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26. Worries


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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26. Worries


 


Albus tinha as mãos tampadas nos ouvidos, sentado no chão e as pernas cruzadas, enquanto murmurava a leitura da matéria com o livro no colo. A sala comunal inteira estava estudando. Mesmo com o silêncio, Albus não conseguiu se concentrar. Ele fechou os livros e andou em direção ao quarto dele. Rose, que estava ao meu lado no sofá, observou isso e sussurrou para mim:


– Ele realmente parece preocupado.


– Está com medo de não passar – comentei. – É agora ou nunca.


Os N.I.E.M’s estavam se aproximando. Faltavam dois meses ainda, é claro, mas a febre “estudar até o cérebro explodir” contaminou todo mundo, principalmente os que não estavam em dia com as matérias. Os professores, por mais que tentavam manter a calma dos alunos, também nos aterrorizavam.


Uma Conselheira Profissional estava na escola para fazer entrevista com os alunos. Era do Ministério e comparecer a entrevista era obrigatório para os do sétimo ano. Rose foi a primeira a entrar na sala dela. Ficou um tempão lá dentro, mas quando saiu estava com o rosto contorcido em nervosismo, mas ao mesmo tempo havia o grau de satisfação que sempre conheci em seu rosto. A Conselheira disse a ela que, apesar da dificuldade em conseguir a profissão de Medibruxa, Rose andava se preparando para isso desde que entrou na escola. Ela tinha chances.


Natalie saiu normalmente nervosa depois da entrevista. Era outra que nunca teve problemas com notas. Ela estava tentando uma vaga no departamento Internacional de Cooperação da Magia, já que visitou o mundo todo e sabia dominar vários idiomas.


Por outro lado, Albus estava cabisbaixo. Ficou meio afastado da gente depois que teve a entrevista. Ele não quis falar com ninguém, até que Rose se aproximou delicadamente quando o encontramos sentado no parapeito da janela da torre de Astronomia. Sozinho.


– Al, qual é o problema? – ela perguntou, preocupada. Nunca o vimos assim.


– Nada, estou bem.


– Não parece bem – retorquiu Natalie, sentando ao seu lado. Rose sentou do outro. Eu me encostei à parede, com os braços cruzados. As duas tinham mais tato do que eu para dizer a Albus o que ele precisava ouvir.


– Conte para nós – pediu Rose. – Você está com medo, não está? Todo mundo está!


– Não, Rose – ele soou nervoso com a suposição.


– Preocupado?


– Não. Certo, talvez um pouco.


– Elas vão ficar enchendo o seu saco até você dizer o que está te incomodando – eu disse quando Albus olhou de Rose para Natalie e de Natalie para Rose cinco vezes. As duas estavam com as expressões cheias de solidariedade.


Al finalmente suspirou e deixou os livros de lado.


– Todos os anos eu passei com notas médias. Nunca fui espetacular em nada do que as pessoas acharam que eu seria. Por mais que as minhas notas em Poções sejam boas, não são as melhores da turma. Passei raspando nos N.O.M’s e a gente sabe que N.I.E.M’s é mil vezes pior. E eu não sei o que eu quero fazer da vida, e a essa altura já era para eu estar com isso na cabeça.


– Mas que profissão você disse a Conselheira que faria para os testes? – perguntou Rose.


– Uma lá do Ministério. Uma que exige nota de Poções e Astronomia, que eu me dou melhor. Mas é porque eu não tenho uma escolha.


– Al, você não é o único que está assim – comentou Natalie. – Não precisa ficar se afastando da gente, achando que vamos te achar um vagabundo ou algo assim.


– Vocês não entendem! – ele se levantou nervoso e zangado. Aproximou-se da grade, olhando para o céu que escurecia atrás das montanhas de Hogwarts. – Meu pai salvou o mundo quando tinha a minha idade. James é um auror como ele. Mamãe foi a melhor jogadora das Harpias. O que eu fiz? Tenho todas as figurinhas de sapos de Chocolates, todos os heróis que fizeram alguma mudança no mundo, desejando um dia ser a sorte de um garotinho fascinado por essas figurinhas. Mas eu mesmo vou sair daqui sem ter conquistado nada muito grandioso. Como o meu pai, quero dizer.


Rose, Natalie e eu nos entreolhamos. Albus estava de costas para nós. Era raro vê-lo assim. Ele nunca foi de falar sobre suas preocupações em relação ao seu sobrenome, mas até hoje ele carrega isso em suas costas. Ainda bem que Rose o conhecia desde os tempos em que eles eram apenas fetos, por isso ela se levantou e foi até ele, segurando seu braço. Sua voz sempre foi tranquilizadora, mesmo quando não queremos ser tranquilizados:


– Nossos pais lutaram para salvar o mundo porque eles não tinham outra escolha. Era isso ou eles morreriam.


– Eu sei...


– Não nascemos para fazer as mesmas coisas que eles fizeram, principalmente porque eles deixaram o mundo seguro para nós. Merlin sabe que seu pai nunca desejou que você conquistasse as mesmas coisas que ele conquistou. Era muito perigoso naquela época, e ele nunca chegou a ser uma criança normal. E o que seu pai quer é o contrário para você. Você sempre agiu como alguém normal. Mostrou as pessoas que ser um Potter não é ser um herói, mas é ser alguém que traz confiança e lealdade. E você sempre foi fiel e leal a todo mundo que te conhece.


– Está se esquecendo de um detalhe, Rose – eu disse, dando alguns passos até eles. – Albus é um sonserino. As pessoas não odeiam os sonserinos por causa dele. A casa era praticamente vazia antes de Albus entrar na escola. De repente os números de alunos foram aumentando.


– E você conseguiu a façanha de fazer com que ninguém nunca odiasse você – disse Natalie. – Com tantas pessoas idiotas nesse colégio, você não teve problemas com ninguém.


– Você me odiava – ele relembrou.


– Odiava você? Não de verdade, é claro. Eu sempre amei tudo em você, Albus Potter – ela apontou o dedo para o nariz dele. – O seu jeito estranho e diferente dos outros garotos que eu já conheci. O jeito como você faz piadas sem graças e mesmo assim consegue nos fazer rir. O jeito como você é obcecado pela goleira das Harpias, mas diz que me acha mais gostosa. O jeito como você estuda e perde a concentração. O jeito como você me trata melhor do que qualquer outra pessoa já me tratou. E você nunca me odiou apesar das coisas que já falei e fiz para você, por causa das vezes que te ofendi e te magoei. Eu adoro até a sua cara de orgasmo, por mais estranha e engraçada que seja, e eu peço desculpa pelas vezes que comecei a rir e te deixei constrangido na cama e-


Ele não a deixou terminar, porque parecia que Natalie não ia acabar. Apenas a puxou para perto e a beijou com força. Rose até se afastou um pouco, sorrindo, juntando as mãos contra o peito.


– Meu primo e minha melhor amiga. Isso é tão lindamente nojento – suspirou. Ficamos um tempinho esperando os dois se soltarem.


Não aconteceu.


– Deixamos esses dois assim? – perguntei quando notamos que não ia ter alguma alteração. Rose pegou minha mão e enquanto nos afastávamos, continuou sorrindo.


– Seria maldade não deixar.


– Acho que eu devia me vingar pela vez que ele interrompeu nosso primeiro beijo.


Ela riu também se lembrando da cena. Mas agarrou meu braço e fez com que a gente saísse da torre.


 


 


 


– Então, sr. Malfoy, conte-me sobre você.


A sra. Martini era a Conselheira Profissonal. Uma mulher intelectual e elegante, o rosto marcado por rugas da idade que indicavam ter no mínimo cinquenta anos. Os cabelos dela eram loiros, mas pareciam ser pintados para esconder os cabelos cinzas. Ela pediu para que eu sentasse, quando entrei, indicando com a pena de escrever a poltrona em frente a sua. Os óculos dela estavam na ponta do nariz encurvado, mas quando me sentei ela empurrou o aro com o dedo indicador, analisando-me.


– Não sei o que dizer sobre mim.


– Por que não comece falando sobre suas ambições?


– Fora o fato de que eu gosto de Quadribol e as chances de ser um profissional são mínimas?


– Contando excepcionalmente com esse fato. Há quanto tempo joga Quadribol?


– Dois anos – respondi.


– Então as chances são realmente mínimas.


– Se me visse jogando – eu disse presunçosamente – não tiraria essa conclusão tão precipitadamente.


– Sonha em ser um jogador?


– Não.


– Então sem discussões.


Encostei-me a poltrona, concordando. Ela sorria.


– O que realmente pretende fazer ao sair de Hogwarts, Malfoy?


– Se eu ganhasse cinco galeões por cada vez que escuto essa pergunta – suspirei. – Bem, não faria muita diferença para mim. Minha família tem mais de cinco gerações de riqueza.


– É ambicioso?


– Algumas vezes.


– Profissional e financeiramente?


– Amorosamente.


– Gosta de desviar assuntos – ela notou, parando de anotar por causa da minha última resposta.


– Eu não gosto de falar sobre mim.


– E não sou eu que vou obrigá-lo a isso. Consegue entender por que estou aqui?


– A senhora está sendo paga.


Ela não negou isso, embora tenha respondido de outra forma, começando a dizer:


– O Ministério da Magia procura bons jovens que possam se tornar bons profissionais. Com algumas sessões comigo, posso avaliar o seu perfil. Há pessoas muito inteligentes, Malfoy, mas tirar a maior pontuação nos testes não quer dizer que ela realmente esteja preparada para o futuro que a espera. Estou aqui para avaliar isso.


– Hum. Então você não é uma Conselheira Profissional?


– Dou alguns conselhos, se pedir. Mas minha profissão tem mais a ver com tentar entender a mente das pessoas. O comportamento delas.


Eu observei o retrato que estava ao meu lado, num criado-mudo. Eram três crianças. Deviam ser os netos dela.


– Como vai entender a mente de alguém, se só tem uma hora para conversar? – duvidei. Franzi a testa, depois de me passar algo horrível pela cabeça. – A senhora não pratica oclumência na nossa cabeça, pratica?


Ela ajeitou os óculos de novo, negando com a cabeça.


– Você não sabe quanta coisa você mostra para mim somente em uma hora, Malfoy. Sem precisar de magia. Nem mesmo o homem mais frio, mais fechado, mais calado, esconde o que realmente é para mim.


Eu peguei o retrato, distraidamente, para dizer:


– Isso porque as pessoas pensam que escondem o que são, ou a senhora tem um dom?


– Os dois. Por exemplo, eu descobri que você gosta de Quadribol, que desvia o assunto quando não quer falar sobre ele, é sarcástico para não se sentir incomodado com as suas próprias respostas, é curioso por estar olhando o retrato de meus netos, e faz mais perguntas para não ter que falar sobre si mesmo.


– Quanto tempo ainda falta para isso aqui acabar? – perguntei, levantando-me. Não consegui ficar sentado. A sra. Martini tinha um sorriso amistoso em seu rosto velho, mas ela me irritava.


– Só se passou um minuto desde que sentou aqui. Mas se você me contar como foi sua vida escolar em Hogwarts, podemos acabar quando sua história acabar.


– O que vou ganhar lhe contando sobre minha vida?


– Uma resposta para as suas dúvidas.


– Que dúvidas? Não tenho dúvidas.


– Você não me respondeu o que vai querer fazer quando sair do castelo e viver a vida de adulto. Posso ajudá-lo a encontrar essa resposta. Mas se quiser sair, não farei objeção.


Fiquei olhando para ela. Eu não estava com raiva, apenas incomodado. Mas havia algo naqueles olhos intelectuais que não me fizeram sair pela porta. Eu tive a impressão que já a vi em alguma foto de livro. Tive a impressão de que ela era escritora de algum livro que eu já vi. Desse modo, andei pela sua sala, observando as estantes e seus retratos. A mulher não me xingou por isso. Ficou um silêncio no qual eu pensava o que dizer.


– A senhora já estudou a mente de Lorde Voldemort?


Ela não se irritou por eu continuar fazendo perguntas.


– Minha especialidade.


– E chegou a alguma conclusão?


– Terceira fileira, segundo livro.


Eu peguei o livro, confirmando minha curiosidade. “A Mente da Magia Negra”. Abri na página cinquenta e cinco, de propósito. Havia uma figura da Marca Negra, que meu pai e meu avô tiveram em seus pulsos durante muito tempo. Eu me lembrava desse livro.


– Conhece meu livro? – ela soou surpresa.


– Sim. Meu pai o queimou quando eu tinha nove anos. Mas não se ofenda, ele só fez isso porque achou que eu poderia me interessar pelas coisas que estão escritas aqui.


– E você chegou a se interessar?


– Naquela mesma noite, ele me explicou por que ele tinha aquela Marca Negra no braço. Explicou como minha família entrou para o lado das Trevas. Explicou que ele havia sido o inimigo. Disse que a Guerra é como um jogo de Xadrez. Os peões foram os Comensais da Morte. Alguns não tiveram escolhas por estar ali.


– Entendeu isso com nove anos?


Dei de ombros.


– Eu já tinha alguma idéia. O jeito como tratavam minha família de uma forma diferente. Só mesmo um tapado não veria o contraste. Eu nunca fui tapado.


Olhei de esguelha. A sra. Martini anotava coisas. Parou para me perguntar, quando guardei o livro e folheei outro:


– O jeito como tratavam a sua família... era do mesmo modo como tratavam você aqui em Hogwarts?


– No primeiro ano, não fiz nenhum amigo. Conversava com alguns, mas por educação.


– Preocupa-se com a educação.


– Se a pessoa merece.


– Quem foi seu primeiro amigo aqui?


– Albus Potter.


– Interessante. Foi uma escolha ou simplesmente aconteceu?


– Foi porque a prima dele nunca emprestava as lições para ele copiar, então decidia me pedir porque, depois dela, eu tinha as melhores respostas. Mas não pense que Albus fazia isso sempre, ele é um cara esforçado.


A sra. Martini voltou a sorrir.


– Não se preocupe. Já fiz minha avaliação de Albus. Tem alguma dificuldade extrema em alguma matéria?


– Não. Sempre consegui me virar.


– Estuda muito?


– Até ter certeza de que vou saber responder a maioria das perguntas.


Ela continuou com as perguntas. Não tive dificuldade para responder honestamente. Depois que acabou a sessão, a sra. Martini apenas tirou seus óculos e não me tirou nenhuma dúvida sobre que profissão eu poderia seguir.


Mas depois daquele dia estive pensando sobre a minha profissão, e no fato como também estive na mesma situação que Albus. Lembrava da forma como eu havia conseguido escapar de um sequestro. E da vontade que neguei ao meu avô. Parte de mim negara a ele porque eu não queria fazer aquilo que as pessoas me induziam a fazer, mas nos últimos tempos passei a pensar melhor sobre isso. Sobre tentar ser auror. Eu só saberia se isso era certo para mim se eu tentasse. Não comentei nada com meus pais sobre a profissão depois, por isso eles ficariam surpresos quando souberem que eu iria prestar os N.I.E.M’s para me tornar um auror.


 


 


 


– Isso é ótimo! Eu disse que não seria inútil você conversar com a sra. Martini. Ela é uma ótima psicóloga – dizia Rose enquanto andávamos pelo corredor voltando da última aula do dia. Albus estava ao nosso lado, ouvindo. – Além disso, seu avô vai ficar satisfeito.


– Não é por isso que tive essa decisão. Só acho que...


– Você sempre quis fazer isso – interrompeu Albus, dando um tapinha no meu ombro. – Bem no fundo, sempre quis. – Mas não persistiu no assunto muito tempo: – Não vou as masmorras agora, Scorpius. Acho melhor ficar na biblioteca, então... vejo vocês na janta.


– Tudo bem – mas Rose parecia mesmo surpresa. Quando Albus desapareceu de vista, ela me olhou. – E você? Não teria que ir a biblioteca também?


– Tecnicamente, sim. Só que eu tenho sexta-feira reservada para cochilo.


– Você anda muito folgado agora que não está mais na monitoria – ela cruzou os braços, desaprovando isso.


Ajeitei a mochila no meu ombro, voltando a ficar sério.


– Não nego que quero meu distintivo de volta.


– Por que não conversa com McGonagall? Ela pode reconsiderar. Você não entrou mais em briga.


– Nenhum cara tentou ficar com você.


– Scorpius.


– Estou falando sério.


– E eu também. Se eu quisesse bater em cada garota que quer ficar com você, elas estariam ferradas.


– Primeiro – comecei, aproximando-me dela e pegando sua mão macia –, com essa mão delicada? Você deve ser ninja, então. E segundo, do que está falando?


– Eu sei, tá bom?


– O quê?


– Sobre... bem, sobre Gwen. – Ela viu meu silêncio. – Você nem ia me contar, não é?


– E entrar numa discussão sem fundamento? – percebi que não podia mais fugir do assunto. Deve ter ficado evidente para Rose no último jogo de Quadribol, porque Gwen não fora a festa de comemoração mesmo com a vitória de nosso time. – Desde aquele afastamento entre a gente, eu venho tentando evitar qualquer tipo de discussão sobre nossas cagadas.


– Só quero saber o que aconteceu.


– Nada. Bem – hesitei – ia acontecer. Mas eu... algo me disse para não fazer. Mas eu estava irritado, chateado, queria me vingar.


– Então vocês transaram?


– Não – eu disse sinceramente. – Juro que não, Rose. Nem conseguiria.


Ela me olhou por alguns segundos até assentir.


– Ok – disse baixinho.


Segurei o rosto dela gentilmente e beijei sua boca de um modo leve. Quando afastei, eu disse num sussurro:


– Eu te amo, beleza? Não sou mais o idiota que eu era no começo disso tudo. E, é, acho que te amo ainda mais do que antes.


Consegui fazê-la sorrir e isso era tudo o que precisava.


– Eu também – respondeu. – Não vamos mais mentir, está bem? Ou ocultar coisas assim. Eu detesto não saber das coisas, você sabe disso.


– Fechado – garanti, com outro beijo. Nunca era demais. Sorri para ela mais um pouco.


– Bom cochilo, folgado – afastou-me, deixando que eu saísse dali com tranquilidade. Percebi que fui patético tentando evitar aquela conversa; no fundo, eu sempre soube que falaríamos sobre o assunto, cedo ou mais tarde. E fiquei contente que, pelo menos, não houve briga alguma.


Fazer as coisas certas, mesmo quando era difícil, valia à pena.


Os próximos dias foram resumidos a estudos, conselheira e mais estudos, então não há detalhes para citar. Foram dias tão puxados e estressantes que Rose e eu preferimos nos afastar enquanto estudávamos, porque o perigo de desconcentração era enorme. Aceitar isso foi meio complicado no início, mas eu percebia que se só tínhamos tempo para passarmos o tempo juntos, conversando, beijando e entre outras coisas, basicamente nos finais de semana, esse tempo era sempre revigorante para nossa relação.


Quando a semana dos testes chegou, Rose estava tão nervosa que não conseguia parar na cama. Disse que precisava dormir na dela e, dessa vez, eu respeitei qualquer decisão sua. Eu também estava nervoso, embora eu fosse a favor de ter uma namorada para relaxar de vez em quando. De qualquer forma, não reclamei. Sabia que depois de passar tudo isso, haveria recompensas. E eu não via a hora daquela semana dos N.I.E.M’s acabar.


Mas também haveria um mero problema. No momento que aquela semana acabasse, teríamos somente mais alguns dias e as aulas... terminariam. Sempre deixei para pensar sobre como seria minha vida fora de Hogwarts quando aquela época chegasse. Quando essa época chegou, eu percebi que, bem, eu não vou negar que isso deixava qualquer um assustado.


Mas fui sequestrado por um ex-professor filho da puta que tentou machucar meus pais, então eu sabia diferenciar o medo bom de um medo ruim. E esse medo de sair de Hogwarts sem saber o que ia acontecer lá fora na vida profissional era um medo bom. Minha avó dizia que esse tipo de medo demonstrava que estávamos mudando parte de nossas vidas, e mudanças eram necessárias.


No dia antes do grande teste, decidimos não estudar mais nada. Ficamos a maior parte do tempo na sala comunal da Grifinória, passando o tempo com todo mundo. Rose conseguiu adiantar a leitura do romance que lia, enquanto eu e Albus jogávamos snaps explosivos e Natalie mostrava para nós, ora ou outra, as fotos que tirara nas férias do ano passado. Tivemos tempo o suficiente para nos prepararmos e o grande teste foi naquela manhã.


Por incrível que pareça eu consegui dar conta dele. Lembro de ter tido dúvida em duas ou três questões, mas nada mais que isso. Não consegui observar meus amigos, pois estávamos bem distribuídos para não haver perigo de alguém colar. Foi uma prova horrível e cansativa. O primeiro que terminou foi um rapaz da Corvinal, mas isso porque ele começou a passar mal. Azar. Nas próximas horas, o salão foi se esvaziando até eu ter certeza de que deveria entregar a minha e deixar nas mãos do futuro. A sra. Martini era quem aplicara a prova. Quando lhe entreguei, ela sorriu e desejou boa sorte. Percebi que Albus, Rose e Natalie ainda estavam debruçados nas carteiras.


No dia seguinte, o sétimo ano se reuniu para tomar cerveja amanteigada e dançar um pouco em Hogsmeade. Rose e eu discutíamos sobre os testes.


– Você terminou rápido – ela disse.


– Se eu ficasse mudando as minhas respostas, eu não ia acabar nunca aquilo.


– E acha que conseguiu passar para os testes de aptidão?


As coisas ainda não haviam acabado. Depois da formatura, receberíamos nossas notas. Se eu obtive notas boas nos N.I.E.M’s, então teria que me apresentar para o Quartel-General dos Aurores, no ministério, para fazer os testes e tentar ser aceito para trabalhar. Rose também. Ela teria que fazer coisas bem mais complexas do que outra prova. Ela me falou alguns nomes estranhos e outros processos, só entendi que eram bem fodas.


– Olha, Rose, nem quero pensar nisso. Só quero relaxar o que não deu para relaxar nesses meses com a minha namorada – falei, segurando a cintura dela e lhe dando um beijo no pescoço. – Temos a formatura e a única coisa com a qual vou me preocupar é no fato de que fico muito gostoso de smoking.


Ela soltou uma gargalhada, virando-se para mim.


– Não me deixe ansiosa – ela pediu, sarcástica, em meio ao som da música. Natalie estava tocando algo romântico para os casais ali. Comecei a movimentar meu corpo devagar para Rose começar a dançar, mas ela colocou um dedo nos meus lábios na hora que fui começar o beijo. – Salve a dança para a formatura.


– Você quer me matar, Rose? Está me provocando. – Para falar a verdade, eu gostava disso.


– Você consegue ficar sem sexo até a formatura – desafiou.


– Duas semanas? Uh, fácil – falei orgulhoso. – O problema vai ser você. Não agüenta quando eu começo a te beijar.


– Quer apostar? – ergueu uma sobrancelha.


– Apostar o quê?


Ela movia o dedo indicador distraidamente no meu peito.


– Se você aguentar essa duas semanas sem sexo, bem... eu faço o que você quiser quando a aposta terminar.


– E se eu perder?


– Você vai, hum... você vai ficar na mesa da minha família na formatura.


– Você vai perder tão feio – eu provoquei, fazendo menção de morder seus lábios. E perto de seu ouvido, sussurrei: – Desafio aceito.


Era uma aposta totalmente furada. Rose a usou para ver como seria minha reação com o fato de conhecer sua família. E, bem, até parece que Rose não iria deixar-me fazer o que eu bem entendesse depois que a aposta terminasse. Mesmo assim, sempre fomos competitivos. Seria divertido provocá-la e fazê-la derrubar aquele orgulho solto dela naquelas duas ultimas semanas de aula.


Salve a dança para a formatura...


Bem. Eu nunca fiquei tão ansioso para alguma coisa antes.


 


 


Oláááá a todos que chegaram aqui, leitores queridos e pacientes. Primeiramente, deixe-me desculpar pelo sumiço e pela demora. Mês passado foi terrível... meu irmão perdeu o melhor amigo dele num acidente de carro fatal, e isso afetou todo mundo aqui... Desajustei-me totalmente depois e foi difícil voltar a escrever, mesmo tendo começado o capítulo há algum tempo. Bem, mas agora estou me ajustando. Férias e o tempo.


Não é o capítulo mais legal da fic, mas é importante porque nos leva a época da formatura, que vou deixar para narrar no próximo e ele se chamará “Graduation Day”. Estou salvando a dança, como diria Rose heauihaeuiae


Devo ressaltar que faltam poucos capítulos para acabar Born For This (no momento, diria que não estou pensando em continuação agora, porque estou com tantas outras idéias de fanfics para escrever que quero explorar outras personalidades...). Outra coisa que desanima um pouco é ver a galera desistindo da fanfic :/ Claro que sou MUITO grata pelo grande número de comentário que recebo em cada capítulo, e respeito totalmente a decisão de quem não se interessa mais para ler, mas mesmo assim... haeiuheaiuhae é um pouco triste. SUPERO, claro, por isso fico implorando para aqueles que lêem e gostem se manifestem e COMENTEM!!


Muito obrigada mais uma vez e até o próximo capítulo, que, se Deus quiser, vai sair muito mais rápido \o

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Comentários: 8

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Enviado por Lana Silva em 21/12/2012

Amei o capitulo, sem atentados, sem sequestros ou nada do tipo. Só as provas mais esperadas do ano e aposto entre namorados *-* Eu simplesmente amei o capitulo, e achei bem engraçada a entrevista do Scorpius com a conselheira, ele parecia muito bem para quem estar sendo avaliado de alguma maneira, em qualquer coisa do tipo eu ficaria muiiiiiito nervosa, sempre fico nervosa com coisas assim, ou semana de prvoa ou qualquer coisa do tipo...

bjoos*-* 

Nota: 5

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Enviado por charl0tte em 04/07/2012

Esse capítulo foi tão... Awn. Eu já estava completamente em abstinência. Não aguentava mais nenhum dia sem saber como as coisas estavam na fic. E agora eu estou mega ansiosa pra formatura, e pra vida deles fora de hogwarts, e pro momento em que o Scorpius vai pedir a Rose em casamento, ai, são tantas emoções! Fiquei muito feliz pelo capítulo, e mais feliz ainda por você ter voltado a escrever, o que significa que as coisas estão melhores na sua vida. Espero que tudo dê certo, na fic e na vida real. Beijos, até mais ♥

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 04/07/2012

aiii que lindo!! eu estava entrando em abstinência já. amei o capitulo. é tão lindo de ver como o scorps amadureceu. eu adoro ele. hehehe

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 03/07/2012

Cabelo fodão, ameeeeeei ele! não desiste da fanfic. queeero ver quem vai ganhar a aposta. kkkkkk seja o que merlin quiser né? hahahaah continua;

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 03/07/2012

Ai meu Deulss...
Eu quase tive um infarte quando vi que vc postou mais um cap!
Fiquei tão feliz *-*
Meu coração deu até uns pulinhos a mais, shaushuashuashuau 
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, adorei...

Sinto muito pelo amigo do seu irmão, eu entendo essas coisa (minha melhor amiga sofreu um acidente sabado passado) quase morri do coração aqui, mas ela felizmente esta bem... Espero que td esteja melhor ai, e não se preocupe com a continuação tão já, é sempre bom quando temos novas ideias, e se vc fizer uma continuação futuramente... eu a lerei usahsuahushau.

Nota: 5

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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 03/07/2012

Oi flor, sinto muito pelo que aconteceu com o amigo do seu irmão. Essas tragédias desnorteiam qualquer um. Adorei o capítulo. Fico feliz que o Albus tenha finalmente se revelado. Espero que ele consiga a carreira certa. Mal posso esperar pela formatura. É uma pena que a fic esteja acabando... Mas tudo termina um dia, não é mesmo? Beijos e até mais.

Nota: 5

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Enviado por Lívia G. em 03/07/2012

AEEEEE, CAPÍTULO NOVO! Fiquei felizíssima quando vi que você tinha atualizado. Eu gostei do capítulo. E compreendo as dúvidas deles. Existe realmente aquela pressão em cima dos meninos. Albus pra ser igual ao pai e Scorpius pra ser melhor. Normal, né. To esperando ansiosa pelo próximo! Beijos

Nota: 5

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Enviado por Mimi Potter em 02/07/2012

Dei muita sorte de dar uma ultima olhadinha no FeB antes de ir dormir!O capítulo ficou ótimo!!!Eu realmente amo a mente e a personalidade do Scorpius.Ele é tão perfeito e imperfeito ao mesmo tempo,tão humano! 

Esse momento de decidir carreira é mesmo muito díficil!E depois que você ainda rolam mil questionamentos e inseguranças suas e de pressão de todo mundo que vc conhece!É péssimo e ainda bem q já passei dessa fase da vida!hahaha

Boa sorte pro quarteto mágico dessa fic e força pro Al,pq até decidir dá aquela deprê mesmo!

Bjs e força ai nos problemas da vida!

 

Nota: 5

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