1998 – Sétimo ano de Hermione na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
A Guerra havia acabado, Voldemort havia sido derrotado, mas as forças das trevas seguiam firmes e fortes em busca de vingança para seu mestre. Hermione havia sido a única integrante do Trio de Ouro a retornar à Hogwarts para completar seus estudos, Harry e Rony estavam viajando por todo o mundo procurando por Comensais. A castanha havia ficado magoada por ter sido abandonada pelos seus melhores amigos a quem ela não tinha deixado por um único momento em todos os anos que passaram juntos. Seus pensamentos sobre o egoísmo de seus amigos foram interrompidos pela voz de Gina que chamava por ela.
- Hermione! Hermione! – a ruiva gritava correndo atrás dela.
- Pra quê tanta afobação Gina? – perguntou entediada.
- Notícias dos garotos... E pra você também.
- Eles mandaram uma carta?
- Eu te explico tudo quando chegarmos ao seu quarto de monitora-chefe, é um assunto particular e as paredes têm ouvidos.
- Então vamos logo.
Hermione puxou a ruiva pela mão correndo em disparada para sua sala comunal. Assim que fechou a porta atrás de si, Hermione a lacrou com um feitiço.
- Agora fala.
- A Ordem da Fênix mandou uma carta. Harry e Rony estavam no Canadá e foram atacados de surpresa, os dois estão no hospital, o Harry deve receber alta em poucos dias, mas o Ron foi gravemente ferido e está em coma.
- O quê? – os olhos da castanha se encheram de lágrimas. – Quem... Como isso...
- Eles estavam sozinhos e Comensais da Morte atacaram a pousada onde eles estavam hospedados. De início eles não sabiam que os meninos estavam lá, atacaram a vila trouxa tocando fogo e matando todos e quando invadiram a pousada acharam Harry e Rony, e eles estavam em desvantagem, foram feridos e deixados no meio das chamas para que morressem queimados, mas a Ordem chegou a tempo de salvá-los.
Hermione não se agüentava mais de pé, caiu de joelhos no chão deixando as lágrimas rolarem soltas pensando no quanto fora egoísta instantes atrás por reclamar a falta dos amigos e se culpava por ser uma sabe-tudo egoísta que só ligou para seus estudos e deixou seus melhores amigos sozinhos e desprotegidos.
- Ainda tem mais Hermione. – Gina anunciou e a castanha levantou o rosto mostrando os olhos arregalados de pavor. – A vila onde os garotos estavam não foi a única que foi atacada, várias vilas trouxas por todo o mundo foram destruídas essa tarde e...
- E o quê Gina?
- E os corpos dos seus pais foram encontrados carbonizados numa vila na Austrália. Sinto muito Mi.
Hermione sentiu que o chão sob seus pés sumir, tinha esperança de encontrar os pais desfazer o feitiço da memória assim que terminasse Hogwarts, mas ela não fora rápida o suficiente e os Comensais os encontraram antes que ela. Mais uma vez a castanha culpou os estudos que quase sempre colocava em primeiro lugar e que agora eram os culpados pelos maiores desastres da sua vida, perdera os pais numa tarde, talvez perdesse Rony e Harry poderia ter seqüelas do ocorrido e ela dava a culpa a si própria por todas as catástrofes.
- McGonagall está organizando o funeral deles Mi e meus pais estão vindo para me pegar para irmos ao hospital ver os meninos. Você vem?
- Obrigada, mas eu quero ficar sozinha Gina.
- Tudo bem Mi, eu venho te ver assim que voltar.
Gina saiu fechando a porta calmamente. Hermione não soube quanto tempo passou estendida no chão, apenas sabia que se levantou quando não tinha mais lágrimas para derramar, se sentia seca e vazia. Ainda sentia as pernas bambas, mas conseguiu se colocar de pé, passando as mãos nos rosto tentando tirar as marcas das lágrimas. Mal deu três passos e parou de chofre ao ver Draco parado na porta do quarto dele com os braços cruzados sobre o peito e um sorriso enviesado na boca, Hermione ficou longos minutos o encarando esperando alguma piada, mas ele permanecia imóvel e ela resolveu quebrar o silêncio incômodo.
- Apreciando a desgraça alheia Malfoy?
- Apenas constatando o quanto você é patética.
- Espero que suas conclusões sejam boas para seu estudo sobre pessoas melhores que você.
Draco ergueu uma sobrancelha mantendo o sorriso no rosto.
- E quem seria essa pessoa melhor que eu? Você? – riu pelo nariz. – Não sabia que ratos de biblioteca tinham senso de humor.
- Olha Malfoy, eu adoraria ficar horas a fio lhe explicando como a rata de biblioteca é melhor que o comensal fracassado, mas eu realmente não estou com paciência pra isso, por tanto com licença.
Hermione se encaminhou para o seu quarto com passadas rápidas, não queria ficar mais nem um minuto na presença de Draco, a vontade de chorar de repente havia voltado.
- Eu tenho uma proposta pra você. – Draco disse quando ela já estava com a mão na maçaneta da porta.
- Tenho certeza de que não me interessa. – a castanha abriu a porta.
- Quer vingar seus pais não quer? – Hermione estancou no lugar ao ouvir as palavras de Draco, não havia pensado em vingança, mas agora que ele o sugeriu...
- Vingá-los não os trarão de volta. – tentou raciocinar com clareza.
- Não estou dizendo para sair por aí os caçando e os torturando Granger. Mas sei do paradeiro dos comensais que estão à solta e aposto como lhe agradaria vê-los apodrecendo em Askaban.
- Como sabe onde eles estão? – a castanha se virou para encará-lo cruzando os braços.
- Meu pai foi um Comensal da Morte por mais de dezoito anos Granger e eu também tive meus tempos, sei de todos os esconderijos pelo mundo.
- E entregaria seus amigos pelo...
- Preciso receber minha herança, mas pra isso falta um detalhe, no qual você pode ajudar e em troca lhe dou todas as informações que precisar.
- Vai entregar seus amiguinhos por dinheiro? – foi a vez de Hermione rir pelo nariz. – Você não presta mesmo Malfoy.
- Eles não são meus amiguinhos Granger! – Draco gritou. – E os meus motivos para fazer isso não te interessam.
- E o que você quer em troca afinal?
- Que se case comigo.
Hermione ficou em silêncio por alguns instantes, repetia mentalmente o que Draco acabara de falar na dúvida se havia ouvido direito.
- Acho que não ouvi direito o que disse.
- Preciso estar casado para conseguir minha herança. Se você se casar comigo eu lhe darei o paradeiro de todos os Comensais da Morte que não estão presos ou mortos e “selecionarei” os responsáveis pelo ataque aos seus pais.
Hermione ponderou por alguns instantes.
- E quais seriam os termos?
Hermione já havia aceitado a proposta, mas não podia deixar transparecer nenhuma emoção, no fundo estava feliz por conseguir matar dois coelhos com uma cajadada só, colocaria os assassinos de seus pais em Askaban e ficaria com Draco. Sempre gostou do loiro, desde o seu segundo ano quando passou a observar melhor o rapaz quando suspeitaram que ele fosse o Herdeiro de Slytherin, começou a notar traços e manias quase imperceptíveis e quando os sonhos com o garoto se iniciaram teve a certeza de que estava obcecada.
O tempo passou e cada vez mais Hermione se via viciada em cada detalhe de Draco e quando ficou apavorada por saber que ele havia fugido com Snape após matar Dumbleodore soube que estava apaixonada pelo seu maior inimigo. Agora que a guerra havia terminado e que tinha perdido seus pais, não havia razões para recear mais nada, poderia fechar o acordo com Draco aonde ela ganharia duplamente e no final talvez conseguisse fazê-lo se apaixonar por ela e então sua vida estaria equilibrada outra vez.
- Está com pressa Granger? – Draco zombou.
- Desembucha antes que eu desista Malfoy.
- Eu tenho que me casar antes dos 23 anos, nos casaremos dois meses antes.
- Por mim tudo bem, não vai fazer diferença.
- Moraremos na Mansão Malfoy, dormiremos em quartos separados, você terá direito a um terço da minha fortuna e teremos que dormir juntos uma vez por semana no mínimo para que o casamento seja válido.
Hermione ficou boquiaberta com a simplicidade com que Draco dizia tudo se mostrando indiferente a morar sob o mesmo teto que ela e dividir a cama também.
- Só isso ou quer que eu lave seus pés também?
- Até que seria uma ótima idéia Granger, uma massagem cairia bem.
- Claro, um Avada também cairia bem.
- Seu sarcasmo é péssimo Granger.
- Chega de idiotices Malfoy, isso é tudo?
- Sim. Providenciarei o contrato com todos os termos, nossas partes do acordo e...
- Assinaremos os pergaminhos do casamento? Já? – Hermione interrompeu.
- Claro que não Granger. Assinaremos um contrato mágico de negócios para assegurar que ambas as partes cumpram com o prometido. Dois meses antes do meu vigésimo terceiro aniversário nos casaremos e assinaremos os pergaminhos com o acordo nupcial.
- Até lá poderei fazer o que quiser?
- Claro Granger... Você conhece os termos de um casamento mágico não é?
- Claro que sei. É necessário haver a cópula no mínimo uma vez a cada sete dias; a esposa tem direito a um terço de tudo que o marido tem; para que a união seja desfeita é necessário que não haja cópula por no mínimo seis períodos de trinta dias seguidos e se tiverem filhos o divórcio é impossível.
- É, acho que não esqueceu nada.
- Não esqueci Malfoy. Agora se isso é tudo eu vou me retirar, me procure quando os pergaminhos estiverem prontos.
- Boa noite querida. – Draco sorria cinicamente.
- Idiota! – Hermione se virou para entrar no seu quarto, mas deu meia volta. – Eu já ia esquecendo...
- Do quê? – Draco perguntou confuso.
- Disso. – Hermione sacou a varinha rapidamente apontando-a para o loiro. – Estumpefaça!
O feitiço atingiu Draco em cheio lançando-o ao chão.
- Isso é por você zombar do sofrimento dos outros. – a castanha sorriu dirando-se e dessa vez fechando a porta atrás de si, deixando um Draco tonto caído no chão do salão comunal dos monitores.
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N/A: Foi pequeno neh, eu sei, vou tentar compenssar nos próximos, mas comentem e digam o que acharam.
Como na versão resumida Dona Artemis Granger sentiu falta de Hermione lançar um bom feitiço no Draco, nessa eu coloquei, claro que não seria nada a ponto de danificá-lo, mas o importante é que lançou neh rsrs.
Agradecimentos à Josy Chocolate e à Caderninho Azul que sugeriram a ideia da long e à Hilary S. J. Lestrange e à Caderninho Azul (sim, de novo rsrs) pelo apoio e pressão rsrs, sem isso o capítulo não sairia em vinte e quatro horas rsrs.
Espero que tenham gostado, que acompanhem e comentem.
Bêjuxs =*