Hermione foi despertada pelo movimento constante dentro do quarto. Procurou por Mark ao seu lado, mas ele já não estava mais ali e provavelmente era ele quem andava pelo aposento.
- Bom dia. – ouviu-o dizer
Ela virou-se para vê-lo em pé a um canto do quarto, mexendo em sua mochila em cima da poltrona. Ele estava lindo vestindo uma calça jeans escura e uma blusa branca simples, e um sorriso estampado em seu rosto ao contemplá-la deitada na cama. Hermione sorriu para ele, que largou o que estava fazendo para aproximar-se dela.
- Bom dia, meu amor. – ela devolveu alegremente
Mark inclinou-se para beijar-lhe e depois se sentou na beirada da cama, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos unidas, o corpo um pouco virado na direção dela.
- Meu voo sai as quatro, mas achei melhor deixar as malas prontas. – ele informou de maneira casual, mas Hermione sabia que a conversa que ele desejava ter era outra
- Não queria que você fosse. – ela disse sincera, tê-lo por perto era sempre reconfortante
- Eu acredito, mas vai ser bom você passar essa semana aqui sem mim. – disse sério e Hermione franziu o cenho – Acho que você tem muitos assuntos pendentes a serem resolvidos aqui e, talvez, minha presença só atrapalhe.
- Do que você está falando? – ela perguntou preocupada
Mark suspirou e virou sua cabeça para frente, pendendo-a para baixo e fechando os olhos. Ele odiava ter conversas carregadas e difíceis, Hermione sabia disso. Ele voltou a encará-la, endireitando-se para ficar de frente para ela, com uma perna em cima da cama e a outra para fora.
- Se lembra do que conversamos ontem? Sobre nos mudarmos para cá depois do casamento? – ele perguntou e ela assentiu – Pois então. – ele pausou – Eu, mais do que ninguém, sei o quanto você sente falta da Inglaterra, da sua família e dos seus amigos. Sei o quanto você sofre por estar longe por tanto tempo. – ele disse com carinho e ela lhe sorriu tristemente – E era por saber de tudo isso que propus que viéssemos viver aqui, porque a única coisa que me importa é fazê-la feliz Hermione.
- Eu sei meu amor.
- Mas acontece que, eu já não tenho mais tanta certeza se você será feliz aqui. Se nós seremos felizes aqui. – ele confessou e ela não entendeu aonde ele queria chegar – Eu não gosto de quem você é quando está aqui. – admitiu cautelosamente – Você parece triste, magoada, misteriosa... – ele pausou mais uma vez – Como se estivesse tentando esconder algo de mim, e isso me assusta. Me assusta porque parece que estando aqui, eu estou perdendo você aos poucos.
Hermione sentou-se na cama, a mente ainda trabalhando devagar.
- Você não está me perdendo. – ela tentou dizer
- Sim, estou. – ele rebateu, pegando-a de surpresa – Eu sei que estou.
Mark respirou fundo, apoiando o queixo em uma das mãos e encarando-a com tranquilidade, com admiração e carinho. Eles ficaram algum tempo sem dizer absolutamente nada e Hermione podia sentir o desespero começar a invadir-lhe. Tudo o que menos precisava no momento era perder a única coisa que lhe restara de bom. Mark era sensato e calmo, e transparecia isso naquele momento, mas era fácil para ela enxergar o temor nos olhos dele também.
- Eu amo você Mark e não há nada aqui que possa mudar isso. – ela disse, tentando manter a voz firme
- Eu sei que você me ama, e eu te amo também. – ele concordou – Mas...
Mark hesitou por um momento, tentando fazê-la compreender da forma mais fácil. Ele lembrou-se de algo e deu um pequeno sorriso a ela.
- Lembra-se daquela frase do Lennon que você gosta? – perguntou referindo-se ao ex-beatle que ela tanto admirava – Ele disse: “Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.” – ele disse a frase e estudou a noiva por alguns instantes, antes de voltar a falar – Hoje estou optando por obedecer a filosofia do Lennon.
- Pare com isso Mark. – Hermione pediu desesperada
- Eu não estou rompendo com você Hermione, eu jamais faria isso! – ele se apressou em dizer – E também não estou abrindo mão de nós dois e dos nossos planos, não é nada disso. Eu só estou tentando descobrir se... – ele respirou fundo – Estou tentando descobrir se conquistei não só o seu coração, mas sua alma também. E eu jamais vou descobrir isso se não te der a chance de escolher entre mim e seu passado. Porque é fácil me escolher estando longe de tudo e de todos, tendo apenas a mim como porto seguro, mas aqui, rodeada pelo seu passado e pelas pessoas que você mais ama, você vai decidir se eu sou a escolha certa.
Mark observou-a por alguns instantes, enquanto ela deixava algumas lágrimas escaparem. Ele se aproximou e secou a face da noiva suavemente com as costas da mão, acariciando-a em seguida e beijando-a com carinho e paixão. Quando se soltaram Hermione o olhava suplicante.
- Isso é loucura. – ela murmurou
- Eu sei que é, mas eu preciso fazer isso. – ele insistiu e beijou-a mais uma vez – Na segunda-feira pela manhã, eu vou estar te esperando naquele aeroporto. Se você aparecer eu quero me casar com você na manhã seguinte. – ele disse com paixão e o coração dela se acelerou – Mas se você não aparecer eu vou ficar bem, porque eu saberei que você seguiu seu coração e que estará feliz. Tudo bem?
Hermione assentiu, sua testa encostando-se a dele e sua garganta queimando.
- Eu não estou desistindo de você, ouviu bem? – ele afirmou e ela riu, entre o choro – Não ouse pensar isso. Muito pelo contrário, fazendo isso eu estou mais do que nunca lutando por você. Porque você é incrível demais para que eu possa tê-la apenas pela metade. Eu quero você por inteira e só a terei se deixá-la livre para escolher.
Hermione concordou mais uma vez, não conseguiria dizer nada, seu coração doía e ela agora só estava mais confusa do que estivera durante sua vida inteira. Aquele homem a sua frente era maravilhoso e ela tinha medo de que seu coração não o escolhesse, tinha medo de que seu coração a traísse novamente, como sempre acontecia quando estava próxima a Harry. Hermione puxou Mark para mais um beijo e abraçou-o com força, enquanto ele beijava-lhe os cabelos.
- Eu amo você. – ela sussurrou e ele sorriu sereno – E hoje, mais do que nunca, eu tenho certeza que minha decisão de ir para Nova York, há dez anos, não foi um erro.
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O dia havia sido maravilhoso, o almoço tivera um clima agradável e ameno, com as visitas de Rony, Sarah, Draco, Gina e os gêmeos, que haviam ido para se despedirem de Mark. Agora Hermione, Harry e as crianças estavam no aeroporto, aguardando o embarque do homem, que já havia sido anunciado.
- Preciso ir. – ele informou a noiva com um breve sorriso
Hermione também lhe sorriu. Estava muito mais tranquila do que quando conversaram pela manhã, agora parecia entender o que Mark havia decidido, ele estava dando a ela a chance de escolhê-lo acima de qualquer coisa.
- Me ligue assim que chegar, tudo bem? – ela pediu, brincando com a gola da camisa dele
Mark assentiu e beijou-lhe a testa, se afastou dela em seguida para se despedir das crianças.
- Meninos, foi um prazer conhecer vocês quatro. Próxima vez que nos virmos vou querer aquela revanche hein? – ele disse e os quatro assentiram sorridentes – Muito bem. Vocês duas me deem um beijo. – ele pediu as duas garotas, que prontamente obedeceram – E vocês dois, batam aqui. – disse estendendo a mão no ar e os garotos bateram com força – Ótimo!
- Tchau, tio Mark. – se despediu David por último
- Tchau garotos, cuidem da tia Mione pra mim. – pediu em tom sério, e eles concordaram, sentindo-se importantes
Mark se dirigiu a Harry e os dois apertaram as mãos, sorrindo um para o outro.
- Foi bom te conhecer. – foi Harry quem disse
Mark puxou-o para um abraço, batendo nas costas do moreno.
- Dessa vez cuide bem dela Harry. – ele disse baixo, para que só Harry escutasse
Quando eles se afastaram Harry tinha um olhar confuso e Mark piscou para ele, com um pequeno sorriso na face. Harry se perguntou se Mark sabia da verdade, mas não teve tempo de tirar sua dúvida, pois o outro homem já se afastava dele. Mark olhou para a noiva e suspirou, abraçando-a e beijando-a, enquanto Harry desviava o olhar.
- Tchau meu amor. – ele disse a ela com serenidade
- Até segunda-feira. – Hermione disse com convicção, mas ele apenas lhe sorriu – Eu amo você.
- Também amo você. – disse, beijando-a mais uma vez – E não se preocupe, vou me alimentar direito.
Mark a encarou com ar brincalhão e ela riu, despejando vários beijos nos lábios dele. Deram um último e demorado beijo antes de soltarem-se. Mark acenou mais uma vez para Harry e as crianças e depois para a noiva, virando-se e andando em direção ao portão de embarque. Hermione ficou parada, com o coração apertado, assistindo ele se afastar. Antes de desaparecer ele olhou uma última para ela e deu um último sorriso, sumindo em seguida. Hermione cruzou os braços e suspirou, seu semblante era triste. Sentiu Harry passar o braço por seus ombros e sacudi-la.
- Hei, não fique tão triste, você o verá na segunda. – disse o amigo, tentando animá-la – Vai passar tão rápido que você nem vai perceber.
Hermione olhou para ele com carinho e lhe deu um meio sorriso, afinal aquele era um gesto nobre da parte dele. Ela respirou fundo e assentiu, tentando afastar Mark de seus pensamentos.
- Muito bem, hora de deixarmos os pestinhas. – Harry declarou em tom divertido, soltando-a
Hermione riu e as crianças lamentaram. Harry iria deixá-los na casa do avô, para passarem dois dias com ele, mas as crianças não estavam muito felizes com a ideia.
- Papai, não queremos ir. – resmungou David
Eles já caminhavam para fora do aeroporto, Harry segurando a mão de Jake e Hermione a de Julie, tendo David e Melissa entre eles.
- Sinto muito meus amores, mas vocês não foram nem um dia das férias lá ainda, e eu havia prometido que os levaria depois do aniversário de Adam e Michael. – Harry disse, irredutível
Eles fizeram caretas em resposta, menos Melissa que sorriu da reação dos irmãos.
- Vocês não gostam de lá? – perguntou Hermione
- Odiamos. – respondeu Jake, fazendo os irmãos rirem
Harry se segurou para não rir também e Hermione seguiu o exemplo dele.
- Não é que não gostamos tia. – começou Melissa a responder – É só que lá é diferente. Vovô é um pouco rígido e antiquado, gosta de manter a disciplina. Ele tem algumas regras e acha que devemos segui-las.
- E digamos que nós não gostamos muito das regras dele, e por isso não seguimos elas. – completou David maroto
Hermione teve que rir e Harry balançou a cabeça, repreendendo-a, mas acabou soltando uma risada também.
- Isso é charme Hermione, no final eles acabam se divertindo lá, não é verdade? – Harry insistiu, mas eles nada disseram – Lá tem piscina, tem videogame e tem até um mini campo de quadribol!
- Parece bem legal! – Hermione tentou incentivá-los
Eles voltaram a ficar em silêncio e Hermione olhou penalizada para Harry, que apenas fez sinal para que ela não desse muita importância. Eles entraram no carro e Harry começou a dirigir em direção à zona mais nobre de Londres. Hermione se lembrava vagamente do lugar, o casamento de dele havia sido realizado lá.
- A senhora ainda vai estar lá em casa quando a gente voltar tia? – perguntou Julie, preocupada
- Mas é claro que sim! – garantiu-lhes Hermione e eles pareceram se animar um pouco mais – E vou fazer panquecas quando vocês voltarem, e você vão poder se lambuzar com bastante calda em cima delas. O que me dizem?
Eles comemoraram e Hermione riu, satisfeita por animá-los. Harry também sorriu, agradecendo Hermione com um olhar. Eles continuaram a fazer planos para a volta deles e pouco tempo depois Harry parou o carro em frente à mansão dos Spark e desligou o motor, se virando para olhar os filhos no banco de trás. Eles já pareciam mais conformados. Harry sorriu para eles e Hermione também sorriu.
- Prontos? – ele perguntou a eles, que nada responderam – Vamos meus amores, é o avô de vocês e ele fica feliz quando vocês vêm visitá-lo. Vão ser apenas dois dias e logo vocês estarão em casa novamente, certo? – dessa vez eles concordaram e começaram a se mexer – Por Merlin, não se esqueçam de lavar as mãos antes das refeições, nem de escovarem os dentes antes de dormir e... – ele tentou se lembrar de mais alguma coisa – Ah, e não falem palavrões, o avô de vocês odeia!
Eles assentiram novamente, beijaram Harry e Hermione um a um e depois desceram do carro, carregando suas mochilas. Harry não desceu e avistou Charlie, o irmão de Camille, vindo em direção ao portão. Na maioria das vezes era ele quem recebia as crianças, já que Harry e o Sr. Spark não conversavam, e Harry se sentia muito mais tranquilo sabendo que Charlie passaria aqueles dias com eles.
- Boa tarde Harry. – desejou Charlie simpático, abrindo o portão
Charlie era muito branco e tinha os cabelos negros um pouco ondulados, era esguio e bonito. Harry sorriu para ele, gostava do ex-cunhado, sempre se deram bem.
- Oi Charlie, como vai? – retribuiu Harry, vendo-o abraçar as crianças, que depois correram portão adentro
Charlie se aproximou mais do carro para cumprimentar Harry e só então notou a presença de Hermione no banco do carona. Ele parou de súbito com a surpresa e Harry se segurou para não rir.
- Se lembra da Hermione não é? – perguntou Harry em tom divertido
Hermione corou violentamente, sem graça com a situação. Charlie piscou algumas vezes e balançou a cabeça.
- Mas é claro... claro que sim. Me lembro. – gaguejou parando ao lado da porta de Harry e se apoiando na abertura do vidro, estendendo a mão por sobre Harry – Como vai Srta. Granger?
Hermione, ainda corada, apertou a mão do rapaz, que ela se lembrava ser dois anos mais novo do que ela. Ele continuava belo e exótico, ainda usava um brinco na orelha esquerda e seu sorriso ainda era branco e jovial. A última vez que vira Charlie fora no casamento de Harry.
- Vou bem Charlie e você? – ela perguntou, deixando a formalidade de lado, fazendo-o sorrir outra vez
Eles soltaram as mãos e Charlie encolheu o braço, voltando a apoiá-lo na porta. Harry ainda tinha um sorrisinho nos lábios.
- Vou bem também Hermione. – ele respondeu – Não sabia que você estava em Londres, voltou para ficar?
- Não, não. Apenas a passeio mesmo. – ela disse sorrindo gentilmente
Charlie assentiu, parecia um pouco tímido e sem jeito, o que fazia Harry achar ainda mais graça na situação. Harry riu, o que fez o ex-cunhado lhe dar um leve empurrão no braço e Hermione corar ainda mais.
- Foi bom te rever Hermione, você não mudou quase nada. – Charlie disse, tentando encerrar o encontro
- O mesmo digo eu Charlie. – ela retribuiu – Bom te rever também.
Eles sorriram um para o outro.
- Até mais seu idiota! – disse Charlie a Harry, que sorriu mais uma vez – Pode deixar que tomo conta dos seus filhos.
Harry apertou a mão dele e os dois sorriram.
- Obrigada cara, até terça. – disse o moreno
Eles se despediram e Charlie deu um último aceno de cabeça a Hermione antes de entrar. Harry arrancou o carro e explodiu em uma gargalhada. Hermione revirou os olhos e lhe bateu.
- Não teve graça, foi tão constrangedor. – ela disse estremecendo – E você sabia não é, nem para me avisar!
Harry não conseguia parar de rir, enquanto ela voltava a bater em seu braço. Quando ambos pararam Harry respirou fundo, se concentrando no caminho a sua frente.
- Me desculpe, eu devia ter te avisado, mas não resisti. – confessou maroto – Queria ver a cara de vocês dois quando se encontrassem. Foi impagável!
Hermione fez uma careta para ele, mas depois deu um sorriso.
- Você se lembra de quando o conheceu no meu casamento? – Harry perguntou, voltando a rir
- Como poderia me esquecer. – ela disse em tom de lamentação – Não acredito que quase fiquei com ele naquele dia. Merlin! Ele só tinha dezesseis anos!
Harry soltou outra gargalhada e Hermione o seguiu, envergonhada. Charlie não havia estudado em Hogwarts com eles, passara toda a sua adolescência em um internato bruxo na França e eles se conheceram no dia do casamento de Harry.
- Vamos, se dê um crédito, o garoto sempre foi maduro e tinha aparência de ser mais velho. – ele tentou consolá-la – E ele sempre foi galanteador.
Hermione suspirou resignada, se lembrava exatamente daquele dia. No exato momento em que Charlie a vira, ele se encantou por ela e ela por ele. Não que tivesse se interessado por ele, mas estava carente e frágil, tendo um dia difícil, um dos piores de sua vida e Charlie parecia ter sido destinado a salvá-la de um sofrimento maior, uma fuga daquela realidade. Ele tinha apenas dezesseis anos, um ar rebelde e divertido, além de inteligente e exótico, e tornara o casamento de Harry menos doloroso para ela e mais agradável.
- Merlin, aquele dia parece ter acontecido há séculos. – ela disse distante – Me lembro que você ficou morrendo de ciúmes dele.
Harry fechou a cara.
- Mas é claro! – disse fazendo-se de ofendido e Hermione gargalhou – Tive vontade de pegar aquele moleque e encher de murros, ele deu em cima de você a festa inteira e você cheia de sorrisos pra ele, eu me lembro ouviu? – disse apontando o dedo para ela
- Como você é ridículo! – ela disse rindo, em tom de brincadeira – Você estava se casando e eu não podia flertar com o irmão da noiva?
- Você fez para me provocar, sempre soube disso. – ele afirmou convencido e ela riu mais uma vez
- Claro, claro. – fingiu concordar – Qual a parte do “você estava se casando” você ainda não assimilou senhor Potter? – perguntou irônica – Eu estava lá, triste e deprimida, e um herói chamado Charlie apareceu para me salvar.
Harry abriu a boca, em fingido assombro e ela riu do teatro dele.
- Herói? – perguntou descrente e balançou a cabeça – Ele tinha dezesseis anos!
Hermione riu e lhe deu outro tapa. Harry olhou para ela sorrindo e assumiu um tom mais sério.
- Quem diria. – começou surpreso – Hermione Granger falando do passado.
Hermione maneou a cabeça com um pequeno sorriso.
- Estou de bom humor Potter. – avisou divertida
Harry assentiu sorrindo.
- Bom, estamos livres das crianças hoje. – ele disse, mudando de assunto – O que a senhorita prefere, sair para dançar e beber, ou ficar em casa, enquanto eu preparo minha especialidade e bebemos um bom vinho?
- Estou velha demais para dançar e me embebedar. – ela informou e ele riu – E estou curiosa para provar sua especialidade. Qual é?
Harry fez cara de suspense e ela implorou com o olhar, fazendo-o rolar os olhos.
- Carneiro assado com batatas. – ele disse por fim, com os olhos na estrada
Hermione franziu o cenho.
- É meu prato preferido. – ela disse encarando-o
- Eu sei. – ele disse simples, sem fitá-la
Hermione virou o rosto para a janela e deu um pequeno sorriso, tentando esconder seu contentamento ao saber que ele tornara o prato preferido dela em sua especialidade na cozinha.
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Harry e Hermione estavam sentados confortavelmente no tapete da sala, estavam de frente um para o outro, cada um com uma taça, já quase vazia, de vinho na mão. Estavam esparramados e riam de qualquer coisa que ele havia dito, o álcool já fazendo efeito em ambos. O jantar, preparado por Harry, estava maravilhoso e eles já o haviam devorado há algumas horas, e agora já partiam para a segunda garrafa de vinho.
- Merlin, faz tempo que não bebo desse jeito. – Hermione disse, parando aos poucos de rir
- Deveria fazer mais vezes, você fica adorável. – elogiou com simplicidade
Hermione sorriu em agradecimento, sem se incomodar com o elogio dele, pela primeira vez desde que se reencontraram ela sentia-se completamente a vontade ao lado dele, aquela noite eles eram apenas os melhores amigos dos tempos de Hogwarts.
- Próximo tema, você escolhe. – disse Harry, servindo-lhes mais vinho
- Certo... – ela concordou, pensando durante alguns segundos – O tema vai ser: a guerra. – decretou séria
Harry assentiu calmamente, falar com ela sobre aquele tema era reconfortante, há muito tempo não falava sobre a guerra com ninguém e precisava admitir que aquilo lhe sufocava.
- Eu ainda tenho pesadelos de vez em quando. – confessou com os olhos tristes – Sonho com os corpos de Fred, Remo, Tonks e todos os outros, estirados no Salão Principal de Hogwarts. Sonho com Cedrico naquele cemitério, e com Sirius caindo naquele véu...
Hermione apoiou o cotovelo no sofá e a cabeça na mão, olhando-o com pesar enquanto ele falava. Harry deu um pequeno gole em sua taça e passou a encarar o líquido.
- Ainda sonho com Rony nos abandonando naquela floresta ou com Dumblendore despencando do castelo. – ele continuou com a voz falhando – E ainda sonho com você desmaiada no Ministério. Na verdade esse é o mais constante.
Os olhos de Hermione se encheram de lágrimas e ela segurou a mão dele sobre o tapete, entrelaçando suas mãos. Harry olhou para ela, o coração apertado por se lembrar de todas aquelas coisas, e eles se encararam com carinho.
- Eu ainda sonho com você morto nos braços de Hagrid. – dessa vez Hermione falou – E parece tão real que acordo chorando ou gritando seu nome.
Harry beijou a mão dela que estava entrelaçada com sua, se odiava por tê-la feito passar por aquilo, pelo desespero de pensar que estava morto.
- Você acha que algum dia vamos conseguir esquecer tudo isso? – ele perguntou esperançoso
- Não, acho que não. – ela respondeu sincera – Mas dizem que com o tempo a dor diminui e a saudade também.
Harry assentiu e eles ficaram em silêncio por alguns instantes, apreciando o momento e o que haviam acabado de compartilhar. Hermione viu um pequeno sorriso se formar nos lábios de Harry.
- O que foi? – quis saber
- Você acorda mesmo gritando o meu nome? – perguntou zombeteiro
Hermione riu e soltou sua mão da dele, dando-lhe um tapa no braço e fazendo-o rir.
- Você é terrível Potter! – ela o acusou
- Vamos para o próximo tema Granger. – informou ainda rindo – E o tema será: Nova York.
Hermione rolou os olhos.
- Nova York é um tédio, um tédio total! – ela disse aborrecida
- Você não pode estar falando sério, já ouvi falar maravilhas de Nova York. – ele contestou
Hermione deu um gole em sua taça e maneou a cabeça.
- Tudo bem, Nova York não é um tédio, só não é meu lugar favorito. – ela completou
- Então me diz, como é sua vida lá? – ele reformulou a pergunta
- Você quer a verdade? – ela perguntou e ele assentiu – Nova York é a cidade dos sonhos de muitas pessoas, mas não é a minha. É como se eu não me encaixasse lá, entende?
- Como se não pertencesse. – ele disse, mostrando que entendera
- Isso. – ela confirmou, suspirando – Eu sinto falta de casa. Merlin, como sinto falta de Londres, de como aqui é calmo e aconchegante, e eu sinto falta dos ingleses, de como eles são educados e gentis... – Harry riu com o comentário dela – E principalmente, sinto falta de vocês, dos meus pais e da minha antiga vida. – ela pausou, os olhos tristes e saudosos – E a responsabilidade que tenho sobre mim lá é exaustiva Harry, as vezes acho que não vou suportar, tenho vontade de jogar tudo para o alto e voltar correndo para cá.
- Mas aí não seria você. – ele constatou e ela deu um pequeno sorriso
- Você tem ideia do que é ser uma inglesa chefiando o maio departamento dos Estados Unidos? – ela fez uma pergunta retórica – As pessoas ficam esperando qualquer deslize meu, qualquer coisa que prove que eu não sou boa o suficiente. Eu não aguento mais. – ela desabafou – Você sabe como eu consegui essas duas semanas de férias? – ela perguntou e Harry negou – Mark teve que ir até o Ministro e dizer a ele que se eu não tivesse esse tempo, eu iria pedir as contas. Claro que eu tentei impedi-lo, mas Mark não quis me obedecer dessa vez, ele sempre diz que eu trabalho demais e às vezes não me deixa abusar muito.
Harry estava penalizado com o desabafo da amiga, nunca imaginara o tamanho do fardo que ela carregava.
- Mark acaba de ganhar vários pontos comigo. – Harry disse sério – Pelo simples fato dele estar cuidando de você.
Hermione deu um pequeno sorriso.
- Alguém tem que cuidar, já que você não está por perto. – ela disse em tom de brincadeira, mas eles não sorriram – Sinto tanto a sua falta! – ela confessou com aflição
Harry sentiu seu coração falhar e se adiantou até ela, abraçando-a e deitando a cabeça dela em seu ombro, enquanto acariciava seus cabelos.
- E eu sinto a sua. – ele sussurrou – Às vezes eu me pego pensando em como você está lá, se você está precisando de mim, ou se você está se alimentando direito e dormindo direito...
- Você sempre cuidou de mim, até de forma exagerada é verdade. – ela disse e ambos riram – Mas eu amava isso. Você sempre me obrigava a me divertir, se lembra? – ele assentiu – Mark até tenta, mas não tem tanto sucesso quanto você.
Harry se afastou para encará-la, tinha um olhar divertido e um sorriso maroto nos lábios.
- Quer dizer então que a senhorita não anda se divertindo muito? – perguntou perigosamente
Hermione estreitou os olhos para ele.
- O que você está pensando em aprontar Potter? – perguntou desconfiada
- Eu? Nada. – disse nada convincente, se levantando disfarçadamente – Estou apenas planejando um banho no lago.
Hermione arregalou os olhos, mas antes que ela pudesse fazer ou dizer qualquer coisa, Harry a pegou no colo e sorriu vitorioso.
- Harry! – ela gritou, repreendendo-o – Não pense em fazer isso Harry, ou eu mato você!
Mas Harry apenas gargalhou, enquanto caminhava calmamente para o fundo da casa. Hermione tentava a todo custo soltar-se dos braços dele e descer de seu colo, mas sem sucesso, Harry era muito mais forte e ágil do que ela.
- Por favor, Harry. – ela implorou, mudando a tática
- Mas eu estou lhe fazendo um favor. – ele rebateu
Hermione se desesperou quando Harry pisou o pé no quintal da casa, com o lago a alguns metros.
- Ah Merlin, você vai mesmo fazer isso. – ela constatou amedrontada
- Vou Mione, é para o seu bem. – disse cínico
- Seu idiota! – ela xingou-lhe divertida e ele riu mais uma vez
Harry parou na beirada do lago, ambos estavam com os pés descalços.
- Pronta? – ele perguntou e ela lhe fuzilou com o olhar – Acho que isso foi um sim.
Hermione bateu no ombro dele e tentou mais uma vez se soltar, mas Harry não se importou e adentrou no lago, a uma altura que lhe cobria até a cintura. Hermione dessa vez apertou os braços em volta do pescoço do amigo e fechou os olhos com força, aguardando o banho gelado. Harry riu e, ao invés de soltá-la, ele mergulhou junto com ela. A água estava gelada e ambos emergiram rindo.
- Você me paga Potter! – ela gritou, passando a jogar água nele
Uma guerra de água se iniciou e pouco tempo depois ambos pararam, exaustos e rindo muito. Eles estavam um pouco distantes e Harry nadou até ela, parando a sua frente.
- Você está se divertindo. – ele observou satisfeito – Tudo o que eu queria era colocar esse sorriso no seu rosto.
- E conseguiu. – ela disse com um enorme sorriso – Você sempre consegue.
Harry a olhava com admiração e ternura, ela estava simplesmente linda a luz do luar e com aquele sorriso que ele tanto amava. Harry suspirou e puxou-a para si com cuidado. Hermione não protestou, estava ansiosa por um abraço de Harry depois de tudo o que ocorrera naquela noite. Harry a enlaçou pela cintura e Hermione passou as pernas pelos quadris dele, flutuando sobre o lago. Eles se encararam, os verdes dos olhos dele nos castanhos dos olhos dela, e poderiam passar o resto da vida daquele jeito que não se importariam.
- Obrigada por essa noite. – Hermione agradeceu – Me senti em Hogwarts novamente.
Harry sorriu.
- A melhor época da minha vida. – ele declarou e ela assentiu, também sorrindo
Eles se abraçaram e Harry enterrou seu rosto no pescoço dela, fechando os olhos e sentindo aquele cheiro que só ela tinha. Hermione estava com os braços ao redor do amigo e com uma das mãos acariciava os cabelos dele com carinho.
- Porque qualquer coisa que eu faço ao seu lado tem que se tornar perfeito? – ela perguntou com arrebatamento
Harry soltou uma fraca risada, mantendo os olhos fechados.
- Porque você tem que ser perfeita? – rebateu no mesmo tom, afastando os cabelos dela para roçar o nariz em seu pescoço – Merlin! Eu já disse como amo seu cheiro?
Hermione assentiu sorrindo, seu corpo se arrepiou com o contato dele e ela estremeceu.
- Está sentindo frio? – ele perguntou preocupado e abraçou-a com mais força, esfregando as mãos ao lado do corpo dela, na intenção de esquentá-la
Hermione não respondeu, apenas retribuiu o apertado abraço dele e fechou os olhos, sentindo seu coração acelerado. Harry estava embriagado pelo cheiro que exalava dela, pela pele quente e macia dela em contato com sua e com a respiração dela tão próxima da sua nuca. Ele não iria suportar muito tempo, amava-a demais e estar tão perto dela era ao mesmo tempo um sonho e uma tortura.
- Mione... – ele sussurrou, sem mais suportar
Eles se abraçaram ainda mais forte, se isso era possível, como se quisessem estar o mais próximos que pudessem um do outro. Ambos sabiam o que o outro estava sentindo. Harry passou a beijar o pescoço de Hermione com paixão e ela enterrou os dedos nos cabelos negros e molhados dele.
- Harry... – ela murmurou ofegante – Não faz isso, por favor.
- Por quê? – a voz dele saiu abafada e ele continuou a beijar seu pescoço e passeando suas mãos pelas costas dela
- Harry, para... – ela implorou, tentando desesperadamente obedecer sua razão
Harry suspirou e parou a carícia, repousando uma das mãos na nuca dela e afastando-se para encará-la. Os olhos verdes dele transpareciam todo o amor e desejo que ele sentia e Hermione prendeu a respiração, encarando-o dolorosamente.
- Por que Mione? – ele perguntou novamente com agonia – Me dê um motivo justo.
Hermione fechou os olhos em lamentação e Harry pousou uma das mãos na face dela, enquanto a outra permanecia na nuca da mulher.
- Porque eu tenho medo. – ela confessou com a voz trêmula e abriu os olhos para encontrar o olhar atormentado dele – Eu tenho medo de me machucar novamente Harry, porque eu sei que se eu me entregar ao que eu sinto por você, eu não vou conseguir mais me afastar.
- Olha bem para mim. – ele pediu com urgência e ela obedeceu – Nós sempre tivemos essa conexão maluca, sempre compreendemos e enxergamos um ao outro apenas pelo olhar, não é verdade? – ele tinha a voz firme – Então eu quero que você olhe nos meus olhos e escute o que eu vou te dizer. – Harry engoliu em seco ao sentir a intensidade do olhar dela sobre si – Eu prometo que nunca mais vou te magoar novamente, prometo que se você me der uma chance eu vou provar para você o quanto posso te fazer feliz. Eu prometo.
Os olhos de Hermione encheram-se de lágrimas.
- Será que você consegue enxergar isso nos meus olhos, será que você consegue ver o quanto estou sendo sincero Hermione? – ele perguntou com a voz grave
Hermione assentiu, uma lágrima escapando de seus olhos e misturando-se com as gotas de água. Harry sentiu faltar ar em seus pulmões e seu coração parar por uma fração de segundos. Seria aquilo uma permissão? Ele olhou com cuidado os olhos dela e encontrou o que desejava.
- Merlin... – sibilou e ela lhe deu um tímido sorriso
A mão de Harry que estava na nuca dela tremia, mas ainda assim ele puxou a face dela de encontro a sua e estavam tão próximos que sentiam suas respirações, ofegantes, se misturarem. Harry e Hermione buscaram os olhos um do outro uma última vez, o coração de ambos batia acelerado e todos os sentimentos guardados durante todos aqueles anos pareciam inundar-lhes. Hermione fechou os olhos e, sem esperar mais um segundo sequer, Harry beijou-a. Era um beijo intenso e apaixonado, um beijo que eles passaram anos desejando. Harry explorava a boca dela com extremo cuidado e paixão, como se estivesse fazendo-o pela primeira vez na vida. Eles não queriam desgrudar suas bocas, como se quisessem recuperar os anos perdidos naquele único beijo, mas a necessidade de respira fez com que se soltassem. Terminaram o beijo ofegantes e Harry ainda distribuía vários beijos nos lábios e na face dela.
- Merlin. – ele repetiu com a voz rouca, colando sua testa a dela – Eu tive tanto medo de morrer sem provar seus lábios mais uma vez.
Hermione sentiu todo o seu corpo se aquecer com a confissão dele e colou seus lábios com força, segurando a nuca dele, como que temendo que ele lhe escapasse. Ela precisava dizer algo a ele, algo que estava preso em sua garganta há muito tempo, e que a sufocava.
- Eu amo você! – ela murmurou ainda de olhos fechados e com sua testa colada à dele
Harry soltou todo o ar em seus pulmões, a felicidade invadindo-o como um raio, ao ouvir aquilo que passara tanto tempo desejando escutar.
- Diz outra vez. – ele implorou, acariciando-a com carinho e desejo
Hermione sorriu e provou os lábios dele outra vez. Eles abriram os olhos no mesmo instante e ao se encararem, depois de terem enfim se rendido um ao outro, parecia que estavam se vendo pela primeira vez em muitos anos. O olhar de ambos continha um brilho intenso e exultante.
- Eu amo você Harry James Potter. – ela repetiu docemente, fazendo o coração de Harry doer – Eu amo tanto você!
Harry puxou-a para outro ardente e urgente beijo, explorando cada parte do corpo dela com as mãos, descendo-as pelas pernas dela, que ainda rodeavam sua cintura, fazendo-a estremecer.
- Eu amo você... – ele disse entre a boca dela, sem parar de distribuir-lhe beijos – Eu amo você... – outro beijo – Eu amo você!
Hermione segurou o rosto dele entre as mãos e passou a beijar cada canto da face dele, a testa, os olhos, o nariz, o maxilar e por fim voltando a seus lábios. Harry passou os braços pela cintura dela e abraçou-a com força contra si, sentindo seu corpo ansiar pelo dela.
- Eu quero você! – ele disse com a respiração entrecortada e a voz falhando
Hermione colou seu rosto ao dele, enterrando uma das mãos nos cabelos macios dele, enquanto a outra mão percorria as costas dele. Eles ficaram em silêncio por breves instantes, apenas sentindo o corpo e a respiração ofegante um do outro. Harry ansiava por uma resposta dela e sentiu seu corpo vibrar quando a sentiu assentir vagarosamente contra seu rosto. Harry afastou-se para encará-la e viu nos olhos castanhos o mesmo desejo e amor que sabia estar em seus próprios olhos. Ele acariciou a face dela com carinho, passando o polegar pelos lábios vermelhos e inchados dela, vendo-a fechar os olhos com o toque. Ele aproximou suas faces e roçou seus lábios aos dela de maneira provocante, ele mordiscou-o e sorriu ao vê-la suspirar, enfim beijando-a, dessa vez com uma calma e paciência que fazia o corpo dela doer.
- Você tem certeza? – ele perguntou inseguro
- Sim! – disse sem vacilar e beijou-o novamente
Harry começou a caminha para fora do lago, com ela enlaçada a sua cintura, sem desgrudar suas bocas um segundo sequer. Amaldiçoou a si mesmo por ter feito uma casa tão grande e praguejou baixinho, fazendo-a rir ao compreender. A risada dela fez seu corpo inteiro vibrar e ele intensificou o beijo, parando no meio do quintal.
- Segure-se. – ele a precaveu
Hermione agarrou-se a ele e beijou-o ainda mais ardentemente, sentindo um solavanco quando ele aparatou. Harry quase caiu quando seus pés tocaram o chão da sala, ao pé da escada, e Hermione riu novamente.
- Você é maluco! – disse rindo
Harry também sorriu e encostou-a a parede, ouvindo-a gemer em aprovação e ele mesmo soltar um gemido rouco. Harry enfiou a mão por debaixo da blusa dela, subindo-a na intenção de tirá-la. Eles tiveram que interromper o beijo para passar a blusa pela cabeça dela e assim que ele concluiu ela fez o mesmo com a camisa dele, sendo ajudada apressadamente por Harry. Eles ansiavam por sentir a pele em contato com a do outro e suspiraram quando enfim conseguiram. Harry olhou o corpo de Hermione com um olhar ardente e aquilo a fez enlouquecer. Eles voltaram a se beijar e Harry a abraçou protetoramente, e ela soube que ele iria aparatar mais uma vez. Ele assim o fez.
- Foi a última, eu prometo. – ele disse divertido, quando enfim notou que estavam em seu quarto, a poucos passos da cama
Hermione desceu de Harry e ficou de frente para ele. A luz da lua inundava o quarto pela varanda e eles podiam ver os olhos um do outro com extrema nitidez. Hermione passou a mão pela face dele e repousou a outra em seu tórax, enquanto as duas mãos dele repousavam em sua cintura. Eles se encararam por algum tempo, apreciando cada segundo daquele momento, guardando-o na memória para sempre. Harry pousou sua mão sobre a mão dela que estava em seu tórax, era a mão direita dela, e cautelosamente ele começou a tirar o anel de noivado do dedo anelar, olhando nos olhos dela. Hermione suspirou quando ele por fim retirou o anel de seu dedo e o viu guardar no bolso de sua calça. Ela não se importava com mais nada no momento e o olhar dele era tão tranquilo e carinhoso que ela estava presa somente a ele.
- Eu te amo. – ele disse uma última vez, antes de voltar a beijá-la, levando-a até a cama
Aquela noite era enfim a noite em que eles se rendiam um ao outro, a noite em que eles voltavam a ser dois adolescentes na Sala Precisa, a noite em que eles voltavam a permitir que se amassem, e que Merlin conspirasse para que dessa vez fosse definitivo.
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Bem, capítulo enorme e cheio de emoções para vocês! :) Preciso fazer algumas observações:
1 - Eu imaginei esse capítulo desde o início da fic e eu imaginei ele de tantas formas diferentes e tantas vezes que, agora que eu efim o escrevi, eu não sei se gostei. Sério mesmo, estou tão insegura em relação a ele que passei horas lendo-o e relendo-o. Então me desculpem se os decepcionei!
2 - Algumas pessoas disseram que eu as fiz gostar do Draco e eu fiquei tão incrivelmente feliz com isso! Porque é tão fácil gostar do Draco pra mim, ele é sem duvidas um dos meus personagens preferidos, e é tão fácil pra mim vê-lo como um garoto amendrontado que só precisva de alguém forte o suficiente para ajudá-lo a lidar com a pressão dos pais e suas próprias escolhas. Infelizmente esse Draco não pareceu claramente nos livros, mas é assim que eu o enxergo e só tentei colocar meu Draco ideal nessa fic! Muito obrigada pessoal!
3 - Terceiro e último, porém não menos importante. A questão é que, eu sei que o Mark perece perfeito demais para ser verdade, mas eu preciso dizer que não há NADA de errado com ele! O Mark para mim é como uma esperança, esperança de que ainda exista gente assim no mundo, pessoas que são honestas, sinceras e altruístas. E eu sei que ele assusta por ser um grande cocorrente para o Harry, mas acho que a Mione merece ter uma boa opção.
Bem, então é isso. Muito obrigada mesmo a todos vocês, vocês são incríveis e me fazem querer escrever essa fic mais do que qualquer outra coisa! Beijos a todos, e não deixem de comentar e votar!
Isis Brito: Isis eu estou tentando imaginar o quão satisfeita você deve estar com esse cap., porque seu último comentário foi realmente ansioso e sei que você estava esperando que enfim a Hermione e o Harry se acertassem! rsrs Enfim... a Hermione parou de lutar e o beijo que você tanto necessitava aconteceu! Obrigada querida, muito obrigada mesmo! Beijos
Melissa Hashimoto: Depois do seu último comentário não sei se você ficou feliz ou triste com esse cap., porque de todos os leitores você com certeza é a maios fã do Mark rsrs Mas a fic ainda não acabou e bem, eu ainda não cheguei a uma conclusão sobre quem vai ser melhor para a Mione. Sério que você não gosta do Draco? Eu amo ele e tudo relacionado a ele, porque é tão fácil pra mim enxergá-lo como um garoto que cedeu a pressão dos pais e que não se sente feliz com isso. Mas no fim, que bom que consegui fazer você gostar dele ao menos um pouquinho, esse é o Draco que eu sempre enxerguei e talvez por isso eu o ame tanto! Beijos querida e muito obrigada por tudo!
Nina Granger Potter: Feliz? rsrs Que bom que você está gostando e que bom que te fiz achar o Draco um fofo, como já disse ele é um dos meus personagens preferidos! Ah, não há de quê, não podia deixar passar seu aniversário em branco rsrs Muito obrigada Nina! Beijos
livia de carvalho rodrigues: Com certeza Mark já notou que o que Harry e Hermione tem é um pouco mais intenso do que o que ele tem com ela, resta esperar para saber se isso é o bastante para nosso casal preferido rsrs Gostou do capítulo? Beijos querida e muito obrigada!
EnigmaticPerfection: Que bom que você virou fã do Draco!! Fiquei super feliz!! Harry e Hermione enfim se decidiram hein? O que achou do cap? Me dê uma opinião sincera ok? Ri muito com você dizendo “o cara que acabou com a noiva dele” kkkkkkkkkkk Muito, mas muito obrigada mesmo, por tudo! Ah e estou esperando att da sua fic, por favor! Beijos
Jane Granger_Potter: Parece que eles deixaram de ser u tolos, pelo menos por enquanto rsrs Gostou do cap? Muito obrigada meu bem, beijos enormes!
Laauras: kkkkkkkkkkkk Chamar a Hermione de burra é surpreendente, você foi corajosa! rsrs Mas parece que enfim ela se rendeu hein? Gostou do capítulo? Beijos querida e muito obrigada!
Undiscovered: Eu sei, eu sei, ele é mesmo perfeito demais, mas não há nada de errado MESMO! Kkkkkkkkkkk Obrigada por comentar! Beijos