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12. Magoa


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


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Capítulo 12 – Magoa


O restante dos dias em que Draco permaneceu no Largo Grimauld, foram os piores que poderia ter antes de voltar para a escola e cursar seu último ano infelizmente adiado pela guerra bruxa. Quando voltara de seu encontro com Trevor, Harry não lhe fez nenhum questionamento, deixou que as informações fossem passadas para o restante da Ordem enquanto ele negava-se a estar presente onde o loiro estivesse. Antes que Draco começasse a dizer algo, o grifinório levantou-se da mesa de jantar e saiu sendo seguido pelo olhar do sonserino.


- Trevor me aceitou de volta como comensal – Disse desviando os olhos de Harry – Apresentei uma desculpa plausível à ele e o mesmo aceitou, com certa relutância tenho que acrescentar. Terei que ganhar a confiança dele novamente.


- E como pretende fazer isso Malfoy? – Perguntou Lupin.


- É melhor não saber os métodos que usamos para provar nossa lealdade – Deu uma rápida olhada para Snape que estava parado no fundo da cozinha – Eles não são aprovados por quem é fora do ciclo.


- É aprovado por você? – Perguntou Rony – Gosta de maltratar pessoas inocentes, matá-las até?


- O que o senhor Malfoy quis dizer, senhor Weasley – Disse Snape aproximando-se – É que temos que fazer o que temos que fazer, mesmo que por vezes odiemos. Não é uma tarefa para qualquer um, poucas pessoas conseguiriam cumprir com esse tipo de dever, o senhor com certeza não é uma delas.


- Você já matou alguém? – Perguntou Harry que voltara para a cozinha sem ninguém perceber e estava parado no batente da porta olhando duro para Draco.


- Isso não vem ao caso no momento – Disse Draco afastando o prato de comida a sua frente e levantando-se – Com licença, obrigado pelo jantar.


- De nada – Respondeu a senhora Weasley – Sempre que quiser.


- Já ou não? – Questionou Harry novamente colocando o braço na frente do corpo de Draco quando o loiro ia passar ao seu lado na porta.


- Já disse que não vem ao caso.


- Sim ou não – Perguntou novamente olhando diretamente para os olhos cinzas.


- Sim – Sibilou Draco – Se insiste tanto em saber.


A mão de Harry afrouxou e seu braço caiu ao lado de seu corpo deixando Draco passar e ir para o andar de cima diretamente para o quarto de hóspede que ele usaria dali em diante.


Harry ficou perplexo por um momento e depois se retirou indo diretamente para o andar de cima, ele entrou no quarto de hóspede batendo a porta e apontando o dedo para Draco.


- Você é um mentiroso. Mentiu para mim esse tempo todo, nunca me disse que tinha matado alguém, uma pessoa inocente, tenho até mesmo medo de perguntar o que fez mais além disso.


- Fiz o que tinha que ser feito.


- “Fiz o que tinha que ser feito” pare com esse discursozinho de Snape para cima de mim, Dumbledore podia acreditar porque é um velho que se engana.


- Dumbledore acredita, pois era ele que nos mandava seguir as ordens de matar os trouxas inocentes que o Lord nos dava em dias de festa quando não conseguíamos salvá-los. Tudo isso para proteger você e o mundo bruxo, tudo para que tivéssemos uma chance de ganhar. Eram uma ou duas vidas em troca de informações que salvariam milhares de pessoas. Quer saber se matei? Eu matei sim, não me orgulho, mas se fosse preciso eu faria novamente, pois sei que poucas pessoas seriam capazes de fazer o que eu e Snape fazemos e depois voltar para essa casa feliz e fingindo que as vozes deles gritando misericórdia não estão em nossas cabeças.


Harry não respondeu, seus olhos estavam cheios de lágrimas e ele simplesmente virou as costas e foi para seu quarto. O restante dos dias resumiam-se em viver naquela casa sentindo a hostilidade de Harry e participar de reuniões dos comensais sempre tentando ter uma pista que ajudasse a saber o que Trevor estava querendo fazer com os trouxas, pois Draco já sabia qual era seu plano maior. Que ele levasse Harry para Trevor e assim pudesse finalmente homenagear o Lord das Trevas como ele merecia, porém somente Snape sabia disso, para todos os outros os comensais só queriam se fortalecer mais e mais e colocar terror nos bruxos.


Mas logo o dia primeiro de setembro chegou e todos tiveram que arrumar seus malões. Por um momento Draco reviveu sua infância quando tinha apenas onze anos e sua única preocupação era se a sonserina iria ser tão legal quando seu pai lhe falara. Que benção de dias eram aqueles em que não sentia uma dor forte no peito por se sentar ao lado de quem ama no carro que vai para kings Cross. Draco queria voltar para esse tempo, mas esse tempo passou e ele fez as suas escolhas, escolhas que o remeteram à fazer algo que não quer e que está fazendo o possível para não fazer.


Draco não levaria Harry para Trevor. Amava-o demais para isso, amava-o demais até mesmo para odiá-lo.


Harry por outro lado ainda estava se sentindo humilhado e ferido por saber que Draco tinha matado pessoas, coisa que nunca havia contado nem sequer citado em uma de suas conversas. E também por Trevor Danver, só de pensar nele Harry ficava com raiva. Imaginar outra pessoa passando a mão em seu Draco, beijando aquela boca, só de pensar ele enjoava.


Finalmente o carro chegou e todos os Weasley, os aurores, Harry e Hermione desceram. Dentro do carro ficaram Draco e Snape que dariam a volta e entrariam pelo outro lado para poder não levantar suspeitas caso algum comensal estivesse vendo-os.


- Ele não está reagindo muito bem – Disse Snape após a porta do carro se fechar.


- Vai levar certo tempo, mas ele vai aceitar – Disse Draco tentando convencer a si mesmo disso.


- Sei que vai – Ironizou Snape.


O trem logo partiu e Draco permaneceu em sua cabine com os mesmos amigos sonserinos que teve que agüentar durante muito tempo em seus anos de Hogwarts, agora apenas os ignorava e pensava em outra coisa, pensava em Harry em outra cabine igual a sua, conversando com seus amigos, possivelmente se divertindo, rindo.


Mas o que Draco não sabia é que Harry não estava com seus amigos, nem tão pouco estava se divertindo. Ele estava em outra cabine, no final do trem, uma única cabine vazia que agora trazia a sua presença pensativa. Ele olhava para fora e avistava a bela paisagem que sempre viu em seus anos anteriores e desta vez não sentiu uma alegria lhe atingir o peito. Estava triste demais para se alegrar com a vista do castelo recém construído ao longe.


- Harry, vamos – Chamou Hermione abrindo sua cabine – Temos que nos preparar para descer.


- Você não tem que ficar com os primeiranistas?


- Não, os novos monitores ficaram encarregados disso. Eu apenas tenho que evitar encrencas e brigas.


Harry, Rony e Hermione desceram do trem e subiram nas carruagens que já estavam a espera deles. Os testrálios estavam mais brilhantes do que nunca, Hagrid provavelmente andara cuidando de seus animais com mais atenção.


Depois que Neville, Gina e Luna também subiram na carruagem ela começou a andar e a passar pela fila de alunos que esperavam sua vez de embarcar e foi naquele momento que seus olhos se encontraram, quando os testralios estavam prestes a fazer a curva para pegar a estrada que levava a Hogwarts eles se olharam por um segundo.


Cinza no verde.


Amor e tristeza.


Draco não desviou o olhar e sentiu o peso os verdes olhos de Harry nos seus. Como doía ficar separado dele daquela forma.


Era cruel.


Tinha que dar um jeito.


A carruagem virou e sumiu pela estrada, Draco acompanhou a fila e depois de alguns minutos finalmente embarcou novamente com os mesmos amigos sonserinos que não queria ver nem ouvir.


Já no castelo todos se arrumaram em suas mesas e esperaram o chapéu seletor começar seu discurso de sempre, porém dessa vez ele não os preveniu de nenhum mal, dessa vez ele apenas enfatizou o quanto a união ajudou a derrotar o mal que agora não mais existia.


Queria Draco que nenhum mal existisse, mas ele sabia que não era verdade, e olhando para a nuca de Harry na mesa da grifinória ele teve certeza que jamais haveria paz na vida daquele menino, ele sempre seria alvo de atentados como os de Trevor. Draco suspirou alto e espetou um bacon com o garfo brincando com ele de um lado para o outro até que o diretor dissesse para que eles fossem dormir.


Todos seguiram para seus devidos dormitórios, mas no alto da torre norte e nos confins das masmorras, havia duas pessoas que não conseguiram dormir nem mesmo quando o sol já estava subindo novamente e o primeiro dia de aula começara.

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