FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo



______________________________
Visualizando o capítulo:

14. Bibbins e sentimentos


Fic: Divergências.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

xxxXxxx
Luna vem me cumprimentar. Ela está claramente feliz com a nossa vitória, e isso é uma das coisas que eu mais amo nela. Ela pode ser uma Corvinal, e se orgulhar disso, mas ela sempre torce e apoia seus amigos, e fica verdadeiramente feliz quando ganhamos, mesmo que contra o time da casa dela. Na verdade, ela torce para nós ganharmos. E isso só faz dela ainda mais absolutamente genial e especial.
-Parabéns, Gina! - declara enquanto me abraça.
-Obrigado, Luna – agradeço sinceramente feliz a ela.
-Sabe, eu acho que a sua sorte foi influenciada pelo uso da vassoura do Harry - ela comenta seriamente – papai diz que quando uma pessoa empresta alguma coisa verdadeiramente de coração a outra, dependendo, os Bibinns podem vir e abençoar ela. Você está abençoada, Gina – ela enfatiza sorridente- Isso é muito legal, sabia? Só pessoas como Harry e você para convocar os Bibinns - acrescenta pensativa - Eles não são seres muito fáceis de se ver hoje em dia. Eles estão se tornando cada vez mais raros. Você tem muita sorte, Gina. Muita. -ela termina séria, mas claramente feliz.
E me deixando claramente confusa.
-Porque... porque eu tenho tanta sorte assim, Luna? - pergunto não conseguindo entender onde ela quer chegar – E o que são os Bibinns? Eu não me lembro de você já ter me falado deles – falo isso com a experiência de quem já conhece praticamente todos os seres desconhecidos e imagináveis espalhados pela Terra.
-Ah, sim. Eu também não me lembro de já ter comentado para alguém dos Bibinns antes -responde concentrada- Como eu já disse, eles estão se tornando cada vez mais raros. Uma pena, na verdade. Eles são alguns dos seres mais especiais que existem. -completa séria.
-Sim, mas... porque eles estão raros? O que eles fazem? - pergunto ainda completamente confusa. Luna pode confundir qualquer um com seus enigmas e comentários misteriosos. Ainda mais quando eles se referem a animais ainda mais misteriosos.
-Ah, eu ainda não disse? - pergunta claramente surpresa- os Bibinns são seres que abençoam conexões profundas, Gina -completa com absoluta certeza.
Diante do meu olhar de dúvida, ela elabora.
-Ora, Gina. Conexões profundas – fala como se eu estivesse deixando passar algo óbvio- Os Bibinns abençoam somente conexões profundas e fortes, e atos relacionados a elas.
Vendo que ela não iria falar mais, eu me manifesto.
- Você está querendo dizer que eu e Harry temos uma conexão profunda? - pergunto lentamente, sentindo o coração acelerar.
-Claro, Gina. Claro. Os Bibinns não a abençoariam de outra forma. Você pode ter certeza de que vocês tem algo de muito especial. - responde absoluta.
Eu sinto o meu coração acelerado (como se estivesse dançando conga. Sempre assim, alias) pela implicação que as palavras dela parecem ter. Mesmo os "Bibinns" não sendo seres comprovados e conhecidos -talvez até reais- eu não posso me impedir de sorrir perante as afirmações que Luna faz com a mais absoluta certeza.
-Luna - começo incerta – que tipo de conexão eu e Harry temos?
Ela sorri sonhadoramente.
-Oh. Essa é a questão, não é? - inquire- O que você acha, Gina? O que você acha que você e Harry compartilham?
Ela sabe direitinho como me fazer cair nessas armadilhas.
-Bem -balbucio- , eu, eu não sei... Eu, eu não posso saber exatamente como o Harry se sente, Luna. Eu sei como me sinto, mas daí a saber sobre Harry... É complicado. -completo incerta.
Luna me avalia atentamente.
-Eu não acho que seja complicado. Na verdade, é extremamente simples.
Eu a encaro incerta, pedindo silenciosamente por uma resposta completa e satisfatória.
-Sabe -ela começa- o grande problema das pessoas hoje em dia, é a falta de visão. As pessoas simplesmente não veem mais coisas que são tão sutis, mas de total importância. Como o olhar de uma pessoa, ou então a aura que ela transmite. E isso é tão importante -ela suspira levemente, olhando para algum ponto indefinido- As pessoas se sentem mais atraídas por um cabelo ou por uma roupa bonita do que por uma pessoa que transmita tranquilidade, segurança, bondade. Elas não veem mais o que a pessoa é. Por mais que as vezes seja preciso só prestar um pouco de atenção. Que seja preciso só abrir os olhos para o que o seu coração, e não a sua racionalidade, diz. Elas veem a superfície, e isso já está bom para elas - ela olha distraidamente em volta - Elas parecem não perceber que, por mais que um lago pareça lindo e encantador, você não sabe o que há dentro dele. Para elas está bom, se atirar em um lago bonito, mesmo que ele possa ser perturbador por dentro. Mesmo que ele seja perturbador por dentro. Elas não se dão conta de nada. Não se dão conta do mais importante – ela olha distraidamente para o céu- O lado de dentro. Ele é sempre o mais importante. E parece que quase ninguém mais se importa com isso.
Dizer que fiquei sem palavras diante desse discurso de Luna seria um eufemismo. Porém, antes que eu pudesse me recuperar o suficiente para falar alguma coisa, antes que eu pudesse sequer assimilar o que ela havia dito, ela continua como se jamais houvesse parado.
-Mas você é diferente – ela me encara como se estivesse vendo uma espécie muito diferente de narguilé – você não é como a maioria das pessoas. A maneira como você olha o Harry, Gina. Eu não sei se você ou mais alguém já percebeu isso. Mas você o olha de uma maneira tão, tão especial. Não é somente admiração. Não, é mais. É muito forte, muito singular. Muito especial. E vocês se movem e se relacionam um com o outro de uma maneira tão diferente. É quase como se vocês já soubessem o que o outro pensa, ou o que vai fazer ou falar. É muito curioso, sabia? Mas eu acho que ninguém mais notou. Vocês dois são muito especiais. Eu gosto muito de observar vocês.
Ela comenta isso com uma naturalidade invejável. E eu sinceramente já não sei mais o que penso sobre tudo. Estou feliz. Absolutamente feliz com as coisas que Luna fala, e isso é o que domina os meus pensamentos.
-Mesmo quando Harry estava com Cho, sabe? Quando ele claramente não sabia o que sentia por você. Quando ele estava distraído, ele ficava olhando você. Ele parecia gostar muito de observar você, e sorrir quando via você, apesar de parecer nunca ter se dado conta disso. Quando ele ouvia a sua voz, ele se virava, sabia? – Luna sorri perante a minha expressão atordoada- E parece que você também nunca notou nada disso. Engraçado, como as vezes ignoramos algumas coisas simplesmente porque achamos que é a nossa imaginação.
Eu não sei o que falar. Sequer sei o que pensar. Tudo está girando e rodando na minha mente, e Luna não para de despejar a sua honestidade e sinceridade em mim.
-E você... Bem, desde que eu conheci você, eu soube que o que você sentia por Harry não era simplesmente uma adoração ou paixão infantil, mesmo quando você mesma parecia ter certeza disso. Na verdade, foi por isso que eu comecei a observar mais ele e você. Observar a maneira que vocês se comportam um com o outro. É muito divertido -acrescenta alegre- Se você pudesse se observar quando está perto dele – ela sorri para mim – você me daria razão ao fato de não ser somente uma admiração infantil. Quero dizer, no início deveria ser só admiração, mas hoje é tão diferente. Vocês parecem tão absolutamente felizes um perto do outro. É bonito de se ver. O jeito como um sorri tão inconscientemente feliz quando o outro se aproxima. E então vocês estão juntos e dão um show. -ela ri levemente, observando os jogadores no campo- De certa forma, eu acho que você conhece Harry melhor do que Rony ou Hermione, sabe? E de certa forma, você o atinge mais do que Rony ou Hermione. Você parece abrir uma parte nele que é completamente oculta a maior parte do tempo. E Harry sempre foi tão fechado – ela medita observando alguns pássaros que voam em volta do campo.
-Eu acho que ele aprendeu a ser assim. Ele parece não se sentir bem ao ser muito próximo das pessoas. Ele parece ter uma espécie de trava, de tranca. Eu me pergunto o que houve com ele para que ele seja assim. Ele parece não se sentir bem com afeto, quase como se sentisse que aquilo não é feito para ele. Ele tem muito medo de sofrer, e eu não o culpo -ela observa pensativa e triste- Qualquer um que tenha passado pelo que ele passou e pelo que passa, teria medo de sofrer, de perder. Rony e Hermione são praticamente os únicos que conseguem conhecê-lo mais intimamente, que conseguem transpor a barreira que ele inconscientemente criou em torno de si para evitar a dor, para evitar conhecer algo que possa vir a perder. Para se proteger -ela continua como se estivesse falando consigo mesmo - E ainda assim ele é, ao mesmo tempo tão protegido e tão vulnerável. Ele criou as suas barreiras, mas mesmo contendo tudo o que pôde, o que ele mantêm dentro dela já é o suficiente para fazê-lo temer. Temer a dor de perder alguém que ele tão seletivamente colocou ali, e ainda mais a dor, o medo, de fazê-los sofrer. Ele tem medo que as pessoas sofram por ele. Que morram por ele. Ele teme isso quase tanto, ou tanto quanto a Voldemort. Harry faria de tudo, absolutamente tudo ao seu alcance para proteger aqueles que ele guardou dentro das suas barreiras – ela sorri por um momento, antes de acrescentar- Não, isso não é bem verdade. Harry faria de tudo para salvar qualquer um de nós.
Eu não sei o que falar. O que Luna falou foi tão absolutamente certo, tão absolutamente Harry, que simplesmente não consigo pensar em algo para dizer. Eu simplesmente sorrio trêmula e assinto para ela.
Ela sorri de volta.
-E você o atinge tanto – ela me observa com seus grandes olhos sonhadores- é incrível a mudança. -ela sorri- Harry sempre é tão contido, tão reservado. E então você chega -ela ri abertamente nesse ponto- e ele se mostra verdadeiramente para você. Para você- ela enfatiza, antes de acrescentar pensativa- E, de certa maneira, apesar desse seu jeito divertido, descolado e de bem com a vida, você se mostra verdadeiramente só para ele – vendo o meu olhar, ela acrescenta- E não, eu não estou dizendo que você seja falsa ou dissimulada. De maneira alguma. Só estou querendo dizer que, com Harry, alguma coisa em você se abre. Se mostra. Você parece tão perfeitamente à vontade com ele, e é absolutamente claro que vocês, de alguma forma, se completam. - ela sorri para mim- Você brilha quando está com ele. E ele é tão verdadeiramente ele quando está com você. Eu não acho que mais algum dos seus amigos a faça sentir assim, porque o que vocês compartilham é único. -ela completa seriamente.
Chocada. Pasma. Atordoada. Feliz. Eu estou tão confusa e sentindo tantas coisas ao mesmo tempo que já não consigo sequer formular pensamentos racionais direito. Pode parecer bobo, infantil, até egoísta, mas ela falou tantas, tantas coisas que eu queria ouvir. Que eu, de certa forma, mesmo inconscientemente, sonhei em ouvir. E ela disse tudo com tanta certeza. Tanta convicção.
E ela está sorrindo para mim, como se soubesse e compreendesse completamente o estado de confusão e atordoamento mental em que eu me encontro.
-Sabe -ela comenta- às vezes, as pessoas dizem que eu sou maluca. Por acreditar em coisas que elas não acreditam, ou por ser diferente do que elas consideram normal. Porque, nos dias de hoje, elas buscam ser iguais uma as outras. A usar a mesma roupa, a gostar das mesmas coisas. Coisas que elas acreditam ser normais, reais. Mas, se tudo fosse ao contrário -ela acrescenta pensativa- se as coisas em que eu acredito fossem as consideradas normais, elas, as pessoas que acreditam no que é tido como certo hoje, elas que seriam tomadas como malucas.
-Mas você não é... - Ela interrompe com a mão o meu inflamado protesto, e continua.
-Oh, eu sei que você não me considera maluca – ela sorri para mim- mas eu não me referindo a você.
Ela ri diante do meu ainda olhar indignado. Eu não consigo suportar o fato de Luna ter de lidar diariamente com do fato de as pessoas debocharem e desprezarem ela. Simplesmente não consigo. Ela é uma garota tão especial. Porque na Terra as pessoas não conseguem ver isso? Só porque o jeito dela é diferente, ela é tão menosprezada. E a maneira com que ela lida com tudo... eu não sei como me sinto sobre isso. É tão errado ela considerar normal ser desprezada. E ainda assim, ela lida com isso de uma maneira tão.. ela. Não que isso mude o fato de ser absolutamente horrível ela ter de passar por tantas coisas.
-Estou falando que tudo é uma questão de perspectiva. É uma questão de o que você decide acreditar, de o que você decide que é certo.
-O que você está querendo dizer, Luna? -pergunto completamente confusa. Às vezes eu tenho a impressão de que a mente de Luna está muito além do que eu posso acompanhar.
-O que eu estou querendo dizer?- indaga para si mesma- Eu não sei. Eu não tenho que te dizer nada. Eu estou simplesmente falando. Às vezes eu gosto de fazer isso -ela suspira e aperta os olhos observando o Sol- Nem tudo tem que fazer sentido, sabe, Gina? Nem tudo tem que ser explicado e analisado. Procurar o sentido em uma coisa como o pôr do Sol, o voo de uma borboleta, o luar em uma noite estrelada, até mesmo em um sentimento... Não faz nada além de fazer toda a mágica ir embora – ela para por um momento, parecendo refletir sobre algo, antes de continuar- Às vezes, eu acho que seria bom se as pessoas decidissem deixar o lado racional de lado por um momento. Um só. Se acredita que são tolos os que se deixam guiar pelas emoções e pelo imaginário, mas ninguém se dá conta de que é você mesmo que escolhe o mundo em que vai viver, e de que é você quem dará cores a ele. E Talvez... talvez seja por isso que as coisas estejam tão sem brilho ultimamente – medita, observando uma oportuna nuvem que cobre o Sol- As pessoas esqueceram de que um artista só é um artista quando dá asas a imaginação. Elas esqueceram que possuem os lápis de cor.
Então ela sorri para mim, antes de se virar e seguir caminhando pelo campo.
N/a: Uma pequena curiosidade. Esse dialogo não existia no projeto inicial do capítulo. Na verdade, ele foi criado aos trinta do segundo tempo. Quando eu vi... Já estava aí. Acho que Luna tem vida própria.
Então... o que achou? Quer me ver feliz? é só me deixar uma review! Ou me dar um grande chocolate, mas isso deixa para lá..
bj

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Aurora Weasley Potter em 18/04/2012

Nossa vc nossaaa, incrivel voce fez a Luna deu jeito tao incrivel com simplicidade, amor e a Luna como ela é to completamente pasma acho que voce é a unica pessoa no mundo que compreendeu o sentido da Luna, quase chorei lendo esse capitulo, sem palavras.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.