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9. Kiss me


Fic: A Perda do Diário - RxHr - FINALIZADA - Epílogo ON!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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POV HERMIONE
       
       Depois que Ron foi embora, deitei em minha cama com cara de boba e decidi escrever em meu diário:

Querido diário,
       Não tem como acreditar no dia perfeito que tive! Além da declaração de Ron, ele ainda abriu todo o jogo sobre a história dos diários! Achei super descente da parte dele, acredito que se ele não fizesse isso, em algum momento o clima entre nós iria ficar estranho. E depois disso houve uma sessão de beijos que quase me tiraram do chão! Acho que nunca tinha me sentido tão bem e segura de si. Agora tenho certeza: Eu o amo. Só não sei como dizer com todas as palavras para ele, ou se pelo menos devo dizer ou esperar ele dizer primeiro. Também existe outra dúvida que não sai da minha cabeça: Será que ele acha que estamos namorando? Porque tenho receio de ele nunca fazer o pedido com todas as palavras e achar que tudo está normal. Agora tenho dever de casa para fazer, talvez eu escreva mais amanhã, até porque não sei se vai dar tempo, porque Ron vem pra cá depois da aula.

       
Fechei o diário e comecei a fazer minhas tarefas, mas aqueles olhos lindos não saiam da minha cabeça. Me concentrei. Bem, amanhã seria um novo dia

-/-

       Já estava pronta, esperando o ônibus, mesmo sabendo que ele só chegaria em mais ou menos dez minutos. Estava deitada em minha cama, quando ouvi alguém batendo na porta.
- Entra - eu disse.
- Olá filha - disse minha mãe entrando - Já está pronta?
- Sim - eu respondi - Só estou aqui morgando enquanto espero o ônibus chegar.
- Ah - ela disse, mas eu sabia que ela queria chegar em algum ponto. - Pelo que vi, a conversa ontem deu certo, hein? - ela disse antes de dar uma leve risadinha.
- Bem, não vou negar - respondi sabendo que estava um pouco corada.
- E então... ele tomou a iniciativa que você esperava?
- Sim - eu disse - Até mais do que eu esperava. Acho que por causa disso eu até estou menos tímida quando estou perto dele. Ah, e agora tenho companhia para o baile também.
- Isso é ótimo! seu primeiro baile! - ela disse rindo - Foi no meu primeiro baile que conheci seu pai.
- É...já ouvi essa história milhares de vezes.
- Sim. - ela completou - Ah, e você sabe o porquê de eu ter sugerido que ele venha estudar hoje aqui em casa, não é?
- Sim - eu disse - Ou pelo menos acho que sim.
- É lógico que é para vocês ficarem mais a sós - ela disse com um sorrisinho um pouco malicioso. - Levo seu pai para assistir um filme no nosso quarto e vocês podem ter a sala para vocês. Não vou deixar seu pai dar uma de "protetor" e ficar vigiando vocês.
- Obrigada - eu disse um pouco vermelha.
- Não tem de quê - ela disse seriamente - Quando se acha a pessoa certa, não pode deixar a felicidade escapar. Agora vá, acho que o ônibus já está chegando.
       Levantei-me da cama e peguei minha mochila. Abri a porta mas antes de sair me virei para ela e disse:
- Mãe, obrigada. Por tudo, por me dar força e ...hãm...por dar um empurrãzinho na gente.
- Ah juventude - ela disse rindo - Eu me lembro muito bem de como ela é. Agora vá, querida.
       Dei um sorriso e desci as escada, logo antes de o ônibos chegar. Dei um beijo estalado na bochecha de meu pai antes de ele dizer:
- Juízo, mocinha. - Porém, ele riu.

       Entrei no ônibus e avistei Harry. Ele fez sinal para que me sentasse no banco ao lado do dele. Fui em direção à ele e sentei.
- Oi Harry - disse dando um abraço de leve nele.
- Como vai, Hermione?
- Bem.
- Tá, vou confessar logo - ele disse - Ron me mandou te vigiar aqui no ônibus ou quando ele não estiver por perto e eu estiver, para, segundo ele, "nenhum marmanjo ficar dando em cima de você" - ele completou com risadas.
- Ah - disse meio envergonhada - Acho que ele não vai crescer nunca. - ri baixinho. Mesmo com essa proteção boba, estava feliz por ele se preocupar tanto comigo. - E eu não acredito que você concordou com isso, Harry!
- Não teve como negar - ele disse agora enrubescendo - Ele vai fazer o mesmo com Gina.
- Ah entendi - disse antes de bufar um sonoro "homens".
- Mas então - ele mudou de assunto - Pronta para conhecer o resto da família Weasley no aniversário do Ron?

- Não sei, acho que posso ficar meio tímida, mas posso suportar.
- Tímida? - ele brincou - Você era a rainha das tímidas, Hermione. Até o cavaleiro Ron chegar e inibir toda essa timidez! - ele disse agora entre risadas.
- Haha. Muito engraçado, Potter - eu disse meio carrancuda, mas não brava.
- Porque está rindo tanto ao lado da minha garota, Potter? - Aquela voz que eu tanto amo falou de repente. Estava tão absorta na conversa com Harry que nem percebi quando o ônibus parou e Ron e Gina entraram. Ele se encontrava em pé ao lado do nosso banco e Gina estava sentada ao lado de um banco vazio algumas fileiras à frente.
- Sabe, é a intimidade - Harry brincou para provocá-lo.
- Ah cala a boca, Potter. Se não eu te arrebento. Agora vai lá que a Gina quer falar com você.
- Relaxa Roniquinho - ele disse se levantando - Só faz parte do trato de vigilância constante.
- Tá, eu sei - ele disse um pouco vermelho enquanto Harry saía. Então ele sentou no banco ao meu lado. - Oi, Mione - depositou um beijinho de leve em minha boca.
- Oi - eu disse - Que história é essa de trato de vigilância constante? Pensei que confiasse em mim.
- Ah o Harry te contou - ele deu um muxoxo - Não é que eu não confie em você. É nos outros que eu não confio.
- Você não precisa ser super protetor - eu disse - Até porque não tem tantos cara no mundo que fariam de tudo para me conquistar - corei feito um tomate.
- Mione - ele murmurou - Talvez você ainda não tenha notado, mas você é absurdamente linda e perfeita. Qualquer homem daria tudo para ficar com você.
- Então - eu comecei a falar e engoli a timidez - Não precisa se preucupar. Já que desses homens eu só quero um.
- O quê?! - ele disse atônito.
- Relaxa - eu sorri - Esse homem é você, bobinho.
       E então ele me beijou. Mandei às favas a vergonha de beijar alguém na frente de várias pessoas e joguei meus braços ao redor do pescoço dele enquanto ele me abraçava pela cintura. Estrelas piscaram em minha mente novamente, e eu não sei dizer exatamente o tempo que passamos grudado um ao outro. Só despertei quando ouvi alguém arranhar a garganta pela quinta vez seguida:
-UHUUUUUUUM.
       Recuei um pouco e dei de cara com Harry e Gina nos olhando com um sorrisinho brincalhão no rosto.
- Você realmente gosta de fazer isso, não é garota? - Ron disse com um belo tom de irritação na voz.
- Na verdade - ela retrucou - não é do meu feitio, mas o ônibus já parou à alguns minutos e vocês continuaram se agarrando - Harry dava risadas nada contidas enquanto Gina falava - Tive que vir para avisar os dois. O motorista estava constrangido demais para isso.
- Ah fala sério, Gina - ele resmungou - Estamos indo.
- Tudo bem - ela abriu um sorriso safado - Vem, Harry. - disse dando a mão para ele anes de sair do ônibus.
- Essa Gina - Ron falou - Ainda vou aprontar uma com ela - disse esticando a mão para mim - Vem, Mione. não podemos chegar atrasados. Aula do Snape.
- Tem razão. - Eu disse antes de segurar sua mão estendida e seguir para a sala de aula.

       Quando estavamos andando pela escola em direção à nossa sala, vários olhos de voltaram para nós, a maioria era de surpresa ou indignação: não era comum um dos ídolos do time de futebol da escola sair com a nerd da sala. Lavender Brown e Draco Malfoy eram os que mantinham olhares mais indignados. Existe uma história macabra que envolve Malfoy e eu, mas vou deixá-la de lado em minha mente, toda vez que me lembro tenho arrepios e um medo descomunal me invade.
- Não liga para eles - Ron disse no meu ouvido enquanto caminhavamos - Não tem nada para fazer.
- Eu não ligo - falei.
       Entramos na sala e o resto da aula passou normalmente. Na hora do almoço, fomos ao refeitório e ocupamos uma mesa junto à Harry e Gina.
- Sem agarração na hora do almoço, Roniquinho. Pode me causar náusea. - disse Gina antes de ela e Harry caírem na gargalhada.
- Gina, você está nos constrangendo ultimamente, sabe? - eu disse.
- Desculpa, amiga. - ela disse contendo um pouco as risadas - Mas vocês demoraram tanto a se acertar que agora eu tenho que tirar proveito da situação.
- É assim que você vai tratar sua melhor amiga, Ginevra? - eu disse levantando uma sombrancelha sugestivamente. - Então tá. Vamos fazer isso também. E para começar... - eu aponte para o cantinho da boca de Harry - Limpa, Harry. Você tá babando ao olhar para a Gina.
       Ron deu uma sonora gargalhada quando Harry e Gina ficaram vermelhos. Ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou:
- Adoro essa Mione vingativa. Ela é muito sexy.
- Então se acostume - eu sussurei no ouvido dele - Porque sempre que coisas do tipo acontecerem, ela estará presente para a vingança - falei com um tom que me parecia sedutor.
- Já vi que vou adorar isso - Ele murmurou antes de me beijar.
- Ah, não! De novo. - Gina deu um gritinho. - Vem, Harry. Vamos nos agarrar também! Só que no jardim. - E saíram. Ron e eu não fizemos nenhuma objeção.

       O resto das aulas se passaram lentamente. A cada segundo que passava eu ficava mais nervosa com a futura presença dele na minha casa.

- Vamos - Eu o puxei do ônibus quando chegamos à minha casa um tempo depois.
       Toquei a campainha. Dava pra ver o nervosismo dele em entrar de novo em minha casa. Minha mãe atendeu á porta.
- Filha! Ronald! Como vai?
- Bem, Sra. Ganger. E a senhora?
- Ótima, querido. Entre.
- Com licença - ele disse antes de entrar. Preciso dizer que adoro esse jeito fofo que ele fica quando fala com meus pais?
- Sr. Granger - ele apertou a mão do meu pai que estava sentado em um sofá.
- Ronald. Como vai?
- Muito bem, senhor. É um prazer revê-lo.
- Para nós também - meu pai respondeu - Sinta-se á vontade.
- Obrigado, senhor.

       Indiquei a mesma mesa que usamos da última vez para estudarmos. Sentamos lá e começamos a estudar. Depois de mais ou menos uma hora, minha  mãe chamou meu pai para assistir um filme no quarto deles. Deu uma piscadela para mim e acenou para Ron, que retribuiu.
- Nossa, achei que eles nunca iriam sair - eu disse - Não tinha certeza que mamãe manteria o plano.
- Plano? - ele indagou.
- É - falei - Pra tirar o papai da sala e nos deixar sozinhos.
- Sua mãe é muio gentil - ele disse - Mas você é perversa.
- Eu? - falei inocentemente - Porque?
- Porque eles já saíram a quase trinta segundos e você não medeu um beijo sequer. - disse antes de me beijar.
      Ficamos durante algum tempo daquele jeito: Abraçados e sempre unidos. Paramos um pouco para estudar, mas quando achei que já era suficiente propus para ele:
- Que tal se nós terminássemos outro dia e fossemos assisir à um filme na sala?
- Tudo bem. - ele disse.
- Mas antes - eu completei - Você tem que provar o brigadeiro a lá Granger.
- Você que vai fazer? - ele perguntou.
- Exatamente. Vem me ajudar? - eu levantei da cadeira.
- Claro - ele respondeu enquanto fazia o mesmo.
       Nos dirigimos até a cozinha. Lavei uma colher e uma panela.
- Leite condensado - Eu pedi.
- Leite condensado. - ele disse me dando o ingrediente. Despejei-o na panela.
- Achocolatado - eu pedi novamente.
- Achocolatado - ele disse me passando o achocolatado. Despejei quatro colheres na panela.
- Manteiga - eu pedi.
- Manteiga - ele disse passando-a para mim. Despejei uma colher.
- Pronto - eu disse - Agora é só mexer até ferver. - Falei quando ligava o fogo e começava a mexer. Ele ficou me observando.
- O que foi? - eu perguntei.
- Você fica extraordinariamente linda enquanto cozinha.
- Você vai me fazer queimar o brigadeiro - eu disse sabendo que estava vermelha. Ele riu. - Agora... Prato - eu pedi.
- Prato - ele disse pegando um prato e passando-o para mim. Desliguei o fogo e despejei o brigadeiro no prato. Raspei até não sobrar nada e coloquei a panela na pia.
- Pronto - falei - Agora colocamos na geladeira e deixamos esfriar até que seja possível comer sem se queimar. Agora vamos para o filme.
- Ok - ele disse.
       Nos dirigimos para a sala e vi que ele estava fitando o grande piano que se encontrava em um canto.
- Eu não vi esse piano no sábado. - ele finalmente disse.
- É porque estava no conserto.
- Ah... Lembro de me controlar para não perguntar o porquê daquele espaço vazio. Achei que você pensaria em mim como mal-educado.
- Haha - eu ri - Não tem problema.
- Mas me diga uma coisa - ele começou novamente - Quem toca aqui?
- Eu. - disse sabendo que estava vermelha.
- Você poderia tocar para mim? - ele perguntou.
- Ah não Ron. Deixa pra outro dia e... - comecei mas estava corando muito.
- Por favor - ele fez a cara do gatinho de botas do Shrek. Não resisti.
- Tudo bem - eu disse sentando-me no banco em frente ao piano e puxando-o. Ele escorregou para o meu lado.
       Estralei os dedos e comecei a tocar uma música um pouco antiga. O ritmo era meio voltado para o rock, mas consegui tranformar para o piano.
- Canta - ele pediu.
- Por favor - eu disse - não me pede isso.
- Vai, eu canto com você. Eu conheço a música - ele disse - Por favor.
- Tá - eu cedi. Um pouco depois estávamos entoando a música kiss me.
- " Strike up the band and make the fireflies dance, silver moon sparkling, so kiss me." - cantamos o verso final.
       Já não bastava o clima romantico, o nome da música nos levou a ficarmos cada vez mais perto. Então ele me beijou. Senti que podia voar.
- Levamos a música bem a serio - ele disse sorrindo um tempo depois. - Temos de repetir isso as vezes.
- É - eu disse - Agora vamos assistir o filme que minha mãe alugou.
- Vamos - ele disse - E além do mais, acho que o brigadeiro já está bom.
- Concordo - eu disse antes de pegar o brigadeiro da geladeira e duas colheres. Cheguei na sala e ele estava sentado no sofá. Coloquei o brigadeiro e as colheres em seu colo para poder colocar o DVD. Quando o fiz, ele já atacava o prato.
- Ron! - eu exclamei de brincadeirinha - Você devia me esperar!
- Desculpa - ele disse - Mas não resisti a esse brigadeiro.
- Eu entendo. E aí, o que achou? - disse antes de pegar um pouco com a colher e colocar na boca.
- Ele é tão maravilhoso quanto a pessoa que o fez. - ele respondeu - Ei, Mione - ele colocou um dedo perto da minha boca - Tá sujo aqui - e se aproximou.
       Ele me beijou. Foi muito intenso. Acho que nenhum foi desse jeito até então. Me deixou...com calor. O sabor doce do brigadeiro deixava tudo muito melhor. Nós rolamos pelo sofá. Quando dei por mim, ele estava sentado reto, enquanto eu estava ajoelhada, com as pernas do lado das dele, que estavam um pouco encolhidas por estar entre as minhas. Enquanto isso, minhas mãos passeavam em seu cabelo e as dele estavam em minhas costas, segurando a barra da minha camisa de leve. Estava tão bom. Mas tive de me segurar. Não estava preparada para um avanço tão rápido: Teríamos de levar tudo aos poucos, por mais que eu o amasse e soubesse que iria acontecer alguma hora. Mesmo sabendo que ele gostaria tanto quanto eu.
- Ron... - murmurei. Dei um selinho nele e sentei do seu lado. Nossa respiração estava muito ofegante.
       Ele não falou nada. Somente segurou minha mão. Só depois eu o vi virar para mim e dizer:
- Me desculpa. Eu acho que abusei. Eu realmente não queria que...
- Shiiii - eu o beijei - Não precisa se desculpar - falei um pouco depois - É normal. Só acho que temos que ir mais devagar.
- Sim - ele concordou - Desculpa mesmo assim. Até porque se o seu pai nos visse daquele jeito... bem, não sei o que aconteceria.
- Aham - eu ri para quebrar a tensão. Ele acompanhou. - Vem, vamos continuar assistindo o filme.
- É, mas é melhor manerarmos no brigadeiro. - ele disse rindo.

       Assistimos o filme. No final, eu estava com a cabeça encostada no ombro de Ron, enquanto ele fazia carinho em uma mecha do meu cabelo. Meus pais desceram as escadas no ato final do filme.
- Então - meu pai disse - Como foi o filme?
- Muito bom - disse Ron - ótima escolha, Sra. Granger.
- Porque não fica para jantar conosco, Ronald? - mamãe perguntou do nada.
- Eu não gostaria de incomodar, Sra. Granger.
- Você não incomodaria, tenho certeza. - Meu pai disse surpreendentemente - Além disso, eu insisto. - completou com um sorriso.
- Se for assim, tudo bem. - Ron sorriu de volta

       Mais tarde, Ron ligou para sua mãe avisando que ficaria para jantar. Estávamos nós quatro deliciando a lasanha preparada pela minha mãe.
- Sra. Granger, achei que nunca diria isso, mas a sua lasanha consegue ganhar da lasanha da minha mãe. Está realmente deliciosa.
- Só não deixe ela ouvir isso - eu disse e todos riram.
- Então, Ronald - começou meu pai - Continue falando sobre seu time de futebol.
- Bem, sou goleiro. Harry, um amigo meu e de Hermione, é atacante. Nossa equipe do colégio está muito boa este ano. Creio que vamos ganhar o campeonato interno que o colégio faz todo ano.
- E o resto da sua família joga?
- Sim - respondeu ele - Tenho cinco irmãos homens. Gina é a unica garota. Todos jogam, inclusive ela quando tem vontade. Não consigo guardar a modéstia, mas todos lá em casa jogam muito bem. O senhor e a Sra. Granger podiam ir lá em casa no meu aniversário, daqui à duas semanas. Em aniversários todos vão para lá, o senhor poderia jogar conosco.
- Ah eu aceito, sou um jogador muito bom - ele sorriu - Adoraríamos ir. Agora me fale uma coisa, Ronald, e digo logo que isso é decisivo na opinião que vou ter de você como namorado da minha filha.
- Pai! - exclamei enquanto ficava mais vermelha que tomate com insolação.
- Bem, nessas condições, - Ron sorriu - respondo com o maior prazer e sem hesitar. - me escondi atrás do prato depois disso.
- Certo...- meu pai começou - Que time você torce?
- Arsenal desde criança. - ele sorriu.
- Resposta certa - meu pai disse apontando uma camisa vermelha pendurada em um quadro na parede. Ela era autografada por todo o time do Arsenal de 1990. Meu pai era fã desse time desde sempre. Ele sorriu para Ron.
    
       Mais tarde, Ron e meu pai estavam sentados no sofá comentando sobre futebol e, principalmente, sobre o time deles, Arsenal. Minha mãe e eu arrumavamos a mesa, observando a conversa de longe.
- Parece que ele já conquistou seu pai - minha mãe disse me tirando de meus pensamentos.
- Sim - eu ri.
- Sabe, isso é muito bom. Achei que seu pai fosse achar que você vai ser a princesinha dele para sempre.
Mãe! - eu disse enquanto ela ria. - É lógico que ele sabia que não seria.
- É. - ela refletiu - Um dias os filhos crescem e nós temos que deixar eles buscarem sua própria felicidade.

       Aproximadamente às nove da noite, Ron ligou para Fred, seu irmão, vir buscá-lo.
- Sr. e Sra. Granger, foi um prazer jantar com vocês hoje à noite, mas tenho que voltar para casa agora. Meu irmão está vindo.
- Volte sempre, Ronald. Terminaremos aquele assunto sobre a escalação do time atual do Arsenal.
- Adorarei, senhor. Sra. Granger, o jantar estava ótimo.
- Obrigada, querido. Volte sempre que quiser.
- Claro - ele disse - E vocês não esqueçam do convite do meu aniversário. Suas presenças são ilustres.
- Nós não esqueceremos - mamãe disse. - Leve-o à porta, Hermione.
- Vamos - eu peguei sua mão. Abri a porta e fechei-a quando saímos.

       Ele pegou minha mão e me abraçou em seguida.
- Hoje foi muito bom. Adorei ficar tanto tempo com você - ele disse.
- Eu também - eu disse - E parece finalmente que o Sr. Granger foi com a sua cara.
- É claro - ele disse - É o que eu esperava do pai da minha namorada.
       Bambeei. Ele disse realmente o que ouvi?
- O quê? - perguntei.
- Disse que era o que eu esperava do pai da minha namorada.
- Espera - eu disse meio atordoada - Isso foi um pedido?
- Se você aceitar... - ele sorriu.
- Bem - alfinetei - Não vou saber se você não perguntar. - Sorri.
- Sendo assim.... - ele se afastou um pouco e pegou em minhas mãos - Eu sei que pode ser um pouco cedo, mas não consigo me conter, eu gosto muito de você, Mione. Você me daria a extraordinária honra de ser minha namorada?
       Meu coração errou uma batida. Ele abriu um sorriso gigante após eu ter feito algo similar. Pulei em seu pescoço e dei gritinhos:
- SIM, SIM, SIM! MIL VEZES SIM! - disse antes de beijá-lo.
       Ele respondeu com tal entusiasmo que me ergueu no ar. Foi perfeito.
- Você não sabe o quão feliz eu estou. - ele disse com um sorriso 32 dentes.
- Ah eu sei - disse antes de beijá-lo.
       Ficamos assim por um bom tempo, antes de seu irmão chegar e ele me dar um último beijo antes de sussurrar:
- Tchau, namorada. Já sinto sua falta.
- Eu também - entrei na brincadeira - já sinto sua falta, namorado. 


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N/A: AHHHHHHHHHHHH. Desculpa por demorar, mas o capítulo ficou tão bonitinho *_* Pedido de namoro fofo do Ron :)
Ah, e quem tá curioso sobre a história macabra da Hermione e do Malfoy? Talvez tenha isso no próximo capítulo.

Agradecimentos aos comentadores. Comentem hein!
Ah! e quem quiser ouvir a querida autora cantando e tocando a música que eles tocaram, manda o e-mail! Mas eu não toco piano, e sim violão :)

Carla Granger Weasley









     
        

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Comentários: 4

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 19/06/2012

ah , eu adorei essa história, li ela toda em tipo, uma hora, ela é perfeita, vc escreve mt bem, e agora estou super curiosa e ansiosa pra saber o que vai acontecer, mas tenho que connfessarque gosot mt do Draco então, nçao sei sobre a história lá do macabro, mas o resto é absolutamente PERFEITO!!!

Nota: 5

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Enviado por EmGrint em 14/06/2012

Comecei a ler e não consegui parar *-* hahahaha' To amando a fic, realmente é uma deliciosa comédia romântica. Parabéns, a escrita também é adorável (:

Nota: 5

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Enviado por sa142 em 13/06/2012

nossa, quantas novidades por aqui!!!
eu passei quase uma semana sem internet, já tava começando a pirar...
Lana a capa da fic ficou linda/perfeita/maravilhosa e carla, eu deveria ter escrito um comentário pra cada cap., mas não deu eu tive que ler tudo de uma vez...  nem preciso dizer que os capitulos tão cada vez mais perfeitos( o ron tá muito MUITO fofo), eu morri de rir do jeito que o harry pediu pra gina ir no baile com ele...
enfim, continua escrevendo e não nos deixa muito tempo esperando (agora eu to super curiosa com a historia do malfoy)
beijos e parabéns (viu que a fic tá nos mais votados do FeB?)

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 09/06/2012

AWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW * -* Tudo começa pelo "Minha garota! ahhhhhh como ele consegue ser tão fofo ??? Muiiito lindo, noss que fofo proteção amei amei amei, quem dera exista um desse por aqui kkk muiiito fofo mesmo. A cena do piano então eu amoooo essa musica de paixão é totalmente perfeita e eles cantaram juntos *-* amei o capitulo já tô louca aqui por mais flr, beijoos!

Nota: 5

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