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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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24. Crawling in The Dark


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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24. Crawling in the Dark


 


 


“Você tem que pintar desse jeito, querido.”


“Assim?” minha voz de sete anos ecoava pelas minhas lembranças antigas.


“Isso mesmo. Qual cor você vai preferir para colorir o trasgo?”


“Verde. Trasgo é verde.”


“Você nunca viu um trasgo, como sabe que ele é verde?” minha mãe perguntou, sorrindo.


“Eu já vi uma figura.”


“Eu não me lembro de ter comprado um livro de trasgo pra você.”


“Roubei da biblioteca.”


“E você diz isso sem remorso?”


“É porque não estou com remorso.”


“E você sabe o que significa remorso?” ela ergueu a sobrancelha.


“Não” respondi todo sincero.


“Então por que disse que não está com remorso se nem sabe o que isso significa?!”


“Porque eu não sinto nada com um nome estranho agora. Remorso é estranho.”


“Você é tão novo, espere só até ficar grande e perceber que você vai sentir coisas estranhas o tempo todo. E sabe o que vai ficar mais estranho ainda, Scorpius? Haverá sentimentos que você não vai conseguir nem dar nome a eles.”


 


 


 


 


– Olha como ele parece tão deprimido – Parrish disse, fingindo compaixão.


Eu estava encolhido contra a parede numa escuridão. Havia acordado do desmaio há o que me pareceu meia hora, mas continuei com os olhos fechados para eles não perceberem que eu estava chorando. Nunca havia me permitido chorar como naquele momento, e eu não podia mostrar isso a eles.


Eles. No tempo que fiquei sentado ali no escuro, ouvi somente duas vozes. Então havia um comparsa com Parrish, pensara. Tentei reconhecer a voz, mas não fazia a mínima idéia.


Senti aproximação. Parrish me deu um tapa fraco no rosto.


– Ei, abre os olhos, sabemos que está acordado.


Eu queria ter a chance de poder enxugar meu rosto, mas isso também demonstraria que eu estava chorando. Então optei por desobedecê-los.


– Então está bem, Scorpius – a voz de Parrish soou compreensível. – Cansei de vê-lo arrasado, vou parar com o jogo. – Ele ficou mais perto de mim. Sussurrou: – Sua mãe está viva.


Não acreditei nele. Depois de tudo o que vi e de todas as merdas que andavam me acontecendo, não acreditei nenhum pouco nele.


– Vamos, Scorpius, assim fica sem graça. Ok, tudo bem. Eu sei que fui super insensível chegando daquele jeito para sequestrar você, mas você realmente acha que eu iria machucar a pele linda da sua mãe? Aquela mulher tão maravilhosa que te criou com todo o carinho que ela tem? Eu só estava assustando você.


Eu estava fraco e depressivo demais para me sentir ofendido. Não abri os olhos. Parte de mim não queria ver o rosto deformado de Parrish. Parte de mim não queria saber onde eu estava. Não queria a sensação de derrota. Longe de todos que eu conhecia e confiava.


Percebendo que aquilo ele não ia conseguir de mim, Parrish deu um suspiro. E disse na direção do comparsa:


– Vai, tire a fita da boca dela.


Quando ouvi o som da coisa sendo tirada em alguém, logo em seguida a voz da minha mãe soou ofegante e sarcástica:


– Não precisava dos elogios.


Eu abri os olhos.


Estava tudo escuro, exceto por uma pequena fogueira no meio do lugar revestido por espessas paredes de rochas. Eu não estava em uma sala, nem mesmo em um quarto. Estávamos numa caverna. No entanto, eu não via saída nem entrada. Pelo menos não em meu campo de visão. O lugar parecia ser subterrâneo, tinha uma profundidade gigante. Havia uma mesa de madeira no centro e minha varinha estava em cima dela, junto com a de minha mãe. Parrish estava sentado num banquinho a minha frente e o outro amigo dele estava mais afastado, vigiando minha mãe, e usando uma máscara para esconder sua identidade.


Diferente de mim, ela estava sentada numa cadeira com as mãos presas atrás. Assim que nos encararmos, mamãe fez uma expressão de que não era para eu jamais dar alguma satisfação a eles. Esperei a próxima oportunidade para obedecer.


– Há quanto tempo estamos aqui? – ela perguntou com a voz calma diante da situação.


– Não sei – Parrish deu de ombros. – Lá fora está madrugada, mas floresta sempre confunde nosso horário biológico.


Floresta.


Estamos no meio de uma floresta.


– Você é criativo – minha mãe admitiu, pensando o mesmo que eu. Mas franzi a testa. Então era isso não dar satisfação? – Eu não pensaria nisso. Foi realmente inteligente.


Parrish sorriu.


– Você achou mesmo?


– Sim, claro. – Eu conhecia minha mãe há dezoito anos. Eu conhecia seu tom de voz dissimulado. Mas os outros não. – Você esperou pacientemente por um ano para que nos esquecêssemos do incidente com meu marido, fingiu que estava louco para ter um lugar para ficar e não ser condenado por isso... Fez todo mundo achar que estava morto. Então fugiu do St. Mungus, observou meu horário de saída na loja, sabe que Draco volta tarde de Gringotes na sexta-feira, então ele não veria tão cedo que você transformou toda a minha vida profissional em carvão, e agora nos sequestrou para que Draco pense que nós estamos mortos. Porque você sabe que isso o arrasaria mais do que se acontecesse com ele. Você gosta de brincar com o psicológico das pessoas.


Parrish ficou bastante impressionado. Ele arrastou o pouco do cabelo dele para trás, que há três anos era sedoso, bem penteado e aclamado pela maioria das garotas de Hogwarts. Agora ele estava parcialmente careca, como se tivesse envelhecido cinquenta anos. Mas passaram-se somente um.


– Você dizendo assim soa muito melhor do que pensei – ele disse. Virou-se para o rapaz ao seu lado. – Devíamos ter destampado a boca dela mais cedo. Você sabe entender bem a cabeça de um bom estrategista, Astoria.


– Chama isso de estratégia? – eu perguntei com desgosto. Minha garganta estava seca. – Já vi estratégia melhores em jogos de xadrez. Com uma criança de cinco anos.


– Ele puxou pro pai, né? – perguntou Parrish em tom de conversa com minha mãe. – Mas não importa agora. Só vamos ficar aqui por um tempo, até seu pai encontrar vocês.


– Por que está fazendo isso? – perguntei. – O que pensa em ganhar com isso?


– Astoria? Já que você parece me entender tão bem, explique porque eu estou fazendo isso?


Minha mãe respirou um pouco e começou a dizer:


– Porque coisas ruins aconteceram na sua vida. Acha que Draco tem a ver com isso. A família Malfoy foi a única a sobreviver entre todos os seguidores de Voldemort. Alguém muito importante da sua família morreu na mão deles. Você não tem como se vingar dos homens que fizeram isso, porque estes já estão mortos. Você quer se vingar através de Draco, que ainda está vivo.


Eu achei que ela ia acrescentar um “isso é tão típico”, mas preferiu parar de falar ali mesmo.


Parrish colocou os pés na mesa e sorriu de novo.


– Ela é impressionante, não é? – perguntou ao companheiro dele, que apenas assentiu.


– E você? – quis saber minha mãe, olhando diretamente para o outro homem. – Não disse nada, não comentou nada. O que o traz aqui?


– Ele é meu irmão – respondeu Parrish. – É um pouco tímido. Ajudou-me com todos os planos para fugir de St. Mungus. E com alguns outros detalhes também, mas isso não tem nada a ver com vocês, fiquem tranquilos. Nós temos outras prioridades, sabiam?


– Jura? Achava que você só tinha nascido para nos infernizar – comentou minha mãe de uma forma irônica.


– Eu sempre quis ser diretor de Hogwarts – ele soou muito avoado.


Debochei:


– É esse o outro detalhe? Você tentou ser professor de Hogwarts por causa desse sonho imbecil, então?


Levei um tapa na cara imediatamente. Minha mãe se moveu inquieta da cadeira.


– Não me banalize. Tenho sentimentos. Mas sei que isso está distante, no entanto tenho um sério problema com McGonagall também, por ela ter me expulsado de Hogwarts e tudo o mais. O problema maior é com você, mas McGonagall também andou pedindo por algumas coisas.


– O que quer dizer?


Ele deu de ombros, não querendo falar sobre isso.


– Vou deixá-los sozinhos agora. Não tem como vocês saírem daqui. Coloquei uma proteção contra aparatação e, bem, suas varinhas estão comigo.


Ele levantou da cadeira, chamou o irmão com um aceno na cabeça e deu as costas para mim e para minha mãe. Nós nos entreolhamos assim que eles começaram a sair, então comecei a me arrastar ajoelhado até ficar perto dela.


E foi no momento que eu me aproximei dela, que algo caiu no chão.


Eu tinha esquecido que eu havia carregado ele no meu bolso.


O celular que Rose me mandara por correio-coruja.


 


 


Astoria viu e fez um olhar para eu ficar parado. O barulho do objeto caindo no solo fez eco pela caverna. Tentei esconder a imagem do celular sentando em cima dele.


– Que barulho foi esse? – perguntou Parrish. Ele se aproximou de novo de mim. – Fique no seu lugar, Malfoy! Não consegue ficar nem dois segundos longe da mãe? Como espera crescer assim?


Eu cuspi na cara dele. Tinha mais força para isso do que chutá-lo. Parrish limpou com a manga da camisa e fez uma expressão de desgosto. Agarrou meus ombros e me empurrou para longe de minha mãe novamente. Quando fez isso, viu o celular.


– Eu fico com isso aqui. Opa, espere – ele pegou o aparelho e olhou admirado. – Um Malfoy com um celular? Viu essa, Astoria? Seu filho não é tão sangue-puro assim. Onde arranjou um desses?


– Vai se foder – xinguei.


Ele ia me agredir, mas minha mãe foi mais rápida ao falar:


– Perdoe o palavreado dele, sr. Parrish. Jovens. Sabe como é.


– Odeio adolescentes. – Ele ligou o celular, como se também já tivesse usado um. Sorriu, analisando a tela do objeto com a expressão muito curiosa. – Só tem um número de telefone gravado aqui. Não avisa de quem é. Podemos ligar para saber, não é? Aí quem sabe seu pai encontra uma pista para vir aqui?


Ele está nos fazendo de isca. Ele vai fazer meu pai vir aqui para depois matá-lo. Eu tinha certeza disso.


Engoli em seco quando ele pousou o celular no ouvido. O único número gravado era o do celular de Rose.


– Está sem sinal – comentou, chateado. Mas pegou a varinha e fez algum feitiço silencioso, de modo que, ao colocar de volta no ouvido, ele sorriu mais satisfeito. – Agora está chamando.


Ele sentou na cadeira de novo, olhando para mim. Meu coração disparava.


– Alô?... Não, não é o Scorpius... – Ele sorriu e fiz uma leitura labial: – É uma garota. – Voltou à atenção a Rose. – Scorpius quer falar com você. Vou chamá-lo... Espere só um minutinho.


Ele se inclinou na minha direção.


– Tirei o rastreador que essa coisa tem. Você vai dizer que você está bem e se eles vierem te procurar, sua mãe morre. A não ser que eles tragam seu pai aqui, ok? Pode falar com sua namorada agora... porque sou um cara bonzinho.


Ele só colocou o aparelho perto do meu ouvido quando me obrigou a assentir e prometer que eu dissesse tudo aquilo. Que não desse nenhuma informação. Eu não queria que nada acontecesse com meu pai, então não tive outra escolha.


O irmão de Parrish estava apontando a varinha para minha mãe, em ameaça. Tudo dependia daquela conversa agora.


– Rose – minha voz soou distante.


A voz dela estava horrivelmente cansada, como se Parrish tivesse acordado ela de um sono profundo:


– Scorpius? Quem é esse cara que está com você?


– Escute – eu fechei os olhos. – Tente falar com meu pai. Só diga que estamos... que estamos bem. Ele vai entender.


– Falar com seu pai? Por que eu tenho que falar com seu pai?


– Mas ele não pode vir aqui. Impeça-o de vir aqui. Ninguém pode vir aqui. Só peça para ele esperar.


– Não estou entendendo nada! Scorpius... você... – ela hesitou e murmurou: – está drogado?


Eu cerrei os dentes:


– Confie em mim, diga isso a ele.


A voz de Rose ficou mais alarmada e acordada:


Scorpius, o que está acontecendo?


Parrish tirou o celular do meu ouvido e foi ele que falou com a voz grossa e séria:


– Olá, Weasley, sequestrei seu namorado. É o sr. Parrish, seu antigo professor. Sei que vai chamar seu tio para ajudar a encontrá-lo, mas isso será inútil. A mãe dele está aqui também e se Draco Malfoy não vier, se for outra pessoa aparecendo, eu mato ela. Ou os dois de uma vez. Quero Draco Malfoy aqui.


Em meio ao silêncio, foi possível ouvir Rose no outro lado da linha mesmo que eu estivesse um pouco distante do celular:


– Onde vocês estão? – a voz dela estava dura.


– Não sei. Talvez em alguma floresta – ele respondeu antes de desligar. Fez um muxoxo. – Se eu soubesse que era a Weasley, não teria deixado você falar com ela! Merda. – Ele soou realmente preocupado. Virou-se para o irmão. – Ela vai chamar os aurores. Não precisávamos disso!


– Eu posso dar um jeito – sugeriu o irmão dele, como se quisesse orgulhá-lo.


– Pode? Claro que pode. um jeito! Fique vigiando lá fora!


O irmão de Parrish saiu da caverna, murmurando um feitiço que não deu para ouvir. O feitiço fez uma porta se abrir na parede da caverna. Parrish andou de um lado para o outro e depois decidiu sair de lá também, trancando-nos naquele lugar escuro e claustrofóbico. A porta da parede desapareceu.


Eu me arrastei de novo para perto de minha mãe. Quis me soltar da corda, não exatamente para fugir, mas para abraçá-la.


– Achei que tinha morrido – comentei.


– No minuto em que entrei no fundo da loja, o outro cara me pegou desprevenida. Disse que Parrish ia colocar fogo em tudo – ela me encarou, querendo que eu confirmasse que isso realmente aconteceu. Assenti. Ela soou desanimada: – Eu já estava aqui quando vocês chegaram, quis tanto gritar para você não ficar desesperado, mas eles tamparam minha boca. Seu pai é o que me preocupa. Ele vai vir aqui, não importa quanto tempo leve. Ele vai nos achar.


E ela não estava dizendo isso com alívio.


– Acha mesmo que Parrish só estava fingindo ser louco? – perguntei.


– Não. Louco não gosta de ser chamado como tal – explicou. – E gostam de ser superestimados.


– Você o inspirou – eu repreendi.


– E impedi que ele nos agredisse. Estamos em equilíbrio, porque você o destruiu com sua grosseria.


– Obrigado.


– Temos que pensar em alguma coisa. Não podemos esperar resgate nenhum. Temos que sair.


– Não consigo mexer meu braço – eu falei. – Acho que está quebrado.


– Então não faça esforço. Fique assim. Vê se você consegue morder a corda do meu pulso.


Fiz o que pude, ficando atrás da cadeira dela, ajoelhado, e tentando mastigar a corda até minha gengiva começar a latejar.


– Não o nó, Scorpius – ela repreendeu. – O nó está com feitiço. O resto da corda.


Era impossível. Isso ia levar anos.


– Eu não tenho dente de lâmina, mãe – reclamei, embora quisesse fazer o possível. Ela não insistiu, entretanto, e agradeceu.


– Ele levou nossas varinhas.


– E o celular.


– Por que você tinha um celular no seu bolso? 


– Longa história.


Ela olhou ao redor, deu um suspiro derrotado e murmurou:


– Acho que temos tempo para ela, querido.


Dez minutos depois, enquanto não nos passava nenhum plano pela cabeça, eu estava contando tudo o que levou Rose e eu a terminarmos... até a noite de Natal em que conversamos por celular.


Ficamos em silêncio por um instante. Minha mãe estava pensativa.


– Ela não fez por maldade, acredite nisso – como sempre, minha mãe defendendo as mulheres. – Ter ou não ter transado com outro rapaz... não quer dizer que ela ainda não sente nada por você.


– Às vezes acho que sim. Mas ela disse que isso não aconteceu depois.


– Cabeça de mulher é esquisita. Não tente nos entender. Você me perguntou se eu já traí seu pai, mas não me perguntou se eu já quis isso.


– Você já quis?


– Tem vezes, Scorpius, que não nos suportamos – disse minha mãe. – Que falamos coisas que não devíamos falar um para o outro. Nos irritamos um com o outro. Draco já me fez ter vontade de sumir muitas vezes, assim como eu já fiz ele voltar para casa muito tarde. Se fôssemos adolescentes, teríamos feito tantas besteiras... mas não somos. Não mais. Agora temos responsabilidades, sabemos o que vai nos fazer bem e o que vai nos fazer mal. Tentamos errar o mínimo possível, porque somos uma família. Você e Rose não estão casados, vocês não têm filhos, vocês são jovens. Da mesma forma que você tem todo o direito de descobrir as coisas com outras meninas, ela tem o mesmo direito de fazer isso com outros garotos. Vai ser difícil abrir mão se um dia ela decidir terminar simplesmente porque as coisas não são mais as mesmas com você para ela. Isso acontece. Mas você não tem que sentir raiva, não tem que perder o controle, você só tem que...


– Respeitar?


– Fingir que entende. Por exemplo – ela deu o pior exemplo de todos: – até hoje eu não entendo porque Draco gosta tanto de fazer sexo na sacada, mas o que se pode fazer? Não contesto, não acho estranho. Eu só finjo que entendo. E o sexo é sempre o melhor.


– Mãe! – eu reclamei. Percebi que ela gostava de me deixar constrangido. – Até aqui, sequestrados?


– Até parece que você é santo!


– Mas você é minha mãe.


– Scorpius, como você acha que você veio ao mundo? Encomenda que fizemos a Merlin?


Eu ri um pouco, abanando a cabeça. Já que eu estava numa situação de extremo perigo, sem saber o que fazer, eu não podia pedir por uma companhia melhor do que a mulher que eu mais amava. Eu não sabia o que faria se ela tivesse morrido. Talvez eu tivesse morrido também.


– Vamos pensar em alguma coisa, está bem? Vamos sair dessa – ela prometeu. – Mas já vou avisando, eu tenho essa mania de... ganhar as coisas meio que seduzindo, então não estranhe se eu falar de um jeito sexy com aquele cara.


– Vai, pode me deixar constrangido na frente do meu ex-professor de História da Magia.


Rimos outra vez. Era o desespero? Ou era porque simplesmente tínhamos que fazer piada de tudo?


Aproveitando um tempo significativo enquanto não tínhamos visita, discutimos alguma estratégia. Fui útil para andar, mesmo com pouco equilíbrio, e descobrir se havia alguma passagem ou um jeito de sairmos para a floresta.


Passado muito tempo, talvez mais do que a eternidade, nós dois já tínhamos parado de falar e desistido de encontrar saída. Eu não estava passando necessidade, somente calor. Mas minha mãe perdeu um pouco do ar e começou a tossir. Isso passou depressa, e voltamos a ficar naquele silêncio terrível.


A fogueira se apagou e ficamos em uma escuridão total também. Eu fechei os olhos, talvez assim o tempo passasse mais rápido.


Quando voltei à tona, alguém me dava tapas na bochecha para me despertar. Era Parrish.


– Bom-dia, você já devia estar em Hogwarts a essa hora! Será que tem alguém realmente procurando por vocês? Eles já deveriam estar por aqui, não é mesmo? Ou o seu pai não é competente para encontrar uma simples floresta?


Às vezes ele aparecia só para fazer isso. Para encher o saco. Voltava, trazia água, mas nenhum de nós dois tomava, para não querer ter vontade de ir ao banheiro. Principalmente porque não havia banheiro.


Quando ficamos sozinhos novamente, minha mãe começou a ofegar.


– Estou muito cansada. Só aguentei até agora por sua causa, Scorpius.


– Mãe, calma – mandei com firmeza. – Uma hora ele também vai cansar disso e nos soltar. Não vamos ficar para sempre aqui.


– E se eles estiverem esperando seu pai lá fora, para matá-lo? E depois não nos soltarmos e... – ela nem terminou a suposição.


Droga. Ela que mantinha a força positiva da dupla. Acho que agora era minha vez. Eu havia encontrado um morro de pedra, cujo lugar eu não tinha idéia para onde levava caso eu conseguisse escalar até o topo. Tinha mais ou menos dez metros. Será que era o outro lado da caverna, ou alguma saída? Eu precisava descobrir, mas só conseguiria se pudesse escalar, o que, com os punhos presos, era impossível chegar até a metade.


Então eu fiquei novamente atrás da cadeira de minha mãe, tentando morder a corda que amarrava o pulso dela. Quando Parrish voltava, eu me deslocava rapidamente para o meu lugar. Parrish gostava de ver que não tínhamos nos movidos. Quando notava alguma alteração, ele gostava de agredir.


Mesmo assim eu não podia perder forças, porque minha mãe já estava agüentando demais por nós dois, e eu não queria decepcioná-la. Quando Parrish saía, eu voltava a morder a corda. Na última vez que ele voltou, encostei-me tão rapidamente a parede, que meu braço raspou em uma pedra, rasgando a maga de minha blusa e um pouco do meu bíceps em uma linha reta. Começou a sangrar e quando experimentei olhar o que me fez isso... senti uma ponta de esperança.


Imperceptivelmente, havia uma pedra pontuda enfiada entre duas rochas que consistiam a parede. No momento que eu tinha me encostado a ela, a pedra caiu no chão. Parrish nos irritou mais um pouco, tentou me fazer tomar água, mas não reparou na pedra. Quando ele saiu novamente, o que foi meia hora depois ouvindo ele xingando a falta de competência do meu pai, eu me inclinei com a boca até a pedra e segurei pelos dentes.


Minha mãe viu isso.


– Você é maluco.


Eu não respondi, principalmente porque eu estava com a boca ocupada. Tentei manusear o atrito da pedra contra a corda dos pulsos dela, mas era utopia achar que fazer isso com a boca ia dar certo. Frustrei-me quando ela caiu pela décima vez, e a corda não sofreu nenhuma alteração.


– Não estou conseguindo!


– Scorpius, coloque a pedra de volta onde a achou – ela disse baixinho. – Prenda-a na parede de novo.


– Mãe, tenho certeza que eles não vão se importar se bagunçarmos o lugar – falei irônico.


– Não é isso. Você só está pensando em me soltar, mas se você conseguir ficar em pé na altura da pedra presa na parede, talvez consiga raspar a sua corda nela. Além disso, se Parrish aparecer, você não vai precisar ficar se deslocando toda hora. Tente isso.


Agradeci mais uma vez por tê-la ali comigo. Fiz o que ela instruiu, enfiando a pedra pontiaguda de modo que ela ficasse presa e pontuda como uma faca na parede. Tive de forçar com a sola do pé para firmá-la ali. Depois apoiei meu dorso na parede e consegui ficar em pé, de costas para cerrar a pedra na corda em meus pulsos.


– Está dando certo! Não sei como, mas está...


– Continue – ela soou fraca, mas orgulhosa.


A pedra estava raspando entre a corda e a pele do meu punho, mas só saber que alguns fios estavam se soltando, não me fez importar com os machucados. Precisei de exatamente uma hora, contando com mais uma inda e vinda de Parrish – sem ele perceber que a corda estava se soltando.


Depois de dez minutos, ele saiu e voltei a fazer o mesmo processo, terminando o trabalho, já tendo afrouxado a corda o suficiente para eu conseguir me livrar dela.


Más notícias: eu não conseguia mover meu antebraço direito.


Boas notícias: eu não me importei com isso.


Peguei a pedra de volta com a mão esquerda, que era a minha melhor tanto habitualmente quanto naquelas circunstancias, e desfiei a corda da minha mãe. Quando ficamos livres, a gente se abraçou rapidamente. Alguns segundos de afeto não matavam ninguém.


– Vamos – eu segurei a mão dela e a levei até o morro de rochas. Olhei para o topo e exclamei: – Tem luz, agora estou vendo. Deve ser a saída.


– Já é de manhã. Passamos a noite inteira aqui – ela murmurou. Estava cansada e fraca.


Eu guardei a pedra milagrosamente afiada no meu bolso. Nenhuma outra me seria útil.


Coloquei meu pé direito numa cavidade da parede, depois o esquerdo, escalando rocha por rocha. Eu estava fazendo tudo o que podia, mesmo usando o braço quebrado. Minha mãe tentou logo atrás de mim o mesmo procedimento. O morro tinha uns dez metros, mas precisávamos dar conta disso, antes que Parrish voltasse.


Eu estava chegando ao topo, quando ouvi um barulho lá embaixo. A principio achei que Parrish tinha voltado, devido ao baque estrondoso. Mas quando olhei, minha mãe tinha perdido o equilíbrio. Sorte que ela não caiu de uma altura consideravelmente alta para se machucar muito. Levantou-se, mancando, e gemendo de dor.


– Mãe! – exclamei desesperado.


Eu estava vendo a luz da manhã no vão de algumas pedras logo em cima. Eu poderia empurrá-las para abrir uma passagem. Mas eu não podia deixar minha mãe sozinha lá embaixo.


– Estou velha e fraca, Scorpius – ela disse. Eu não concordava com o velha, mas admitia o fraca. – Não vou conseguir...


– Mãe, por favor, consiga – eu mandei.


– Saia daqui – ela tinha mais autoridade. – Estou falando sério. Você conseguiu fazer tudo sozinho, tem que escapar pelo menos! Tente chamar ajuda, sair dessa floresta, faça o que for preciso!


– Eu não vou te deixar sozinha, porra!


Ela engoliu em seco e respirou firme. Achei que ela ia tentar escalar de novo, mas teimou:


– Scorpius, eu sei me virar. Já estive em situações como essas. Confie em mim, eu dou um jeito em Parrish. Ele é louco, mas eu sei enrolá-lo.


– Por favor, não faça sua voz sexy – mandei. Ela sorriu.


– Então é melhor você sair daqui antes que eles voltem! Rápido!


Eu não tinha escolha. Não podia forçar minha mãe a escalar aquilo. Ela realmente estava sem condições.


Confiei que tudo fosse ficar bem. Então antes de ir embora da caverna, eu joguei a pedra afiada de volta para ela. Aquela nos deu sorte, e ela poderia se defender. Confessei:


– Já disse que é a melhor mãe do mundo?


Engraçado como eram em situações como essas que falávamos tudo o que queríamos dizer. Ela fez um muxoxo em resposta, mas estava sorrindo.


– Sai daqui logo!


Eu não podia receber uma resposta tão recíproca.


 


 


 


A floresta era terrivelmente silenciosa. As árvores eram gigantes e grossas, com folhas secas e alguns galhos pelados. Nunca estive lá antes. Tentei guardar todos os passos para caso precisasse voltar para a caverna e resgatar minha mãe. Não havia ninguém ao redor, então me achei tranquilo pelo menos para fazer isso.


Dez minutos depois de caminhada, coloquei o capuz do meu casaco na cabeça. O calor que tive na caverna fechada foi absorvido, porque provavelmente estavam doze graus na floresta. O sol apenas trazia iluminação, mas não chegava a penetrar na pele. Não a ponto de camuflar o frio.


Finalmente ouvi sons atrás de mim. Nem olhei para trás para saber o que era e comecei a correr. Entendi porque o Jogo do Terror era tão aclamado pelos professores em Hogwarts. Entendi a utilidade dele.


Correr naquela floresta era como correr na escuridão. Você não tinha idéia para onde suas pernas estavam te levando, então, de certo modo, a habilidade em ter sorte ou apenas ter instintos ajudavam mais do que se tentasse conhecer o lugar. Pular obstáculos me lembrou de todos os treinos de Quadribol e ter adquirido reflexo me ajudou a escapar dos galhos, das raízes presa no solo, e de alguns troncos inclinados no meio do caminho, para impedir que eu trombasse neles. Ter adquirido reflexo me ajudou, também, a escapar dos feitiços que explodiam ao meu redor.


– Não vai escapar! – gritou. Não era Parrish, mas o irmão dele.


Os jatos de luzes não paravam de quebrar os galhos e atingir árvores perto de mim. Sorte a minha que a floresta era completamente revestida por árvores em todos os perímetros. Precisaria de uma mira excelente para me atingir de verdade.


Ofegante, continuei correndo e foi no meio do caminho que me trombei em algum corpo. Senti o peso me atingir com força. Eu sabia que era um corpo humano – e não de um animal – porque rolamos barranco abaixo e a coisa não tentou devorar minha cara enquanto isso. Tentamos nos arrancar um do outro, mas só tivemos essa chance quando paramos. Eu fui ágil, prendendo a pessoa contra o chão e os punhos fechados da direção do rosto. Parrish ia receber o que merecia.


Mas parei com o punho no ar. Caso o contrário eu teria socado Rose.


Eu estava com o braço contra seu pescoço, quando ela disse meio sufocada:


– Oi.


– O que...?


Pulei assustado, saindo de cima dela.


A floresta ficou silenciosa novamente. Os feitiços cessaram. Olhei ao redor depressa, esperando mais barulhos, procurando pelo homem que queria me atingir, antes de respirar. Mas ele tinha desaparecido. Simplesmente desaparecido.


Rose não. Ela ainda estava lá. Não era alucinação.


O próximo barulho que aconteceu foi uma voz bastante conhecida vindo em nossa direção:


– Rose! Estamos-


Natalie parou de correr e diminuiu o tom de voz quando nos viu ali.


– Oi, Scorpius. Que bom te ver vivo. Alguém te disse que você está precisando de um corte de cabelo?


Eu não acreditei que as duas estivessem mesmo ali. Olhei para Rose, e antes que um de nós dissesse ou explicasse qualquer coisa, outra surpresa – ou talvez nem tanto assim – foi Albus aparecer segurando um pergaminho. Também estava ofegante.


– O que estão fazendo aqui? – perguntei com o coração disparado.


– Viemos resgatar você, óbvio – respondeu Natalie.


– Pegamos um pouco do seu DNA em uma escova de cabelo sua lá na sua mansão, acho, e rastreamos você. Prático, não? – Albus me mostrou o pergaminho. Era um mapa que indicava com um “x” exatamente onde eu estava. Era um mapa mágico, em tempo real. – Parece o mapa do maroto, mas é só algo que os aurores usam para casos como esses. A mais avançada investigação.


– Seu pai está desesperado – contou Rose logo em seguida. Ela também estava ofegante, o cabelo preso e uma mecha caindo em seu olho. – Assim que ouvi a ligação de Parrish e o jeito que você falou comigo pelo celular, eu contei a situação para o meu pai e ele foi se encontrar com o sr. Malfoy no Beco Diagonal. A loja da sua mãe está terrivelmente destruída, e fizeram uma vistoria para achar algum corpo ou o culpado. Não houve dúvidas. O mesmo que aconteceu com sua mansão naquele dia, aconteceu com a loja. E depois minha mãe conseguiu tirar a informação de que o hospital St. Mungus tratava o Parrish contra a insanidade mental dele, e que naquela semana ele tinha fugido, garantindo que ia se vingar de vocês.


Olhei para meus três amigos ali juntos. Eu respirava fortemente, meu sangue estava fervendo, e eu tive a breve sensação de que as coisas poderiam ter sido piores. Eles poderiam não ter me encontrado. Rose se aproximou de mim, cautelosamente.


– Passamos a noite inteira procurando você. E não estou falando apenas de nós três... Nossos pais também – apontou para ela e para Albus. – Nossos pais, juntos, fizeram pesquisas e descobriram que essa é a floresta em que ocorreu a Revolução dos Duendes. É a única floresta da Grã-Bretanha em que tem uma caverna subterrânea igualzinha a que mostrou no mapa quando rastreamos você. Os duendes usavam a caverna para se esconderem dos Bruxos na época de 1300, e enquanto isso eles faziam armas para se protegerem e... – ela parou de falar, percebendo que não era hora de nos ensinar a matéria de História da Magia. Voltou ao que era realmente importante: – Enfim, erramos a rota algumas vezes, mas nossos pais estão aqui e procurando a caverna agora. Só ficamos encarregados de agir caso você ou sua mãe se deslocasse do lugar. E você se deslocou. Por isso estamos aqui agora. Sua mãe ainda está na caverna, não é? O que aconteceu?


– Ela não conseguiu sair – eu disse com remorso. Não devia ter obedecido ela. Devia ter ficado com ela. Apressei em dizer: – Tenho que voltar para lá.


– Não – disse Rose com a voz firme. Eu ia protestar, mas ela apertou a varinha. – Você não vai sozinho. Vamos com você. Albus está com o mapa, tenho uma varinha. Você está sem varinha?


– Eles pegaram quando me sequestraram – respondi, abanando as mãos machucadas.


– Fica com a minha – Natalie jogou a varinha dela na minha direção. Olhei sem saber se agradecia ou achava isso loucura.


– Mas você vai ficar sem armação. Parrish não está sozinho. Ele tem um irmão que o está ajudando e eu acabei de escapar dele – falei. – Pode nos atacar a qualquer momento.


Natalie abriu um leve sorriso, como se eu não devesse ficar me preocupando com isso. Ela levantou a blusa e tirou uma pistola presa no cós da sua calça jeans. Ela a carregou com um clique.


Rose, Albus e eu nos afastamos rapidamente.


– Desde quando você tem isso? – exclamou Albus, surpreso. – E não nos avisou?


– Relaxem, é só de chumbo. Não tem muito o que fazer em casa nas férias. Eu fico brincando com isso daqui. Era do meu pai.


– Duvido que consiga acertar algum alvo de longe – desafiou Albus.


Ela deu de ombros como se o desafio não tivesse sido grande coisa. Mirou em um galho na árvore de cima, mas Rose apertou o braço dela, exclamando: – Não! Irá fazer muito barulho! Tem gente atrás de Scorpius!


Natalie olhou para Albus, desfazendo a mira.


– Mas eu ia acertar!


– Ah, claro. Como se um chumbo fosse páreo contra um Avada Kedavra, talvez.


Aquilo me lembrou os velhos tempos. Natalie ia retrucar alguma coisa, mas Rose interrompeu outra vez:


– Gente, não temos tempo. A mãe de Scorpius precisa de ajuda, vamos.


Eu não sabia como iria agradecer a ajuda deles. Se Albus não estivesse com aquele mapa, eu nunca teria voltado para a caverna, pois havíamos parado em um lugar completamente diferente e distante. Albus era excelente em se localizar e ler mapas, conhecer referências e detalhes, o que era irônico com todo seu déficit de atenção nas aulas. Rose tinha todos os feitiços de localização na cabeça, mas se ela conjurasse uma luz que nos guiasse, iria chamar atenção, então se encarregou de conjurar uma proteção atrás de nós para caso fossemos pego desprevenidos. Agora dependia de Albus saber nos levar até lá. Natalie estava olhando ao redor para certificar que ninguém estivesse por perto, carregando sua arma de chumbo com as melhores das intenções de ajudar. Quando verifiquei Rose, ela estava me observando também, e então nossos olhos se cruzaram.


Eu conhecia esse olhar. Ela reparou em meu braço quebrado, reparou no sangue da minha perna, no do meu braço e da minha mão. Eu sabia que ela queria fazer alguma coisa para sarar aquilo, por isso não me surpreendi quando ela disse em voz alta:


– Posso dar um jeito nisso.


– Não precisa, não temos esse tempo. Posso aguentar.


– Vai ser rápido. – Ela pegou meu braço com uma certa delicadeza e o analisou. – Consegue mexer?


– O mínimo, mas dói. Um pouco. Não muito – acrescentei. – Não a ponto de me fazer chorar nem nada.


– Então não está quebrado. Só deslocou.


Apontou a varinha na direção de meu braço, deu dois toques e clamou um feitiço. Senti uma espécie de eletricidade percorrendo meus ossos. Algo como sendo encaixado em um estalo, na região do antebraço, despertou em mim uma sensação de formigamento. Olhei para Rose, admirado, quando consegui mover meu braço perfeitamente.


– Onde aprendeu isso?


– Estudando – ela deu de ombros. – É a primeira vez que eu faço em alguém.


– Então você tinha uma chance de errar e tirar todos os ossos do meu braço?


– Sim.


Antes de me indignar, ela andou até ficar ao lado de Albus para saber se estávamos nos aproximando da caverna. Continuei olhando para suas costas, tentando não sorrir agradecido. Natalie percebeu e, ao meu lado, comentou baixinho:


– Ela sentiu sua falta, sabia?


– Albus também sentiu sua falta, sabia?


Não respondemos a isso. Passamos os próximos metros atentos a algum barulho. Provavelmente meia hora depois, Albus anunciou que estávamos chegando. Comecei a reconhecer o lugar. Parei eles para explicar:


– Parrish ameaçou minha mãe se aparecesse mais alguém aqui. É melhor eu ir sozinho a partir daqui e...


Mas fui interrompido.


Um barulho de galho se partindo ao meio despertou nossos sentidos. Albus guardou o mapa imediatamente, portando a varinha em seu lugar. Rose ficou mais próxima de mim, e Natalie girou a arma trouxa nos dedos, apontando para a direção do barulho.


– Ora, ora, ora – a voz de Parrish soou pela floresta. Fazia eco. Mas ele não apareceu. – Se não é a turma que aprontou comigo em Hogwarts.


– Apareça! – desafiou Albus. – Não temos medo de você, seu idiota.


– Quanta braveza, Potter! Até me lembrou seu pai agora, sabia?


Parrish surgiu atrás de uma árvore. Viramos imediatamente. Não adiantava nada apontarmos nossas armações contra ele, uma vez que Parrish tinha minha mãe presa em seus braços como um escudo. Ela tentava se soltar inutilmente. O braço dele ficou em volta do seu pescoço, apertando-o enquanto a varinha inclinava para sua têmpora.


– Onde está seu pai agora, Malfoy?


– Solte ela – rosnei.


– Acho que não. Você a deixou sozinha. Não deixamos nossas famílias para trás.


Mamãe gemeu de dor. Ele apertou a varinha ainda mais contra sua cabeça. Tentei manter a calma, tentei agir como ela agia quando as coisas estavam perigosas.


– Meu pai está vindo – eu disse. – Não a machuque, por favor.


– Sozinho? – perguntou Parrish. – Porque não vai adiantar nada ele aparecer com um bando de aurores. Aí eu não penso nem duas vezes para tirar a alma dessa doce mulher.


– Sim, sozinho – garanti. – É só você esperar.


– Não precisa esperar.


 


 


 


Uma voz entrou nas redondezas obscuras da floresta. Todos nós olhamos quando meu pai se aproximou a passos lentos de nós. E ele estava sozinho. Seus sapatos martelavam o solo úmido. Ele estava com a expressão de desprezo, raiva e desgosto. A boca dele estava torta e os olhos pareciam sobrenaturais. Nunca vi meu pai tão... medonho. Mesmo sem varinha. Mesmo com as mãos vazia. Ele parecia perigoso, capaz de cometer qualquer coisa com aquele cara que prendia Astoria Malfoy nos braços.


Parrish apertou minha mãe ainda mais em seus braços. E apontou a varinha na direção do meu pai, com um sorriso triunfante no rosto. Não esperou mais nenhuma palavra de ninguém.


E foi rápido.


Ele proferiu duas sílabas, mas não terminou a maldição. Um jato de luz atingiu as costas de Parrish. Os braços dele afrouxaram-se contra minha mãe e ela conseguiu se afastar, caindo por desequilíbrio. Eu fui ajudá-la a se levantar quando, escondidos atrás de árvores mais próximas, Harry Potter e Ronald Weasley surgiram com as varinhas carregadas nas mãos. Meu pai se agachou ao meu lado imediatamente para saber se estava tudo bem com minha mãe.


– Cadê o outro? – Potter perguntou. – Não havia outro com ele?


– Sim, o irmão. Mas desapareceu – eu disse. – Eu não sei para onde ele foi.


– Acho que ele fugiu – murmurou minha mãe, segurando a camisa do meu pai para se apoiar e levantar.


– Você o matou? – meu pai perguntou ao sr. Potter, apontando com a cabeça para o corpo caído de Parrish.


– Não. Só estabilizamos.


– Merda de direitos humanos – rosnou meu pai, num sussurro. Só eu ouvi.


– É melhor vocês saírem logo daqui. – Potter virou-se para meus amigos. – Vocês estão bem? Ninguém ferido?


Eles concordaram com a cabeça. Acho que eles estavam mais assustados do que eu.


– Ron, ande por aí para encontrar o outro cara – pediu o sr. Potter e o pai de Rose logo desapareceu de vista. – Eu dou um jeito nesse – Potter se agachou e pegou as varinhas que pertenciam a mim e a minha mãe, no casaco de Parrish. Voltou para entregá-la a nós. Depois olhou para o meu pai. – Malfoy, leve sua esposa de volta para casa.


Ele assentiu, pigarreando.


– Obrigado, Potter. – Vi a expressão de meu pai. Ele estava mesmo agradecido, mas esse tipo de sentimento nunca lhe era bem vindo. Porque ele sabia que teria de recompensar todas as vezes que os pais de Rose e de Albus salvaram sua vida. E essa foi apenas outra.


Mas de repente a expressão de meu pai mudou. Ele gritou para Potter, que estava de costas para o corpo caído de Parrish, um erro imperceptível, mas grave:


– Cuidado!


Derrubou-o no chão quando Parrish gritou de onde estava com a varinha novamente em punhos. Será que esse cara nunca morria?


Ele gritou:


Avad...!


Meu pai foi terrivelmente mais rápido, tirando a dele do bolso interno do sobretudo:


Expelliarmus!


Atingiu o peito de Parrish. O homem bateu o corpo contra a árvore, caindo novamente no chão, inerte e inconsciente. Mas isso não foi o suficiente para meu pai. Ele andou depressa até lá e agarrou o colarinho da camisa de Parrish com força. Mesmo sabendo que ele estava inconsciente, meu pai ofegou:


– Eu não vou matá-lo, não vou jogar uma maldição em você, porque eu não sou um maldito de um assassino. Nunca serei. Você feriu as duas pessoas mais importantes da minha vida, conseguiu o que queria me atingindo com isso! Eu não sei o que diabos fiz para merecer seu ódio, mas não apareça mais na minha vida. Nem na do meu filho – ele lhe deu um soco no rosto. – Nem da minha mulher. – O outro foi um pouco mais forte. – Filho da puta. – E largou o corpo como se fosse um saco de batatas. Deu alguns chutes. O cara não se mexia quando papai virou as costas. Encarou Potter que olhava estupefato pela mudança repentina de acontecimentos, sentado no chão e confuso. Meu pai havia salvado a vida do maior herói de todos os tempos, mesmo que por meros segundos, mas não parecia nem ter notado isso agora, porque ele rugiu nervosamente ao seu ex-colega: – Eu quero esse homem preso em Azkaban. Três tentativas de homicídio só com alguém da minha família. Já fui condenado por nunca ter tentado sequer tirar a vida de ninguém, paguei por todos os meus pecados há mais de trinta anos e a culpa nunca foi minha. Eu mereço justiça também, Potter, espero que entenda isso agora.


Não deixou o homem falar. Aproximou-se de minha mãe, perguntando baixinho se tudo estava bem com ela. Depois ele me deu um beijo na testa, de um jeito completamente endurecido. Ele nunca tinha feito isso.


– Desculpem pelo que fiz vocês passarem – ele disse.


– Nos leve para casa – pediu minha mãe. – Eu preciso de um banho.


– Eu vou ficar bem, pai – eu disse olhando para ele, antes que aparatássemos juntos. Eu sentia a cada momento a presença dos meus amigos e queria poder agradecê-los, queria poder ficar com eles agora. – Voltarei para casa, mas antes...


– Não vou te deixar aqui.


– Draco – minha mãe deu um suspiro. – Ele conseguiu nos soltar com uma pedra e escalar um morro de dez metros com o braço machucado. Nosso filho já sabe se cuidar.


Depois de ouvir aquilo, meu pai reconsiderou.


– Fique bem – apenas ordenou um tempo depois. Fez um aceno aos Potter, Rose e Natalie, e aparatou com minha mãe.


Olhei ao redor da floresta mais uma vez, sentindo minha cabeça latejar ao passo que ela ficava mais leve, contraditoriamente. O sr. Potter prendeu os pulsos de Parrish conjurando uma algema. Eu esperava que ele morresse apodrecido na prisão. Quando terminou o serviço, o pai de Rose voltou com más notícias.


– Não encontro o irmão dele em nenhum lugar – contou. – Devemos chamar investigadores, Harry?


– Sim – Potter respondeu, olhando para Parrish. – É melhor tirá-lo daqui. Temos que levá-lo ao julgamento. Aí Hermione toma conta dessa parte.


– É, sim – o sr. Weasley hesitou com a menção da mulher. Lembrei do que Rose disse, sobre eles estarem se separando.


– Ela está esperando notícias – disse Potter, com uma expressão de “faça alguma coisa para o relacionamento de vocês continuarem dando certo, seu imbecil” como se isso tivesse passado do assunto Parrish e Malfoys, e voltado para o assunto pessoal deles.


– Eu digo a ela. Escute, crianças – o sr. Weasley se virou para nós quatro. – Vocês conseguem aparatar para um lugar seguro, certo? Vou com o Harry para o Ministério, levaremos Parrish. Saiam daqui o mais rápido possível.


Nós assentimos, mas Albus ficou ofendido.


– Por que ainda chama a gente de criança, tio?


Ele passou a mão nos cabelos, se desculpando por isso.


– Mas entenderam? Vão aparatar?


– Não, faremos um piquenique aqui – ironizou Natalie. Weasley soltou uma risada. Olhou para Rose, diminuindo o pouco o sorriso.


– Tchau, filha.


– Tchau – ela disse baixinho, antes de vê-lo aparatar com o corpo de Parrish. Mas Rose murmurou um “obrigada” ao vento depois que ele desapareceu. Apesar de soar chateada com o pai, reconheceu que o cara tinha ajudado a me encontrar. Até eu reconheci isso.


O sr. Potter me encarou, tirando a poeira das mãos.


– Seu pai salvou a minha vida – ele disse, estendendo sua mão para mim. – Diga a ele que ele terá justiça.


Eu a apartei. Depois ele se virou para Albus com a sobrancelha erguida. De um modo culpado, Al arrancou o Mapa do bolso, mas hesitou em devolver ao pai.


– Desculpe, sei que não devia ter roubado, pai, mas é que o senhor deu ao James o Mapa do Maroto e talvez...


– Só ia dizer que você foi fantástico encontrando a localização da floresta, Al – elogiou. – Até hoje eu nunca entendi o mecanismo desse mapa. Pode ficar com ele.


– Sério? – os olhos de Albus brilharam. Tudo bem, nem tanto.


– Sério. E, Natalie, nunca desperdice uma oportunidade de assustar as pessoas com uma arma de brinquedo.


Ela ficou vermelha. Natalie era do tipo que tinha fraco pelos Potters homens. Namorou James no quinto ano, estava tendo um relacionamento de idas e vindas com Albus, e agora olhava para o sr. Potter, gaguejando um pouco:


– Só estava tentando ajudar, senhor.


– E isso é ótimo – aprovou. Depois olhou para Rose, segurando o rosto dela de um jeito carinhoso. – Vai ficar tudo bem, Rose. Seus pais são uns idiotas. Eles vão perceber a idiotice que estão fazendo. Foram sempre assim.


– Valeu, tio – respondeu, tentando um sorriso.


– E, Malfoy, você não podia pedir por amigos melhores. Não é porque são minha família que estou falando isso. Mas eles se recusaram a voltar para Hogwarts sem você. E precisa ser uma pessoa muito considerável para fazê-los ser tão teimosos. Você tem meu respeito, rapaz. Então agora vão para um lugar seguro – repetiu o que o sr. Weasley falou. – Mas não pensem que vão se safar das aulas depois.


Quando ele desaparatou, nós quatro fizemos silêncio. Queria dizer muitas coisas a eles, mas eu estava exausto. Albus mordeu os lábios, Natalie olhou para os pés, e Rose abraçou o peito. Finalmente eu decidi quebrar a tensão entre a gente:


– Então vocês vieram me resgatar só para perderem aula?


– Você acha que Rose Weasley perderia aula à toa? – apontou Albus. – No semestre dos N.I.E.M’s?


– Foi o que pensei – eu olhei para ela, agradecido. Rose escondeu um sorriso. Senti falta daquela covinha. Não tinha aparecido muito naqueles últimos tempos.


Eu devolvi a varinha para Natalie e observei a minha de volta em mãos. Suspirei e, quando notei, eu já tinha perguntado:


– Querem ir para a minha Mansão?


Eles se entreolharam. Entrementes, desde que me tornei amigo de Albus no segundo ano eu quis fazer aquele convite. Mas nunca achei uma boa oportunidade para isso. Essa foi a melhor que consegui nos últimos cinco anos, apesar das coisas que ocorreram nos últimos dias.


Fiquei meio preocupado que eles começassem a dar desculpas para não irem para lá. Por isso foi um alívio quando Albus colocou um braço ao redor do meu ombro, exclamando:


– Cara, achei que nunca ia nos convidar!


 


 


 


O bom de escrever é que você pode colocar seus personagens em diversas situações de riscos, mas ainda controlar o destino deles. Posso ser má, mas não a ponto de tirar a Astoria da vida do Scorpius nem do Draco. Mas o susto precisava acontecer. Sempre quis colocar uma cena em que Harry, Ron e Draco esquecem seus passados para ajudarem os filhos. O sequestro do Scorpius e da Astoria me pareceu uma oportunidade de fazê-los trabalhar juntos, Draco conseguir direitos e perdão e recompensar as vezes que Harry ou Ron salvou ele. Mostrar que nada mais é importante para ele do que a família que construiu.  Além disso, passar por situações sempre quebram algumas tensões. Scorpius percebeu isso. Enfim, espero que continuem lendo, já que as coisas vão melhorar. Sempre melhoram. Muito obrigada pelos elogios, por tudo! (até por se revoltarem comigo KKKKK) E comentem!!! =)
P.S: Postei o capítulo mais rápido do que achei que postaria! Eu to é com medo de meu computador pifar e eu perder os próximos capítulos! (já aconteceu isso, de escrever tudo de novo, e é terrível!) Então não vou enrolar pra postar.


 

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Comentários: 13

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Enviado por Lana Silva em 20/12/2012

Cheguei a chorar com esse capitulo. Achei maravilhoso Rose, Natalie e Alvo indo salvar ele *-* Tipo, fiquei com medo quando ele deixou a mãe lá, mas se não fosse isso talvez eles não estivessem salvos... Foi realmente um lindo capitulos, acho que um dos que mais amei dessa parte 2. Nossa fiquei feliz que todo mundo tenha saido disso bem. Só faltam agora prenderem o irmão de Parish, vai que ele tenta alguma coisa ? Bem eu simplesmente amei o capitulo, meio que não ternho palavras para descrevê-lo porque foi maravilhoso mesmo.

bjoos! 

Nota: 5

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Enviado por juliana vieira em 07/07/2012

amei esse capitulo, mesmo com todos esses desencontros de scorpius e rose

Nota: 1

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Enviado por charl0tte em 03/05/2012

Não sei nem por onde começar!!1 Esse sequestro, o alívio pelo Scorpius e a Astoria estarem bem, a fuga, Rose com Natalie e Albus pra ajudar, meu Merlin, tô perdida! A Astoria continua a perfeita atriz que sempre foi, o Draco sempre me orgulha, e o Scorpius, ah, esse tem meu selo de "personagem favorito" pra eternidade. O aparecimento do Harry, por mais breve que tenha sido, fez notar que ele continua o mesmo, justo e corajoso, e os conselhos no fim do capítulo então, impagáveis. Queria muuuito que a Hermione e o Ron não se divorciassem, porque sei lá, eles são o casal épico. A Rose e o Scorpius já tem quase a data do casamento marcado, eles estão nessa tensão sexual agora mas é só fase, até o Albus e a Natalie se acertaram, é impossível que eles fiquem enrolando por mais algum tempo. Ah, foi tudo perfeito, e essa cumplicidade do quarteto continua perfeita à medida, é como se eles ainda estivessem no quinto ano, pera, quero chorar. Hahaha, parabéns, a fic tá lindaaaaa, aguardo por mais. Xoxo <3

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 03/05/2012

nem tem muito o que falar já que já foi dito tudo o que eu penso. principalmente com o pedro freitas e slytherin rules. eu acho a tua narrativa absolutamente perfeita. amei o capítulo e fiquei muito feliz que tudo tenha se resolvido nele pq eu ia morrer se ainda tivesse que ter mais um capítulo pra ver os dois livres. eu sinto que virá, em algum momento, um problema com o irmão do parrish. posta logo!! 

Nota: 5

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Enviado por Pedro Freitas em 02/05/2012

Ritmo alucinante, tanto da história, como das atualizações, o que nos deixa muito felizes, com certeza! =D

"Mas o susto precisava acontecer. Sempre quis colocar uma cena em que Harry, Ron e Draco esquecem seus passados para ajudarem os filhos." 
Além de construir personagens pelos quais sentimos muita empatia, você sabe o que quer fazer com eles e por que precisa da cena X para desenvolver da forma Y e chegar ao ponto Z. Tudo planejado, tudo com um propósito de acontecer. Um texto pensado, as coisas não são jogadas de qualquer jeito por ideias aleatórias que não chegam a lugar algum. Esse é o diferencial.

Destaque para as expressões sempre ótimas da Astoria, para aquela vontade de se abraçar fortemente que Rose e Scorpius devem ter segurado por todo o caminho de volta, assim como Natalie e Albus.

E pelo jeito a atualização vai ser rápida. Só agradecemos.
Beijo. 

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 02/05/2012

~le eu chorando com o capítulo~

Eu realmente espero que o Parrish morra, pq eita cara infeliz. Tentou matar todo mundo e ainda continua vivo u.u Dizem que vaso ruim não quebra, e tá aí a prova u.u

Dei altas risadas com a Astoria e o Scorpius. Aquela cena dela perguntando como ele achava que tinha vindo ao mundo me fez gargalhar kkkkkkkkkkkkk

Eu tbm adorei o resgate. Foi mto legal ver Draco, Harry e Rony trabalhando juntos *-* Simplesmente adorei.

Bom, até o próximo capítulo! E eu te entendo com essa parada do pc pifar, pq aconteceu a mesma coisa cmg ¬¬ tive que formatar as pressas e perdi TUDO ¬¬ fiquei com um puta ódio!

Não demore a atualizar, ok?! E mto obrigada por não matar a Astoria KKKKKKKKKKK <3

Nota: 5

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Enviado por Ana Slytherin em 02/05/2012

Ufa, Astoria tá viva , Scorpius ta bem e Parrish vai pra Azkaban e nunca mais vai sair de lá.
O Draco salvando a vida do Harry foi muito bom, retribuindo as vezes que ele foi salvo, a Astoria é sempre otima qd aparece e a cena que eu mais gostei foi a conversa do Harry com o Scorpius.E finalmenteeles irão visitar a mansão. Espero que a Rose e o Scorpius se resolvam logo e espero também que o outro capitulo venha rapido. e seja maravilhso igual a esse

 

Nota: 5

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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 02/05/2012

Ainda bem que a Astória estava viva.. ufa... hahahahaha. Adorei o capítulo.. o Scorpius realmente é muito inteligente e corajoso, não é muito comum nos sonserinos, mas a lealdade à família é. Por isso que gosto tanto deles... =D... Achei maravilhoso o fato de Draco ter salvado a pele do Harry, não tanto pelo Harry mas mais pelo Draco mesmo, quem sabe assim ele se sinta menos oprimido por ter sido salvo pelo testa rachada... Espero ansiosa pelo próximo capítulo.

Nota: 5

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Enviado por Lívia G. em 01/05/2012

TO TÃO FELIZ! Amei tudo no capítulo! Tudo! Todas as cenas do sequestro, Rose, Albus e Natalie aparecendo para salvar o Scorpius, Draco, Harry e Ron colocando as diferenças de lado............. ai, amei amei amei! Quero muito o próximo, porque agora só falta Scorpius e Rose voltarem! 

Nota: 5

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Enviado por slytherin rules em 01/05/2012

Wow, foi realmente um susto esses dois capítulos! Mas lê-los de uma vez foi uma experiencia ainda melhor, hahahaah' Achei super fofa a conversa da Rose com o Scorpius pelo celular no meio da madrugada, depois daquela conversa os dois ficarão bem e é bom saber disso, haha' E os conselhos que a Astoria sempre dá... ah! Eu amo essa mulher! Simplesmente incrivel demais! Ela é totalmente sábia, convenhamos, e acho que ela sempre é um bonus nos capítulos em que aparece (ela e o Draco, claro - falando nisso, mais que merecida a porrada que ele deu no Parrish! Espero que ele apodreça e não morra tão cedo em Azkaban). Espero que no próximo capítulo mostre Rose e Scorpius voltando e gostaria mais uma vez de rever o Dimitri como pai - porque ele é a coisa mais fofa como pai! Apesar do susto desses ultimos capítulos, achei muito essencial, tornou o grupo mais maduro, principalmente o Scorpius (desde ele vendo as dificuldades que o primo enfrentaria até esse fim de sequestro que nos deixou aflitos), é incrivel ver um personagem crescendo e eu amo isso. Esperando o próximo capítulo! Beijos e parabéns.

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 01/05/2012

POKIE!!!!!
Menina! vc n tem ideia de como eu fiquei lendo esse cap. todo. quase tive um treco!
Quando o Parrish disse que a Astoria tava viva eu soltei todo o ar que tinha ficado preso nos meus pulmões de tão aliviada que fiquei....
O cap. inteiro foi muita tensão, mas adorei o final. a parte em que o Draco agarra o Parrish e fala td aquilo me deu até orgulho, nossa juro pra vc que achei que vc mataria ele, quando ele apareceu na floresta. Espero que achem logo o irmão daquele idiota, e espero que de uma vez por todas o FDP n apareça mais para estragar a vida deles.
Fiquei tão aliviada com o cap. que até esqueci o que ia comentar... então, eu adorei o cap., foi mt emocionante e agradeço por ter postado ele logo, nunca deixarei de ler e agurdo anciosa o prox. cap. para ver as coisas melhorarem.
Ah, achou mt irritante as minhas suplicas pela Astoria?
Amo sua fic... a mais perfeita de todas as que já li...
Parabéns :)
bjujinhusss     

Nota: 5

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Enviado por Jan G. Potter em 01/05/2012

Adorei o destino do Parrish. Entre a morte e ir pra Azkaban, sem dúvida a segunda opção é bem pior. Realmente o Draco não o mataria, exceto se algo muito ruim e trágico tivesse acontecido, talvez... E adorei o Harry e o Ron ajudando o Draco. Quem sabe a partir desse momento a relação entre as famílias Malfoy e Weasley se torne diferente. 
Mas agora sobrou o irmão do Parrish. Ai ai. Tomara que ele seja inofensivo como parecia. Só vendo mesmo. 
Scorpius convidando os amigos pra mansão dele foi simpático e fofo. :) Tomara que passem bons momentos, após tudo isso. 
Adorei o capítulo, parabéns. Muito bom. Esperando agora o próximo.  

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 01/05/2012

Capitulo muito bom! estou sem palavras para ele, nem deu tempo para ler o outro ainda :x kkkkkk eu decidi ler esse primeiro e depois ler o outro. adorei a cena Malfoy, Potter e Weasley, achei supeeer legal. adorei a cena do Harry falando que Scorpius achou os melhores amigos do mundo. Tadinha da Astoria cara :( ela não merecia passar por isso, não merecia mesmo! ela é tããão fodona para passar por isso kkkk mas que bom que deu tudo certo. Espero que agora resolva a briga entre o Scorpius e a Rose, espero que resolva, quero eles descobrem tudo logo poxa. :( eles não merecem ficar separados. NÃO DEMORA PARA ATUALIZAR, você como sempre esta de parabéns. Ainda não esqueci do seu castigo em? u.u kkkkkkkkk beijos, qualquer coisa estamos aqui.

Nota: 5

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