Enquanto tomava café, pensou na relação de perguntas que ainda tinham que fazer para Dumbledore naquela tarde.
“Este domingo será divertido. Vou espremer o Dumbledore! Mesmo que a missão acabasse hoje, já terei feito quase tudo o que foi ordenado.” – pensou Gabriel sorrindo.
Tentou lembrar-se do que já havia conquistado. Já tinha feito muito além do que se poderia esperar, e por todos os pontos onde analisasse a situação atual sua missão já havia acabado. No entanto, quanto mais pensava, mais descobria que poderia fazer ainda mais, dentro dos parâmetros da missão.
“Senão, vejamos.” – pensou Gabriel. - “Voldemort deve estar sem dinheiro. Vários comensais importantes estão presos ou mortos. Três, horcruxes destruídas, mais uma identificada e guardada em segurança com Snit. Voldemort está com medo, e caçando alguém que eu já matei e joguei dentro do rio. Voldemort está bem perdido!” – pensou sorrindo.
“O assassinato dos Potter foi finalmente esclarecido, e Sirius foi inocentado, ainda que de maneira póstuma. Os garotos já estão bem melhor no treinamento. Draco definitivamente afastado de Voldemort e no comando da família.“ - pensa Gabriel enquanto bebe um gole de café preto.
“Severus Snape, que antes tinha sua lealdade dividida, agora definitivamente do lado certo, através de algo tão simples como o amor por Narcisa Malfoy, que soube ontem por Draco, está ajudando os hospitais bruxos, através de doações e principalmente ervas de seu jardim, além de trabalho voluntário. “Então essa era idéia que eu tinha dado a ela”? – pensou curioso. Aos poucos, voltava a ser uma mulher respeitada, até por que nada havia feito de errado. “Quer dizer, além de ter casado com um idiota!” – pensou Gabriel sorrindo.
A luta com Boris foi inesperada, e, apesar de saber que podia ter morrido, na verdade lhe dera mais esperança ainda no futuro. Agora ele e a Espada compartilhavam tudo, de pensamentos a uso um do corpo do outro. A sensação era cada vez melhor, e tinha que tomar muito cuidado com os níveis de poder, pois era fácil perder o controle e revelar seu verdadeiro poder. Ela tinha compreendido seu maior problema e o ajudava, desde que o conhecera.
“O espião tinha sido afastado. Dino Thomas não entrava mais nas suas contas. Ainda iria atrás dele no futuro, mas não era nada preocupante. Snit soubera que tinha conseguido vaga numa escola na França. “Boa sorte para ele, até que eu o sacrifique.” - pensou Gabriel sorrindo.
“Os esconderijos, as armas trouxas e as poções já estavam encomendados e pagos. Tinha mais dinheiro e influência que jamais precisaria. Possuía dinheiro Bruxo e Trouxa suficiente para que pudesse influenciar algumas decisões. Snit comandava tudo em silêncio e com eficiência.”. - pensa Gabriel satisfeito com Snit.
”Se me perguntassem, eu diria que Snit vale mais do que todo o ouro que eu possuo! Ele colocou o Conselho Administrativo do Gringotes numa roda e os fazia dançar conforme eu pedia!” - pensa Gabriel divertido.
Estava em ótima forma física e com certeza preparado, para o que quer que acontecesse. Agora, onde diabo estava Voldemort? Precisava ajudar a eliminar o maldito, mas ao mesmo tempo não podia fazer ele mesmo o serviço. Por isso “obrigara” Dumbledore a intensificar os treinamentos com o Potter. Ainda estava no início, mas melhorando, sem dúvida.
“Dentro de alguns meses, Potter poderia controlar seu poder, e pelo que tinha percebido, ele seria maior do que o Dumbledore. Agora, precisava controlar seu humor. Quando nervoso, e era fácil isso acontecer, ele tendia a perder o controle. Mas, Melissa o estava acalmando, ultimamente. Bastou dar algumas pistas a ela, para que começasse a exercer sua influência, de forma leve, mas contínua. Isso basta, por enquanto!” – pensou Gabriel.
“Dumbledore foi curado e remoçado, o que amplia ainda mais as esperanças. As Casas da escola, finalmente em paz, o que foi um bônus, pois jamais imaginava que tal coisa acontecesse. Agora, seu último projeto está quase concluído. Acabar com o medo que causava o nome Voldemort, dando uma realidade a seu nome e suas atividades. Quando o trabalho do Grupo da Hemoteca terminasse, iria publicar um livro, que contasse exatamente quem era Voldemort. E aquilo iria fazer com que se perdesse definitivamente o medo que seu nome causava. Ele vai ficar muito irritado quando eu publicar o livro!!” – pensou divertido.
Segundo os relatórios de Dumbledore, Voldemort andava quieto. Isso era preocupante. Algo ele estava fazendo, mas não sabia o que poderia ser. Mas tinha algo que não se encaixava. Tinha algo lhe escapando. Mas não conseguia saber o que poderia ser. Era como se você acordasse de um sonho, e lembrasse de ter sonhado com uma pessoa, mas o nome dela lhe fugisse.
Naquele momento, alguns membros da AD estavam começando o café. Neville e Luna vieram até onde estava e depois de cumprimentá-lo, começaram a tomar café e conversar sobre amenidades.
- Gabriel? – chamou Luna depois de algum tempo.
- Sim, Luna. – responde ele pensando se Hermione tinha gostado de seu presente de despertar.
- Por que Voldemort quer tanto sua varinha? – perguntou Luna, arrancando-o de seus pensamentos.
- Sinceramente, não sei. Acho que é quase como se fosse uma briga pessoal. Acho que ele a queria para si. E não suportou o fato de ela ter me escolhido.– responde Gabriel bebendo seu café.
- Isso eu até poderia entender se ficasse somente naquele ataque do trem, mas para que mandar o Boris? Por mais que ele o queira morto, haveria, com certeza, outras maneiras de matar você. – responde Neville.
- Como assim? – pergunta Gabriel o olhando e tentando entender onde ele queria chegar.
- Acho que o alvo de Boris, nunca foi você. Sempre foi a varinha. – responde Neville.
- E por que não me matou logo de cara? Por que aceitar a luta? – replica Gabriel curioso.
- Desafio de Honra. – responde Neville. – Lembra-se do que falou para ele? “Você é um Guerreiro ou um Carniceiro?” Acho que ele não resistiu ao desafio.
- Não faz sentido. – responde Gabriel. – Pensem bem. Boris era um recurso estratégico muito grande. Não se usa um canhão para matar uma mosca.
- Precisamente. – fala Luna. – Você não era o alvo. A varinha era. Você era um alvo secundário. Só virou alvo para Voldemort após ter conseguido a varinha, não é mesmo?
- Hmmm! Pode ser, mas a dúvida permanece. Por que a varinha é tão importante assim? Tudo bem, ela pertenceu a Salazar Sonserina, mas ainda assim, não parece ter tanta importância. – falou Gabriel sério.
- Ela é muito valiosa? – perguntou Luna.
- Em termos financeiros? – perguntou Gabriel e lembrou-se de quanto tinha pago a Olivaras e respondeu. – Sim. Ela é valiosa financeiramente, mas não tanto a ponto de enviar Boris para buscá-la.
“O valor de um objeto, ás vezes não significa somente dinheiro!” – fala a Espada que vinha acompanhando interessada a conversa.
“Tudo bem, mas ainda assim, o que teria de tão poderoso para Voldemort a querer tanto assim?” – responde mentalmente a espada. - “É só a droga de uma varinha!”.
“Quando entrou no cofre de Voldemort, e viu a taça, qual foi seu primeiro pensamento?” – pergunta a espada.
“Que eu daria todo aquele ouro, somente em troca da taça e....Espere um pouco! Será que a varinha é um....” – perguntou Gabriel sobressaltado.
“Existe uma maneira de descobrir, não existe?” – replicou a espada sorrindo.
- Mundo Bruxo para Gabriel. – chama Luna. – Foi atacado por um Zonzóbulo?
Gabriel a olha sem entender a pergunta e sabia que era aquilo que o incomodava. O porquê dos ataques de Voldemort? Tudo bem, depois do que já tinha feito para o cara, era até aceitável uma parte dos ataques, mas Boris? Aquilo já era outro nível. Luna poderia estar certa. E isso seria, com certeza uma pá de cal sobre os planos do Voldemort.
“Agora, como descobrir?” - pensou ele distraído.
“Dumbledore!” – responde a espada mentalmente.
“Sim. Eu sei. No entanto, ele vai estranhar pra caramba.” – responde Gabriel sério.
“Mais do que já está? Talvez seja a hora certa para contar ‘partes’ de sua missão para ele! Sem violar seu juramento!” – responde a Espada.
“Não creio que ele aceitasse facilmente os motivos da missão, ou mesmo acreditasse em mim! Existem outras maneiras de fazer isso. Sem expor a missão. E sem que ele me envie para um hospício! Ou para a prisão!” – responde Gabriel sorrindo mentalmente.
- Luna, minha cara. Sua conversa me deu uma idéia fenomenal. Se der certo, vou lhe dar um presente daqueles. – falou Gabriel. – Pensando bem, Neville, o presente vai ser para os dois.
Dizendo isso, foi em direção à mesa dos professores. Lupin e Moddy já estavam tomando café, mas Dumbledore acabava de chegar. Depois de cumprimentá-los, olhou sério para Dumbledore e disse:
- Precisamos conversar. Agora se possível. – fala sério.
- Sobre? – perguntou Moddy enquanto tomava um copo de leite de soja desnatado.
- Acho que descobri mais um Horcrux. E está aqui na escola. – falou Gabriel no tom certo para que só os três o ouvissem. Interessante foi notar que as mãos de Lupin tremeram e derramaram seu café na perna de Moddy, que de tão interessado, nem reclamou. Mas Dumbledore o olhou sério e nem pestanejou.
- O que é, e onde está? – perguntou Dumbledore sério.
Gabriel o olha sorrindo e diz. – Aqui não é o lugar certo. Creio que se formos até uma sala vazia, podemos tirar a dúvida, facilmente.
Curiosos, os três vão para uma sala pequena, próximo ao Salão Principal, a mesma onde Potter e os outros Campeões já tinham estado, na noite da seleção pelo Cálice de Fogo.
Gabriel pega no bolso de seu uniforme sua varinha e a coloca em frente aos três sobre a mesa. Agora sim, Dumbledore riu baixinho.
- Meu Jovem. – fala Dumbledore rindo. – Creio que não saiba, mas se isso fosse verdade, eu sentiria a Magia Negra vindo dela, desde a primeira vez que a vi. E não sinto nada. Creio que esteja enganado.
- Não existe algum feitiço que a impeça de exalar Magia Negra? – pergunta Gabriel em tom sério.
- Não conheço nenhum. - fala Dumbledore.
- Nem eu. – completa Moddy.
- Também não. – termina Lupin.
- Pois é. – fala Gabriel sério. - Mas eu conheço.
- Como é? – perguntam os três juntos.
- Diretor, pode me emprestar sua varinha, um pouco? – pede Gabriel.
- Ela não serviria para você, rapaz. Ela só atende a mim. – responde Dumbledore sem se mexer.
“Cabeça dura!” – pensa Gabriel.
- Tudo bem. – fala Gabriel e pegando sua varinha, conjura um pergaminho e uma pena, anotando nele um pequeno feitiço, que entrega a Moddy, sob o olhar curioso dos três. – Faça este feitiço, e vamos descobrir se estou certo ou não. – comenta Gabriel, colocando novamente a varinha na frente dos três.
“Revelation Niger Magia” – murmura Moddy e aponta a própria varinha para a de Gabriel. No mesmo instante, todos da mesa sentem a Magia Negra se manifestar, vindo da varinha de Gabriel, que no mesmo instante, toma a varinha de Moddy e faz um contra feitiço, rapidamente.”Obscure Niger Magia”. E a magia negra vinda da varinha de Gabriel é novamente oculta, deixando os três professores levemente trêmulos.
- Creio que provei minha teoria, não é mesmo? – fala Gabriel entre divertido e pesaroso, entregando a varinha de Moddy de volta e agradecendo.
- Sabe o que teremos que fazer com ela, não é mesmo? – pergunta Dumbledore.
- Sim. Deve ser destruída. Mas discretamente. E eu precisarei fazer uma cópia dela, para que pelo menos aparentemente eu continue a usá-la. Caso contrário Voldemort irá perceber que eu já não a possuo. – fala Gabriel triste.
- E como fará magia sem varinha? – pergunta Lupin preocupado. – Já que Voldemort está atrás de você, creio que ficar sem defesa, é no mínimo insensato.
- Na verdade, creio que não preciso de varinha. – falou Gabriel baixinho. – Tenho notado que consigo realizar feitiços, somente com as mãos.
“Por que contou isso?” – pergunta a espada.
“Já estou de saco cheio de usar uma varinha! Ela me impede de usar todos os meus poderes. Fico limitado o tempo todo. Em quase metade dos feitiços que fiz, quase esqueci de pegar a droga da varinha!” – responde Gabriel para a espada.
- Como é? – perguntam os três, em voz alta.
- Dá pra serem mais discretos? – pergunta Gabriel irritando-se.
- Desculpe. – fala Dumbledore – Mas tal feito só pode ser feito por Magos de alto poder. Mesmo eu tenho dificuldades para tais feitos.
- Qual o seu Nível de Poder, rapaz? – pergunta Moddy.
- Não sei. Nunca procurei descobrir. – mente Gabriel com a cara mais séria do mundo.
- Creio que devemos descobrir. – fala Lupin. – Agora mesmo. Temos todos os aparelhos aqui na escola, e sabemos como usá-los de forma apropriada.
- Concordo. – responde Dumbledore. Agora ele iria tirar suas dúvidas sobre o quanto aquele garoto sabia e quanto poder tinha, pois estava achando muitas coisas estranhas nas atitudes e na vida dele. Já tinha tentado conseguir informações sobre ele, e só tinha tido respostas corretas. Era como se um murro tivesse sido erguido ao redor do rapaz, e o fato de não poder ler a mente dele o deixava ainda mais preocupado. “Ninguém é tão certinho assim! Ele esconde algo!” .
“Recusar-se será pior. Faça o que eles querem, mas reduza seu poder ao mínimo!” – fala a espada.
- Por mim, tudo bem. Desde que isso fique somente entre nós. – responde Gabriel, e já começa a reduzir seu nível de poder, de forma a não transparecer quanto poder tinha.
- Isso fica comigo. – fala Dumbledore pegando sua varinha e conjurando uma caixa para a varinha de Gabriel, igual a que a taça tinha estado dentro. Aproveitou e conjurou uma cópia exata da varinha de Gabriel e a entregou para ele. – Fique com a cópia, e tome cuidado. Seja discreto. Incluí alguns feitiços que simulam a existência de Magia Negra em sua varinha.
- Obrigado. – responde Gabriel, pegando a cópia e colocando no bolso.
- Agora, venham comigo. – fala Dumbledore e todos o seguem, até uma sala, no subsolo, onde estranhos aparelhos estavam dispostos nas paredes. Moddy pega um e caminha em direção a Gabriel, que já havia reduzido seu Nível de Poder ao mínimo possível.
- Pegue nesta ponta. – fala Moddy.
Gabriel pega onde Moddy havia indicado e baixando seu poder ao mínimo, observa Moddy enquanto ele comenta em voz alta.
- Maior que Bruxo. Hmmm, ainda subindo. Vejamos. – comenta Moddy.
“Reduza ao mínimo! Ou eles vão ficar MUITO curiosos!” – comenta a espada, preocupada.
“Já está no mínimo! Não consigo baixar mais do que isso!” – responde Gabriel mais preocupado ainda, embora seu rosto não demonstrasse.
- Ora vejam só. Feiticeiro, nível 2...3...4...5. – fala Moddy, indicando um medidor que subia lentamente.
- Você é forte, rapaz. – comenta Lupin sorrindo.
- Obrigado. – fala Gabriel com a concentração no limite.
“Baixe mais! Baixe mais! Baixe mais!” – praticamente grita a espada em sua mente.
“Só ser forem as calças, por que o poder está no mínimo! Não consigo baixar mais nada!” – responde irritado.
- Ora, Ora. Temos um Mago. Vejam só, Nível 1... espere um pouco, ah sim! Mago Nível 2... quase 3! Maior que o seu Dumbledore. – fala Moddy surpreso, indicando o medidor que finalmente havia parado.
- Impressionante, meu jovem. Isso sim, é uma surpresa para nós, e vejo pela surpresa em seu rosto que para você também. – fala Dumbledore assustado com o poder do jovem.
- Realmente! Nunca achei que tivesse um poder desses. – fala Gabriel sério, embora por dentro estivesse irritado.
“Como não consegui reduzir mais?”. - pensa Gabriel chateado.
“Sabe o motivo, não sabe?” – pergunta a espada em sua mente.
“Eles estão oscilando de novo!” – responde Gabriel preocupado.
”Sim. Lamento, mas acho que o ‘Despertar’ será em breve! Desculpe não ter conseguido contê-lo.” – fala a espada triste.
“Não se preocupe! Vou evitar fazer magias por algumas semanas! Somente coisas simples! E vou tentar controlar meu humor! Isto deve bastar para empatarmos a briga novamente!” - responde Gabriel de forma compreensiva para a espada. Sabia que não era culpa dela.
- Creio que devemos informar ao Ministério, não é mesmo? – pergunta Lupin.
- Nem pensar. – responde Gabriel sério saindo de seu devaneio.
- Meu Jovem. Todos os Magos devem ser corretamente identificados. É a lei. – fala Dumbledore.
- Não quero ser transformado em mais um Grande Mestre da Magia, como fazem com você, Dumbledore. – responde Gabriel sério. – E tem outra coisa, quando o inimigo subestima nosso poder, temos sobre ele uma vantagem. E não quero que Voldemort saiba qual o meu nível de poder.
- Por que não? – pergunta Moddy intrigado.
- Se ele achar que sou um Bruxo comum, nível 2, ou mesmo nível 3, vai me atacar com base nisso, e poderei me safar. Agora, se ele souber que tenho o mesmo nível de Dumbledore, o ataque será bem diferente, entendeu? – perguntou Gabriel preocupado.
- Sim, mas não creio que podemos fazer nada sobre isso. A lei deve ser cumprida. – fala Dumbledore impressionado com o modo estratégico de pensar do jovem.
- Vocês vão é colocar mais caçadores atrás de mim! Se isso vazar terei que sair de Hogwarts. Não será seguro para ninguém, se eu ficar aqui. O risco para os outros aumentaria muito. – conclui Gabriel.
- Por quê? – pergunta Lupin.
- “Jovem Prodígio é Mago Nível 2”. Seria essa a manchete do Profeta Diário, amanhã, e daí em diante, eu seria caçado por muitos, apenas para se testarem, exatamente como acho que aconteceu muito com você, Dumbledore, estou certo? – pergunta Gabriel olhando para o Diretor.
- De fato, isso aconteceu comigo, algumas vezes. – fala Dumbledore. – Muito bem, mas Rufus deve ser informado. Não podemos evitar isso.
- Podem evitar sim. Não confio nele. Ele quer alguma coisa de mim, e eu não gosto nada do que está acontecendo. – fala Gabriel sério olhando para os três. – E antes que me perguntem, não, também não confio em vocês. Até agora não me deram outra escolha.
- Meu Jovem. Até agora nós temos o ajudado. Temos compartilhado informações e até mesmo o estamos lhe emprestando livros que ninguém mais tem acesso, sem contar as saídas da escola, não é mesmo? – pergunta Dumbledore sorrindo.
- Oh sim! As informações que consegui com vocês são bem inferiores as que entreguei, não é mesmo? E sim, o empréstimo dos livros e as saídas que dou, as quais sou sempre seguido, e injustamente acusado de certos atos, diga-se de passagem, foram um meio de compensar os vossos erros. Não meus. – fala Gabriel os olhando sério e encarando o Diretor. – Se isso vazar, o que acha que vai acontecer? Voldemort vai mandar um ataque pesado contra mim, e pode não importar para vocês se eu vivo ou morro, mas pra mim importa, sim. – fala com a voz dura.
- Isso sim, é algo surpreendente! – fala Lupin.
- O que? – pergunta Gabriel.
- Você se preocupar em não morrer! Até agora todas as suas atitudes foram compatíveis com a de um suicida em potencial. – reponde Lupin. – Você me lembra o Sírius. Sempre o primeiro em combate. Sempre o plano mais maluco, perigoso e mais arriscado.
- Muito engraçado, Lupin. Estou morrendo de rir. – fala Gabriel sem nem mesmo sorrir, usando o Estilo Snape.
“Me comparar com Sírius??? Acho que vou bater no Lupin!!” – pensa Gabriel sério.
“Talvez não seja uma boa idéia! Sabe o que ele representa para sua missão!” – responde a espada sorrindo.
- Devo concordar com Lupin. – fala Moddy. – Você parece não se importar com nada que possa feri-lo não é mesmo?
- Do que diabos estão falando? – pergunta Gabriel se irritando.
- Por que desafiou abertamente Boris? – pergunta Dumbledore.
- E tinha outra maneira de fazer com que ele soltasse as meninas? – pergunta de volta Gabriel. – Você mesmo disse Diretor, que ele era extremamente resistente a feitiços de qualquer natureza. Que outra escolha eu tinha? Tinha que ser no braço, a moda trouxa.
- Oh sim, mas e quando foi atingido? Você não procurou se defender, nem nada. Você simplesmente aguardou os golpes. Eu vi! – rosna Moddy.
- Eu precisava saber até que ponto ele podia bater. – resmunga Gabriel dando de ombros.
- Ah sim. E levou em conta o fato de poderia morrer dentro daquela jaula? – pergunta Lupin.
- Eu levo em consideração, há muito tempo inclusive, que posso morrer. Sei que cedo ou tarde vou morrer. Já fiz até mesmo um testamento. Mas não se iluda, não entro em batalhas perdidas, ou missões suicidas. – responde Gabriel mais calmo.
“Ah, tá. Faça de conta que eu acredito nisso!” – fala a espada sorrindo.
- Não sei por que, mas não acredito em você. – fala Moddy.
- Continue tomando leite, Moddy. Aparentemente não melhorou suas idéias. – fala Gabriel com a voz divertida. – Algo mais, Senhores? Quero aproveitar o restante da manhã para namorar. À tarde temos que terminar a entrevista, não é mesmo? – pergunta Gabriel a Dumbledore.
- Sim. Terminaremos à tarde. – responde Dumbledore. – Vou cuidar disso agora mesmo, Moddy, Lupin, poderiam me ajudar? - pergunta o Diretor.
Ante a concordância dos dois, coloca a varinha sobre uma mesa e os três juntos sacam suas varinhas e usam o Avada Kedavra na varinha, que se parte em três pedaços que são recolhidos por Dumbledore.
- Quatro se foram, e como você diz que tem um seguro, faltam dois. – completa Dumbledore.
Gabriel apenas confirma com a cabeça. Se sente triste com a destruição da varinha, mas era necessário. Portanto foi feito. Deu as costas aos três e foi para o salão principal, cabisbaixo.
Depois que ele sai, Moddy volta-se para Dumbledore e diz:
- Sinceramente, achei que ele não fosse tão poderoso.- fala sério.
- Realmente foi uma surpresa, mas acho que as surpresas de nosso jovem Gabriel não acabam por ai. – fala Dumbledore pensativo.
- Como assim? – pergunta Lupin.
- Notou que ele nos manipulou para conseguir o que queria? Informações, livros proibidos, saídas da escola, treinamento especial para Harry e seus amigos, o grupo de pesquisa sobre Voldemort, até mesmo a luta com Boris. Sem contar que graças a nosso erro, ele pôde furtar-se de todos os clubes. – fala Dumbledore.
- Como assim? – pergunta Moddy agora sem entender nada.
- Acho que ele arma situações onde não temos outra alternativa senão concordar com ele. E a seguir, usa nossas opções de forma como se parecesse um caminho lógico. Ele é muito mais perigoso do que parece. – fala Dumbledore seco.
- Temos que descobrir a verdade sobre ele. – fala Moddy.
- Sim, temos. Já fiz minhas pesquisas e tenho encontrado respostas como as que ele tem dado, mas mesmo assim, não acredito nelas. – fala Dumbledore.
- Sou suspeito para falar, ainda mais depois do que fez por mim, mas não sinto maldade vindo dele. Tudo bem que as atitudes dele são estranhas, mas mesmo assim, nenhuma das atitudes dele foi prejudicial a nós, até agora. – comenta Lupin.
- Não importa Lupin. Temos que descobrir a verdade sobre ele. – fala Moddy.
- Já chamei a ajuda de uma especialista nesses assuntos. E o interessante é que usei algumas das informações que ele mesmo me deu. Vamos descobrir a verdade sobre o garoto. E se for perigoso, vamos isolá-lo, e usar novamente Veritasserum. – fala Dumbledore seco.
- Não sei se será uma boa idéia. – fala Lupin, e vendo que os dois o olhavam continua. – Notei que ele não bebe nem come nada oferecido por outra pessoa, desde aquela noite. E que nunca senta no mesmo lugar na mesa. Os padrões dele se tornaram aleatórios demais. Até na mesa de outras casas ele se senta. Já o vi na mesa da Sonserina, nunca no mesmo lugar, várias vezes. Sem falar que ele já avisou que se for traído novamente vai reagir. E sinceramente, acredito nele.
- Sim. Mas temos que dar um jeito, se a situação chegar a este ponto. – fala Dumbledore. – Lupin, ofereça-se para dar aulas de DCAT para ele, afinal agora está sem varinha, e talvez precise de ajuda nisso.
- Duvido que concorde. – fala Moddy.
- Acho que vai concordar, sim, e apanhar do Lupin por muito tempo, somente para não chamar a atenção. – fala Dumbledore. – Ele é muito esperto. Mas vai chegar um momento em que vai ter que abrir o jogo, ou perder a paciência. Tome cuidado, Lupin.
- Farei isso, Diretor. – falou Lupin, meio contrariado com a idéia.
- Então vamos. Preciso comer algo. Estou louco de fome. – fala Moddy.
- Conseguiu sarar? – pergunta Dumbledore que sabia que ultimamente Moddy sofria de diarréia crônica.
- Não. Madame Pomfrey sugeriu a retirada do leite de minhas refeições, mas não acredito que seja isso. Afinal ele estava sob efeito de Veritasserum. Não poderia ter mentido. Talvez não faça efeito em mim, só isso. – completa Moddy com uma careta.
- Talvez. Agora vamos. – fala Dumbledore sorrindo.
Enquanto isso, Gabriel retorna ao salão principal com muito mau humor. Perder sua varinha não estava nos planos. Ter seu poder medido, também não. Não acreditava nem por um segundo que Dumbledore não iriam comentar seu Nível de Poder. E sabia que cedo ou tarde Voldemort saberia disso e viria com força suficiente para matá-lo. Era apenas uma questão de tempo.
Por ele, tudo bem, afinal ainda tinha algumas surpresinhas para Voldemort, mas o problema era quem estava perto dele. Hermione, principalmente. Estava ficando muito arriscado manter aquele namoro. Principalmente para ela. Era hora de conversar, seriamente com ela.
Hermione acordou sentindo cheiro de rosas. Meio sonolenta pensou estar imaginando coisas, até que abriu os olhos e viu que sua cama estava praticamente coberta de pétalas de rosas, que caiam sem parar do teto sobre sua cama.
Sentiu-se alegre e riu baixinho ao pegar nas pétalas e ver que cada uma delas tinha uma frase escrita com letras na cor branca, contrastando com a cor vermelha das pétalas. “Amo você!”, “Adoro seu sorriso!”, “Ainda bem que te conheci!” ou ainda “Você é a razão da minha vida!”.
“Ele está superando os limites!” – pensou ela. Riu em voz alta, o que fez com que suas colegas de quarto acordassem e vieram olhar de perto, para ver o que estava acontecendo. Logo os comentários começaram. “Isso sim é uma declaração de amor!” – falou Gina, lendo o conteúdo das Pétalas. “Bem que o meu namorado podia fazer isso!” – comentou Lilá.
Hermione sorriu satisfeita. Realmente ela achava ter tirado a sorte grande. Embora, segundo ele, fora ele que a procurara por três anos, até que a encontrou.
Ele era estranho, sem dúvida. Mas gostava dele. Aquele jeito meio moleque e meio homem responsável a deixava louca. Os carinhos que ele lhe faziam, ou simplesmente os olhares que ele lhe enviava na sala de aula, a deixavam feliz. Sem falar daquele corpo. “Ah Mérlin! Que loucura. Foi a poucos dias que quase me entreguei a ele, mas ele preferiu esperar!” - pensou ela.
Ainda lembrava de alguns dias atrás, quando estava em aula de Poções, e ele não conseguiu sentar perto dela. Quando ele lhe mandou uma pequena declaração de amor, como se fosse um passarinho dobrado de papel que veio voando até sua mão. Quando foi pegar, Snape o pegou e leu em voz alta para todos da sala, tentando deixar Gabriel envergonhado. Mas conseguiu efeito contrário.
Ainda lembrava de que Gabriel riu, quando Snape disse que com certeza aquilo daria uma detenção das boas e lhe lembrou que tinha uma “imensa” coleção de potes de poções para limpar. Gabriel sem parar de sorrir, simplesmente conjurou um pano e perguntou com a maior cara de pau onde estava a bendita coleção.
Snape o olhou divertido e apontou para um depósito no final do corredor, onde ele entrou não sem antes entregar sua varinha para Draco que estava ao seu lado rindo histericamente ao ver a quantidade de potes. Gabriel tinha sorrido tristemente e falou baixinho para Draco. “Putzgrila!! Me ferrei!”
Oito horas depois ele saiu da sala, em frente a qual ela estava esperando com um beijo, junto com alguns amigos. Sujo dos pés a cabeça, coberto de pó e teias de aranhas. Mas tinha deixado tudo limpo. Sorria como se tivesse feito uma grande travessura. Ele realmente sabia aproveitar a vida.
Ainda lembrava de tê-lo visto batendo nos comensais amarrados na loja de varinhas. Ou de vê-lo quase matar Belatriz. Ou ainda da discussão que tiveram pouco antes da briga com Krum. Mas quando olhava naqueles olhos azuis, via uma tristeza tão grande, mesclado com um brilho que a deixava sem ação. Algo nele a deixava maluca.
Sempre tivera o hábito de escrever tudo para sua mãe, que lhe aconselhava. Até mesmo quando estava na toca, já tinha lhe contado que conhecera aquele rapaz tão educado. Depois as cartas mudaram de tom. Contara a ela detalhadamente o que acontecera no trem. Sua mãe falou para agradecer-lhe. E ela não fizera isso. Ao invés disso, teve um ataque de ciúmes besta e quase colocou tudo a perder, entre eles.
Até Draco e Gina tentaram lhe ajudar, mas lá veio o ciúme outra vez. A discussão na sala comunal. O tempo que ficou no quarto junto com Gina, e ela dizendo claramente que ele a amava, mas se não controlasse o ciúme, não o teria. A briga com Melissa. A visita a Krum. O carinho e paciência dele com alguém que o considerava um inimigo.
A detenção. Que vergonha. Ela, monitora da Grifinória, cumprindo uma detenção na frente de toda a escola. O medo do castigo com o chicote que ele tinha em sua mão. A conversa que tiveram, as perguntas e respostas que ele lhe deu. A foto que ele mostrou, quando abriu o coração para ela e disse que depois que a vira, jamais olhou para outra mulher do mesmo jeito.
Os pequenos ataques de ciúmes que tinha de vez em quando, como na vez do presente para Narcisa, ou quando ele tirou o moletom no salão principal. O bom humor dele nessas ocasiões. O colar, tão lindo, que jurara para si mesma nunca mais tirar. A festa. O ataque de Boris e a medida desesperada que ele teve para salvá-la e a Gina.
A loucura do que fez, simplesmente para que Boris a soltasse. A vitória e o beijo que ganhou depois da luta. A sinceridade dele em assumir que tivera tanto medo quanto ela. E finalmente o respeito que tinha por ela. Por várias vezes ele parou, ao ver que ela se perdia nos carinhos dele.
Escrevia para sua mãe, quase todos os dias, contando o que faziam e o que não faziam. Sua mãe a princípio se preocupou, mas depois viu que ele era sério demais e aceitou-o como seu guardião pessoal e disse que seu pai o aprovava também.
Ela o amava. Sentia isso tão forte que nada nem ninguém a impediria de fazer o que fosse por ele. A missão que ele não falava, e a amizade que fizera com todos. Ele sabia muito mais do que dizia, mas ia as aulas como todo mundo e várias vezes ajudava os outros somente com uma palavra.
Ela sabia o que os professores falavam dele. Que estava se contendo. Que poderia fazer muito mais do que aquilo, mas que por algum motivo, preferia se conter. Lembrou-se dos treinamentos com a AD, na qual ele parecia sempre saber o feitiço ou azaração melhor do que Harry, que tinha aprendido diretamente de Dumbledore. Incluiu toda a AD no treinamento físico e estavam cada vez melhores.
E os treinamentos de resistência e combate desarmado? Os primeiros ela havia ficado quase morta de cansaço, assim como todos, mas depois começou, assim como todos, a ganhar resistência e força. Hoje ela poderia encarar qualquer Comensal e se virar sozinha. A confiança em si mesma e nos amigos subiram. Seus colegas estavam no mesmo nível. Neville, então! Há alguns dias ele levantou-se em plena aula de poções para responder uma pergunta de Snape, e corretamente, o que valeu a Grifinória 5 pontos.
Sairiam de férias em pouco mais de duas semanas, e estava pensando se ele aceitaria ir com ela para conhecer seus pais, mas também não queria dar mostra de que estava querendo pressionar para um compromisso que ela não sabia se ele desejava. “Ah Mérlin. O que eu faço?”.
Fez sua higiene pessoal e trocou-se rapidamente, após com um feitiço parar a queda das pétalas e com outro, juntar todas as pétalas e após guardar algumas, fez as restantes desaparecer. Era melhor descer para o café da manhã, rapidamente, por que queria dar-lhe um beijo de agradecimento.
Entrou no salão principal e logo encontrou Luna e Neville tomando café. Perguntando por Gabriel, descobriu que ele estivera ali até a pouco e depois tinha ido falar com Dumbledore, algo a respeito da varinha dele. Logo depois os viu saindo para as masmorras, e que Gabriel parecia muito preocupado.
Tomou seu café e depois de alguns minutos, ele apareceu aparentemente mal humorado. Logo antes de ele a ver, o professor Lupin o chamou e conversaram um pouco. Logo os dois saíram em direção à sala de aula de DCAT. O que estaria acontecendo?
Sem controlar a curiosidade, foi atrás de ambos e ao chegar na sala de aula, viu que ele tentava efetuar algum feitiço, mas não conseguia. Sem perder tempo, bateu na porta e com a autorização de Lupin, entrou.
- Bom dia. – cumprimentou ela.
- Bom dia. – responderam os dois, mas ela notou pela voz de Gabriel que ele estava tendo tudo, menos um bom dia.
- Está tudo bem? – perguntou ela.
- Sim. – respondeu ele, mas ela notou que algo estava errado.
- Posso ajudar? – perguntou ela para ele.
- No momento, preciso ficar um pouco sozinho com Lupin. Posso te encontrar no jardim, digamos daqui uma hora mais ou menos? Prometo que te explico, tudo bem? – pergunta ele, depois de abraçá-la e lhe dar um selinho. Lupin olhou para o outro lado, discretamente.
- Claro. Te espero. – falou ela saindo mais curiosa ainda. Alguma coisa estava MUITO errada.
Voltou para o salão comunal e se dispôs a fazer algumas tarefas que lhe ocupassem a mente. Não queria pensar em besteiras. Mas não conseguiu tirar da cabeça que ele não estava bem. E aquilo a deixava mais preocupada ainda. Terminou rapidamente suas tarefas e ainda ajudou Rony e Harry com as deles.
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Próximo Capítulo: Ataque a Hogsmeade - Combate Iminente e em breve, a volta de um personagem que estava perdido.
Adivinha quem? auau
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