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6. Avante!


Fic: A Origem dos Dementadores - A PEDIDOS CAP 8 ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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postado 2 de Julho de 2012



PARTE 3


Capítulo 6


 Avante!


 


 


Presente...


 


  Suas vestes eram completamente antagônicas àquelas da noite de seu aniversário. Nada exuberante, mas algo simples, funcional, e que curiosamente se assentava de forma simbiótica com sua pele bronzeada e seus cabelos grisalhos. Conde Durham, de botas escuras de couro, sobretudo negro e fivela larga transpassada através do tórax, parecia muito mais a vontade do que na noite em que convidara Ogden para embarcar naquela viagem.


     


  No mesmo instante, Ogden se sentiu tolo. Onde esperava ir de túnica e sapatilha?


 


— Conde! — saudou, descendo do cavalo.


 


— Sir Carter! — exclamou o Conde, sorridente. — Por um momento cheguei a duvidar de que te veria mesmo aqui, hoje.


 


— Por favor, me chame de Ogden, Conde Durham.


 


— Ele é o Capitão Durham! — alertou uma voz enérgica e grossa, surgindo ao lado do Conde. Ogden fitou-o, surpreso.


 


  Um sujeito de vestimentas semelhantes à de Durham, exceto, por que estas eram mais novas que se ajustavam quase apertadas ao seu corpo bem trabalhado, devolveu o olhar de Ogden. Os cabelos louros escuros caiam até a altura dos ombros combinando, sem demora, com a face masculina e bem pronunciada no maxilar largo e nos olhos intensamente azuis. Logo ele notou que o sujeito não deveria ser muito mais velho que ele.


 


-Ah! Alan... – se entusiasmou o Conde com a aproximação do rapaz. Ogden sorriu polidamente, mas “Alan” exibia um semblante levemente prepotente. – Bom você ter aparecido. Sir Carter...


 


— Ogden, por favor! – corrigiu-o tentando diminuir a formalidade entre eles.


 


— Ótimo! Ogden, este é o Comandante de Agatha II, Alan Hulse. Alan, este será o nosso condutor de Agatha III, o filho do Duque de Bordon, Ogden Carter.


 


  Alan estendeu a mão direita e o cumprimentou num aperto mais forte do que o necessário. Os olhos o medirem em estado de zombaria, avaliando o rosto e as roupas de alta hierarquia de Ogden.


 


— Parabéns pela grande honra de assumir Agatha III. — Alan ressalvou.


 


  Ogden assentiu com um meneio de cabeça.  


Me sinto lisonjeado...


 


— Sabe conduzir uma embarcação...? –perguntou Alan, interrompendo-o.


 


— Bem... eu aprendo com facilidade... — respondeu ele apreensivo.


 


-Sendo filho do Duque de Bordon, tenho a mais absoluta certeza de que sim. – acrescentou o Conde Durham.


 


  Alan também esboçou um sorriso, mas nem de longe ele era de divertimento. Era um sorriso azedo, de quem sente repulsa por elogios alheios.


 


-Ogden, então, o que achou de Agatha I? É menor do que imaginava? – inquiriu Durham, aproximando-se dele.


 


  Os três viraram-se na direção dos navios atracados, onde Agatha I se sobrepujava a qualquer outra obra feita pelo homem ali. Os velames continuavam a balançar no ritmo do vento, - que trazia consigo o odor de maresia típico dos portos - mas a figura desconhecida na beira da popa não estava mais lá.


 


- É muito maior do que imaginava. Perfeita, magnífica!


 


- É o que todos dizem. Mas você, Ogden, vai comandar aquela ali... – adiantou-se Alan, apontando uma pequena nau, pelo menos cinco vezes menor que Agatha I. Possuía três mastros e era desprovida de Velas Latinas. Aquela era a Agatha III. Ao lado dela, outro navio, maior e mais robusto boiava, e sobre seu casco lia-se Agatha II.


 


- Não subestime as pequenas embarcações, Alan... – disse Durham, talvez notando o tom de zombaria na voz de seu segundo comandante.


  


- Quando será a partida? – perguntou Ogden, tentando se animar. Pensando positivamente, conduzir um barco menor seria tarefa mais fácil a um amador como ele.


 


 — Antes do meio dia, espero. Os rapazes estão na feira, comprando suprimentos e aproveitando as últimas horas em terra. Achei que seu pai viria com você?


 


  A pergunta o pegou de surpresa.


 


̶ Bem, ele teve alguns compromissos inesperados, mas mandou dizer que faz muito gosto deste convite, e que espera rever um bom amigo em breve. — mentiu.


 


  Conde Durham ergueu as sobrancelhas e exclamou.


 


— É mesmo?! Que satisfação ouvir isso. — argumentou, e então, mudou de assunto subitamente, para o alívio de Ogden — Alan, já foi conferir o lastro dos navios como lhe pedi?



- Agatha I e II estão em ordem. Agatha III é tarefa para o nosso mais recente Comandante! – e apontou para Ogden.


 


- Cada coisa ao seu tempo. E ele terá o seu para se habituar a embarcação que irá conduzir, e todo cuidado que ela exige. Por hora, esta tarefa ainda é sua, Comandante Hulse.


 


  Os olhos de Alan brilharam e não foram de entusiasmo. Parecia prestes a contrariar seu capitão, mas mudou de ideia.


 


-Sim senhor... –balbuciou Alan a contra gosto – Com licença!


 


  Alan passou por eles e rumou em direção as embarcações. Enquanto caminhava, puxou da bainha nas vestes uma pequena faca e foi brincando de lançá-la ao ar. Quando já estava a uma distância suficientemente longe deles, o Conde comentou:


 


- Não a motivo para se importar com Alan. Ele tem a tendência a ser mais hostil do que o necessário a qualquer tipo de mudança. Antigamente ele era responsável pelas duas embarcações. Mas eu estava sobrecarregando-o demais... E nem todos os nossos tripulantes tem condições físicas e mentais de comandar uma nau.


 


  Ogden imaginou o que o fazia pensar que ele tinha condições? Talvez o único atributo a seu favor ali, era ser nobre e filho de um velho amigo do Conde.   


                             


 Um grupo de homens, - por volta de vinte - passou ao lado deles carregando diversos sacos com mantimentos que iam desde legumes e cereais. Todos de rosto surrado e roupas remendadas ou encardidas. Nenhum deles tinha a fisionomia de um inglês honrado, tão pouco de um representante marinho da coroa. Mas para surpresa de Ogden, Durham os apresentou brevemente, como sendo parte integrante da tripulação das naus.


 


 - Bom dia senhor...


  


- Bom dia Capitão...


 


 Balbuciavam alguns deles enquanto passavam.


 


 Tudo era absurdamente novo para o filho do Duque de Bordon. Esperava ver homens respeitáveis, de aparência bélica sob o comando do Conde, não sujeitos encardidos e famigerados em vestes de corsários.


 


  Um dos tripulantes, um moreno magro e encurvado, com o rosto sujo de fuligem, fitou-o diretamente e lhe mostrou um sorriso amarelado, quase apodrecido. Durham segredou no ouvido de Ogden que anos recluso no mar levava a maioria dos homens a banalizarem seu aspecto exterior.


 


 - E então? Preparado para conhecer Agatha I? – cada vez que o Capitão falava sobre sua embarcação nada paquete, uma nota de orgulho timbrava de sua garganta.


 


- Certamente!  - afirmou o jovem inglês, ansioso, enquanto via os tripulantes se dividirem entre as três embarcações. O sujeito de sorriso amarelo subiu por uma corda para dentro de Agatha III.


  


̶ Mas não se importe com meus homens, que apesar de não serem benquistos na aparência, são os melhores tripulantes de toda Europa.


  


̶ Em breve serei parte desta tripulação também, senhor. - disse Ogden querendo entrar no espírito.


 


 


                                                ***


 


  Vista por dentro, a soberba embarcação comandada pelo Capitão Durham parecia mais estruturada e bem trabalhada do que vê-la de longe.


 


  O deque polido e reforçado com madeira tintorial denunciava que as origens arquitetônicas da nau provinham de terras distantes, no oriente, o único lugar onde aquele material era encontrado para extração.


 


  Seus mastros que nasciam na quilha, alongavam-se sobre a cabeça dos tripulantes, projetando uma sombra refrescante através do velame. Agora de perto, podia-se claramente notar que o tecido era um misto de retalhos de couros bem entremeados e reforçados sobre cordoalhas de enxárcia.


  


  Ogden percorreu os olhos, estarrecido, por todo o convés.


 


 Alguns homens trabalhavam compenetrados na manutenção das vergas, no amarre de cordames esganiçados, esfregando o deque com escovas de pêlo suíno e abastecendo o navio, vindos do cais, com suprimentos sobre os ombros. Eram muito mais do que aqueles vinte que ele vira a minutos atrás.


 


  Logo, Ogden se lembrou da figura misteriosa da popa, a avistá-lo minutos atrás. Procurando por um sinal dela, encontrou apenas mais marujos mal-encarados observando-o com curiosidade. Não havia nenhuma mulher.


  


- Ogden, venha aqui! – clamou o Conde, que sem que ele estivesse notado, já se postavam frente ao timão, na parte traseira do navio. – Preciso lhe transmitir alguns conhecimentos básicos.


 


 Com passos entusiasmados, postou-se ao lado de seu mais novo Capitão. Diante dele um volante imenso, esculpido provavelmente em pinho envernizado. Doze malaguetas entalhadas pela circunferência e um aro grosso e pesado no centro. Encarapitada na parte inferior, uma cachola espessa mergulhada através do deque para os conveses inferiores.


 


 - Este volante é responsável por direcionar uma embarcação, como já deve saber. O timão de Agatha III não chega à metade deste em força e precisão. Para conduzi-lo é simples, afinal o barco é bem menos pesado que este. Contanto, você precisará impor mais agilidade do que força no caso de ventania. Se ela ceder ao vento e o problema não estiver na disposição do velame é bem provável que a madre esteja sendo retida por algo.


 


- E isto acontece com frequência? - perguntou Ogden, confuso com tanta informação.


 


-Há umas cinco léguas ao Norte, o oceano tornasse mais prolífero. Basicamente vegetação marinha. São necessários lentidão e movimentos suaves no leme. Há dois anos, quinze dos meus homens tiveram que nadar até a madre para desobstruí-la da relva. As águas são geladas de trincar os ossos naquela região. Perdi três dos meus tripulantes na ocasião.


 


 Conduzir um leme e um navio como um todo, já não parecia tão simples, por isso Ogden se atentou a cada detalhe das instruções do homem experiente que Durham se mostrava ser.


 


                                              ***



 
- AGORA ME ESCUTEM, HOMENS! – berrou Durham, na tentativa de chamar atenção.


 


  Um contingente de sujeitos encardidos se exprimia no pequeno convés de Agatha III. Parados de pé, diante de olhares debochados e curiosos, seu Capitão e o mais novo comandante, Ogden Carter. 


 


  Após o berro do Capitão seus tripulantes aquietaram-se instantaneamente.   


 


-Este é o Comandante Carter! Ele guiará está embarcação a partir de hoje e cada um aqui deve saber seu lugar. Ele é abaixo de Sir Carter, obedecendo a suas ordens sem pestanejar.


 


  Ogden achou o comunicado um tanto autoritário e que talvez fosse contribuir para certa animosidade da tripulação, contudo tinha que confessar, o antigo amigo de seu pai impunha respeito sobre seus homens - e só em Agatha III eles eram mais de quarenta - de uma forma magistral.


  


  Após o comunicado, Ogden e Durham passaram o resto do dia conversando sobre detalhes específicos no navio que ele iria conduzir.


 


  Agatha III não chegava nem perto da elegância da I, nem transmitia a carapaça reforçada e resistente da II. Poderia ser definida, tranquilamente, como um navio pequeno e simplório. Convés estreito forrado em madeiramento de segunda mão, já esverdeado em alguns pontos, pela umidade constante a qual era submetido.


 


 As velas apresentavam-se encardidas e com esfiapadas. As cordoalhas abriam-se num leque de fiozinhos frouxos e nos mastros incontáveis rachaduras pela sua circunferência era possível notar.


  


  Contrariadamente, Ogden sorria para tudo aquilo que estava prestes a abraçar, complacente a todo o momento. Claro que não esperava embarcar numa versão marítima dos meus aposentos em Bordon, mas a nau a ele prometida não havia superado suas expectativas.


 


 Enfim, faltando poucos minutos para as quatro da tarde, Durham anunciou o preparo dos navios para partida.  Todos subiram a bordo e Ogden não encontrou muita coisa para fazer nos seus primeiros minutos como comandante. Encostou-se a proa e no balanço calmo das águas salgadas, que banhava a orla do cais, viu as embarcações se distanciarem do continente. Três embarcações medievais. Três premissas de uma viagem árdua, mas valorosa.


 


  Provavelmente ele mandaria uma carta ao seu velho pai, do próximo porto que atracassem, dizendo que estava tudo bem, pedindo desculpas pela forma como as coisas ficaram entre eles, e anunciando que brevemente voltaria para casa. 


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