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13. St. Mungus


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


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U2 – Walk on


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And love is not the easy thing

The only baggage that you can bring...

And love is not the easy thing....

The only baggage you can bring

Is all that you can't leave behind

And if the darkness is to keep us apart

And if the daylight feels like it's a long way off

And if your glass heart should crack

And for a second you turn back

Oh no, be strong

Walk on, walk on

What you got they can't steal it

No they can't even feel it

Walk on, walk on...

Stay safe tonight

You're packing a suitcase for a place none of us has been

A place that has to be believed to be seen

You could have flown away

A singing bird in an open cage

Who will only fly, only fly for freedom

Walk on, walk on

What you've got they can't deny it

Can't sell it, or buy it

Walk on, walk on

Stay safe tonight

And I know it aches

And your heart it breaks

And you can only take so much

Walk on, walk on

Home... hard to know what it is if you've never had one

Home... I can't say where it is but I know I'm going home

That's where the hurt is

And I know it aches

And your heart it breaks

And you can only take so much

Walk on, walk on

Leave it behind

You've got to leave it behind

All that you fashion

All that you make

All that you build

All of that you break

All that you measure

All that you steal

All this you can leave behind

All that you reason

All that you sense

All that you speak

All you dress up

All that you scheme...


U2 - Walk On (tradução)


E o amor não é uma coisa fácil

A única bagagem que você pode trazer

E o amor não é uma coisa fácil

A única bagagem que você pode trazer

É tudo o que você não pode deixar para trás

E se a escuridão está nos mantendo separados

E se a luz do dia se sente como numa longa estrada interrompida

E se seu coração de vidro se partisse

E por um segundo você voltasse atrás

Oh, não, seja forte

Ande em frente, ande em frente

O que você conquistou eles não podem te roubar

Não, eles ainda nem podem sentir isso

Ande em frente, ande em frente

Você está arrumando uma mala para ir a um lugar onde nenhum de nós esteve

Um lugar em que tem que se crer para poder ser visto

Você poderia ter voado para longe

Um pássaro cantando em uma gaiola aberta

Que só voará, só voa para a liberdade

Ande em frente, ande em frente

O que você conquistou eles não podem te negar

Não podem vender ou comprar

Ande em frente, ande em frente

Fique segura esta noite

E eu sei que dói

E seu coração se partiu

E você só pode aceitar tudo

Ande em frente, ande em frente

Lar... Difícil saber o que é se você nunca teve um

Lar... Eu não posso dizer

Onde é, mas eu sei que eu estou indo para casa

É onde a ferida está

E eu sei que dói

E seu coração se partiu

E você só pode aceitar tudo

Ande em frente, ande em frente

Deixe para trás

Você tem que deixar isso para trás

Tudo aquilo você forma

Tudo aquilo que você faz

Tudo aquilo que você constrói

Tudo aquilo que você destrói

Tudo aquilo que você mede

Tudo aquilo que você rouba

Tudo isso você pode deixar para trás

Tudo aquilo você raciocina

Tudo aquilo você sente

Tudo aquilo que você fala

Tudo aquilo você veste

Tudo aquilo você planeja...


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Capítulo 13

St. Mungus


A Toca estava estranhamente quieta, exceto pela ocasional explosão barulhenta que vinha do quarto de Fred e George. O Sr. e a Sra. Weasley tinham ido visitar Penélope e Hannah, acompanhados de Carlinhos e Gui, e Rony estava mais que satisfeito com Hermione.

Seus pais queriam que ela os acompanhasse, e depois fosse com eles fazer compras no Beco Diagonal, mas a idéia de talvez encontrar-se com Harry depois da noite passada a mortificava. Ela podia apenas imaginar o que ele estava pensando dela. Em vez disso, ela escolheu ficar trancada em segurança em casa com um romance trouxa que Hermione lhe emprestara uns dias atrás.

A princípio, ela tivera problemas em concentrar-se no início do livro, com sua mente vagando em Harry. Mas logo ela se encontrou presa na história, o confronto entre o bem e o mal, o conflito de uma desilusão amorosa. O amor.

Merlin sabia que ela podia entender tudo isso.

Ela se encontrou ruborizada ao imaginar as cenas amorosas explícitas entre o herói e a heroína. Ela deu uma risadinha com as palavras “membro pulsante” e “doce néctar de sua flor”. Mas as duas páginas que descreviam a cena de amor a deixaram tão entretida que ela não ouviu a porta dos fundos da cozinha abrindo-se e fechando-se.

Harry observou da soleira da porta que conduzia ao corredor. Ela mexia o lábio inferior enquanto lia algum livro que repousava sobre seus joelhos dobrados. Havia uma vela sobre a mesa, ao lado dela, e o fogo tremeluzia dentro da lareira de pedra. A luz laranja dançava no rosto dela, fazendo seu cabelo brilhar num vermelho vibrante. Seus olhos foram mais uma vez atraídos para a boca dela e ele sentiu sua garganta secar enquanto ela passava a língua sobre os lábios.

De repente, ele tossiu e a observou dar um pulinho da cama como se estivesse engasgada. Seus olhos encontraram os dele e ela levou uma mão ao peito.

- Harry. Você me assustou.

- Desculpe - Harry disse timidamente - A porta dos fundos estava aberta... Eu não quis te assustar.

- Tudo bem - Gina engoliu em seco e se perguntou se seu rosto estava tão vermelho quanto pensava.

- O que você está lendo?- Ele perguntou, atravessando o quarto até ela e olhando curiosamente para o livro aberto.

Ela atrapalhou-se com o livro, ansiosa por escondê-lo dos olhos penetrantes dele.

- Não é nada, só...

Harry agarrou o livro rapidamente de suas mãos.

- Hermione me deu...

Harry deu um passo para trás e levantou o livro para longe dos dedos apertados de Gina. Quando ela ameaçou arrancar o livro dele, ele riu e posicionou a mão no ombro dela, para mantê-la afastada e olhou a capa.

Sua gargalhada aumentou.

- Meus... Seus seios estão terrivelmente... Palpitantes.

- Harry! – Ela estava embaraçada e deu um tapa no braço dele, irritada.

- Uau! Desculpe-me - Ele sorriu maliciosamente- A propósito, ele não devia usar esse corte de cabelo...

- É só um livro idiota - Ela murmurou e colocou o livro de capa para baixo na mesinha.

Harry esfregou o vergão em seu braço, onde ela tinha agarrado e brincou de novo

- Você não devia ler este tipo de livro... Sozinha?

Gina cruzou os braços sobre o peito e disse claramente:

- Eu estava sozinha.

-Desculpe. Acho que devia ter batido.

- Não - Ela suspirou, seus lábios se curvaram em um sorriso - Se meu embaraço faz você rir um pouco, então estou certa de que devo ler livros obscenos com mais freqüência.

Seu sorriso se desvaneceu enquanto a observava e ela virou-se para a apagar a vela.

- Rony não está aqui, se você estava procurando por ele. Eu acho que ele está com Hermione.

- Na verdade, eu vim te ver.

Ele a observou parar por um momento:

- Oh. Por que? - Gina perguntou, tornando a cobrir-se com o cobertor que estava usando antes.

- Eu ia... Eu queria visitar Remo.

Gina virou-se rapidamente, um olhar de surpresa em seu rosto.

- Sério? Isso é maravilhoso. Quando?

-Bem, agora, eu suponho - Harry disse, correndo uma mão em seus cabelos bagunçados.

- Está um pouco tarde - Gina replicou, olhando para o pequeno relógio trouxa de seu pai. - Você tem certeza?

- Bem, eu imagino que, estando tarde, muitas pessoas não estarão lá... Eu não quero ser percebido - Harry observou o olhar de entendimento e completou nervosamente. - Eu estava só pensando se você poderia ir comigo.

Ela o observou pensativamente antes da tensão dentro dela atenuar-se. Ela podia fazer isso por ele. Era uma simples demonstração de amizade. As coisas não tinham que ser desconfortáveis entre eles. Pelo menos não naquele momento.

- Sim, eu posso ir com você - Ela disse calmamente, observando o alívio passar pelos olhos dele enquanto ele lhe dava um sorriso agradecido- Dê-me apenas alguns minutos.


Harry odiava o St. Mungus. Com suas paredes cinzentas e flores melancólicas e seu constante cheiro de morte e sangue. Os curandeiros e as enfermeiras raramente sorriam, seus olhos cansados e distantes. Durante a guerra contra Voldemort, Harry visitara muitos amigos no St. Mungus... Até ele tinha sido internado por poucos dias depois da batalha final atrás da casa dos Riddle.

Ele tinha prometido a si mesmo que nunca mais colocaria os pés ali.

Agora ele estava sentado em uma desconfortável cadeira de madeira, com sua cabeça inclinada e seus olhos focados intensamente nas minúsculas rachaduras no chão enquanto Gina falava baixinho com a enfermeira alguns passos ao longe.

Um sentimento opressor de deja vu fluiu dentro dele enquanto ele tornava a olhar para o corredor onde Gina e a rechonchuda enfermeira estavam. Ele lembrou que ele e Gina tinham estado naquele mesmo corredor quando quase morreram, na noite em que Voldemort fora derrotado.

Eles a tinham levado para longe dele. E ninguém lhe dizia nada. Todos o haviam tratado como se tivesse onze anos, apesar de sua raiva irromper, demonstrando que ele queria vê-la. Ele tinha se debatido, gritado e socado. Sr. Weasley e Carlinhos tiveram que ajudar os curandeiros a segura-lo enquanto o forçavam tomar uma poção do sono.

Ele pensara que ela tinha morrido e ninguém tivera coragem de lhe dizer.

O medo gelado daquela lembrança apertou-lhe o peito enquanto lembrava-se de ter se arrastado de sua cama de hospital e caminhado pelo corredor naquela noite, o chão gelado sob seus pés, o ar podre e seco. Ele fora ao último quarto do corredor e abrira a porta. Gina dormia à sua frente, seus braços inertes posicionados de cada lado. Seu rosto estava mais pálido que o habitual, seus lábios secos e rachados.

Ele caminhara até ela vagarosamente, com medo de tocá-la e senti-la fria e enrijecida. Ele sussurrou seu nome e sentou na cadeira que havia sido ocupada por muitos Weasleys naquele dia, antes que ele colocasse sua mão sobre o coração dela. Ele se permitira chorar apenas quando sentiu a elevação leve mas regular do peito dela com cada respiração profunda.

- Harry?

Seus olhos se abriram abruptamente enquanto recostava as costas no assento. Gina puxou sua mão e o estudou com interesse.

- Você está bem?

Ele engoliu rapidamente e assentiu.

- Estou bem... Eles vão nos deixar vê-lo?

Ela olhou para trás por sobre o ombro antes de dar-lhe um pequeno sorriso.

- A enfermeira vai verificar com o médico de Remo para ter certeza de que está tudo ok. Mas eu tenho certeza de que nos deixarão vê-lo.

Gina sentou-se perto de Harry e colocou uma mão em seu ombro:

- Tem certeza?

Ele assentiu e esfregou a testa:

-Eu tenho certeza.

Ela assentiu e sentou-se novamente, pegando o “Profeta Diário” que alguém esquecera na mesinha de madeira ao lado deles. Ele deixou seus olhos vagarem na primeira página:

- Eu não acredito que estou dizendo isso, mas as notícias não parecem mais tão interessantes agora que demitiram Rita Skeeter.

Harry inclinou-se e deu uma olhada rápida nas notícias.

- Ela está escrevendo para o Quibbler integralmente agora. Parece muito melhor para ela.

Gina fez um barulho em sua garganta e passou para a sessão de Quadribol. Havia um pequeno artigo sobre o jogo dos Chudley Cannons contra o Puddlemere United, acompanhado por uma foto de Olívio e o treinador do Puddlemere.

- Idiota - Ele murmurou, revirando os olhos e apoiando as costas na cadeira.

Gina desviou seus olhos do artigo e o fitou.

- O que foi isso?

-Nada... Só estava pensando em quando aquela maldita enfermeira vai voltar.

Gina o estudou suspeitosamente, mas não respondeu, enquanto voltava a ler o artigo.

Muitos momentos de silêncio se passaram e juntou suas mãos, ocasionalmente olhando para Gina para ver se ela ainda estava ocupada.

-Então... O Baile do Ministério é sábado - Harry percebeu, seus olhos vagando pelo corredor cinza desconfortavelmente.

Gina lançou-lhe um olhar rápido.

-Sim, é.

- E você vai? - Harry perguntou, tomando um fraco tom de rosa – É claro que você vai. Desculpe... Me esqueci.

- Está tudo bem- Gina riu.

- Você vai também?

Harry encolheu os ombros.

-Eu disse ao seu pai que iria... É o mínimo que posso fazer por tudo que ele tem feito por mim.

Gina tornou a olha-lo curiosamente.

- Harry, meus pais não esperam pagamento de você...

- Eu sei, eu sei - Harry a interrompeu rapidamente com um aceno de mão - Eu só.. Esqueça.

Eles sentaram- se em silêncio por mais alguns momentos quando ela ouviu Harry tossir e então limpar sua garganta.

-Alguma coisa errada?

- Bem, eu só... - Bom Cristo, ele não estava conseguindo nada melhor que isso - Se você vai... E eu vou.. Eu acho. Quero dizer... Você quer ir comigo?

Ele estava evitando o olhar dela, tentando aparentar indiferença. Ela sentiu um pequeno repuxão em seus lábios quando viu as bochechas dele ficarem coradas.

Então veio o desapontamento.

- Eu realmente adoraria, Harry... Mas...

Mas. A aterrorizante palavra de todos os estúpidos no mundo.

- Ei, não tem problema. Eu também não gostaria de ir comigo. - Ele brincou, olhando ao longe enquanto seu rosto ficava levemente rosado.

Gina franziu as sobrancelhas. Parecia seu terceiro ano, quando ela teve a chance de ir ao Baile de Inverno com Harry, mas ela já tinha concordado em ir com Neville.

- Não é que eu não queira ir com você, eu só...

- Sem problemas... Eu irei com Rony e Hermione...

Antes que ela pudesse replicar, a enfermeira apareceu com um sorriso lúgubre.

- Vocês podem entrar...

Gina lhe agradeceu e ficou de pé antes de seguir Harry pelo corredor até o quarto de Remo. O passo de Harry demorou consideravelmente quanto mais próximo chegavam da porta.

Gina parou ao lado dele e tocou-lhe o braço:

- Nós não temos que...

-Não, tudo bem - Harry disse, jogando os ombros para trás para melhorar a tensão.

Gina deu-lhe um olhar de conforto e abriu a porta do quarto onde Remo estava. Harry entrou devagar, engolindo o inchaço que formou-se em sua garganta.

Remo estava deitado, imóvel, na cama ao longe, à direita do quarto. Havia muitas plantas e flores em ambos os lados dele e as cores e texturas eram um rígido contraste entre a palidez no seu rosto jovem. Seu cabelo continuava castanho, mas tinha muitas mechas prateadas e através dos selvagens cachos de cabelo, Harry reparou que havia uma longa e fina cicatriz que começava na sobrancelha e ia ao fim da mandíbula.

Harry pensou, brevemente, em se virar e fugir, mas ele sentiu Gina entrelaçar os dedos nos dele, e ele se encontrou indo para a beirada da cama.

Ele soltou um profundo e regular suspiro, mas não se moveu.

- Você quer que eu saia? - Gina perguntou baixinho ao lado dele. Ela o sentiu apertar sua mão enquanto ele balançava a cabeça.

- Como ele... Quero dizer, eles sabem se ele vai acordar?

- Eles não têm certeza ainda. Disseram que ele está fazendo algum progresso, mas... – Gina franziu as sobrancelhas.

- O que eles fazem quando é lua cheia?

- Aparentemente nada.- Gina lhe disse, encolhendo um pouco os ombros. – Mamãe diz que eles amarram seus pulsos e tornozelos no caso de ele acordar durante a lua cheia, mas desde que ele está inconsciente, o lobo dentro dele está bem...

- Eu imagino... Isso ainda o machuca quando ele se transforma? - Harry perguntou, observando Remo mais de perto, à procura de qualquer movimento.

- Ele não pode sentir. – Gina disse baixinho, olhando para Harry - Ele não pode realmente sentir muita coisa.

Era terrivelmente deprimente para Harry o quanto ele podia relatar.

- Sirius não fala com você sobre ele? – Gina perguntou curiosamente.

- Eu realmente não quero falar muito sobre isso - Harry admitiu, sentindo-se envergonhado. Ele mudou rapidamente de assunto.

- Tonks vem muito aqui?

Gina deu-lhe um pequeno sorriso.

- Ela geralmente está aqui quando eu venho com a mamãe. Ela deve estar trabalhando esta noite ou eu tenho certeza de que a teríamos visto.

- Eu queria que tivesse sido a minha varinha a matar Belatriz Lestrange - Harry sussurrou veementemente. - Eu teria dado tudo para ser o único...

- Não havia nada que você pudesse ter feito, Harry. Eles já tinham... Quero dizer, era muito tarde para a Ordem descobrir onde ele estava. O Ministro...

-Eu não dou a mínima se eles foram presos - Harry disse entre dentes, suas bochechas corando com a raiva - Se eu não estivesse escondido...

- Isso não teria tido importância - Gina disse com um pouquinho de exasperação - Se você não tivesse ido para o esconderijo, você poderia estar morto agora.

- E ele não estaria aqui - Harry disse com um áspero aceno de cabeça - E Percy e muitos outros não estariam mortos...

Gina soltou sua mão e puxou seu braço, virando-o para encara-la.

- Você não poderia saber disso. Se você estivesse lá quando Voldemort atacou Hogwarts, você teria sido capturado, teria morrido. Aonde isso teria nos levado?

Harry ficou em silêncio, mas olhou ao longe depois de muitos momentos tensos.

- Eu não sei por quê eles acharam que ele era o Guardião do Segredo... Eles não foram atrás do Sirius.

- Eu imagino que eles pensaram que era muito óbvio, Harry - Gina disse, olhando para o corpo de Remo. Ela sentia uma pontada de pânico quando olhava para ele.. Ela só conseguia relaxar quando tinha certeza que seu peito estava subindo com vida.

Harry suspirou e virou-se rapidamente. Assustada, Gina o seguiu até o corredor, fechando a porta silenciosamente atrás de si.

Ele sentou em uma das cadeiras no corredor e segurou sua cabeça em exaustão. Gina sentou-se ao lado dele e, relutantemente, deslizou a palma da mão sobre sua cabeça. Ela o sentiu tenso antes de relaxar sob sua mão.

- Você sabe por que eu demorei tanto tempo para vir aqui?

Ela o observou erguer a cabeça para olha-la enquanto ela balançava levemente a cabeça.

- É difícil ver alguém que você ama machucado...

- Eu estava com medo. - Ele a interrompeu, dirigindo seu olhar para a porta fechada do quarto de Remo - Eu estava com medo de vir aqui e não sentir nada.

- Harry...

- Depois de tudo que aconteceu, eu pensei que apenas afundaria na culpa que estava lá. Na amargura. - Ele tornou a olhar para ela - Eu achei que era mais fácil não me importar.

Ela deixou sua mão ir para o colo e o estudou com piedade nos olhos:

- Eu sei que você não queria isso.

- Não seja tola, Gina - Ele reclinou-se e descansou suas mãos entrelaçadas nos joelhos - Você, de todas as pessoas, sabe como eu era. Como eu sou.

- Você não escolhe sentir as coisas desse jeito - Ela insistiu, continuando quando ele suspirou - Você está magoado. Você tomou toda a culpa e a carregou nos ombros...

- Me diga quem deveria carregar essa culpa, então - Ele replicou silenciosamente, seus olhos escuros. Ele continuou quando ela não respondeu – Eu não queria vir aqui porque eu gostava daquele vazio dentro de mim. Beber e transar eram as únicas coisas que me faziam sentir remotamente vivo. Fizeram os sonhos quase suportáveis.

Ele abaixou os olhos e seus dedos começaram a brincar com um fiapo solto nas suas vestes.

- Então você veio aquela noite - Ele disse. observando o olhar dela encontrar-se com o seu. - O que aconteceu... O que eu fiz com você...

- Harry, você não...

Ele ficou de pé abruptamente, cortando a conexão do olhar antes que ela pudesse alcança-lo e toca-lo. Ele voltou-se para ela , sua voz tremendo de aversão de si mesmo

- Eu praticamente te estuprei.

As bochechas dela ficaram rosadas de raiva, ela levantou-se da cadeira até estar de frente pra Harry:

- Você não fez nada disso.

- Você tentou me repelir. Eu não pararia até você desistir. É a mesma coisa.

Suas feições estavam duras, mas ela podia ver a emoção girando nos olhos dele, nada mais que raiva.

- Eu também te quis, Harry. Eu quis te fazer sentir melhor.

Ele ignorou isso e virou-se, suas mãos descansando nos quadris:

- Depois que você foi embora, a culpa começou a borbulhar em mim novamente. Eu não queria aquilo lá. E então eu comecei a deixar Rony e Hermione se afastarem mais... Agora eu vivo uma vida mais parecida com o normal, mas não tenho certeza se é isso o que eu mereço ou quero...

-Nós estamos apenas tentando te ajudar, Harry....

- Para quê?- Harry olhou de relance para a janela de Remo antes de voltar a olhar para Gina- Quem eu sou agora? Voldemort está morto. O mundo mágico está salvo. Aonde isso vai me levar?

- Para nós, Harry. Para seus amigos e para Sirius.

Harry ficou em silêncio por muito tempo, seus olhos evitando os dela enquanto ele considerava.

- Noite passada você disse... Você disse que me amava.

Ela respirou profundamente para estabilizar suas mãos.

- Eu disse isso.

- Por quê?

- Por que eu disse que te amava?

- Não. Por que você me ama?

- Eu...- Deus, como ela podia supor responder aquela pergunta? Todas as respostas fugiram de sua mente em desordem enquanto ela tentava coloca-las para fora.

- É por causa de mim? Ou porque eu sou Harry Potter? - Ele perguntou-lhe, observando as tempestades clarearem seus olhos enquanto ela o considerava.

- Eu não acredito que você possa mesmo me perguntar isso, Harry.

Harry balançou a cabeça em descrença.

- Por que não? Você só gostou de mim antes porque eu era o Menino-que-sobreviveu... Por que é diferente agora?

Embaraçada e brava, Gina voltou-se e arrancou suas vestes da cadeira.

- Eu não vou nem dignar esta pergunta com uma resposta.

A mão de Harry empurrou a cadeira e agarrou o braço dela antes que ela pudesse passar por ele. Percebendo os muitos olhares curiosos sobre eles, Harry a puxou para o lado e baixou a voz:

- Eu quero saber.

Ela pensou em fugir, mas alguma coisa em seus olhos lhe disseram que seria mais seguro para ambos se ela só lhe explicasse.

- Depois do tempo que passamos juntos em Hogwarts. Depois das coisas que dissemos um ao outro, as coisas pelas quais passamos, como você ainda pode me perguntar o que eu sinto por você? - A raiva estava se dissipando agora, substituída por um lampejo frio de mágoa enquanto ela puxava seu braço para fora de seu aperto. Ele não lhe respondeu, mas continuou a estuda-la com aqueles olhos silenciosos, sua boca muito seca.

- Pode continuar a acreditar que eu te queria porque você era o Menino- Que- Sobreviveu. Se isso faz você se sentir melhor, vá em frente. – Ela levantou o queixo, orgulhosa, e continuou antes que ele pudesse replicar.

- Mas, sim, eu te amei, Harry. Desde que eu tinha 10 anos. Você pode pensar que era uma paixonite. Por que não? Todos achavam. Mas eu sabia, no momento em que eu te vi na Plataforma 9 ¾, que você era meu. Não havia ninguém que eu quisesse, apesar do que eu disse ou fiz. Era sempre você.

- Você nem me conhecia.

- Eu conhecia - Ela insistiu baixinho - Eu te conhecia. Eu nunca conheci nada ou ninguém como eu te conheci. E eu estava lá para você sempre que precisava de mim, e quando você me queria. Por anos. Até agora.

- Eu nunca...

- Até agora - Ela repetiu firmemente - Eu estou aqui porque você precisa de mim.

- Mas as coisas que eu disse para você... Você deveria me odiar.

- Eu quero te odiar... Eu quero tanto te odiar que eu posso sentir isso queimando dentro de mim, mas não. Eu não posso.

Harry a observou, seus ombros caídos:

- Eu não sei o que dizer.

- Não diga nada - Ela replicou - E não me pergunte de novo o que eu sinto por você. Um tapa na cara seria menos insultante.

Harry mordeu a língua para se impedir de gritar o nome dela quando ela virou-se e caminhou rapidamente pelo corredor. Ele não pôde fazer nada além de observa-la desaparecer pelas portas na noite.

Ele levantou sua mão para esfregar a pulsante dor em sua testa e resistiu à vontade de chutar algo. Ao invés disso, ele retornou à porta que conduzia ao quarto de Remo, tomando, profundamente, fôlego, ele a abriu e entrou, deixando-a fechar-se vagarosamente atrás dele.


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