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10. Mudanças


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Damien Rice - The Blower's Daughter

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And so it is

Just like you said it would be

Life goes easy on me

Most of the time

And so it is

The shorter story

No love no glory

No hero in her skies

I can't take my eyes off of you

And so it is

Just like you said it should be

We'll both forget the breeze

Most of the time

And so it is

The colder water

The blower's daughter

The pupil in denial

I can't take my eyes off of you

Did I say that I loathe you?

Did I say that I want to

Leave it all behind?

I can't take my mind off of you

My mind

'Till I find somebody new


Damien Rice - The Blower's Daughter (tradução)


E então é isso

Apenas como você disse que seria

A vida é fácil para mim

Na maior parte do tempo

E então é isso

A breve história

Sem amor, sem glória

Sem herói em seu céu


Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos...

E então é isso
Apenas como você disse que deveria ser

Nós dois vamos esquecer a brisa

Na maior parte do tempo

E então é isso

A água mais fria

A filha do vento

A pupila em negação

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos de você

Não consigo tirar meus olhos...

Eu disse que te detestava?

Eu disse que eu queria

Deixar isso tudo para trás?

Não consigo parar de pensar em você

Não consigo parar de pensar em você

Não consigo parar de pensar em você

Não consigo parar de pensar em você

Não consigo parar de pensar....

Até eu encontrar um novo alguém


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Capítulo 10


Mudanças


Gina estava tentando desesperadamente não deixar o seu confronto com Harry estragar a noite com Olívio. Enquanto andavam pelo Beco Diagonal, ele se virou para ela, apertando levemente sua mão.

- Você está com fome?

- Estou morrendo de fome. - Ela respondeu com um pequeno sorriso, perguntando-se porque estava tão concentrada na sensação que a mão de Olívio fazia entrelaçada na sua.

- Bom, eu sei o lugar certo para te levar então. - Ele disse, descendo o Beco, e ela percebeu que esse caminho a levaria para a casa de Harry e Sirius. Andavam tranqüilamente pela rua, passando por várias casas. Ela lhe deu um curioso sorriso quando ele parou em frente de uma delas e virou-se para olhá-la na frente de uma porta de carvalho.

- Eu tenho que dizer, esse lugar é muito aconchegante e tem uma excelente macarronada. - Olívio disse com um sorriso. - Ah, e o dono se interessa um pouco sobre Quadribol.

Gina sentiu seu coração acelerar quando percebeu que estavam na casa de Olívio. Ele pegou a varinha e destrancou a porta, empurrando-a e levando Gina para dentro.

Seus olhos foram direto para a cozinha. A mesa estava cheia de tigelas e pratos de comida e uma garrafa de vinho. O cômodo estava com luz de velas e havia fogo na lareira.

Gina repentinamente sentiu as mãos suarem de nervosismo. Assustou-se levemente quando Olívio tocou seus ombros, tirando a capa.

- Restaurantes, principalmente de trouxas, são barulhentos e cheios de gente. - Ele explicou, obviamente percebendo o nervosismo dela. - E eu quero passar algum tempo sozinho com você. Espero que não se importe.

- Não, claro que não. É exatamente o que eu iria preferir. - Gina respondeu com um sorriso. - Eu não sabia que você cozinhava.

- Minha mãe ama cozinhar, meu pai ama Quadribol. Acho que herdei o talento dos dois. - Olívio lhe disse. - Dê uma olhada, se quiser. Quer vinho?

- Ah, por favor. Obrigada. - Gina olhou em volta da sala, e chegou mais perto dos prêmios de Quadribol para poder vê-los melhor. Muitas manchetes do Profeta Diário estavam penduradas com fotos de Olívio e do time Puddlemere United, segurando vários troféus.

Enquanto andava pela sala, viu na grande estante de livros pequenos artigos. Havia também fotos de Olívio com várias garotas que ela reconheceu que eram de Hogwarts e poucas com seus pais.

Dentro de uma caixinha de vidro estava um reluzente Pomo de Ouro, batendo as asas furiosamente de vez em quando, depois voltando a ficar parado.

Ela parou abruptamente quando viu uma foto emoldurada do time de Quadribol da Grifinória sorrindo e acenando. Olívio estava de um lado da Taça de Quadribol, lágrimas ainda escorrendo em seu rosto alegre. Harry estava do outro lado, segurando a sua vassoura bem forte. Estava com um sorriso enorme e seus olhos estavam cintilantes enquanto acenava para ela.

Respirando profundamente, Gina sentiu Olívio se aproximar atrás de si. Virou-se para olhá-lo, com um sorriso falso no rosto.

- Então é verdade... A sua obsessão por Quadribol.

- Obsessão? - Olívio lhe deu a taça de vinho, com a testa contraída, pensando. - Eu não acho que isso seja uma obsessão, na verdade. Mais que isso... Um modo de vida.

Ele a pegou gentilmente pelo cotovelo e levou-a para a mesa. Ela ia puxar a cadeira, mas deu um passo para trás quando Olívio fez isso por ela.

Tentando acalmar seus nervos, Gina deu um gole do vinho e o colocou ao lado de seu prato.

- Deve ser legal fazer uma coisa que você gosta para viver. E ser pago para isso. - Ela disse.

- Não posso reclamar. - Olívio deu de ombros enquanto sentava-se próximo a ela. - Para ser honesto, eu jogaria Quadribol se eles me pagassem ou não. O dinheiro não é como um prêmio, eu acho.

- Dinheiro, fama, mulheres... É um prêmio terrível. - Gina disse com uma sobrancelha levantada.

- Está bem, eu admito. - Ele riu. - O dinheiro é bom... A fama é legal, mas apesar disso, é um pouco irritante ler sobre minha vida amorosa na revista “Semanário das Bruxas” o tempo todo.

- E as mulheres? - Seus olhos foram parar nas fotos das lindas garotas segurando no braço de Olívio.

Olívio seguiu seu olhar, dando uma risadinha.

- Elas estão bem, eu acho.

- Só bem? Você era muito popular em Hogwarts. - Gina lhe informou, sorrindo quando as bochechas dele ficaram vermelhas. - Eu ouvi mais de uma garota cochichar sobre você nos dormitórios.

- Eu estava mais concentrado em outras coisas do que em garotas em Hogwarts. - Olívio admitiu timidamente.

- A Taça de Quadribol? - Ela riu quando ele ficou mais vermelho ainda.

- Algumas coisas eram mais importantes às vezes do que ficar dando uns amassos dentro dos armários de vassouras. - Olívio insistiu, mesmo que seus lábios estivessem curvados. - Mas fiz bom proveito disso...

- E agora?

- Eu saio de vez em quando. - Ele lhe disse, ficando, repentinamente, com os olhos meigos e sérios. - Nenhuma das mulheres manteve meu interesse por muito tempo. Apesar disso, acho que isso está mudando.

Ela sentiu suas próprias bochechas ficarem quentes e ficou olhando para a comida.

- Não que eu esteja reclamando, mas você nem me conhece direito. Como você pode saber que eu vou manter seu interesse por mais tempo do que uma noite ou duas?

- Você é diferente das outras mulheres que eu costumava sair. - Ele lhe falou, vendo os olhos dela levantarem-se para os seus. - Você é incrivelmente doce e gentil. E você não precisa dos feitiços de beleza ou de glamour como outras bruxas precisam.

Gina sentiu suas bochechas queimarem enquanto tomava outro gole.

- Não tenho certeza do que dizer...

Olívio sorriu e se inclinou para tocar sua mão brevemente.

- Você pode dizer obrigada e nós deixaremos para lá.

- Obrigada. - Ela disse, dando um sorriso.

- E você? - Ele perguntou, depois de comer um pouco de macarronada.

- E eu?

- De qualquer modo eu duvido que trabalhar n’O Caldeirão Furado seja a carreira que você quer. - Olívio disse, voltando a olhá-la. - Como eu disse, você certamente não pertence àquele lugar.

Gina pensou sobre isso, um pouco chocada por não tinha uma resposta definida.

- Eu acho que não pensei muito sobre isso. - Ela tinha ficado muito distraída com Harry. - Mas gostaria de ver outros lugares...

- Você iria amar Glásgua - Olívio respondeu, com os olhos brilhantes. - Linda cidade. Nós recentemente jogamos com Portee Pride lá um tempo atrás. Foi uma mudança legal da barulhenta Londres.

- É onde você cresceu? - Gina perguntou.

- Sim. Meus pais continuam morando lá. - Seus olhos ficaram sonhadores. -Eu vi meu primeiro jogo de Quadribol verdadeiro em Aberdeen. O Chudley Cannons e os Montrose Magpies... Excelente jogo. O Cannons ainda é um time brilhante, se me permite dizer.

- Você sente falta? De Glásgua?

- Muito. - Olívio disse, com os olhos cintilantes. - Vou te levar para lá algum dia... Os Museus de Arte dos trouxas e as coisas são brilhantes. Muitas estátuas e pinturas... Realmente fascinantes.

- Isso seria legal. - Gina disse sem pensar, se surpreendendo. Sentiu que a tensão em seu ombro tinha relaxado e o nervosismo dentro de si tinha desaparecido. Perguntou-se se tinha sido o vinho ou a companhia.

Uma hora depois, eles estavam sentados no sofá, a garrafa de vinho vazia em cima da mesinha. Estavam conversando sem parar sobre qualquer coisa que vinha à cabeça e ela percebeu, com muito divertimento, que Olívio podia contar quase tudo sobre Quadribol.

Continuaram conversando quando o céu começou a escurecer e Gina sabia que deveria ir para casa, mas o vinho estava muito confortável dentro de si e estava muito relaxada para ligar para isso.

Não protestou quando Olívio se aproximou, ou quando ele deslizou as mãos em seus cabelos e em sua nuca.

- Gina. - Ele disse suavemente, olhando para seus lábios. - Posse te beijar?

Ela murmurou alguma coisa e presumiu que era uma resposta positiva porque logo depois ele se aproximou ainda mais e colocou seus lábios nos dela. Percebeu que tinha partido os lábios e soltado um pequeno gemido, apertando bem o sofá com os dedos.

- Tão linda. - Ele sussurrou contra sua boca antes de tornar a beijá-la.
Gina sentiu o corpo dele se inclinando sobre o seu e permitiu que sua língua deslizasse dentro de sua boca. A voz de Harry repentinamente falou em sua cabeça. “Então você só vai transar com ele para depois voltar para mim?”

Sim, ela pensou. Transe com Parvati o quanto quiser, Harry. Eu posso ser feliz sem você... Viu?

Olívio gemeu baixinho, fazendo com que os olhos de Gina se abrissem rapidamente.

Não, ralhou consigo mesma. Você não vai usar Olívio para depois voltar para Harry.

Ela o empurrou, constrangida com a posição em que se encontrou. Olívio se afastou, com a respiração pesada.

- Você está bem?

- Sim, me desculpe... Eu só... - Ah Merlin, quão clichê ela pareceu. - Está indo um pouco rápido para mim... Me desculpe.

Para sua surpresa, Olívio sorriu.

- Está tudo bem, Gina. Eu sei que minha comida não é tão boa.

Ela riu, com sua maneira divertida.

- Estava excelente. Você definitivamente se daria bem se algum dia decidisse largar o Quadribol.

Olívio sorriu e levantou-se, oferecendo a mão para ajudá-la a levantar.

- Obrigada pelo jantar. - Disse, arrumando a saia.

Ele a levou para a porta e a ajudou vestir a capa.

- Quero vê-la de novo.

Por alguma estranha razão, Gina hesitou brevemente, perguntando-se o que Harry iria dizer. Praguejando silenciosamente, tirou-o de sua mente e sorriu para Olívio.

- Claro. Quando?

Ele pensou por um segundo.

- Eu tenho um jogo contra Ballycastle Bats amanhã à noite, por que você não vem assistir?

- Eu trabalho até às cinco...

- Sem problema. - Olívio disse rapidamente. - Eu posso te pegar às cinco, o jogo é às sete... Então nós veremos o que acontece lá.

- Está bem. Amanhã, então.

Ele abriu a porta para ela e saiu para a calçada de pedra.

- Você vai ficar bem em aparatar?

Ela pegou a varinha e assentiu.

- Vou ficar bem... Obrigada mais uma vez por esta noite adorável.

Ela prendeu a respiração quando ele a pegou pela cintura e a beijou profundamente.

- Confie em mim, o prazer foi meu. Vou ficar pensando em você essa noite.

Um pouco vermelha, Gina se afastou e lhe deu outro sorriso antes de se concentrar n’A Toca.

Para seu alívio, se encontrou em seu jardim. Alguns gnomos gritaram e correram para se esconder. Balançando a cabeça, ela sentiu a entorpecente pulsação do vinho começar a bater atrás de sua têmpora. Andou pelo jardim até a porta dos fundos, rezando para não encontrar sua mãe ou seu pai. Ou pior, seus irmãos, a esperando.

Gina abriu a porta vagarosamente, a essência de canela e de madeira dando as boas-vindas a ela. Ela viu Rony imediatamente, sentado à mesa e segurando uma xícara. Ele a olhou rapidamente, com um sorriso no rosto.
Ela engoliu em seco e forçou um sorriso.

- Oi. Mamãe e papai estão em casa?

Rony olhou por cima do ombro.

- Papai continua no trabalho. Mamãe está lá em cima fazendo tricô e escutando rádio.

Ela olhou em volta, notando, surpresa, que a casa estava quieta.

- Onde estão os outros?

- Gui, Fred e Jorge ainda estão no Beco Diagonal, fazendo sabe-se lá o que. Rony explicou com uma risadinha. - Não tenho idéia de onde Carlinhos foi.

Gina se virou, fechou a porta e tirou sua capa.

- O que você está fazendo em casa? Onde está Hermione?

- Trabalhando. - Rony disse brevemente e levantou uma sobrancelha quando viu como Gina estava. - Onde você esteve?

- Eu estava fora... Na verdade, estou muito cansada. Acho que vou para a cama. - Gina começou a ir para a escada, mas Rony agarrou seu braço. Ele mostrou com a cabeça a cadeira ao seu lado.

- Quero conversar com você por um minuto, se estiver tudo bem.

Ela suspirou silenciosamente antes de sentar-se.

- O que é?

Rony se inclinou, cruzando os braços sobre a mesa. Ele percebeu a palidez no rosto de Gina. Mais que isso, percebeu a tristeza em seus olhos. Ele sentiu as pequenas pontadas de raiva, sabendo que era Harry quem as causava.

- Quero conversar com você sobre Harry.

Mesmo que ela soubesse que isso seria inevitável, Gina suspirou e fingiu um olhar de aborrecimento enquanto esfregava a testa.

- O que sobre Harry?

- Quero que fique longe dele. - Rony disse firmemente.

Gina deixou sua mão cair sobre a mesa quando olhou para Rony.

- O quê?

Rony se inclinou e aumentou a voz.

- Eu sei o que aconteceu entre vocês. Eu escutei a conversa que você teve com Hermione.

- Não que eu esteja falando para você não encher o saco, Rony, mas o que isso é da sua conta?

Os olhos de Rony ficaram em chamas.

- Se isso tem a ver com a minha irmãzinha e meu melhor amigo transando, certamente é da minha conta.

Gina sentiu uma pontada na cabeça.

- Primeiro, eu não sou mais a sua irmãzinha, Rony. Segundo, você tirou as suas próprias conclusões sobre isso mais cedo quando estava decorando a cozinha de Sirius com o sangue de Harry.

Rony contraiu bem o maxilar enquanto pensava.

- Harry contou a você?

- Eu estava indo ver Harry e vi vocês dois. - Gina explicou, a lembrança daquela cena voltando à mente dolorosamente.

Rony ficou em silêncio por um momento, a raiva em seus olhos desaparecendo.

- O que você ouviu?

- O bastante. - Ela engoliu, tentando tirar a secura de sua garganta e depois balançou a cabeça antes que Rony pudesse responder. - Não preciso de explicações, Rony.

- Sinto muito que você tenha visto o que aconteceu... Mas fiz aquilo por você. - Rony colocou uma mão sobre a dela, apertando gentilmente.

- Fez? - Gina tirou a mão e a fechou fortemente. - Ou eu fui uma desculpa para você bater em Harry? Não que eu esteja reclamando, se me permite dizer.

Rony olhou raivoso.

- Harry mentiu para mim. Mentiu para mim e usou você. Não preciso de uma desculpa para fazer o que fiz.

- Está bem então. De qualquer forma, está acabado agora. - Ela disse, cansada, pegando sua capa. - Eu só quero dormir.

- Gina, por favor. Só deixe-o em paz, está bem?

Ela olhou para seu irmão nos olhos, reconhecendo o mesmo ar cansado que ela sentiu nos seus.

- Você quer que eu o deixe em paz?

O olhar de Rony não vacilava.

- Eu sei como você se sente em relação a ele.

- E sobre como ele se sente em relação a mim? - Gina pressionou. - Que tal essa?

- Obviamente ele não sente muita coisa para tratar você do jeito que ele vem tratando. - Rony resmungou. Suspirou quando Gina desviou o olhar estupidamente. - Olhe, eu já lidei com Harry. Você sabe disso.

- Então você bateu em Harry para ele me deixar em paz e me repreende para eu deixá-lo em paz. E de repente tudo fica bem mais uma vez com o mundo?

- É para o seu próprio bem...

- Eu sei o que é para o meu próprio bem. - Gina explodiu. - Sei tomar conta de mim mesma. Não preciso que você fique fazendo as coisas por mim.

- Sim, você precisa! - Rony disse alto. - Você não entende, não é, Gina? Isso não é Hogwarts. Você não pode dar em cima dele mais sem esperar as conseqüências.

- Aaaah, você é... - Ela disse muito brava, tentando procurar as palavras certas. - Você é um idiota insuportável!

Rony abriu a boca em surpresa, mas nenhum som saiu.

- Eu não... Dei em cima de ninguém! - Gina disse com a voz trêmula, levantando-se rapidamente. - Então não se atreva falar comigo como se eu fosse um tipo de... Dama de Vermelho que seduz por onde passa e principalmente dentro da calça do seu melhor amigo!

Rony assistia horrorizado enquanto lágrimas começaram a rolar no rosto de Gina.

- Gina... Eu não quis dizer...

- É claro que quis - Ela estava ofegante e levantou a mão em frustração. -Tive uma boba paixãozinha por Harry desde quando eu tinha dez anos. É minha culpa que ele começou a reparar em mim também? É minha culpa que acabamos por dormir juntos? - Ela continuou, não se importando com a bajulação de Rony. - Pobre e indefeso Harry, certo? Caindo na armadilha das minhas garras do jeito que ele caiu.

Antes que Rony pudesse responder, Gina se virou e subiu a escada até o segundo andar, e foi para o seu quarto, batendo a porta com força. Atravessou o quarto e abriu a janela, suspirando quando o ar frio bateu em sua face. Sentando-se na janela, Gina abraçou seus joelhos e encostou a cabeça contra a parede, deixando a brisa secar as bochechas molhadas.

Momentos depois escutou alguém batendo na porta e abriu os olhos. Ignorou a segunda batida, virou a cabeça para olhar o lado de fora, vendo os gnomos correrem em volta do jardim. Ela nem se importou em olhar quando ouviu a porta se abrir.

- Gina? - Rony colocou a cabeça dentro do quarto cautelosamente, como se estivesse esperando alguma coisa pesada ou pontuda ser jogada contra ele.

Ela não disse nada e o ouviu atravessar o quarto. Quando sentiu o peso dele no assento da janela, finalmente virou a cabeça para olhá-lo. Ele estava tentando abraçar as pernas como Gina fazia, mas se praguejou quando percebeu que suas pernas eram muito compridas. Desistindo, se virou e deixou os pés no chão. Cruzou as mãos sobre o colo e a assistiu quieto por um momento.

Ela podia dizer que ele estava em conflito consigo mesmo. Já o tinha visto bastante desajeitado e constrangido sempre que Hermione ficava triste perto dele para saber que nunca foi muito bom em lidar com mulheres sentimentais.

- Eu sei que você se importa com Harry, Gina. - Ele começou lentamente. - E sei que o que ele disse te magoou. E me desculpe se pareceu que eu estava te culpando. Não estava mesmo. Se eu te culpasse pelo o que aconteceu, não teria apresentado Harry para o meu punho tão cedo.

- Você não precisa fazer as coisas por mim, Rony. - Gina lhe disse novamente. - E se eu faço más decisões... Bem, elas são minhas para fazer.

- Eu só não quero vê-lo te machucar novamente. - Rony disse gentilmente, deixando Gina surpresa com a sinceridade em sua voz.

- Ele não vai. Não vou deixar. - Apesar de que ela não estava inteiramente convencida. Uma parte grande dela temia que nunca fosse conseguir se afastar completamente dele, apesar do que ela dissesse ou fizesse.

Ficaram em silêncio por um momento antes de ela olhar para ele.

- Posso perguntar uma coisa?

- Claro...

- Quando estávamos em Hogwarts... Você nunca pareceu se importar se eu estava por perto de vocês três... Ou mesmo sozinha com Harry. Você mesmo sugeriu que eu fosse ao Baile de Inverno com ele em seu quarto ano. Mas daí, no final de seu sexto ano e até agora, você mal me deixa ficar por perto de vocês três. Por que a repentina mudança?

Rony pensou na pergunta por um momento antes de ele dar de ombros.

- Eu sabia como você se sentia sobre ele, Gina. Sabia que você sempre teve uma paixão por ele. Mas quando isso não passou... Quando continuou tendo isso... aquele olhar no seu rosto quando ele estava por perto, começou a... eu não sei, me assustar eu acho.

- Por quê?

Deu de ombros novamente, mexendo-se desconfortavelmente.

- Porque Harry tinha começado a mudar. Não só na personalidade, mas também no jeito em que ele olhava para você. - Ele sorriu levemente. - Ele estava olhando para você do jeito que eu olho para Hermione desde que eu tinha quatorze anos. Eu conhecia aquele olhar, saco, parece que eu inventei esse olhar.

- Então porque Harry começou a mostrar um interesse em mim, você teve que nos separar?

Rony balançou a cabeça.

- Eu não queria separar vocês porque ele tinha um interesse em você. Como disse, Harry começou a mudar. Eu percebi logo depois da morte de Hagrid. - A lembrança ainda o deixava triste. - Começou a piorar enquanto os meses passavam. Harry estava ficando mais impaciente com as coisas, estava começando a beber um pouco mais e ele... Bem... - Ele estava tentando pensar na melhor maneira de dizer isso. - Ele estava começando a sair mais com as garotas. Eu não quero que você entre nessa.

O estômago de Gina deu uma pontada dolorosa só com o pensamento. O Harry que Rony estava descrevendo não parecia de forma alguma com o Harry que tinha a encontrado na Torre de Astronomia quase todas as noites nas últimas semanas em Hogwarts.

- Eu só... Não queria que se magoasse. - Rony disse finalmente. - Eu sabia... Eu sei... Que Harry está diferente.

- Não, ele não está diferente. - Gina insistiu. - Não, na verdade. Ele continua sendo o Harry. Ele só está passando por alguma coisa difícil agora.

- Ele está passando por alguma coisa difícil há muito tempo, Gina. Ele está abandonado.

- Ronald Weasley. - Ela disse asperamente. - Você é o melhor amigo dele. Você, de todas as pessoas, sabe o que Harry passou. Ele perdeu os pais quando era somente um bebê. Teve que crescer com aquela repugnante família trouxa que não o tratava melhor do que a um elfo doméstico.

- Eu sei... Mas...

- Então - Ela continuou furiosamente. - Ele arriscou a vida dele por sete anos em Hogwarts para nos proteger. O tempo todo tentando ter uma vida normal. Sem mencionar que Harry perdeu um de seus adorados...

- Nós todos perdemos. - Rony explodiu. - Percy era nosso irmão.

O rosto de Gina se suavizou, a raiva vagarosamente desaparecendo de seus olhos.

- Eu sei. Harry carregou isso nos ombros por tanto tampo. Hagrid, Dumbledore, Percy... Professor Lupin.

- O que aconteceu com eles e com os outros não foi culpa de Harry.

Gina se inclinou.

- Mas você não vê que ele não entende isso? Quando Voldemort morreu, acabou. Só isso. Sete anos da vida dele desapareceram... Mais, se contar os anos que passou com os Dursleys. Com tudo que aconteceu, ele nunca teve tempo para entender isso. Agora tudo o que tem é tempo. Isso seria muito difícil para qualquer um.

Rony ficou olhando para ela.

- Você parece entendê-lo muito bem.

- Você deveria ser capaz de fazer isso também, Rony. Você colocou sua vida no limite quase tanto quanto Harry. Nós todos colocamos. Mas foi mais difícil para ele porque tinha que ser o Menino que Sobreviveu. Ele tinha a todos o assistindo, o julgando. Esperando tanto dele.

- Eu posso entender isso, Gina. Mas, acabou. Tudo isso. Por que ele não pode voltar a ser só o Harry?

Ela franziu as sobrancelhas levemente.

- Eu não sei... Talvez com o tempo. Acho que ele é muito melhor do que ele costumava ser...

- Você acha? - Rony perguntou rapidamente, com um ar de descrença. - É estranho para mim que você o defenda depois do que ele te fez.

- O que aconteceu com Harry foi... Um erro. - Ela se explicou, tentando não dar atenção à dor em sua garganta. - Eu sei o que ele disse a você... Sei como ele se sente. Não há mais nada que eu possa fazer sobre isso além de esquecer e continuar.

- Você o amou? - Ele perguntou de repente, voltando a olhá-la esperançosamente.

A pergunta a chocou, fazendo com que as lágrimas voltassem aos seus olhos.

- Eu o amei.

- Você continua amando?

Ela continua amando? Ela continua amando Harry? Harry, que disse que ela não era nada para ele... Harry, que disse que não precisava dela. Harry, com seu cabelo negro todo despenteado e com seus olhos intensamente verdes. Harry, que a beijou como se não houvesse o amanhã e a segurou contra ele, como se estivesse com medo que ela desaparecesse se a soltasse.

Só Harry.

Quando os lábios dela tremeram, Rony hesitou, mas depois abriu os braços, a chamando. Gina se mexeu e colocou a cabeça no colo dele, deixando as lágrimas saírem.

Ele ia tocá-la, mas hesitou, inseguro como responder. Finalmente, colocou uma mão sobre o ombro dela, esperando de alguma forma que isso trouxesse conforto. Cada soluçada de choro que ela dava o cortava por dentro e ficou ali sentado, desejando que pudesse encontrar as palavras certas para fazê-la parar de chorar.

O constrangimento de ter chorado no colo de seu irmão viria mais tarde, Gina sabia. Mas agora ela estava contente de estar ali... De alguma forma, esperando que pudesse tirar Harry da cabeça tão facilmente quanto as lágrimas. Seria tão fácil...

Gina abriu os olhos e piscou rapidamente no escuro. Ela sentou e viu que não estava mais chorando no colo de Rony, mas estava deitada em sua cama com a coberta por cima do corpo.

Gina gemeu e esfregou as mãos no rosto. Havia silêncio em sua volta, e o céu ainda estava escuro, a lua estava por trás das nuvens cinza. Percebeu que deveria ter caído no sono enquanto estava com Rony. Ainda cansada, Gina se virou e deitou de lado, olhando para a noite.

Sentiu uma dolorosa pontada em seu estômago, e seus olhos estavam inchados de tanto chorar. Em algum lugar da sua mente, lembrou que Olívio lhe disse que pensaria nela essa noite. Com o coração um pouco menos pesado, Gina sentiu seus olhos se fecharem mais uma vez, pensando no quanto era bom saber que alguém estava...

Voltou a dormir, nem fazendo idéia de que outra pessoa estava pensando nela também. Um bruxo de olhos verdes e cabelos negros estava deitado em sua cama acordado, com a mente sendo atravessada por lembranças dela enquanto a noite vagarosamente se tornava dia.


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