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10. O sequestro nem tão sequestro


Fic: Gente grande II


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                Rose acordou e olhou ao seu redor. Estava em um quarto escuro e mal arrumado. Suas vistas ainda estavam um pouco embaçadas por ter ficado tanto tempo desmaiada. Por um momento ela pensou que fosse brincadeira de algum primo. Mas viu que suas mãos estavam amarradas. Ela olhou para ver se tinha alguém e não viu ninguém. Parecia que a casa era só aquele quarto. Ela tentou se soltar, mas foi em vão.


- SOCORRO! – Ela gritou um pouco fraca. – ALGUÉM ME AJUDA! – Ela gritou mais alto.


- Ninguém vai te ouvir. – Ela ouviu uma voz vinda de trás de um armário empoeirado.


- Quem é você?! – Uma das qualidades de Rose era que ela não demonstrava medo, mesmo que estivesse morrendo de medo.


- Eu não vou te falar quem sou eu. – Ele disse com uma voz debochada. – Que tipo de seqüestrador fala quem é? – Ele disse ainda escondido atrás do armário.


- E que tipo de seqüestrador se esconde atrás de um armário? – Ela retrucou. – Você poderia pelo menos ter comprado uma máscara ou coisa do tipo...


- Olha aqui senhorita eu sei como seqüestrar as pessoas. É melhor ficar calada.


- Você vai me negar a única coisa que eu posso fazer? Conversar? Por que não me deixou desmaiada então?! Seria bem melhor.


- Se você não ficar calada é isso mesmo o que eu vou fazer.


- Então faça. Porque se não fizer eu vou ficar falando o tempo inteiro na sua cabeça.


- VOCE NÃO MANDA EM MIM! – Ele retrucou saindo um pouco do armário. – Fecha os olhos.


- Pra que?


- Da pra fechar os olhos?


           Rose respirou fundo e fechou os olhos. Ouviu alguns barulhos de coisas caindo e abriram eles bem devagar.


- AH EU SABIA QUE ERA VOCE! – O homem se assustou e deixou tudo que tinha em sua mão cair.


- QUAL É O SEU PROBLEMA? EU PEDI PRA VOCE NÃO OLHAR.


- Ah tá. Eu não obedeço nem meu pai e vou te obedecer?!  - Ela riu debochada.


- Você não sabe do que eu sou capaz.


- Olha aqui... O que deu em você pra seqüestrar uma garota de 13 anos? Porque não sei se você sabe, mas meu pai não é dono de uma emissora de televisão e muito menos um empresário famoso.


- Eu não to te seqüestrando porque quero. Fui mandado.


- E por quem?


- Pelo... – Ele parou de falar e ela sorriu debochada. – Garota cala a boca! Você tá me enchendo. – Ele saiu do pequeno quarto e bateu a porta. Rose respirou fundo, pior do que ser seqüestrada, era ser seqüestrada por alguém que nem sabia seqüestrar.


 


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        Rony abraçava Hermione que estava aos prantos no sofá. Ele segurava as lágrimas, mas não escondia sua expressão aflita. Havia procurado Rose a noite toda e não encontraram. Já eram quase duas da manhã.


- Procurei atrás da cachoeira e não a encontrei. – Neville chegou colocando a lanterna em cima da mesa.


- Nós também procuramos pelo bairro e ninguém a viu. – Tiago olhou triste para os tios.


- Nós procuramos na casa da árvore, e não tinha ninguém lá. – Emily abaixou a cabeça.


- Em... Já te disse que aquilo não é uma casa da árvore, é uma casinha de passarinho. – Nina comentou com a irmã.


- Mesmo assim... Ela não tava lá.


- Tudo bem pessoal. Obrigado por tentarem. – Rony falou triste e levantando. – Amanhã vou até a delegacia fazer uma ocorrência. Ainda temos que aguardar 24 horas.


         Hermione voltou a chorar. Rony a abraçou falando para ela ter esperança que eles iam encontra-la, mas nem ele acreditava muito em suas palavras. Todos ficaram em silencio. Ninguém sabia o que fazer. Era o dia mais triste na casa dos Weasley’s.


- Tio Rony! Tia Hermione! – Lilian chegou correndo gritando com Alvo e Hugo atrás. – Um cara... – ela disse pegando fôlego. – Um cara que mora aqui ao lado disse que viu um carro parando aqui no momento em que Rose saiu, mas ele não viu se ela entrou.


- O que? – Rony e Hermione falaram juntos se levantando.


- Alguém só pode ter seqüestrado ela! – Sírius falou e Hermione voltou a chorar.


- Se for isso então temos que ir logo até a delegacia! – Harry falou e Rony saiu correndo para o carro e Harry o seguiu.


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          Rose deitou a cabeça na parede entediada. Aquilo nem parecia um seqüestro, parecia que seu pai tinha colocado ela de castigo por má criação, sem TV e sem computador. Por um motivo estranho ela começou a sorrir. Lembrou-se do beijo que teve com Pedro essa tarde. Ela precisava sair dali viva, para viver sua vida ao lado dele.


- Por que tá rindo? – O rapaz entrou no quarto batendo a porta.


- Porque não tenho motivos pra chorar.


- Ser seqüestrada não é motivo suficiente?


- Não se o sequestrador for um mané.


- Olha aqui minha paciência já tá se esgotando ok?! Tomara que o cara venha te buscar logo e eu posso ter um pouco de paz.


- Que cara?


- O... – Ele parou de novo e ela riu.  – Ah vá pro inferno!


- Eu to com fome. – Ela falou olhando pra ele.


- E daí?


- E daí que você não pode me deixar morrendo de fome.


- E por que não? – Ele sorriu.


- Porque se não o cara que mandou você me seqüestrar vai te matar por ter me matado.


          Ele parou um pouco e pensou. Levantou-se e saiu de novo batendo a porta. Rose sorriu. Estava até se divertindo. Uma garota de 13 anos se saindo melhor do que um seqüestrador era pra fazer qualquer um rir. Mas ela sabia que no fundo esse tal seqüestrador não era uma pessoa ruim. Ela apostava qualquer coisa de que ele tenha sido ameaçado por esse tal homem misterioso. E ele não tinha cara de bandido. Ela já havia visto ele quando era muito pequena, e se lembrava um pouco. Ele era bonito, poderia ter qualquer mulher que quisesse.


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- Harry, eu to ficando sem paciência. – Rony falava sentado e balançando as pernas ansiosamente enquanto o policial atrás da mesa escrevia alguns papéis.


- Calma Rony, ele já disse que vai nos atender. – Harry tentava acalmar o amigo.


- Uma ova! Chegamos aqui três horas Harry, e já são quase quatro! E ele só fica falando que vai nos atender. – Rony se alterou e o policial atrás da mesa olhou para eles por cima dos óculos. Ele ficou um tempo os encarando e depois os chamou.


- Qual é o problema Sr? – Ele perguntou para Harry.


- Bom.. É que a minha filha... – Rony o interrompeu.


- Desculpe Sr, eu perguntei pra ele. – O policial cortou Rony.


- Minha afilhada, que por sinal é FILHA dele. – Harry enfatizou a palavra filha. – Desapareceu essa tarde na residência dos pais dele. Eles tiveram uma discussão e depois disso ela saiu de nossas vistas, depois não a vimos mais...


- Você brigou com ela? – O policial perguntou sarcástico para Rony.


- Sim. – Ele respondeu grosso.


- Então tá explicado.


- Explicado o que? – Rony perguntou impaciente.


- Normalmente filhos rebeldes fogem dos pais depois de uma briga. Ela vai voltar pela manhã, deve estar na casa de uma amiguinha.


- Você tá chamando minha filha de rebelde? – Rony fechou as mãos e Harry colocou a mão em seu ombro tentando impedi-lo de qualquer coisa. – Rose não é rebelde, e nunca será! Alguém a seqüestrou e nós sabemos disso, temos testemunhas.


- Tudo bem. – O policial disse mal humorado. – Nome todo da garota.


- Rosalie Jane Weasley. – Ele respondeu seco.


- Idade.


- 13 anos.


- Aparência.


- Cabelos longos e ruivos, ela não é muito alta, mas também não é muito baixa e tem os olhos azuis. – Rony sentiu aperto no coração em lembrar-se do ultimo olhar decepcionado da filha.


- Com que roupa ela estava?


- Um short jeans e um moletom branco, e tênis.


- Ok. Daqui a 24 horas iremos mandar viaturas para procurá-la.


- POR QUE ESSE NEGÓCIO DE 24 HORAS? EM 24 HORAS ALGUEM PODE MATA-LA, EM 24 HORAS ELA PODE MORRER DE FOME, PELO AMOR DE DEUS! – Rony se exaltou e Harry o segurou.


- Senhor, fazemos esse procedimento de 24 horas para o caso da pessoa reaparecer, e não ter fugido ou sido seqüestrada realmente.


- Mas ela foi. Vizinhos viram que foi! – Harry disse paciente.


- Desculpe Sr, eu não faço as leis... Se eu pudesse realmente mandaria alguém agora. – O policial disse sincero.


- Tudo bem, nós vamos aguardar. – Harry disse saindo da delegacia com Rony.


- E agora Harry? O que eu falo pra Hermione? – Rony entrou no carro e deitou a cabeça no volante.


- Calma cara, nós vamos achá-la. Rose é muito esperta. – Harry o consolou.


- Eu sei... Mas e se ela tiver sido seqüestrada mesmo? Eu não gosto nem de pensar, no que eles possam fazer com a minha princesa. – Ele continuou com a cabeça deitada no volante.


                Harry não soube mais o que dizer, só ficou lá olhando para Rony, que a essa hora já estava quase chorando, mas apenas levantou a cabeça, respirou fundo e ligou o carro.


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           Rose estava quase dormindo quando ouviu um barulho da porta se fechando. Ela abriu os olhos e viu o homem colocar um pacote na mesa. Ele olhou para ela e respirou fundo.


- Comprei um lanche. – Ele disse frio.


- Por quê? Pensei que ia me deixar morrendo de fome.


- Olha dá pra você vim e comer logo? – Ele falou impaciente.


- Acho que não posso comer assim. – Ela mostrou as mãos amarradas.


          Ele a encarou um pouco e se levantou. Foi até ela e desamarrou suas mãos. Ele a segurou e a levou até a mesa, não muito rude, mas também não muito gentil. Ele parou em sua frente e ficou olhando ela. Ele abriu o saco e tirou dois sanduíches de dentro, pegou um e comeu e deu o outro pra ela. Ela sorriu e pegou o sanduíche.


- Não precisa ficar me olhando, eu não vou fugir. – Ela disse mordendo um pedaço do sanduíche.


- Quem garante? – Ele perguntou de boca cheia.


- Eu garanto. – Ela disse abaixando a cabeça. – Eu não tenho motivos para voltar.


- E por que não? – O homem perguntou olhando para ela.


- Decepcionei meu pai. Fiz uma coisa errada e o magoei. – Ela disse colocando o sanduíche na mesa.


 


- Ronald Weasley decepcionado? – O homem riu. – É estranho ouvir isso. Normalmente é ele que decepciona as pessoas. – Ele olhou para ela. – O que você fez de tão ruim?


- Beijei o amigo do meu irmão. - Ela disse envergonhada e ele riu.


- Beijou? Não vejo mal nisso.


- Mas ele sim. Ele é super protetor e odeia a idéia de que eu estou crescendo. Ele já tinha pedido pra que eu não me envolvesse com o Pedro, mas eu fiz o pior, e o beijei escondido... E ele viu.


- Bom isso aí é sério. Se bem conheço o Weasley não gosta de ser contrariado.


- É. Aí tivemos uma briga e ele disse que estava decepcionado comigo. – Ela sorriu triste. – Nesse momento ele nem deve ter sentido minha falta.


- Como assim? Você está a quase 12 horas desaparecida e ele não ia ter sentido sua falta? Nesse momento ele deve ter te procurado pela cidade inteira.


- Por que você tá falando isso? Quer dizer... Meu Deus, eu to desabafando com um seqüestrador. – Ela riu triste.


          Ele olhou para ela e riu também. Realmente era estranho, um seqüestrador conversando com uma garota de 13 anos. Até que era engraçado. Eles pararam de rir e ele olhou para ela.


- Você se parece muito com ele.


- É... As pessoas dizem isso mesmo.


- Mas você também se parece muito com sua mãe. – Ele riu. – Eu nunca tinha conhecido alguém tão inteligente quanto Hermione, e agora, olha só, parece mais uma miniatura dela.


- É, mas a desobediência eu herdei do meu pai.


- Isso com certeza. – Eles riram de novo. Ele ficou um tempo pensando e se levantou. – É melhor comer o sanduíche, vou arrumar um colchão para você dormir.


- Você vai dormir aqui também? – Ela perguntou sem pensar. Ele não respondeu. – É que... Eu não queria dormir nesse lugar sozinha.


- Tudo bem, tem outro colchão aqui.


- Não acredito que vou falar isso, mas obrigada. – Ela sorriu, ele a olhou e balançou a cabeça.


           Rose comeu o sanduíche e viu o colchão arrumado. Parecia que ele queria deixar tudo confortável para ela, colocou um travesseiro, um lençol e uma coberta. Ela sorriu e se deitou. Olhou para ele que estava olhando para a janela pensando.


- Boa noite. – Ela disse olhando para ele.


- Boa noite. – Ele respondeu sério, mas Rose viu que ele queria sorrir. Ela fechou os olhos e logo adormeceu.


            Ele aproveitou que ela dormiu e saiu um pouco, para respirar. Estava planejando uma coisa e teria que pensar muito bem para dar certo.


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                Hermione estava dormindo. Depois de tomar um remédio que Molly tinha lhe dado e depois de chorar o resto da noite, ela acabou dormindo na antiga cama de Rony. Eles acabaram ficando na casa dos Weasley’s para o caso dela voltar. Harry e Gina também ficaram para ajudar a procura-la no dia seguinte.


                Rony não conseguia dormir. Estava sentado na varanda olhando para o nada. Sentia muita falta de Rose, ele não conseguia imaginar o que fazer se não a encontrassem. Hermione não iria suportar e sua família não ia ser como antes. Emily e Nina sentiam falta da irmã, e Rony se sentia péssimo por vê-las daquele jeito.


- Você não vai dormir? – Hermione perguntou encostando-se à porta da varanda.


- Estou sem sono. – Ele respondeu olhando para ela. – Senta aqui, tá muito frio. – Hermione estava com uma camisola de alça fina tremendo de frio. Ela sentou ao lado dele e ele a abraçou.


- Rony, eu sei o que você tá pensando. Mas não é culpa sua...


- É sim Hermione. Se eu não fosse tão chato nós não teríamos brigado e ela estaria aqui com a gente agora. A culpa é minha e de mais ninguém. – Hermione olhou para ele e as lágrimas corriam em sua face.


- Rony para! Não tem nada a ver. Rose não fugiu, nós vamos encontrá-la, seja quem for que sequestrou ela quer alguma coisa, e nós daremos qualquer coisa para tê-la de volta. – Hermione limpou as lagrimas dele e o abraçou.


- Eu não sei mais o que fazer Hermione. Eu tenho que achar minha princesa. – Ele apertou o abraço e Hermione beijou seu rosto.


- Nós vamos achá-la Rony. Tenho certeza. – Ela passou a mão em seu rosto e deitou em seu ombro.


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            Rose acordou e olhou em volta. Não havia ninguém no quarto. Ela se levantou e foi até a janela. Ela poderia muito bem fugir dali, mas por algum motivo ela não tinha vontade. Não sabia se era porque não tinha vontade nenhuma de enfrentar seu pai novamente, ou se ficar sozinha estava sendo bom para ela pensar. Nesse momento o homem entrou e olhou para ela.


- Vamos embora.


 


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            Rony desceu as escadas e estavam todos reunidos na sala, com Túlio e outros policiais.


- Bom dia Rony. – Túlio o cumprimentou apertando sua mão. – Prazer em revê-lo, pena ser nessa situação.


- Obrigado por ter vindo. – Rony apertou sua mão também. – Obrigado mesmo. – Túlio sorriu.


- Muito bem Rony, vamos fazer o seguinte. – Harry começou a falar. – Eu, você e Sirius vamos procurá-la lá no nosso bairro, vamos perguntar se alguém a viu. – Rony concordou e Sirius também. – Fred e Jorge vão procurar nos lugares como shopping, rodoviária, e etc. – Eles concordaram. – Neville, Tiago e Arthur vão procurar por aqui de novo, e perguntar para os vizinhos se alguém viu mais alguma coisa além do carro. – Eles balançaram a cabeça afirmando.


- Eu e meus companheiros vamos procurar por todos os outros lugares. – Túlio disse olhando para os outros policiais.


- E nós?! – Hermione perguntou olhando para Gina e Luna.


- Vocês vão ficar aqui. – Rony falou sério.


- De jeito nenhum! Eu não vou conseguir ficar aqui.


- Hermione, você vai ficar aqui.


- NÃO! EU QUERO AJUDAR A PROCURAR MINHA FILHA! – Hermione aumentou a voz e começou a chorar.


- Hermione POR FAVOR! – Rony também aumentou a voz. – Vocês tem que ficar aqui. Se Rose voltar, vocês vão estar aqui e vão nos avisar. Mamãe vai ficar com vocês, e você vai ficar com as crianças. – Ele segurou seu ombro. – Eu não vou voltar sem ela Hermione, eu prometo. – Ele enxugou as lágrimas dela e a abraçou. Depois todos eles saíram de casa. Hermione sentou no sofá chorando e Gina a abraçou. Emily e Nina choravam nos braços da avó e Hugo abraçava Luna.


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- Pra onde estamos indo? – Rose perguntou seguindo o homem. Pela primeira vez Rose olhou o lugar onde estava. Era um lugar bem afastado, com um tipo de floresta do lado, e eles passavam dentro dela. – Você vai me levar embora?


- Sim. – Ele disse ainda andando.


- Por quê ?


- Porque sim! – Ele respondeu sério.


- Você não disse que alguém mandou você me seqüestrar ? Por que tá me levando embora.


- Porque o que eu fiz é errado! – Ele respondeu parando de andar e olhando para ela. – A pessoa que me mandou fazer isso não estava pensando direito, e eu... Não sei por que aceitei. Mas agora eu percebo que não tem o porquê acabar com isso, seus pais uma hora dessas devem estar te procurando para todo o lado, e eu tenho que te levar embora. – Rose concordou e eles iam continuar, quando um homem conhecido apareceu na frente deles, e parecia estar com raiva.


- Aonde vocês pensam que estão indo?


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- Hermione ainda não sabemos se Rose foi realmente seqüestrada. – Luna falava alisando seus cabelos.


- Foi sim Luna, o vizinho viu. – Hermione falava chorando.


- Meu Deus quem faria uma coisa dessas? – Gina falou andando pela sala.


- Deve ser alguém que não goste da nossa família. – Molly falou com Emily e Nina deitadas em seu colo.


   Hermione parou de chorar na hora. Ela olhou assustada para Molly e levantou correndo do sofá.


- O que foi? O que aconteceu? – Luna perguntou levantando também.


- É claro! Como eu fui burra! É claro que ela foi seqüestrada. – Hermione falava histérica andando de um lado para o outro. – Gina, me empresta seu celular. – Gina sem entender nada entregou seu celular para Hermione. – Rony?!... Rony eu acho que sei quem seqüestrou Rose.


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- Eu sabia que era você! – Rose olhou com raiva para o homem parado em sua frente.


- É claro que sabia, você é esperta como sua mãe. – Ele riu debochado.


- O que você quer de mim?


- Eu não quero de você! Eu quero acabar com a sua família, e nada melhor do que eles sofrerem.


- Você vai me matar ?


- Claro que não. – Ele riu da cara dela. – Não sou um assassino.


- Então o que vai fazer comigo?


- Eu vou te levar embora. Seus pais nunca mais vão te ver. Vamos para Londres.


- O que?! – Ela perguntou assustada.


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- Rony você tem certeza disso? – Harry perguntou sentado ao lado de Rony.


- Tenho certeza absoluta. Hermione me falou e tudo faz sentido. Só pode ser ele Harry, só pode! – Rony acelerou o carro.


- Mas isso é uma acusação grave Rony. – Sirius falou sentado no banco de trás. – Se não tiver sido ele, ele pode dar queixa de acusação falsa.


- Mas só pode ser ele Sirius, tudo faz sentido. E eu vou achar minha filha. – Ele acelerou mais o carro.


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- NÃO! Você não vai me levar a lugar algum! – Rose gritou.


- Rose, vá para trás. – O outro homem falou entrando em sua frente.


- Olha... Se eu soubesse que você era tão fracassado teria pedido alguém melhor para fazer o serviço.  – Ele riu debochado. – Vai embora e eu ainda te dou o seu dinheiro.


- Pro inferno com o seu dinheiro! Eu não quero mais fazer isso e vou levar a garota de volta.


- O que? Você tá louco?


- Não, você que está louco. Eles não fizeram nada pra você, você não tem motivos para ter raiva deles.


- Como se você sempre tivesse sido gentil com todos eles.


- Mas eu quero mudar, diferente de você.


- Olha, se você não sair daqui agora...


- Vai fazer o que? – Ele se aproximou dele com raiva. – Rose corre! – Ele gritou e Rose saiu correndo, o outro homem mais alto tentou ir atrás dela, mas o “seqüestrador” o segurou, eles começaram a brigar um dando socos no outro. Rose parou de correr e viu a cena, quis ajudar e pegou uma pedra. Ela jogou a pedra sem ver e acertou o homem alto. Ele caiu no chão com a mão na cabeça, e o outro correu até ela.


- Anda Rose vamos embora! – Ele pegou sua mão e os dois saíram correndo


 


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           Rony dirigia olhando para os lados para ver se achava Rose. Harry olhou para o lado e viu duas pessoas correndo na direção deles. Estavam longe e no meio da mata, então não dava para vê-los ainda. Harry fez sinal para que Rony parasse e ele parou, olhando para as pessoas correndo.


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      Rose e o homem corriam até que viram um carro parado. Estavam longe ainda e não dava pra ver que carro era. Rose não prestou atenção para onde estava indo e acabou pisando em uma pedra, e virou o pé.


- Ai meu pé! – Ela gritou caindo no chão.


- Vamos Rose, tem um carro parado ali, podemos pedir ajuda.


- Não dá, virei meu pé. – Ela disse passando a mão por cima do pé machucado.


- Vem. eu te levo. – Ele a pegou no colo e correu com ela em direção ao carro.


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- Harry, porque paramos? – Rony perguntou tentando ver quem corria. – Podem ser duas crianças brincando...


- Espera Rony, eu conheço aquele homem de algum lugar. – Harry abaixou o vidro agora conseguindo ver melhor quem corria.


- É ELA, HARRY! É ROSE! – Rony saiu do carro correndo e Harry e Sirius também.


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- OLHA! É O CARRO DO MEU PAI! – Rose gritou apontando para o carro. – Olha ele ali! – Ela gritou sorrindo.


                Eles correram e Rony foi pra cima do homem que segurava sua filha.


- SOLTA ELA SEU IDIOTA! – Ele foi para cima dele e Rose segurou o pescoço do homem para não cair.


- PAI, CALMA! PAI ME ESCUTA!


- PORQUE VOCE FEZ ISSO? QUAL É O SEU PROBLEMA? O QUE VOCE FEZ COM A MINHA FILHA? – Rony tentava fazer ele soltar Rose, mas ela se agarrava nele.


- PAI ESPERA! ESCUTA-ME! – Ela gritou e todos pararam olhando para ela. – Ele não é mau pai! Ele tá me ajudando, eu virei meu pé e ele tá me carregando por isso. – Ela falou mais calma. Rony olhou para ele vermelho, e pegou Rose de seu colo. Ele a abraçou forte e olhou para alguns arranhados em seu corpo.


- Minha princesa, que bom que você está bem. – Ele a abraçava e lhe dava vários beijos no rosto. – Ele te machucou filha? – Ele perguntou olhando os arranhados.


- Não pai. Ele me seqüestrou e...


- EU SABIA! – Rony gritou olhando com raiva para ele.


- Por que fez isso? – Harry perguntou também com raiva.


- Pai, calma! Eu vou te explicar. – Rose soltou do seu colo e desceu com dificuldade, ela apoiou no ombro de Rony com o pé que não estava machucado. – Ele me seqüestrou quando saí da casa da vovó, mas ele não me maltratou. Pelo contrário, ele tentou me proteger. Alguém mandou ele me seqüestrar, e ele só estava cumprindo ordens. Aí ele ia me levar pra casa quando encontramos o homem, e eles brigaram e eu joguei uma pedra nele, aí nós fugimos correndo e te encontramos. Ele não tem culpa, ele me salvou.


                  Rony olhou para ele um pouco mais calmo. Harry e Sirius olharam para os dois. Rony já não tinha tanta raiva dele assim, pelo contrário, estava agradecido, mas isso não tirava a o fato dele ter sequestrado ela. Ele olhou para Rose, e passou a mão em seus cabelos, era ótima a sensação de alívio por ter encontrado sua filha. Ele olhou serio para o homem na sua frente, e só conseguiu perguntar uma coisa:


- Quem mandou você fazer isso?


              O homem olhou para ele sério, respirou fundo, e respondeu firme.


- Victor Krum.

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