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8. Tão profundo


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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The Corrs - No Good For Me


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I see a home in a quiet place

I see myself in a strong embrace

And I feel protection from the human race

It's not parental

But it's a fantasy, not a reality

And it's no good, no, no good for me, you have no idea

That I'm walking through the clouds

When you're looking at me

I'm feeling like a child

Vulnerability

I am shaking like a leaf if you move beside me

And you're all that I see

But it's no good for me

You have a home

You have a home, in a quiet place

And someone else feels your strong embrace

She is protected and she needs no chase

And do you love her?

You're a mystery, you are the heart of intrigue

You're no good no no good for me

You have no idea

That I'm walking through the clouds

When you're looking at me

I'm feeling like a child

Vulnerability

I am shaking like a leaf if you move beside me

And you're all that I see

But it's no good for me

No it's no good for me, no good for me

It's a make-believe, you have no idea

That I'm walking through the clouds

When you're looking at me

I'm feeling like a child

Vulnerability

I am shaking like a leaf if you move close to me

And you're all that I see

But it's no good for me

Through the clouds

When you're looking at me

I'm feeling like a child

Vulnerability

I am shaking like a leaf if you move beside to me

And you're all that I see

But it's no good for me



The Corrs - No Good For Me (tradução)


Eu vejo uma casa num lugar tranqüilo

Eu me vejo envolvida em um abraço forte

E eu sinto proteção do gênero humano

Ela não é paternal


Mas é uma fantasia, não uma realidade

E não é bom para mim, você nem faz idéia


Que eu caminho pelas nuvens

Quando você me olha

Eu me sinto como uma criança

Vulnerável

Eu tremo como uma folha se você chega perto de mim

E você é tudo o que eu vejo

Mas isso não é bom para mim


Você tem uma casa num lugar tranqüilo?

E outra pessoa sente seu abraço forte?

Ela está protegida e ela não precisa correr atrás

E você a ama?


Você é um mistério, você é o centro da intriga

Você não é bom, não, não é bom para mim

Você nem faz idéia.


Que eu caminho pelas nuvens

Quando você me olha

Eu me sinto como uma criança

Vulnerável

Eu tremo como uma folha se você chega perto de mim

E você é tudo o que eu vejo

Mas isso não é bom para mim


*****************************************************


Capítulo 8


Tão Profundo


Na manhã seguinte, cansado por ter dormido pouco, Harry subiu a escada que levava às portas do Ministério, com as mãos dentro dos bolsos da calça. Seus nervos não paravam de trabalhar, fazendo-o ficar com a boca seca e as mãos suadas. Ele se sentiu ridículo por estar nervoso por causa de um simples teste. Repentinamente perguntou-se se estava experimentando o que Hermione sentiu por sete anos em Hogwarts.

Abriu as portas e entrou, pegando sua varinha para deixar o bruxo examiná-la. Ele viu que os olhos do bruxo se direcionaram para a suave cicatriz em sua testa. Então o bruxo curvou-se e devolveu sua varinha. Harry somente fez um simples gesto com a cabeça e foi para a escada que o levaria para o andar do Reforço das Leis Mágicas onde Sirius estaria esperando.

Ele passou pelo departamento de Feitiços, diminuiu o passo quando viu Hermione entrar no corredor, segurando vários rolos de pergaminho para um velho homem, que piscou para ela antes de voltar a andar no corredor. Ele engoliu em seco e perguntou-se o que deveria fazer. Ele não tinha falado com Hermione há uma semana, e tinha quase certeza de que ela não estaria contente com isso.

Hermione se virou para voltar a seu escritório, mas parou quando o viu. Ela não sorriu, só ficou olhando-o até que ele foi em sua direção.

- Oi, Hermione. - Ele começou, surpreso quando ela pegou seu braço e o puxou para dentro de seu escritório, fechando a porta com força.

- O que está acontecendo?- Ele perguntou, esfregando a parte do braço em que as unhas dela o tinham machucado.

- Você tem que ter uma explicação muito boa, Harry Potter. - Hermione disse, enquanto o olhava, com os braços cruzados.

- Olhe, desculpe que não tenho aparecido... Estive ocupado.

Hermione levantou a cabeça e o estudou.

- Está certo? Ocupado fazendo o quê? Tratando Rony como lixo, me ignorando, ou partindo o coração de Gina?

Harry fechou a boca antes que a sarcástica resposta saísse e a olhou. Ele respirou profundamente por um momento antes de falar.

- Eu não fiz nenhuma dessas coisas...

Hermione descruzou os braços e bateu repentinamente no peito de Harry.

- Pare de ser um idiota, Harry.

Ele pegou sua mão e a tirou de seu peito.

- Olhe, vou falar com Rony, está bem? E eu não tenho ignorado você... Não mais do que você tem me ignorado.

Hermione deu um passo para trás, piscando em confusão por um momento.

- Você acha que eu tenho ignorado você?

Ele encolheu os ombros, constrangido de não ter dito nada.

- Teria sido tão fácil para você quanto para mim, aparecer e dizer oi.

Hermione suspirou e conjurou duas cadeiras em frente à escrivaninha. Ela pegou a mão de Harry e sentou-se, puxando-o para sentar na sua frente.

- Você está certo. E me desculpe por não ter ido à casa de Sirius. As coisas estão tão agitadas por aqui ultimamente... Especialmente para mim. Eu quase não vi o Rony.

Harry assentiu, mas não disse nada.

- E, além disso,- Hermione continuou, apertando a mão dele gentilmente. - você realmente queria que eu aparecesse e incomodasse você?

Os olhos de Harry se ergueram para fitá-la, com a boca aberta em surpresa.

- Hermione, você não me incomoda.

Ela sorriu, e colocou o cabelo atrás da orelha.

- Parece que qualquer um incomoda você ultimamente, Harry.

Ele desviou o olhar, a culpa estampada em seu rosto.

- Me desculpe... Eu acho que pensei que seria legal ficar sozinho por um tempo. - Ele voltou a olhá-la, desta vez apertando sua mão. - Quero que você apareça mais. Sinto falta de falar com você.

Ela se inclinou e deu um rápido beijo em sua bochecha.

- Então farei isso.

- Obrigado. Eu... - Ele foi interrompido abruptamente com um agudo grito quando sentiu a mão dela bater em sua cabeça. - Mas que, diabos, foi isso?

Hermione parou de segurar sua mão e ficou de pé, com os braços cruzados novamente, com raiva.

- Isso foi pela Gina.

Esfregando a cabeça, Harry olhou para Hermione, completamente perdido.

- O quê?!

- Gina. - Hermione repetiu. - Ela me contou o que aconteceu entre vocês dois...

- Pelo amor de Deus...

- E, - Hermione interrompeu furiosamente. - eu quero saber o que você pensava que estava fazendo.

Harry se levantou, ainda esfregando a cabeça.

- Olhe, eu estava bêbado. Nós dois erramos naquela noite. Talvez eu devesse tê-la tratado um pouco melhor...

- Talvez? - Os olhos de Hermione estavam brilhando de raiva, fazendo-os ficarem mais negros do que já eram.

- Ok.. Sei que fui um idiota, tá? Já me perturbei o bastante sobre isso...

- Bem, então é melhor que Rony não descubra, ou ele provavelmente colocará você em um hospital.

Harry suspirou e se virou, colocando as mãos na borda da escrivaninha.

- Hermione, eu errei. E me desculpei com ela por isso. Não sei o que mais posso fazer.

A expressão de Hermione se amenizou e ela colocou a mão no braço dele.

- Trate-a como um ser humano, e não como uma das garotas com quem você transa só por diversão.

Harry ficou em silêncio por um momento antes de suspirar e assentir.

- Eu realmente preciso ir para o teste, senão Sirius me dará um pontapé.

Hermione o abraçou.

- Boa sorte.

- Er, obrigado,” Ele disse, afastando-a gentilmente.

- Diga a Rony que eu disse o mesmo para ele. - Hermione o chamou quando começou a fazer seu caminho até a porta.

- Eu direi. - Harry deu um pequeno sorriso antes de sair.

Harry abriu uma das portas do corredor e entrou no escritório de Sirius. Rony estava encostado na parede, com os braços cruzados enquanto esperava. Sua expressão não mudou quando Harry entrou.

- O que você está fazendo aqui? - Rony perguntou tranqüilamente.

Harry entrou na sala, quase cuidadosamente, antes de fechar a porta.

- Vim fazer o teste de Auror.- Ele disse, vendo as sobrancelhas de Rony levantarem-se em surpresa. - ponho que tenho que agradecer a você por isso.

Rony ficou em silêncio enquanto olhava seu amigo. Abriu a boca para dizer alguma coisa, mas fechou-a rapidamente e olhou para a janela.

Harry deu um passo em sua direção, percebendo que Rony não facilitaria o seu pedido de desculpas.

- Rony... Por favor, me desculpe pelo o que aconteceu na semana passada. Fui um completo idiota...

Os olhos de Rony voltaram a fitar Harry antes de suspirar e se desencostar da parede.

- Eu também. Não deveria ter pressionado você para jogar Quadribol.

- Não, eu estou contente que tenha feito isso. - Harry disse, mexendo-se. - Na verdade, eu estava pensando seriamente sobre isso até que Sirius mencionou o que você fez. Você sabe que não pode aparecer mais do que eu.

Harry sorriu quando os lábios se Rony se curvaram em um sorriso.

- Sempre querendo ser igual a mim, não é? - Rony brincou.

Alívio fluiu através de Harry quando os dois sentaram-se para esperar Sirius.

- Como estão as coisas? - Harry perguntou, cruzando as mãos em cima dos joelhos.

Rony encolheu os ombros.

- Não posso me queixar. Estive correndo mais. Imagino que se eu fizer isso, haverá mais treinamento físico. E eu não quero parecer como uma lesma gorda sendo comparado a alguém.

- Você está bem. - Harry disse. - Você só parecerá como uma lesma gorda sendo comparado a mim.

Rony riu e balançou a cabeça.

- Verdade.

Ficaram em silêncio por alguns minutos quando Harry lembrou repentinamente.

- Então... Você já propôs à Hermione?

Ele achou que não deveria ter perguntado, porque o sorriso de Rony hesitou levemente e ele começou a mexer numa linha solta em sua calça.

- Não, ainda não. Ela está tão mas tão ocupada com o trabalho. Eu talvez a tenha visto só três vezes essa semana. E é geralmente à noite quando eu vou para ficar com ela.

Harry assentiu em entendimento.

- Ela disse que quase não viu você.

Rony virou-se para Harry, com a voz mais baixa.

- Não é só que não nos vemos mais, Harry. Eu juro, eu sinto como se estivesse me tornando um monge ou algo parecido.

Harry segurou uma risada e olhou para Rony em surpresa.

- Quanto tempo?

- Uma semana. Uma maldita semana! - Rony resmungou, como se isso fosse a pior coisa do mundo. - Nas duas últimas noites em que eu fui à casa dela, ela foi dormir cedo. E ela usa aquela pequenina camisola branca, e era óbvio que queria me provocar.

Mesmo que Harry achasse Hermione muito atraente, ela era como uma irmã para ele. Hermione com camisola branca era, definitivamente, uma coisa que ele não queria imaginar. Ele levantou a mão para parar Rony.

- Eu entendi.

Rony riu novamente e mexeu a cabeça.

- Desculpa, cara. Eu só tenho pensado nisso nessas noites, se eu não a tiver logo, talvez eu vá enquanto ela estiver dormindo.

Harry riu, repentinamente percebendo que era a primeira vez em que se sentia bem durante dias. Antes que ele pudesse continuar com o assunto, os olhos de Rony se levantaram como se estivesse lembrando de alguma coisa importante.

- A propósito, mamãe quer que você vá jantar lá na Toca hoje à noite.

Harry ficou surpreso por um momento antes de balançar a cabeça.

- Um pouco precipitado, não é?

Ron se mexeu desconfortavelmente na cadeira.

- Na verdade, não. Mamãe falou para eu convidar você na semana passada, mas como não estávamos nos falando...

Harry assentiu.

- Eu entendo...

- Mas, de qualquer forma, eles realmente querem você lá. Carlinhos e Gui estão em casa também.

- Qual é a ocasião?

Rony encolheu os ombros.

- Na verdade, eu não sei. Papai está meio reservado ultimamente. Estou achando que é alguma coisa importante para Carlinhos e Gui pararem de trabalhar para passar dois dias em casa. Sirius falou alguma coisa?

- Não... - Então Harry pensou sobre isso, perguntando-se se Sirius tinha de fato falado alguma coisa sobre o que o Sr. Weasley tinha para declarar. Harry tinha ficado tão envolvido em seu próprio mundo que provavelmente não notou Sirius.

- Você virá então?

Harry pensou, desesperadamente, querendo dizer um simples sim. Ele não tinha visto os Weasley por algumas semanas, e ele pensou que seria legal ver Carlinhos e Gui de novo. Mas, novamente, Gina estaria lá...

- Harry?- Rony perguntou, tirando-o de seus pensamentos.

- Ah, está bem. É claro que eu vou. - Ele só teria que lidar com Gina. Ele lembrou-se das palavras que Hermione tinha dito mais cedo. “Trate-a como um ser humano, e não como uma das garotas que você transa só por diversão.”

Harry esfregou sua têmpora firmemente. Talvez fosse melhor se ele simplesmente não aparecesse. Certamente ele não queria estragar a noite de Gina se o Sr. Weasley tinha alguma coisa importante a dizer.

- Rony, talvez eu...

Ele foi interrompido quando a porta atrás deles abriu e Sirius entrou, os olhando com uma mistura de seriedade e divertimento.

- Vocês estão prontos, garotos?



Uma hora depois, eles estavam andando no corredor para encontrar Hermione. Harry estava se sentindo um pouco confiante sobre o teste, basicamente era sobre Defesa Contra as Artes das Trevas, que foi uma das matérias que Harry ganhou excelente em Hogwarts.
Rony, porém, estava muito preocupado.

- Eu sabia que deveria ter dado a Hermione a Poção Polissuco para ela se transformar em mim. Eu me pergunto se eles fizeram um teste como esse.

- Rony, eu sei que você foi bem. - Harry insistiu, mas deu um sorriso imaginando Hermione transformada em Rony e fazendo o teste por ele. Se, mesmo em Hogwarts, eles tivessem mencionado para Hermione a possibilidade de trapacear, ela lhes teria dado um sermão de horas a fio. No dicionário de Hermione, trapacear era tão ruim quanto as Maldições Imperdoáveis.

- Quando vamos saber dos nossos testes? - Rony perguntou, colocando as mãos dentro dos bolsos da calça, um pouco pálido. - Acho que eu estava distraído quando Sirius estava explicando os procedimentos para nós.

- Uma semana ou duas. - Harry respondeu, não querendo admitir que estava tão nervoso quanto Rony. Eles pararam na frente da porta de Hermione e a esperaram arrumar as coisas. Ela sorriu para eles e colocou a pesada bolsa no ombro, protestando um pouquinho quando Rony se aproximou e a retirou.

- Harry vai comigo para a Toca. - Ele a explicou, pegando a mão dela enquanto andavam em direção a porta principal. - Você pode ir para casa e se trocar, se quiser.

- Isso seria adorável. Estou cansada dessa roupa horrível... - Hermione disse.

Harry andava alguns passos atrás deles, vendo-os conversar. Ele sentiu a familiar pontada de inveja vendo as mãos entrelaçadas. Sem dúvida ele estava feliz que Rony e Hermione tinham se encontrado. Em outras palavras, ele estava aliviado que não tinha mais que agüentar as crises de ciúmes que um tinha quando o outro beijava algum outro estudante de Hogwarts. Mas agora, mesmo que soasse idiota, ele sentia-se deixado para trás. E mesmo que ele nunca tivesse admitido isso para eles, ele sentia constantemente que era deixado de lado quando estavam juntos. Às vezes parecia que eles só queriam estar em volta dele quando não estavam juntos. E isso o irritava tanto quanto o magoava. Não parecia justo que eles compartilhassem alguma coisa da qual ele não pudesse fazer parte.

Ele os seguiu para a rua, esperando enquanto Hermione e Rony se beijavam apaixonadamente antes de ela desaparatar em casa. Rony pegou sua varinha e olhou para Harry.

- Você lembra como chega à Toca, né?

- Muito engraçado. - Harry disse, vendo Rony desaparecer com um rápido “pop”.

Pegando sua própria varinha, Harry a estudou por um momento, pensando. Ele ainda podia não ir. Ele podia aparatar em casa e ir para a cama, se cobrir com um cobertor bem quentinho. Mas balançou a cabeça e fechou os olhos, concentrando-se na Toca.

Segundos depois ele apareceu no jardim, sons de pessoas conversando preencheram seu ouvido. Rony tinha esperado-o, e os dois foram em direção à casa. As risadas e os barulhos começaram a aumentar de volume.

- Harry! - A Sra. Weasley gritou alegremente, levantando-se da mesa para ir abraçá-lo.

Antes que ele pudesse falar, a Sra. Weasley estava levando-o para o centro daquela bagunça. Pelos próximos dez minutos foi um turbilhão de sorrisos, cumprimentos e tapinhas nas costas. Ele foi informado de que Gui estava deixando o Egito para trabalhar no Gringotts da França em algumas semanas, Carlinhos estava tentando criar um novo tipo de dragão na Romênia, e Fred e Jorge disseram a ele em voz baixa, com excitação, que tinham quase dinheiro o bastante para começarem a loja de logros.

Harry logo esqueceu de sua preocupação, e viu, com divertimento, quando Rony agarrou Hermione e a trouxe para dentro. Ele ficou conversando sobre Quadribol, mesmo quando sua visão escureceu um pouco, quando, pelo canto do olho, ele viu Gina entrar, carregando uma tigela de salada.

Seu cabelo estava preso no alto da cabeça, com mechas ruivas caídas sobre os ombros. Ela perecia tão casual quanto de costume, com uma blusinha de cóton azul-clara e shorts de algodão, mas isso ainda fazia o sangue de Harry fervilhar. Seus olhos se encontraram por um momento e ele a viu parar, rapidamente, enquanto a surpresa passava através de seu rosto.

Harry olhou para Gui e Carlinhos e pediu licença antes de se virar para Gina. Ele se moveu vagarosamente, colocando as mãos nos bolsos da calça. Ele a viu colocar a tigela na mesa e olhá-lo com um hesitante sorriso.

- Harry. Como vai?

Era errado que somente em ouvir seu nome saindo dos lábios dela o excitava?

- Estou bem. - Harry respondeu, vendo-a pegar a varinha para arrumar a mesa. - Como está Olívio?

Gina continuou o que estava fazendo, mas se recusando a olhá-lo nos olhos.

- Suponho que Olívio esteja bem. Mas isso é uma coisa que você mesmo tem que perguntar a ele.

Harry apertou suas mãos dentro dos bolsos.

- Eu pensei que você saberia... Depois de tudo o que eu ouvi, que vocês dois são um casal agora.

Então ela olhou para ele, com as sobrancelhas contraídas em confusão.

- Como assim?

Harry encolheu os ombros.

- É só o que eu ouvi. Pessoas viram você o beijando n’O Caldeirão Furado.

Gina deu uma risadinha e balançou a cabeça.

- Eu não acredito.

- O quê?

Ela endireitou-se e cruzou os braços.

- Você está com ciúmes do Olívio.

Harry deu uma risada desesperada, mesmo que seu rosto não mostrasse nenhum divertimento.

- Eu não estou com ciúmes de Olívio.

Gina sorriu travessamente e se aproximou dele, ficando insuportavelmente perto. Seus olhos fitaram os dele, cintilando com determinação.

- Você está com ciúmes.

O coração de Harry acelerou quando sentiu o perfume dela. Ele resistiu ao instinto de dar um passo para trás. Ele não iria dar a ela a satisfação de saber que ela estava afetando-o.

- Eu só estou querendo saber da sua reputação. As pessoas gostam de cochichar, sabe.

Gina encolheu os ombros, e o sorriso continuava firme em seu rosto.

- Claro que elas cochicham... Idiotas como Parvati e Lilá. E se as pessoas não têm nada melhor para fazer do que ficar escutando pessoas como essas, eu sinto pena delas. O que aconteceu com Olívio e eu não foi nada de mais. Ele é um amigo. - Ela explicou, levantando a mão para afastar o cabelo negro que estava na frente dos olhos dele. - Você certamente não tem que ficar com ciúmes de nada.

Harry deu um passo para trás, rapidamente disfarçando o gemido que saiu de sua boca com uma tosse, e viu o sorriso dela antes de virar-se para a mesa. Ele a assistiu por um momento, lembranças da noite anterior com Parvati passando por ele, deixando um rastro repugnante de culpa e vergonha. Repentinamente ele desejou ter o Vira-Tempo de Hermione.

Tentando deixar de lado a inquietação de seu estômago, ele limpou a garganta e se virou para ela novamente.

- Na verdade, eu queria conversar com você.

Ela olhou novamente para ele quando os pratos foram para os seus respectivos lugares.

- Ah! O que é?

- Bem, aquele feitiço para dormir sem sonhar que você falou. Eu estava me perguntando se você teria um tempo para tentar em mim... Logo.

- Claro, na hora que você quiser...

Ele hesitou antes de tocar o braço dela.

- Como você está? - Ele perguntou rapidamente, vendo os olhos dela acalmarem-se.
Ela abriu a boca pra responder quando viu os olhos dele mudarem. Imediatamente ele se afastou e Gina se virou para ver o que causou aquela repentina reação e se acalmou quando viu Penélope descer a escada com a filhinha nos braços.

Percebendo o motivo que deixou Harry daquele jeito, ela virou-se para ele com um sorriso de entendimento.

- Você está bem?

- Eu não sabia... Eu não sabia que ela estaria aqui. - Ele disse simplesmente, assistindo Penélope colocar a filhinha no chão para engatinhar.

- Ela vem jantar aqui todas as vezes que pode, assim mamãe e papai podem ver Hannah. - Ela o olhou atentamente. - Não tem razão para você ficar desconfortável na presença dela, Harry. Vocês dois se conhecem.

Certo, e ela sabe que eu sou a razão da filha dela não ter pai, ele pensou, a memória voltando para ele brutalmente.

Penélope olhou para eles e acenou com a mão com um educado sorriso no rosto. Gina respondeu ao aceno dela e voltou-se para Harry, colocando a mão em seu braço para confortá-lo.

- Você ficará bem.

Repentinamente, naquele momento, vendo a mão dela em seu braço, ele sentiu que iria ficar bem.

O jantar ficou mais barulhento do que já estava. Com doze adultos e um bebê, o barulho e a comida sendo passada de cá para lá, era o suficiente para dar a Harry uma dor de cabeça. Mas surpreendentemente, ele se sentia bem em casa... Quase completamente tranqüilo.

Com Fred e Jorge tentando substituir alguma coisa da mesa com os seus próprios logros e Carlinhos quase derrubando salada no colo de Penélope, Harry não tinha tempo para ficar desconfortável. Sem mencionar o fato de que a perna de Gina deslizou acidentalmente em sua própria perna. Ele chegou perto de se engasgar com a comida mais de uma vez.

Quando os pratos estavam quase vazios, o Sr. Weasley se levantou, erguendo o seu copo enquanto a mesa se silenciava, só não silenciou completamente por causa dos gritos de Hannah.

- Weasleys. - Ele começou, seus olhos passando por Harry e Hermione. - E honorários Weasleys! Eu tenho o prazer de informar a vocês que a Assembléia do Ministério se reuniu essa semana para discutir um assunto muito importante.

O garfo de Rony tilintou barulhentamente no prato enquanto todos esperavam ansiosamente o que o Sr. Weasley tinha a dizer. Ele olhou para a sua mulher, que estava sorrindo orgulhosamente em sua cadeira.

- Estou honrado e orgulhoso de dizer, que eles me pediram para ser o novo Ministro da Magia.

O silêncio pairou por meros quatro segundos antes de todo mundo gritar ao mesmo tempo. Houve choros de alegria e cadeiras sendo empurradas enquanto todos tentavam abraçar o Sr. Weasley. A repentina mudança de volume fez com que Hannah começasse a chorar alto nos braços de uma sorridente Penélope.

Harry continuou sentado e olhou para Hermione que estava com as mãos cruzadas. Seus olhos se encontraram e eles sorriram. Não havia dúvida em suas mentes que não tinha nenhuma outra família que merecia mais essa felicidade do que a dos Weasleys.

Quando todos se acalmaram e a conversa sobre Quadribol começou, Harry foi até o Sr. Weasley e cumprimentou-o, e ficou um pouco surpreso quando o Sr. Weasley o abraçou.

- Se Sirius ainda não sabe, ele vai explodir de alegria. - Harry disse quando o Sr. Weasley se afastou.

- Ele sabe, Harry. Na verdade, ele foi o único que mencionou o meu nome quando a Assembléia se reuniu.- O Sr. Weasley disse a ele, vendo a sua família com os olhos de um verdadeiro homem feliz.

- Ele fez isso? - Isso não surpreendeu Harry nem um pouco, mas se perguntou por que Sirius não tinha falado nada a ele.

- Ele fez. - O Sr. Weasley repetiu. - Muitos dos meus agradecimentos vão ao Sirius. As coisas seriam muito diferentes sem o seu padrinho, Harry.

Harry não disse nada quando Penélope se aproximou, ainda sorridente, com uma Hannah muito cansada em seus braços. Ela tirou uma mecha de cabelo do rosto de Hannah antes de cumprimentar o Sr. Weasley.

- Sabe, Arthur, Percy teria enlouquecido de tanto orgulho se ele estivesse aqui. - Penélope disse com um sorriso tranqüilo.

- Ele está aqui. - O Sr. Weasley disse simplesmente, sorrindo quando a cabeça de Hannah caiu molemente de tanto sono.

Harry deu um passo para trás, sentindo o calor passar por todo o seu corpo. Repentinamente ele sentiu como se estivesse sufocando e virou-se para ir à cozinha.

- Harry, você quer jogar uma partida de Quadribol? - Rony perguntou quando o amigo passou por ele. Rony chamou-o novamente, mas Harry não ouviu, e ele abriu a porta da cozinha, quase trombando com Gina.

- Ei. - Ela disse, colocando a mão em seu braço para impedi-lo de passar.

Ele se afastou dela e se apoiou no balcão, colocando a cabeça para trás para respirar profundamente.

- O que foi? - Gina perguntou, se aproximando.

- Eu não deveria estar aqui. - Harry disse, fechando os olhos. - Percy deveria estar aqui, não eu.

Gina franziu as sobrancelhas e olhou para a sua família, depois se voltou para Harry.

- Eu não sei quantas pessoas precisam dizer a você que o que aconteceu com Percy não foi sua culpa. - Ela disse firmemente, continuando quando ele abriu os olhos. - Ninguém aqui culpa você, só você se culpa. E isso é uma coisa que tem que acabar.

Ele fechou a boca firmemente, olhando-a do outro lado da cozinha.

- Você não entende.

Gina atravessou a cozinha com passos largos até ficar em frente a ele.

- Não, eu acho que você é que não entende. - Ela disse num tom firme. - É um dia muito feliz para a minha família... Um dos poucos desde... desde Voldemort. E a última coisa que eles precisam é ter você se lastimando sobre uma coisa que eles tentam com dificuldade superar. Agora, se você quiser sentir pena de si mesmo, faça isso em outro lugar.

Respirando pesadamente, Gina deu um passo para trás, com as bochechas vermelhas de raiva. Harry a assistiu com os olhos alargados, surpresa e vergonha passando por eles. Quando ela se virou para ir embora, Harry saiu de seu choque e agarrou o braço dela.

- Gina, me desculpe.

Ela queria ficar brava com ele, e, porcaria, ela tentou. Mas ela podia ver a sinceridade nos olhos dele e sentiu a tensão fria em seu corpo derreter.

- Só, por favor, tente se divertir, Harry... Pelo menos um pouco.

Ela se afastou dele e abriu a porta, desaparecendo atrás da mesma. Harry passou a mão em seu cabelo, o cansaço repentinamente tomou conta de si. Ouvindo as risadas do outro lado, ele abriu a porta para observar.

Gina tinha pegado Hannah e a fria fúria que ele tinha visto nela momentos antes tinha desaparecido, substituída por ternura e sorrisos. Deixava-o tonto às vezes ver como ela era linda. Harry sempre a tinha achado bonita... Mesmo quando ele a encontrou na Plataforma Nove e Meia quando tinha onze anos. Mas durante esses últimos anos ela tinha passado de bonita para linda... Até atordoante ao ver de Harry. Ela fazia pessoas como Cho Chang e Parvati Patil parecerem gnomos.

Seus pensamentos foram interrompidos quando viu Hermione e Rony acenando para ele. Respirando profundamente, Harry sorriu e se aproximou deles.

Algumas horas mais tarde o anoitecer chegou e a segunda partida de Quadribol teve que ser interrompida, pois Harry não conseguia ver mais o Pomo de Ouro. Gui, Carlinhos e Penélope se sentaram em volta da mesa conversando e bebendo cerveja, e Rony e Hermione tinham desaparecido outra vez.

Sentindo-se um pouco abandonado, ele ficou ao mesmo tempo aterrorizado e aliviado quando Gina se aproximou. Ele percebeu que ela trocou o shorts por uma calça que moldava perfeitamente o seu quadril.

- Você parece meio perdido aqui, sozinho. - Ela comentou com um sorriso tranqüilo.

Ele encolheu os ombros, tentando não olhar para os bicos dos seios dela que apareciam sob a blusa de algodão.

- Eu estava...- Ele pausou, engolindo para molhar a sua garganta muito seca. - Na verdade, eu estava me perguntando para onde Rony e Hermione foram.

Gina sorriu com uma risadinha, fazendo com que o fogo fosse diretamente para o quadril de Harry. Ela acenou com a cabeça para as árvores atrás da Toca.

- A última vez em que os vi, ela estava levando-o para alguma daquelas árvores.

Harry balançou a cabeça.

- Eu nem quero saber.

Ela riu, colocando os braços em volta de si para se proteger do frio da noite.

- Você e eu...

Ele sorriu, permitindo-se uma rápida olhada para o corpo dela quando ela olhou para trás.

- Está ficando um pouco tarde... Mas se você quiser, eu posso fazer o feitiço em você essa noite. - Ela voltou a olhá-lo. - Se você não tiver nenhum plano, eu quero dizer.

- Dormir a noite toda é o único plano que eu realmente tenho. - Harry disse.

- Eu posso aparatar na casa de Sirius se quiser. A menos que você tenha planejado ficar aqui hoje.

Harry pausou por um momento.

- Você quer dizer que não pode só... Pegar a varinha e fazer o feitiço?

Ela riu, balançando a cabeça.

- É um pouco mais complicado que isso. Tem que ser feito quando você estiver dormindo ou num estado de semi-consciência.

- Ah. - A mente de Harry estava agitada. Se ela fosse para casa com ele... Eles ficariam no quarto dele... Sozinhos. Ele não tinha certeza se ficaria controlado nessa situação.

Ela reconheceu a hesitação nos seus olhos e entortou a cabeça.

- Você acha que eu vou atacar você enquanto dorme?

Por que ela o fez sentir-se tolo, ele rolou os olhos e pegou na mão dela.

- Está bem então, vamos.

Enquanto Harry ia se despedir do Sr. e da Sra. Weasley, Gina correu para falar com Carlinhos que estava conversando com Penélope e o puxou pela manga.

- Carlinhos, se mamãe ou papai perguntarem por mim, diga que fui ver se Simas precisa de alguma coisa. - Ela disse rapidamente.

Ele olhou em volta e viu Harry que parecia estar esperando por ela na porta. Seus olhos se contraíram enquanto se voltava para Gina.

- Por quê? Aonde é que você realmente vai?

Gina rolou os olhos.

- Não se faça de irmão mais velho ‘superprotetor’ agora, Carlinhos. Eu já tenho que aturar o Rony. Eu só vou ajudar Harry a dormir, depois eu volto para casa.

Carlinhos se engasgou com a bebida quando a ouviu falar.

- Ajudar a dormir?

- Ah, pelo amor de Merlin. - Gina explodiu, batendo-lhe no braço. - Com um feitiço. Logo depois eu volto para casa.

Antes que ele pudesse protestar, Gina se inclinou e beijou-o na bochecha antes de ir se encontrar com Harry.

- Podemos aparatar lá fora? - Ela falou, ofegante, olhando para seus pais que estavam conversando com Gui.

Ele a olhou suspeitosamente, mas assentiu.

- Está bem.

O coração dela estava acelerado na perspectiva de estar sozinha com Harry, e Gina teve que esperar um pouco depois que ele aparatou, até se sentir calma.

Momentos depois ela sentiu o mundo desaparecer em baixo de seus pés e aparecer em cima de Harry, que estava esperando-a do lado de fora da casa. Ele a pôs no lugar com os braços com um divertido olhar e se virou silenciosamente para abrir a porta.

Ela estava um pouco excitada com a rápida trombada e o seguiu para dentro da casa.

- Sirius está no St. Mungo’s.- Harry explicou, vendo-a olhar em volta da casa.

- Ah. - Ela disse calmamente, vendo-o acender várias velas antes de subir as escadas.

Quando ela não o seguiu, ele parou e se virou para olhá-la.

- Bem? Você vem ou não?

Gina engoliu em seco e ralhou consigo mesma por estar tão nervosa sobre um simples feitiço. Ela iria fazê-lo, certificar-se de que ele estava dormindo bem, e aparatar em casa. Um, dois, três... Simples assim..

Ela o seguiu até seu quarto e o viu desabotoar alguns botões de sua camisa e sentar na cama tirando um sapato e jogando-o no chão.

- Então, eu devo ficar pelado agora - Ele perguntou, tirando o outro sapato.

- Eu... Você... O quê? - Atrapalhada, ela deu um passo para trás, sentindo suas bochechas queimarem.

Harry riu e ficou de pé, indo até a janela e abrindo-a.

- Estou brincando, Gina.

- Ah.- Ela se mexeu, o calor da humilhação passando por ela. Repentinamente ela levantou o queixo. Se ele queria brincar, ela poderia brincar também. - Bem, você não precisa ficar pelado. Mas precisa tirar sua camisa.

Harry virou-se abruptamente da janela, com os olhos arregalados.

- O quê?

- O feitiço funcionará melhor se não houver nada que restrinja o seu corpo.

O que, certamente, era uma completa mentira.

Os olhos dele encontraram os dela e ele contraiu o maxilar enquanto terminava de desabotoar a camisa.

- Está bem.

Ela segurou um sorriso quando ele parou e ficou de costas para ela, como se tirar a camisa na frente dela o constrangesse. Ela deixou o orgulho de lado e atravessou o quarto, levantando as mãos para ajudá-lo tirar a camisa.

- Aqui, me deixe ajudá-lo...

Repentinamente ele se arqueou quando ela o tocou e fechou os olhos quando os dedos dela foram descendo por sua pele, seguindo o caminho do seu braço. A brincadeira sumiu quando ela viu os arranhados vermelhos em suas costas.

- Harry, o que você fez? - Ela perguntou, sua voz se encheu de preocupação enquanto passava a mão bem de leve por cima dos arranhados.

- Ah. - Sua mente se agitou tentando encontrar uma explicação coerente que não tivesse nada a ver com a transa com Parvati Patil. - Eu... tive terríveis picadas de inseto. Ardem como o inferno... Eu deveria deixar minha janela fechada durante a noite.

Ele a sentiu se mover atrás dele e quando ele foi se virar, ela o segurou pelo ombro, não o deixando se virar.

- Eu vou curá-las para você. - Ela disse, pegando sua varinha e apontando-a para as ‘picadas’ e vendo-as desaparecer. - Está melhor?

- Er, sim. - Ele respirou aliviado, praguejando-se por não tê-las curado mais cedo. - Obrigado.

Ele finalmente se virou, surpreso quando viu que ela estava muito próxima a ele. Isso chamou a atenção dela, e, baixando os olhos, deu um passo para trás.

- O que você está fazendo?

Ele sorriu marotamente, desabotoando a calça antes de abrir o zíper.

- Você disse que era melhor não haver nada que restringisse meu corpo, certo? E a calça é um pouco... “Restringente”.

- Eu... Ah... - Sua língua travou, sua garganta se livrando de qualquer umidade. Repentinamente ele estava sem a calça, jogando-a na cadeira no canto do quarto.

Gina sentiu a repentina sensação de luxúria passar por si, o desejo passando quase dolorosamente entre suas coxas. Tudo que ela não poderia fazer era babar daquela visão de Harry, quase nu, salvando pela sua cueca, na sua frente. Ela o tinha visto assim antes... Muitas vezes... Mas ele ainda a afetava.

Voltando para a realidade, Gina deu um pequeno sorriso e encolheu os ombros.

- Se isso te faz ficar mais confortável... Você pode deitar-se agora.

Harry foi até a sua cama, deitando-se confortavelmente, com as mãos em cima do peito. Gina se sentou na borda do colchão e se inclinou para tirar os óculos dele. Ele fechou os olhos e ela ficou chocada na exaustão que revestia o rosto dele. Ele parecia como se não tivesse dormido em semanas. Resistindo à tentação de tocá-lo, Gina enxugou as mãos suadas na calça e levantou a varinha por cima do corpo dele.

- Só tente relaxar...- Ela sussurrou, satisfeita quando a respiração dele ficou tranqüila.

A ponta de sua varinha ficou num alaranjado brilhante e ela a sentiu esquentar em sua mão. Os sonhos dele começaram a passar por ela. Gritou, seus dedos apertaram-se mais à varinha e contraiu os lábior, com dor. Ela não podia ver mais nada além de uma tela branca. Vozes gritavam em volta de si, mãos eram colocadas em si. Em pânico, Gina tentou gritar, mas não encontrava sua voz.



Harry sentiu os sonhos violentos irem embora. Seu corpo começou a relaxar enquanto as imagens sangrentas desapareciam. Uma sensação muito grande de paz o invadiu e ele pôde ver Gina parada ao longe. Sorrindo, ele começou a atravessar a névoa para encontrá-la. Ele sabia que só era preciso tocá-la para salvar-se.

Se aproximando, ele pôs a mão na face dela, surpreso quando ela levantou sua própria mão e pegou a dele. A dor explodiu dentro dele quando olhou para baixo, vendo as mãos unidas sangrarem. Ele ergueu seu olhos arregalados para os dela, ofegante e com muita dor.

- Harry.

Seus olhos se abriram abruptamente. Silenciosos choramingos ecoaram em seu quarto e, não sabendo se era sonho ou realidade, lançou sua mão para o ar para atacar.

Um grito saiu da garganta dela quando sentiu o braço dele agarrar fortemente em volta de seu pescoço. O feitiço se rompeu quando ele acordou e ela tentou tirar aquela dor de seu corpo quando ele de repente sentou-se e a agarrou pelo pescoço. Ela colocou as mãos em cima das dele tentando afastá-las para poder respirar.

Os batimentos de Harry ficaram mais lentos e sua visão clareou. Ele balançou a cabeça violentamente para clarear a visão, e ficou horrorizado em encontrar seu braço em volta de Gina, que estava desesperada.

- Caramba! - Ele gritou, tirando seu braço do pescoço dela, fazendo-a cair na cama.

Harry pegou-a com os braços, deixando-a bem próxima de si. - Gina, você está bem? Eu não sabia...

Ela tossiu e respirou profundamente, o que fez com que o estômago de Harry mexesse desconfortavelmente. Ela colocou a mão em volta do pescoço, e deu um fraco sorriso.

- Me desculpe. - Ela sussurrou, continuando a respirar profundamente.

- Jesus, não se desculpe. - Ele disse, estudando-a atentamente. Ela estava muito pálida. - Mas que diabos aconteceu?

A palidez em sua bochecha foi substituída por um leve rubor e ela evitava os olhos dele, enquanto se afastava um pouco. Ela estava começando a se sentir um pouco quente.

- O feitiço. Estava funcionando, eu acho... Até que você acordou...

Ele balançou a cabeça, passando a mão no cabelo.

- Não estava funcionando. Alguma coisa estava errada... Você estava sofrendo, não estava?

Ela esfregou a garganta novamente, relembrando o esmagador frio que a invadiu quando estava fazendo o feitiço.

- Eu estava bem.

- Mentira. - Ele falou, colocando a mão no queixo dela e levantando, para ela olhá-lo. - O que estava acontecendo?

Ela viu a raiva em seus olhos e se afastou de sua mão.

- É uma parte do feitiço... Talvez seja o único lado ruim dele. Quem faz o feitiço retira o negativo ou os sentimentos ruins da pessoa, não deixando nada.

- E?

Ela o olhou por um mero momento antes de ficar olhando para o lençol.

- E esses sentimentos passam para a pessoa que faz o feitiço.

Ele balançou a cabeça, com os olhos queimando.

- E por que você não me falou dessa parte?

- Porque eu sabia que você não iria me deixar fazer o feitiço. - Ela respondeu defensivamente, se movendo para sair da cama. Ela suspirou quando Harry segurou seu braço. - E eu achei que poderia controlar isso.

- Você sabia que teria uma possibilidade de sofrer, e mesmo assim fez o feitiço? - Harry perguntou, soltando um pouco seu braço.

- Eu sabia que você queria muito ter uma noite de paz. - Gina disse, sua bochecha ficando vermelha de constrangimento. Antes que ele pudesse responder, ela olhou para ele. - Como você sabia? Você acordou muito rápido...

Harry relembrou o sonho que estava tendo dela e se perguntou o que ela diria se soubesse que era a personagem principal de seus sonhos.

- Eu... Senti você tremer. - Ele mentiu, tirando a mão do braço dela. - Eu acho que não estava relaxado o bastante para o feitiço funcionar...

- Eu posso tentar novamente, se quiser.

- Você está brincando? - Harry perguntou, surpreso, passando a mão pelo cabelo. - Eu não vou deixar você ficar em agonia por causa de mim. Vou ficar bem.

Alguns momentos em silêncio se passaram entre eles antes de Gina suspirar baixinho e virar a cabeça para olhá-lo.

- Eu devo ir então. - Ela sussurrou, mas encontrou-se incapaz de se mover quando ficaram se olhando. Depois do que pareceu uma eternidade, Harry se inclinou e colocou uma mão em sua face, puxando-a para encostar gentilmente seus lábios nos dela. Ele a sentiu hesitar e se afastou, a desculpa em sua boca desapareceu quando ela se inclinou, deslizando as mãos sobre os braços dele enquanto capturava sua boca mais uma vez.

Ele a puxou para si, suas mãos se encontravam gentilmente entre os cabelos ruivos enquanto deslizava sua língua sobre os lábios dela. Ele estava extasiado com a essência e o toque dela. Mesmo que ele realmente quisesse se afastar, ele não poderia. Era tarde demais agora.

Um milhão de razões do por que deveria parar passou pela mente de Gina enquanto Harry deslizava suas mãos em suas costas. Quando os lábios dele foram para o seu pescoço, ela não conseguiu se lembrar mais. Ela arqueou, levando a cabeça para trás quando um leve gemido escapou de sua boca. Ela sentiu os dedos de Harry pressionarem suas costas e os lábios deslizarem por sua orelha.

A voz dele estava ofegante e forçada, como se estivesse tentado se controlar.

- Gina, deixe-me tê-la.

Naquele momento, Gina teria dado qualquer coisa a ele. Ela se afastou, nunca rompendo o olhar, e tirou a blusinha, deixando-a cair no chão ao lado da cama. A respiração dele parou na garganta quando ela moveu os braços para desabotoar o sutiã, deixando-o deslizar sobre seus braços até o chão. Engolindo o inchaço em sua garganta, Harry abaixou os olhos. A pele dela era pálida e macia à luz do luar; seu cabelo estava caído nos ombros, ficando sedutoramente sobre os seios.

Desejo explodiu dentro dele quando ela abriu os braços num convite. Os lábios dele encontraram os dela novamente e Gina podia sentir a quente paixão em seu beijo. Ela colocou os braços em seu pescoço quando ele a deitou na cama, soltando seu peso sobre o corpo dela.

Ela levantou o quadril quando ele desabotoou sua calça e a tirou juntamente com a calcinha, jogando-as no chão. Ela estava completamente nua debaixo dele, e Harry repentinamente sentiu a sua última fantasia virar realidade. Ele assistiu Gina fechar os olhos quando sua mão foi deslizando em sua perna para cima vagarosamente, parando muito próximo de onde ele sabia que ela queria ser tocada. Gina segurou a respiração com antecipação, seu quadril se levantando desesperadamente em direção a mão dele.

Assistindo-a, Harry deslizou profundamente um dedo para dentro dela. Os olhos dela se abriram enquanto ofegava, seu quadril pulou em surpresa. Rapidamente, Harry se inclinou sobre ela e cobriu a sua boca para abafar os gemidos. Seus lábios eram suaves, mas com investidas firmes. Gina sentiu o calor crescer no fundo de seu estômago e apertou o lençol entre as mãos fortemente. A intensa sensação só crescia e aumentou ainda mais quando ele direcionou sua boca para os seus seios.

Um arrepio de excitação passou por ela quando ele pôs o bico do seio dentro da boca. Gina levantou seu quadril lentamente, medindo o ritmo que Harry fazia. Ela sentia-se como se estivesse voando, o aguçado formigamento dentro dela estava se intensificando ainda mais, tanto que isso quase a assustava. Ela o ouviu sussurrar seu nome e abriu os olhos, para olhá-lo um pouquinho antes de fechá-los novamente e o mundo em sua volta explodiu.

Ela virou a cabeça, respirando profundamente enquanto sua visão voltava ao normal. Sentiu-se incrivelmente relaxada, quase saciada. Mas a necessidade de completar o ato ainda estava lá.

Harry deslizou sua língua sobre o bico do seio, seu membro pressionando pesadamente contra a coxa dela. As unhas dela cravaram-se nos ombros fortes enquanto gemia, levantando o quadril instintivamente contra o dele. Sentindo-se como se fosse explodir se não ficasse dentro dela, Harry moveu-se e tirou a cueca antes de ficar entre as pernas dela, ávido para senti-la completamente. Ele parou quando a sentiu hesitar. Colocando as mãos ao lado de sua face, olhou para dentro de seus olhos.

- Eu machuquei você antes. - Ele sussurrou, tentando ignorar a pontada de dor que queimava seu coração quando ela abaixou os olhos. Ele se inclinou, com o quadril quase encostado no dela. - Eu prometo que será melhor dessa vez...

Quando terminou de falar, ele deslizou para dentro dela lentamente, ouvindo a respiração ofegante de seus lábios enquanto ela arqueava e colocava suas pernas em volta de sua cintura. Ele não se moveu, mas colocou a cabeça no ombro dela enquanto ela se ajustava a seu corpo. Ela estava tão firme e quente em volta de si que teve que morder o lábio para resistir à ânsia de penetrá-la avidamente e encontrar a doce libertação que ela tinha a oferecer. Ele gemeu quando sentiu os músculos dela se contraírem em volta de si enquanto suas mãos passeavam livremente sobre suas costas, deixando um rastro de queimadura por onde seus dedos passavam.

Levantando a cabeça, Harry sentiu seus dedos apertarem o lençol ao lado da cabeça dela. Quando se viu capaz de encontrar sua voz, ele sussurrou seu nome e a viu abrir os olhos e olhar para ele. O usual brilho dos olhos cor de chocolate estava agora escuro e em chamas, como seu membro. Lentamente, ele começou a se mover, com investidas suaves que a faziam abrir a boca para poder respirar.

Gina deixou suas pálpebras se abaixarem enquanto a enchente de sensações a invadia. Ela o sentiu penetrá-la profundamente e deixou escapar um pequeno gemido. Estava sendo tão diferente da última vez. O que foi estupidamente desconfortável estava agora substituído pelo o que era de mais maravilhoso...

Harry abriu os olhos quando a ouviu ofegar com a nova sensação. Seus movimentos ainda estavam lentos e leves, mas o corpo dela estava em chamas, pedindo por alguma coisa que ela não tinha certeza do que era. Cravou as unhas na cintura dele enquanto suas investidas cresciam. Ele estava sussurrando coisas encantadoras e inacreditáveis para ela.

Ela deixou escapar um gemido enquanto seu orgasmo vinha. Parecia que estava flutuando, e, lentamente, voltou à realidade. Então ela o olhou, os olhos de ambos estavam conectados.

A respiração de Harry estava ofegante enquanto ela palpitava em sua volta. Vendo-a se deixar levar, sentindo os músculos contraídos em volta de si... Ouvindo os gemidos que saíam de seus lábios. Isso só fez crescer a necessidade de estar dentro dela. Seus movimentos não pararam quando os braços de Gina caíram debilmente na cama, com o corpo ainda repleto da maravilhosa emoção.

Querendo mais, ele pegou as mãos dela e colocou-as acima da cabeça, com os dedos entrelaçados nos dela.

- Fique comigo, Gina. - Ele sussurrou antes de capturar seus lábios. Ela deu um gemido muito alto quando ele começou a mergulhar profundamente dentro de si, a língua dele deslizando desesperadamente em sua boca.

As pernas de Gina se apertaram ainda mais em volta de sua cintura e ela começou a levantar o quadril em direção ao dele, satisfeita quando ouviu um sufocado resmungo na garganta dele. Ele afastou seus lábios, enterrando seu rosto nos cabelos dela quando ele sentiu a familiar libertação explosiva que crescia dentro de si rapidamente. Seus movimentos se tornaram ainda mais frenéticos quando os gemidos de Gina ecoaram no quarto. Mais profundo... Mais forte... Ele estava fazendo com que ambos explodissem e deixassem escapar altos gemidos enquanto ele endurecia, esgotando-se dentro dela.

Gina fechou bem os olhos enquanto o segundo orgasmo tomava conta de seu corpo, surpreendendo-a e inundando-a. Ela deixou escapar uma estremecida respiração, com a mente e o corpo repletos de toda a energia e reflexão.

Ela podia sentir o coração de Harry batendo contra seu peito enquanto ele se deixava cair em cima dela. Ela, provavelmente, estaria desconfortável, mas não podia sentir nada senão aquele entorpecimento maravilhoso. Alguns momentos se passaram e o quarto estava quieto exceto por suas respirações irregulares.

Harry ainda não tinha se movido, com os dedos ainda entrelaçados nos dela, com os corpos ainda ligados. Ela teria dito alguma coisa se tivesse certeza de que poderia encontrar sua voz. Mas ele se moveu momentos depois, rolando para o lado dela. Ela virou-se para olhá-lo e viu que seus olhos estavam fechados. Ela se mexeu desajeitadamente e começou a sentir seu coração bater dolorosamente. O que ela deveria dizer? O que ela deveria fazer? Da última vez ele tinha lhe pedido para ir embora. Não seria diferente dessa vez? Engolindo em seco, ela o olhou novamente. Sua respiração estava serena, como se estivesse dormindo.

Um pouco constrangida, sentou-se e começou a procurar suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto. Quando ela virou-se para levantar, sentiu a mão dele agarrar seu braço gentilmente. Surpresa, virou-se para olhá-lo. Ele estava observando-a calmamente, com uma dúvida nos olhos.

- Eu... Eu só estava indo para... - Ela gaguejou, com as bochechas começando a esquentar.

- Não vá.

Gina sentiu a intensa pressão em seu peito quando ele a puxou para o seu lado. Ela deixou escapar uma pequena respiração e deitou a cabeça no peito dele, com o seu braço abraçando-o.

Os dedos de Harry deslizaram nos cabelos dela e o suave ritmo logo fez com que fechasse os olhos. Ouvindo os calmos batimentos em seu peito, Gina se deixou entrar num sono que a chamava.

O braço dele estava em volta dos ombros dela firmemente, quase possessivamente. Harry ficou inexpressivo, olhando para o teto por um tempo, respirando profundamente para clarear sua mente. Seu corpo e alma estavam repletos de satisfação, sem nenhuma dúvida ou medo. A única coisa que sentia nesse momento era uma pessoa dormindo em seus braços. Finalmente permitindo um pequeno sorriso em seus lábios, Harry fechou os olhos, e pela primeira vez em um ano, caiu em um sono pacífico e sem sonhos.


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