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23. Every You Every Me


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 23


Every You Every Me


 


 


 


Eu não estava aliviado de ter que passar o feriado na Mansão dessa vez. Eu não estava aliviado com o Natal, nem com o meu aniversário de dezoito anos. Meu pai me esperava no topo da escadaria, com as mãos no bolso, enquanto eu caminhava com um pouco das minhas malas até lá. Apenas apertamos as mãos e eu entrei em casa. A sensação foi melhor do que a que eu estava tendo em Hogwarts ultimamente, mesmo assim. Mas meu pai segurou meu ombro e me fez encará-lo. Analisou-me criticamente. Pisquei.


– Que foi? – perguntei incomodado.


– Perdeu a briga? – apontou para o que seria talvez o vestígio do roxo do lado do meu olho. E porque McGonagall provavelmente mandara uma carta a eles avisando o que aconteceu.


Afastei-me dele bruscamente, sem responder a pergunta.


– Então, cadê minha mãe?


Antes que ele dissesse, ela apareceu no salão e andou até mim com seus saltos. Estava feliz e animada por me ver, porque me deu um leve beijo no rosto e me abraçou. Por trás, eu encarei meu pai de um modo confuso. Achei que ela estaria zangada comigo pelas coisas que aconteceram, pela briga e por ter perdido o distintivo que ela tanto prezou quando o recebi no quinto ano. Mas só pelo aceno negativo da cabeça dele, entendi que ele não tinha contado nada a ela. Fiquei muito mais aliviado.


– Oi, mãe – eu disse.


– Você entrou em briga – ela me analisou como tinha feito meu pai. Tinha esquecido de como ela não era tonta. E eu devia ter feito alguma coisa para tirar aquele roxo do meu rosto, mas eu não andava me importando muito com a minha aparência. Eu não cortava meu cabelo há meses. – Está diferente.


– Eu estou ótimo – respondi, me afastando rápido dos dois. – Vou colocar minhas malas lá em cima. Estou cansado da viagem.


Eles respeitaram essa minha decisão sem perguntas, o que achei ótimo. Não queria ser julgado. Eu sabia que meu pai estava me achando um idiota por ter entrado em briga. Se ele soubesse que fiz isso por causa de uma garota – da Weasley – ele ia ficar maluco.


Fui até meu quarto e larguei minhas coisas em cima da cama. Olhei ao redor, sem querer, e encontrei em cima da minha mesa os papeis que continham meus desenhos. Peguei o bloco e eu desprezei aqueles rabiscos. E quando vi o desenho que uma vez fiz de Rose, apenas o amassei, lembrando-me do que Albus tentava me convencer desde que a prima dele e eu terminamos:


Ela não transou com Roy. Você está sendo idiota, devia conversar com ela, ouvir a versão dela. Ela não mente.


Mas todos mentem.


Havia dois fatos que não me fizeram ouvir o que Rose teria para se explicar. Primeiro porque eu estava zangado com ela, e segundo porque eu queria continuar pensando que ela havia transado com Roy mesmo. Era um pensamento ridículo para que eu desse uma desculpa a mim mesmo para continuar zangado. Assim que eu saí da diretora naquele dia, eu logo fui experimentar maconha com o irmão dela porque eu estava com raiva. Uma parte de mim se sentia culpado pelo que estava acontecendo, e pelas coisas terem piorado. E sobre Rose ter falado que queria um tempo... eu sabia que deveria ter respeitado aquilo desde o início.


Mas eu não saberia disso se não tivéssemos terminado definitivamente agora.


Então talvez isso devia acontecer de qualquer forma.


E lá estava eu dando desculpas para as coisas. Desculpas pelas coisas que tentei fazer depois daquele dia. E uma delas foi transar com Gwen.


Era festa de Natal em dezembro antes desse feriado. A festa acontecia em Hogsmeade. E eu estava aproveitando todas as oportunidades para beber alguma coisa. Eu sentia uma espécie de inveja por Albus e Natalie. Eles podiam ter terminado milhares de vezes, mas em nenhum momento pareceu definitivo. Nem mesmo aquela era definitiva, por mais que Albus tivesse dormido com alguém. Ele ainda estava esperando Natalie, e ela também. Até decidiram conversar, mas não voltaram porque Al confessou – tonto do jeito que é – que tinha transado com Gwen. No entanto, Natalie não ficou nervosa por isso. Ela se sentiu culpada por isso, pelo visto, porque decidiu pedir desculpas na semana seguinte. Não com palavras diretas. Durante essa festa de Hogsmeade, ela pegou o violão de um cara que estava tocando uma música e resolveu fazer uma apresentação bem sugestiva. A letra era direcionada para Albus. Ela tinha falado: “Dessa vez não estou bêbada, porque cansei de me arrepender das coisas no dia seguinte.”


Eu fiquei com inveja da facilidade que eles tinham de lidar um com outro. Eram orgulhosos, mas quando não suportavam a falta um do outro, davam um jeito de concertar qualquer cagada à maneira deles. Ficaram a noite inteira discutindo em uma mesa afastada de todo mundo, até eu vê-los sentados num banco se beijando.


Eu não vi Rose na festa. Eu não teria ido também, mas não consegui ficar me remoendo trancado em meu quarto. Eu não era assim. Preferi sair para beber, mas talvez eu estivesse tão mal que continuei sóbrio, com a cabeça apoiada no balcão.


Até que alguém sentou ao meu lado. Cutuquei o copo de whisky e fiz um muxoxo quando vi que era Gwen. Ela jogou os cabelos soltos atrás dos ombros.


“Se não é a tapa-buraco”, soltei uma risada.


“Albus está com a Grace de novo, então vão voltar. Ele só precisava de consolo, como eu disse”, explicou-se.


“Eu sei de mulheres que fazem isso e ainda ganham dinheiro.”


“Minha mãe era uma prostituta”, contou e eu não acreditei. Acabei rindo de verdade dessa vez.


“Então você é literalmente uma filha da puta.”


“Eu era. Morreu há cinco anos.”


Eu parei de rir. Ela estava mesmo falando sério.


“Foi mal.”


“Relaxa.”


Eu não soube como continuar a conversa e nem sei por que quis tentar continuar a conversa, talvez porque o whisky já estivesse fazendo efeito. De repente Gwen me encarou e olhou para a pista de dança.


“Quer dançar?”


“Não”, respondi, levantando-me. “Quero sair daqui.”


Saí do lugar e percebi que Gwen estava logo atrás de mim, seguindo-me pela rua. Eu me sentiria incomodado se a calça dela não fosse tão agarrada.


“Por que está me seguindo?”, perguntei.


“Talvez eu não queira te deixar sozinho.”


“E se eu disser que quero ficar sozinho?”


“Aí eu saio, sem problemas nenhum.” Eu parei de andar e a encarei, mas não a mandei sair. Gwen soltou um suspiro. “Você não tem muitos amigos, não é? Eu só vejo você andando com Albus. Mas ele tem os amigos deles para caso brigar com você. Mas você é meio solitário. Não tem ninguém agora.”


“Obrigado por jogar isso na minha cara.” Já não bastava ter tido uma briga com um cara que provavelmente comeu minha namorada. “Não sou anti-social. Só não gosto de ficar rodeado de pessoas inúteis. Não preciso disso.”


“Posso te mostrar uma coisa?”


Eu pensei em todas as coisas pervertidas, mas logo isso saiu da minha cabeça, porque tudo o que Gwen fez foi me levar para um bar vazio e tranqüilo. Não tinha ninguém. Era silencioso e triste. Ela disse que conhecia o cara que vendia as bebidas e por isso se encarregou de pedir uma para mim. Fiquei agradecido. Quando a bebida rasgou minha garganta, eu lambi os lábios e me aproximei de Gwen. Estávamos em pé perto do balcão.


“Então você gosta de consolar as pessoas. Isso não é nenhum pouco sonserino da sua parte.”


“Você não é arrogante. Isso também não é nenhum pouco sonserino.”


Ela continuou me encarando. Gostei do fato dela não falar em Rose, nem mesmo citar que sabia sobre nós dois. De repente, a boca dela se encostou a minha, mas logo tirou antes que eu entendesse que ela me beijou. Eu não tive a boca de outra garota desde então. Gwen não me pareceu suja. Ela não estava me provocando. Pelo menos não diretamente. Acabei deixando ela se aproveitar da minha fraqueza. O fato de eu ter visto um cara saindo do dormitório de Rose, o fato de eu estar um pouco bêbado.


Gwen me beijava e ela tinha uma intensidade que não compactou com a minha. Apenas segurei a cintura dela, sentindo sabor diferente. Um pouco de culpa ainda se abatia, porque não fazia nem três semanas que eu havia terminado um namoro. Mas não me importei, de repente. Ela tinha uma pegada muito diferente de Rose. Nenhum pouco melhor e nem em um milhão de anos eu ia gostar mais da boca de Gwen do que da de Rose, mas Gwen não me fez afastá-la. Ao em vez disso, eu nos levei ao banheiro do bar. Mesmo sem trancar a porta, eu a encostei contra a parede.


Soltou um gemido forte, afastando os lábios. Tirei meu casaco e joguei no chão. Ela fez o mesmo com o dela. Preferimos tirar nossas próprias blusas, pois o contrário parecia algo íntimo demais. Sei que é idiota pensar isso enquanto eu tinha suas pernas enroladas no meu quadril, estimulando mais nossa excitação mesmo com as calças. Sei que é idiota pensar em não ter intimidado enquanto colocava minhas mãos dentro da sua camisa e mordia seu pescoço. Mas eu não me importava em ser idiota naquele momento.


Apesar de sentir a falta de um pouco de coxas, porque Gwen era incrivelmente magra, eu segurei sua bunda. Entrei com ela em qualquer um dos toaletes e nos tranquei por lá. Era apertado, estranho, irresponsável. Ela abriu a minha calça e afastou o cinto para descer o zíper. Nos encaramos. Depois Gwen segurou meus ombros, fazendo com que eu sentasse na tampa da privada. Com o quadril a minha frente, desceu a calça jeans que usava e a tirou. Estava apenas de calcinha e sutiã naquele inverno de época natalina. Sua barriga era definida, magra. Não havia mais detalhes, não havia sardinhas. Ela sentou em meu colo e voltou a me beijar com força. Estava sobrenaturalmente calor. Ela beijou meu pescoço e olhei para o lustre do banheiro, disperso. O calor dela era excitante, exótico, bom o bastante para me satisfazer. Mas então ela voltou a me encarar, percebendo que eu não tinha movido minhas mãos de sua cintura ou tentado ousar mais do que aquilo.


Eu simplesmente não consegui.


Não disse nada, mas ao em vez de estimular minha ereção, ela usou a mão para acariciar meu rosto, o que foi algo completamente inesperado. Ela ofegava com os lábios entreabertos, tirando o cabelo dos meus olhos. Não pude retribuir o olhar que ela dava para mim. Ela abriu o sutiã com um rápido clique e seus seios ficaram visíveis, como se estivessem me desafiando a perder o controle. Os mamilos estavam saltados. Olhei para eles na direção do meu rosto, tão perto. Depois levantei a cabeça para olhar o rosto de Gwen. Ela murmurou:


“Você está pensando nela, não está?”


“Não posso fazer isso”, não sei como tive essa coragem de parar algo que poderia ser delicioso. Se eu fosse o Scorpius dos meus dezesseis, talvez eu já estivesse com a boca dela em meu membro. Gwen não pareceu ofendida, mas continuou em cima de mim. Eu falei baixinho: “Claro que você é linda. Eu faria isso sem pensar, mas...”


Mas...” ela soou chateada e encostou a testa na minha. “Vocês terminaram. Não há mais nada entre vocês, há?”


“Não é exatamente por causa dela. Vou machucar você.”


“Impossível, eu não sou virgem.”


“Não dessa forma. Você tem algum sentimento por mim, não tem? Percebo como você me olha, como você me corrige nos treinos, e como você tentou me fazer te notar quando transou com Albus. O problema não é seu, Gwen. Sou eu. Ainda tem muita coisa entre mim e Rose. Só que ultimamente elas não estão boas. Andei tentando piorar, mas não está me fazendo bem. Se transarmos agora... eu não acho certo.”


“Todo mundo sabe que ela chifrou você, Scorpius. A escola inteira sabe. Devia se vingar, fazer alguma coisa, ou...” Eu levantei a cintura dela, fazendo com que ela saísse do meu colo. Gwen era leve como uma pena. Fiz isso de uma forma gentil. Ela continuou dizendo: “Eu nunca faria isso com você, nunca trocaria você por ninguém, Scorpius. Eu posso ser melhor do que a Weasley foi para você.”


“Eu não duvido disso, Gwen”, olhei para seus olhos. “Mas eu não quero alguém melhor do que ela, nem mesmo pior.”


“Não posso competir com isso”, ela fechou os olhos. “Você a ama. Não é justo. Ela nunca teria feito aquilo se o amasse da mesma forma!”


Acho que era aquilo que me preocupava mais do que o fato dela ter transado com Roy. O medo e minha insegurança de achar que Rose não me amava. Enquanto Gwen não podia competir com meus sentimentos por Rose, eu não podia fazer mais nada se o problema de Rose era que ela não me amava mais. Andei em dúvida com isso ultimamente.


“Por favor”, Gwen apertou meu rosto. “Quando mudar de idéia, quando esquecer ela, eu vou estar aqui.”


“Coloque o sutiã”, mandei e ela me obedeceu.


Gwen estava com os olhos azuis claros muito aguados. Ela parecia ser do tipo que não se abala por ninguém, mas eu tinha feito ela meio que chorar.


“Eu não queria consolar você”, ela enxugou o rosto. “Quando soube que tinha terminado com a Weasley, e que a culpa foi dela, eu fiquei estupidamente alegre. Achei que teria uma chance finalmente, mas me enganei. Desculpe.”


Não consegui responder nada, só ficar olhando. Ela desistiu, abriu a porta do toalete e pegou o resto das roupas que estavam jogadas no chão. Murmurou um “tchau” rápido e saiu de lá na mesma velocidade. Eu não tinha saído do lugar. Ainda estava sentado na tampa da privada, com a calça nos meus tornozelos e as costas encostadas na descarga gelada.


Não era só Natalie que havia percebido. Uma hora cansa de se arrepender das coisas no dia seguinte.


 


 


E agora sozinho em meu quarto na mansão, eu estava refletindo sobre o que evitei naquela noite.


Olhei para o desenho amassado que fiz de Rose e, sem mais desculpas, desamassei para guardá-lo novamente. Eu estava sendo estúpido e imaturo. Mesquinho. Idiota. Queria ficar sentindo pena de mim mesmo. Porque eu era um cara solitário. Isso não era nada admirável.


Minha mãe estava parada na porta do quarto, olhando para mim com os braços cruzados. Levei um susto quando a vi.


– Não preciso perguntar o que anda acontecendo, preciso?


– Rose e eu terminamos.


Ela sentou na minha cama e só ficou me observando. Eu achei isso chato, mas não comentei. Só decidi fazer uma pergunta:


– Você já traiu meu pai?


A reação dela não foi ficar de boca aberta com tal ousadia minha de perguntar isso a ela. Apenas soltou uma breve risada.


– Ainda flerto com alguns homens charmosos que aparecem de vez em quando na minha loja. Estou casada, mas não cega.


Eu não esperava essa resposta. Ela riu de verdade quando viu minha cara.


– Desculpe, filho, mas sua pergunta é completamente idiota.


– Você já traiu?


Ela percebeu que eu não estava brincando e suspirou, ficando séria.


– Eu vou morrer sendo fiel ao meu marido.


– E você confia nele? Acha que ele nunca a traiu também?


– Ainda temos uma ótima vida sexual – contou mamãe, fazendo-me girar os olhos. Ela sorriu. – Por que está tão preocupado com isso? Acha que vamos nos separar? Seu pai não seria tonto.


– Terminamos porque acho que Rose transou com outro cara.


Ela ficou assustada com o motivo. Cruzou os braços e achei que ela ia ficar indignada com tal atitude de Weasley trair, mas na verdade ela estava indignada com um detalhe:


– Você acha?


– O cara estava saindo do dormitório dela. Que outra coisa poderia ser? Além disso, nós tínhamos brigado. Ela queria voltar a ser amiga.


– E você não aceitou isso.


– Eu não quero ser amigo, mãe!


– Agora você não é mais nada dela.


– Perfeita conclusão.


Ela se levantou.


– Vocês não sabem o quanto precisam amadurecer ainda. Se estão assim, é porque há coisas que precisam melhorar entre vocês dois. Use esse tempo para pensar o que é, e não para “aproveitar” a vida de solteiro, que muitos garotos fazem bêbados por aí. Só uma dica. Isso se você realmente ainda gosta dessa garota.


Eu a amo, pensei em corrigir. Mas também pensei nas coisas que fiz, culpando Rose.


Se minha mãe ainda soubesse dos detalhes, embora eu não tivesse repetido a dose de maconha ou tentado agredir Roy mais uma vez para chegar a ser expulso, teria me deserdado. Queria saber porque todas essas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo.


Quando eu não disso nada, minha mãe mandou antes deixar meu quarto:


– Se ajeita porque vamos visitar Dimitre no hospital hoje.


Eu não acreditei nisso.


– Ele acordou?


– Dafne disse que ele voltou, mas ainda não acordou totalmente. Achei que seria bom você visitá-lo, se quiser. Dizem que a família ajuda a dar força, então vamos testar isso.


Só pensei em uma coisa quando voltei a ficar sozinha: meu primo não estava morto. E fiquei aliviado por ter me importado com isso. Quero dizer, ultimamente andei me sentindo o cara mais frio e insensível do mundo.


E depois da janta fomos até o st. Mungus visitá-lo e tive a pior sensação da minha vida. Não só porque Dimitre estava deitado no mesmo estado há mais de três meses. Mas porque quando ele acordasse, ele seria pai de uma bebê de um mês, loira como a mãe dela. E quando os médicos contaram que ele havia perdido o movimento das pernas, bem, eu senti que as outras coisas que me afligiam eram simplesmente banais. Andei dando desculpas para eu fumar e ficar irritado com as pessoas apenas porque eu havia achado que levei um chifre. Percebi que havia coisas piores. Eram essas coisas que não podiam mais ser resolvidas.


Entrei na sala em que ele estava internado no momento que Amber também estava nela.  Quando entrei, vi que segurava um bebê no colo. Fiquei hesitante quando me aproximei. Não sabia o que falar. Mas foi sempre fácil lidar com Amber. Ela sorriu daquele jeito sem emoção para mim, e eu arrastei uma cadeira para me sentar ao seu lado.


Tive coragem de ver a garotinha. Ela estava dormindo. Era miúda para caramba.


– Você está legal? – perguntei.


Amber voltou a olhar para Dimitre.


– Ele está acordado do coma. Estou um pouco para nervosa quando ele acordar para a vida.


Observei meu primo. Só parecia estar num sono profundo agora. Os hematomas já tinham desaparecido. Pelo menos externamente.


– É tão terrível depender do tempo, né? – comentou Amber. – Você acha que ele vai se lembrar das coisas? Dizem que a chance de perder a memória depois de tanto tempo em coma pode ser grande.


– Não sei o que vai acontecer, Amber. Mas ele vai te ajudar no que conseguir.


Ficamos um tempo em silêncio. De repente Amber se aproximou mais da cama de Dimitre e começou a falar, com a voz baixa para ele, como se ele realmente estivesse escutando:


– Você fodeu a minha vida, sabe disso, não sabe? Claro que um pouco da culpa é minha, mas o espermatozóide foi seu. De qualquer forma, talvez isso seja uma vingança, o que está acontecendo com você. A dor que você sentiu deve ter sido terrível. Mas você sabe como é parir uma criança? Você nunca teria idéia. Não é você que tem um útero e uma vagina. Sortudo desgraçado.


Eu pisquei.


– Acho que... hum, você xingá-lo não vai adiantar muito e-


– Eu não acabei de falar – interrompeu-me. – Escute, Dimitre, eu sou difícil de entender. Eu xingo as pessoas e pareço odiá-las, mas a verdade é que sou insegura. Muito. As pessoas dizem que eu sou linda, que eu tenho um corpo incrível, mas eu não tenho a segurança que... hum, a Weasley tem, por exemplo. E meu cabelo é melhor que o dela. A verdade é que eu nunca transaria com você. E quando transamos provavelmente eu estava pensando em uma garota. Nunca seremos um casal romântico. Nunca iremos contar a nossa filha como nos apaixonamos. Eu também espero que ela nunca pergunte como eu engravidei. O que eu iria dizer, hein? Ah, filha, eu estava bêbada demais para me lembrar desse detalhe. Eu espero que ela faça essa pergunta aos trinta anos, mas as crianças hoje em dia... bem, olhe para mim! Minha primeira experiência sexual foi aos onze anos!


– Sério? – perguntei, entretido com tantas confissões.


– Matt Stewart, lembra? Ele queria ficar mostrando o pau dele para mim.


Eu me esforcei para não rir, por isso a pergunta que Amber ouviu em seguida definitivamente não veio da minha voz:


– E com uma garota?


 


 


 


 


Eu não vou mentir dizendo que Amber quase deixou a filha dela cair quando ouviu a voz rouca de Dimitre. Baixa, distante do mundo, mas ainda ali, viva. Ela ficou tão estupefata que praticamente jogou seu bebê no meu colo para poder se levantar da cadeira e gritar lá na sala de espera que Dimitre havia acordado.


Nesse meio tempo Dimitre olhou para mim. E para o bebê.


Foi um alvoroço. Dafne, o marido dela, minha mãe, meu pai e meus avós, todos entraram na sala sem mesmo o consentimento da enfermeira. Eles rodearam a cama de Dimitre, enquanto eu fiquei lá sentado segurando a filha dele de um jeito totalmente não-sei-o-que-fazer-com-essa-coisa-alguém-tira-ela-do-meu-braço. Dafne quase teve um treco quando me viu segurando sua neta, então fiquei agradecido quando ela a arrancou de mim. Ralhou com Amber por ter largado a bebê chorando no meu colo, mas Amber estava tão preocupada em xingar Dimitre que ninguém realmente se importou com discussões ou brigas.


– Gente, deixem-no respirar um pouco – pediu a enfermeira. – Preciso dar a ele uma poção ou ele pode desmaiar de novo a qualquer momento.


Meus avós foram saindo da sala com meu pai e o marido de Dafne. Só ficamos Amber, Dafne, minha mãe e eu vendo a enfermeira dando uma poção para Dimitre. Ah, e a filha dele.


– Consigo mexer o braço – ele disse baixinho quando a mulher tentou dar um copo em sua boca. Preferiu tomar sem ajuda.


Dafne sentou-se na ponta da sua cama.


– Querido, você se lembra do que houve?


Ele fez que não.


– Você foi atropelado – contou.


– É melhor não despejar tudo de uma vez, ele acabou de acordar, senhora – sugeriu a enfermeira educadamente.


– Ele é meu filho, sabe aturar a realidade.


– Fui... atropelado? – Olhou para Amber e depois para mim. Confirmamos com a cabeça. – Legal.


– Você acha isso legal? – minha mãe estranhou. – Morremos de preocupação por quatro meses.


– Quem é ela? – Ele olhou de novo para o colo de Dafne.


– Elizabeth Davis – disse Dafne. – Você se lembra de que engravidou uma menina, certo?


Ele não respondeu. Estava olhando a criança de um jeito hipnotizado.


– Ela não existia antes – disse o óbvio.


– Nasceu no mês passado – disse Amber. Sem perceber, ela estava acariciando o cabelo cacheado de Dimitre.


– Q-quanto tempo eu fiquei assim?


– Muito – Dafne deixou a voz falhar, mas se recusou. Quero dizer, minha mãe já havia falado que ele tinha ficado quatro meses assim.


– A memória pode falhar algumas vezes, por causa do impacto que teve no crânio – explicou a enfermeira. – A concentração dele vai ficar alterada. Ele começar a falar com você e de repente esquecer que assunto era, ou nem prestar atenção. Mas isso melhora com o tempo e com alguns tratamentos que já preparamos para ele. É um milagre ele ter sobrevivido a um atropelamento como aquele, ainda mais depois de tanto tempo em coma.


Dimitre aprovou a idéia.


 – Saio do inferno para ser um milagre. A vida é boa.


– Ele ficou retardado? – perguntou Amber, sorrindo. – Porque não tem problema.


– Quero segurar ela – disse com a voz alta, apontando para Elizabeth. Dafne hesitou.


– Filho, você está-


– Me dê ela!


Dafne olhou para a enfermeira, querendo saber se isso era seguro. A enfermeira apenas sorriu docemente, consentindo. A cama elevou para Dimitre ficar sentado. Dafne lhe entregou a bebê em seu colo, tentando ensinar um jeito dele segurá-la. Dimitre sorriu pela primeira vez quando encarou os olhos verdes de Elizabeth. Ele murmurou um “Oi, Isabela”, mas ninguém fez questão de corrigi-lo.


– Será que ela vai gostar de garotas também? – ele ainda sorria. Minha mãe girou os olhos, mas Dafne pareceu nunca tão antes feliz. Amber comentou:


– É, Dimitre está de volta.


– Se vocês não se importam, eu queria ficar sozinha com meu filho por um instante – Dafne olhou para minha mãe. – Preciso passar um tempo com ele.


– Estaremos aqui, ok? – disse minha mãe. – Se precisar.


Amber e eu saímos com ela. Enquanto Amber tomava água no corredor, ela perguntou curiosa:


– E então, Scorpius? Como estão as coisas lá em Hogwarts?


– Bem – eu disse, sem me preocupar em mentir. – Os N.I.E.M’s estão chegando.


– Eu nem me lembro mais como é a sensação de me preocupar com essas provas.


– Você sabe o que você vai fazer da vida?


– Sabe... – ela parecia com medo de contar isso para mim, mas parecia ao mesmo tempo empolgada e orgulhosa. – Antes de descobrir que eu estava grávida... conheci dono da revista Fashion Wizard Wins. Ele tinha me convidado para alguns ensaios. Ele disse que eu era o que eles estavam procurando. Mas depois nem corri atrás. Ainda devem estar se perguntando o que houve comigo. Eu contei a Dafne e ela disse para eu esquecer isso. Que agora era para eu me preocupar com a Elizabeth em primeiro lugar. Ela pode estar certa, mas... aquilo ia me fazer tão feliz, sabe? Só de sentir a sensação de ser, sei lá, modelo, eu fico arrepiada.


– Você nem parece ter sofrido muita alteração no corpo por causa da gravidez. Ainda está gostosa do jeito que sempre foi e todas as garotas iam babar por você.


Ela sorriu. Parecia tão aliviada, tão contente que Dimitre estivesse vivo e que ela estava tendo ajuda de Dafne com a sua filha, que ela me abraçou. Eu beijei seu rosto. Sei lá. Era minha ex-namorada lésbica que tinha uma filha com meu primo, mas eu tinha um carinho gigante por essa garota. Não porque perdi minha virgindade com ela, mas porque nunca brigamos um com o outro, nunca sentimos nada além da afinidade que temos um pelo outro. Nunca tivemos esse compromisso de gostar um do outro.


– Parece meio triste, o que houve? – ela notou.


– Estou arrependido de algumas coisas, mas vai melhorar. – Observei Dimitre e Dafne conversando lá dentro do quarto e percebi umas coisas que não havia percebido antes. – Quero dizer... tudo melhora, certo? Não fica o mesmo, mas melhora.


Amber ia dizer alguma coisa, mas ouvimos Dafne exclamando algo do quarto. Os enfermeiros entraram correndo lá quando viram que Dimitre tentou sair da cama, teimoso, e caíra no chão, porque não tinha mais os movimentos das pernas. Tivemos que deixá-lo sozinho novamente, sem a companhia de ninguém, enquanto ele tentava se acalmar com aquela realidade. Ou apenas se contentar com ela. Ele chorou muito. Depois só pediu a companhia de Amber, mas ela não pôde ficar por muito tempo, porque Elizabeth precisava se amamentar.


Quando Dimitre voltou a ficar sozinho, eu experimentei invadir o quarto dele duas horas depois. Quase tê-lo perdido me fez perceber que eu nunca conversei com ele, nunca soube sobre sua vida, nunca soube do que ele gostava, além de duelos e de zoar as pessoas. Eu sabia que era tenso ir até lá quando ele estava com aquela cara de fim de mundo, mas mesmo assim arrisquei. Sentei-me perto da sua cama.


– Que merda – murmurei. – Pensar que as coisas podem mudar só em dois minutos. Eu vi tudo o que aconteceu. Você salvou Amber, cara. Se não ela estaria aqui no seu lugar. O bebê nem sobreviveria.


Ele olhava para o teto.


– Quando vai poder sair daqui? – perguntei.


Ele não respondeu.


Insisti em mais algumas coisas, mas não obtive nenhum olhar ou sequer respostas. Eu desisti e estava para ir embora, quando Dimitre murmurou:


– Me faz um favor?


– Vai para a puta que pariu? – adivinhei.


– Não antes de ler isso para mim.


– O quê?


– Minha mãe entregou uma carta agora. Disse para eu ler. Estou enxergando as letras embaçadas. Não falei para ela que não conseguia ler, mas ela espera que eu saiba o que está escrito.


– Beleza – eu fiquei feliz de poder fazer algo por ele. Sentei-me novamente naquela cadeira e peguei a pequena carta que estava na mão de Dimitre. Desdobrei.


Comecei a ler:


Filho,


Não vou mais estar aqui quando ler esta carta. É uma escolha minha e mais de ninguém. Não foi suicídio, não foi nem mesmo um assassinato. Foi um escape. Covarde, sou acostumado a fugir, isso desde muito tempo. Fugi quando você nasceu. E estou fugindo de todos os problemas novamente. Das dívidas, dos pecados e de todos a quem eu estraguei a vida. A minha não importa. Arrependi-me de tudo, mas se eu dissesse soaria hipócrita. Bem, agora não importa também. Fui diagnosticado com câncer terminal e acho isso ridículo. Prefiro não esperar morte nenhuma me pegar. Roubei muito dinheiro das pessoas e já causei mortes sem sujar minhas mãos. Arruinei a vida de sua mãe e a sua também. Você sempre quis um pai; eu nunca estive lá. Estou cansado da minha vida, de qualquer jeito, só isso. Você vai se revoltar, mas agora deve saber de uma coisa: independente do que aconteça nunca deixe sua mãe sozinha, ela precisa de você mais do que ninguém. Ela sacrificou muito da vida fácil que ela amava para ter você ao lado dela da forma mais difícil e não quero que a culpe por nada do que for acontecer comigo. Eu sempre a amei, sem saber como fazer. Fui destruído quando a vi realizada com aquele seu padrasto, a quem o filho dele arranquei a vida certa vez. Ele sim quer vingança e vou deixar que ele consiga. Longa história, não quero nem que saiba sobre ela em detalhes. A verdade é que irei suplicar para que Dafne arranque minha vida, embora eu saiba que ela não fará isso, porque acha melhor que eu sofra. Não quero que entenda meus motivos, mas aceite que não houve culpa de ninguém a não ser a minha. Acho que essa é a única forma de salvar a minha vida. E a sua também.


Se um dia precisar, tudo o que eu roubei vai para você, Dimitre. O endereço está no fim da folha, você pode pegar o que quiser lá dentro da casa. Todo o dinheiro e aqueles artefatos, relógios que você sempre quis ter quando era criança, lembra? Você sempre foi fascinado por um relógio de ouro. Sei que faria um uso melhor do que eu e prefiro que você nunca chegue a roubar com suas próprias mãos.


Do seu infelizmente eterno pai,


Markus.


 


Depois que terminei de ler a carta, não pude deixar de pensar: “Que cara de pau fazer uma carta antes de morrer, querendo soar um herói para o filho.” Esperei ver a reação de Dimitre, esperei ver o que ele ia dizer, que perguntas iria fazer ou se chamaria sua mãe para explicar tudo direito. O padrasto havia matado mesmo Markus porque ele queria vingança por uma morte que Markus cometeu a alguém da família dele? Ao filho? Lembrei-me do casamento quando Dimitre o acusou de matar Markus. Então ele tinha razão. Mas por que Dafne estaria tão arrependida? Será que foi porque chegou a ser ela a mulher que lhe tirou a vida, como ele escrevera que iria suplicar por isso? Ou Dafne acabou desistindo, mas o padrasto de Dimitre simplesmente agarrou a varinha dela já apontada para Markus e deu um fim a vidinha medíocre do cara?


Nada disso importou para Dimitre. Nada disso entrou na sua cabeça. Dimitre olhou para mim com a testa franzida, meio avoado, e me encarou como se me visse só naquele momento. Pegou a carta, curioso e arrogante do jeito único que ele era.


– Essa carta é pra mim? Não precisava escrever nada, primo.


Eu fiquei tão intrigado com isso que não consegui acreditar.


– Você está zoando, certo? – perguntei quando ele observou o papel com os olhos cerrados.


– Não consigo enxergar as letras direito. Leia aí para mim, agora fiquei curioso com o que você escreveu.


Ele me entregou a carta de novo, sentando-se melhor na cama. Não. Infelizmente tive a sensação de que Dimitre não estava me zoando. A mente dele devia estar uma bagunça. Pigarreei e li a carta outra vez, paciente, certificando-me de que Dimitre estivesse bem atento a ela em cada palavra.


Ao final, achei que Dimitre tinha dormido, mas ele estava com os olhos fechados apenas. Prestou bastante atenção. Porque ele soltou uma risada fria, a risada que eu esperava que ele soltasse por ter entendido de quem era a carta.


– Meu pai era uma figura. Ele falava como se tudo o que ele roubou fosse os bens dele.


– É muito dinheiro. Vai poder sustentar sua filha.


– É mesmo tentador.


– O que vai fazer?


– Esperar alguém me trazer uma cadeira de roda. Depois eu penso nisso.


Devolvi-lhe a carta. Ele me agradeceu por ter lido. Depois começou a pedir para eu pegar um monte de coisas para ele, até que percebi que ele estava me fazendo de idiota e rindo de mim.


– O pessoal de Hogwarts tá sentindo minha falta?


– Nenhum pouco.


– Causei tanta merda lá – refletiu.


– E eu perdi meu distintivo de monitor esse ano– contei. Acho que o deixei alegre com essa notícia. Ele pareceu orgulhoso de mim quando contei que foi porque eu tinha socado um cara. Ele até tocou minha mão, aprovando sabiamente.


– E você não foi expulso? Sempre achei que McGonagall só tivesse cara de durona, mas ela nunca faz o que ela ameaça, já reparou?


– Tem razão – eu sorri. Achei diferente. Percebi que às vezes sorrimos nos momentos que a gente menos espera, quando tudo parece estar uma merda. – Como é a Durmstrang?


– Para ter uma noção, quando recebi a carta de Amber falando da gravidez... fiquei feliz de ter um motivo para ter ido embora daquele lugar.


A enfermeira chegou avisando que o horário de visita havia acabado. Dimitre ia ficar mais uma noite em observação e depois poderia ir embora, principalmente porque o Natal era daqui dois dias e queriam que ele passasse com a família dele. Na sala de espera estava tendo uma discussão entre meus avós e meus pais sobre fazer um grande jantar, e a família de Dafne estava convidada para passar um tempo na Mansão.


Dafne e Amber continuariam lá. Mas minha família estava saindo do St. Mungos quando minha mãe se esqueceu de pegar a bolsa dela na sala de espera. Eu voltei para lhe fazer esse favor e durante a minha volta passei por um corredor que eu não havia passado antes. Dois enfermeiros levavam um homem para fora de um quarto, segurando seu pulso com algemas. Eu devia ter errado o lugar, porque não era a sala de espera onde Dimitre estava. Os enfermeiros pediram para que eu me afastasse. O homem poderia ser qualquer louco que eles estivessem internando ali, mas não era qualquer louco.


Eu sabia disso porque vi o rosto dele.


Inteiramente queimado.


Não apenas o rosto, mas os braços e as pernas. Ele só estava vestindo uma camisola de hospital. E não era queimadura que tinha acontecido há dois ou três dias. Eram queimaduras cicatrizadas, como lembranças de um acidente.


Ou tentativa de assassinato.


Nossos olhos se encontraram. Ele sorriu de um jeito que me dissesse “olá, Malfoy. O que tem para mim? Mais uma redação para eu ler?”


Disseram que ele tinha morrido.


E sido enterrado.


O cara que tentou matar meu pai há um ano.


De repente eu soltei em voz alta:


– O que esse cara está fazendo aqui? Ele não tinha morrido?


Os enfermeiros se entreolharam. O segundo, o mais alto, se aproximou de mim.


– Me solta, cara – mandei quando ele veio me segurando.


– Saia daqui, rapaz. Não pode visitar esse lugar.


– É ele! Ele tentou matar meu pai!


– Ele não é uma ameaça.


Eu tirei minha varinha do bolso, numa atitude completamente desesperada para me vingar daquele dia, mas o enfermeiro me empurrou contra a parede e me desarmou de uma forma tão fácil que me senti humilhado.


– Fique calmo, ele não vai sair daqui para cometer o que fazia antes – disse o enfermeiro. – Ele perdeu a sanidade depois do acidente na Mansão dos Malfoy. – Eu fui protestar quando ele disse “ACIDENTE”, mas o cara falava rápido: – Ele não pode entrar em contato com ninguém da sociedade, por isso dissemos que ele havia morrido. Ele é internado aqui há um ano.


Eu estava respirando pesadamente. Não acreditava no enfermeiro.


– O lugar dele é Azkaban – eu rosnei, soltando-me do enfermeiro. Corri achar o corredor onde Dimitre estava internado. No meio do caminho, encontrei o lugar onde deixavam cadeiras de roda. Peguei a primeira que vi. Depois do tapa na cara ao ter visto meu arquiinimigo no mesmo hospital que meu primo ficou em coma, eu só sabia de uma coisa: Dimitre não ia ficar mais ali. Nenhum segundo. Já foram quatro meses assim. Estava na hora dele voltar para casa. Pra quê esperar mais uma noite?


Acho que nunca fiz tanta loucura igual aquela de correr até o quarto de Dimitre e entrar lá sem me importar com o consentimento da enfermeira. Elas gritaram comigo, mas Dimitre entendeu o recado completamente e eu o ajudei a sentar na cadeira quando ele tentou levantar as pernas com as mãos. As enfermeiras entraram no momento que viramos para sair. Dimitre exclamou: “No outro lado tem uma saída!” e eu não perdi tempo para empurrar sua cadeira de roda para o corredor a fora.


Na sala de espera, Amber ficou paralisada ao nos ver fugindo. Até me lembrei de pegar a bolsa da minha mãe no caminho.


– O que está fazendo? A saída é para lá! – exclamou Dimitre, rindo como se estivéssemos num parque de diversão ou algo assim.


As enfermeiras soltaram vários feitiços para nos parar, mas nenhum, por sorte, nos atingiu. Finalmente entramos no elevador. Dimitre estava gargalhando. O último feitiço atingiu a porta do elevador quando fechou bem na nossa cara.


– Para quê tudo isso? – perguntou Dimitre. – As enfermeiras são gentis, elas não mereciam.


– Nunca tivemos uma chance de nos divertirmos juntos, primo – eu disse e o elevador desceu. Quando parou, empurrei a cadeira de Dimitre e saímos. Meus pais estavam esperando no saguão. Entreguei a bolsa a minha mãe. Ignorei minha avó exclamando por que diabos Dimitre estava podendo sair do hospital agora. Meu pai perguntou o que aconteceu. Eu só respondi:


– Lembra de Jason Parrish?


A mão do meu pai foi parar imediatamente no rosto, como se a lembrança sempre o ardesse.


– Pois bem, alguém parece ter ressurgido das cinzas. – Encarei meu pai. – Eu o vi. Está internado na sessão dos loucos.


Quando concordaram em saírem de lá, Amber e Dafne vieram logo atrás, ofegantes. Elizabeth chorava no colo de Amber. Antes que Dafne ficasse zangada com o que eu fiz naquele momento, ela me encarou completamente exausta. E agradecida:


– Você fez o que eu quis fazer esse tempo todo. Vamos voltar logo para casa, Dimitre.


Ela me afastou e preferiu empurrar Dimitre. Amber tentava acalmar Elizabeth quando eu fiquei ao seu lado.


– Por que você fez isso? – ela perguntou, dando tapinhas nas costas da bebê.


Não havia uma razão decente. Fiquei preocupado porque vi um homem que odiava nossa família por ali e que, mesmo sem consciência lógica, ele havia me reconhecido naquele corredor. Fiquei preocupado porque Dimitre estava ali há mais de quatro meses e eu via a angustia da minha tia em continuar naquele hospital por ele. Claro que eu reconhecia a ajuda fantástica que os medibruxos fizeram para a recuperação do meu primo, e jamais conseguiríamos agradecer a competência deles. Mas eu apenas dei essa razão e me pareceu a mais razoável para que Merlin me perdoasse pela fuga:


– Sempre odiei hospitais.


Minha mãe me encarou meio brava meio sem saber se me dava uma bronca ou se perguntava se eu havia ficado maluco. Mas tudo o que fez foi ralhar:


– Quando eu pedi pra você pegar a minha bolsa, eu não especifiquei para que roubasse o seu primo. Isso é completamente antiético. Hospitais têm regras.


– Sra. Greengrass! – alguém chamou da entrada do hospital e, sem jeito de fugir, olhamos para trás.


Merda. Será que iam nos processar? E se descontassem tudo isso em Dafne, que não tinha nada a ver com o que eu fiz? No entanto, a enfermeira gorda, provavelmente cansada de correr atrás da gente, apenas se aproximou com uma prancheta na mão.


– A senhora só precisa assinar isso daqui.


Ela tirou uma caneta da bolsa e assinou.


– Os remédios – entregou dois frascos de poções verdes e vermelhas na mão de Dafne. – A receita. Nós sugerimos que ele volte duas vezes ao mês para fazermos exames nas coordenações motoras. Mas se quiser se desfazer com o hospital, se não fomos o suficiente-


– Não, imagine – Dafne murmurou baixinho, como se não quisesse ser entendida erroneamente. – Eu vou doar o dinheiro que for necessário para a instituição, pelo que fizeram ao meu filho. Nós apenas... É que foram quatro meses assim. Eu entendo o que meu sobrinho fez, não suportaríamos mais uma noite aqui, ainda mais com Dimitre acordado. Não é nada pessoal, apenas um desespero. Só queremos que ele volte para casa. E, sim, ele voltará para os exames. Quero que ele melhore em tudo, mas quero ele em um lugar que o conforte.


– Nosso trabalho é fazer o que for necessário para vocês. Não desrespeitaríamos nenhuma decisão da família. Apenas pedimos para que uma fuga dessas não volte a acontecer.


Todo mundo olhou para mim, me acusando. Eu desviei o olhar.


A enfermeira sorriu para Dimitre.


– Você tem uma família muito boa, Dimitre. Ficaram o tempo todo com você enquanto estava em coma. Eu estava completamente errada sobre vocês – confessou a enfermeira, com um suspiro. – Me desculpem, principalmente pelas pessoas que falam tão mal de vocês.


– Já estamos acostumados – contou minha mãe, abanando a mão toda despreocupada. – Mas sempre me dá satisfação fazer as pessoas engolirem a própria língua.


– Tenham um feliz Natal – sorriu a enfermeira. Poucas pessoas sorriam para todos nós. Até para o meu avô ela sorriu.


– Dessa vez teremos – disse Dafne.


 


 


 


 


 


Eu não tinha Amber em meu quarto desde a festa dos meus dezesseis anos, na última vez que transamos e ela confessou que gostava de garotas. Naquele momento, agora, ela estava sentada na cadeira da minha escrivaninha contando-me sobre as coisas que aconteceram no tempo que ficamos sem nos ver. A diferença, também, era que Dimitre estava lá com a gente, deitado com o dorso encostado na cabeceira da minha cama, enquanto segurava Elizabeth de frente para ele, com os pés gordinhos apoiados em seu colo.


– Eu fui atropelado por um carro – ele contava como se ela precisasse saber disso. Elizabeth fazia uns sons com a boca, respondendo toda alegre. – Fiquei morto por um tempo, sabia?


Amber girou os olhos, rodando na cadeira.


– Bebê não se importa com isso.


– Ela poderia se importar daqui dez anos, caso perguntasse a você onde estaria o pai dela.


Aquilo a fez calar. Finalmente ela confessou:


– Estou feliz que esteja aqui.


Ele ia responder, mas Elizabeth regurgitou seu delicioso jantar no rosto de Dimitre. Foi uma cena bem nojentinha, que me fez gargalhar enquanto Amber apressava para pegar um pano e limpar a sujeira. Dimitre estava com a boca tão torta que parecia ter comido um monte de meias sujas.


– Urgh – exclamou afastando a filha, enquanto Amber limpava a camisa dele. Quando parou no rosto, os dois ficaram se encarando e teria sido uma cena meio que romântica entre eles se eu não estivesse rindo ali atrás e Dimitre fedendo a vômito de bebê.


– Você fica chacoalhando ela – desculpou Amber, e Dimitre entregou a garotinha para ela, terminando de se limpar. – Tinha acabado de comer.


– Isso foi nojento – eu comentei. Dimitre jogou o pano sujo de vômito na minha direção e caiu bem no meu ombro. Joguei o pano pela janela.


– É só bebê, não tem nada nojento nisso – defendeu Amber. – Vocês deviam ter visto quando ela saiu da minha vagina. Isso foi nojento.


– Você disse vagina na frente dela! – Dimitre acusou estupefato.


– Será que ela fala? – Amber perguntou curiosa, olhando para a filha. Ela sentou ao lado de Dimitre, para testar a façanha. Eu nunca vi pais tão idiotas como eles, tentando fazer a própria filha repetir a palavra “vagina”. Isso era idiotice. A menina só tinha um mês. Não falava mais do que “bo” ou “ba”.


– Va...


– Gi...


Elizabeth encarava os dois com os olhos hipnotizados, como se eles fossem muito interessantes e espertos. Tadinha.


Minha mãe entrou no quarto quando Amber exclamou a palavra bem alto e a bebê dava risada.


– Eu nem vou perguntar o que vocês estão ensinando a ela – Astoria disse. – O jantar de Natal está pronto, só vim avisar.


Amber ficou em pé e seguiu para o jantar com a filha no colo. Eu estava saindo do quarto até que olhei para trás e vi Dimitre se esforçando para sentar sozinho na cadeira de roda.


A cadeira estava um pouco afastada da cama e eu o ajudei a sentar lá novamente.


– Eu odeio isso – ele murmurou, mas logo que sentou parou de reclamar. Eu o levei até a sala de jantar para comermos. Minha avó e minha mãe haviam preparado a comida, o que significava estar magnífica, pois elas nunca decepcionavam. Mas não foi apenas um jantar de Natal. Quando cheguei à sala, todos se aproximaram de mim para me parabenizar pelo meu aniversário. Não era uma família gigante. Apenas meus pais, meus avós, Dafne, o padrasto de Dimitre, ele, Amber e a filha deles.


Pensei em como as coisas com meus amigos em Hogwarts estavam caóticas e uma bagunça. Pensei em Rose e em Albus. Eu queria estar comemorando o Natal com eles, sorrindo com eles, principalmente beijando Rose, mas agora que isso me parecia meio distante com as coisas que andaram acontecendo, eu nunca me senti tão agradecido por ter uma família como aquela.


Pelo menos isso, pensei. Pelo menos ali as coisas parecem estar melhorando.


Olhei para minha tia Dafne enquanto nos servíamos com a comida. Sempre séria e fria, experimentando a comida preocupada que fosse engasgar com ela, mas estava ali ao lado da minha mãe. Eu sabia que as duas tinham uma história caótica juntas. Elas não eram melhores amigas, mas nunca vi minha mãe deixá-la sozinha. Pelo menos não depois que eu nasci. Olhei para o meu pai, também sério e palpitando sobre o tempero que minha mãe colocou no peru. Não, espere. Ele estava elogiando. Os dois trocaram um rápido beijo. Lembrei-me de ter perguntado se minha mãe confiava nele. Pergunta besta. E as pessoas que acham que eles se casaram porque foram obrigados. Se pudessem ter a chance de viver com eles por um dia, tirariam essa idéia da cabeça. Minha avó estava tagarelando, sempre se gabava das coisas que fazia e contava em detalhes cada segredo da comida deliciosa que ela fez. Disse que aprendeu a cozinhar melhor com Astoria, porque antes da vinda dela na família, minha avó não fazia nada que um elfo fizesse.


Por fim, dei uma olhada em Amber. Estava tentando colocar comida na boca da filha, mas o bebê ficava cuspindo tudo para fora. Dimitre viu e ofereceu tentar fazer isso, embora ele ainda tivesse a coordenação do braço meio insegura. Eu me vi sorrindo com aquelas cenas de família. Eles soavam normais, apesar do passado que tiveram. Até que meu avô perguntou a mim:


– Está preparado para os N.I.E.M’s esse ano, rapaz? Quero ver virar um auror, sei que irá conseguir.


– Acho que não vou ser um auror, vô – eu disse rapidamente. Nunca o contestei dessa forma. – Não é para mim. Sou facilmente desarmado pelas pessoas. Perdia toda vez para o Dimitre nos duelos. Só sou bom na teoria de Defesa Contra as Artes das Trevas, mais nada.


Achei que ele ia ficar bravo ou dizer que eu estava sendo teimoso, mas apenas colocou um pedaço de carne na boca e assentiu.


– Não pense que o que você sabe não é o suficiente. Pode te beneficiar em outras áreas.


– Só se eu quiser ser um professor – debochei.


– E daí? – Dafne deu de ombros. – Hogwarts está precisando de professores bons. Os ótimos, que eram da nossa época, estão envelhecendo. Vão aposentar ou morrer. Precisamos de competência e vontade dos jovens, mas eles decidem ficar seguindo carreiras no Ministério da Magia porque ganham mais dinheiro e não fazem nada.


– Eu trabalhava no Ministério – disse minha mãe.


– E me diz o que você fazia lá, Astoria?


– Relatórios. Só entrei em ação durante uma época quando Draco e eu nos separamos antes de nos casarmos, e tive de morar um tempo em Gales. Mas isso depende muito do seu departamento, Dafne.


– A senhora já morou em Gales? – perguntou Amber, admirada.


– Pouco tempo. Parei com isso porque quis finalmente casar com Draco.


– Não teve um dia que você se arrependeu, não é, querida? – ele disse satisfeito.


– Só quando você olha para outros peitos – ela retrucou, fazendo Amber abafar a risada.


– Mas os aurores fazem grandes trabalhos, embora o índice de mortes e roubos tenha diminuído muito depois da guerra – contou meu avô.


– Sim, aurores. Mas todo mundo já quer ser auror – disse Dafne. – Não ligue para o que falam de sua escolha profissional, Scorpius. As pessoas acham que eu não faço nenhum trabalho porque só pinto quadros e colo em exposições. Astoria também sabe o que é isso. É porque não entendem nossa arte, nossa inspiração, e como é difícil alcançar as pessoas e viver só nisso. Faça o que quiser, Scorpius, só seja feliz. Dinheiro você já tem. E você também, Dimitre. Se quiser pegar as heranças roubadas de seu pai, vá em frente. Mas gostaria de vê-lo se esforçando em algo que seja seu.


– Eu só quero ficar com a minha filha agora – ele disse meio fora da jogada. Não sabia se era a resposta certa. – Sou inútil para outras coisas agora, não sou? Eu não ando. E não tenho ano escolar completo.


Ninguém falou por algum instante.


De repente foi o padrasto dele, Nicolage, que disse:


– Ser pai é um trabalho que poucos conseguem. E é o mais difícil, Dimitre. Fico feliz que tenha essa prioridade agora.


O silêncio reinou pela mesa. Meu pai foi o único que continuou comendo, enquanto os outros se entreolharam. A voz de Dimitre estava fria e baixa:


– O senhor tem filhos?


– Tive um – respondeu Nicolage.


Dimitre brincava com o dedo indicador preso pelos dedinhos da filha, enquanto ela usava a outra mão para amassar a comida do prato dele.


– Foi você, não foi? Que se vingou do meu pai. Porque ele tirou a vida do seu filho.


– Não quero que falemos sobre isso – ordenou Dafne. – Dimitre, você acabou de acordar.


– Eu não me importo mais. Scorpius leu a carta dele para mim. Meu pai tinha todos os motivos para ser morto. Eu me lembro do enterro dele. E por isso que meu maior medo nem foi ter quase morrido naquele acidente. Eu tive medo de que se eu morresse provavelmente ninguém se importasse enquanto eu estivesse sendo enterrado num caixão.


– Eu me importaria – Amber respondeu sem hesitar. – Ainda não xinguei você tudo o que tenho para xingar.


A resposta dela quebrou a tensão da mesa, fazendo-nos rir. Até Dimitre abriu o canto dos lábios.


O assunto do pai de Dimitre não voltou mais à tona. Ninguém queria compartilhar uma tragédia, ainda mais que essa tivesse ocorrido com o filho de alguém. No final da janta, houve algumas trocas de presentes e lembranças. Minha avó, como de costume, sentou-se a frente do piano e começou a tocar uma bela melodia. Eu fiquei olhando para ela sentado no sofá ao lado do meu avô.


– Vamos dançar, Draco – sugeriu minha mãe. Meu pai largou o copo de vinho e os dois ficaram ali dançando como muitas vezes eu assistia quando criança.


Acho que não quis ficar vendo muito aquilo, porque me fazia ter vontade de ver Rose. Levantei-me e subi para o meu quarto. Minha escrivaninha ficava de frente à janela. Eu estava com meu pergaminho aberto e minha pena na mão esquerda, abastecida com tinta. No entanto, passei alguns minutos só pensando no que escrever. As coisas entre mim e Rose estavam interditadas por uma barreira fria que, percebi, eu mesma a construí.


 


Rose,


Não aguento mais


Lembrei de você


Feliz Natal.


 


 


Rasguei. Joguei amassado no chão. Voltei para outra.


 


Weasley             Rose,


Lembra quando você disse que os perus voavam na ceia de Natal da sua família?


Rose,


Por que você fez aquilo?


Rose,


Eu fui idiota. Devia ter respeitado sua decisão quando disse que queria um tempo e


Dimitre acordou. Ele está bem. Quer cuidar da filha, como prometeu antes do acidente.


Rose,


Quando ficamos pela primeira vez, eu achei que não passaria de uma fase em que eu me sentiria atraído por você. Mas ter feito isso escondido de todos me fazia gostar mais dessa idéia de ficar com você. É sempre tão tentadora. Fiz merda uma vez porque eu era um imaturo. Mas foi só uma vez. Odiei ter te deixado magoada, então prometi que não o faria de novo. E cumpri essa promessa o tempo todo, por isso não entendo porque você está magoada comigo. Não ajudei em nada explodindo contra você ou sendo ciumento para caramba, mas você me deixou zangado. Eu me arrependi pelas coisas que disse e tentei concertar, mas você me deixou zangado de novo. Seus motivos agora são seus. Se você só queria transar com outro cara porque estava cansada de mim... se queria me irritar, se queria terminar logo e preferiu fazer isso da forma rápida e drástica. Olha, esquece


 


Fui interrompido com um baque na janela. Uma coruja desconhecida estava parada no batente, encarando-me. Eu larguei a carta de lado e a abri com um movimento nos dedos. Quando peguei o pequeno pacote que carregava, a coruja nem esperou eu voltar com alguma resposta e voou pelo céu a fora.


Olhei para o pacote enquanto o abria e tentava adivinhar o que era. Talvez algum presente de aniversário. Não tinha carta, não tinha nada, e isso era estranho. Quando abri, havia o que eu sabia ser um telefone celular. Ainda dentro do pacote, somente um pequeno papel contendo um número de telefone. E duas palavras no canto:


Por favor


Eu não entendi nada. Claro que me lembrei de quando Rose me ensinou a mexer em um celular em Los Angeles, mas não entendi. Era ela me mandando aquilo? Querendo que eu ligasse para aquele número?


Sentei-me na cama, olhando para a tela do pequeno celular.


Percebi que fazia parte da minha escolha. Passei um mês evitando-a por pura humilhação e orgulho. Ela não correu atrás de mim. Sempre foi assim. Nunca tentou insistir que eu fizesse minhas próprias escolhas, e não ficou tentando se explicar porque me conhecia e sabia que eu não ia ouvir. Ela só me dava os recursos para fazer as escolhas que ela queria que eu fizesse.


Eu nunca usei um celular na minha vida. Provavelmente nem tinha como ligar de onde eu morava. Sabia que meus pais não tinham nenhuma proteção quanto a artefatos tecnológicos trouxas, mas...


Por que eu estou descrevendo isso? Não importa.


Movi meus dedos pelas teclas e disquei o número, lembrando de todas as instruções que ela havia me dado quando desafiou que eu nunca conseguiria usar um celular em minha vida. Parte de mim quis dar satisfação quando coloquei o aparelho perto do ouvido e escutei a primeira chamada.


Ouvi aquele som umas três vezes até ele parar abruptamente.


Eu sabia que alguém tinha atendido, mas nada foi dito no outro lado da linha. Até tentei ver se tinha discado certo. Coloquei o negócio no ouvido de novo, certeza de que estava segurando certo.


– Rose?


Demorou um tempinho até eu ouvir a voz trêmula dela:


– Oi.


Até com aquele aparelho eu não fiquei na dúvida que ela estava chorando onde quer que ela estivesse. N’A Toca, na casa, embaixo da cama, dentro do armário. Não soube o que dizer, então ficou silêncio de novo. Era estranho estar assim. A voz de Rose soou baixinha e rouca, num soluço:


– Feliz aniversário.


Eu não agradeci. Ela percebeu e disse, chorando muito:


– Scorpius, pare de me ignorar. Eu preciso...


– Você precisa se explicar?


– Por favor – ela implorou. Falava baixo e reprimido. – Meus pais descobriram sobre Hugo... e está uma gritaria aqui em casa... Nem fomos para a casa da minha avó... Por favor, não desliga.


– Natalie e Albus não têm celulares?


– Eu quero falar com você.


– Rose...


– Eu não transei com ele, Scorpius – falou tão desesperada que eu fiquei aliviado de não poder estar vendo seu rosto naquele momento. Mas a voz...


Passei a mão no meu cabelo. Por que às quatro horas da madrugada?


– A gente não precisa discutir isso agora – respondi baixinho, compactando com o tom da sua voz lá do outro lado.


– Você passou todo esse tempo sem me deixar explicar, agora que está me ouvindo... por favor, acredite nisso. Sei que te dei motivos contrários, mas... não transei com ele.


Mordi o maxilar.


– Por que ele estava no seu quarto?


– Foi uma idiotice...


– Vocês ficaram?


– Eu não consegui.


– Ficar com ele?


– Transar.


– Então vocês ficaram.


Ela demorou um pouquinho para despejar tudo:


– Você disse que não era nada para mim. E depois que eu vi você saindo com a turma daquela Gwen Kinney... eu achei que tudo tinha acabado. Eu perdi a cabeça... mas eu sabia que ia me arrepender e não consegui fazer mais nada e-


– Mas a primeira coisa que você fez no mesmo dia que brigamos foi levar o francês para o seu quarto?


– Eu estava tentando conseguir outra coisa também – ela murmurou.


– O quê? – perguntei incrédulo.


– Queria fazê-lo confessar que ele tinha colocado as drogas no seu banheiro.


Pisquei algumas vezes.


– Espera que eu acredite nisso? – perguntei. Percebi que minha voz estava normal. Percebi que eu não estava bravo.


– Não, sinceramente, foi muita burrice. Achar que eu seria o ponto fraco dele e eu conseguisse tirar alguma informação... não estou pedindo para me perdoar ou-


– Você é o ponto fraco dele, Rose. E eu odeio isso.


– Pode focar um minuto só no fato de que eu amo você? – a voz dela ficou miúda. – E que Roy não me importa em nada?


Quando ela perguntou isso com a voz mais limpa, eu me deitei na cama e fiquei olhando para o teto. De alguma forma, eu não queria mais largar aquele celular, mesmo que a gente não fosse dizer mais nada.


Mas ela disse:


– Eu não suporto a gente assim, Scorpius. Não agüento mais isso.


– Eu também não.


Depois de mais um tempo silencioso, eu consegui ouvir vozes altas no lugar onde Rose estava.


– Hugo só está curtindo a adolescência, Rose – eu disse um tempo depois. – Ele não é tão viciado quanto você ou seus pais pensam.


– Tem certeza?


– Tentei fumar com eles naquele dia que perdi o distintivo – contei.


– Scorpius...


– Alice é a pior. Essa sim está perdida. Hugo sabe o tempo todo que isso é errado. O garoto só queria dormir com ela. A gente é assim... por garotas. Fazemos coisas estúpidas por elas. E os amigos dele ficavam fazendo pressão pelo fato dele já ter quase dezesseis e não ter transado com nenhuma garota, enquanto aqueles garotos já tinham alguma experiência.


Eu tinha tirado toda essa conclusão naquela tarde em que fumei com eles. Hugo me contara tudo, meio que desabafou que isso o deixava constrangido e com raiva, porque todo mundo esperava muita coisa dele, principalmente ser certinho. Deu pena do garoto. Não achei que ele fizesse aquilo porque era um marginal. Só estava sendo influenciado.


– Você nunca fez nada estúpido para me conseguir – lembrou Rose.


– É porque já sou naturalmente estúpido.


Apesar da tensão, ela fungou em meio a uma risada. Ou foi um choro, concordando com isso? De qualquer forma, eu senti que o Natal estava fazendo efeito. Meu peito desinchou um pouco.


Rose respirava perto do aparelho. Eu fiquei ouvindo isso por um tempo, agradecido por nunca ter ido adiante com Gwen naquela noite.


– Dimitre acordou – confessei de repente.


– E ele está bem? Como ele está?


– Um pouco... confuso. A memória dele às vezes falha um pouco, mas ele está bem normal.


– Normal do jeito Dimitre ou normal do jeito bom?


– Sim – respondi.


Ela fez um som aliviado.


– Isso é ótimo, Scorpius.


Concordei, mas percebi que ela não podia ver o aceno na cabeça. Resolvi dizer:


– Eu entendi o que você queria.


– Sobre o quê?


– Sobre dar um tempo.


Nós começamos a dizer ao mesmo tempo, atropelando as palavras um do outro:


– Eu devia ter agüentado a barra por nós dois. Você tem razão, preciso de você mais do que nunca...


– Você estava com razão. A gente precisa disso. Entender o que está se passando com a gente... Tem algo errado.


– Agora... – ela gaguejou. – Agora você quer um tempo? Eu disse que não transei com Roy, Scorpius!


– Eu entendi isso. Mas fiquei muito estourado, eu nunca tinha batido em ninguém daquela forma... – Não que eu estivesse arrependido de ter quebrado o nariz de Roy. – Eu nunca tinha fumado maconha... e eu senti ódio de você como nunca antes, e agora percebo que não precisava de tanto.


Ela ficou calada de novo.


– Rose, eu pensei em como eu fui idiota e precipitado por deduzir as coisas sem conversarmos direito e ficar te evitando. Mas eu também pensei que talvez eu consiga ser o que você precisa de mim agora. Amigo, certo? É isso o que você queria? Conversarmos desse jeito. Sem brigas.


Não era tão ruim, pensei.


– Eu não quis mais nada de Natal, Scorpius, só fiquei esperando você me ligar.


– Mesmo achando que eu nunca ia conseguir usar essa coisa trouxa sem a sua ajuda?


Como era possível perceber que alguém sorria quando não estávamos olhando para ela? Rose sussurrou:


– Eu tenho fé em você.


Achei que isso seria pior, apesar de doer um pouco. Parte de mim não estava disposta a voltar ao que éramos antes do namoro – eu achava isso impossível agora –, mas a outra parte faria o maior esforço para continuarmos juntos de alguma forma. Era essa a parte que me dava lembranças de todas as coisas importantes que fizemos juntos, não só quando namoramos, mas dos momentos em que éramos amigos. As discussões sobre livros, as conversas produtivas sobre assuntos maçantes que afastavam Albus e Natalie de perto, nossas ironias e nossas risadas. Elas ainda estavam lá, de alguma forma. Eu não deveria ter condenado ela pelo deslize que cometeu por ter beijado – ou sei lá mais o quê – o francês. Eu nunca poderia esperar que Rose fosse perfeita, que ela também não cometesse erros.


– Por que a gente faz merda? – ela quis saber como se estivesse pensando o mesmo que eu. – Por que erramos tanto dessa forma?


– Não sei – ajeitei a cabeça no travesseiro. – Acho que nascemos pra isso.


– Boa resposta – murmurou.


Percebi que não precisávamos depender do tempo para concertar as coisas que nós mesmos causávamos. Era só a gente ter coragem de concertar as coisas, encarando elas, e não ficar esperando que se concertassem sozinhas. E tínhamos que sacrificar algumas coisas, tais como nossos desejos e defeitos.


Lembrei do que minha mãe disse. Eu sempre considerava as opiniões dela, acho. Sobre usar aquele tempo para melhorarmos algum aspecto em nossas personalidades. Eu esperava que valesse à pena depois.


Não dissemos mais nada por vários segundos. Sabíamos que a conversa havia terminado. E, pela primeira vez, sem brigas ou gritaria. Eu estava tentando imaginá-la. Queria vê-la, de alguma forma.


Mas eu só precisei daquilo. A última coisa que ela disse antes de desligar foi que me amava. Não havia mais nada que eu quisesse ouvir. Ou uma novidade que ela precisasse saber da minha voz, de tão óbvio que era.


Não levantei da cama quando desliguei o celular. Adormeci com ele no meu peito, depois de pensar em tudo o que estava acontecendo, e na surpresa de ter falado com ela através de um celular.


Acordei no dia seguinte pensando em ligar para ela de novo. Até cogitei, assim que levantei para tomar café, em encontrá-la... mas Rose não me pediu para fazer nada daquilo. Além disso, não queria soar desesperado. Aquela conversa de madrugada precisava ficar assim.


 


 


Dimitre me pediu outro favor e eu não pude recusar, então nem daria para fazer outra coisa. Na tarde de Natal, fui levá-lo ao endereço da casa que o pai dele morava. Pediu que eu fosse para ajudar a pegar algumas coisas. A casa era numa ilha da Irlanda e estava bagunçada, dos quartos até as salas, como se alguém tivesse derrubado todas as gavetas e arremessado os lençóis da cama para todos os cantos. E não havia ninguém morando nela. Dimitre podia pegar qualquer peça cara que existia lá dentro ou até mesmo a maleta que continha cem mil galeões que encontramos embaixo da cama de casal, mas ele só me fez ir até lá para pegar um relógio de ouro que estava guardado em uma caixa de veludo sobre a cama. Parecia ter sido o último lugar que Markus esteve.


Dimitre colocou o relógio no pulso.


– Nunca achei que meu pai soubesse alguma coisa sobre mim. Mas ele estava certo na carta. Eu sou fascinado por um desses.


Ele girou a roda da cadeira, dirigindo-se a saída. Fiquei olhando para toda aquela bagunça e a casa milionária, de boca aberta.


– É só isso o que vai pegar? Tem tanta coisa que poderia deixar sua vida muito melhor.


– Tem razão – ele disse. – Mas não vou achá-las aqui. Agora me leve até esse endereço.


A sorte dele que eu sabia aparatar perfeitamente e a cadeira de roda não ficava para trás. Chegamos a um lugar muito parecido com o Beco Diagonal, no entanto havia várias casas aglomeradas no lugar das lojas. Dimitre apontou para um prédio ajeitadinho no fim da esquina e eu o empurrei até lá.


– Era aqui que eu estava morando – contou.


– E vai continuar?


– Quero dar o apartamento a elas. Amber não vai querer morar comigo, então prefiro voltar a morar com minha mãe. Mas pelo menos vou ter dado algo a elas. De Natal.


– O que um atropelamento não faz com as pessoas, não é? – comentei otimista e entramos no prédio.


O apartamento era bonito, mas não caberia mais de três pessoas no mesmo teto. Mesmo assim, soava perfeito para uma família em construção. Dimitre negociou algumas coisas com o inquilino do prédio. Pegou suas roupas e guardou em uma mala. Ajeitou o apartamento inteiro com magia para que tudo estivesse no lugar quando Amber conhecesse sua nova casa.


Aquele foi o melhor presente que Dimitre já deu a alguém.


Amber passou a morar ali depois do Natal e não houve ação de justiça para eles entenderem que Amber tinha a guarda total da criança, já que com o estado que Dimitre se encontrava, ele não podia passar o tempo com sua filha sozinho, muito menos se encarregar de cuidar dela sem alguém o supervisionando também. Mesmo assim ele tinha todo o direito de visitá-las e, acredite, ele fazia isso exageradamente.


Minha mãe voltou com a loja naquela mesma semana e me pediu ajuda como sempre para tomar conta do lugar quando precisasse sair. Passei o feriado todo ali com ela. De manhã até as sete horas da noite. Porém, naquela época de ano novo, as exposições sempre funcionavam até as nove horas da tarde. Tivemos visitas de crianças, pais, velhos, críticos e de Albus. Ele me cumprimentou na rua, enquanto passava com os primos por lá. Rose não estava entre eles. Talvez a logros de sua família estivesse lotada também e ela trabalhasse por lá no momento. Cheguei a pensar em aparecer na loja, mas o pai dela ficaria me intimidando – e se o cara estava se separando da mulher, era melhor ele nem me ver por lá – então pensei que talvez esperar chegarmos a Hogwarts fosse melhor. Eu já ia voltar para lá no dia seguinte mesmo.


Quando o horário de exposição acabou, minha mãe fechou a loja porque já passavam das dez e avisou:


– Querido, vou ficar lá dentro arrumando algumas papeladas. Ainda tenho que resolver algumas coisas. Já trabalhou o suficiente por hoje, obrigada.


Ela me deu um tapinha nos ombros e se afastou para o fundo da loja, parecendo bastante exausta, mas satisfeita. E deixando-me sozinho. A rua lá fora estava um pouco vazia e escura. Antes de sair apaguei as luzes da loja, e o silêncio que ocorreu de repente me fez ter percebido um vulto atrás de mim. Olhei ao redor, desconfiado.


Foi impressão minha? Tive a sensação de que havia alguém ali dentro, e que não era a minha mãe.


Não ia embora sem tirar essa dúvida, porque eu não podia deixar minha mãe sozinha assim.


– Quem está aí? A exposição já-


Um jato de luz – feitiço – atingiu o quadro que estava meio metro ao meu lado. Eu me agachei rapidamente, portando minha varinha em punho enquanto imediatamente reagia para me defender do assaltante. Provavelmente era um assaltante, certo? Ele estava vestido de preto, inteiramente preto. Não pude ver seu rosto.


Nem deu tempo de pensar em ver seu rosto.


Outro feitiço me atingiu, derrubando-me contra o chão. A minha varinha escorregou há uns dois metros de onde eu estava. Arrastei-me agachado para o assaltante não me ver. Quando faltava um palmo para pegar a varinha de volta, a bota do homem apertou meu punho com força. Doeu pra caralho, mas não gemi.


Lentamente olhei para cima, tendo a sensação de que eu sabia que isso um dia ia acontecer, quando soube que Parrish não morreu.


Ele segurava um isqueiro. E uma garrafa de whisky. Estava escuro na loja, porque eu havia apagado a luz um tempo atrás, mas reparei que o chão tinha um tom cintilante pelos reflexos dos lampiões da rua. Ele jogara o líquido do whisky em todo o lugar. Só estava esperando tacar o isqueiro aceso no chão.


– Lembra de mim, Malfoy?


O pé dele ainda apertava meu punho. Eu me recusei a mostrar sinal de dor. Eu não queria gritar, nem chamar por minha mãe. Fiquei com medo, muito medo, que ele fizesse algo a ela caso aparecesse para atrapalhá-lo em seu plano. Alívio percorreu meu corpo quando lembrei que havia uma saída na porta dos fundos. Mamãe podia sair por lá se precisasse.


– Muito bem, você já entendeu o que eu quero – ele disse numa voz baixa, agachando-se para olhar em meus olhos. O aperto em meu punho piorou. Meu antebraço ficou adormecido. – Eu vou tirar meu pé daí, mas você tem que prometer que não vai gritar, nem pedir ajuda de ninguém. Sei que a dona Astoria está lá nos fundos e eu posso fazer muito mal a ela. Mais do que tentei com o seu pai. Mulheres são mais fáceis, sabe. – Ele pegou a minha varinha e, com um suspiro, guardou no bolso interno de seu casaco. Depois apontou a dele bem no meio da minha testa.


Com um movimento, tirou o pé do meu punho. Hesitante para ver se eu o atacaria, segurou meu ombro com força enquanto eu me levantava, vulnerável pela idéia de que algo ruim acontecesse a minha mãe no melhor dia da sua exposição. A varinha ainda estava apertando minha testa. Ele fez um “shh” para que eu ficasse calado, enquanto me levava para fora da loja. Perguntei o que ele queria de mim. Ele respondeu:


– Vamos testar o quanto seu pai ama vocês.


Eu percebi imediatamente que estava sendo sequestrado. Devo dizer que isso era clichê demais para eu levar a sério, mas Jason Parrish esteve um ano internado como louco. Eu não podia banalizar seus planos e conceitos idiotas. Esse cara podia ferir qualquer pessoa se ele quisesse. Eu não queria causar nada disso, então o obedeci.


Com um feitiço, ele prendeu meus punhos atrás do meu corpo. Eu estava preso. Ele me empurrou para fora da loja.


Pelo menos nada ia acontecer a minha mãe.


Até eu ver que Parrish pegou o isqueiro de volta e o jogou dentro da loja quando já estávamos fora. Trancou-a depois. As chamas engoliram os quadros, depois de acenderem rápido como um bote de uma cascavel. E foi tão rápido que ter gritado “MÃE!” com toda a voz que me restava não foi nenhum pouco suficiente. Parrish tirou a máscara que usava e, horrorizado, eu olhei para o seu rosto. Talvez eu nunca tivesse sentido tanto medo em minha vida. Principalmente depois que ele disse orgulhoso, com os lábios de cicatrizes se movimentando fora da realidade:


– Eu me certifiquei até de trancar as portas dos fundos também.


Meus berros foram abafados pela explosão.


Esperei que fôssemos atingidos pelas chamas da explosão ou pelos vidros que explodiram, mas senti meu corpo sendo sugado. Soube imediatamente que estávamos aparatando. Eu não sabia para onde, por isso que quando caí em um chão áspero e cheio de pedregulho, eu não esperei para começar a berrar com ele, sabendo que era inútil. Estava tudo escuro, eu nem via o homem, mas mesmo assim berrei. Tentava me soltar da corda que ele prendera meus punhos. Lágrimas escorriam dos meus olhos, meu coração disparava pela boca, meu medo corroia meu sangue-puro. Só pude amenizar essas sensações quando senti uma pancada na cabeça e desmaiei sem ter noção do mundo ao meu redor. Só a de que Jason Parrish fugiu do hospício para terminar um estrago. E eu achando que minha vida já tinha filhos da puta demais. Nenhum precisava ressurgir das cinzas, precisava?


 





 


 






Eu sei, eu estou sendo completamente má por trazer à tona um personagem que trouxe problemas ao Scorpius. (E por outras coisas também) Não vou especular nada, no entanto, porque escrevi dois capítulos (esse e o próximo) em uma pancada só, recompensando aquela minha demora de dois meses. E também porque é muito angustiante fazer vocês esperarem para ler uma época tão caótica como está BfT. Só vou dar um intervalinho de alguns dias para vocês comentarem, e o próximo vai ser postado rapido (se eu não decidir mudar alguma coisa depois, por isso não vou prometer, ok?). Mas vejam, certas coisas melhoraram nesse capítulo. Dimitre acordou do coma com uma ideologia de vida, apesar das consequencias. Scorpius pensou sobre suas atitudes. Impediu de cometer um ato que ele se arrependeria com Gwen. Enfim, deixarei vcs analisarem a vontade. Só quero agradecer aos comentários anteriores e a todos que me acompanham desde SEMPRE, cada opinião de vocês é muito importante. Me ajuda a construir essa história.  Próximo capítulo terá um pouco de ação. E surpresas. Aguentem firme aí! Beijos.

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Comentários: 12

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Enviado por Lana Silva em 19/12/2012

Nossa, que raiva. Serio, ele tá certo, muitos filhos da puta em uma historia só Parish deveria ter morrido, que cara miseravel! Poxa, o capitulo foi muito bom, assim que Rose e Scorpius se reconciliam, mesmo que  para serem amigos como ele acha que seria acontece isso. E ainda bem que ele tirou o Dimitre de lá acho que meio que soube que alguma coisa aconteceria :/ veeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei espero que a Astoria esteja viva tadinha, aquele filho da mãe, nossa, você não imagina quantos milhares de palavrões passaram pela minha mente quando ele tacou fogo na galeria que cara miseravel!

O.O

Bjoos! 

Nota: 5

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Enviado por Karyne Weasley Malfoy em 30/04/2012

Mas uma vez como sempre, adorei o capítulo!Não sei se já lhe disse isso, mas de todas as fanfics que eu leio a sua é a minha favorita e olha que eu tenho conta em três sites de fanfics *--*
Bom, começando a falar do capítulo, em primeiro lugar amei a reconciliação da Rose e do Scorpius, eles são muito fofos gente e ainda cogito o sonho de um dia ter o Scorpius pra mim hahaha...u.u
 Mas acho que essa história deles voltarem tudo ao começo sendo bons amigos como eram antes, vai ficar meio enrolada, tenho a impressão de que vai ser parecido quando eles tentavam esconder de Albus. Mas não tanto assim, já que os dois vão virar mais amigos. E a Gwen heim?Bom, não é que eu não a ache legal, é que simplesmente ela está tentando roubar o Scorpius da Rose e isso não pode gente! Quase surtei quando vi que ele tinha desistido de transar com ela ufa!Mas ainda tenho um receio.
Já em relação ao final, espero que o Parrish tenha uma morte lenta e dolorosa e que isso seja feito pelo o Draco, eu acho que ele merece, já bastava ter o rosto queimado por esse desgraçado, ainda tem a Astória trancada na loja, em falar nisso também faço parte da campanha de não mate a Astória!
Bom, é isso, esperando pelo o próximo que você disse que ia ser rápido ^^ 
Até mais.
Beijos#
 

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 30/04/2012

Fazendo das palavras da Nikki W. Malfoy, as minhas: NÃO MATE A ASTORIA! 

Entrei totalmente em pânico com o final desse capítulo, que até esqueci o que ia comentar KKKKKKKKKK GENTE, ISSO É MUITA MALDADE! Odeio o filho da puta do Parrish. Desgraçado de uma figa u.u Se a Astoria morrer, terei uma crise de choro, aviso logo u.u kkkkkkkkkkkkkk

O Dimitre ter voltado do coma foi bem legal e eu ri bastante com a "família" louca que ele forma com a Amber e a filha. O que foi ela tentando ensinar a bebê a falar vagina? Ela só tem um mês, gente, não sabe fazer nada além de chorar KKKKKKKKKKKKK ~le eu lembrando dos escândalos da minha priminha~

Ai, eu queria comentar mais coisa, mas tô tensa por causa da Astoria ó.ò não a mate, blz? u.u Por favor KKKKKKKKKK

Nota: 5

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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 30/04/2012

Flor, adorei o capítulo, com o início da reconciliação entre Scorpius e Rose, a melhora de Dimitri e o final super tenso com a Astória.. mas ela não pode morrer né? Afinal ela é a musa inspiradora de Money Honey... por favor não mata ela pro Draco ficar livre e acabar com uma Hermione divorciada... nãooo... Esta fic pede a personagem Astória... Beijos e até a atualização.

Nota: 5

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Enviado por Pedro Freitas em 29/04/2012

Meu, você tá mandando muito bem.

Desculpa a pressa e não poder escrever um comentário maior.

Que a Astoria não morra e que o Scorpius fique bem.

Seu ritmo está ótimo.

Beijo, bom feriado!

Nota: 5

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Enviado por Jan G. Potter em 29/04/2012

Eu adoro as cenas com o Draco. Amo, na verdade. Ele é bem, hum, não sei explicar, é complicado, kkkk. 
E tenho que dizer que morri de rir ao imaginar a cena do Scorpius segurando a filha de Amber. Ri muito aqui. Foi hilário. Aliás, a Amber falando palavrão pro Dimitre foi bem inusitado e engraçado, se é que se pode dizer isso, shuahsu. 
Rose e Scorpius já estão se entendendo melhor... Mas o que ela vai pensar qndo ele decidir contar que quase transou com a Gwen? Ai, ai... Esses dois são mais parecidos do quem pensam! 
Agora, sobre o pior... Astoria não pode ter ficado presa ali, né? Quer dizer, ela pode sempre aparatar e, bom, suponho que ela ande sempre com a varinha. Acho que ela dá conta do recado sim! E acho que esse Parrish é bem bobinho, apesar de perigoso e doido, sei lá. Alguém mata ele por favor. KKKKKK. Acho que o Draco pode muito bem matá-lo. Alguém tem que matá-lo. É. Ele tem que morrer, arder no inferno, literalmente. SHAUHSAUHSUAH. Mas adorei o capítulo gigante. Espero que o próximo venha logo. Beijinhos. 

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 29/04/2012

COMO ASSIM???????? vc é muito má!!!! muito mesmo!! sempre acaba os capítulos desse jeito que quase nos mata. como eu faço agora até o próximo capítulo? vou morrer de ansiedade. sério, meu coração começou a bater muito rápido quando o primeiro feitiço foi lançado. muito mesmo. isso sempre acontece quando eu leio a tua fic. nas partes tensas entre a rose e o scorps. eu não sei como que tu consegue isso. tu é uma escritora maravilhosa. quando eu vejo um filme eu não sinto tantas emoções quanto eu sinto quando leio a tua fic. por favor, posta logo!!! eu estou amando ver o crescimento do scorpius, em como ele tem amadurecido. foi a mesma coisa com a astoria. dá pra ver direitinho as mudanças dele até aqui. parabéns mesmo pela fic. ela e a money honey são as melhores fic que eu já li. isso que eu já li muitasssssssssssssssssssssssss. bjinhos

Nota: 5

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Enviado por Ana Slytherin em 29/04/2012

Acho melho começar a comentar pela parte boa do capitulo ,senão vai ser impossivel continuar a escrever de tanta indignação 
O Dimitre depertando e toda atenção dele com a fiha , a fato de ter dado uma casa pra Amber morar com a filha, foi muito fofo e claro saber quem matou o Markus depois de todo ese tempo me deixou bem satisfeita 
A conversa entre a Rose e o Scorpius trouxe um alivio por saber quem eles ñ estam mais brigado 
Saber que o Parrish estava vivo deixou a sensação de que alguma coisa uim ia acontecer mas no final do capitulo ter a confirmação de quem uma algo ruim aconteceu mesmo me deixou louca 
Eu realmente me recuso a pensar que a Astoria não conseguiu sair daquela loja  
Como assim o Scorpius foi sequestrado??Estou ansiosa para saber como ela vai se livrar dessea 
E apesar de vc ster sido muito malvada nesse capitulo , ele continua perfeito como sempre e por favor posta  mais um cap 

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 29/04/2012

Sei que estou sendo chata fazendo isso, mas vou repetir pra vc ver a minha força de vontade...
não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria...

Nota: 5

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Enviado por Lívia G. em 28/04/2012

PUTA QUE PARIU! É só o que eu tenho a dizer. Eu já tava pensando em como escreveria o comentário, pra falar sobre o Dimitre e como eu sempre gostei dele, e sobre a Rose e o Scorpius se entendendo E AÍ VOCÊ ME VEM COM ESSE FINAL! VOCÊ QUER ME MATAR? ESPERO QUE A LOJA DA ASTORIA NÃO TENHA FEITIÇO ANTIAPARATAÇÃO! Por favor, você poste logo! Estou esperando pra saber como o Scorpius vai sair dessa, porque ele vai, óbvio! Beijos!

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 28/04/2012

começando pela parte boa...
Amei o Dimitri ter acordado e o que ele está fazendo , por ele, por Amber e sua filha.
Ainda bem que o Scorps pensou antes de transar com a Gwen (soltei até um grito de alegria quando ele desistiu).
A conversa na mesa de jantar com todos da família, foi maravilhosa, amei essa parte.
E dei pulinhos de alegria quando a Rose confirmou que n tinha transado com o Roy e que amava o Scorpius.
Agora a parte ruim...
Você tinha que resucitar o Parrish? Ele estava muito bem morto para mim o.ô
Espero do fundo do coração que o Scorps fique mt bem, pq eu quase morri quando descubri q aquele FDP estava na loja.
E agora uma coisa que eu estou lhe suplicando...
Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, Não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria, não mate a Astoria... 

Nota: 5

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Enviado por charl0tte em 28/04/2012

Dessa vez, você me fez chorar mesmo. Eu comecei a ficar emotiva na parte da ligação de natal (porque terminei o namoro essa semana e essa conversa deles me fez ficar muito depre), mas esse sequestro? A hipótese de que a Astoria pode morrer? Eu acho que, depois que ela quase morreu no parto do Scorpius, eu nunca mais parei pra me preocupar com ela. Sei lá, ela parecia tão segura que eu ao menos me preocupei, e agora estou aqui quase morrendo de desespero pelo que pode acontecer. Quando tudo parece se acertar, puf, você vem e resgata um cara da pqp. Eu sempre vou odiar esse Parrish. Dimitre está bem, o mistério da morte de Markus foi explicado, Rose e o Scorpius estão se ajeitando, graças a Merlin, mas esse sequestro, aquela explosão? Não sei nem se vou conseguir dormir essa noite! Sabe, não é legal torturar os leitores, já não basta todo o sofrimento em money honey, agora eu aqui tendo um enfarto pelo Scorpius... Ah, ok, a fic tá perfeita. Mesmo com suas maldades, eu espero (e imploro) que tudo fique bem, que a Astoria não se machuque, nem o Scorpius, nem ninguém (só o filho da puta, vulgo Parrish). Aliás, o Scorpius tem que ficar muito bem, pra quebrar mais  uma vez o nariz do Roy, só pra mostrar quem é que manda. Ai. Parabéns pela fic. Beixus, R.

Nota: 5

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