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- Por que tantas perguntas Potter? – perguntou Draco – Está querendo fazer um artigo sobre a minha vida e mandar para o Pro...
- Eu quero ajudar você. – disse Harry que falou antes de medir as palavras, quando se deu conta do que tinha dito, já era tarde demais...
- Você o quê?! – perguntou Draco incrédulo
- Você me ouviu! – disse Harry, agora não dava para voltar a trás
- Oh! O santo Potter fazendo caridade... Me poupe! Não quero a sua pena... – disse Draco olhando para o outro lado
- Não estou com pena de você! – disse Harry – E creio que nunca vou ter... A questão não é essa! Se você não quer mais ser um Comensal...
- De onde tirou essa história?
- Você realmente acha que eu acredito nessa história de acidente que você inventou? – disse Harry – Pode não parecer... Mas eu entendo como é ter um pai em Azkaban e uma mãe desaparecida...
- Não, você não sabe... – disse Draco olhando para Harry – E sabe por que não sabe? Por que você nunca ficou sem escolha! Você tinha seus amiguinhos para te ajudar, tinha Dumbledore...
- Eu nunca tive os meus pais. – disse Harry seriamente – E você os teve por toda a sua vida
- Eu nunca tive escolha! – gritou ele, Harry pôde ver seus olhos encherem de lágrimas, mas sua expressão continuava impassível. – Passei minha vida toda sendo forçado a fazer uma coisa que eu não queria! Não venha me dizer que você entende, porque nunca entenderá!
- Você não precisa jogar sua frustração nas pessoas que querem te ajudar! Quanto tempo você vai custar para entender que agora estamos do mesmo lado? - perguntou Harry
Draco olhou para ele, mas não falou nada durante alguns segundos.
- Não posso voltar a falar com Crabbe e Goyle – disse Draco sem olhar para Harry – Os pais deles devem ter dado ordens para mantê-los com os olhos em mim...
- Então vai ficar com agente? – perguntou Harry descontraidamente
- Não. – respondeu Draco friamente.
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- E então? – perguntou Hermione quando Harry entrou no quarto
- É muito difícil conversar com ele! – disse Harry sentando na cama – Insuportável!
- Vocês brigaram? – perguntou Ron
- Não... Mas... Não dá para ajudar alguém que não quer ser ajudado! – disse Harry
- Como assim? Ele não aceitou?! – exclamou Hermione
- Hermione! Estamos falando do Malfoy! É claro que ele nunca aceitaria a nossa ajuda... – disse Ron
- Ele não disse “não”... Mas também não disse “sim” – disse Harry – Disse apenas que não voltaria a falar com Crabbe e Goyle, porque estaria sendo vigiado...
- Eu sabia que ele diria! – disse Hermione
- Você acha que foi fácil?! Depois de muitos gritos que ele disse! – explicou Harry
- Não é do feitio dele dizer algo tão facilmente... – disse Hermione pensativa, mas Harry tinha a estranha sensação de que ela sabia de algo que ele não sabia...
- Você sabe de alguma coisa que eu não estou sabendo? – perguntou Harry desconfiado
- Não. – respondeu ela simplesmente – Se me dão licença, vou olhar os livros que comprei! Boa Noite meninos... – disse ela dando um rápido beijo em Ron e saindo do quarto.
Harry sentou-se na cama, ainda intrigado com Hermione, mas logo esqueceu e foi deitar-se.
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O sol mal tinha nascido àquela manhã e os garotos já estavam acordados, Ron estava quase dormindo em pé, se não fosse por Hermione que o sacudia de cinco em cinco minutos, ele teria caído no chão.
Draco apareceu na cozinha, usava um suéter preto (com mangas compridas) e calça azul marinho, Harry o olhou e notou que ele nunca usava jeans... Se vestia sempre tão impecável... Talvez essa fosse à única coisa que ele admirava em Draco: Sua postura e aparência, ambas impecáveis...
- Todos prontos? – perguntou a Sra. Weasley – Vamos logo.
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Como Harry já esperava, eles viram Crabbe e Goyle logo quando atravessaram a passagem, Draco meio que se escondeu atrás de Harry, o que não deu muito resultado pois Harry era mais baixo e aqueles cabelos loiros eram inconfundíveis... (N/B: que lecal!! O Draconildo se escondendo atrás do Harry! \o/)
O Expresso de Hogwarts avisava que a partida se aproximava, eles foram os últimos a entrar (Porque a senhora Weasley esquecera onde tinha colocado as meias de Ron e eles se atrasaram um pouco).
As cabines mais espaçosas estavam cheias e eles tiveram que ficar na menor, que era bem no final do trem. Draco entrou contrariado, Harry sentou-se de frente para ele, Ron e Hermione foram para a cabine dos monitores.
- Você também é monitor, não? – perguntou Harry a Draco
- Não quero ver a Pansy... – disse Draco que olhava pela janela(N/B: Essa autora adora maltratar a Pansy...)
(N/A: Muahahahaha...)
Harry não entendeu por que, mas ficou feliz em saber que ele não queria ver Pansy Parkinson, talvez fosse por que ele estava decido em se distanciar das antigas amizades e Harry gostou de saber disso.
- Quem quer uma guloseima? – gritou a voz de uma senhora lá fora.
Harry se levantou imediatamente, comprou uns sapinhos de chocolate e feijõezinhos de todos os sabores, ao sentar-se novamente no banco com as mãos cheias de doces, ele percebeu que Draco estava rindo.
- O que é? – perguntou Harry colocando os doces ao seu lado no banco
- Parece uma criança, comendo doces... – disse Draco sem olhar para Harry
- Você quer um? – perguntou Harry oferecendo a caixinha dos feijõezinhos de todos os sabores
- Não. – respondeu Draco indiferente
Harry abriu a caixinha de um sapo de chocolate e o bicho pulou na mão dele, ele tentou pegá-lo (inutilmente), mas o sapo escorregou das mãos dele como sabonete molhado até pular pela janela.
- Que droga! Isso só acontece comigo! – disse Harry desapontado
Draco começou a rir e olhou para Harry (pela primeira vez desde que entraram na cabine), então seus olhares se cruzaram por uns dois segundos até Draco voltar a ficar sério e olhar pela janela, desconcertado.
A tarde já estava caindo, e Harry estava começando a perceber que Crabbe e Goyle ficavam passando para lá e para cá e olhando para dentro da cabine, Draco parecia extremamente incomodado até que se levantou e fechou a cortina da porta, Harry até pensou em falar, mas resolveu ficar calado.
E assim eles ficaram até quando o trem começou a diminuir a velocidade.
Draco se levantou imediatamente quando o trem parou totalmente e logo saiu da cabine, Harry percebeu que ele tinha deixado cair um pedaço de pergaminho, tentou avisá-lo, mas ele já estava longe.
O pedaço de pergaminho estava rasgado, parecia uma carta pela metade.
Não sei onde você está, mas espero que esteja bem e que nada esteja lhe faltando, fiquei desesperada quando disseram que você tinha desaparecido, mas tive que fingir que não me importava... O Lord mandou Snape ir atrás de você, por favor, não o deixe te encontrar! O Lord ficou furioso... Você foi muito corajoso por não ter aceitado o que ele te mandou fazer, mas por outro lado, foi muito arriscado... Se ele quis que você matasse o”
Matasse o...? Matar quem?
Harry leu e releu a carta umas três vezes, tentando encontrar algo no inicio da carta que desse alguma pista sobre o que estava rasgado... Ele achou que aquela carta fora escrita pela mãe de Draco... Bom, pelo menos, agora sabia por que Draco fugiu: Tinha negado uma tarefa dada por Voldemort, mas o que seria? Matar quem? Depois de ter o mando matar Dumbledore, Voldemort mandou Draco matar outra pessoa!
- Como conseguiu essa carta? – perguntou Ron, olhando estupefato para a carta.
- O Malfoy deixou cair na cabine – disse Harry sentando-se à mesa da Grifinória
- Gente! Olha a profª. McGonagall! – avisou Hermione
Harry olhou para frente e viu a Professora Minerva no lugar onde Dumbledore sempre ia dar as boas vindas aos alunos, ele olhou para a decoração do Salão Principal, as velas flutuantes ainda eram as mesmas só que no lugar das bandeiras das quatro casas, havia bandeiras pretas.
- Gostaria do silêncio de todos, por favor – disse Minerva – Estamos iniciando mais um ano em Hogwarts, que por pouco não seria iniciado... Como todos sabem o nosso diretor Alvo Dumbledore faleceu ano passado, nós tivemos uma perda muito grande com a partida dele e nunca o esqueceremos. Naturalmente a idéia de fechar a escola foi cogitada, todavia pensamos que Dumbledore nunca fecharia as portas de Hogwarts e então ela ficará aberta enquanto pudermos. Esse ano eu estarei ocupando o cargo de diretora geral e... – Os alunos começaram a bater palmas e a gritar nesse momento e Minerva fez uma pausa – Obrigado. Como eu ia dizendo, ainda serei professora de Transfiguração e diretora da Grifinória. Nós teremos um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, que ainda não chegou, mas chegará amanhã. Tendo em vista que o professor Severo Snape não voltará a pôr os pés nessa escola... – Mas uma vez os alunos começaram a gritar e a bater palmas, alguns até se abraçaram de tanta felicidade – Precisaremos de um novo professor. Bom, acho que os avisos já foram dados, ah! O nosso zelador Argos Filch me pediu para dar alguns avisos também: A Floresta Proibida é restritamente Proibida, e não andem pelos corredores depois do toque de recolher, para os alunos que começarão o primeiro ano, informem-se com os monitores das suas respectivas casas.
A professora Minerva fez um pequeno gesto com a mão e Filch trouxe o chapéu seletor.
Harry começou a viajar no tempo. Lembrou-se de quando entrara pela primeira vez em Hogwarts, quando quase fora selecionado para a Sonserina e quando negara a amizade de Draco Malfoy... Sim ainda lembrava como se fosse ontem:
“– Existem bruxos de todos os tipos, e você vai ter que saber fazer as escolhas certas – disse Draco oferecendo-lhe a mão, mas Harry não a apertou:
- Eu já fiz a escolha certa, obrigado.”
Harry riu ao lembrar da expressão que Malfoy fizera... Depois disso, eles nunca mais tiveram uma conversa civilizada... Às vezes Harry pensava no que teria acontecido se ele tivesse aceitado a amizade de Draco... Ele teria ido para a Sonserina? Ele teria ficado tão arrogante quanto Malfoy? Ele teria virado um Comensal? Não... Comensal seria impossível...
- Harry... A continuação dessa carta responderia todas as nossas perguntas sobre o Malfoy... – disse Hermione tirando-o de seus pensamentos
- Também acho... Amanhã vou pedir a ele a outra parte... – disse Harry irônico
- Por que você não tenta pegar? – disse Hermione ignorando-o
- Com certeza! O que seria muito fácil... – disse Harry no mesmo tom de antes
Hermione se virou para ver a seleção e Harry olhou inconscientemente para a mesa da Sonserina e o seu olhar se encontrou com o de Draco, que logo voltou a olhar para a seleção.
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E no próximo capítulo:
“- Espero que estejam bem dispostos hoje! – disse uma voz feminina atrás deles.
Harry olhou para trás e pôde ver uma figura humana adentrando a sala, usava uma capa preta com um capuz, o que dificultava a visão de seu rosto.”
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N/A: Quero agradecer os coments, MUITO OBRIGADO!!
E quero puxar a orelha de quem leu e não comentou, você chegou até aqui e já estava pensando em sair? Não senhor(a)! Deixe um review!!! Não custa nada vai! Eu sou movida a coments, sem coments, sem Fic!
Kkkkkkkkkk, tow brincando... Espero que tenham gostado do segundo cap, bjos a todos!!
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