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20. Feliz Natal


Fic: A Vida Continua - Fase I - Concluída!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Incrível como esse ano passou voando, não acha Harry?




- É verdade, Gina. Parece que foi ontem que o James nasceu.




- É! E já está um rapazinho, esse lindo... Seis meses. Lindo!




- É mesmo, mas vamos logo ou iremos nos atrasar.




- Certo, já estou pronta. Me deixa só pegar a minha varinha.




- Estou te esperando lá embaixo.




- Certo Harry, eu já vou descer. Não perco esse Natal e o Rony por nada...




 




---




 




- Rony, se apressa meu amor. Já estamos atrasados.




- Calma Mione. Não será o primeiro nem o último jantar de Natal que participamos.




- É, e nem será o primeiro nem o último jantar de Natal que chegamos atrasados.




- Calma Mione. Não mandei vocês decidirem que eu iria me vestir de bom velhinho.




- Ah, Ron. Ano passado foi o Jorge, e no anterior o Harry. Temos que revezar.




- Certo! Vocês podiam se vestir assim também.




- Mas não teria graça. E é só um pouquinho.




- Tá. Vamos. Já peguei a roupa.




- Você vai ser o papai Noel mais lindo de todos os tempos...




- Tá bem. Vamos buscar seus pais.




 




---




 




- Tô doido pra ver o Rony vestido de papai Noel.




- Ai, Jorge, deixe de ser tão ruim.




- Não sou ruim Angelina, apenas gosto de me diverti.




- Sim, eu sei. Não esqueça que você já passou por isso.




- Ah... Mas eu fui o papai Noel mais bonito de todo clã Weasley.




- Disso, realmente, eu não tenho dúvidas.




- Ah... Angelina. Você não conta. E pare de me olhar assim ou vamos nos atrasar ainda mais pra esse jantar.




- Acho que não teria muito problema em sermos os últimos a chegar meu amor...




- Angelina...




- Mãe, pai! Vamos logo.




- Certo Fred. Fique com seu pai que vou buscar Roxanne.




- Quando voltarmos continuamos, certo Angelina?




- Como quiser...




 




---




 




- Victorie, minha filha, aprece-se.




- Calma mamãe. Preciso escovar bem meus cabelos.




- Tenho certeza que Victorie herdou seu lado veela, Fleur.




- Eu tambam esto certa Gui. Mas quando estams atrasados, não é muito conveniente...




- Deixa ela Fleur, afinal, todos os meus irmãos sempre se atrasam... Isso é inevitável.




- Mas nam gosto de me atrasar. Você sabe.




- Pronto mamãe. Terminei. Estou linda?




- Linda como a mamãe, meu amor.




- Obrigada papai.






- Vamos então, vou buscar Dominique.




 




---









- Audrey, está pronta?




- Sim, Percy, estou terminando o cabelo da Lucy.




- Mamãe...




- Oi Molly. O que houve?




- Esse ano vai ter papai Noel?




- Claro que sim meu amor. Papai Noel sempre vem nos visitar.




- Que bom... Será que ele vai trazer o que eu pedi?




- E o que você pediu meu amor?




- Ah, papai. Pedi aquela vassoura infantil que vimos no Beco Diagonal.




- Se tiver sido uma boa menina, provavelmente ganhará.




- Fui uma boa filha mamãe?




- Foi sim meu amor.




- E para o senhor, papai?




- Hum... Não sei. Teve aquela vez que você quase incendiou o vaso da sua mãe com a minha varinha...




- Ah papai. Me desculpe. Prometo que não uso mais a varinha mágica sem vocês por perto.




- Tudo bem. Acho que papai Noel sabe que não foi por mal.




- Ebaaaaaaaaaaaa!!!








---




 




- Carlinhos, meu filho, me ajude aqui por favor.




- Claro, mãe. A senhora acha que ainda vão demorar muito?




- Meu filho. Você conhece seus irmãos tão bem quanto eu. Mas acredito que não demoram muito.




- Assim espero. Estou faminto.




- Olá meu amor.




- Oi Artur.




- Está tudo pronto lá fora, Molly.




- Certo, então vamos me ajudar a preparar tudo.




- Acho que chegou alguém...




- É! Também ouvi alguém aparatar.




- Ótimo. Estou faminto...




 




---




 




Fazia cinco anos que a grande batalha acabara e que Voldemort havia sido destruido definitivamente, e embora ainda doesse a grande quantidade de perdas ocorridas, todos tinham muito o que comemorar.




Era noite de Natal e a Família Weasley estava reunida, como de costume na Toca para celebrar.




A casa parecia cada vez menor para caber tantos filhos, noras e netos e a senhora Weasley adorava essa sensação de muita gente reunida.




A mesa, como sempre, foi montada no jardim e magicamente aumentada para caber toda a família e os convidados Hagrid, Maxime e o pequeno grande Dumb.




 




- Olá mamãe!




- Olá, Gui meu filho. Fleur, como está linda.




- Obrigada Molly. Você está encantadora tambam...




- E você Dominique, quando vai aprender a andar?




- Vovó.




- Oi minha querida. Como está linda Vick.




- Obrigada vovó. E fui eu mesma quem me penteei.




- Mas estou vendo uma bonequinha aqui?




- Tio Carlinhos – a menina gritava enquanto corria com os braços levantados em direção ao tio.




- Mamãe, papai – Rony apareceu na lareira limpando a roupa – chegamos.




- Olá Rony.




- Oi papai.




- Sr Granger. Sra Granger. Que prazer tê-los aqui conosco.




Hermione foi à última a passar pela lareira.




- Onde está a comida? Temos um pequeno Fred faminto aqui.




- Oi Jorge. Oi Fred.




- Vovó, estou com fome mesmo.




- Vamos jantar daqui a pouco meu amor.




- Como está Molly?




- Muito bem Angelina. E você?




- Tudo maravilhoso. – Ela respondeu enquanto colocava a pequena Roxanne no chão.




- Oi todo mundo!




- Oi Gina. Olá Harry. Mas esse é o pequeno James? Como cresceu nesses dias.




- Eu que o diga mamãe. Está a cada dia mais pesado esse menino.




- E sem contar à fome que tem – Harry completou.




- É. Acho que ele puxou ao lado do Rony da família.




- Que bom – Rony meteu-se pegando o menino no braço – Só assim sei que meu afilhado tem bom gosto para as maravilhas da vida.




- Olá vovô. Vovó. – O abraço foi apertado.




- É a minha pequena Molly?




- Sim vovó. Sou eu. E o papai e a mamãe também. E a Lucy está nos braços do papai.




- Olá Percy, meu filho.




- Olá pai. Mãe.




- Audrey. Está belíssima.




- Obrigada Fleur, mas não tanto quanto você.




- Hermione!!!




- Gina!!! Quanta saudade!




- É mesmo amiga. Nem parece que nos vimos antes de ontem.




As gargalhadas foram altas e gostosas. A alegria da família era contagiante.




 




- Chegou alguém – O senhor Weasley falou sorrindo.




- Sim – Harry olhou pela janela – É o Hagrid.




- Harry!




- Olá Hagrid. Que bom que vieram. – O abraço foi como o da época de Hogwarts.




- Rony, Mione – Mais um abraço.




- Mas quanto tempo eim Hagrid.




- É mesmo Rony. E você, eim... Está quase do meu tamanho.




- Ah Hagrid, também não exagera né.




- Mione, linda como sempre.




- Obrigada Hagrid.




- Vamos entrando, entrem – a senhora Weasley adiantou-se.




- Maxime, como está?




- Muito bem Molly...




- Professora Maxime!




- Olá Fleur. Como tem passado?




- Muito bem.




- Esse é o Dumbledore. Nosso filho – Maxime tinha um menino nos braços. Pelo tamanho parecia que já tinha uns 9 anos, mas ainda era bebê para os dois.




- Colocamos o nome em homenagem ao professor Dumbledore – Hagrid disse choroso.




- Linda homenagem Hagrid. – Adiantou-se o senhor Weasley - Aposto que Dumbledore gostou muito dessa homenagem.




- Sim. – Hagrid continuou – Falei com ele em um quadro na sala da diretora Minerva. Ele se emocionou muito.




- Que bom Hagrid.




 




***




 




- Mamãe – Rony tinha a boca estufada com comida – A senhora caprichou na ceia.




- Verdade, mamãe – Jorge continuou – Sei que o Rony como qualquer coisa que lhe colocarem na frente, mas realmente está maravilhoso.




- Sim, Molly – a sra Granger falou – Está maravilhoso.




- Que bom que estão gostando. E ainda falta trazer o peru.




- Pode deixar Molly – o sr Weasley adiantou-se – Eu vou buscar.




Quando o sr Weasley colocou o peru na mesa, todos foram surpreendidos pois o mesmo começou a dançar algo que parecia ser uma espécie de can-can. Todos caíram na gargalhada e tentaram descobrir qual das crianças havia aprontado essa.




A cara de sou inocente que o pequeno Fred e a linda Victorie fizeram foi o suficiente para todos entenderem quem era responsável por aquele magnífico peru dançante.




 




- Meu filho – Jorge falou – Você realmente herdou o bom senso de humor do seu tio...




- Victorie – Fleur não estava tão animada – Onde conseguiram a varinha?




- Era a varinha do tio Rony.




Rony assustou-se colocando as mãos nos bolsos, sentindo falta da varinha.




- Encontramos perto de uma bolsa que ele trouxe. – Fred concluiu. Todos olharam para Rony. Sabiam como era arriscado deixar uma varinha a vista das crianças.




- Ah! Eu nem reparei. – Rony defendeu-se – Além do mais, a dança do peru foi bem legal.




Terminaram o jantar com muita alegria. A maioria das crianças brigava com o sono para esperar a chegada do tão esperado papai Noel. Rony, por sua vez, estava com uma grande vontade de lançar um feitiço nas crianças para que dormissem logo e se livrar desse mico que teria que pagar. Foi acordado de seus pensamentos pela esposa.




- Ron, acho que está na hora do papai Noel chegar.




- Mas Mione, nem é meia noite ainda.




- Mas as crianças estão quase dormindo Rony. Vamos logo para que eles possa deitar tranquilos.




- Preferia que eles estivessem dormindo mesmo, assim me livrava dessa palhaçada.




- Ron, por favor. Não seja tão chato.




- Tá Mione, vou me trocar.




 




***




 




- Ho! Ho! Ho!




As gargalhadas de Jorge não conseguiram ser contidas. A cara que Rony tinha vestido no traje vermelho com a grande barriga de espuma e a barba branca que lembrava o prof. Dumbledore realmente estava hilária.




- Papai Noel – as crianças gritavam alegres e corriam em sua direção.




Ele soltou o corpo no sofá ao ter as pernas abraçadas pelas crianças.




- Então, vamos ver o que o papai Noel tem para cada um de vocês.




- Papai Noel – Molly adiantou-se – Eu coloquei fogo na roseira da minha mãe com a varinha do meu pai, mas não foi por mal.




- E eu – Fred continuou – peguei a varinha do tio Rony e fiz o peru dançar.




- E eu ajudei papai Noel – Victorie dizia envergonhada.




- Eu também soltei bombas de bosta na creche – Fred continuou e Angelina arregalou os olhos enquanto Jorge sorria feliz.




- Tudo bem – Rony disse com a voz alterada magicamente – Não vamos mais falar de travessuras, mas vocês devem se comportar melhor no próximo ano, ou não passarei aqui na Toca.




- E eu vou ganhar a vassoura que pedi?




- Hum... Vamos ver. Agora preciso visitar outras crianças. E lembrem-se que cada boa ação será computada, da mesma forma que as travessuras serão muito bem lembradas.




- Certo papai Noel. Vou tentar me comportar.




- Eu também...




- E eu também...




- E que tal – Rony continuou – me darem um abraço para que eu possa ir entregar os presentes das outras crianças que foram boazinhas?




- Sim...




Muitos abraços e beijos depois, Rony levantou-se cambaleante devido ao peso da roupa e pegou o seu saco vermelho repleto de presentes. Fez um floreio com a varinha e dezenas de embrulhos apareceram embaixo da grande árvore armada ao lado da lareira.




- Vão pegar seus presentes. Agora... Ho! Ho! Eu já me vou.




- Tchau papai Noel.




- Ho! Ho! Ho! Feliz Natal para todos. – E com um estalido aparatou. Logo em seguida apareceu descendo as escadas da sala como se nada houvesse acontecido. As crianças estavam, como sempre, tão desesperadas em encontrar, usar e quebrar seus presentes que mal perceberam a falta ou a chegada de Rony na sala.




 




Continuaram todos conversando muito. As crianças, mais acordadas que nunca, brincavam alegres com os presentes que ganharam.




 




Os rapazes conversavam animados na sala sobre Quadribol, observando a partida de xadrez bruxo que Rony muito sorridente disputava com um Carlinhos bem nervoso.




 




As mulheres estavam na varanda e falavam das mais variadas coisas. Roupas, joias, novelas trouxas, crianças, escola e demais assuntos femininos.








Os senhores Weasley e Granger conversavam animadamente sobre campainhas, liquidificadores e fornos de micro-ondas...




 




As senhoras Weasley e Granger conversavam animadas sobre como estavam felizes em comemorar mais um Natal sem maiores problemas ou dificuldades enquanto arrumavam a cozinha .




 




Hagrid e Maxime tiveram que ir logo após a ceia. O pequeno Dumb estava muito cansado e sonolento, e ainda iriam visitar parentes da mulher.




 




Quando ninguém mais aguentava, o sono chegou para todos e eles rumaram com cada família para seus antigos quartos, magicamente estendidos pelo senhor Weasley para caber a todos.




 




No outro dia receberam a visita de Andrômeda e do pequeno Teddy Lupin e o almoço de Natal foi ainda mais divertido e saboroso. Brincaram, se divertiram e ainda arriscaram um amigo da onça sugerido por Hermione e sua mãe que foi devidamente patrocinado pelas Gemialidades Weasley, rendendo boas doses de gargalhadas e alegria.




 




No fim da tarde, cada um rumou para seu lar e Molly e Artur se viram em seu quintal, sentados e abraçados como um casal de namorados que eram sob uma amoreira coberta de neve enquanto conversavam...




 




- Como é difícil não ter todos que amamos conosco nesse dia, não é Artur?




- É verdade Molly, mas sabemos que os que amamos permanecem em nossos corações e não nos abandonam, por mais que estejam longe de nós.




- E como nossos filhos estão crescidos...




- Sim meu amor. Era tão fácil quando eram crianças, quando podíamos guiá-los a fazer o certo, ou o que achávamos que era certo.




- Agora, estão crescidos. Cada um deles tem sua própria família, suas próprias histórias...




- É. Mas sempre será igual. Sempre iremos expandir a mesa, aumentar a quantidade de cadeiras de acordo com cada pessoa que chegue e faça parte da nossa família.




- É... E conforme a mesa aumenta, nossos sentimentos aumentam junto e se estendem sempre com os sentimentos de cada um deles e crescem com as suas experiências.




- Talvez um dia a noite de Natal não seja tão feliz. Teremos sempre que lidar com a falta de pessoas queridas...




- Mas isso é o importante. Renascer, reviver e restaurar. Daqui a 20 anos tudo será diferente. Talvez nem estejamos mais aqui, mas o espírito de natal, a união da família, a confraternização, essa nunca pode deixar de existir.




- É verdade meu amor...




- E você, lembra-se se em algum momento fomos tão felizes?




 




Sorriram um para o outro e beijaram-se. Eram, de verdade, uma família feliz. Por mais que a dor e dificuldade os acompanhassem, a alegria e certeza de estarem juntos lhes garantiam a força para continuar a cada dia com  a esperança sempre renovada.











 




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Hahahaha... Fiz uma senhora montagem pra minha comemoração de Natal Weasley... =P

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