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5. Namorando Você


Fic: Nunca Ignore o Verdadeiro Amor - R&H - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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*capítulo repleto de modificações em relação a primeira versão.


 


 


— Capítulo 5 ―


Namorando Você


 


    Rony apertou Hermione delicadamente contra o corpo e suspirou extasiado quando ela encostou a cabeça em seu peito, também buscando o máximo de contato entre eles. Sentindo a felicidade transbordar por dentro e que nada mais poderia separá-los, o ruivo decidiu que aquele era o momento certo de justificar suas atitudes de semanas atrás.




― Eu não deveria ter agido daquela forma com você, Mione. Não era justo...




  A morena ergueu os olhos na altura dos dele e tudo o que teve vontade foi de dizer que o perdoava por qualquer grosseria passada, porém ela sabia que dizer aquilo era importante para Rony e necessário para os dois.




― Fiquei confusa diante dos seus atos. Pensei tantas coisas.




— Me desculpe. — pediu o ruivo outra vez, sentindo cada vez mais tolo — Também estava confuso, mas não em relação a nós, e sim a tudo que aconteceu. Quando o dia amanheceu em Hogwarts tudo o que eu queria era estar ao seu lado. — confessou ele, lutando para não reviver aquele dia horrível mentalmente, outra vez.




― Era tudo o que eu queria também. Por quê? Porque você me evitou, Ron?




― Senti-me o mais fraco dos homens quando te vi consolando crianças com metade da minha idade. Havia pessoas mais necessitadas precisando do seu carinho aquele dia.




  Hermione sorriu perante as justificativas tão altruístas do ruivo. Sorriu também porque como ele, tudo o que ela queria era estar abraçada a ele, e somente a ele, naquele dia.




― Depois, quando chegamos na Toca, eu me acovardei... não sei, descobri que ainda estava transtornado demais com tudo que houve para me aproximar de você. Queria apenas um tempo para te abordar da forma correta. Da que você... merecia...




— Eu acho que não preciso mais de justificativas. — interrompeu a morena, silenciando-o com o dedo indicador em seu lábio — Nada disso importa mais.




  Rony acatou ao pedido de silêncio, e substituiu palavras por gestos, indo novamente de encontro aos lábios de Hermione num beijo calmo, mas essencial. O romance na varanda, porém, não demorou muito. Logo alguns convidados impertinentes também descobriram que a varanda era um lugar confortável de se estar. E neste momento Mione ficou escorregadia e sussurrou que não seria conveniente se eles aparecessem aos beijos numa festa frequentada pelos seus pais. Afinal se aquilo era um início de namoro, os Granger tinham direito de saber antes do resto da família, e não junto com ela. Rony acatou a ideia prontamente — apesar do pai de Mione parecer muito simpático, não tornaria a sorrir quando visse um marmanjo agarrando sua única filha sem nenhuma explicação prévia.




   Assim, continuaram a respirar o ar fresco na varanda, se comportando como dois amigos que sempre foram... mas agora estava difícil. Tiveram anos para por conversa em dia. Ambos sentiam uma urgência formigar nos lábios e no corpo: precisavam por os beijos e abraços em dia. 




   Procurando não manter o silêncio por muito tempo, Hermione começou uma conversa como válvula de escape para esquecer o desejo de atirar-se nos braços do ruivo:




—Você também recebeu a carta de Hogwarts?




― Recebi... Você está fazendo falta no nosso grupo de estudo lá em Grimmauld.




― Eu devo imaginar. ― respondeu com um risinho debochado.




Mais alguns segundos de silêncio se seguiram, e ele não resistiu:




―Você está muito linda mesmo, Mione! ― Rony estava perdendo o foco na distração. Fingir que ele não acabara de provar o gosto de sua melhor amiga não era lá uma tarefa simples. Os lábios delas estavam tão perto dos seus...




―Ron! Amigos não ficam falando isso! ― repreendeu Hermione completamente deliciada pelo rosto abobado dele. Sentir que o podia instigar era extremamente tentador.




― Vamos voltar ao assunto. Tem mais alguma novidade?




― Sim. A Professora McGonagall enviou alguns currículos meus para diversos times de Quadribol da Inglaterra que estão querendo gente nova.  Parece que eles foram até Hogwarts procurar candidatos em potencial.




― Você quer seguir uma carreira esportiva? Pensei que queria ser auror como Harry.




― Depois de tudo que passamos já deu no saco pra mim! ― ele endireitou o corpo levemente contrariado com o assunto. Hermione continuou curvada sobre o parapeito da varanda. Discretamente ele pode vislumbrar o vestido marcando as curvas do traseiro dela. Então, ela também se endireitou e virou de costas para rua como se estivesse sentindo aquele olhar cobiçoso.




— Espero que se de bem nos testes. ― desejou Hermione.




— Obrigado. ― retribuiu ele, vendo os dois garotos pequenos com eles na varanda se bandearem para sala de estar.




— Vamos procurar o Harry, e resto da galera. ― disse a morena como se pudesse calcular as intenções dele a seguir.




***




     Rony não queria falar deliberadamente que ele e Hermione tinha se acertado quando se aproximaram de Harry, mas os olhares insinuantes de Gina somados ao risinho de satisfação no rosto do amigo quando os dois se aproximaram do grupo, dizia ao ruivo que não era possível esconder nada por muito tempo daquela dupla.   A partir deste momento todo o clima de tensão no grupo se dissolveu, e por algumas horas Hermione e Rony se permitiram rir, beber, dançar e conversar com Harry e os demais, resistindo à vontade de um momento mais íntimo e privativo. Os olhares, porém, eram impossíveis de se evitar e perduraram por toda a noite.




    Harry e Gina foram embora muitas horas depois do início da festa e quando Harry chamou Rony para partirem este teve uma ideia.




― Vou ficar mais um pouco.




— Bem, certo então. ― disse o amigo, esforçando-se para não esboçar um sorriso.




— Mas vê se leva a Gina agora para Toca!— lembrou-lhe cheio de convicção.




— Por Merlim! Parece que estou vendo a Sra. Weasley na minha frente. ― resmungou o amigo antes de partir.




    Era bem estranho ter Harry como amigo e cunhado: nunca sabia qual era a medida certa entre advertências e brincadeiras.




***


   Até o final da festa, Rony apenas seguia Hermione pela casa entre conversas triviais e até era apresentado a alguns de seus parentes, mas apenas como amigo. Quando só havia meia dúzia dos parentes mais próximos, ele achou melhor ir, pois fora o único “amigo” da aniversariante que sobrara. Teve a impressão também, que o Sra. Granger estava começando a fita-lo demais, mas devia ser só impressão.




   Hermione o acompanhou até a porta e fechou-a, talvez intencionalmente, para que os habitantes de dentro da casa não vissem o que podia acontecer do lado de fora durante a despedida. E aconteceu...




  Era a primeira vez que os dois estavam sozinhos desde o momento na varanda, e o ruivo não resistiu. Enlaçou Hermione pela cintura quase no mesmo instante em que sua mão soltou da maçaneta, e buscou os lábios dela loucamente, roçando a língua em todo seu contorno. Hermione retribuiu com ardor e suas línguas se encontraram e se tocaram sensualmente, enquanto os dedos pequenos dela se enterravam nos cabelos dele, fazendo o penteado ir e o tesão vir com mais força que antes.




   Foi então que Rony sentiu que todo o autocontrole o estava abandonado quando uma ereção pulsante o atingiu no meio das calças. Tão inesperado quanto ele perceber o quão forte seu desejo por Hermione era, foi notar que não se sentia encabulado por isso, e simplesmente quis que ela notasse seu desejo impossível de esconder. Roçou suavemente seu órgão domado pelas roupas, contra o corpo dela. Entretanto, neste momento, ela se afastou bruscamente.




   Ao vê-la com o rosto tenso e apreensivo, Rony achou melhor não comentar o episódio, para não tornar as coisas mais embaraçosas. Enfiou as mãos nos bolsos da calça e fingiu olhar interessado para a rua deserta na madrugada, controlando a excitação.




― Então tchau! ― disse ela, voltando à mão na maçaneta da porta.




― Tá! – ele respondeu prontamente —Sobre aquele convite da minha mãe, você vai não é?




— Ah sim... O almoço no Domingo? ― a conversa se tornara formal outra vez.




— Isso.




―Certo, está confirmado. — ela abriu a porta ― Boa Noite!




― Boa Noite! – mas sem poder resistir ainda roubou-lhe um selinho, antes de sair na direção da rua e desaparatar.




***


   Ao entrar em casa, Hermione viu seus pais na cozinha, numa conversa animada com os tios. Eles iam passar a noite lá porque não eram da cidade. Vendo só os adultos a vista concluiu que os primos mais novos já tinham se recolhido para o quarto dos hóspedes.




  Sem demora, foi à cozinha, desejou “boa noite” aos pais e os tios, alegando cansaço e correu para o quarto sem um pingo de sono. O tesão ainda latejava dentro dela.




   Deitou na cama e começou a imaginar o que fariam a seguir se ela não tivesse se desgrudado dele no instante que sentira o membro comprimir- lhe a barriga. Não queria mesmo interromper, ver Rony cheio de excitação era demais... Contudo, só estavam namorando há quatro horas e em segredo ainda...! As coisas deviam seguir em etapas.




  Mas não havia crime em imaginar, e ela já se via arrancando todos os botões da camisa dele. Liberando seu tórax magnífico e sorvendo cada centímetro dele... Talvez até escorregando a boca até... UAU!!! pensou Hermione levemente encabulada, ainda que estivesse completamente só no quarto. Acabara de descobrir que era uma pervertida quando o assunto era aquele ruivo.




 


***


   Rony chegou a Grimmauld Place extasiado. Ao abrir a porta correu para o retrato da Sra. Black e fechou-o antes que o barulho acordasse Harry e Monstro. A casa estava silenciosa e ele subia devagar, não para o quarto, mas para o banheiro mais próximo. Uma vez dentro do banheiro e na quietude da madrugada, abriu o zíper da calça, liberou seu membro que latejava desde o “amasso” com Hermione e acariciou-o levemente de inicio. Começou a se masturbar pensado no que viria a seguir se ela não tivesse empurrado-o. Desceria a boca pelo pescoço dela e devoraria cada pedaço da sua pele exposta, puxaria o decote para baixo, já que o tecido parecia tão frágil para sua força, e beijar-lhe-ia os seios deliciosamente. Mas antes que pudessem “transar” ele já havia conquistado uma ejaculação quente e volumosa... Em Grimmauld Place, número 12. Sozinho, no banheiro do segundo andar.




***


  Aquele Domingo era diferente dos anteriores. Nele teria Mione em torno dos Weasley à mesa.




   Rony voltou para casa no sábado mesmo para avisar a mãe que ela viria e pediu para que caprichasse no almoço. Sua mãe fitou-o desconfiada e ele saiu de perto antes que suas orelhas ficassem vermelhas demais.




  Gina cercava-o a todo instante, querendo saber sobre o desfecho da sexta-feira, mas todas às vezes ele a ignorava, deixando-a falar sozinha. Não tinha o hábito de contar seus momentos íntimos nem para Harry, que dirá para sua irmã caçula, curiosa e pentelha.




  Quando o dia de Domingo amanheceu ele já estava acordado. A ansiedade de rever sua namorada não o deixara ter uma noite tranquila de sono. “Como seria esse dia?” Não queria se portar como amigo do lado dela, evidentemente precisava beijar-la, abraçá-la, senti-la. Seu corpo precisava disso, mas como faria se seus irmãos e pais estariam lá?




  Não havia como, ou melhor, só  se ele anunciasse o namoro para família toda como Harry fizera em torno daquela mesma mesa  a pouco mais de um mês. Seu estômago deu cambalhotas - admitir isso na frente de Fred, Jorge, sua mãe... Era um terror!




   Porque era necessária essa cerimônia com a família?  Sentia-se menos nervoso imaginando-se entrando na casa dos Grangers como namorado de Mione, do que ali, rodeado de seu próprio sangue. Entrementes, tinha que afastar esses pensamentos, não queria que algo tão banal o separasse dela novamente.




   No café da manhã a fome evaporou-se quando viu os irmãos gêmeos. Em breve, eles estariam caçoando da sua cara. Procurando não pensar nisso, subiu para o quarto e começou a escolher o que vestir. Optou por calça jeans— queria ficar mais próximo do outro mundo de Hermione naquele dia —, e uma camiseta vermelha de listras amarelas.




   Perto das onze da manhã Harry chegou e não ficou com Gina de início, que estava ajudando a mãe na cozinha, mesmo que a contra gosto. O garoto subiu até o quarto de Rony e sentou na cama que lhe era reservada quando dormia na Toca.




― Como é que eu tô, Harry?  — perguntou Rony, alisando a camiseta com as mãos.




—Você está Rony, oras... ― Harry não parava de rir ― Para que esse nervosismo? Ela te conhece desde os onze anos e já te viu até de Crabbe...




— Sem piadinhas agora, ok?! Eu tô em pânico! Prestes a anunciar na frente do Fred e do Jorge que estou namorando. E não sei nem onde vou enfiar a cara se mamãe falar que o Roniquinho dela cresceu.




   Mas era impossível, cada vez que falava de seus sentimentos, ao invés de dar conselhos, Harry ria mais e mais. “Belo amigo ele estava virando!”




― Se isso te deixa mais tranquilo, —recomeçou Harry tentando ganhar pontos outra vez com o amigo ― ouvi um buchicho lá embaixo da Gina com a sua mãe, de que o Fred vai trazer a Angelina para almoçar aqui hoje. Ela veio aqui semana passada já, não?!




— É isso! ― exclamou Rony com um sorriso vitorioso — Bem que eu os vi indo disfarçadamente para atrás do morro no Domingo. Fred namorando a Angelina? Fred trazendo uma namorada para casa? Estamos em outros tempos mesmo.




― Definitivamente. — concordou Harry, enquanto o amigo buscava o melhor penteado para sua franja ruiva.




***


 


   Ao meio-dia ela chegou. Rony a avistou de sua janela, contornando o jardim da Toca, linda com o sol batendo em seus cabelos volumosos enquanto entrava na casa. Ele tentou parecer normal ao descer com Harry pela escada até a sala. Hermione estava abraçando e beijando sua mãe no rosto, e esta lhe perguntava por que ela sumira. Mas antes que ela respondesse algo, os gêmeos e seu pai adentraram no aposento e também a cumprimentaram calorosamente. Agora era vez de Harry, que lhe saudou amavelmente, e então chegou à vez de Rony.




   Rony sentiu sua mãe ficar com os olhos pregados nos dois, ainda deveria desconfiar que o fato da garota  sumir da Toca por uns dias fora alguma atitude grosseira do filho. Ele pensou em só estender a mão, mas se quisesse dar sinais de que tinha segundas intenções com Hermione, precisava de mais. Beijou-lhe rapidamente na bochecha e voltou a postar-se ao lado de Harry.




— Como vai, Mione? –perguntou com a voz levemente trêmula.




— Bem. – disse ela que também parecia um tanto ansiosa.




― Certo!- disse a Sra. Weasley que pareceu satisfeita com a saudação do filho. — Daqui a pouco o almoço estará pronto. Vocês três vão se lavar! – gritou a mãe com marido e os filhos gêmeos que tinha as mãos sujas de graxa. Os três estavam na garagem executando “melhorias” num novo carro do Sr. Weasley.




― Hmmm... Mione... Vamos lá pra cima, rapidinho! Tô com uma dúvida em Poções e queria que você me esclarecesse. — falou Rony alto o suficiente para que sua mãe, que já rumava na direção da cozinha, ouvisse a palavra “Poções”.




― Tá legal. – respondeu a garota, e os dois subiram sem Harry, que ficou na sala com Gina dando risinhos conspiratórios.




   Ao chegarem ao quarto de Rony, Hermione entrou primeiro e foi dizendo:




— Qual é a dúvida? Onde estão os livros?




  Rony fechou a porta atrás de si e sem saber o que fazer com as mãos, na verdade sem saber o que fazer a seguir, enfiou-as no bolso.




— Não existe dúvida nenhuma. Q-quer dizer, sempre existe, mas não é por isso que te chamei aqui. — argumentou, sentindo mais nervoso do que no aniversário dela ― Achei que poderíamos ficar mais a vontade... hmm... sozinhos.




   Sentindo as palmas das mãos suarem, mesmo sendo Rony, seu amigo de sempre, diante de si, a morena tentou firmar-se na sensatez.




— Sua mãe sabe que nós...




— Não, ainda não contei. ―adiantou ele, aproximando-se mansamente dela. — Resolvi esperar por hoje, para ver se você não se arrependeu da sua escolha.




― Que escolha? Como assim? — indagou Hermione, tocando timidamente o ombro dele. A vontade de tocar-lo por inteiro era crescente.




― Às vezes parece um sonho, sabe, você e eu...




   Seu rosto ingênuo e carente, fitando-a apaixonadamente impulsionou-a a tomar a iniciativa seguinte. Antes que Rony pudesse esperar, ela lançou-se sobre ele num beijo denso e quente. Pego nesta deliciosa surpresa, ele logo encontrou uma finalidade para as mãos, que se encaixaram de imediato na cintura dela.




— Isso te parece um sonho?! ― perguntou Hermione, quando conseguiu desgrudar os lábios dos dele.




   O ruivo apenas sorriu e sentindo que a permissão para prosseguir no sensual caminho do toque dela, estava concedida, devolve-lhe um beijo mais carnal, com mais língua e menos suavidade. E, ao rendê-la naquelas carícias, não foi difícil os beijos seguirem flamejantes até seu pescoço. Mas Hermione também tinha suas armas para desestabilizá-lo e provou isso escorregando os dedos por debaixo da camisa dele, acariciando-o no abdômen.




―Você me faz delirar... –sussurrou ele em seu ouvido, sentindo o toque quente de Hermione na sua pele. O membro latejando de novo, doído para sair de dentro da calça.




   Ela que não deveria ir tão longe daquela forma, não ali, não agora, mas mesmo assim correu a mão do abdômen para o tórax, cheia de tesão, louca de vontade de erguer sua roupa e devorar seu peito. Qualquer que fosse a intensidade do sentimento entre eles, era forte o bastante para fazer Hermione Granger abandonar a razão.




—Rony! ― gritou uma voz que não provinha daquele quarto. Os dois se assustaram. Hermione o empurrou para longe começando a ajeitar a roupa e os cabelos e Rony correu para janela para que não fosse visto tendo uma vigorosa ereção.




   Jorge enfiou a cabeça para dentro da porta e deu uma boa espiada no casal. Cada um em canto do quarto. Rony de costas, virado para janela. Hermione ao pé da cama, fingindo que enrolava os dedos entre os cabelos, olhando para o nada.




— A mamãe tá chamando... O almoço tá pronto. ― a voz de Jorge era calma, quase arrastada, na verdade já beirando a desconfiança. Ele certamente devia estar sacando que algo acontecia, segundos antes dele abrir a porta.




— Tá! Estamos indo! ― respondeu Rony, rabugento.




— Estou descendo! ― avisou Hermione tentando manter a voz natural e saindo pela fresta da porta que Jorge abrira para ela passar.




― Tá rolando alguma coisa aqui? — perguntou Jorge cinicamente, quando Hermione saiu de vez para o andar debaixo.




“Ia acontecer se você não tivesse entrado otário!”, pensou Rony possesso.




— Não enche!― brandiu o mais novo dos Weasley, virando-se em direção a porta e descendo para a cozinha. Toda a excitação havia evaporado dando lugar à frustração daquele momento delicioso, mas interrompido.




***


   Os Weasley, Harry e Hermione estavam reunidos na mesa do almoço, animadamente. Angelina também compunha o grupo sob o disfarce da boa amiga que veio apenas visitar os ex-colegas de Hogwarts pela segunda tarde consecutiva. O pior de tudo, o que deixava o Weasley caçula mais frustrado, era que a lábia de Fred era tão convincente que mesmo Molly pareceu acreditar naquela desculpa.




   Além dessa frustração particular, à medida que seus familiares iam terminando de esvaziar os pratos, Rony se sentia mais tenso. Teria que falar de uma vez por todas antes que alguns começassem a se dispersar de suas cadeiras. Hermione olhava para ele às vezes, seu olhar era tímido e o dele devia ser apavorante. Era o momento de  falar se queria aquela garota por inteiro.




— Gente... ― sua voz saiu baixa demais, nem seus pais ou seus irmãos pareciam ouvir. Suspirou profundamente e tentou não corar antes que a primeira frase saísse – Oh Pessoal!!!




   Agora sim depositara a firmeza necessária nas palavras e todos o olharam, curiosos.




— Eu quero dizer uma coisa... ― seus lábios tremiam — na verdade é um comunicado... Eu... Eu... Eu e a Hermione... Estamos namorando.




   Ele baixou a cabeça e correu os olhos para as mãos, não queria olhar para nenhum deles agora. Mas as sete cabeças ruivas foram de Rony para Hermione que sentava do lado oposto ao dele. Fitou-a também e nunca a viu tão corada.




  Foi Jorge quem quebrou o silêncio chocante que tomara conta da mesa:




― Hum... Danadinhos. — comentou com o olhar malandro. Rony sabia que nesse exato momento seu irmão imaginava que tipo de coisa eles estavam fazendo no quarto há minutos atrás.




― Namorando? – sua mãe falou. Não parecia brava ou feliz, apenas surpresa.




— Ora, ora... Meu filho namorando a doce Hermione Granger, filha de trouxas! Não poderia ser melhor, não Molly?! ― seu pai estava animado com a notícia.




— Quando isso começou? – insistiu sua mãe. Ela provavelmente devia estar inculcada há quanto tempo isso acontecia debaixo do seu teto.




― Desde sexta-feira... — respondeu Rony sem tirar os olhos das mãos.




― Então... Então parabéns, querida! —a voz dela se tornou descontraída em segundos. Ela levantou e foi em direção a Hermione, dando-lhe um forte abraço caloroso.




― Bem vinda à família de novo, meu bem. Eu gosto tanto de você... Tão esperta... Tão educada...! Talvez bote um pouco de juízo na cabeça do meu Roniquinho.




  “ou faça eu perde-lo totalmente” pensou o garoto com as orelhas em chamas.




— Eu acho que a esperteza e o juízo da Hermione se foram desde sexta-feira, mamãe. – cutucou Fred.




― O que você fez, Roniquinho? Roubou um estoque de Poção do Amor das Gemialidades Weasley, foi? — alfinetou Jorge ― Eu vou contar direito amanhã quantas poções estão faltando das prateleiras!




— Cala a boca! ― resmungou Rony, e viu sua namorada sendo abraçada agora por seu pai.




   Virou para Harry que estava com um braço em volta das costas de Gina, e viu o amigo lhe piscando e acenando positivamente com o polegar. Já a irmã fazia uma cara de deboche do tipo “até que enfim, bundão!”.




   Percy estendeu a mão ao irmão sem nem sair da cadeira. Já Gui levantou de onde estava e lhe deu palmadinhas no ombro, resmungando alguma coisa do tipo “tô ficando velho, mesmo”, e sua mulher, Fleur, exibia um sorriso bondoso enquanto fitava a nova cunhada e o sogro se saudando.




— Querr lindo u amorr! ― suspirava, mexendo a cabeleira dourada.




  Rony olhou para Hermione entre as saudações que os cercavam, ambos sorriram. Agora era pra valer, Hermione Granger era sua namorada!


 


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Mudanças deste capítulo: O capítulo 5 está repleto de mudanças da primeira versão. Busquei trazer um pedido de desculpas mais apropriado do Rony para Hermione. Algumas frases estão mais completas e menos resumidas, e tem vários dialógos adicionais. Porém, a maior mudança está na cena em que o casal esta no quarto, na Toca. Se antes eu fiz Rony agir mais instintivamente, dominado pelo tesão, aqui eu adequei suas atitudes na forma que creio ter mais a haver com sua verdadeira personalidade. Gentil e tímido, buscando não avançar o "sinal " tão rapidamente, num relacionamente ainda prematuro com a garota dos seus sonhos. Espero que gostem!


Abraços!


 

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Comentários: 3

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Enviado por Anne A. em 11/02/2012

Só posso repetir o comentário de Jorge:

- Hum...Danadinhos!

kkkk

Finalmenteeeee!!!!  :)

Nota: 5

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Enviado por Van Vet em 26/01/2012

Sério, kkkk! Embora aquela cena seja bem mais caliente, se nós pararmos para pensar Ron nunca seria tãão saidinho pra cima da Mione em apenas uma semana de namoro, não acha? Mas não se preocupe, cenas mais quentes estão por vir e de qualquer forma se você quiser reler a versão antiga é só entrar no meu blog descrito nesse primeiro capítulo.

Obrigada por expressar de suas opiniões, Abraços!

 

 

Nota: 1

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Enviado por June Weasley em 26/01/2012
desculpa aí, mas prefiro o cap. original do Enfim Ron e Mione. :/
Nota: 1

Páginas:[1]
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