POV HERMIONE
O resto da semana passou totalmente normal: beijos, abraços, carinhos, juras de amor e fofoca entre amigos. Harry e Gina ficaram cada vez mais próximos de mim, se é que isso é possível. Ron conseguia ser mais perfeito do que eu poderia imaginar.
Querido diário,
Ron e eu estamos tão grudados! Eu acho isso tão bom...Não é todo dia que se encontra a pessoa perfeita que gosta de você tanto quanto você dele. Ele vem sendo absurdamente fofo e não ultrapassa os limites quando as coisas esquentam, ele sabe me respeitar da maneira exata que eu quero que ele faça. Mesmo assim nem tudo são rosas: Tive que segurá-lo com um beijo uma vez que ele tentou avançar no Malfoy porque aquele idiota nos deu um olhar de nojo. Além do mais, toda vez que estamos juntos de uma forma tão sincera, tenho vontade de dizer que o amo, porém tenho muito medo da reação dele. E se ele ficar sem jeito e disser que não é a hora certa de se dizer isso? Essa é uma das minhas maiores dúvidas atuais.
Estava no ônibus, na quinta feira da outra semana. O aniversário de Ron seria daqui à dois dias e eu não fazia a menor ideia do que dar de presente para ele. Pensei em algo que mostrasse de certa forma o que eu sinto por ele: algo valioso. Porém, tenho certeza de que ele não iria gostar que eu gastasse tanto dinheiro com ele. Cogitei uma canção, mas ficaria demasiadamente tímida para isso. Mesmo já tendo superado toda aquela fase de timidez, ainda não sou corajosa o suficiente para isso.
Mesmo que tentasse, não conseguia ter uma ideia válida. Tudo tinha um erro mínimo ou absurdo. Então comecei a lembrar de tudo que passamos até chegar neste ponto. Dei um sorriso bobo ao lembrar da cena do brigadeiro. O sorriso só aumentou quando lembrei de quando ele me chamou de namorada pela primeira vez. Quando lembrei do momento em que cantávamos nossa música, kiss me, tive total certeza do que daria pra ele, parecia tão claro agora.
- Mione. - Ele disse interrompendo meus devaneios enquanto sentava ao meu lado no banco do ônibus.
- Oi Ron – falei antes de depositar um beijinho em sua boca.
- Já estava com saudade.
- Eu fui á sua casa ontem! – protestei rindo. – E você ainda me deixou na minha casa no final da tarde!
- Sim. – ele disse. – Mas se acostume. A partir daquele dia na livraria sempre vou ter saudade por um mínimo minuto que ficar longe de você.
- Você consegue ser muito persuasivo quando eu sei que quer me beijar, sabia? – eu falei dando um sorrisinho.
- Eu sou bastante determinado em tudo que realmente quero. – ele disse finalmente se aproximando.
-/-
Na hora do almoço, sentei com Gina, os meninos foram buscar alguma coisa para comermos.
- Você já sabe o que dar de aniversário pro Ron? – perguntei à ela. – Afinal, não é todo dia que se faz dezoito anos.
- Sim – ela disse. – Uma luva de goleiro oficial do Arsenal que ele já estava louco à algum tempo. E você, o que vai dar para ele?
- É surpresa.
- Ah qual é, Mione? Fala logo se não vou pensar besteira...
- Gina!
- Você que pediu, agora fala o que é.
- Nem pensar.
- Ih... já vi que vai passar no sexyshop hoje...
- Gina, por favor, pára. Você está me envergonhando e os meninos estão chegando.
- Você realmente não vai dizer, não é?
- Não. São só dois dias. Você pode suportar.
- O que quem vai ter que suportar? – disse Harry antes de se sentar ao lado de Gina.
- Ninguém, seu enxerido. – eu disse porém sorri. – Talvez você e o Ron vão ter que suportar mais duas semanas antes dos jogos internos.
- Mas isso não é problema, minha sabidinha. – Ron disse enquanto me via corar e sorrir por causa do novo apelido que ele me deu. – Tia Lily e às vezes a mamãe tem de ficar aguentando eu e Harry jogando bola no quintal e quebrando janelas alheias. Além do mais, tem treino hoje depois da aula, Harry.
- Você não vai hoje lá pra casa? – Perguntei.
- Sinto muito. – ele disse com a carinha do gato de botas do Shrek que sempre mexe comigo.
- Vai me trocar por esse quatro-olhos e por um bando de garotos suados correndo atrás de uma bola? – disse sorrindo maliciosamente.
- Não faz isso comigo, Mione. – ele disse chegando perto e sussurrando em meu ouvido.
- Não estou fazendo nada. – falei roucamente só para provocá-lo. Não estava com o mínimo de raiva, estava até aliviada, pois poderia dar início à fabricação do presente dele ainda nessa tarde.
- Não vai ficar brava?
- Não.
- Nem um pouco?
- Não.
- Então me dá um beijinho.
- Com prazer. – Eu disse me aproximando cada vez mais dele.
- UHUUUUUUUUUUUUUUM.
- Tá, Gina. Já entendemos. – ele disse levantando e estendendo a mão para mim. – Jardim?
- Ok.
-/-
Passamos o resto do almoço em uma mesinha no jardim. Levamos a comida para lá e tudo foi perfeito.
Quando o sinal da saída soou, nos levantamos e fomos para fora da sala. Me despedi de Ron e Harry e entrei com Gina dentro do ônibus.
- Eu vou pra sua casa ou você vem para a minha? – ela indagou.
- Nenhum dos dois. Vou me ocupar esta tarde.
- E eu posso saber com o que?
- Não. - Eu disse sem rodeios.
- Aposto que tem alguma coisa relacionada à Você-Sabe-Quem.
- Voldemort? O terrorista libanês que morreu ano passado?
- Ron. – ela disse quase rindo.
- Talvez.... – eu disse misteriosamente. – Ei, sabe como se tira a curiosidade de um cachorro?
- Como?
- Você dá um peteleco no nariz. – eu disse antes de dar um peteleco no nariz dela.
- Hermione Weasley, você me paga! – Ela disse avançando divertidamente em mim.
- Com juros e correção, Ginevra Potter. – Eu disse revidando.
Brincamos no ônibus como não fazíamos à um bom tempo. Até começamos uma guerra de borracha que se espalhou por todo o ônibus até o motorista se enraivecer e parar o ônibus no meio do nada ameaçando nos deixar lá pelo dia todo. Foi muito divertido.
Cheguei em casa e cumprimentei meus pais. Subi as escadas o mais rápido que pude. Tomei um banho e logo depois revirei meu computador à procura de certas musicas. Quando finalmente terminei, comecei uma busca na pasta que continha fotos nossas. Plano de presente de aniversário 80% pronto.
Quando finalmente encontrei duas fotos perfeitas, minha mãe me chamou para o jantar. Desci as escadas com um sorriso enorme no rosto. Tudo parecia que ia dar muito certo.
- E esse sorrisão aí, mocinha? – Meu pai disse rindo.
- Ah pai, o dia está tão lindo.
- Mas filha...está chovendo muito lá fora.
- Não importa – eu argumentei. – Continua lindo para mim.
- Sei... – ele falou sarcasticamente. – E porque Ronald não veio para cá hoje nem você foi para lá? Veja que já estou até me acostumando com a ideia da minha princesinha ficar toda hora com o namorado...
- Pai! – eu disse, porém ri. Ele nunca iria mudar. – Ron e Harry ficaram depois da aula pra treinarem. O campeonato interno já é daqui à duas semanas e dizem que o time da turma A está tão bom quanto o da nossa turma.
- Me avise quando for os jogos, quero prestigiá-los. Também gostei bastante do Harry quando ele e Gina vieram buscar você e Ronald para comer pizza no sábado. Ele também torce pelo Arsenal...
- Então você admitiu que gostou do namorado da sua filha... – eu disse com um sorriso 32 dentes.
- Eu não falei nada. – ele disse na defensiva.
- Você disse que “também gostou do Harry”, isso quer dizer que o outro alguém da frase era o Ron.
- Não – ele falou sorrindo. – Eu me referia à Gina.
- Ah pai, você já conhece a Gina faz um tempão. Admite logo.
- Tá, eu admito. – ele disse enquanto eu sorria e batia palmas para sua coragem. – Mas só porque ele torce pelo Arsenal.
- Você nunca vai dar o braço à torcer, não é querido? – disse minha mãe se manifestando pela primeira vez.
- Certamente que não. – Todos riram.
Passei o resto da noite terminando minhas lições de casa. Fui dormir com a consciência limpa, pois já tinha o presente de Ron quase pronto, só faltavam alguns detalhes que eu complementaria depois de passar em uma loja, logo depois da aula amanhã.
-/-
Sexta-feira passou totalmente normal e eu estava cada vez mais ansiosa com a chegada do aniversário de Ron. Eu iria conhecer o resto da família dele, já que só realmente conhecia seus pais e Gina. Fred e Jorge só me conheciam de vista e eu não consegui saber quem era quem. Além de tudo isso, amanhã também seria o dia que meus pais conheceriam os pais dele.
Quando entramos no ônibus depois do término da aula, Ron perguntou se eu queria ir para sua casa.
- Não, obrigada. Vou me ocupar bastante hoje. Tenho que passar em uma loja, vou até descer antes de chegar em casa.
- Você quer que eu vá com você? – ele indagou.
- Não precisa, o que eu vou fazer é meio que surpresa. Tem tudo a ver com você.
- Comigo? – ele disse sem parecer desconfiar de nada. – Que bom, pois eu adoro surpresas.
- Então está bem, te vejo amanhã. – disse antes de dar um beijinho nele.
- Ao meio dia, hein. E não se esqueça de levar seus pais.
- Não irei. – disse me levantando e saindo do ônibus.
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Comprei tudo que era preciso para terminar o presente de Ron e não gastei quase nada no final. Voltei para casa e terminei o presente antes do jantar. Lembrei meus pais do aniversário de Ron no dia seguinte e eles confirmaram presença. Meu pai disse até que comprou um presente e que achava que Ron iria adorar. Eu sorri.
Fui dormir com a mente e o coração tranquilo. Amanhã seria um dia bom, iria comemorar mais um ano de vida da pessoa que mais me faz feliz. Dormi em paz e acordei totalmente renovada no outro dia, pronta para o que quer que viesse.
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N/A: Não gostei muito do capítulo, mas fazer o que...
Proximo capítulo vai ser bem melhor, e pela primeira vez não vai ter ponto de vista.
Espero que tenham gostado, é isso.
E aí, Lana, gostou de mim cantando? :)
Carla Granger Weasley