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11. Encontro no Escuro


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


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Capítulo 11 – Encontro no escuro


Draco ainda estava com o bilhete enviado por Trevor no bolso de suas vestes de comensal, vestes que pensou jamais precisar usar, vestes que não queria mais tocar, mas que foi obrigado a colocar após a coruja negra encontrá-lo quando foi ao Gringotes. A coruja parecia estar a espreita, sempre esperando que Draco fizesse qualquer movimento suspeito, seus olhos amarelos seguiram seus passos até que suas asas bateram e a levaram para longe de Draco dando espaço para que ele possa respirar. Snape o avisou que a partir daquele momento ele estaria sendo vigiado de perto e todo cuidado era pouco. Draco só abriu o bilhete enviado quando chegou à Ordem da Fênix e sabia que estava em um local seguro. Ninguém lá iria atrapalhá-lo, ninguém falava com ele, agora nem mesmo Harry.


A letra no papel era grande e inclinada para a esquerda, a tinta estava grossa mostrando como a mão de quem escreveu era pesada.


“Museu Nacional de Artes. Dez horas. Não falte”


Aquilo, como Draco sabia, não era um bilhete, era uma intimação. Trevor não estava pedindo, estava avisando que a presença de Draco era indispensável e Draco não ousaria faltar. Se havia agora uma pessoa que ele não poderia brincar era Trevor.


Por isso, quinze minutos mais cedo, Draco estava no Museu Nacional de Artes que já se encontrava fechado, mas entrar em um lugar fechado não era uma tarefa difícil para um comensal da morte que por vezes entram em casas de trouxas para satisfazerem seus desejos selvagens antes de matá-los. Casas que o próprio Draco já teve que entrar. Era difícil não se lembrar de todas as atrocidades que fora obrigado a fazer quando estava usando aquela máscara sufocante com as marcas feitas especialmente para identificá-lo.


Trevor ainda não havia chegado e Draco sabia disso, ele não tinha o habito de se adiantar, ele chegaria exatamente na hora indicada sem nada a dizer além do que precisava. Mas a escolha do lugar ainda era um mistério para Draco, Trevor não gostava de arte, todos os encontros que marcaram antes eram sempre em lugares distantes e vazios como antigos galpões ou estacionamentos ou mesmo mansões abandonadas. Aquilo era uma surpresa para ele. Mesmo de noite com todas as luzes desligadas era possível ver a silhueta das esculturas colocadas no local, uma delas era uma mulher nua com uma criança aos seus pés chorando enquanto o olhar da mulher estava perdido como se ela não conseguisse enxergar o pobre menino, como se somente a loucura que agora era clara no fundo de suas Iris fosse o mais importante, como se a dominasse, como se fosse um fantasma que a possuísse. Draco não agüentou olhar para ela muito tempo lembrando-se dos momentos em que ele sentiu esse fantasma em seu corpo.


Um sino bateu na igreja ao lado do museu indicando serem dez horas e passos foram ouvidos próximos de onde Draco estava. Ele não ousou se mexer, apenas permaneceu em silêncio ouvindo o farfalhar da capa sendo arrastada pelo caminho de mármore da sala de esculturas onde se encontrava.


Uma risada baixa foi ouvida ao lado de seu ouvido esquerdo fazendo-o se arrepiar antes que as luzes fossem acesas materializando o outro comensal ao seu lado. Ele estava com capuz por cima da máscara prateada com marcas redondas e, por vezes, retangular, cortados por traços diagonais como arranhões que não deveriam estar ali. Draco sabia que ali estavam as marcas de cada vida que era roubada. Draco não queria ver a sua.


Com movimentos que mais pareciam uma dança sensual a mão dele passou por cima da máscara dissolvendo-a em fumaça negra revelando os olhos azuis penetrantes, um azul marinho tão profundo que era possível se perder ali dentro. Draco ainda ficava encantado com aquele rosto, uma pele pálida quase translúcida e ainda assim com impressão de plena saúde, com maciez e perfume de flores silvestres. Os cabelos vinho caiam em seus ombros como as cachoeiras jamais vistas. Ele era uma perdição.


- Trevor Danver.


- Draco Malfoy.


O som da voz de Trevor era uma música há muito não ouvida e por um breve momento, enquanto olhava para os olhos azuis e via seu sorriso de lado, Draco não conseguia lembrar o motivo de não querer encontrá-lo.


- Pensei que não viria – Disse Trevor se aproximando devagar.


- O que o fez pensar isso?


- Não sei, talvez o fato de você ser um espião, um traidor, talvez você tivesse medo de entrar em contato com um comensal, ou comigo.


- Eu não tenho medo de você – Sussurrou Draco sentindo o comensal cada vez mais perto.


Trevor não respondeu, apenas sorriu de lado empurrando Draco aos poucos até encostar na parede. O loiro ofegou quando a boca do comensal tocou sua pele na altura de sua orelha respirando rápido fazendo arrepiar seus pêlos da nuca.


- Não sabia que ainda lhe causava arrepios – Sussurrou em sua orelha forçando-o a fechar os olhos.


- Não causa – Mentiu sentindo a voz vacilar.


- Mesmo?


Trevor riu ao sentir o corpo de Draco tremer em suas mãos. Aquele loiro era vulnerável ao seu toque, derretia aos seus carinhos, era facilmente dominado e difícil de largá-lo.


- Diga logo o que queres comigo Trevor – Pediu Draco sentindo o corpo do comensal cada vez mais perto do seu, cada vez mais colado.


- Sabes muito bem o que eu quero com você, quero a verdade, ou pelo menos uma desculpa muito convincente sobre seus atos quanto aos comensais e ao Lord na hora da batalha e depois dela.


- Se estás tão desconfiado de mim, por qual motivo continuas a me... tentar.


            - Ora, eu não acreditar em você não quer dizer que não queira me introduzir em você, te dominar, te tocar – Suas mãos passeavam pelas costas de Draco por dentro da blusa – Te ver ficar ofegante como agora.


            Draco queria morrer por estar sentindo aquilo, mas desejava beijar a boca de Trevor tanto quanto desejava se afastar. O maldito comensal que era sua maldição.


            - Vamos me diga e talvez eu seja mais ameno com você – Disse Trevor passando a mão por dentro da roupa de Draco alcançando seu tórax.


            - O que posso dizer, ser um espião não é fácil Trevor, não é uma tarefa que você conseguiria fazer com facilidade. Na hora da guerra eu tive ordens de permanecer em meu posto de espião de Dumbledore, assim como Snape.


            - Não me convenceu.


            - Então está ferindo a memória de nosso senhor, pois agi somente obedecendo a ordens dele.


            - Não acredito em você.


            - Não posso fazer nada quanto à isso. Nosso mestre está morto e sendo assim a verdade de minha lealdade também está.


            - E depois? Por que continuou com eles?


            - Porque sou um sonserino, vi uma oportunidade de ficar bem e a agarrei. Era isso ou ficar escondido como rato igual vocês.


            - Onde esteve durante o tempo depois da guerra?


            - Tirei umas férias – Satirizou Draco.


            - Você é muito corajoso vindo até mim, me contando tudo isso e ainda zombando da minha cara, Draco. Admiro muito essa coragem. Humm, acho que vou lhe dar uma chance, mas então você precisa me provar que está do nosso lado.


            - Como?


            - Precisa me entregar Harry Potter, para que assim eu possa finalmente matá-lo, para que a memória de nosso Lord seja finalmente homenageada como merece.


            - E como acha que vou fazer isso, ele está cheio de pessoas da Ordem da Fênix por perto.


            - Simples, aproxime-se dele, faça amizade, diga que após a queda do Lord você se arrependeu de tudo e que é muito sozinho. Ele é um tolo de coração mole, vai acabar aceitando sua amizade, ai você me trará noticias de como está a operação de caça aos comensais e vai deixá-lo apaixonado por você – Draco viu um sorriso maléfico se abrir nos lábios vermelhos de Trevor e não gostou nada disso, não queria pensar em Harry, muito menos nas mãos de Trevor - Assim você me trás ele em uma armadilha para que eu possa matá-lo. E eu terei espiões na escola, saberei se está seguindo meus passos como eu mando.


            - Posso demorar – Disse Draco pensando em uma maneira de manter Harry longe dele – Potter não vai ficar meu amigo de uma hora para outra.


            - Tudo bem, mas o quero até o final do ano letivo. Um ano, Draco, esse é seu prazo.


            Draco não falou nada, não respondeu àquele plano, pois em sua mente ele só conseguia ver o rosto de Harry, seu Harry e ouvir o sorriso maléfico de Trevor ao chegar perto para matá-lo. Por pouco Draco não perdeu o controle e atacou o comensal naquele mesmo lugar, mas se conteve e apenas assentiu com a cabeça.


- Ótimo. Então vamos ao que interessa.


            - Pensei que tínhamos terminado, eu já concordei com seu plano e já apresentei minhas justificativas.


            - Eu sei, eu sei – Disse Trevor lambendo o pescoço de Draco – Mas você achou mesmo que eu permitiria que você fosse embora sem que você me pagasse toda a desconfiança que me fez sentir? – Perguntou virando Draco de frente para a parede e começando a abrir a calça do loiro – Como você é ingênuo meu querido comensal.

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