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11. A Causa da Tristeza


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Snow Patrol - Signal Fire

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The perfect words never crossed my mind

Cause there was nothing in there but you

I felt every ounce of me, screaming out

But the sound was trapped deep in me

All I wanted, just sped right past me

But I was rooted fast to the earth

I could be stuck here for a thousand years

Without your arms to drag me out

There you are, standing right in front of me (x2)

All this fear falls away, you leave me naked

Hold me close, cause I need you to guide me to safety

No, I won't wait forever (x2)

In the confusion, and the aftermath

You are my signal fire

The only resolution and the only joy

Is the faint spark of forgiveness in your eyes

There you are, standing right in front of me (x2)

All this fear falls away, you leave me naked

Hold me close, cause I need you to guide me to safety

There you are, standing right in front of me (x2)

All this fear falls away, you leave me naked

Hold me close, cause I need you to guide me to safety

No, I won't wait forever (x3)



Snow Patrol - Signal Fire (tradução)


As palavras perfeitas nunca passaram pela minha cabeça

Porque não havia nada além de você

Eu senti cada parte de mim gritando alto

Mas o som estava preso dentro de mim

Tudo que eu queria passou rápido por mim

Mas eu estava preso bem forte à terra

Eu poderia ficar preso aqui por uns mil anos

Sem os seus braços para me puxar

Aí está você, bem na minha frente (2x)

Todo esse medo vai embora, você me deixa nu

Abrace-me apertado, porque eu preciso que você me guie para a segurança

Não, eu não vou esperar para sempre (2x)

Na confusão, e nas conseqüências

Você é o meu sinal de fogo

A única resolução e o único prazer

É o brilho enfraquecido de perdão nos seus olhos


Aí está você, bem na minha frente (2x)

Todo esse medo vai embora, você me deixa nu

Me abrace apertado, porque eu preciso que você me guie para a segurança

Aí está você, bem na minha frente (2x)

Todo esse medo vai embora, você me deixa nu

Me abrace apertado, porque eu preciso que você me guie para a segurança

Não, eu não vou esperar para sempre (2x)


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Capítulo 11


A Causa da Tristeza



- Concentre-se, Harry! - Sirius gritou do outro lado da sala.

O suor escorria da testa de Harry, fazendo com que ele a secasse com o braço igualmente suado. Ele tinha permitido que o treinador o acertasse com feitiços seis vezes agora e ainda sentia os pequenos choques que eles tinham causado.

Ele podia ver Rony pelo canto do olho, fazendo um rápido feitiço de desvio para a maldição que vinha em sua direção.

Rony não tinha sido acertado nenhuma vez.

A frustração começou a fervilhar dentro de Harry enquanto respirava profundamente. Sua garganta estava seca e dolorida, e seus músculos doíam. Ele podia ouvir os feitiços e maldições sendo lançados por toda a sua volta e tentou bloqueá-los.

Deixando o cansaço de lado, Harry agarrou sua varinha quando seu treinador, um homem baixo e careca chamado Jenkins, levantou sua própria varinha.

- Você, Harry Potter, sendo um apanhador, deveria ter reflexos melhores. -O homem zombou antes de desaparecer.

Idiota, Harry pensou, mas continuou se concentrando no ar em sua volta. Um leve calafrio subiu em sua espinha quando se virou, quase cegamente.

- Ligare! - Ele gritou, feliz quando as cordas saíram de sua varinha e se prenderam fortemente em Jenkins, que tinha acabado de reaparecer.

Suspirando em satisfação, Harry levantou a varinha. Mas o homem continuava com a varinha entre as mãos e gritou um rápido feitiço de destruir contra Harry.

- Expelliarmus! - Harry gritou, mas só desviou uma parte do feitiço. Os dois, Harry e seu treinador, foram jogados alguns metros para trás, Harry caiu de costas e sua varinha tilintou alto no chão.

- Harry!

Harry virou-se e viu Sirius acenando para ele, com o rosto severo.

- Merda. - Harry murmurou e se levantou. Ele passou por cima de Jenkins, não se importando em ajudá-lo com o feitiço das cordas. Ele ignorou os olhares e continuou atravessando a sala para onde Sirius estava.

- Tudo bem, Harry?

Harry secou a testa novamente e balançou os ombros.

- Estou bem.

- Você está se esforçando. - Sirius comentou, com os olhos ainda nos outros aurores em treinamento, assistindo o pregresso deles. - Tem certeza de que está tudo bem?

Sim, tudo está excelente, Sirius. Gina não está falando comigo, Rony continua me dando olhares feios por alguma razão, e eu não consegui dormir quinze minutos na noite passada sem sentir a Maldição Cruciatus em algum lugar profundo de meu corpo.

Em vez de falar isso, Harry balançou os ombros novamente.

- Há só muito barulho... É difícil de se concentrar.

- Tente o máximo que puder. - Sirius disse brevemente. - Você lidará com muito mais do que barulho se quiser treinar para ser auror.

- Sirius, você sabe que sou melhor que isso. Eu passei no exame escrito sem nenhum problema. Você já me viu lidar com essas maldições antes.- Harry colocou as mãos no quadril e desejou desesperadamente um pouco d‘água.

Foi então que Sirius finalmente olhou para seu afilhado, mesmo que seus olhos continuassem severos e impacientes.

- Eu sei que você é melhor que isso, Harry, mas não sou o único que decide se você continuará treinando ou não.

Harry olhou para onde Sirius estava olhando, em Jenkins, que tinha finalmente conseguido se livrar das cordas. Ele estava segurando o punho e dando olhares rancorosos para Harry.

- Caramba, Sirius. Aquele homem não me recomendaria em me passar nem se eu tivesse defendido todas as porcarias de maldições que ele me mandou. - Harry disse, rolando os olhos.

- Por que isso?

- Por causa disso. - Harry explodiu, tirando o cabelo de sua testa e mostrando a fraca cicatriz. - Ele não está me dando nada além de merda o dia todo.

- Você acha que bruxos das trevas... Ou possivelmente Comensais da Morte, vão tratar você como um rei? - Sirius lhe perguntou, cruzando as mãos por trás das costas enquanto assistia Rony lançar habilmente um feitiço de desaparecer, fazendo com que seu próprio treinador desaparecesse.

- É só um dia ruim, Sirius.

- Eu sugiro que você trabalhe mais, Harry. Se eu vir você falhar mais de uma vez novamente para desviar as maldições de Jenkins, vou sugerir a você que faça uma semana extra de testes.

Harry voltou a olhar para seu padrinho com uma mistura de surpresa e raiva.

- Isso é mentira, Sirius.

- É só a minha sugestão. Agora acho que seu treinador está esperando.- Segurando a resposta sarcástica, Harry balançou a cabeça e voltou para Jenkins, ignorando o olhar interrogativo que Rony estava lhe dando.

Ele pegou a varinha do chão e rolou os ombros para relaxar as tensões.

- Deve ser uma nova experiência para você ser criticado, não é, Potter? - Jenkins rosnou, ficando na frente de Harry.

Antes que Harry pudesse responder, Jenkins desapareceu. Harry sentiu sua varinha querer sair de sua mão e então a segurou bem forte.

O ar se mexeu em sua volta e ele tinha a sensação que Jenkins estava o rodeando. Sabendo muito bem que Sirius estava o olhando, Harry sentiu o ar tremer atrás de si e deu um sorriso malicioso rapidamente.

- Accio varinha! - Harry gritou, só um segundo para Jenkins reaparecer, com a varinha apontada na têmpora de Harry.

Então a varinha de Jenkins voou para a mão livre de Harry e apontou a sua própria para o peito dele.

- Você está ficando um pouco devagar no ataque surpresa. - Harry disse, maroto. - Deve ser a idade.

Quando Jenkins avançou sobre ele, Harry deu um passo para trás.

- Petrificus Totalus. - Ele disse raivoso. O corpo de Jenkins endureceu, a máscara de raiva em seu rosto congelou enquanto caía com um baque no chão.

Harry olhou para Sirius, que, ele notou, mesmo com o suor nos olhos, estava omitindo um sorriso.

Quarenta e cinco minutos depois, Harry e Rony estavam indo embora de sala de treinamento, molhados e cansados.

- O que quer que seja que Sirius tenha dito a você, deve ter feito algum efeito porque Jenkins não conseguiu acertar mais nenhum feitiço em você o resto da tarde! - Rony disse alegremente, jogando para trás o cabelo molhado que caía nos olhos.

- Ele ameaçou me manter em mais outra semana de testes se me ferrasse de novo. - Harry explicou, levantando a mão antes que Rony pudesse protestar. - Não sei se ele estava falando sério... Mas não queria pegar essa chance.

- Não é sua culpa que tenha pegado um velho idiota para ser seu treinador. - Rony murmurou, parando por um momento. - O que você quer fazer hoje à noite? Hermione está trabalhando novamente e eu realmente não quero ir para casa agora. Está uma loucura agora que Gui e Carlinhos estão de volta...

- Nós podemos dar uma passada n’O Caldeirão Furado e ver Simas... - Harry falou casualmente.

- Não sei se é uma boa idéia. - Rony disse, desconfortável.

- Por que não? - Harry perguntou, mesmo sabendo a resposta.

- Harry, não seja tapado. - Rony disse. - Sei que você resolveu as coisas com a Gina, mas eu acho que seria melhor deixá-la um pouco em paz.

Harry balançou a cabeça.

- Não há razão para ela ainda estar triste...

Rony tentou conter a pequena raiva que ainda sentia por Harry por tê-la feito chorar. Ao invés disso segurou bem forte a bolsa que estava nos ombros e balançou a cabeça.

- Talvez ela fique triste por um tempo.

- Mas...

- Ela viu o que aconteceu na casa de Sirius ontem. - Rony explicou, virando-se quando Harry parou no meio do corredor.

- Ela viu você e eu brigando?

- Bem, sim... Mas também ouviu o que você disse... As coisas que disse sobre ela.

Harry sentiu seu rosto empalidecer enquanto via o de Rony avermelhar.

- Ela não acha que eu quis realmente dizer aquelas coisas, acha?

Rony deu de ombros, desejando que o anseio de dar um soco no seu melhor amigo de novo desaparecesse.

- Você não quis dizer aquelas coisas?

Harry não respondeu, mas continuou andando. Sentiu-se doente por dentro, sabendo que ela ouvira o que disse sobre ela. Perguntou-se porque ela não disse que o tinha escutado, mas não teve muito tempo para pensar sobre isso porque ele ouviu seu nome e o de Rony serem chamados lá atrás. Viraram-se e encontraram um jovem de rosto redondo vindo até eles, acenando com a mão.

- Caramba, é o Neville Longbottom! - Rony exclamou, acenando com a mão também.

- Eu fui ao escritório de Hermione e ela disse que vocês estavam fazendo testes aqui. - Neville dizia enquanto se aproximava, ofegante. - Achei que poderia alcançá-los para falar oi.

Rony deu uns tapinhas nas costas dele alegremente.

- O que você esteve fazendo? Não o via há séculos!

- Bem, eu estive estudando com a professora Sprout... Ela se aposentará logo e McGonagall está pensando em me colocar no lugar dela.

- Você? - Harry perguntou com uma sobrancelha levantada. Neville era conhecido por ser muito desajeitado quando estavam em Hogwarts.

- Sabe, sou muito bom em Herbologia. - Neville disse orgulhosamente, enchendo um pouco o peito.

Os três começaram a andar em direção à saída do Ministério e pegaram as varinhas para a rápida inspeção.

- Mas o que anda fazendo por aqui? - Harry perguntou depois de pegarem as vinhas de volta.

- Eu ah... Dei uma passada para visitar a Ana Abott. - Neville disse, ficando com as bochechas vermelhas.

- Gosta da Ana, não é? - Rony sorriu marotamente, abrindo a porta.

- Ela gostou de mim primeiro. - Neville disse para se defender, mesmo com um pequeno sorriso no rosto. - Saco, nós gostamos um do outro. O que eu posso dizer?

- Nós vamos para O Caldeirão Furado. - Harry disse, ignorando o olhar de Rony. - Simas está em um poço de álcool sem fim. Quer vir?

- Claro. - Neville disse, feliz. - Encontrarei vocês lá... Espero que logo. Ainda estou tentando aparatar sem deixar uma orelha ou um dedo para trás... Mas estou melhorando!

Harry e Rony trocaram um olhar divertido antes de pegarem as varinhas.
Harry chegou primeiro e entrou na taverna. Levantou a mão para cumprimentar Simas, que sorriu e levantou uma caneca de cerveja para cumprimentá-lo de volta.

Ele deu uma risadinha com divertimento quando Parvati e Lilá lhe deram idênticos olhares raivosos antes de jogarem os cabelos para trás e voltarem a conversar com Simas.

Harry olhou em volta da taverna, procurando. Seus olhos foram parar imediatamente atrás do balcão, onde Gina estava arrumando suas coisas. Harry começou a se aproximar quando viu que Olívio estava ao seu lado, conversando com ela casualmente, usando o uniforme de Quadribol.

Ele parou quando a viu rir de alguma coisa que Olívio disse. Então, ela levantou a cabeça e o viu, seus olhos se encontraram. O sorriso desapareceu de seu rosto e, rapidamente, virou-se para pegar sua capa.

O casal começou a andar em direção à porta e, mesmo que ele dissesse que Gina estava tentando evitar seus olhos, ela o olhou por um breve momento mais uma vez antes de passar por ele.

- Harry! Como vai? - Olívio perguntou alegremente, colocando a mão no braço de Harry enquanto passava.

Resmungando uma resposta, Harry gostaria mais do que tudo de quebrar cada dedo de Olívio, um por um. Ele os observou sair, a mão de Olívio estava pousada livremente nas costas dela.

De repente, Harry se encontrou indo atrás deles quando Rony repentinamente aparatou na sua frente.

- Indo a algum lugar? - Rony perguntou, virando Harry e o empurrando para dentro da taverna.

- Só... Esperando por você e Neville. - Harry disse timidamente. - Por que demorou tanto?

- Hermione veio me dizer oi depois que você aparatou. - Rony explicou com um sorriso.

Naquele momento, Neville aparatou com um estranho e alto “pop”, fazendo os dois pularem. Rapidamente, ele levou as mãos para suas orelhas antes de dar a Rony e a Harry um grande sorriso.

- Tudo no lugar. Excelente.

Eles encontraram uma mesa no canto da taverna e avisaram Simas. Quando entraram numa discussão sobre o teste para auror, Harry tentou ao máximo se concentrar em outra coisa, mas sua mente estava produzindo imagens horríveis de Gina e Olívio se beijando... Ou pior.

Harry estava mais do que aliviado quando Simas trouxe os copos e uma garrafa de Uísque de Fogo. Qual a melhor maneira de tirar uma mulher da cabeça do que beber?

Dentro de horas, quando a maioria das pessoas já tinham ido embora, eles estavam pedindo a quarta garrafa de Uísque de Fogo, rindo de velhas histórias de Hogwarts e discutindo sobre os professores e os colegas de classe.

- Lembram quando Malfoy foi transformado numa doninha? - Rony riu, colocando o copo com força na mesa.

Harry deu uma risadinha, vendo as orelhas do amigo ficarem vermelhas por causa da risada.

- Você sempre fala dessa maldita história, sem falta.

Rony virou-se para olhar para Harry com um largo sorriso.

- Ah, qual é?! Não me diga que não foi a melhor parte do quarto ano.

Harry manteve o sorriso.

- Sim, essa foi muito boa...

Quarto ano. Voldemort... Cedrico... Morte...

- Sabe o que eu mais amei no quarto ano? - Neville disse, ficando com os olhos sonhadores. - Ter ido ao Baile de Inverno com Gina Weasley...

O nome de Gina rapidamente tirou Harry de seus pensamentos mórbidos. Apertou o copo que Simas tinha deixado em sua frente com força.

- Ei, agora. - Rony disse, colocando mais um pouco de uísque no copo. - É da minha irmã que você está falando...- Ele soluçou e tomou num gole só o que tinha acabado de colocar no copo, assobiando com o caminho de fogo que a bebida tinha deixado em sua garganta.

- Foi tão inocente. - Neville insistiu, com os olhos divertidos. - Acho que eu pisei muito no pé dela para ela alguma vez considerar em me ter.

- Ter você? - Harry disse, com os olhos estreitos.

Neville agradeceu Rony por ter enchido seu copo antes de olhar para Harry.

- Sim, sabe, como namorado... Tipo... Alguma coisa.

- Ahh...- Harry respondeu antes de esfregar os olhos. O uísque estava definitivamente funcionando, levando em conta que não tinha certeza com qual dos três Nevilles ele estava falando.

- Quem você levou para o Baile de Inverno mesmo? - Neville perguntou a Rony que estava pegando um punhado de amendoim da tigela.

- Padma Patil. - Rony resmungou. - Não que fosse a minha primeira escolha, mas...

- Ah, sim, Padma e Parvati Patil... Eu gostei... Bem, das duas eu acho. Eu só podia diferenciá-las quando estavam com as roupas de casa. - Neville disse.

- Padma tem um manchinha no lado esquerdo do quadril... Parvati não tem. - Harry ofereceu, pegando a garrafa quase vazia das mãos de Rony e colocando o restante do líquido em seu copo.

Rony ficou olhando para Harry, com a boca aberta.

- Como diabos você sabe disso?

Harry deu uma risadinha da expressão pasma de Rony e Neville.

- Bem, eu descobri que Padma tinha uma manchinha no lado esquerdo do quadril no sétimo ano em Hogwarts, lembra? E eu descobri que Parvati não tinha... Bem, pouco tempo atrás.

Neville balançou a cabeça em descrença.

- Você transou com as gêmeas Patil? Uau...

Rony começou a rir e pediu a Simas outra garrafa.

- Então, dessa forma, você provavelmente transou com todas as garotas da nossa classe, Harry!

- Não, não transei. - Harry protestou, agradecendo Simas quando colocou a garrafa em sua frente. - Infelizmente nunca transei com a Lilá Brown...

- E eu espero que você nunca transe, se tiver amor pela sua vida, Potter. - Simas sugeriu, dando um tapinha nas costas de Harry antes de virar-se e voltar para a limpeza.

Rony e Neville riram enquanto Harry ficava vermelho de vergonha.
- Como eu ia saber que eles ainda estão juntos?

- Quem mais? - Neville perguntou, balançando o copo.

- An... - Tonto por causa da bebida, Harry tentou responder. - Hermione! Nunca transei com Hermione. Eu tentei, no sexto ano, mas não deu, coloque-a na lista, Neville...

Rony parou de rir, seu sorriso lentamente desaparecendo. Ele pegou o copo de Harry antes que ele pudesse beber.

- Tentou? Que diabos você quer dizer com tentou transar com Hermione?

Harry calmamente encontrou os olhos de Rony. Ele podia ver o turbilhão de raiva neles.

Neville engoliu em seco e ficou surpreso, assistindo os dois com extremo interesse.

- Está bem. - Harry disse, decidindo dizer a verdade, se não por ele e pela amizade de Rony, ou pelo lábio que já tinha sarado. - Durante o sexto ano, encontrei Hermione estudando na sala comunal e eu a beijei...

Rony largou o copo de Harry e passou a agarrar o colarinho dele.

- Você a beijou? - Ele perguntou furiosamente.

- Olhe, eu estava um pouco irritado e...

- Mas que diabos você estava pensando? Você poderia ter transado com qualquer garota, por que Hermione?

Harry olhou para o outro punho de Rony, que estava fechado bem forte sobre a mesa.

- Não transei com ela, Rony. E ela não era sua namorada até o final do sexto ano. Para ser sincero, não sei por que a beijei...

Sim, ele sabia. Cho tinha parado de falar com ele e Gina tinha começado a sair com um cara de merda da Lufa-lufa do sétimo ano. O ciúme e a dor poderiam fazer qualquer um fazer o improvável.

Rony largou o colarinho de Harry e voltou a se sentar, balançando a cabeça em descrença.

- Não posso acreditar em você.

Ele tirou os olhos de Harry e brincou com o copo.

- Ela... Ela beijou você de volta?

Harry olhou para Neville que o estava assistindo esperançosamente, com a boca aberta.

- Sim. - Ele admitiu, oscilando seu olhar de volta para Rony, que estava muito pálido. - Mas só por alguns instantes... Quando eu fui para a blusa dela, ela me deu um tapa.

- Oh, Deus. - Rony gemeu, inclinando-se e apoiando a cabeça nos braços cruzados sobre a mesa. - Vou passar mal...

- Olhe, Rony, mesmo que ela tenha me beijado, e daí? Ela te ama, sempre amou e, que Deus a ajude, sempre amará. Eu estava sendo um tremendo idiota. Sinto muito. Verdade.

Rony levantou a cabeça, com os olhos repentinamente vermelhos e cansados.

- Tudo bem, cara.

Harry encheu o copo de Rony, aliviado.

- Mas se lembra da incrível doninha? - Ele disse, contente quando viu Rony rir.

Harry tomou o resto da bebida enquanto a conversa se tornava mais uma vez calma. Pensar sobre Hogwarts e o incidente com Hermione só o deixou com mais raiva de sua situação. Ele lembrou que depois de alguns dias que Cho o tinha dispensado, Gina começou a sair com um garoto do sétimo ano chamado Stuart. A visão dos dois de mãos dadas n’O Três Vassouras fez com que Harry percebesse que Gina não era mais só a irmãzinha de Rony. De repente, Cho passou a ser uma lembrança distante e Harry estava se esforçando em controlar seus sentimentos e hormônios quando ficava perto de Gina.

Harry permitiu que a raiva fluísse junto com o gole de uísque, que explodiu calorosamente em seu estômago.

- Maldita. - Ele sussurrou antes que percebesse.

Interrompendo o que ia falar, Rony virou-se e olhou para Harry curiosamente.

- O que é?

- Nada... nada. - Harry disse calmamente, batucando na mesa com os dedos.

Rony lhe deu um curioso olhar antes de voltar para Neville.

- Quero dizer, ela já mudou. Droga de Wood. - Harry interrompeu, colocando o copo na mesa.

- O quê? Quem? - Rony perguntou, esfregando os olhos. - Estou perdendo alguma parte da conversa?

- Gina e Olívio Wood de merda! - Harry disse alto, rindo do absurdo que era isso.

Rony balançou a cabeça enquanto tentava compreender as palavras de Harry. - Gina está saindo com Olívio? Desde quando?

- Quem sabe? - Harry deu de ombros, dando uma risadinha dele mesmo. - Mas isso não importa, não é mesmo? Ele é bom o bastante para ela, não é?

Rony suspirou, vendo a dor nos olhos de Harry.

- Sinto muito, Harry, eu...

- Esqueça, esqueça. - Harry disse levantando a mão para silenciá-lo. - Eu tenho que voltar para casa antes que Sirius tenha um ataque do coração.

- Você vai ficar bem, Harry? - Neville perguntou, vendo Harry cambalear quando levantou da mesa.

- Sim, estou bem. Acho que vou andando para casa...

- Quer que eu te acompanhe? - Rony perguntou, levantando-se também, parando quando Harry colocou uma mão em seu ombro.

- Não, fique aqui, acompanhe Neville. Te vejo amanhã. - Ele insistiu, dando tchau para Simas enquanto ia em direção à noite de verão.

O Beco Diagonal estava silencioso, só alguns bruxos estavam na rua, a maioria rodeando a Travessa do Tranco. Harry ignorou as bruxas agressivas que o chamaram e fez seu caminho na rua de pedra em direção à sua casa.

Toda a tristeza veio com Gina, Harry tinha certeza disso. Se ela tivesse permanecido apenas a irmãzinha de Rony, com onze anos e desajeitada. Se ela não tivesse se desenvolvido do jeito que as garotas se desenvolvem e não tivesse começado a sair com outros garotos, ele estaria bem.

E se ele apenas conseguisse se livrar dela, se livrar dessa necessidade que tinha dela, ele provavelmente estaria feliz.

Ele virou para a esquerda no caminho, passando por casas que tinham sido construídas um ano antes. Seu coração parou quando reconheceu o casal à sua frente. Gina e Olívio estavam andando na direção que dava para a casa de Olívio, sorrindo e conversando calmamente um com o outro. Harry parou, o álcool o fez cambalear um pouco. Assistiu Olívio tirar o cabelo de Gina do ombro e das costas. Deus, mesmo no escuro ele podia vê-la ficando vermelha.

Harry prendeu a respiração quando viu Olívio se inclinar e colocar os lábios nos dela. Sentiu-se como um intruso, assistindo aquela cena íntima. Contraiu os dedos quando Gina colocou as mãos na nuca de Olívio. Dentro de minutos Olívio abriu a porta de sua casa e o casal, se abraçando e se beijando, entrou cambaleando.

Harry ficou ali por alguns minutos, a dor fluindo de seu corpo como se fosse fogo. Balançando sua cabeça dolorida, Harry começou a andar, tentando deixar de lado os sentimentos dentro de si.

Se ela quiser transar com ele, deixe-a. Com o que ele se importava?

Quando andou um pouco, Harry parou e virou-se com um resmungo.
De jeito nenhum ele iria deixar Gina dormir com aquele... Aquele idiota.

O sangue de Harry fervilhou sob a pele de seus pulsos para bater e quebrar. Começou a andar novamente, mesmo que fosse mais uma cambaleada, rápido em direção à casa de Olívio.

Subiu o primeiro degrau, se equilibrando antes que pudesse cair. Foi até a porta e começou a bater com força com a mão.


Olívio deu a Gina uma taça de vinho, que ela rapidamente tomou um gole, deixando o sabor derreter em sua boca. Ela precisava do álcool para acalmar os nervos depressa.

- Obrigado por ter ido ao jogo hoje... - Olívio disse, usando a varinha para acender a lareira para clarear a sala.

Gina sentou-se com ele no sofá e colocou sua taça na mesinha à sua frente.

- Foi muito gostoso. Tinha me esquecido o quanto Quadribol era excitante. Não tive muito tempo para o Quadribol nesses últimos tempos.

Olívio se aproximou e tirou o cabelo dela de sua face.

- Eu realmente gostei sabendo que você estava lá... Isso intensificou a experiência para mim.

Gina sorriu e o sentiu se aproximar. Ela molhou seus lábios secos antes de fechar os olhos. Deixou-se levar com o beijo de Olívio, e permitiu que ele a deitasse no sofá e cobrisse seu corpo com o dele. Os olhos continuaram fechados enquanto suas línguas dançavam e suas mãos apalpavam. Deus, ela só queria sentir alguma coisa, qualquer coisa. Ela agarrou o uniforme de Quadribol de Olívio antes que algum pensamento racional passasse pela sua cabeça e gemeu quando as mãos dele entraram por debaixo da blusinha e foram para seus seios.

Por um mero segundo sua mente a traiu e ela sentiu as mãos de Harry deslizando sobre si em vez das de Olívio. Ele se mexeu entre as pernas dela, seu membro pressionando fortemente contra elas.

As mãos de Gina desceram até o botão da calça dele quando ouviu alguém bater à porta bem forte. O barulho alto da porta fez com que se separassem. Respirando pesadamente, Olívio levantou-se e xingou enquanto atravessava a sala até a porta da frente. Abriu a porta, a raiva desaparecendo de sua mente quando Harry se apoiou no batente da porta para não cair.

- Harry! - Olívio disse, surpreso.

- Onde ela está? - Harry exigiu.

- Harry? - Gina perguntou, rapidamente levantando-se do sofá. Suas bochechas esquentaram quando arrumou a saia. Movendo-se para a porta, ela ficou do lado de Olívio. - O que está fazendo aqui?

- O que você está fazendo aqui? - Harry respondeu, fechando os olhos brevemente para fazer o chão parar de rodar.

- Harry, você está bêbado. - Gina disse com calma, ficando na frente de Olívio que colocou uma mão em seu ombro para protegê-la. - Você deveria ir para casa.

- Você não vai ficar com ele. - Harry disse, olhando para Olívio perigosamente. - Não vou deixar.

Suspirando, Gina foi para a varanda e cruzou os braços.

- Você precisa ir para casa, agora. Por favor.

- Gina, mas o que ele quer?! - Olívio perguntou, ficando ao lado dela.

- Nada, ele só está bêbado...

- Não estou tão bêbado assim. - Harry explodiu. - A propósito, foi tudo sua culpa.

- Tudo minha culpa? O que você...

- Você não entende, não é? Nunca entendeu! - Harry gritou, virando-se para descer a escada para voltar à rua.

- Harry, me deixe chamar Sirius, ou Rony. Você não está em condições para...

Harry a ignorou.

- Se quiser transar com ele, vá em frente. - Ele gritou por cima do ombro.

- Ei... - Olívio disse, começando a ficar irritado.

Contraindo as sobrancelhas, Gina foi em direção a ele.

- Harry.

- Não me encham, você dois. Eu posso me levar para casa...

Gina colocou a mão na boca para esconder um gritinho quando Harry caiu na grama, gelado.

Ela e Olívio apressaram-se para virá-lo de frente.

- Ele está bem, só desmaiado. - Olívio concluiu, vendo Gina pegar os óculos do rosto de Harry e guardá-los no bolso da blusinha.

- Preciso levá-lo para casa, Olívio. - Ela disse, com um tom de desculpa. -Pode me ajudar?

Olívio viu a preocupação nos olhos dela e, apesar de seu desapontamento, ele concordou.

- Sirius não mora longe daqui, vou te ajudar.

Eles levantaram Harry e colocaram os braços dele em volta do pescoço, e viraram-se para ir à casa de Sirius.

- Não há um feitiço para isso? - Olívio brincou, recuando quando a cabeça de Harry caiu em seu ombro.

- Há. - Gina respondeu, ajustando o braço de Harry em volta do pescoço. -Mas não lembro.

Alguns minutos depois e com os músculos doendo, chegaram à casa de Sirius. Eles se moveram para uma cadeira que havia no canto da varanda, colocando Harry lá, que gemeu em resposta.

- Dobby, vá embora. - Ele gemeu, sua cabeça caindo para trás.

- Você precisa de mim para colocá-lo lá dentro?

- Eu deveria deixá-lo aqui fora.

- É uma idéia. - Ele respondeu, sorrindo.

Ela deu uma risadinha e balançou a cabeça.

- Eu consigo levá-lo para cima. Tenho certeza que Sirius está em casa, ele pode me ajudar.

- Tem certeza?

Ela assentiu e cruzou os braços.

- Sinto muito mesmo, Olívio... De novo. Parece que não temos sorte nas nossas saídas.

Ele deu de ombros, colocando as mãos nos bolsos da calça.

- Você certamente é imprevisível. Acho que é por isso que gosto tanto de ficar com você.

Ela ouviu a simpatia em sua voz e sorriu, desejando que naquele momento Harry estivesse em outro lugar qualquer, por que naquele momento, ela estava extremamente atenta a ele.

Ela abriu a boca para responder quando Harry gemeu em seu sono. Rindo, ela esfregou a cabeça.

- Eu deveria levá-lo para a cama.

- Quer que eu volte quando terminar? - Ele perguntou, esperando que tivesse sido casual.

- Está tarde, eu provavelmente deveria ir para casa. - Ela respondeu, odiando que ela era a causa do desapontamento nos olhos dele. - Mas eu adoraria te ver novamente, logo.

Ele concordou e se aproximou para beijá-la.

- Falo com você amanhã. - Ele olhou para Harry. - Boa sorte.

Ela assentiu, acenando tchau para ele enquanto voltava para a sua casa. O assistiu por um momento antes de se virar para Harry. Suspirando, ela colocou o braço dele em volta do pescoço.

- Vamos, Harry, me dê um pouco de ajuda aqui.

- Gina? - Ele perguntou, só vagamente atento que estava indo para casa de seu padrinho.

- Sim, é a Gina. Vamos, Harry, acorde um pouco, vai? - Ela gemeu, sentindo todo o peso dele. Era desconfortável, seu corpo tão perto. Não podia se controlar, mas lembrou como a pele dele produziu sensações em contato com a sua...

- O que você está fazendo aqui? - Ele perguntou, apalpando com a mão à procura do corrimão enquanto subiam a escada para ir a seu quarto.

- Colocando o seu traseiro na cama. - Ela respondeu, silenciosamente agradecendo a Deus que tinha subido todos os degraus.

Ele tropeçou, a empurrando contra a parede. Ela segurou o gritinho de dor e foi empurrando-o para o quarto. Com um rápido olhar ela viu que o quarto de Sirius estava vazio.

- Ok, estamos no seu quarto, Harry. - Ela começou, vagarosamente se afastando dele, o segurando com as mãos caso ele caísse novamente.

- Não podemos, Gina. Não é certo...- Ele gemeu, sua pele formigando contra as pontas dos dedos dela quando ela lhe tirou a camisa.

- Ah, confie em mim, Harry, não estamos... - Ela murmurou, jogando a camisa na penteadeira, antes de ajudá-lo a ir para cama.

- Mas eu te quero. - Ele lhe disse. - Te quero tanto que está me matando...

Ela parou por um momento, seu coração acelerou quando ele virou para olhá-la na luz do luar.

- Harry...

Ela foi silenciada com a firmeza dos lábios dele. Hesitou por um momento, só por um momento, antes de seus dedos deslizarem no cabelo dele. Na neblina do prazer, ela nem podia descobrir quem é que estava gemendo.

Harry se afastou, segurando na cama para não cair.

- Não. Não posso, Gina... É sua culpa.

Frustrada, Gina deslizou as mãos no seu cabelo.

- O que é minha culpa, Harry?

Ele se arrastou para se ajeitar na cama e ela o ouviu resmungar.

- Aquele garoto Stuart.

- Harry... - Engolindo em seco, Gina deixou de lado o orgulho e se inclinou por cima dele, passando a mãos na testa dele, tirando os cabelos negros da frente dos olhos. - Beije-me de novo. Como você fez antes.

- Eu quero... Eu te quero. Gina, eu amo...

Ela prendeu a respiração, e depois deixou escapar um suspiro irritado quando ele começou a roncar. Rápido, aos arrancos, Gina tirou os sapatos dele. Ela se virou para ir embora, mas então parou, colocando a mão no bolso da blusinha e tirando os óculos. Ela os colocou na mesinha-de-cabeceira e depois o observou dormindo silenciosamente.

- Droga de Harry. - Ela sussurrou, silenciosamente xingando a si mesma também antes de deixar o quarto, fechando a porta devagar atrás de si.

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