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2. 2º Dia


Fic: Paraíso das Almas - DHr - Cap. 4 ON!


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2º Dia


 



Dormi tarde e acordei cedo na manhã seguinte. Tinha que acompanhar o ritmo daquele lugar. Quando desci para o café matinal já pude ouvir alguns gritos e frases desconexas. E eu pensando que ao menos pela manhã eu teria paz e poderia me livrar daquela dor de cabeça.

Pedi que trouxessem meu material de trabalho e uns livros da minha casa naquela manhã. Peguei um livro e segui pelo mesmo corredor de ontem. Havia outra soldada parada à porta.

–Bom dia, Sr. Malfoy – disse acenando com a cabeça.

Não a respondi. Olhei para dentro da cela e vi aquele corpo maltratado, com os pulsos amarrados atrás das costas, sentado – ou largado – em um banco de madeira. Havia cortes profundos em suas costas e o sangue, agora seco, formava uma crosta sobre a pele. Seus cabelos emaranhados e sujos, não apenas de sangue, cobriam parte das suas costas. Seus pés descalços escorregavam pelo chão frio e retornavam para tentar dar apoio ao corpo, sem sucesso.

Uma mulher puxou-lhe os cabelos para trás e pude ver sua testa com pequenos cortes. Outra lhe esmurrou o rosto diversas vezes. E quando seus cabelos foram soltos a vi cuspir sangue no chão.

–Quer dormir com os ratos? – ameaçou a que estava na frente dela – Eles serão ótimas companhias – riu com escárnio – Ou abre essa boca e diz o que queremos ou seu castigo à noite será pior do que o anterior!

Vi uma cozinheira passar e ordenei que parasse, olhei para dentro da cela e gritei:

–A prisioneira já se alimentou hoje? – as duas me encararam e riram.

–Desde quando eles têm esse direito? – perguntou uma delas.

–A partir do momento em que não queremos que ela morra, – rebati – muito menos de fome, antes de conseguirmos as informações que meu pai precisa. Agora saiam daí! – ordenei.

As soldadas soltaram a corda que prendia os pulsos dela e saíram. Eu a vi escorregar até o chão e recostar a cabeça no banco.

–Você! – disse à cozinheira – Traga algo para ela comer. E a partir de hoje todos os prisioneiros terão três refeições por dia. Pois se um deles morrer não será culpa minha e sim de vocês – olhei para as duas moças.

Virei de costas para a cela e esperei que a cozinheira voltasse com o prato e um copo com água. Eu não conseguia olhar para ela. Seu estado era lastimável. Se eu já tivera uma péssima noite de sono somente por vê-la de longe eu certamente não dormiria se a visse de perto.

A senhora colocou o prato e o copo à frente dela e se retirou. A carcereira fechou a cela e também se retirou. Eu me encostei à parede e esperei. Esperei ouvir algo que denunciasse que ela estava comendo. Esperei um bom tempo e nada ouvi. Olhei pelo canto do olho e a vi do mesmo jeito que antes. O prato intocado e o copo no mesmo lugar onde a cozinheira o havia deixado. Eu chegaria a pensar que ela estava morta se não visse seu peito subir e descer com certa dificuldade.


Ainda pela manhã saí para o local onde as prisioneiras trabalhavam como escravas mais de 14 horas por dia. Agüentando o frio, o cansaço e a fome. Sendo médico eu pude fazer um balanço dos doentes. A maior parte delas apresentava um estado lastimável por causa dos maus tratos e do trabalho intenso. Pude notar uma ou outra com alguma doença respiratória que em breve se alastraria pelo campo.

–Steinmeier! – gritei e a vi parar de bater em uma prisioneira e se virar para mim – Venha aqui! – ordenei.

Fazia frio. Muito frio. E eu estava bem agasalhado. O inverno estava próximo e eu tinha plena convicção de que a maior parte daquelas pessoas não viveria até a metade da estação.

–Senhor? – perguntou-me.

–Alguns prisioneiros precisam ser isolados – comentei sério – Estão com pneumonia ou tuberculose e em breve todos os outros também estarão. Eles precisam ser removidos.

–Entrarei em contato com algumas pessoas, Sr. Malfoy – disse com um sorriso divertido – Tenho certeza que nossos amigos dos campos de extermínio não se incomodarão em nos fazer este favor.

–Que seja, então – concordei – Passar-lhe-ei a lista dos presos que devem ser sacrificados.

–Tal pai, tal filho – sorriu satisfeita – Seu pai deve orgulhar-se do senhor. Tornar-se-á um grande líder – saldou-me com o “Hiel Hitler!” e passou por mim.

Não. Eu não seria como ele. Meu pai estava alienado. Obedeceria a Hitler até mesmo se ele o ordenasse que se matasse. Ele estava cego pelo ódio contra os judeus e comunistas. Era uma presa fácil, com uma mente frágil, para qualquer um. E faria qualquer coisa para se sentir vingado. Seu estado mental me preocupava.
 

Dirigi-me a cozinha para almoçar.

–Os presos comeram? – indaguei a uma cozinheira.

–Sim, senhor – disse me servindo de suco – Com a exceção da Granger que se quer tocou no prato.

Qual seria o motivo disso? Estava planejando morrer mais rápido?


Ouvi um grito agudo que me fez dar um pulo da cadeira. Sai do escritório de meu pai e segui até encontrar alguém em um dos corredores que eu ainda não havia visitado.

–De onde veio isso? – questionei aturdido.

A mulher me indicou uma cela cuja porta estava aberta. Fui até ela e entrei. Encontrei uma mulher encolhida no chão e um das carcereiras gritando enquanto ela gemia de dor. Ela estava pálida e sangrava entre as pernas.

–O que aconteceu? – indaguei gritando para que eu pudesse ser ouvido.

A carceceira loira se voltou para mim.

–Está judia está perturbando a paz! – comentou com raiva.

–Quem fez isso a ela? – disse firme.

–O Dr. Clauberg veio aqui esta tarde – respondeu – Ele gosta de fazer experiências com mulheres como ela – e a encarou com nojo.

–Quem autorizou a entrada dele? – gritei – E porque eu não fui avisado?

A mulher abaixou um pouco a cabeça, subordinada, antes de me responder quase gaguejando:

–Seu pai deu passe livre para o Dr. Clauberg e alguns outros.

–Pois a partir de agora alguém só entra aqui com a minha autorização – anunciei e ameacei me virar para sair, mas encarei aquela mulher novamente – E mande alguém aqui para limpar isso – ordenei com um tom de nojo e sai.

Se eu pedisse a alguém que cuidasse dela ou se eu mesmo fosse fazê-lo todos seriam contra e me julgariam traidor. E eu não podia levantar suspeita. Deveria continuar fingindo ser e agir como eles.


A noite caiu. Pela janela do meu quarto eu pude ver as poucas estrelas que estavam no céu. Não havia lua. Eu estava ouvindo seus gritos. Lá em baixo vi um senhor caminhando pela estrada com uma sacola apoiada nas costas. Ele deveria estar indo para a Vila. Eu não agüentava mais. Observei as árvores balançando violentamente por causa do vento forte. E o uivo do vento podia ser ouvido de onde eu estava, mas nada ofuscava aqueles gritos. E nada me distraía.

Desci.

Paraíso das Almas era grande, mas pela falta do que fazer eu já o conhecia muito bem. Segui até aquele corredor e encontrei a mesma mulher da noite anterior parada ao lado da porta. Deduzi que elas seriam fixas.

Ela cumprimentou-me com a cabeça e eu respondi apressadamente. Entrei na cela e vi as mesmas soldadas de ontem. Cada uma delas com um bastão a mão. Um dos bastões foi encostado no pescoço dela e outro em seus seios. Vi-a se contorcer pela descarga elétrica. Apesar da má iluminação eu consegui ver uma ferida em seu pescoço no local onde ela tomou o choque, uma queimadura.

Uma das mulheres me notou e veio até mim.

–Olá, senhor! – me sorriu – Desculpe por ela tê-lo incomodado. Faremos com que ela se cale – e olhou para a companheira que liberou uma descarga ao encostar o bastão na boca da prisioneira. Ela se afastou e a agressora a chutou no estômago.

–Acho que já chega por hoje – comentei sério. Não podia deixar que a minha piedade transparecesse.

–Como o senhor quiser, Sr. Malfoy – disse sorrindo satisfeita e chamando a companheira com a mão.

Elas saíram e a mulher que estava ao lado da porta também. Eu a encarei por alguns minutos. Talvez pensando no que fazer ou apenas sentindo pena daquele corpo quase irreconhecível. Dei uns dois passos até ela e parei quando a vi se mexer com dificuldade.

Aquilo era o mais próximo dela que eu já havia chegado. Eu podia ver as feridas – que não conseguiam cicatrizar pela tortura contínua – claramente, apesar do ambiente ser iluminado apenas pela luz das estrelas e da lua que entrava pela janela gradeada.

Dei mais alguns passos até ela que estava estática. Eu mal podia perceber a sua respiração. Encarei seu corpo vestido naquela roupa surrada, suja e fétida. Um pedaço de pano grudado às feridas do corpo. Seus cabelos cobriam-lhe o rosto, mas eu podia ver a queimadura em seu pescoço que sangrava. Ela continuava sem se mexer. Parecia ter medo. Medo de mim. Fixei meus olhos nela por alguns segundos. Medo de mim. Medo de mim. Medo de mim.


Vir-me-ei e saí. Medo de mim. Essa frase ecoou na minha cabeça até eu me perder em sonhos. Naquele momento, o silêncio daquela mulher me atormentou mais do que qualquer um de seus gritos.

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