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13. Separados em Hogwarts


Fic: Nunca Ignore o Verdadeiro Amor - R&H - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Capítulo 13 —


Separados em Hogwarts




 


   Ao adentrar nos perímetros de Hogwarts Harry Potter experimentou diversos sentimentos.


 


“Como podia todos os melhores e piores momentos de sua vida, ter como cenário um só lugar?”


 


   Voltava como aluno, mas não para um ano todo e sim para singelos dois dias.


 


  Ao pensar nas lembranças que o castelo trazia era inevitável não se lembrar dos dois amigos unidos. Briguinhas triviais sempre sondaram Rony e Hermione, contudo aquela era a única forma que eles encontravam de frustrar seus sentimentos e seguir em frente com Harry.


 


   Naquele dia eram outros amigos que vinham com ele. Duas pessoas que carregavam ressentimentos demais para voltarem atrás...


 


   Gina relatara que nunca vira Rony agir como na noite da festa, e mesmo Hermione sendo apaixonada desde sempre pelo amigo, o perdão não viria com simples desculpas.


 


  Harry aliviou-se de ter Gina Weasley, a ruivinha encantadora que conhecera na plataforma nove e meia a oito anos, a sua espera em Hogwarts. Não ter que decidir qual lado ficar, qual dos dois amigos, acolher e apoiar o tempo todo, era um grande alívio.


 


    No fundo seu coração ficava deprimido... Rony fingindo que Hermione não existia. Hermione tentando segurar o choro a todo instante. Nem pareciam aqueles dois que juntos, ajudaram Harry Potter a derrubar Voldemort da ascensão.


 


  “Quem sabe o clima de Hogwarts os aproximasse novamente, e dali dois dias estivessem voltando juntos, os três numa única cabine?”


 


   Com esse pensamento esperançoso Harry desceu do expresso, ao lado de Hermione.


 


  Quando alcançou a plataforma encheu-se de ternura ao ver Hagrid, o guarda caça sorridente aos receberam. Hagrid sim, continuava sempre o mesmo!


 


***


 


   Rony saiu bem depois de Harry e Hermione. Ficou contente ao ver que fora poupado de outro momento constrangedor. Hagrid abordava os dois, e minutos depois caminhavam em direção à cabana do guarda caça.


 


   Ele seguiu sozinho para o castelo, sem ter que dividir a carruagem puxada pelos testrálios com outro aluno. E foi uma estranha surpresa quando conseguiu enxergar as criaturas.


 


   Há quase quatro anos tinha voado nelas de Hogwarts a Londres, quando invadiu o Ministério com outros integrantes da Armada de Dumbledore. Foi uma viagem desconfortável, do qual ele sentia que flutuava no ar. Agora, sabia o motivo de finalmente estar conseguindo ver os cavalos alados, viu muita gente morta no último ano!


 


   Enquanto se aproximava do castelo, lembrou-se das ruínas de meses atrás. Da torre de astronomia consumida pelo fogo. Do Salão Principal em destroços, das maldições proferidas em todas as direções... Dos corpos por todos os lados.


 


   O castelo havia sofrido grandes reformas com o auxílio da magia, mas ainda podiam-se ver sinais da devastação.


 


   Quando chegou ao castelo, procurou o Salão Principal como de costume. Muitos alunos saboreavam jantar àquela hora. Na mesa dos professores só viu as professoras Sprout e Trelawney. A cadeira ocupada há tanto anos por Alvo Dumbledore estava vazia, mas isso não significava que a escola ficara sem direção. Minerva McGonagall provavelmente residia no escritório, ocultado sob a gárgula, que algumas vezes ele teve a oportunidade de visitar.


 


   Enquanto caminhava em busca de um rosto conhecido dentre os alunos, ele teve sua atenção solicitada por Simas Finnigan, que chegara há poucos minutos também. Em companhia de Simas, Neville, Gina e Luna.


 


Rony juntou-se a eles e mal sentara, Gina indagou:


 


— Cadê o Harry?


 


— Acho que ele foi à cabana do Hagrid. – concluiu, servindo-se de uma suculenta coxa de frango.


— E a Hermione? –perguntou Luna com a voz sonhadora.


 


   Rony engasgou-se. Não tinha preparado o espírito para ser questionado sobre a ex-namorada tão rápido.


 


— Sei lá... – respondeu irritado – Com o Harry!


 


— A Gina me contou que vocês não estão mais namorando... –continuou a garota a torturá-lo.


 


   O ruivo sentiu as orelhas quentes e lançou um olhar de escárnio para irmã. Gina ficou sem graça, baixando os olhos para o próprio prato.


Neville fingiu que não ouvira, voltando-se para sua refeição discretamente, talvez se sentindo embaraçado por Rony.


 


— Nem sabia que vocês estavam namorando! — soltou Simas fazendo o estômago de Rony revirar, ele começava a perder a fome.


 


   Era como se as pessoas encontrassem prazer de atormentá-lo numa das horas mais prazerosas do seu dia, nas refeições.


 


— Mas não estamos mais! — bufou, largando a comida de lado.


 


— Que pena! Um belo casal vocês formavam! — comentou Luna.


 


   “Di-Lua inconveniente, porque não volta pra mesa da Corvinal?” pensou o ruivo, tentando controlar os nervos. Contudo Luna Lovegood não lhe deu mais atenção.


   Rony voltou a comer silencioso e satisfeito por ninguém mais tocar no assunto.


 


***


 


   A cabana de Rúbeo Hagrid mudou muito, desde a última vez que Hermione a visitou. As pedras do lado de fora tinham marcas de chamuscado e o canteiro de abóbora, sempre cultivado pelo guarda caça, já não passava de um amontoado de terra e ervas daninha.


 


  O único cômodo que compunha seu lar, também trazia outras mudanças. A mais notável delas, era a ausência de Canino ao pé da lareira.


 


— Ele morreu de velhice mês passado! — resmungou Hagrid, evitando estender o assunto.


 


   Nem Hermione nem Harry entraram em maiores detalhes, sabiam como o guarda caça era sensível quando o assunto era seus animais.


 


   A mobília também tinha reduzido significativamente. A essa questão Hagrid informou, que depois que a comensal da morte Bellatriz Lestrange incendiou sua cabana no fim do sexto ano, pouca coisa restou para salvar do fogo.


 


   Hagrid serviu Hermione e Harry de chá, embora fosse um fim de tarde abafado. E os três bebericaram nas canecas, sentados nas imensas cadeiras em torno da mesa.


 


   Hermione percebeu o quanto se sentia feliz naquela ocasião. Em Hogwarts, entre dois grandes amigos.


 


— Fizeram boa viagem? — perguntou Hagrid depois de dois goles.


 


— Boa! Muito boa! — adiantou-se Harry em dizer.


 


  “Não foi tão boa assim” pensou Hermione. Na verdade durante todo caminho o clima foi tenso, com a sombra de Rony pairando sobre eles.


 


— E o Rony, cadê aquele garoto? — o guarda caça os fitava curioso.


 


— Ele já foi pro castelo. Estava faminto... – respondeu Harry.


 


— Como sempre, não!? – brincou o gigante, sacolejando a mesa ao rir — Hermione, você tem que dar um jeito nisso!


 


— Eu? Por quê? —perguntou a garota rispidamente, por ser incluída numa conversa que citava Rony.


 


—Hermione, Hermione... —balbuciou Hagrid como numa melodia — Acha que não vi você e ele bem... Aos beijos, aquela noite na festa do Kingsley?!  


 


   Hermione corou absurdamente. Harry se mexeu desconfortável na cadeira. Hagrid como sempre, pareceu não notar o impacto que suas palavras causaram na dupla.


 


— Eu e Ronald não temos nada a ver, Hagrid! –respondeu à morena, fitando o guarda caça.


 


— Ronald? O que é isso, agora???


 


   Hermione começou a se irritar. “Tudo estava perfeito até o nome daquele ruivo ser mencionado”.


 


   Harry disfarçava mal. Ficava gesticulando para Hagrid encerrar o assunto, mas com o guarda caça de Hogwarts as palavras tinham que ser diretas, ou lhe passariam incompreendidas.


 


— Eu e ele não namoramos mais. — começou Hermione reunindo toda coragem que conseguiu, para levar o assunto adiante — E a partir de agora Hagrid, não verá nós dois juntos, nem por amizade.


 


   Rúbeo calou-se, visivelmente abalado pela franqueza da garota. Estava envergonhado pela insensibilidade de não notar antes, o que agora era claro.


 


   Os três terminaram o chá enquanto discutiam assuntos mais amenos. Lá fora os terrenos de Hogwarts se inundavam na escuridão, com o início da noite.


 


   Após algumas horas despediram-se de Hagrid, que os acompanhou até a porta. Haviam se distanciado poucos passos da cabana, quando ouviram latidos ecoando pelos terrenos da orla da Floresta Proibida, e vindo até suas direções rapidamente.


 


— Ah!!! Dumby!!! — grunhiu feliz, o guarda caça da soleira da porta.


 


   No meio da escuridão surgiu um cão tão grande quanto Canino, de pelagem bege e orelhas caídas.


 


   Hermione não era grande conhecedora de raças caninas, mas tinha certeza que aquele se tratava de um Mastiff.


 


— Quem é esse Hagrid? –perguntou Harry, segundos antes de ser nocauteado com um pulo do Mastiff sobre seu peito.


 


— Esse é Dumby! –respondeu o gigante gentilmente — Ganhei ele de um amigo no Cabeça de Javali, duas semanas depois que Canino partiu.


 


— Hagrid! Achei que depois de Norberto, tivesse aprendido alguma coisa sobre “presentinhos” de desconhecidos em bares. — implicou Hermione, desviando do cão bem a tempo de quase ser lançada ao chão, como Harry.


 


— Ah não! Esse é um velho amigo mesmo... –argumentou coçando a barba.


 


— Mas porque “Dumby”? — perguntou Harry, levantando-se do chão e limpando a roupa molhada de baba. Dumby agora latia e cavava um buraco na terra.


 


— Bem... Isso é em homenagem a Dumbledore...— respondeu num tom de voz mais respeitoso- Grande homem ele foi!


 


   Hermione balançou a cabeça negativamente, mas com um sorriso no rosto.


 


“Só Hagrid mesmo para fazer seu humor melhorar naquele dia.”


 


— Espero que ele de dignidade ao nome então! — exclamou Harry, quando Dumby começou a correr atrás do próprio rabo.


 


— Dumby? Nunca vi cão mais valente! Fica o dia todo na Floresta Proibida caçando, se eu deixar...


 


   Harry e Hermione sorriram. Em seguida despediram-se de Hagrid que recolhia Dumby com as patas imundas de terra, para dentro da cabana.


Enquanto subiam para o castelo na penumbra da noite, Harry comentou:


 


— Dumby, vê se pode...


 


— Só o Hagrid pra colocar o apelido de Dumbledore em um cão... –completou Hermione. — O que acha que ele acharia desta homenagem?


 


—Tenho certeza que Dumbledore riria muito e no fim das contas ficaria realmente tocado pela homenagem vinda de Hagrid.


 


   Ambos riram e subiram felizes, mas com o estômago roncando, para o castelo. Provavelmente já haviam perdido o jantar no Salão Principal.


 


***


 


   A sala comunal da Grifinória tinha a mesma aparência calorosa e aconchegante de quando ele cursava o sexto ano. Lembrou dele e Harry em dias a fio, tentando dar conta dos intermináveis deveres extras, sob as mesas de estudo dispostas ali.


 


    O ano dos NOMs foi excepcionalmente sobrecarregado. Os professores pediam metros de pergaminhos escritos todos os dias, e se não fosse a ajuda de Hermione, ele e Harry não teriam conseguido passar adiante.


 


   O ambiente Grifinório estava impregnado de lembranças dos dois...


Impossível era não se lembrar dela descansando nas poltronas diante da lareira, enquanto ele penava para terminar a lição atrasada, ao seu lado.


Outras vezes já no início da madrugada, quando os outros alunos haviam se recolhido os três sentavam no sofá discutindo sobre a pedra filosofal, a câmara secreta, Sirius Black, Voldemort, ou seja lá qual fosse o assunto em pauta naquele ano.


 


    Rony acomodou-se na poltrona mais próxima, entregando-se ao prazer das memórias de dias mais harmoniosos entre ele e Hermione.


Isso fez com que percebesse, o quanto sentia falta da amizade da garota.




“Se ao menos nunca tivesse se apaixonado por ela, provavelmente estariam os três juntos naquele exato momento”


 


   O ódio, a seguir o engolfou e Rony sabia que vivia um conflito de sentimentos ali. Ser apenas, amigo declarado de Hermione Granger significava vê-la com Krum, Córmaco ou qualquer outro, e pior, não se importar.


 


  “O Rony dos anos anteriores se importaria com isso?” perguntou a si mesmo em pensamento.   A resposta quase o sufocou: “Sim! Eu sempre me importaria.” E as lembranças dela e Krum se beijando, veio lhe importunar.


 


   Sempre foi apaixonado pela amiga sabe-tudo. Não havia como a amizade ser forte o bastante se por ela, Rony não cultivasse um amor. Em outras palavras... amá-la nunca mais. Portanto amizade nem pensar.


 


    Logo o barulho de alguém entrando na sala comunal, o acordou dos devaneios.


 


   Lilá Brown, sua ex-namorada e colega de classe, surgiu pelo retrato da mulher gorda e fuzilou os olhos em Rony.O garoto desviou-os, farto de garotas de Hogwarts.


 


   A presença da menina a poucos metros dele foi suficiente para decidir que era hora de dormir. Amanhã seria o primeiro dia dos NIEMs. Uma mente descansada fazia parte de sucesso nos exames. 


 


***


 


  Hermione acordou bem cedo, e com a certeza que seu dia seria muito sobrecarregado em vários aspectos.


 


   A começar, possuía mais NIEMs a fazer que a maioria dos colegas. No sexto ano só abriu mão de Trato de Criaturas Mágicas, tendo pela frente todas as outras matérias para concluir em exames.  Depois, tinha pelo menos quatro exames em comum com Rony, e isso significava situações desagradáveis para aquele dia.


 


   Seu humor era bom quando desceu com Gina para o café da manhã no Salão Principal, e não se deparou com o outro Weasley. E continuou humorada ao descobrir que seu primeiro exame era em Runas Antigas, uma matéria que o ruivo não adotara, a partir do terceiro ano. Este exame decorreu tranqüilo. O conhecimento que a disciplina exigia era puramente teórico de forma que somente ter prestado atenção aos livros- texto já se tornava suficiente.


 


   O mesmo não se podia dizer do exame seguinte, Defesa Contra Artes das Trevas, que prometia testes práticos.


 


   O exame estava programado para as dez horas no salão principal. Hermione e Gina saíram correndo de Runas Antigas, chegando em cima da hora e quase sem fôlego, as portas do Salão Principal.


 


  Dois examinadores, provavelmente aurores do ministério, organizavam a turma que era bem maior que a do exame anterior. Um deles adiantou-se em dizer que esse ano não haveria parte escrita dos testes, sendo tudo prático. Em seguida, pediu para que os alunos se organizassem em fila, de acordo com a casa as quais pertenciam.


 


  Hermione foi para o fim da fila da Grifinória, junto com Gina. Mas não pode deixar de notar que Harry e Rony eram os primeiros dela.


 


— Vamos começar com a Grifinória!— disse o auror que comandava o exame. O outro se encarregava das anotações, com uma prancheta em mãos. — Harry Potter! Quê coincidência você ser o primeiro!


 


  Hermione sabia que não existia coincidência nenhuma ali.


“Porque começar com Grifinória, se havia Corvinal, Sonserina e Lufa-Lufa também?”


 


   Harry adiantou-se, com um sorriso sem graça no rosto. Todos repousaram os olhos nele.


 


— Ele odeia isso! — comentou Gina para Hermione, aborrecida.


 


   Gina Weasley estava certa. Hermione conhecia Harry demais para não notar o quanto o amigo ficara irritado com a fama, sempre o perseguindo.


O auror-examinador executou o feitiço “Abaffliato” ao redor dele, Harry e do outro examinador, de forma que ninguém conseguia ouvir as perguntas direcionadas ao amigo. Pelo jeito aquele feitiço não pertencia mais, somente ao príncipe mestiço.


 


   Uma das perguntas inferidas ao amigo, Hermione entendeu. Harry mexeu a varinha pronunciando um feitiço e pontos luminosos faiscaram, antes que um cervo brilhante materializa-se no Salão.


 


    Gina vibrou ao seu lado, pelo sucesso do Patrono do namorado, mas isso não era nenhuma novidade a elas.


 


    Harry executava o melhor patrono que Hermione já vira. E também, já o tinha conjurado nos NOMs, a pedido especial do examinador daquela época. Apesar de esse feitiço só ser requerido nos exames de formação, tamanha a proficiência necessária em executá-lo.


 


    Mais algumas perguntas foram feitas a Harry e por fim, satisfeito, o examinador o dispensou. O próximo da fila da Grifinória era Rony.


 


— Ah, o filho de Arthur Weasley! — exclamou o auror, fazendo sinal para Rony aproximar-se.


 


   Enquanto se encaminhava para o auror, Hermione admirou-se de como o ex-namorado ficava atraente, mesmo em vestes bruxas.


 


   Seguiu-se o mesmo procedimento, Abaffliato, algumas perguntas misteriosas e o pedido que o patrono fosse conjurado. E o que aconteceu a seguir, foi estranho...


 


   Rony mexeu a varinha diversas vezes e nada saiu. Então, na sexta tentativa, quando o garoto estava visivelmente constrangido, faíscas toscas ricochetearam o ar, e um arco luminoso muito fraco pairou sobre ele, mas não assumia a forma de nenhum animal.


 


   O examinador deu a tarefa por encerrada, fez algumas perguntas e o dispensou. Rony saiu carrancudo do Salão, sem olhar para os lados.


 


   Hermione ficou indagando sobre o que tinha acontecido com o patrono, em forma de cão de Rony. Era óbvio que a lembrança feliz que o garoto impôs ao feitiço, não foi forte suficiente.


 


   Só quando chegou sua vez na fila, a morena percebeu o quanto estava ansiosa.


 


— Srta. Granger, qual feitiço escolheria se tivesse que inutilizar seu oponente durante um duelo?


 


— Hum... Expelliarmus. –respondeu, achando mais eficiente desarmar o adversário.


 


— Ótimo! Quais as implicações que podem tonar um patrono eficiente, ou não?


 


— A intensidade da lembrança feliz escolhida no momento da execução, e o ângulo que se inclina a varinha?!


 


— Exato! A senhorita poderia me conjurar um? –solicitou o auror educadamente.


 


    Hermione posicionou a varinha enquanto buscava na memória um momento feliz de sua vida. Por mais que tentasse reviver algum que Rony não tivesse incluído mais o ruivo inundava sua mente.


 


— Expecto Patronum! — brandiu ela, pensando na única lembrança que lhe vinha à mente: o dia que ela e Ron tiraram fotos juntos, numa cabine de shopping.


 


    Havia tido muitos outros momentos felizes ao lado dele, mas essa em especial era uma recordação doce e cálida. Desprovida de sentimentos excessivos, inocente no puro amor.


— Perfeito! — exclamou o examinador, quando a Doninha que era a forma do Patrono de Hermione, saltou ágil da ponta da varinha.


 


   O examinador fez mais perguntas sobre bicho-papão e vampiros, antes de dispensá-la.


 


   Ao sair do Salão Principal, ela encontrou Harry do lado de fora perto das escadas. Estava sozinho, provavelmente esperando Gina que começara o exame logo após Hermione.


 


   Como não queria atrapalhar o romance do amigo, que não ficava com a namorada desde que o dia amanhecera ela seguiu sozinha para sala comunal da Grifinória. Revisou Transfigurações, exame que ocorreria depois do almoço.


 


   Não havia sinal de Rony na torre da Grifinória, apenas alguns alunos de outros anos. Isso era bom. Hermione podia se concentrar com mais afinco na revisão.


 


   Depois do almoço, Hermione foi solitária para o andar da sala de aula de Transfigurações, onde aconteceriam os NIEMs. Uma fila se formava diante da porta da classe, à espera do horário que um examinador abriria a porta anunciando o início do exame, e todos fossem se acomodar nas carteiras.


 


  Rony mais uma vez compunha a fila, tão solitário quanto ela, na extremidade oposta. Foi quando pela primeira vez em muitos meses, seu olhar encontrou os dela.


 


   O coração de Hermione esmurrou seu diafragma e as pernas amoleceram pela overdose adrenalina, injetada no sangue.


 


“Aquele olhar singelo e inexpressivo devia significar alguma coisa...”


 


— Granger?! — chamou uma voz baixa e rouca atrás dela.


 


   Pesarosamente virou-se, para ver o dono da voz que lhe tirou dos olhos do ruivo. Para sua surpresa desagradável, o garoto magro e pálido, Draco Malfoy, a fitava apreensivo.


 


   Hermione recuou enojada, mas também incrédula; Como num instinto levou a mão à varinha, que repousava na cintura.


 


— Eu só queria... me desculpar... — disse o garoto, fingindo que não percebera a reação dela.


 


   A morena continuou calada. Draco Malfoy pedindo desculpas era algo anormal.


 


— Nunca quis que minha tia a torturasse... -continuou espantando-a cada vez mais.—Aquele dia que Greyback trouxe vocês, eu tentei fingir que não os conhecia, eu tentei...


 


— É muita sorte estarmos aqui hoje, Draco! –ela disse friamente- Acredito que suas desculpas devam ser direcionadas ao Harry...


 


— Eu falei com ele... — disse o sonserino com a voz calma, mas melancólico-Meu pai está em Azkaban; minha mãe pediu separação...


   Talvez contar as desvantagens de sua vida, foi a forma que Draco encontrou de infligir piedade em Hermione, mas não adiantou muito.


 


— Espero que no fim, tudo isso tenha servido como uma grande lição!- sentenciou a garota.


 


   Draco Malfoy nada mais disse. Continuou na fila para “Transfigurações,” quieto, quase depressivo


 


    Hermione virou-se para frente desconcertada com as complacências de Malfoy. Então se lembrou do momento que Draco havia interrompido, no instante que fitava Rony com intensidade.


 


    Agora só conseguia ver os cabelos cor de fogo do ex- namorado. Estava de costas para ela e não se manifestou até a porta da sala abrir, e uma bruxa miúda anunciar que os NIEMs em transfiguração iam começar.


 


***


 


   Rony não se perdoou pelo resto do dia e do início da manhã seguinte, por ter fitado Hermione.


 


   Ela mais uma vez mostrara quanto indigna era de sua atenção, ao virar-se para conversar com Draco Malfoy. O maldito sangue puro que a insultou todos os anos em Hogwarts.


 


“Se não fosse por ele e Harry, seu esqueleto talvez ainda estivesse se decompondo na mansão daquele Malfoy e era assim que ela agradecia?”


Estava decidido a não fraquejar mais aquele dia.


   Primeiro havia sido em Defesa Contra Arte das Trevas. Um papelão não conseguir produzir um patrono decente. Tudo porque só conseguia pensar nela beijando Krum, e qualquer outra recordação não se tornava feliz o bastante para combater a cena da traição de Hermione.


 


   Não satisfeito, deu o crédito de fita-la com um olhar quase apaixonada, na fila de espera para “transfigurações”.


 


   Estaria perto de Hermione durante três exames, Poções, Feitiços e Herbologia... Tinha que se controlar!


 


   O exame de Feitiços foi relativamente tranqüilo. Rony encontrou Hermione nas carteiras à frente e esta não se virou na sua direção, nenhuma vez. 


 


   Os examinadores vinham até suas mesas e solicitavam o teste, depois de executarem a parte teórica. Nestas, as perguntas eram objetivas e claras, e Rony ficou muito feliz de responder uma boa parte delas com convicção.




-Quais as variações para Lumus? Quantas vezes deve girar a varinha no sentindo horário? E qual contra feitiço? Essa é fácil! – sussurrou o ruivo enquanto lia a segunda questão do teste. 


 


   O exame de Poções, no fim daquela tarde, foi dado por um bruxo alto e apático, que resolveu separá-los em grupos para realizá-lo. Rony avistou Harry e Gina postos a uma bancada, junto com Luna e Neville. Pensou em encaminhar-se para lá, mas Hermione foi primeiro.  O garoto irritado girou os calcanhares, e foi sentar-se com Simas, Dino e Ernesto Macmillan de Lufa-Lufa.




  Minutos depois de se juntar ao grupo de garotos, Harry apareceu e sentou do lado dele.


 


— Porque veio pra cá? — perguntou Rony.




— Porque sim... — respondeu Harry, tamborilando as pontas dos dedos na mesa.


— Harry, vai ficar com minha irmã! — rebateu Rony, ao perceber o gesto nobre do amigo em não querer deixá-lo sozinho, para aturar o grupo.


 


— Não enche Rony! — bufou Harry, pondo um fim na discussão.


 


   O examinador de Poções que se apresentou como Marcus Stowood, e foi às bancadas uma à uma, passar os procedimentos práticos do exame. Quando chegou na bancada deles, fitou Harry com grande intensidade, antes de falar:


 


— Só Rapazes, não?! Vão me fazer... Amortencia! – exclamou serenamente.


 


   Sem mais nada dizer, encaminhou-se para bancada do lado de um grupo de alunos de Lufa-Lufa, pedindo a eles a Poção do Envelhecimento.


 


— Quê? Ele só pode estar de brincadeira Harry... — começou Rony —Acho que já tive aborrecimentos suficientes com essa poção idiota, no sexto ano!


 


— Quem tem jeito pra essas coisas são as garotas! — esbravejou Simas, tão indignado quanto Rony.


 


     Os garotos começaram a poção com muita atenção, e Rony desejou intimamente que eles tivessem o livro do príncipe mestiço em mãos. Na verdade eles não podiam consultar nenhum pergaminho, se quer o livro-texto de poção, de forma que tudo dependia da memória em lembrar todos os ingredientes para realizar uma Poção do Amor eficiente.


 


    Depois de uma hora, o Sr. Stowood começou a rondar as bancadas, e avaliar os feitos.


 


— Hum... Interessante! — argumentou cheirando o líquido que fumegava dentro caldeirão. — Bem, vamos às perguntas... Sr. Potter, qual o principal ingrediente na preparação da Amortencia?


 


— Ovos congelados de Cinzácaro senhor. — respondeu Harry, vacilante.


-Bom! — parabenizou — Sr. Thomas, quantas vezes tem que se mexer esta poção, antes dela começar a borbulhar?


 


— Er...cinquenta e uma no sentido horário e dezoito no anti-horário.


 


 — Certo... Sr. Weasley nos de uma amostra que a poção funciona mesmo. Diga para nós que cheiro ela tem para você?


 


— QUÊ??? — exclamou Rony antes que pudesse se controlar. Stowood o fitou duramente, e Harry fez uma careta para que ele obedecesse às ordens do examinador, afinal era uma avaliação em grupo.


 


   Muito carrancudo Rony aproximou-se do caldeirão e inalou profundamente a fumaça.


 


— Sinto cheiro de torta de morango...


 


   Seu rosto começou a corar. “Por que justo ele tinha que falar da intimidade na frente dos outros?”


 


— E? – instigou Marcus


 


— Brisa da manhã – esse cheiro peculiar o agradava muito, pois era sempre de manhã que realizava os treinos nos Chudley Cannons.


 


— E o que mais? – insistiu o examinador, quando uma fumaça acastanhada saiu do caldeirão.


 


   Rony olhou de esgueira para a bancada de Hermione. A morena estava distraída, parecendo comandar os toques finais da poção de seu grupo.




Ele simplesmente não podia falar que o terceiro cheiro que invadia suas narinas, era da pele daquela garota.


 


— Castanha! — disse de súbito.  Harry fitou-o desacreditado, provavelmente sabia que a terceira fumaça não trazia aquele cheiro. Rony simplesmente evitou seu olhar.


 


   Poções foi a última matéria dos NIEMs para ele e Harry naquele dia, de forma que no fim da tarde eles já estavam livres. Aproveitaram parte da noite para estudarem Herbologia, a única matéria que faltava no dia seguinte. No meio da noite, Harry deixou os livros, para namorar Gina no sofá da Grifinória. E Rony subiu para o dormitório, desanimado.


 


   O exame de Herbologia aconteceu numa das estufas da escola. E foi mais provação para o ruivo.


 


   Quando a examinadora pediu para que eles retirassem suas mandrágoras do vaso, e identificasse qual estágio etário elas pertenciam, Hermione descuidou-se, e teve a mão mordida por uma planta adolescente. A morena deu um gritinho de dor, que quase impulsionou Rony a correr a seu encontro, preocupado. Contudo, cravou os pés no mesmo lugar, tentando não se importar.


 


   Assim mais um dia passou em Hogwarts, finalizando o ciclo de testes dos NIEMs. No dia seguinte regressariam para Londres e aguardariam nas suas casas os resultados dos exames.


 


    À noite a Grifinória organizou uma festa de despedida dos formandos, do qual pra variar, Harry fora o centro das atenções.


 


    Rony nunca estivera tão desanimado numa festa. Tomou alguns copos de cerveja amanteigada e foi dormir antes de qualquer um. Queria regressar logo para Toca, para longe de Hermione. Ainda mais quando a garota apareceu na festa com uma blusinha muito simples, mas extremamente provocante a ele. Há muito tempo que não ficava excitado por ela, e queria continuar assim, sob abstinência total quando assunto era aquela morena.


 


   No dia seguinte ele e Harry tomaram um café rápido e despediram-se de Gina e outros colegas. Harry ainda quis passar na cabana de Hagrid e Rony ficou conhecendo Dumby, um cão tão estabanado quanto Canino. Depois de despedirem-se de Hagrid, tomaram o rumo da estação e nesse momento Harry se separou dele, dizendo que ia procurar Hermione.   Rony não ficou chateado. Conhecia o quanto era difícil a Harry dividir-se entre os dois. Deu uma última olhada para os terrenos de Hogwarts do qual talvez nunca mais voltasse, ou se voltasse não seria como aluno. Em seguida entrou no trem.


 


   Dividiu a cabine com Neville, Dino e Simas. Seus companheiros de quarto na Grifinória por tanto anos.


 


***


 


   Hermione estava novamente sozinha, numa cabine do trem. Pelo menos, até Harry achá-la e entrar. Logo, os dois começaram uma conversa sobre os possíveis resultados dos NIEMs.


 


   O trem saiu da estação e começou a rumor para Londres. Através da janela, um dia calmo e ensolarado revigorava durante toda viagem.


 


Após várias horas, Hermione sentiu que estava faminta.


 


— Nossa, vou ver se acho o carrinho de doces. Preciso colocar alguma coisa no estômago! — disse a Harry, e partiu na direção dos corredores.


 


Primeiro rumou para direita e não viu sinal do carrinho e suas guloseimas.


 


Então, voltou-se para esquerda e quase imediatamente, trombou com Rony.


 


— Olha por onde anda! — resmungou ele encarando-a duramente.


 


— Olha você... Weasley! — retrucou Hermione com todo desprezo que conseguiu reunir.


 


— Aonde tá indo? O vagão da sonserina é para aquele lado! — brandiu eloquente, apontando para direita.


 


— Quê? — Hermione ficou confusa e irritada, por sonserina entrar subitamente na discussão. 


 


— É sim! Eu vi você numa conversinha com Draco Malfoy.


 


   Hermione inflou-se de ira. “Como pôde insinuar algo entre ela e Malfoy? Depois de meses sem se falarem, insultá-la era à única coisa que tinha a dizer?”


 


— Você viu ele falando comigo! Não eu falando com ele! –tentou se justificar.


 


— Vindo de você Granger, tudo se pode esperar... –balbuciou Rony, desprezível.


 


   Um impulso levou a mão de Hermione no rosto de Rony, estapeando-o com fúria. Rony permaneceu imóvel, talvez experimentando a pele formigar onde o tapa ecoara. Ela se deu conta da força que infligira, quando viu a pele alva do ruivo, ganhar um tom avermelhado. 


 


  Ela, porém não fraquejou desculpando-se. No seu íntimo sentia que ele merecera o tratamento.


 


“Quando havia se tornado tão grosso e impiedoso nas palavras?”


 


   Em seguida ele virou-se na direção oposta e sem nada dizer, afastou-se pelo corredor. Hermione imaginou o quanto Ron se resistira, mas nunca poderia saber.


 


   Entrou em uma das cabines, sumindo da vista dela não por um dia ou uma semana, mas muito mais tempo.


 


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