar um unicórnio desgarrado do bando.


 


   Ela balançou a varinha arrumando os livros nas prateleiras e pergaminhos nas pastas e gavetas. Com a mão livre, manuseou uma cafeteira trouxa apoiada na escrivaninha. Realizou alguns acenos e o objeto começou a trabalhar sozinho, enquanto ela terminava de por os últimos manuscritos em ordem. 


 


   Harry largou-se na poltrona, e começou a examinar um pergaminho em cima da na escrivaninha.


 


— Petição para adestrar um unicórnio? — disse em voz alta, depois de ler o papel.


 


— Esse caso rendeu a minha sexta–feira toda... — suspirou a amiga, enquanto servia o café em duas xícaras de porcelana.


 


— Obrigado, Mione! — agradeceu Harry, quando pegou sua xícara — Café é tudo que preciso para acordar de vez!


 


— Por que você está com essas olheiras de inferi? — brincou ela, bebericando o líquido fumegante.


 


— Ontem e...


 


— Correspondência! — exclamou o mensageiro do Ministério, na soleira da porta.


 


   Todas as corujas-correios que chegavam aos funcionários do Ministério, não tinham permissão para entrar e instituir o caos pelos corredores enquanto realizavam as entregas.


 


   Assim, as aves jogavam as correspondências por uma das chaminés desativadas do terceiro andar e o mensageiro, geralmente um bruxo adolescente, encarregava-se das tarefas.


 


  A Hermione, ele entregou duas cartas e uma edição do Profeta Diário. Ela agradeceu e voltou para escrivaninha, examinando o remetente das duas cartas.


 


— Aff... Depois eu leio isso...— disse, guardando as correspondências sem importância na gaveta.


 


    Acomodou-se na poltrona e abriu o Profeta Diário de segunda-feira, chocando-se com a foto da primeira página. Rony lhe sorria e acenava, com uma Taça nas mãos, em seguida aplicava um beijo apaixonado no troféu.


“Após um século, Chudley Cannons voltam a erguer a Taça da Liga Inglesa”, era a frase impressa ao rodapé da foto.


 


— É por isso que você está com essa cara? Foi assistir ao jogo ontem? — perguntou, jogando o impresso no colo do amigo.


 


— O jogo terminou perto da uma da manhã, dá pra imaginar a hora que fui dormir... — justificou Harry, depois de averiguar a notícia da primeira página.


 


— E como foi? — perguntou ela, tentando não parecer muito interessada, mas também não muito abalada.


 


— Jogo duro, mas no fim o Rony mostrou porque foi escalado capitão!


 


— Legal! — esforçar-se para manter as expressões espontâneas, agora estava ficando difícil - Harry! Estou afogada em trabalho e o dia nem começou...


 


— Eu também! Bom trabalho, Mione! — disse ele, levantando-se da poltrona e apoiando a xícara vazia na escrivaninha.


 


— Bom trabalho!


 


   Hermione fitou o amigo sair do escritório e fechar a porta atrás de si. Precisava ficar sozinha para refletir sobre porque aquela edição do jornal a abalara tanto.   Hesitou por instantes, antes de aproximar o Profeta Diário para si. A foto mágica se movimentava em preto e branco, no papel. Seu personagem era viril e feliz. Tão igual e ao mesmo tão oposto do Rony que ela conheceu.


 


   Desejou que a foto fosse colorida para que pudesse vislumbrar os cabelos cor de fogo que a muito não via, tremulantes a brisa da madrugada.   


Ameaçou acariciar o papel com os dedos, mas repudiou-se por ousar esse gesto, jogando o jornal no lixo.


 


   Rony e ela seguiam caminhos opostos e distantes. Viver sem a lembrança dele foi sua melhor decisão nos últimos anos. As coisas estavam dando certo para ela, enquanto renunciava o passado... E assim devia continuar.


 


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