FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

25. Need You Now


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Need You Now


 


Observei a mão dela sobre a minha, enquanto enfaixava meu pulso. Eu podia fazer aquilo sozinho, mas decidi que Rose tinha um toque natural e doce contra os meus machucados, e eu não perdi a oportunidade de tê-la ali comigo. Estávamos na sacada da Mansão, Albus e Natalie tinham saído para conhecer o jardim e nos deixar sozinhos. Meus pais estavam lá dentro contando aos meus avós tudo o que aconteceu. Era nossa oportunidade.


Não dissemos nada um para o outro durante o procedimento de seus cuidados. Rose era concentrada. As sobrancelhas ficavam juntas, enquanto apoiava o pano úmido no meu braço cortado. Tinha se passado dez minutos quando ela não conseguiu inventar mais machucados no meu corpo e enfim deixou o pano de lado.


A mão dela continuou apoiada na minha mesmo assim. Nossos olhos se cruzaram finalmente. Estávamos perto um do outro, de modo que ela inclinou a cabeça para encostar a testa na minha, completamente derrotada. Eu não me afastei, sentindo uma súbita e imensa saudade do calor dela. Ela disse baixinho:


– Me desculpe, Scorpius. Pelo jeito que agi todos esses dias. Queria poder ter a chance de apagar tudo o que falei para você, e as coisas que fiz. Eu não devia-


– Rose – interrompi no momento que notei a falha no seu tom de voz. Eu não queria mais ser o causador disso tudo. O causador dos erros dela. Sempre foi tão cuidadosa em fazer as coisas certas, ela não podia aguentar ser condenada pelo fato de que, nem sempre, ela era perfeita. – Escute, eu não devia ter gritado com você, ter te ignorado, eu... errei muito também. Estava cego de raiva.


– Porque te deixei assim – disse, apertando as mãos nos olhos. – Tem tanta coisa que eu podia ter evitado.


– Não... olha, não vamos ficar nisso. Não vai resolver nada.


– E... – ela disse baixinho. – E você quer resolver, então?


– Claro que quero. O tempo todo.


– Mas você foi fumar e eu achei que...


– E foi bom eu ter feito isso. Eu conheci seu irmão melhor.


Ela me encarou de novo, silenciosa. Tirei a mecha do seu cabelo ruivo de seus olhos.


– Ele disse que ia parar com aquilo – contou Rose um tempo depois. – Disse que terminou com Alice.


– Isso é bom, certo?


– É só difícil confiar, mas... eu notei que depois que meus pais descobriram sobre as drogas, pela primeira vez desde que ouvi eles falando de separação eu comecei a vê-los unidos por uma mesma causa, sabe? Para mostrar ao Hugo as coisas certas. Eu não via isso há tanto tempo.


– Minha mãe costuma dizer que uma coisa ruim acontece para melhorar outras.


– Você acha que ela está certa?


– O tempo todo.


– Você acha que ainda dá tempo deles se ajeitarem?


Eu pensei um pouco e brinquei com seus dedos.


– Eu não sei quanto aos seus pais, Rose, mas... Percebi com tudo o que aconteceu ultimamente que não é bom deixar as coisas para última hora. Que não vale a pena brigar por motivos idiotas. Quando Parrish explodiu a loja da minha mãe, achei que ia perdê-la para sempre. E eu nunca disse a ela que a amava. Nem nunca disse ao meu pai também. E eu ficava pensando na forma como eu te condenei por um erro que... acho que todo mundo comete, por mais que uma pessoa ame a outra. E tem Dimitre, que quer reconstruir tudo na vida dele. Todo mundo ganha uma segunda chance, sabe?  Quero dizer... Eu sei que você quis um tempo, mas-


– Esquece – pediu. – Esquece esse tempo. Só machucou a gente. E não é isso que eu quero.


Rose apertou meu rosto com a mão direita e se inclinou para me beijar, interrompendo meu discurso inspirador num ato completamente desesperado. Céus, como eram bons. Eu nem me lembrei do que a gente falou sobre sermos amigos. Não recusei, principalmente porque vim pedindo por isso novamente. Deixei nossos lábios ficarem grudados. A língua dela acariciou a minha e eu me aproximei mais. Ela apertava meu rosto com muita força.


– Ei – sussurrei no que poderia ser traduzido para “está tudo bem, eu quero beijar você também, não vou sair daqui”. E ela entendeu.


Envolvi meu braço ao redor de seu ombro, trazendo-a para mais perto. Ela se aconchegou ali e encontrei seus lábios outra vez. Ficamos sentados no banco, apenas naqueles toques de línguas, tentando pedir desculpas um para o outro dessa forma e ganhando mais chances. Quando nos afastamos, ela me olhou, tirando o cabelo dos meus olhos. E depois encostou a cabeça no meu ombro roçando levemente seus dedos no meu peito, enquanto eu observava o céu.


De repente ouvimos um barulho de estouro que ecoou o território inteiro da Mansão. Assustados, corremos olhar o jardim pela sacada. Lá embaixo, Albus estava segurando a arma de Natalie. A fonte de água havia sido destruída. Natalie gritou:


– Albus, seu imbecil! Eu disse que o gatilho era sensível!


O que diabos aconteceu? – minha avó apareceu no jardim, estupefata com o barulho. Meus pais estavam logo atrás, observando o estrago que Albus tinha feito.


– Desculpe, eu só queria ver essa arma, mas eu não sabia que ela era sensível! – e olhou ameaçadoramente para Natalie.


Ao em vez de xingá-los, minha avó sacou a varinha e proferiu “Reparo!” na direção da fonte quebrada. Em questão de segundos, já estava intacta novamente. Mesmo assim olhou feio para os dois.


– Cuidado para não se matarem da próxima vez, já temos muitas desgraças aqui.


Quando ela saiu, Albus e Natalie voltaram a discutir. Mas não era o tipo de discussão que fazia você se sentir mal porque seus amigos estavam brigando. Comecei a rir. Só Albus para fazer uma cagada dessas no monumento que existia na Mansão há mais de gerações. Rose também estava abanando a cabeça, rindo, quando perguntou:


– E esses dois?


– Certas coisas nunca mudam – sorri.


Ela me encarou. Devagar, pegou meus dedos novamente. Ainda senti sua hesitação, como se tivesse medo de ser rejeitada. Mas como eu podia rejeitá-la, depois de tudo? Virei de modo que a gente se encarasse.


Pensei em dizer a ela o quanto odiei pensar na imagem dela transando com outro cara. Pensei em dizer que eu nunca deveria ter desconfiado dela. Do que ela sentia por mim. Pensei em dizer que eu não conseguia ficar sem beijá-la. Ela já me deu uma chance. Essa era a minha vez, agora. Mas não precisei dizer nada. Só íamos entrar em uma discussão sem fundamento, sem argumentos. Erramos, apenas. Estávamos em uma época bagunçada. Que significado teria nossos sentimentos se não lutássemos para mantê-los? Então apenas apertei sua mão e disse:


– Venha, vou te mostrar a Mansão. Ela não é tão assustadora depois que a conhece.


Rose sorriu, permitindo que eu a conduzisse fora da sacada, passando pelo quarto de pintura. Sempre reclamou que eu nunca contava sobre minha infância. Acabei mostrando todos os lugares para ela e para Al e Natalie. Contei sobre ter caído da escada quando tinha três anos, por isso eu tinha uma cicatriz na testa, bem pequena e imperceptível. Albus falou que eu tinha muitas coisas em comum com o pai dele, o que foi uma tentativa de piada. Depois contei que eu gostava de assustar meu avô enquanto ele dormia na sua poltrona, quando tinha cinco anos. Estava contente com o fato de ter voltado para casa e, ainda por cima, estar ao lado deles.


Saindo de um tour na biblioteca, paramos no meio do corredor e eu cocei minha cabeça.


– Obrigado por terem aparecido lá na floresta.


– Sabem o que eu reparei quando estivemos encontrando você? – indagou Albus. Ele soltou uma risada pelo nariz. – Parrish trouxe uma aventura pra gente. Quero dizer, nunca corremos perigos como nossos pais fizeram, mas... foi bem legal.


– Você diz isso agora porque Scorpius e a mãe dele estão bem – disse Rose, cruzando os braços. – Caso o contrário teria sido horrível.


– Não digo apenas o que aconteceu hoje. E quando você fez aquela poção polissuco, lembra, Rose? A gente bolou o maior plano para fazer McGonagall descobrir que Parrish estava pegando Hollie Cooper e ele ser expulso. Bons tempos.


– Oh, eu estava quase esquecendo essa vadia – Natalie bufou. – Por que foi me lembrar dela?


– Albus tinha um tesão por essa garota – eu relembrei.


– Que sumiu completamente depois do jeito que ela humilhou você na frente da escola inteira – Albus apressou a dizer a Natalie. – E depois que você a fez ficar careca.


Ela voltou a sorrir orgulhosa.


– Aquele dia foi épico.


– Você lembra quando Natalie amarrou as tranças de Regina Stratford no outra trança da irmã gêmea dela, a Leela, durante a aula de Poções no segundo ano? – perguntou Rose para mim. – Só porque elas disseram que “Albus era o garoto mais bonito do nosso ano”?


– Isso foi um pouco maldoso – comentei. – Mas engraçado.


– Oh meu Deus, aquele dia foi épico – Natalie mudou de idéia. E olhou para Rose com um sorriso malicioso. – Mas eu lembro que você, ruiva, totalmente discordou delas. Disse que Scorpius Malfoy era mais bonito.


Rose ia negar, mas eu perguntei:


– Então vocês fofocavam sobre a gente?


– Ainda fofocamos – dedurou Natalie. – Mas o assunto é um pouco mais... para maiores de dezoito anos. Embora eu tenha dezessete e...


– Natalie – Rose pousou o dedo na testa. – Eles não precisam saber disso.


Albus ficou preocupado.


– Do que vocês falam?


– De nada – retrucou Rose, recomeçando a andar pelo corredor, segurando o braço de Natalie.


– Vocês não falam de... hum... tamanho, falam? – Albus ficou atrás delas. Eu os seguia, com a mão no bolso e me divertindo com a discussão.


– Do tamanho do quê? – perguntou Rose. Natalie deu uma gargalhada. E depois Rose ficou vermelha por notar o que não tinha entendido.


– O que vocês falam de nós dois agora? – insistiu Albus, preocupado.


– Albus, você é meu primo! Por que eu iria querer ouvir sobre como você é na cama com a minha melhor amiga? – indagou Rose, indignada.


– Vocês falam sobre como nós somos na cama? Vocês trocam informação sobre isso, então?


– Eu te disse – falei presunçoso. Certa vez Albus duvidou de mim que isso fosse verdade. Ficou discutindo comigo que elas falavam sobre como éramos românticos e como as segurávamos em seus braços. Mas elas com certeza falavam de tamanho.


– Então, bem, nós falamos sobre vocês também – ele cruzou os braços, tirando satisfação.


– Isso é uma mentira – acrescentei, abanando a cabeça para Rose, que tinha feito uma expressão de “urgh! Não!” – Não posso mencionar você na mesma frase que “namorada”, Albus já esconde a cara no travesseiro.


Mas Natalie não mordeu o fato de que Albus pode não ter ocultado algumas coisas sobre ela.


– Ah, é? Então você fala sobre mim, Potter?


– Suas manias principalmente – retrucou.


– Que manias? Não tenho manias!


– Então me explica porque toda vez você fala uma palavra estranha quando tem um orgasmo?


– Eu gosto de espanhol – explicou. – Mas você gosta de matemática? Fica sempre falando “um” como se eu realmente precisasse saber o resultado de todo número que é elevado à zero!


– Desculpe se o jeito que eu fico gemendo faz você pensar em números! – ele retrucou. Rose e eu nos entreolhamos.


– Oh! É totalmente estranho! É tipo... – Natalie fez uma expressão de sofrimento, murmurando: – Um... um... Com essa cara, tipo, muito...


Meu avô ultrapassou o corredor no exato momento em que ela imitou a cara de orgasmo de Albus. Nunca vi Natalie ficar tão constrangida em toda a sua vida. E, acredite, isso nunca foi fácil. Meu avô deu uma discreta olhada, mas depois voltou a seus afazeres, sem ter o que comentar. Devia estar se perguntando: “Então esses são os amigos de meu neto? Estranhos.”


Esperamos meu avô se afastar, para começarmos a explodir em gargalhadas e zoar Natalie pelo resto da vida dela com essa cena. Era como se aqueles últimos meses nunca tivessem existido entre nós. Era como naqueles dias em que ficamos em Los Angeles. Natalie apertou a mão no rosto e garantiu que nunca mais ia aparecer na minha Mansão.


Uma hora depois, eles receberam uma mensagem do sr. Potter dizendo que eram para voltar para casa deles. Quando nos despedimos, Albus e Natalie ainda estavam discutindo sobre as coisas estranhas que eles faziam na cama. Mas Rose se virou para mim, quieta e séria, após se despedir de meus pais.


– Eu te vejo em Hogwarts – prometeu. – Boa sorte no julgamento. Tenho certeza que Parrish vai receber o que merece, não há dúvidas disso. E... e nada mais vai acontecer, nem para você, nem para seus pais e...


Eu beijei seus lábios suavemente, calando-a. Seus olhos estavam muito claros quando voltei a olhar para eles. Ela me abraçou apertado, as mãos em minhas costas e o rosto em meu peito. Quando voltou a me encarar, eu achei que ela ia dizer que me amava, mas na verdade indicou:


– Você precisa tomar banho.


Esse comentário me fez rir. Passei uma noite inteira preso numa caverna e eu estava cheio de machucados. Não tive tempo de tomar banho porque tive de ser anfitrião deles.


– Farei isso – falei. Ela segurou meu rosto e me deu um último e rápido beijo. Tudo na frente dos meus pais.


– Tchau.


– Tchau, senhores – disse Natalie, educada. – Obrigada pelo... – hesitou, virando-se para Albus num sussurro: – Eles não nos ofereceram comida.


– Natalie! – Rose exclamou. – Eles foram vítimas de sequestro!


– É, mas...


– Ai, vamos! – Ela pegou a mão dos dois, bufando completamente envergonhada. Os dois não tinham ficado nem uma hora na minha mansão, e já tinham causado uma explosão e meu avô sabia como era a cara de orgasmo do Albus.


Com um movimento, aparataram juntos. E fiquei olhando um tempo para o espaço vazio que deixaram. De repente uma mão apertou meus ombros. Meu avô me encarou quando virei o rosto.


– Seus amigos são...


Não esperei ouvir sua opinião. Eu logo enfatizei:


– Provavelmente os únicos amigos que tive durante meus sete anos em Hogwarts. Provavelmente os únicos que vou convidar para passar um tempo aqui ou em qualquer outro lugar, sem me importar se são ou não sangue puros. E espero que fiquem bem com isso, porque eu estou.


Depois subi as escadas para o meu banheiro. Despi minhas roupas, enchi a banheira de água. Quando ficou pronta, entrei e relaxei meu corpo na água quente. Eu consegui respirar tranquilamente, pela primeira vez em dias, depois de tanta coisa ter acontecido. Fiquei mais tempo refletindo ali dentro do que realmente me lavando. Mas até que decidi parar de pensar nas coisas ruins. Parei de pensar em Parrish e no que iam fazer com ele. Parei de pensar em Roy e no que ele tentou com Rose. Tudo ia melhorar.


Saí da banheira depois de uma hora, mais ou menos, e coloquei uma calça e blusa limpa. Começou a chuviscar lá fora quando olhei para a janela do meu quarto. Enxuguei meu cabelo com a toalha, e alguém bateu na porta.


Olhei para minha mãe assim que ela entrou ali. Vestia seu robe indicando que também tinha acabado de sair do banho, os cabelos molhados pendurados em um coque. Eu me aproximei dela. Não tivemos como falar sobre o que nos aconteceu. Ela tinha os olhos exaustos, mas fortes. Eu sustentei por um tempo. A lembrança da sensação que tive quando achei que ela tinha sido morta, voltou no meu interior e num ato súbito eu dei um passo até ela e a abracei fortemente. Ela sabia que eu nunca tinha sido de extrair sentimentos com gestos como esses à toa. Segurou meu rosto e eu beijei sua mão, num ato puro de respeito e amor, agradecido por tudo o que ela fez por essa família.


– Você é um bom rapaz, sabia? – ela sorriu chorosa. – Eu e seu pai estamos muito orgulhosos de nós mesmos.


– Achei que essa conversa seria menos arrogante – comentei sarcástico e sorrindo.


– Quando você nasceu, prometemos a nós mesmos que íamos tornar você a pessoa que nenhum de nós foi um dia. E conseguimos isso. Eu vejo isso agora.


Ela se afastou um pouco, olhando para a chuva da janela também com os braços cruzados. Parecia se relembrar de muitas coisas. Eu queria poder saber o que era, mas a coisa mais difícil que tirar informação do passado de Astoria era tirar do passado do meu pai.


– Faz tantos anos... – refletiu. – Preciso confessar. Já achei que não voltaria mais aqui.


– Não diga isso, mãe.


– Não por causa de hoje, querido. Há muito tempo. Eu passei a viver um tempo com seu pai, antes de nos casarmos, mas todo momento eu só me perguntava: “E quando isso acabar? Para onde vou?” Essa mansão sempre será o meu futuro.


Ela pegou a cadeira da minha escrivaninha e indicou o lugar para eu me sentar. Quando o fiz, fiquei de frente para o espelho. Minha mãe arrancou uma varinha e uma tesoura de cabelo do bolso daquele robe e eu bufei quando soube que ela não tinha aparecido ali só para termos uma conversa profundo entre mãe e filho. Ela tinha aparecido para cortar meu cabelo.


Bem, não reclamei. Ela ficou atrás de mim e passou a mão nele, despenteando-os. Caíram em meus olhos. Ela fazia isso desde quando eu era criança. Começou o serviço e o silêncio entre nós continuou até eu ousar em fazer uma pergunta que sempre me atormentou, mas nunca tive coragem de fazer.


– O que aconteceu com seus pais?


Ela nunca tinha me falado sobre meus outros avós, além do fato de que eles estavam mortos porque muitas vezes eu a acompanhara até o cemitério.


– Comensais da Morte. Eu tinha dezesseis.


– Eles também eram?


Ela não respondeu imediatamente, estava cortando uma mecha e fingiu estar concentrada nela. Um frio perpassou por mim e não consegui parar de perguntar.


– Eles foram mortos por Comensais?


– É por isso que entendi o que se passava na cabeça do seu ex-professor, Scorpius. Já me peguei com vontade de me vingar naquela época.


– Você se casou com um depois – eu disse como se ela não tivesse reparado nisso. Ah, mas ela reparava todos os dias.


– Depois que você vive um tempo da sua vida sem ter muito em quem acreditar, você passa a encará-la com certa ironia. Eu passei a vivê-la assim. Mas eu sempre soube... seu pai nunca foi um Comensal, pelo menos não com o coração. Isso tem diferença.


Observei as mechas loiras de meu cabelo caindo no chão.


– Sente falta deles? Dos seus pais?


Enquanto usava um feitiço para aprofundar o corte do cabelo, vi pelo reflexo do espelho que ela negou com a cabeça. Alguns achariam isso uma frieza sem tamanho, mas de alguma forma eu acreditei que minha mãe tivesse seus motivos para me dar essa resposta tão dura.


– Não pense que eu não os amava. Apenas aprendi a conviver sem eles de uma forma banal e eu mudei tanto desde aquela época que parece que estou contando para você a vida de uma outra pessoa.


Eu não fiz mais nenhuma pergunta. Passei a mão nos cabelos quando ela terminou, estranhando por estar mais curto agora. Decidi mudar de assunto.


– Tenho algo para lhe mostrar – falei. Peguei um quadro dentro do meu armário. – Achei isso daqui...


Ela me encarou com a testa franzida, e pegou o quadro. Quando viu o desenho, seus olhos se encheram de lágrimas. Ao contrário dela eu ainda estava sorrindo.


– É o trasgo verde – comentei. – Costumávamos pintar juntos. Acho que me lembro disso.


– Você não achou, você desenterrou esse quadro! Você estava com sete anos nessa época!


– Sem querer ser pretensioso, nem nada, mas... quanto você acha que isso valeria na sua nova exposição?


Ela pareceu sem falas por alguns segundos. Sabia que recomeçar uma exposição levaria muito tempo, por isso ela pensou em desistir de tudo. Teria que pagar as conseqüências porque quadros de outros artistas viraram cinzas e estes poderiam desistir de continuar com ela. Isso a desanimou completamente e achei muito injusto. Mostrei o quadro porque eu só queria fazê-la se sentir um pouco melhor.


– Não sei, hum, talvez três níqueis – respondeu toda sincera.


Eu dei risada.


– Dá pra comprar uma cerveja amanteigada, pelo menos. Ah, pai – chamei, quando ele passou pelo quarto. Olhou para nós. – Quanto acha que esse quadro valeria na exposição?


Ele o analisou criticamente.


– Pode ser o brinde sorteio, de graça – falou colocando as mãos nos bolsos. Não podia pedir por pais mais sinceros. Então virou-se para minha mãe, perguntando o que ela ia querer de almoço. Dessa vez, milagrosamente, ele decidiu fazer a comida. Quando saiu para aprontá-la, mamãe se virou para mim, cochichando:


– Vamos ter que pedir alguma coisa depois.


E ela estava certa, porque meu pai na cozinha era uma combinação terrível. Ele não sabia aprontar nada. Acabou que minha avó fez o almoço, depois que ele quase ateou fogo na mansão novamente.


– Sou péssimo em cozinhar.


– Não fique chateado – observei de longe os dois sentados no sofá. – Tem essa coisa em que você sempre foi muito bom, Draco. E casamos mais por causa disso do que por comida.


– Então eu posso fazer algo por você hoje à noite. – Ele pareceu se reanimar com isso.


– Não é a janta, é? – mamãe soou preocupada. Meu pai a beijou e disse:


– É meio que a sobremesa.


Eles não perceberam que eu estava ali perto, então foi bom eu ter dado um toque:


– Oh, tem como vocês conversarem assim quando eu não estou por perto?


E voltei para a cozinha, fazendo uma careta. Eles ficaram rindo.


 


 


 


 


 


 


Quando a loja da minha mãe se restaurou – o que não demora nem vinte quatro horas no mundo bruxo – o primeiro quadro que ela colocou no cavalete, bem no centro do lugar, foi aquele do trasgo, apesar de eu ter sugerido aquilo como mera brincadeira. Mesmo que fosse deixar a loja fechada por alguns meses porque alguns artistas tiraram seus nomes da exposição, pelo menos Astoria não ia desistir. Ainda tivemos que aparecer ao julgamento de Jason Parrish naquela semana, o que me atrasou mais para voltar a Hogwarts. Com a testemunha como Harry Potter e Ron Weasley, Azkaban foi à resposta para todas as loucuras e obsessões dele. Pagou por ter tentado matar meu pai, depois por ter fugido de St. Mungus, por ter sequestrado minha mãe e a mim depois de fazer a loja dela ser engolida pelas chamas. Ele não tinha em sua ficha nenhum assassinato bem sucedido, mas ele não podia ser subestimado depois de ter fugido do hospital. O melhor lugar para pessoas como ele, perigosas sem medidas, era em Azkaban. O irmão dele, que descobrimos se chamar Yan Parrish, está titulado como procurado e acusado de ser comparsa dos sequestros. Os jornais não omitiam nada, o que agradecemos.


Depois disso a poeira começou a abaixar. Dafne não ficou muito nervosa com o que aconteceu. Ela não culpou minha mãe, quero dizer. Apenas fez um escândalo e chorou pelos quadros queimados, mas logo se recuperou e prometeu que nunca iria parar de pintar. Esforçou-se para se sentir aliviada porque pelo menos sua irmã estava viva.


McGonagall conversou com meus pais sobre minhas situações, quando voltei a Hogwarts. A briga com o estrangeiro, a perda do meu distintivo de monitor, mas reconheceu o que me atrasou para o recomeço das aulas, então me deixou voltar para o castelo normalmente. Mas não me devolveu o distintivo, o que era algo que me fazia falta. Enquanto Roy pagava a dele, também tive que continuar pagando a minha detenção: lustrar e limpar todos os troféus da sala de troféu em Hogwarts. E, acredite, eram mais de cinco gerações de troféus. Meu castigo tinha de valer dois meses. Por isso, a primeira coisa que fiz quando voltei a Hogwarts foi entrar na sala e recomeçar o trabalho.


Era o menor dos meus problemas. Ou melhor... talvez fosse o único problema agora. Roy Legrant cumprimentou Rose no corredor com um sorriso e ela simplesmente o ignorou durante nossa ida a aula, optando por segurar a minha mão, deixando claro que eu era o namorado dela. De novo. E que ninguém ia tirar isso agora.


Aquela cena sempre me fazia sentir bem enquanto polia aqueles troféus.


– Hey – a voz de Rose soou na entrada da sala de troféus, animada. Olhei para ela e sorri um pouco surpreso por vê-la ali naquele horário. Não deveria estar tendo aula de Aritmancia? Ela desceu os degraus e observou os troféus, passando levemente a mão neles até se aproximar de mim. Eu estava limpando o interior de um antigo e empoeirado troféu da Sonserina quando ela ficou a minha frente. – Vai demorar muito?


– Provavelmente. Limpei cento e quarenta. Só faltam mais cem. Hoje.


Ela fez uma careta, diminuindo o sorriso animado.


– Desculpe – pediu. Eu dei de ombros.


– Não me arrependo daquilo.


– O que aconteceu comigo e com Roy... Ele quem me beijou, mas não fui mais que isso e...


– Não importa mais, Rose – eu disse. – Eu teria batido nele em algum momento. Aquele só foi o estopim.


Ela encostou o dorso na parede, cruzando os braços. Olhou para mim quando continuei:


– Mas agora eu penso... bem, eu faço tudo o que posso por você. Se um dia não for o suficiente, eu vou entender. Quero dizer, vou fingir que entendo, porque ficar sem você é pior do que qualquer soco ou detenção. Além disso... vou estar com a consciência de que a culpa não foi minha, mesmo que um dia isso acabe.


Rose mordeu os lábios. Coloquei o troféu de volta ao pedestal e me aproximei dela. Aos poucos ela descruzou os braços quando apoiei minhas mãos em sua cintura, puxando-a para mim. Ela levantou os olhos e jogou os braços ao redor do meu pescoço, sussurrando:


– Eu não quero que acabe. Eu nunca quis que acabasse. Eu só estava confusa com as coisas que eu queria... sei que há algo mudando... mas sei que está ficando ainda mais forte... o que eu sinto por você... não ia adiantar nada voltarmos a ser só amigos... Eu não aguentaria isso também.


Ela falava rápido quando estava nervosa, então era meio difícil acompanhar seus pensamentos. No entanto, ao me beijar, aquilo significou muito mais do que outras palavras. Nos primeiros segundos, foi só um beijo de saudades, quente e apaixonante. Tudo bem. Mas nos próximos, eu notei que tinha mudado alguma coisa quando ela entreabriu os lábios e nossas línguas se tocaram de forma desesperada e urgente. Segurei o rosto dela, encarando-a ofegante.


– Eu preciso terminar de limpar, se não eu nunca vou sair...


Ela mordeu meu lábio inferior, de um jeito arrastado, fazendo-me arrepiar e não conseguir lembrar o que ia dizer. Ela só me provocava dessa forma quando queria uma coisa...


– O que está fazendo? – sorri quando ela abriu os botões da minha camiseta, expondo meu peito. E comprovando o que ela queria.


Ela sempre foi contra fazer essas coisas em lugares que as pessoas costumavam visitar. Então eu fiquei surpreso, ao mesmo tempo excitado, quando ela sussurrou no meu ouvido: “Eu não vou esperar cem troféus pra você sair daqui.”


Eu só ajudei ela tirar minha camisa depois dessa.


Sem questionar, ou sequer reclamar, eu levantei o quadril dela e ela enrolou as pernas em meu colo, enquanto eu nos deslocava pela sala. As unhas dela rasparam a pele do meu peito, enquanto ela tirava meu controle com os beijos no pescoço. Aquele era meu ponto fraco. Apertou meus cabelos e me encarou intensamente. Não fazíamos aquilo há um tempo, então ficamos meio desesperados.


Eu não vou detalhar exatamente como derrubamos alguns troféus aqui e ali, principalmente porque nem reparamos no nosso caminho, nem nos importamos com o lugar em que estávamos. Rose tirou o sutiã quando a prendi contra o pilar. Eu chupei seus mamilos, ardente, excitado, apaixonado, fazendo-a puxar meu cabelo com tanta força que chegava a doer. Olhei para ela, faminto. Fizemos tudo à pressa. Ela tirou minha calça às pressas, eu tirei sua saia às pressas. Beijávamos como se não houvesse o amanhã. Tentei achar um lugar que pudesse deitá-la, mas só havia uma mesa ali. E tinha uma dezena de troféus em cima. Rose e eu nos entreolhamos, nossas respirações aceleradas. Ou era ali ou era o chão.


– Foda-se, tem feitiço para arrumar depois – eu murmurei antes de empurrar os troféus para o chão com o braço. O barulho foi ensurdecedor, mas nem ligamos. Logo em seguida, eu levantei Rose pela cintura para sentá-la na mesa. Era pequena, não tinha muito espaço, mas era o suficiente. Rose voltou a me beijar. Eu me deitei sobre ela, acariciando sua coxa com uma mão e a outra apalpando seu seio.


Rose levou sua mão para me ajudar a me livrar da minha cueca, descendo ela. Não conseguiria aguentar mais. Precisava dela como nunca antes. Talvez tanto que quando me coloquei entre suas pernas, eu senti meu coração batendo tão forte que achei que ia explodir. Como era possível só sermos amigos? Com todo aquele fogo?


Ela parecia sofrer, sem razão, completamente imersa em um sentimento desesperado de reatar aquele fogo entre nós, direcionando o quadril na minha excitação. Nunca tivemos a ousadia de fazer isso em uma sala, certos de que poderia ter o perigo de alguém aparecer. Eu sabia que ela tinha aula de Aritmancia naquele horário, mas agora estava ali comigo.


Mesmo assim, eu não quis terminar rápido.


Lentamente entrei com meus dedos em sua calcinha, penetrando-a com o indicador. Ela arqueou as costas. Minha respiração estava no seu ouvido, quando sussurrei:


– Só eu já te fiz contorcer assim, não é?


– Scorpius... – ela mordeu os lábios.


Eu introduzi o segundo dedo, estimulando sua entrada com força. Ela choramingou. Pare com essa brincadeira. Eu sorri, percebendo que estava torturando-a. Às vezes eu conseguia ler seus pensamentos, só com base em suas expressões.


– Você precisa disso.


– Sim... Mais...


Mordi seus lábios, prendendo suas mãos para trás de sua cabeça, impedindo que ela me tocasse quando eu afastei meus dedos da sua intimidade. Silenciosamente, explorei sua barriga até suas coxas com minha boca. Eu estava enrolando o máximo, porque isso a deixava inquieta e fazendo murmúrios sem nexo.


– Oh meu... Scorpius, você não era de torturar assim – ela ofegou, observando enquanto eu tirava sua calcinha de uma forma lenta e devastadora. Beijei seu abdômen, que subia e descia devido a respiração entrecortada.


– Eu era muito apressado. Agora esse tipo de sofrimento parece mais gostoso... não é? – A intimidade dela estava lubrificada. Pronta para mim, como sempre esteve. Ela arranhava meus ombros. – Esse desespero... É o melhor que existe. Porque sabemos... que isso vai valer a pena depois...


– Não aguento mais, Scorpius... por favor...


Voltei a permanecer em frente ao seu rosto, que estava corado e suado. Passei um dedo pela sua bochecha cheia de sardinhas. Nos encaramos por um tempo.Beijei seu pescoço. Segurei nossas mãos em cima de sua cabeça outra vez. Nossos dedos se entrelaçaram. Ela enlaçou meu quadril com as pernas.


– É só me dizer o que você quer – beijei seu rosto e depois rocei minha língua na dela. – Eu sei o que é, mas soa melhor quando diz...


– Eu quero tudo... Você – ela meio que disse isso entre os dentes, sem saber formular frases concretas para o seu desejo. – Em mim... agora.


Eu abafei o gemido, quando meus lábios se prenderam aos dela, e ficaram se roçando todo o momento em que eu a penetrava lentamente, dolorosamente. Ela se empurrou contra mim, aprovando o encaixamento, com a boca presa na minha.


Investi mais lento dentro dela, mas foi tudo, como ela desejou. Observei cada traço da expressão de prazer dela. Ela gritou, e assustou com isso porque a sala estava incrivelmente silenciosa, então fez um pouco de eco. Alguém podia escutar e... oh, foda-se, nem pensávamos nisso. Ela continuou gemendo daquela forma incontrolável. Eu suguei aqueles lábios até deixá-los vermelhos como a cor dos seus cabelos. Senti seus dedos passando pelas minhas costas. Meu cabelo balançava a frente de meus olhos, enquanto eu me movia em cima dela.


Não é fácil ficar sem aquilo.


Não dissemos mais nada, nem mais nos provocamos. Só ofegávamos. Eu me afastei dela e sentei, trazendo-a para o meu colo delicadamente. O contato visual não era quebrado nem por um piscar de olhos. Pude saborear seus seios à medida que ela descia e subia lentamente em mim. Lentamente apenas no início, porque depois já estávamos quase caindo da mesa. Ou quebrando ela. Éramos assim.


Por favor, não pare.


Ela era maravilhosa, mas não era como se eu nunca tivesse notado isso. Naquele momento, apenas dei mais atenção a isso do que minha própria necessidade de gozar. Os olhos fechados, os lábios entreabertos, vermelhos e molhados, suas mãos agarradas aos meus ombros de modo que suas unhas quase perfuravam a minha pele. Ela tentou encontrar meus lábios novamente. Nossas línguas se entrelaçaram e por um breve momento, o beijo pareceu mais evidente do que o sexo. Ela voltou a se mover da forma arrastada, ainda me beijando. Eu guiava com as mãos na sua cintura, outras vezes desciam até seu glúteo. Era delicioso, viciante, o modo como nossos sexos se encaixavam tão perfeitamente, como nos conhecíamos tão bem, como nada daquilo parecia errado e estranho.


Eu a apertava o máximo que conseguia. Foi forte, violento pelos arranhões nos meus ombros e costas, quando chegamos ao fim. Eu gozei prendendo seu nome nos gemidos, sentindo gotas de suor em minhas têmporas e um prazer fora do comum. Ela veio depois, com um escândalo maior, sem me soltar. Ela estava trêmula quando se apertou em mim, ainda sentada em meu colo. Encostei meu rosto em seu peito... Ela afagava meu cabelo daquele seu modo carinhoso, e eu escutava o coração dela, enquanto a gente tentava recuperar o ar. Isso levou uns cinco minutos... Já tivemos muitas transas incríveis, mas não daquela forma. Foi calma, foi excitante, provocativa, doce, sem nada faltando, sem nenhum exagero, sem nenhum erro, tudo naturalmente perfeito. Exceto que estávamos em uma sala de troféus. Na minha detenção. E Rose Weasley estava matando sua aula preferida.


Ninguém chegou a nos interromper, o que foi um alívio perceber isso depois que acabamos. Minhas costas estavam ardendo quando descemos da mesa para colocar nossas roupas. Olhei para meus ombros vermelhos e vi os rastros dos arranhões. Eu não reprimi um sorriso discreto, mas voltamos a agir como responsáveis depois que nos limpamos e nos vestimos. Rose colocou minha gravata ao redor de meu pescoço, deixando o nó frouxo. A gente se encarava, sem conversar muito sobre o que acabamos de fazer, mas nossos sorrisos estavam em qualquer gesto simples. O meu era satisfeito, o dela era um sorriso culpado. Culpado por não estar sentindo nenhuma culpa pelo que fizemos.


– Acho melhor eu ajudá-lo a colocar de volta esses troféus no lugar – ela disse, virando-se para pegá-los no chão. Enquanto arrumávamos, ela parou para olhar uma estante onde havia os nomes de todos os monitores de Hogwarts. Eu percebi que ela havia ficado quieta e sentimental, por isso aproximei-me e a abracei por trás.


– Quando sairmos de Hogwarts, seu nome vai estar aí – eu disse, beliscando o lóbulo da sua orelha com os dentes. – Isso se nunca nos pegar transando por aí...


Ela riu um pouco, sem soar mesmo arrependida pelo que fizemos. Logo, o sorriso diminuiu e ela segurou meu braço.


– Não estou pensando nisso – ela murmurou. Foi quando notei que os nomes dos pais dela estavam na lista da geração dos anos noventa. – Eu conversei com minha mãe. Eu tinha evitado. Quando entrei no escritório e a vi... pensei: “vão ser eles... nenhum casal se separou na família Weasley... e dessa vez vão ser meus pais”. Mas então fui conversar com minha mãe. Entender o que estava acontecendo com eles. Eu fiquei com tanto medo que ela dissesse que não amava mais meu pai. Fiquei com medo dela dizer que havia se cansado dele. Mas... você sabe o que ela disse?


– O quê?


– Ela disse que ela está grávida.


O quê?


– Quando meu pai descobriu – continuou Rose, baixinho –, ele não acreditou... ele não acreditou porque eles nunca planejaram ter outro filho. Ele achou que ela estivesse grávida de outro homem. Minha mãe tinha viajado a trabalho e ficou quase um mês fora. E meu pai é muito ciumento, sabe? Já estavam brigando com coisas estúpidas, e ele desconfiou dela o tempo todo, continuaram brigando até ele soltar uma que queria o divórcio. Eles já estavam tão estressados que nem pensaram nas conseqüências, nem pensaram em como iriam deixar a família. Nem nos contaram sobre a gravidez! Até descobrirem sobre Hugo e as drogas. Aquele balde de água fria parece que acordou eles para o que era importante, sabe?


– E então eles não vão mais se separar?


– Eles estão agindo racionalmente agora. Mamãe está grávida, meu pai sabe que não vai deixá-la. E quando o bebê nascer é que vamos descobrir se meu pai estava certo.


– E isso deve ser daqui...


– Quatro meses. É uma longa espera. Mas melhor uma prova do que ficar na dúvida para sempre. Eu não tenho como provar a você que não dormi com Roy, a não ser minhas próprias palavras.


– Eu acredito nelas – respondi. – Eu acredito em você, Rose. Porque se eu não acreditasse em você... tudo o que tivemos também foi uma mentira.


Ela me olhou com aqueles olhos verdes.


– Não foi uma mentira. Tudo o que tivemos foi um fato. Não escolhemos nada disso. Nós quisemos por algum motivo e corremos atrás. Foi natural. Como a vida.


– É – refleti. – Acho que sim. Vai ficar tudo bem, Rose.


– Agora eu sei disso. Você está comigo.


Eu passei um braço ao redor dela, colando meus lábios em sua testa.


– Sempre. Não importa como.


 


 


 


Albus me deu um soco no braço, enquanto estávamos tomando café da manhã na mesa da Sonserina com os nossos colegas. Era segunda-feira então o Profeta Diário sempre estava nas mãos das pessoas. Albus estava folheando o dele, quando ele me deu aquele soco.


– O que foi?


– Sessões dos mortos – ele colocou a folha do jornal na minha cara. Afastei-me um pouco para ver melhor. – Página 30. Olhe a foto.


Homem-balão é encontrado esquartejado na rua...


– Não esse! ESSE!


Agarrei o jornal quando vi o rosto de Jason Parrish. Morto.


Embaixo de sua foto, a legenda: “Ex-professor de História da Magia. Suicídio em Azkaban depois de três tentativas homicídios e seqüestros.”


Eu percebi que todo mundo começou a olhar para mim. A escola inteira já sabia o que acontecera.


– Desgraçado – murmurei, com vontade de rasgar o papel. – Covarde.


– Você não está feliz? – perguntou Albus. – Quero dizer... o que ele fez contra sua família...


– Suicídio é a coisa mais covarde que existe. Deviam proibir isso em Azkaban, fazer esse cara apodrecer. Mas... esquece – joguei o jornal em sua direção. – Esquece. Eu já me acostumei com injustiças. O importante é que esse cara está no inferno agora. Ele sempre foi fascinado por um fogo, não foi?


 


 


– Então é verdade, Malfoy? – perguntaram-me mais tarde, quando a notícia continuou voando pela escola toda. Eu estava sentado no jardim, tranquilamente revisando a matéria de poções, quando de repente um grupo de garotas se aproximou de mim. Duas sentaram cada uma ao meu lado, empurrando Albus. – Ele sequestrou você?


Regina Stratford passou a mão em meu braço:


– O quanto ele o machucou?


Leela, a irmã gêmea dela, estava do outro lado. Tinha se apoiado em meu ombro.


– Ainda vai poder jogar Quadribol, não vai? Seria terrível não ver você em campo na final...


– Deve ter sido tão terrível... como você fez para sair de lá?


De repente eu vi três amigas delas concordando em saber como eu havia escapado. Então eu virei um tipo de celebridade agora, é isso?


– Na verdade-


– Oh meu Deus, você teve que sacrificar uma parte do seu corpo? Tipo naquele filme Jogos Mortais e...


– Leela – Regina suspirou, cansada. – Você está vendo algum membro do corpo dele faltando?


– Foi só uma curiosidade. Essa perna – ela passou a mão na minha coxa, quase alcançando a minha virilha – pode ser falsa.


As duas sorriam para mim.


– Minha perna está perfeita – respondi, levantando-me. – A propósito, vou voltar com ela para a aula agora.


– Estaremos aqui se precisar da gente – disse Regina, como se elas não tivessem que voltar para a aula também.


– É, obrigado. Mas não vou precisar.


Leela mastigava o chiclete quando perguntou com desdém:


– Então você e a Weasley voltaram?


– Algum problema? – Rose se aproximou de mim naquele momento. Estava segurando os livros contra o peito. Leela e Regina se levantaram. Leela encarou Rose, meio que peitando ela, mas começou a se afastar. Isso pareceu ofender Rose, que então segurou o braço da garota e disse: – Não vai dizer agora só porque estou aqui? Fale na minha cara, Stratford.


– Todo mundo sabe o que você fez com aquele francês delicioso, queridinha. Só se faz de santa, mas é uma vadia. Que foi, Weasley? Você pediu que eu dissesse. Não aguenta a verdade, não pergunta.


– Eu aguento a verdade – rugiu Rose, furiosa. – Mas estão falando mentiras nas minhas costas.


– Se estão falando é porque você deu algum motivo, certo?


– Rose, não adianta – murmurei ficando discretamente a frente dela para caso ela perdesse algum controle e acabasse avançando contra Leela, o que eu achava impossível, mas nunca se sabia. Rose estava vermelha de raiva. Elas se afastaram quando Rose não conseguiu retrucar nada. Nós nos encarávamos, depois ela olhou para o meu peito, zangada e magoada.


– Acham que sou uma vadia agora.


– Você é?


– Não!


– Então não ligue para elas! Aquelas garotas dormiram com todos os caras dessa escola. Não há nem parâmetro, ok? As pessoas falam o tempo todo, qualquer merda, qualquer coisa que ouvirem. Eu passei um tempo aqui nesse castelo aprendendo a ignorá-las, você não tem que dar nenhuma satisfação agora também, Rosie.


Quando ela se acalmou, nós viramos para sentar com Albus novamente. Ele, por outro lado, enfiou o livro na cara, para disfarçar quando Gwen passou pelo jardim, sem olhar para os lados. Eu me lembrei da última vez que falei com a garota, quando quase fizemos aquela cagada de transarmos num banheiro. Ela nunca mais falou comigo desde então. Gwen me evitava até mesmo nos treinos. Na verdade, ela já estava até saindo com outro garoto da turma dela.


– Vamos voltar logo para a sala – disse Rose baixinho, saindo em direção ao castelo sem esperar nós dois. Quando ela fez isso, tive um pressentimento de que ela desconfiava. Mas nenhum de nós chegou a falar do assunto. Acho que nós dois tínhamos feito besteiras equivalentes demais para que nenhum de nós condenasse o outro por isso agora que as coisas estavam melhorando.


 


 


Eu consegui terminar o teste mais cedo, então pude sair da classe. Quando entreguei o teste ao professor, Roy levantou na cadeira também. Eu o ignorei, assim como ele me ignorou. Somente no corredor, enquanto esperávamos sentados no banco do corredor, que ele se virou para mim. Eu estava cochilando com a cabeça encostada na parede ao ouvir a voz idiota dele:


– Vamos esquecer o que aconteceu entre a gente, Malfoy.


– Eu já estava esquecendo – respondi sem abrir os olhos.


– Escute, eu não coloquei as drogas no seu banheiro. Eu nem sei entrar na sala da Sonserina. Eu só estava te provocando quando me viu lá no quarto da Rose. Não que eu não queria fazer alguma coisa, mas essa garota é irritantemente apaixonada por você.


– Cala a boca. Estamos bem ignorando um ao outro e você longe dela.


– Eu vou ficar longe dela. Amanhã vou voltar. Para França, quero dizer.


Aquele dia estava sendo muito bom. Até fiquei desconfiado. Abri um olho, espiando para ver se Roy estava zoando com a minha cara.


– Estão me mandando para casa. Esse era o último teste que eu ia fazer. De qualquer forma, eu nunca vou ser chamado para a equipe de aurores, então vou voltar para casa.


Ele apareceu na minha vida para atrapalhar tanto que até me esqueci do motivo por ele ter entrado naquela escola.


– Não estou com pena de você – avisei.


– Meu pai me obrigou a vir aqui. Eu nem queria estudar aqui.


– Tanta faz, cara. – Eu segurei a alça da minha mochila enrolando-a no punho, levantando-me. – Boa sorte aí na sua vidinha. Não me importa o que vai fazer.


Hipócrita, pensei. Veio com papinho depois de ter balançado meu namoro com a garota que eu amava e feito com que eu perdesse meu distintivo. Era por isso que eu não precisava de mais amigos. Algumas pessoas eram tão sem caráter que me dava preguiça de me importar com gente que eu passei a conhecer recentemente.


Estava indo em direção ao bebedouro quando o quinto ano saiu da sala de Transfiguração. Olhei para Hugo ao lado dos amigos, que eram bastante idiotas. Ficavam apertando os braços das meninas, um deles ficou irritando uma lá que deu até pena, mas Hugo estava quieto, no seu canto, apenas concordando com a cabeça enquanto outro falava. Eu não o vi mais andando com Alice, não cheguei a encontrá-los fumando dentro do armário. Hugo me viu enquanto passava e fez uma expressão de “oi”. Eu achei que ele ia continuar se afastando, por isso estranhei quando ele deu meia-volta e se aproximou de mim.


– Podemos conversar? – ele perguntou. Eu assenti enquanto a gente se afastava do pessoal. – Eu soube que perdeu o distintivo de monitor. Foi por causa da droga que acharam no seu banheiro?


– Não, mas Rose te contou, é?


– Não exatamente.


– Então como sabe que colocaram drogas lá? – perguntei. Ele coçou a cabeça, do jeito que o pai dele fazia.


– Porque descobri quem fez isso.


Pela expressão dele, eu não precisei de nenhuma outra palavra.


Alice!? – eu mordi o maxilar, irritado com aquela garota. E eu nem a conhecia.


– Quando você viu a gente naquele dia do Jogo do Terror, lembra? E depois quando descobriram que tinha drogas por aqui... ela achou que foi você que contou a diretora. Ela estava drogada quando foi tentar se vingar de você. Ela só me contou que foi ela antes da gente terminar. Desculpe, cara.


– Eu já me livrei daquelas drogas – recuperei a paciência. – E nem foi por isso que sua irmã e eu brigamos, de qualquer jeito. – Olhei para Hugo. Era como se um peso tivesse saído das costas dele. – Olha, tenta perceber quem são seus amigos. E tem muita garota que vale a pena, não fica preso numa gostosinha viciada.


Ele hesitou.


– Tem essa garota que eu gosto desde sempre – ele disse preocupado. – Mas é completamente errado, porque nunca vai dar certo. Nunca vão aceitar isso.


Eu dei risada.


– Sei bem como se sente.


– Mas Rose não é sua prima, é? – ele disse amargamente. Uh.


– Você quer dizer... Lily Potter? Você curte ela?


– Olha, não diga nada pra Rose. Muito menos para o Albus. Eles me matariam.


– E por que confessou isso pra mim? Não somos nem amigos.


– Eu não sei. Saiu da minha boca. Olha, preciso voltar para aula.


Ele saiu depressa do corredor com o resto da sua turma. Achei que quando eu descobrisse quem colocou aquelas drogas no meu banheiro eu faria mais alarde sobre isso, mas no fim não fez nenhuma diferença. As drogas estavam no lixo, Rose e eu não estávamos mais brigados. Roy estava voltando para França e Parrish cometeu suicídio em Azkaban. Dimitre saiu do coma, Amber estava com a filha, todos saudáveis. Rose descobriu que ia ter mais um irmão, os pais não iam se separar. Hugo estava tentando se afastar das más companhias. E quando acordei ao lado de Rose em meu quarto, naquele primeiro sábado ensolarado do ano, eu nunca me senti tão inspirado para jogar uma partida de Quadribol.


– Está nervoso? – Rose perguntou, quando me viu colocando as botas de Quadribol sentado na cama. Ela se aproximou atrás de mim, ajoelhada com o lençol cobrindo o peito e o rosto todo sonolento, mas o leve sorriso dela parecia mais iluminado do que a janela. Enrolou os braços ao redor de mim. Eu virei o meu para ver seu rosto.


– Nunca fico – respondi.


– Mas é bom ficar nervoso, sabia disso? O nervosismo te deixa mais esperto, mais veloz, mais ágil, faz você agir de acordo com os seus instintos porque se não estamos nervosos, conseguimos pensar, mas se pensarmos demais os detalhes atrapalham um pouco... – ela percebeu que eu estava um pouco avoado para as curiosidades dela, por isso suspirou: – e um dia você vai ficar interessado nas coisas que eu te falo, por isso sempre vou ficar te enchendo o saco com elas.


Ela me deu um beijo estalado no pescoço, enquanto eu fazia um som de riso.


– Estou bem hoje, então não importa se eu perder.


– Você não é nenhum pouco competitivo, não é? – ela perguntou, parecendo achar isso estranho e ao mesmo tempo admirável.


– Não vou reclamar se a Sonserina vencer, é claro – sorri. – Você vai. É capaz da Corvinal engolir vento hoje, ruiva.


– Vou ficar feliz se você ficar feliz. Combinado?


– Sempre foi esse o trato – lembrei, vendo-a se levantar da cama com a calcinha e o sutiã, em direção ao banheiro. – Ei! Eu vou passar um jogo sentado numa vassoura e você me desfila assim pelo quarto? – repreendi, embora estivesse adorando.


– Você não tinha aquele seu próprio mantra antes de se aquecer para as partidas? – ela fez uma expressão de quem queria muito se lembrar da frase. – Ah, acho que era pensar no professor Slughorn ou algo assim.


Eu estremeci, só de pensar nas panças do professor. Isso sempre dava certo. Rose gargalhava quando entrou no banheiro.


 


 


Bati na porta do quarto de Albus irritantemente, quando notei que ele estava atrasado:


– Temos jogo daqui meia hora, Potter! Vê se acaba com isso logo, vocês dois!


Ouvi risadinhas lá dentro. Pelo menos era Natalie com ele.


Cállate!


Albus dizia que eu estava pegando um pouco da essência de Rose, preocupando-me em estar sempre pontual para as coisas. Acho que era a convivência. De qualquer forma, nossas respectivas namoradas nos desejaram boa sorte depois que tomamos café e seguimos o time para o vestiário. Lá coloquei minhas luvas e esperamos – ouvindo os sermões do capitão – juntos até que o jogo começasse.


Eu vi Gwen se aproximando. Estava concentrada, com a postura ereta, olhando para o portão, que se abriria em cinco minutos. O resto do time se ajeitava, quando eu disse:


– Valeu. – Ela piscou, fingindo que não me ouvia. – Pelo truque dos cento e vinte graus com o braço.


– Eu preferia que você não falasse comigo – a voz dela estava endurecida.


– Eu só estava-


– É melhor a gente não se meter mais na vida um do outro.


Ela não olhou para mim em nenhum momento.


– Além disso... você e Weasley voltaram. Não sou eu que vou atrapalhar isso. Só quero vencer esse jogo.


Quando eu não disse mais nada, Gwen virou os olhos para mim e deu um suspiro:


– Eu estou nervosa com o jogo. Mas não quero soar hostil. Eu não tenho ressentimentos, Scorpius... Eu cresci sabendo reprimir e lidar com meus sentimentos. Se não posso ter alguma coisa, eu aprendo a me contentar com isso. Mas não tente ser gentil comigo, só nos ajude a vencer esse jogo.


Ouvimos a gritaria dos torcedores nas arquibancadas.


– Isso eu posso fazer. Boa sorte, Kinney. – Ajustei minhas luvas quando o portão começou a se abrir. Albus se postou ao meu lado. A iluminação penetrou o ambiente escuro. Montamos a vassoura.


O tempo estava perfeito para uma vitória e eu senti que, pela primeira vez em tempos, eu a conquistaria.


Aquele dia foi épico.


 


 


 


Acho que eu nunca fui tão rápida com as atualizações! Recompensei todo aquele tempo que eu parei de postar como esses últimos capítulos, não é? U_U (Apesar de achar essencial esse período de conflitos, eu não via a hora de acabar logo com eles HAHAHA)


É muito bom escrever capítulos como esse na época fria do ano. Tem reconciliação. Tem NC. HAHAHAHA E agora podemos dizer que a fase ruim está terminando. E quanto a fic, em geral? Bem, não sei. Pretendia terminá-la quando Scorpius acabasse os anos dele em Hogwarts. Então eu tenho a breve impressão, somente a breve, que BfT terá 30 (ou menos) capítulos, como teve Money Honey.


Sério, muito obrigada por todos que comentam em todas as atualizações, e é isso que me vem dando força e inspiração. Espero continuar agradando vocês. Ainda é cedo para falar de um final, ainda tem coisa para acontecer. Por isso espero vocês e seus comentários!!!


Até o próximo!

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 16

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 20/12/2012

Ahhhhhhhhhhh *-* perfeito o capitulo. Bem, eu amei e bora ver o que vai acontecer ai. Fiquei feliz pelo Roy ir embora, já não aguentava mais ele ai, e realmente Hipocrita ele, depois de tentar destruir o relacionamento do Scorpius e da Rose vai embora, seria melhor que ele nem tivesse dado as caras ai, mas já que até o Scorpius esqueceu, esquecerei também que ele existiu... Nossa, Rony sempre foi ciumento, e é obvio que a Mione não traiu ele, mas cabeça quente, relacionamento com brigas eles superam. Bem eu amei demais o capitulo foi ótimo *-*

Bjoos! 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Nikki W. Malfoy em 27/05/2012

Pokie, cade o nosso cap? Eu ja estou começamdo a ser chata cobrando o cap!
Por favor, eu quero saber o que vai acontecer agora, se vai ser um final de MH, que foi maravilhoso, ou um super especial... 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por AshleyMalfoy em 20/05/2012

Parabéns!Adorei a história...ansiosa pra saber o final... :D

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Ana Slytherin em 14/05/2012

Esse foi um dos capítulos que eu terminei de ler com um sorriso no rosto, claro que ele demorou um pouco mais para ser lido por causa dos ataques de riso que eu tive, sério ficou perfeito. Acabou com a tensão dos os outros, Rose e Scorpius estão mais que bem, a NC nos dá uma prova disso, até mesmo Albus e Natalie estão juntos. A visita na Mansão, a curiosidade de do Albus em saber o que as garotas conversam, a quebra da fonte, as caras de orgasmo do Albus, as palavras em espanhol da Natalie, o constrangimento dela diante do Lucius e claro os momentos Draco e Astoria que deixam o Scorpius constrangido me fizeram rir muuito. A parte do quadro de trago foi fofa, eu adoro quando a Astoria e o filho estão juntos. Problemas foram resolvidos como a morte do Parrish, a saída do Roy da escola, a decisão de Rony e Hermione de continuarem juntos. E a breve conversa entre Scorpius e Hugo me deu uma esperança de uma amizade entre eles. A cada capitulo você se supera, então eu tenho certeza que o próximo vai ser ótimo e eu espero que seja rápido como esse. Bjs. Até mais 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por fatima gabriela lima em 11/05/2012

Estou ansiasa para os cap finais. Parabéns pela a história maravilhosa

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Pedro Freitas em 09/05/2012

Resolvemos tantos pontos que até poderia ser um fechamento da história, mas que bom que não é.

Hugo está se aproximando de Scorpius. Espero que se estabeleça uma boa amizade.

Gosto do ambiente familiar para estar com os amigos. Mais intimidade. 

Que detenção, né?

Rony e Hermione estavam sendo precipitados. E super imagino essa reação do Rony, seu plot fez muito sentido.

Não faz sentido o comportamento do Roy neste capítulo. Quero dizer, nossa visão é através do Scorpius. Só se ele aumentou muito tudo. haha. 

Natalie e Albus estão bem.

E Gwen? Está magoada. Mas ela me parece uma boa pessoa. Não acho que iniciaria uma vingança.

E pelo jeito o jogo vai ter um bom resultado. :)

Beijo. 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Flah . em 08/05/2012

Adorei o cap, mto bom haha
parabééns vc escreve mto bem
bjos 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por slytherin rules em 08/05/2012

Nossa, esse capítulo sem duvida que foi épico (haha já que eles falaram tanto isso durante o capítulo), super leve e gostoso de ler, dava pra sentir a suavidade, o carinho fluindo pelos paragrafos de Rose e Scorpius! Finalmente agora eles estão em paz, mas afinal, é sempre assim na vida, com turbulencias. Achei muito legal da parte do Hugo de ir conversar com Scorpius - e como Ron e Hermione descubiram-no com drogas? Pegaram o menino fumando? - e saber dessa paixão-desde-sempre pela prima, muito bonitinho; nunca tinha pensado que era Alice quem foi colocar as drogas pra incriminar o loiro, seilá, na minha cabeça só o Roy queria ferrá-lo. E que motivo mais tosco pra pedir o divórcio, como o Ron consegue ser tão absurdo? Não é da personalidade da Hermione trair, pelamor, que homem ciumento... imagina ela tendo que criar um bebe sozinha nessa idade em que ela está só porque o Ron estava com ciumes e duvidava da mulher? Achei bem legal também a cena na Mansão Malfoy - risos a parte pelo Lucius ter descoberto a cara de orgasmo do Alvo -, Rose e Scorpius forever fofos e a conversa dela com a mãe... a sem palavras, amo as aparições dos pais de Scorpius, volto a falar, eles são tudo de bom e ainda cheios de sabedoria - principalmente a Astoria. E durante toda a cena deles na sala de troféus eu fiquei pensando "oh my god, oh my god imagina se a McGonagall aparece? OMG! Se algum aluno - Roy, o puto - aparece?" hahaha' mas precisava de uma reconciliação dessas! 

Que bom que está com medo de perder os capitulos no caso do computador quebrar, a sorte é nossa, ahahaha mas eu sei o quão apavorante é isso - além de demorar pra consertar D: Bom, meus parabéns pela fanfic, a cada capitulo está mais gostosa de ler e mais envolvente! Beijos e até a próxima atualização.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mily McKinnon em 07/05/2012

Noooossa, adorei entrar aqui e ver que tinha atualização *-* eu já tava achando que Rose e Scorpius fossem continuar "dando um tempo", então imagina a minha felicidade quando eles reataram o namoro +_+ Adorei a morte do Parrish. Pode até ter sido um ato covarde, como Scorpius disse, mas ele merecia morrer u.u kkkkkkkkkkkk Ah, quanto ao Roy... Podemos dizer que minha raiva por ele passou hauahuahuha Não que eu vá com a cara dele, é claro, mas tbm não estou mais com tanta raiva. E eu fiquei com pena da Gwen, sabe? Toda essa história dela ser filha de uma prostituta, da mãe dela ter morrido e dela ter se ~apaixonado~ pelo o Scorpius me fez sentir dó, pq eu realmente gosto dessa personagem c.c Por favor, faça ela ficar com um cara legal e que goste dela :( tadinha kkkkkkkkkkkkkkkkk ~le eu enchendo o saco da autora~

Enfim, vou parar por aqui. Tô louca por mais atualizações!!! Xoxo ;***

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por alana_miguxa em 06/05/2012

achei o capitulo absolutamente perfeito. adorei esse momento de paz! hehheehhe tudo dando certo é muito bom. eu também acho que a fic podia ter uma continuação deles adultos. ia ser bem legar ver eles trabalhando e casando. adorei as cenas na mansão. eu até gosto do lucius da tua fic. ele me faz dar risada pq eu imagino as caras que ele faz. ehehehhe adoro também os momentos com a astoria. e estou amando que tu tá postando rápido. é muito bom. se continuasse assim seria maravilhoso! hehehe

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lívia G. em 04/05/2012

Menina, você postou tão rápido que eu até achei que o FeB tava errado, hahahahaha. Que capítulo lindo, perfeito, ai tudibom! Finalmente as coisas se acertaram! Espero que essa história não acabe tão cedo! Espero pelo próximo ansiosa! Beijos

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lívia G. em 04/05/2012

Menina, você postou tão rápido que eu até achei que o FeB tava errado, hahahahaha. Que capítulo lindo, perfeito, ai tudibom! Finalmente as coisas se acertaram! Espero que essa história não acabe tão cedo! Espero pelo próximo ansiosa! Beijos

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Jan G. Potter em 04/05/2012

Ainda bem que o Albus disparou na direção da fonte, shauhsuahsua. Morri de rir com essa cena. Imagino a cara dele no momento do disparo, shauhsuahsua. Uma arma é tão perigosa quanto uma varinha. Acho que o Albus aprendeu a lição. hehehe. 
O Scorpius e a Rose estão tão apaixonados, tão românticos, que nem se topam, shauhsuahsuah. Só quem olha de fora mesmo é que percebe. E olha que sou uma pessoa romântica! kkkkk 
Às vezes eu também faço o que o Scorpius faz: fico comparando meus problemas com outros bem mais sérios e graves. E funciona, porque deixo de ter pena de mim mesma.

"Vocês não falam de... hum... tamanho, falam?" Quase cai da cadeira com essa pergunta, HAHAHAHAHA. Mas Natalie é muito malvada também, hihi. Adorei o Lucius interferindo ali... É bom saber que Natalie também tem algum pudor. 

Gostei do momento entre mãe e filho. Muito bonito. 
E o lance da Alice? O.o Nossa, a pirralha é totalmente louca. 
Parrish morreu, aleluia. Mas espero que tenha morrido mesmo, kkkk.
Só fiquei intrigada com o fato de Scorpius não ter contado pra Rose o que aconteceu entre ele e Gwen. Por um lado entendo a decisão, mas por outro... é difícil entender, KKKKKKKK. Parece que está omitando, sei lá. Esperava que ele fosse mais sincero e honesto com Rose, assim como ela foi com ele... Bom, mas gostei do capítulo. Muito bom. Perfect. :D
Esperando o próximo agora!

PS: eu continuo a adorar as cenas com o Draco. Ele é muito homem, muito maturo, mas com defeitos. Amo isso. 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Nikki W. Malfoy em 04/05/2012

Eu não tenho o que comentar nesse cap., foi simplesmente perfeito do começo ao fim... A conversa besteirenta de Albus e Natalie, (aprendendo espanhol e matemática ao mesmo tempo e com prazer!) o Scorpius e a Rose juntos de novo e uma nova NC pra alegrar shaushaush... Scorpius mostrando a si mesmo e aos pais que um bom garoto (amei essa parte), o quadro do trasgo, O PARRISH MORREU E O ROY VAI VOLTAR PRA FRANÇA!!! Foi uma das melhores coisas que li nesse cap... AH! Eu juro pra vc que eu sonhei com a cena do Scorps e a Rose conversando na sacada, só que depois da sacada eles conheciam o quarto do Scorps e daí rolava a NC... meus sonhos são mt critivos, hsahsaushua. A parte da Hermione grávida outra vez foi uma das melhores coisas que vc imaginou adorei... E ela vai provar que é mais um Weasley na familia! Espero que o Hugo acabe ficando com a Lily no final, acho eles tão lindos *-* Espero que quando vc terminar essa eles estejam já casados e com filhos (tipo o prologo de Relíquias da Morte) shuashaushau... Ou como disse a Carolzinha qque vc faça uma continuação! Que Beleza! Tá já chega , ta bom por aqui... Amei o cap. e espero anciosamente pelo prox, que espero que n demore (o que eu sei q vc n vai fazer...) olha aminha confiança em vc em!
bjujinhusss, tá mais... 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por charl0tte em 04/05/2012

QUE CAPÍTULO LINDO PUTA QUE PARIU EU PRECISO DE UM ABRAÇO. Ah, oi. LM,FSDFDS~ÇKL~ÇFDS~LFDKDSFÇLDMLS tô quase tendo orgasmos de tanta felicidade. Quer dizer, não que nem o Albus, mas eu tô muito feliz mesmo. Por muitas coisas, e saber que tá tudo bem na fic fez o dia ficar ainda mais bonito. Não vem ao caso, mas eu me acertei com meu ex (nós voltamos a ser amigos, mas assim como a Rose e o Scorpius, eu acho que amizade vai acabar sendo pouco pra nós). Mas esse capítulo foi tão épico que eu não sei nem por onde começar os comentários. A cena da sacada foi fofíssima, o Albus distruindo a fonte com um tiro foi hilário, a cena no corredor em que eles falam sobre orgasmos e situações estranhas me fez gargalhar tanto que eu tive que sair pra tomar água, o quadro do trasgo verde foi uma cena muito fofinha em família, a cena da sala de troféis foi caliente, Hermione grávida me fez quase chorar, o Hugo conversando com o Scorpius me deu a entender que eles ainda vão acabar amigos, o Roy pedindo desculpas foi engraçado porém me fez perdoar ele por todas as cagadas (apesar dos pesares e da vontade gigantesca de matar ele anteriormente), o suicídio do Parrish me fez sentir o mesmo que o Scorpius (porque aquele infeliz merecia sofrer muito antes de morrer), esse jogo de quadribol deve ter sido foda, e eu tô sentindo esse capítulo como um último capítulo da novela, enfatizado com um final feliz. Por favor, me diz que ainda faltam vários (ps: VÁRIOS) capítulos com muitas outras coisas, porque eu não vou suportar ver a história do meu casal predileto acabando rápido. Ou não tão rápido. Enfim, o capítulo foi lindo demais e eu vou passar o resto do dia pulando de felicidade pela casa. Parabénssss, a fic tá mais do que linda, e você continua se superando na capacidade invejável de escrever. Eu compraria um livro seu. Até o próximo capítulo, xoxo, é nóis <3

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Carolzinha Gregol em 04/05/2012

Capitulo muito bem escrito, chorei, eu ri, adorei todas as cenas sem exceção, fiquei curiosa com uma coisa 'o que o Sr. Lucius Malfoy ia falar dos amigos do Scorpius?', eu ri muuuito na cena da Natalie imitando o orgamos do Albus kkkkkkkkkkkkkk fiquei tentando imaginar essa cena e do Lucius entrar bem nessa hora. Foi linda a cena do reconciliamento do Scorpius e da Rose. Estou orgulhosa deles *-* e Bem feito para o Roy que vai voltar para a França kkkk se ferrou frances filha da mãe. Nossa, Alice babaca de ter colocado a droga nas coisas do Scorpius, guria babaca, espero que de tudo certo na vida do Hugo, ele é um bom garoto. Adorei a cena do Albus com a arma, HERMIONE GRÁVIDA? COMO ASSIM PRODUÇÃO?! KKKKKKKKKKK ADOREI ISSO mesmo que eu não seja do Shipper Rony/Hermione. kkk adorei tudo. Você é a escritora mais detalhista que existe, você não esqueceu absolutamente nada. você desatou todos os nós que tinham sidos feitos. nossa, amei essa fanfic. Bem que você podia fazer uma continuação né? *-* do casamento do Scorpius e da Rose né? nossa estou sonhando com isso, imaginando isso. continua vai *-* pronto, já parei de incomodar, NÃO DEMORA PARA ATUALIZAR.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.