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14. Separações e uniões


Fic: CANSEI, EU DESISTO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Assim que Laís subiu para o seu dormitório, Remo fez o mesmo, deixando todos na sala comunal espantados.

-Mas... o que foi isso? - Perguntou Deise assustada.

-Eu não sei, mas seja lá o que for acho melhor irmos ver como ela esta. - Falou Lilian puxando a amiga.

-E nós também. Vamos Sirius, vamos ver como o Aluado esta. - Disse Tiago puxando o amigo.

-----------

Lilian entrou no dormitório seguida por Deise que tinha no rosto ainda uma mistura de surpresa e incredulidade. As duas sentaram-se na beira da cama de Laís que encontrava-se deitada de bruço com a cabeça enterrada no travesseiro. Lilian olhou para a amiga e a julgar pelos constantes soluços abafados pelo travesseiro, ela estava chorando, Lilian fez sinal para que Deise permanecesse calada, achou que era melhor dar esse tempo para a amiga. Depois de uma longa espera Lilian resolveu quebrar o silêncio.

-Laís... O que aconteceu? - começou ela, passando a mão pelas costas da amiga.

-Eu disse... desde... o início..... eu... disse.... - Laís tentou falar, sua voz saiu embargada e o que para ela eram frases desconexas, para as amigas ficava ainda mais difícil de compreender.

-Mas... o que você disse? Afinal, o que aconteceu? - Perguntou Deise sem se conter.

-Quero... ficar... sozinha... por... favor. - Laís tornou a falar com a voz por um fio e continuou com o rosto enterrado no travesseiro.

Lilian olhou para Deise e fez sinal para que elas saíssem.

-Não adianta, ela não vai nos falar nada. - Falou Lilian já fora do quarto.

-O que será que aconteceu? Será que ela pegou o Remo com outra? Eu mato ele. - Disse Deise com raiva.

-Tem alguma coisa estranha nessa história. - Disse Lilian com a mão no queixo.

-Como assim?

-Você não viu? O Remo disse que a culpa era dele por ele ser “isso”. Mas isso o que? E a Laís se referiu a esse “isso” como se fosse um probleminha e ainda disse que ele sempre colocava esse probleminha no meio deles. - Concluiu Lilian dando voltas no corredor.

-Nossa você prestou mesmo atenção, eu nem tinha notado esses pontos... EI ONDE VOCÊ VAI? - Deise ainda estava digerindo as palavras da amiga quando viu que ela estava saindo.

-Só tem um jeito de descobrirmos o que aconteceu, e é indo atrás do Remo. - Disse Lilian já descendo as escadas do dormitório feminino sendo seguida por Deise.

-Lilian espera, já é tarde você quer ir ao dormitório dos meninos a essa hora?

-Claro que vou, iria até Hogsmead se fosse preciso. - Disse a ruiva decidida.

---------

Tiago e Sirius abriram a porta do dormitório, olharam para um lado e viram Rabicho dormindo tranquilamente em sua cama, olharam para o outro e encontraram Remo sentado no chão do quarto, estava encostado na parede, olhando para o teto com um olhar distante e perdido, pelos cantos dos olhos amarelados escorriam grossas lágrimas.

-Hum... Aluado... você está bem? - Perguntou Tiago aproximando-se do amigo.

Remo não respondeu, fez-se um silêncio durante um longo tempo até que Sirius resolveu falar.

-Cara, o que aconteceu? Não deve ser muito importante, não precisa ficar assim, daqui a pouco vocês vão fazer as pazes.

-Não, não vamos. - Disse Remo finalmente.

-Mas, o que aconteceu? - Perguntou Tiago novamente.

-Aconteceu o que eu sabia que aconteceria desde o início. - Disse Remo sem encarar os amigos, sua voz estava trêmula.

TOC, TOC, TOC

Ao som do barulho, os três olharam em direção a porta.

-Quem é? - Perguntou Sirius.

-Somos nós. - Disseram duas vozes bastantes familiares do outro lado.

-Entrem. - Falou Tiago.

Lilian e Deise entraram no dormitório dos marotos, viram Tiago e Sirius sentados no chão ao lado de Remo.

-Bem... nós queremos saber o que está acontecendo. - Disse Lilian chegando perto dos garotos.

-E a Laís como ela está? - Perguntou Remo olhando para Lilian como se não tivesse ouvido o que a garota falara.

-Não posso dizer que está bem, porque não está. Ela não quis nos contar nada, queria ficar sozinha.

-Remo, afinal o que aconteceu? Você por acaso traiu a Laís? - Perguntou Deise franzindo a testa.

Remo apenas deu um sorriso amarelo.

-Tem alguma coisa muito estranha nessa história, vocês sabem de alguma coisa que nós não sabemos, eu sempre disse isso. - Falou Lilian.

-Sentem, eu vou contar. - Disse Remo parando e respirando profundamente. - acho que isso não é mais um segredo tão bem guardado assim, e vocês já deviam saber mesmo.

Tiago e Sirius olharam assustados para o amigo, enquanto Lilian e Deise não disseram mais nada apenas sentaram-se no chão ao lado dos marotos e preparam-se para ouvir.

-Eu sou um Lobisomem. - Disse Remo sem pestanejar.

Lilian não pôde deixar de esconder seu olhar de surpresa, olhou para Deise e viu que a amiga estava tão surpresa quanto ela, virou-se e olhou para Tiago que estava ao seu lado e confirmou com a cabeça, um longo silêncio se instaurou no quarto até que Deise o quebrou.

-Mas... como?

-Vocês já devem ter percebido que eu sempre sumi uma vez por mês – Falou Remo no que as duas confirmaram com a cabeça. - e sempre foi no período de lua cheia.

-Então era por isso? Você vivia saindo pra visitar sua mãe, pai, avô, sei lá mais quem, que estava doente. - Interrompeu Lilian.

-Pois é, como vocês já ouviram não era bem esse o motivo. - Completou Remo.

-Mas... então foi por isso? A Laís descobriu e terminou com você?

-Não, a Laís já sabia. - Tiago falou vendo que o amigo estava demonstrando que não responderia.

-Mas... como... ? - Falou Lilian confusa.

-Tudo bem, vou contar desde o início. - Disse Remo olhando para as duas garotas – Malfoy descobriu que eu era lobisomem, naquele dia da briga entre ele e o Tiago... foi por causa disso.

-Eu bem que desconfiei que vocês estavam escondendo alguma coisa, até falei, mas vocês não quiseram nos contar. - Interrompeu Lilian.

-Pois é, então, no dia seguinte eu estava com medo do que poderia acontecer e não quis sair do dormitório, na verdade eu ia embora, então a Laís veio falar comigo, ela me contou que já sabia que eu era Lobisomem a muito tempo, eu não sabia que ela tinha descoberto, mas bem, ela aceitou e não me discriminou por causa disso, ao contrário, nós acabamos ficando juntos. Eu sempre gostei dela e sabia que ela gostava de mim, ela mesma tinha falado antes, mas eu nunca quis que nós ficássemos juntos porque achava e acho que ela merece coisa melhor.

-Ah Remo, pelo amor de Deus, você não tem que se menosprezar por causa disso. - Falou Lilian.

-É, eu acho que já ouvi isso o bastante por hoje. - Disse ele tristemente.

-Tá, mas se ela aceitou o fato de você ser lobisomem, o que aconteceu hoje? - Perguntou Deise.

-Ah, bem... Dumbledore nos chamou na sala dele, não sabiamos o porque de ele ter nos chamado...

**********
FLASHBLACK

Laís e Remo caminhavam de mãos dadas pelo corredor pensando o que levara o diretor a chama-los até a sua sala.

-Remo, Remo o que você andou aprontando? - Perguntou Laís estreitando os olhos.

-Eu? Nada, sou um maroto comportado. - Disse ele sorrindo.

-Será que ele nos viu indo até a sala precisa? Será que é proibido? - Falou Laís, mas nesse momento chegaram ao gárgula.

-Sapos de Chocolate. - Remo disse a senha que a professora McGonagal havia lhe dito quando mandou que eles fossem encontrar o diretor.

Os dois subiram as escadas que davam acesso a sala do diretor em um total silêncio. Remo bateu na porta.

-Entrem. - Disse Dumbledore calmamente.

Remo abriu a porta e entrou com Laís, viu uma mulher alta, branca, loira e de olhos escuros sentada em uma das cadeiras de frente para a mesa do diretor com um olhar preocupado, olhou para a janela e viu um homem igualmente alto, branco, cabelos castanhos e olhos de um azul vivo, mas antes que pudesse pensar em mais alguma coisa ouviu a voz de Laís.

-Mãe??? Pai??? - Perguntou Laís espantada.

-Filha, viemos falar com você meu amor. - Disse a mulher virando-se imediatamente e pegando na mão da filha, a puxou para longe de Remo como se ele tivesse alguma doença.

-Vamos sentar por favor. - Dumbledore interveio.

-Sente-se meu amor. - Disse a mulher, colocando Laís na cadeira em que estava e ficando em pé atrás da filha com as mãos em seu ombro.

Remo olhava a cena e não compreendia porque Dumbledore havia o chamado até ali, estava claro que era uma reunião familiar. Olhou para o lado e viu o homem que estava na janela virar-se para examinar a cena. A mulher parecia estar muito preocupada, estava cheia de cuidados com a filha.

-Senhor Lupin por favor, sente-se. - Dumbledore apontou a cadeira vazia ao lado de Laís.

Remo aproximou-se e sentou-se na cadeira sem deixar de notar o olhar reprovador da mulher ao seu lado.

Laís olhava confusa para os pais, não fazia a mínima idéia do que eles estavam fazendo ali. Sentou-se na cadeira que sua mãe lhe indicara e aguardava a explicação para tal situação.

-Bem, senhor e senhora Cramol conforme os senhores solicitaram tão veementemente aqui estão os dois. - Falou Dumbledore olhando para o pais de Laís e logo depois virou-se para os dois – Meus queridos peço que me perdoem por tê-los tirados do jantar um pouco mais cedo, mas como vocês já ouviram gostaríamos muito de ter uma conversa com vocês. - Terminou sorrindo com um olhar bondoso.

-Ora Dumbledore, nós não queremos conversar com ele. - Falou a mulher frizando a última palavra.

-Katrine querida, peço que me desculpe, mas vocês precisam conhecer a pessoa antes de julga-la, muitos bruxos já sofreram coisas horríveis, além, é claro, de cometer grandes injustiças, por julgar uma pessoa por um pequeno detalhe, como este.

-DETALHE? DETALHE? - Agora a mulher gritava. - Dumbledore ele é um...

-Katrine NÃO. - o pai de Laís que estava na janela havia ido até a mulher e agora segurava em seu braço, em seguida abaixou-se, olhou para Laís e começou com todo o cuidado. - Querida, temos uma coisa muito séria para lhe dizer... bem...

-Eu sei. - Falou Laís que finalmente havia entendido o motivo da conversa.

-Como... como assim já sabe? - Falou a mulher abaixando-se também diante da filha. - Acho que você não entendeu meu amor, seu pai ainda não terminou de falar, ele é um...

-Lobisomem. - Completou Laís olhando nos olhos da mãe.

-Mas... querida... você está bem? - A mulher olhava para a filha como se ela não estivesse normal, como se tivesse com alguma doença mental.

Remo olhava e agora compreendia o que estava fazendo ali, todos estavam o tratando como se ele fosse uma aberração.

-Estou ótima mãe. Era só isso que vocês tinham a me dizer? Então vamos embora Remo. - Disse Laís levantando-se da cadeira e puxando Remo, ela não queria ficar mais ali, sabia que a mãe ainda podia ser muito pior do que já estava sendo.

-Laís Cramol, saia agora de perto desse Lobisomem. - Disse a mulher fora de si.

-Ele é meu namorado e não tem culpa do que aconteceu!!! - Disse Laís alterando a voz.

-O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHA? DEU ALGUMA POÇÃO PRA ELA??? - Gritava a mulher agora olhando para Remo.

Os quadros na sala de Dumbledore olhavam interessados para a cena. Laís ia responder mas Dumbledore interrompeu.

-Katrine peço que conversemos sem nos exaltar. Conforme Laís nos disse e tenho que dizer que concordo, Remo não tem culpa do que aconteceu e certamente se você parar para o conhecer melhor, vai ter certeza de que sua filha não poderia ter feito melhor escolha.

-Você só pode estar louco, uma Cramol não vai namorar um lobisomem de jeito nenhum. - Falou a mulher.

-Dumbledore temos que convir que isso é uma loucura, você colocar um lobisomem para estudar aqui? - Manifestou-se o homem.

-George eu espera mais compreensão de sua parte, logo você que sempre defendeu os direitos de todos. - Falou Dumbledore ao homem que agora havia corado um pouco.

-Sei que trabalho na Comissão Jurídica do Ministério, realmente defendo o direito de todos, mas é demais esperar que eu aprove o namoro de minha filha com um lobisomem. - Disse o homem.

-É meus caros, fazemos as coisas na teoria, dizemos aos outros o que eles deverão fazer, mas quando a situação acontecesse conosco não agimos dessa forma. - Retorquiu Dumbledore calmamente no que o homem virou-se para a janela novamente.

-Ela é minha filha e eu decido o que fazer. - Falou a mulher alterando novamente a voz.

-Não falei nada contra isso Katrine, mas o fato é que estamos tratando de um assunto que diz respeito a todos aqui presentes. - Disse o Diretor.

-Não interessa se diz respeito a todos aqui presentes, o que importa é que a minha filha não vai namorar um lobisomem. - Falou a mulher puxando a filha para longe de Remo.

-Me larga, me larga. - Disse Laís enquanto a mãe segurava firme em seu braço.

-Filha querida, acho que você não entendeu ainda, ele é um lobisomem. Tudo bem, vai ficar tudo bem, eu não sei que poção ele lhe deu mais mamãe vai cuidar de você. - Disse a mulher tentando se manter calma.

-Eu não dei nenhuma poção pra ninguém. - Remo finalmente tinha conseguido falar alguma coisa, a situação estava tão humilhante que ele nem sequer havia conseguido falar algo.

-Não dirija a palavra a mim seu mestiço. - Falou a mulher soltando o braço da filha e indo em direção a Remo.

-Katrine, peço que se controle, senão serei obrigado a tirá-la de minha sala. - Falou o diretor indo em direção a mulher.

-Acho que você não sabe com quem está falando Dumbledore, eu posso tirar você dessa escola em um piscar de olhos.

-Sei muito bem com quem estou falando Katrine, e novamente repito minhas palavras, controle-se. - Falou o diretor com a voz firme.

-Tudo bem, não vou dizer para você tirá-lo da escola, isso você é que sabe. Só digo que quero minha filha bem longe dele.

-Já chega mãe, pare com isso, eu não vou ficar longe do Remo. - Falou Laís alterando a voz, ficando novamente do lado do namorado e pegando em sua mão.

-Laís eu não estou brincando, saia de perto dele. - Disse a mulher ficando vermelha a cada palavra.

Laís sentiu a mão de Remo soltar a sua e olhou para o namorado.

-Remo...

-Laís isso nunca vai dar certo, é melhor pararmos por aqui, sua mãe está certa. - Disse ele indo em direção a porta.

-Ainda bem que ele sabe. - Falou a mulher.

-Remo espera, você não pode deixar que isso aconteça. Você não ouviu o que Dumbledore disse? Ele vai nos ajudar. - Falou Laís com os olhos vermelhos.

-Dumbledore não pode fazer com que eu volte a ser uma pessoa normal. - Disse ele.

-Mas você é uma pessoa normal.

-Não, eu não sou, sempre vai ser assim. - Disse Remo com a mão na maçaneta.

-Remo, as coisas não são assim, você tem que confiar em si mesmo. - Falou Dumbledore chegando perto do garoto.

-Eu sabia que isso aconteceria, foi um erro. - Disse ele saindo correndo pelas escadas.

-EU TE ODEIO – Gritou Laís para a mãe que sorria satisfeita.

-Querida, você vai entender mais tarde. - Disse a mulher chegando próximo da filha e tentando abraçá-la, mas Laís assim como Remo saiu correndo pelas escadas em direção a saída.

**********

-Então foi isso, Laís me encontrou no caminho e viemos discutindo até a torre da grifinória, ela ficou muito chateada, achou que eu devia ter me defendido, enfim vocês ouviram o resto né? - Finalizou Remo.

-Na verdade, acho que você tinha que ter se defendido mesmo, você deixou que eles fizessem o que queriam, você não lutou pelo amor de vocês. - Disse Deise.

-É acho que vamos ter que concordar, sei que foi humilhante a situação, mas você tinha que lutar por vocês dois. - Falou Lilian.

-É muito fácil falar. Eu já decidi, nada disso tinha que ter acontecido, eu não deveria ter feito a Laís passar por isso.

-Remo, será que você não vê que agindo assim você vai fazer ela sofrer muito mais? - Retorquiu Lilian.

-Não adianta, é melhor pararmos com essa conversa, eu vou dormir.

-Espera, você sabe como eles descobriram? - Dessa vez foi Tiago quem perguntou.

-Bem... isso é uma coisa que não sei, mas acho que posso deduzir, considerando o fato das pessoas que tinham essa informação, e considerando também que os pais da Laís são amigos da família Black e consequentemente dos Malfoy. - Disse Remo tristemente.

-Eu não acredito, aquele cretino, nós vamos pegar ele. - Disse Sirius furioso.

-Ora Sirius, eu falei pra vocês, vocês acharam mesmo que o Malfoy ia ficar calado com uma bomba dessa nas mãos? Bem, eu vou dormir, amanhã será um dia cheio e provavelmente todo mundo já saberá de tudo - Falou Remo levantando-se.

-Dumbledore não vai deixar que isso aconteça. E Remo... quero que você saiba que nós não nos importamos nenhum pouquinho por esse pequeno detalhe. - Falou Lilian com um sorriso e também se levantando.

Remo apenas deu um sorriso amarelo e deitou-se na sua cama. As duas garotas saíram do quarto, mas antes de fechar a porta Lilian olhou para Tiago que piscou para a ruiva.

Os dias passaram-se e realmente Dumbledore tinha dado um jeito para que a informação não vaza-se, pelo visto ninguém mais parecia saber que Remo era um lobisomem e todos o tratavam normalmente. Lilian e Deise juntamente com Tiago e Sirius tentavam inutilmente fazer Remo aproximar-se novamente de Laís, por outro lado Laís tentava manter-se o mais longe possível do maroto, apesar de sempre segui-lo com o olhar ela estava decidida a esquece-lo, não porque sua mãe havia ordenado, mas porque fora um pedido dele próprio, ela não queria obrigar a ninguém sua presença, várias vezes ela chorava no dormitório e Lilian e Deise sempre estavam ao seu lado. O fato de ter acontecido toda essa situação entre Remo e Laís fez com que Sirius esquecesse um pouco sua briga com Deise, os dois deram uma trégua mas falavam apenas o necessário e se tratavam com uma gentileza exagerada. Em relação a Lilian e Tiago as coisas também tinham dado uma paradinha, além de toda essa confusão ainda tinham os N.I.EM.S e Lilian estudava como uma louca.

-O que é isso? - Lilian caminhava sozinha pelo corredor do castelo, estava voltando da biblioteca, quando sentiu alguém puxar seu braço e a levar para dentro de uma sala escura.

-Está fugindo de mim ruivinha? - Perguntou Tiago imprensando a garota contra a parede.

-Seu bobo, é claro que não, você sabe como a situação está difícil, estou tão triste por tudo que está acontecendo...

-Ah Lily, eu vou morrer de saudade de você. - Falou Tiago fazendo beiço.

Lily passou a mão carinhosamente pelo rosto do maroto, fazia tanto tempo que não ficavam juntos que esquecera de como era senti-lo assim tão perto.

Tiago chegou ainda mais perto da ruiva e a beijou desesperadamente, uma mistura de lábios com línguas fazia o beijo a cada minuto tornar-se mais quente.

Lilian sentia o beijo que agora se arrastava pela sua nuca, sentia uns calafrios se espalhando por todo o seu corpo apenas com o toque da língua dele percorrendo seu pescoço.

Tiago voltou para os lábios de Lily e continuaram como senão pudessem viver sem aquilo, os lábios dos dois, teimavam em não se separar, teimavam em ficar unidos. Os óculos de Tiago caíram no chão, coisa que não teve nenhuma importância, Lily continuou assanhando ainda mais os cabelos rebeldes do namorado.

Lily sentia cada milímetro do corpo dele encostado no seu, coisa que era impossível de não se sentir. Desceu as mãos pelas costas dele e levantou de leve sua blusa colocando a mão nas suas costas nuas.

Tiago sentiu a mão de Lily deslizar por suas costas e não pôde deixar de se arrepiar com a carícia, fez o mesmo que a namorada, desceu as mãos pela cintura dela e entrou por dentro de sua blusa, ouviu apenas a respiração irregular de Lily.

-Tiago... é melhor irmos... aqui não é um lugar muito apropriado... entende? - Falou Lily ofegante.

-Claro... claro... que eu entendo... mas você não vai sair daqui sem antes me dizer quando e onde vamos nos encontrar novamente.

-Ah, Tiago... não sei... as coisas estão muito complicadas e...

-Nada disso Lily, você dá importância a muitas coisas menos a nós dois, ainda inventou isso de namorar escondido, coisa que eu só aceitei por que gosto muito de você. - Falou Tiago soltando a ruiva e virando-se.

-Ti, não é isso... - Lilian colocou a mão no ombro do maroto - tudo bem, nós vamos nos encontrar amanhã as 20:00 horas na sala precisa.

Tiago olhou surpreso para Lily e a ruiva sorriu.

-Hum... vou pensar se aceito esse convite. - Disse ele fingindo pensar.

-Tudo bem, enquanto o senhor pensa eu vou indo. - Falou Lilian sorrindo e virando-se, no que Tiago a puxou pelo braço trazendo-a para perto.

-Que horas mesmo? - Perguntou ele sorrindo.

-20:00 horas e não se atrase.

-Nem que Merlim me chamasse eu iria me atrasar. - Disse ele puxando Lilian em mais um beijo.

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Sirius chegou na sala comunal com Remo, Tiago disse que tinha uma coisa para resolver e deixou os amigos no meio do caminho. Sirius estava achando o amigo muito estranho ultimamente, já tinha falado para Remo, mas este não prestava atenção em nada, vivia triste pelos cantos. Quando adentraram a sala viram Laís e Deise sentadas em um canto, Laís olhou para Remo e o garoto quase que imediatamente desviou o olhar e subiu para o dormitório. No mesmo instante os olhos de Laís ficaram vermelhos e ela subiu para o seu dormitório, Deise fez menção de acompanha-la.

-Não, não precisa. - Falou Laís antes de desaparecer.

Deise continuou sentada sem saber o que fazer e Sirius sentou-se em uma poltrona ao lado da garota. Os dois ficaram em um completo silêncio.

-Hum... Black

-Sim. - Disse Sirius estranhamente sério.

-Er... bem... é que eu queria te pedir desculpa pelo que aconteceu naquele dia.

-Hum... tudo bem. - Respondeu Sirius simplesmente.

O silêncio tornou a reinar na sala, a maioria dos alunos tinham ido dormir e apenas uns do segundo ano ainda permaneciam na sala terminando deveres. Depois de algum tempo eles levantaram-se e subiram para os seus dormitórios, deixando Sirius e Deise sozinhos na sala.

-Hum.. onde está a Lily? - Perguntou Sirius.

-Não sei, nós estavamos estudando na biblioteca, eu sai antes porque tinha que falar com o professor de runas antigas. - Disse Deise.

-Credo, você faz runas antigas?

-Claro que faço, e é muito interessante. - Respondeu Deise.

-Tá bom. - Falou Sirius com irônia.

-Olha aqui Black, pouco me importa se você não acha interessante runas antigas. - Falou Deise alterando a voz e levantando-se.

Sirius levantou-se também e antes que ela pudesse fazer qualquer coisa agarrou-a pela cintura.

-ME SOLTA BLACK. - Gritou a garota.

-Pra que fugir, eu sei que você me ama. - Disse ele sorrindo.

-É isso que eu odeio em você, você é convencido demais para uma só pessoa. - Disse ela batendo no peito dele para que ele a soltasse.

-Ah, Deise dá pra parar com isso?

-Dá pra parar com isso você. Black você não tem sentimento, é um convencido, vive se exibindo pra tudo quanto é canto, isso deve ser herança de família e... - Deise não terminou, ao ouvir suas ultimas palavras Sirius a soltou imediatamente.

Sirius não podia acreditar que ela tinha dito isso, logo ele que odiava aquela família, se pudesse tirar aquele sobrenome ele tiraria com todo o prazer. Sentou-se novamente na poltrona em que estava e olhou para o fogo que crepitava na lareira.

Deise viu que novamente tinha ido longe demais, Sirius nunca gostara de sua família e compara-lo com eles não tinha sido uma boa coisa.

-Sirius... me desculpa. - Falou Deise abaixando-se na frente do maroto e apoiando-se nas pernas dele.

-Não tem importância, eu não tenho sentimentos mesmo. - Disse ele com um sorriso amarelo.

-Não, não foi isso que eu quis dizer... me desculpa, sei que falei besteira, você não parece nenhum pouco com o resto de sua família.

-Pensei que você já soubesse disso, mas hoje me pareceu que não. Você não faz a mínima idéia do que é ser criado por esse povo, criado não, acho que na verdade eu me criei sozinho.

Deise levantou-se e sentou-se no colo do maroto, que não demonstrou nenhuma reação, passou a mão pelo rosto dele, viu quando ele fechou os olhos, como ele era lindo, tinha um rostinho de anjo, coisa que definitivamente ele não era, mas naquele momento ela sentia que ele estava dizendo a verdade e que estava profundamente triste. Deise chegou mais perto do garoto, beijou-lhe delicadamente a bochecha e seguiu o caminho até seus lábios.

Sirius ficou um pouco surpreso quando Deise sentou em seu colo, mas continuou como estava. Sentiu a mão delicada dela passear em seu rosto, fechou os olhos, um pouco depois sentiu os lábios dela encostarem em sua bochecha e logo depois chegarem em sua boca. Diferente do beijo que tinham dado antes, esse era calmo e carinhoso, roçavam levemente os lábios um no outro, Sirius segurou na cintura de Deise e a trouxe mais pra si, segurou com seus lábios o lábio inferior da garota e o massageou, o mesmo Deise fez com o lábio superior do maroto.

Deise abriu caminho para a língua de Sirius passar por sua boca, a sentia quente e húmida abrindo espaço para encontrar-se com a sua.

-Desculpe... - Disse ela separando-se do garoto.

Sirius apenas sorriu.

-É melhor irmos dormir, não sei direito o que aconteceu... - Continuou Deise.

-Tudo bem, sei que você tem razão de pensar essas coisas de mim. Eu não sou um modelo de homem fiel como disse o Tiago.

Deise sorriu.

-Bem... boa noite. - Disse ela levantando-se e subindo as escadas.

-Boa noite. - Respondeu Sirius também subindo as escadas.

Ouviram um barulho e logo surgiu no buraco do retrato um Tiago muito assanhado e vermelho, ficaram olhando para o amigo e logo depois surgiu Lilian igualmente vermelha. Deise e Sirius olharam-se e estreitaram os olhos.

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Gente esse capítulo demorou a d+ eu sei, mas foi difícil!!! Espero que tenham gostado!!! AGRADECIMENTOS:

Mila Weasley Malfoy - que bom que vc gostou, nesse cap. teve um arrependimento ainda melhor da Deise hehehehe... e quanto a Laís e o Remo desde o início queria fazer isso eu sou muito má hehehehehe.
Aluada Lupin - Obrigada manusck TE AMO !!!
bebecaferreira - Obrigada.
BLaCk AnGeL - não deu pra ter mais pena do Sirius nesse né? agora do reminho deu, mas eu amo muito ele meu lobinho kkkkkkkkkk
Mima Evans Halliwell - Obrigada e obrigada.
Gaby Granger - Obrigada por passar aqui e de nada pela capa.
Vigzinha - Obrigada pelo comentário e vc é exagerada sim, sua fic é ÓTIMA, ÓTIMA!!!! (meu merlim agora vamos ficar discutindo isso kkkkkk)
Amanda Delacourt Black - Claro que eu lembro de vc, obrigada pelos comentários e sua fic é maravilhosa!!!!
Sirius Aluado Potter - NOSSA, vc acertou na mosca, minha nossa... fui tão clara assim? TO ARRASADA kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (obrigada pelos comentários)
Hermione Malfoy e Rafamine - Obrigada pelo comentário viu?
julinha - Obrigada e obrigada hehehehe.
Almofadinhas - KD vc amor da minha vida que nunca mais pareceu aqui????

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