''Não sei por que insisto tanto em te querer... Se você sempre faz de mim o que bem quer. Se ao seu lado, sei tão pouco de você. É pelos outros que eu sei quem você é.''
Maria havia chegado cedo na sede da Ordem, agora ela havia sido totalmente aceita por ter terminado seus estudos e se tornou membro oficial. Ela e Tonks, pois Ófelia nunca se interessou muito por essas coisas.
Ela já havia participado de várias missões mas agora era diferente, estava se sentindo um pouco mais importante.
Ela se senta na mesa ao lado de Tonks e as duas ficam conversando a respeito de conquistarem os professores de Hogwarts.
_O Snape é mais sexy.
_Tá brincando, Mari. O lupin é mais sexy.
_Claro que não!
_Claro que não. Você ja reparou no jeito que ele fala com as pessoas? Com carinho e amor. O Snape quando berra, fala com sarcásmo e ironia.
_Olha Tonks, carinho e amor é uma coisa que os pais devem dar a todo instante e na frente de todos, os homens têm que ser firmes e duros.
_Ah, desculpe, mas não sou sadomasoquista.
_Hãm... sadomasoquista? Vpcê pirou? Tá bom. Não sou. Mas o Snape é muito sexy. Ele pode ser um idiota. Mas é um idiota perfeito.
_Nossa, você está apaixonada.
_Claro que não, só falo porque j;a provei.-ela disse baixo. Elas riram.
_Então vou fazer uma declaração.-disse Tonks que já tinha benido 3 cervejas amanteigadas e estava um pouco animadinha.-Eu acho que o prof. Lupin é o professor mais sexy, mais lindo e mais gostoso de Hogwarts...
E nisso chega Lupin junto com Olho-tonto Moody e a garota sai correndo branca como a neve que iria cair no inverno.
_Ela é assim mesmo ou toma alguma coisa?-perguntou Olho-tonto vendo que Lupin ficara tão contrangido quanto a animaga.
_Ela é assim mesmo. Eu tomo alguma coisa.-disse Maria
Lupin se sentou a mesa para logo se levantar depois de não aguentar os olhares indiscretos e acusadores da jovem Maria. Ela conseguia deixar qualquer um sem graça.
A guarda da Ordem iria resgatar Harry, Maria ficaria, ela queria aproveitar para esperar o homem que afligia seu coração. E ele chega. Junto com Minerva, ele se senta à mesa que já estava sendo ocupada por Lupin de novo, junto com Sírios, Moody, Artur e Moly. Ao contrário do que iria parecer uma cena de novela, eles nem se olham. Ele a ignora completamente. Em nenhum momento seus olhos se cruzaram, o que a deixou um pouco nervosa e indecisa. Eles conversam sobre Harry e seu julgamento, logo depois entra assuntos sobre a política do Ministério da Magia e aí Maria, não agunetando de tédio, decide ir esperar pelos outros na sala, juntamente com Moly, tomando um chá. Depois de um tempo, Moly sai deixando a jovem sozinha. Severo, ao perceber chega devagar no cômodo onde ela estava e apenas fica olhando. Pensando se fala com ela ou não. Decide não falar nada, pois tudo que se convencia querer eram seus beijos e seu corpo, não precisava do carinho nem da atenção dela. Então voltou antes que algum imbecil visse a cena e saísse por aí falando que ele estava tentando assediá-la. Maria foi embora triste por não ter dado meia palavra com ele, mas jogaria seu joguinho, e faria-o sofrer a falta dela, a ponto de não aguentar.
''Eu sei de tudo, com quem andas, aonde vais. Mas eu disfarço meu ciúme mesmo assim. Pois descobri que o meu silêncio vale mais, e desse jeito eu vou trazer você pra mim.''
Passados muitos dias atormentado com o que fizera, ele decide lhe enviar uma coruja. Não pedindo desculpas, mas querendo marcar um encontro. Riu de sí mesmo. Ele querendo marcar um escontro era inédito. Mas precisava vê-la.
O pergaminho muito bem enrolado e amarrado com um fitilho verde claro tinha os seguintes dizeres:
''Cara senhorita, devo admitir-lhe que esses dias sem você aqui em Hogwarts têm sido um pouco intediantes... ninguém para dar detençoes além de Potter. Se possível, gostaria de vê-la amanhà à noite no meu escritorio. Preciso lhe falar.''
A coruja negra de nome ''Ébano'' levou o bilhete até o remetente indicado.
Maria recebeu-o e vendo que se tratava de Snape, se sentiu nervosa. Queria vê-lo mas a ultima vez que se viram ele se fingiu de idiota e nem a olhou. Se sentiu tentada a ir, mas se lembrou que poderia estar servindo de brinquedo pra ele. Ficou um tempo pessando. Nao poderia simplesmente chegar e dizer que estava apaixonada. E nem poderia cobrar nada dele. Mas também não poderia ir ver alguem que fez amor com ela duas vezes e agora a tratava como uma desconhecida, mandando bilhetes tão formais. Iria ficar pensando nisso ainda um bom tempo pois não queria tomar uma atitude qualquer.
(...)
Enquanto isso...
Snape teria que se apresentar para Lord Voldemort em instantes a pedido de Dumbledore. Como espião tinha que aparecer-lhe de zez em quando para contar as novidades. Ele chegou no lugar onde o Lord das trevas estava alojado, uma espécie de cabana em um lugar distante. Ele foi entrando e seu senhor logo o cumprimentou:
_Olá. Severo. Fico feliz em saber que você veio.
_Oi, milorde. Trago algumas notícias para o senhor.
_Algo sobr a profecia?
_Não. Devo admitir que não é nada de muito interessante.
_Ora, não diga isso, meu caro. Afinal, são os detalhes que abrem as portas.
_Tudo que sei é que aprofecia se encontra em um lugar secreto, mas aos olhos de todos, foi o que Dumbledore dissa.
_Aquele velho continua com sua linguagem difícil.-zombou ele rindo
_Mas acho que todos nós sabemos onde, Milorde.
_Mas é claro. A sala de profecias. No Ministério da Magia. Mas só podem tirar a profecia aqueles aos quais ela petence. Nesse caso, somente eu e Harry Potter.
_Sim, Milorde.
_Dessa vez eu deixarei você um pouco de fora, Severo. Afinal não pode se arriscar muito. Mas além de Lúcio, vou mandar mais uma integrante de meus servos para o caso.
_E quem seria, Milorde?
_Uma mulher, uma comensal da morte. Irá para a Ordem da Fênix te ajudar a espionar.
Severo se sentiu quase ofendido, não precisava de ajuda, e foi o que disse ao seu suposto mestre.
_Ora, Severo, não subestime o valor de uma mulher. Elas podem ser muito mais úteis do que certos homens... principalmente em algumas circunstâncias. E esta é uma muito bonita...ah, claro que não chegaria aos pés dessa que você está, como dizem... flertando.-deu uma risadinha maliciosa e Snape arregalou os olhos
_Milorde?
_Ora, Severo, estou falando dessa senhorita à qual você está tendo um...caso.
_Como soube?
_Está escrito nos seus olhos, não consegue nem mesmo parar de pensar nela. É uma mulher muito bonita, apesar de muito jovem. Ex-aluna, não é?
_Sim, Milorde.
_Hahahah. Excepcional. Devo dizer-lhe que nunca pensei que se envolveria com alunas, Severo. Você a cada dia me surpreende mais. Poderia engressá-la no nosso lado.
Severo estremeceu. É claro que nunca faria isso. Não empurraria alguém como ela para um mundo em que desejava sair.
_Não acho que seja o caso, Milorde, ela é muito...
_Ah, já sei, você só se interessa por mocinhas boazinhas, não é?
''Boazinha?''-pensou Severo, mas era melhor concordar.
_Você tem sorte dela ser sangue-puro, Severo. Fico feliz que enfim tenha encontrado uma mulher digna de você. Mas acho melhor ela não querer ir para o lado de Dumbledore, irira nos atrapalhar. Mas tenho certeza que você não deixará isso acontecer, não é Severo?
_Claro, Milorde. Mas essa mulher irá para a Ordem sozinha?
_Ela já está lá. Tem a ficha bem limpa, e isso facilitou muito. Só quero que cuide para que ela não seja descoberta.
_Sim, Milorde.
E assim, Severo abandonou a cabana se perguntando o por que de ter deixado seus pensamentos tão evidentemente a mostra. Isso nunca poderia acontecer. E se tivesse sido outra coisa? Se tivesse pensando algo sobre a proteção de Harry Potter? Mas isso também era grave. Temia por Maria.
Ela não apareceu no escritório dele, e nem respondeu à carta. Queria ver até onde isso ia dar.
''E como prêmio, eu recebo teu abraço. Subornando o meu dezejo tão antigo. E fecho os olhos para todos os seus passos, me enganando... só assim somos amigos.''
Finalmente chega o dia em que ela veria Snape. Na Ordem, então não poderiam se falar muito, mas sabia que ele tentaria uma aproximação...ou se afastaria dela devez. Mas tinha que correr o risco.
Quando entra, ela percebe uma mulher estranha, que até então não tinhavisto na sede da Ordem, nem em lugar nenhum. Depois que todos chegara, Sírios Black apresentou-a atodos como Lorraine Claveau. Na certa deveria ter dado em cima da mulher várias vezes, mas ela demonstrou um interesse maior em Snape, por achar que ele era um comensal da morte(e de fato era) e por ele ter a confiança do Lord das trevas. Ela tinha cabelos pretos e longos, e olhos azuis, magra e alta. Não fazia o tipo ''absurdamente linda'', mas era bem cuidada e seus olhos já lhe atribuíam beleza suficiente.
Maria olhou a mulher já não gostando. Ela por várias vezes pressentia quando não iria gostar de alguém. Foi assim com Rosmerta, depois ela descobriu que a vadia andava dando em cima do SEU homem. E foi assim com uma professora de Hogwarts que andou lançando olhares para o SEU mestre. E até com Kady, que era sua amiga, ela cismou, por ter mais atençao do professor do que ela. E agora tinha o estranho pressentimento que não iria gostar daquela mulher também.
Dumbledore chegou no fim da reunião. Ele não costumava ir muito na Ordem, mas aquele dia era um dia especial, pois tinham uma nova integrante. E Dumbledore jásabia que ela era espiã. Snape já havia contado tudo. Esse, aproveitou a estadia do diretor para ficar um pouco mais livre. Subiu as escadas tentando achar Maria e quando chegou na sala de estar do andar de cima a viu sentada em uma mesa mexendo com algum objeto estranho. Parecia um artefato trouxa. ''Que bom-pensou-pelo menos tenho algo para puxar assunto''. Mas não podia se aproximar ainda, pois Tonks estava presente. Decidiu falar com ela dando um suposto recado:
_Senhorita Tonks.
Maria sentiu um arrepio ao ouvir aquela voz tão suave e sensual que á algum tempo tinha sussurrado coisas inimagináveis em seus ouvidos.
_Sim.-respondeu a jovem animaga
_Moody quer lhe falar. Pediu que descesse.
Ela pediu licença e foi. Ele sabia que quando ela descobrisse que era mentira, não voltaria, pois também não era tão indiscreta, nem boba, a ponto de não desconfiar.
Depois que ela saiu, ele se aproximou e disse:
_Posso me sentar aqui?
_Claro.
Notou que Maria também não o tratava com muita intimidade, retribuindo o que ele fez.
_O que está fazendo? Se é que me permite. É um artefato trouxa?
_É sim. Estou usando para monitorar alguns sistemas de Bristol. Vou ter que ficar aqui hoje por causa da chuva. Se chama ''netbook''. Mas algumas pessoas chamam de ''computador portátil''.
_E é útil?
_Muito.
Ele se surprendeu quando ela parou de digitar e finalmente o olhou.
_E então. O que você... quer?
_O quê?
_Perguntei o que quer comigo. Por causa do bilhete que me mandou.
_Você recebeu?
_Não confia na sua coruja?
''Desafiadora como sempre''-pensou
_Confio. Mas você não respondeu nem foi ao meu encontro.
_Ah... muita ocupação.
_Entendo.
Ela se levantou e foi até a janela olhar a lua. Ele também se levantou e ficou do lado dela sem saber o que fazer. Queria tocá-la mas tinha medo. Medo que chegasse alguém, medo que não resistisse e a convidasse para ir até seus aposentos. Ela estava ali, tão perto... Ele podia sentir o perfume que vinha dela, o perfume que ele jamais confundiria. Notou também que ela havia clareado um tom nos cabelos, até pensou em elogiar, mas talvez não fosse momento de ficar fazendo elogios. Ela, vendo que ele estava meio ''travado'', resolveu quebrar o silêncio.
_Ficou com saudade?
_Não.
_Mas você disse que sentiu minha falta.
_Se lembra do por quê?
_Claro. Por que você não deixa de ser durão pelo menos dois segundos e admite que quer me beijar?
Ele fingiu que nem escutou e continuava olhando o horizonte. Então ela pensou em uma estratégia que sempre funcionava com ele. Se alguém quizesse forçá-lo a algo, era só chamá-lo de covarde ou colocar em dúvida seus atributos masculinos.
_Nossa, desse jeito vou começar a achar que você está com medo de mim. Ou... está um pouco enferrujado.
_O que disse?
_Ué, você ouviu.
_Você é incapaz de ser um pouco educada, não é?
Os dois estavam se olhando nos olhos fixamente. Quando ela tomou a iniciativa e se posicionou de frente ele, ficando de costas para a janela e com o corpo dele colado ao seu. Ela segurou na sua nuca e o puxou devagar até que seus lábios se encaixassem. Deixou que aquela lígua quente e com gosto de vinho entrasse em sua boca que tanto a desejava. Eles se abraçavam, ela com seus dedos na nuca e cabelos dele, sabia que ele adorava aquela carícia. Ele, com as mãos nas costas e cintura dela. Os dois se beijavam intesamente, até que ele desceu seus labios para o pescoço dela, indo devagar até os seios bem cobertos, ma steria que se controlar para não tirara uma só peá de roupa dela. Não era apropriado estarem ali. Ela levantou uma perna e ele segurou. Foi então que ela fez um movimento tão ousado que o fez parar um pouco. Deu-lhe um apertão na nádega direita. Ele a olhou, estava com a cara mais safada que ele já viu estampada naquele rosto aparentemente inocente. Voltaram a se beijar mais um pouco para então se separarem. Mas era um pouco difícil falar algo depois disso, então combinaram:
_Sem comentários ou explicações.-disse ele
_Tudo bem. Como queira.
_Vou descer, Dumbledore deve estar me esperando.
_Claro.
Ela voltou a se sentar e retomou suas atividades. Ele se abaixou e lhe deu um beijo no pescoço perto da orelha... arrepiante. Isso era pra deixar um gostinho de quero mais.
''Por tantas vezes, me dá raiva te querer. De concordar com tudo que você me faz. Já fiz de tudo pra tentar te esquecer. Falta coragem pra dizer que nunca mais. Nós somos cúmplices, nós dois somos culpados. No mesmoinstantre em que seu corpo toca o meu. Já não existe nem o certo, em o errado. Só o amor que por encanto aconteceu.''
Maria descia as escadas, quando ouviu duas pessoas conversando e identificou a voz de seu amado.
_Severo. Você é tão gentil. Mas não precisa se incomodar.
''Gentil-pensou ela-não acredito''
_Não é prudente que uma mulher ande sozinha por aí, senhorita. Eu posso acompanhá-la.
_Ah, já que insiste.-declarou ela com falsa modéstia
Maria ficou incrédula. ''Ele mudou muito, não é? Quem ele pensa que é? Vai ver só uma coisa.''
Severo estava oferecendo ajuda àquela mulher apenas para cumprir ordens... de seus dois mestres. Pois Dumbledore também estava interessado em saber um pouco mais sobre ela, se era perigosa, de onde vinha...
E ele poderia fazer bem o papel de ''amigo'', pois ela confiava nele. Certamente diria tudo. Quando chegaram na casa dela, ela o convidou para tomar um drink. Ele aceitou lembrando que precisava saber mais sobre ela. Por mais que ela fosse bonita, ele não se sentiu atraído por ela. Ne pelos olhos extremamente azuis. Mas conversaram um bom tempo tomando wisky. E ela bebia mais do que ele, então não demorou para ficar bêbada e revelar todos os planos do Lord das trevas. Ele viu-a adormecer na poltrona e apenas conjurou uma leve coberta e pôs sobre ela.
Maria ficou de novo decepcionada. Mas decidiu colocar um pouco de ciúme nele também. Iria ver o que faria.
''E é só assim que eu perdôo seus deslizes. E é assim o nosso jeito de viver. Em outros braços tu resolve tuas crises. Em outras bocas não consigo te esquecer.''