Respeitando o pedido do filho mesmo a contra gosto a maioria dos Weasley haviam reduzido as visitas ao pequeno John com exceção de Gina e Harry que passaram a visitar o afilhado com grande freqüência para poderem ajudar os amigos. A consulta marcada pelo Dr. Willians estava marcada para a parte da manhã e logo cedo ele, Hermione, Rony e John caminhavam pelos corredores de St. Mungus, e ao final de um extenso corredor os cinco entraram numa sala reservada. John mal havia entrado e já foi tomado do colo da mãe, para ser examinado por um casal de medi-bruxos. Rony e Hermione se sentaram em volta da grande mesa branca, enquanto Dr. Willians e um outro medi-bruxo tentavam conversar o mais longe possível do casal.
- Calma, Mih ! Vai dar tudo certo. - Rony disse baixinho no ouvido da morena, enquanto apertava as mãos geladas da esposa.
O rosto dela mostrava tudo o que estava sentindo naquele momento. Pavor, desespero... e principalmente medo do que iria acontecer com o filho depois daquela consulta. Hermione ia dizer alguma coisa, mas perdeu a vontade ao ver os dois especialistas que examinavam John entrarem na sala.
- Olá! Sou Katherine e este é Charles.
Katherine tinha uma aparência muito bonita e era muito simpática, cumprimentou todos e sentou ao lado de Hermione. Já Charles era bem sério e tinha um ar de focado, se sentou um pouco afastado e começou a ler alguns pergaminhos escritos pelo medi-bruxo de John, com anotações feitas desde o começo da gravidez de Hermione e de até alguns dias atrás. Dr. Willians e o medi-bruxo desconhecido se juntaram aos outros na mesa, e logo os quatro começaram a discutir em termos médicos, deixando o casal totalmente aflito.
Pouco tempo depois, Katherine se levantou da mesa e foi ao encontro de John, que agora estava sendo medicado com algumas poções. Katherine lia os pergaminhos, e enquanto lia alguns Hermione não podia deixar de notar o quanto ela balançava a cabeça em negativa. Ao terminar de ler todos os pergaminhos, chamou Rony e Hermione para o lugar onde John estava e dispensou as outras duas medi-bruxas que haviam ficado com o bebê para ter uma conversa privada com os dois. Ela tinha uma expressão preocupada no rosto, que fez Hermione e Rony perceberem que as noticias que estavam prestes a vir, não eram boas.
- O que foi, doutora ? - Rony perguntou enquanto entrelaçava sua mão com a da esposa.
- Não vou ficar escondendo nada de vocês dois...-Katherine suspirou e voltou a falar. -...Vocês já tem noção do tamanho do poder que seu filho tem, e que acaba sendo muito perigoso para ele e para os outros bruxos. Eu já cuidei de um paciente com um caso igual ao dele e...- ela desviou o olhar do casal para olhar o pequeno.
- E o que aconteceu ? - Hermione perguntou com uma voz embargada, temendo pela resposta.
- Foi uma tragédia quando o Ministro da Magia ficou sabendo, ele colocou o Ministério inteiro atrás daquela garotinha... Ela e a família chegaram a deixaram o país, mas nem isso adiantou. Quando o pessoal do Ministério a achou, usaram de feitiços fortíssimos para retirarem todo o poder dela e de toda a família também, e devido a agressividade dos efeitos ela acabou falecendo nesse processo... –terminou de falar não contento uma lágrima que escorreu pelo rosto.
- Mas o Ministro não seria capaz de fazer isso com a gente! Eles nos conhece e é nosso amigo! –argumentou Ronny.
- Ronald, os poderes de John fora de controle pode trazer risco a vida de muitos bruxos e sou capaz de apostar que a amizade de vocês não seria levada em consideração se o caso de John cair na boca do povo. –afirmou a medi-bruxa.
- Quer dizer que não existe nenhuma chance dele viver ? - Ron perguntou, tentando se controlar, enquanto amparava a esposa que desabava de chorar em seu peito.
- Claro que existe. E desde que fiquei sabendo que iria cuidar de John, eu pensei em várias alternativas e coisas que poderíamos fazer. –dois tímidos sorrisos de alivio surgiram nos semblantes angustiados de Ronny e Hermione. - A primeira alternativa e que eu considero a melhor nesse momento é que internar o John no Centro Mundial de Estudos Bruxo, porque lá o Ministério não tem poder de retirar os pacientes e também porque tudo o que ele precisar aprender de como controlar os poderes, eles iram ensinar. - Katherine disse com uma voz entusiasmada.
- Isso será possível? Internar ele no Centro Mundial de Estudos Bruxo ? - Hermione perguntou enquanto acariciava o rosto do filho, que agora estava dormindo, devido ao excesso de poções.
- Claro que sim. John é um dos raros casos de uma doença pouco conhecida e é de extremo interesse da comunidade científica poder realizar estudos mais profundos para que o caso da pequena Anna não volte a acontecer. –explicou a medi-bruxa animada. - Meu irmão trabalha lá e eu tomei a liberdade de já providenciar tudo sobre a internação do John com ele.
- Doutora, eu já fiquei internado nesse centro por algum tempo... –começou a falar Ronny e só então a esposa se lembrou do ocorrido. – E não me deixavam ter contato com ninguém da minha família, nós não vamos poder ficar com o John?
- Você já ficou internado no Centro Mundial de Estudos Bruxo? –perguntou completamente surpresa. – Com quantos anos? Quanto tempo? Porque?
- Eu estava com 17 anos e foi por mais ou menos seis meses. –explicava Ronny. – Eu havia acabado de descobrir que era capaz de entrar na mente das pessoas e conversar com elas dessa maneira.
- Isso deveria estar escrito no prontuário de John! –afirmou demonstrando um pouco de irritação. – Eu fiquei sabendo desse caso e se me permitir vou querer saber mais sobre o assunto depois.
- Tudo bem, mas e quanto a minha pergunta sobre ficar isolado? Nós vamos ter que deixar o John sozinho lá?
- John é um bebê e precisa dos pais dele sempre ao lado. –respondeu acalmando o casal. – Caso os dois não possam ficar direto com ele, o que seria ideal, peço que sempre fique um pois para ele será essencial ter os pais ao lado nessa fase inicial.
- E quando nós podemos ir? - Rony perguntou.
- Só preciso de alguns dias para arrumar mais algumas coisas e preparar para que assim que cheguem lá esteja tudo pronto, e depois vocês já podem ir. –a conversa foi interrompida por três batidas na porta, e os três se entreolharam. - Olha, vocês precisam tomar o máximo de cuidado pra que o caso dele não espalhe para muitas pessoas, quanto menos souberem é melhor, entenderam? - Katherine perguntou com a testa franzida.
- Sim. -os dois responderam juntos.
- E mais uma coisa; Charles não é confiável, se ele ficar sabendo disso, tudo vai para o buraco. Ele é capaz de fazer muita coisa só para ganhar créditos com o Ministro. Agora vamos voltar pra sala. -ela disse com um sorriso tímido.
As horas seguintes foram de muitas brigas e discussões entre os medi-bruxos, Charles era o que menos falava e o que mais observava. As discussões giravam em torno do que deveria ser feito e dos erros cometidos até ali. Já era noite quando Dr. Willians liberou o casal e o filho pra irem embora. Hermione e Ronny ficaram aliviados, pois aquela sala pequena e com todas aquelas preocupações estava sendo insuportável. Katherine e Hermione foram até John, que ainda permanecia adormecido, e retiraram ele da maca colocando-o no colo da mãe.
- Doutora, não sei como agradecer pelo que está fazendo pelo John. - Hermione falou.
- Não precisa me agradecer, Hermione, estou fazendo o que é certo. - Katherine disse, enquanto olhava o pequeno. - Assim que estiver tudo pronto, vou entrar em contato com vocês.
- Tudo bem e só mais uma pergunta... a Doutora irá acompanhar os estudos feitos com ele enquanto estivermos lá? –perguntou preocupada.
- A partir do momento que John entrar no centro de estudos ele será acompanhado por cinco especialistas dentre eles eu. –falou fazendo carinho na cabeça de John. – Mas alguma dúvida que queira perguntar? –Hermione balançou a cabeça negativamente. - E ah, ele é um bebê lindo! - Katherine disse fazendo as duas sorrirem.
Ronny e Hermione voltaram para o Cafundó conversando sobre tudo que havia acontecido durante o dia e sobre como iriam fazer dali em diante. A licença maternidade de Hermione estava chegando ao fim e pensando somente no quanto o filho precisava dela foi que a morena juntamente com Ronny chegou a conclusão que era momento de conversar com o Ministro e pedir demissão de seus cargos. Ronny ainda cochilava na cama quando escutou o filho chamando pela mãe que estava no andar de baixo e provavelmente não escutaria. John estava em pé no berço segurando nas grades para se manter firme e tinha o rostinho molhado de lágrimas que fez o ruivo chegasse mais rápido ao berço.
- Que foi, filhão? –falou trazendo John para seu colo. – Papai já está aqui.
- Papai... papai... –falou o menino baixinho deitando no ombro de Ronny que desceu com ele.
Hermione terminava de preparar o café da manhã e ao ver Ronny com o filho parou tudo que fazia para ir de encontro a eles. John mordia a camisa do pai com uma certa força que não era comum o que deixou o ruivo um pouco preocupado.
- Mione, o John está mordendo minha camisa com mais força do que o normal. –falou sentando com o filho que começou a chorar assim que foi colocado de costas para ele. – E quando cheguei no quarto dele estava chorando.
- O que foi em bebê? –John esticava os bracinhos para que Hermione o pegasse e ela o fez. – O que o nosso bebê tem? Fala pra mamãe fala? –o choro foi substituído por mordidas no ombro da mãe assim como havia feito com o pai. – Ei... deixa a mamãe ver uma coisinha.
Hermione afastou um pouco o filho para que pudesse ver o rostinho do filho que voltou a chorar e ela aproveitou para poder ver a gengiva de John. Os dois primeiros dentinhos começavam a despontar e provavelmente era isso que incomodava ao pequeno o que fez a mamãe sorrir docemente.
- Conta para o papai filho que seus primeiros dentinhos estão nascendo! –falou sorrindo e viu o semblante de preocupação do ruivo transformar em um grande sorriso. – É papai, meus dentinhos da frente finalmente estão nascendo olha que bonitinho que eles são.
Hermione e Ronny passaram um longo tempo apenas brincando com o filho e admirando o não mais sorriso completamente banguela dele. Com muito custo a morena foi se arrumar para ir ao Ministério enquanto Ronny se arrumava para ir para a livraria e para ficar com John lá na parte da manhã. Havia um ano que Hermione não ia ao Ministério e todos os conhecidos que passavam por ela perguntavam da maternidade, se era verdade o que andavam dizendo sobre John e o porque de Ronny ter abandonado a carreira de auror. O caminho até a sala do Ministro foi longo devido as muitas conversas e assim que chegou foi recebida por ele.
- Quando anunciaram que queria falar comigo fiquei surpreso. –falou o Ministro fazendo sinal para que ela assentasse. – Não esperava que fosse me procurar por agora.
- E eu preferia não ter que ter vindo procurar, Ministro. –falou séria. – Mas infelizmente as coisas me fizeram mudar um pouco meus planos.
- Mudar seus planos? Não estou gostando disso, Hermione. Você é uma das nossas melhores e mais importantes funcionarias do Ministério. Que mudanças de planos são essas? –perguntou o Ministro demonstrando preocupação.
- Como o senhor já deve saber John não é um bruxo comum e isso tem exigido de mim e do Ronny muitos cuidados com ele. –começou a explicar. – E John completando um ano de vida completa também o meu um ano de licença maternidade de forma que eu teria de voltar a trabalhar. –o Ministro a interrompeu.
- Teria? Você não está pensando em me dizer que assim como Ronny vai privar o Ministério e o mundo bruxo de seus trabalhos? –perguntou quase histérico.
- Assim como Ronny depois que John nasceu ele passou a ser prioridade, Ministro. –falou impassível. – E se nós dois estamos abrindo mão das nossas carreiras é porque sabemos o quanto nosso filho precisa da gente o mais perto possível dele. Assim como Ronny tenho projetos particulares que vou colocar em andamento e quem sabe daqui a alguns anos se essa necessidade de estar ao lado do nosso filho diminuir nós não voltemos a trabalhar para o Ministério.
- É inexplicável como dois dos melhores bruxos que conheço estão abrindo mão de carreiras brilhantes. –falou contrariado o Ministro.
- É completamente explicável, Ministro. O senhor é pai? –perguntou surpreendendo o homem.
- Não, mas isso não interfere. –respondeu tentando se defender.
- Quando o senhor for pai irá entender que abrir mão da carreira para cuidar do filho não é inexplicável, pelo contrário é completamente explicável e cabível. –respondeu a morena. – E é por isso que venho solicitar a minha demissão dos cargos que assumo.
- Vocês já pensaram em como vão viver sem o salário do Ministério?
- Apesar de não julgar necessário explicar isso devo dizer que a livraria tem ido de vento e poupa e que meus projetos particulares ajudaram na renda. –respondeu convicta.
- Não há nada que eu possa fazer para te manter no quadro de funcionários do Ministério? –perguntou o Ministro inconformado.
- No momento não. Meu filho está em primeiro lugar e ele precisa de mim o que me faz abrir mão de tudo. –respondeu Hermione.
- Então tudo que eu posso é desejar boa sorte nessa fase da vida de vocês e dizer que apesar de estarem deixando o Ministério desfalcado ele sempre estará de braços abertos para recebê-los.
As últimas palavras aliviaram o coração da morena que não queria sair daquela conversa com uma porta fechada. Como já estava quase na hora do almoço e Hermione havia combinado de almoçar com Gina ela foi até a livraria ficar um pouco com o filho e contar ao marido como havia sido a conversa. John estava em um cercadinho ao lado da mesa de Ronny e assim que o pequeno avistou a mãe que beijava o marido começou a chamar por ela e jogar os mais diversos papeis no chão.
- Mamãe já está indo filho. –falou a morena sorrindo e vendo a bagunça que ele havia feito. – Estava com saudades.
- Mamãe. Mamãe. –o pequeno já estava no colo da mãe.
- Mamãe veio te buscar pra ir almoçar com a tia Gina.
- E não veio buscar o papai para almoçar com vocês não? –perguntou Ronny fazendo bico.
- Hoje não, papai. Explica pro papai que hoje eu e a tia Gina vamos fazer um almoço de menininhas. –respondeu sorrindo e John acompanhou caindo na gargalhada.
- Isso é injustiça, Hermione. –falou emburrado. – Vou almoçar sozinho se não almoçar com vocês.
- Um único dia almoçando sozinho não vai te matar, Ron. –falou pegando a bolsa do filho. –Agora deixe nós irmos porque Gina já deve estar a nossa espera no restaurante.
Hermione beijou o marido rapidamente não dando tempo para que ele reclamasse e saiu da livraria indo de encontro a amiga que já a esperava em um restaurante bruxo não muito longe dali. O almoço das amigas foi repleto de sorrisos, confissões, conversas e brincadeiras que tranquilizavam a ruiva com relação a gravidez. Já era final de tarde quando Hermione chegou em casa com John e a coruja preta que durante mais de um ano sempre levava pergaminhos para ela na grande maioria dos dias esperava por ela na janela da cozinha. Ainda com John no colo Hermione desprendeu o grande pergaminho da pata da coruja e lhe ofereceu comida e água enquanto lia atentamente as linhas escritas em caligrafia cuidadosa. Ao terminar de ler um grande sorriso estampava seu rosto enquanto a morena subia correndo até o escritório pegando em uma das gavetas uma grande quantidade de pergaminhos. Em poucos minutos Hermione chegava a livraria carregando além da bolsa com as coisas de John uma outra bolsa que parecia cheia.
- Ron, preciso que fique com o John para poder resolver uma coisa. –pediu pegando o ruivo de surpresa.
- O que tem para resolver que não pode ficar com o John? –perguntou ele seguindo Hermione até o cercadinho. – Dá para você falar o que está acontecendo? Estou ficando preocupado com esse seu jeito.
- Não está acontecendo nada de mais, só preciso entregar alguns pergaminhos e não quero aparatar com o John. –explicou Hermione abraçando e beijando o filho antes de se despedir do marido. – Não sei quanto tempo irei demorar, mas vou fazer o possível para voltar o mais rápido caso demore mais do que estou imaginando tem papinha pronta é só esquentar e não deixe ele dormir antes de jantar.
- Não gosto quando o assunto são esses malditos pergaminhos que eu mal posso chegar perto. –falou emburrado. – Que dia vai me explicar do que se trata?
- Em breve, Ron. –falou roubando-lhe um selinho. – E se tiver tempo faz mais alguns exercícios com ele, porque acabei não tendo tempo.
Mesmo contrariado Ronny ficou cuidando de John enquanto Hermione aparatou das dependências da loja mesmo. O horário de fechar a livraria já estava quase chegando e o ruivo conferia o caixa com o filho sentado no balcão quando Lilá entrou indo diretamente até o lugar onde eles estavam.
- Boa noite, Ronny. –falou debruçando no balcão.
- Já estamos fechando, portanto se quer algum livro seja rápida. –respondeu sem desgrudar os olhos do filho e do caixa.
- Esse é o filho estranho da Hermione? –perguntou fazendo cara de nojo e essa o ruivo viu.
- John é o meu filho e da Hermione. –respondeu pegando o bebê no colo. – E daqui a pouco nós vamos para casa matar as saudades da mamãe neh filho?! Passar o dia inteiro longe da mamãe da uma saudades, neh pequeno?!
- Mamãe... cadê mamãe? –falou o pequeno brincando com a gola da camisa do pai.
- Mamãe já deve estar chegando em casa e nós daqui a pouquinho vamos pra lá. –falou voltando a mexer no caixa. – E Lilá se não for comprar nada eu vou pedir para se retirar para poder terminar isso aqui o mais rápido possível.
- Eu quero conversar com você. Sei que precisa de uma mulher ao seu lado para quando não estiver cuidando desse estrainho para satisfazer suas vontades de homem e bem... Hermione não é lá muito mulher para isso.
Ronny não soube explicar o que aconteceu, mas antes mesmo dele ter alguma reação sobre o que Lilá havia dito a loira já estava completamente coberta por uma gosma verde. Com os gritos histéricos da garota Ronny achou que o filho fosse ficar assustado, mas surpreendendo o pai o pequeno desmanchava em risos vendo a cena e só então o ruivo começou a entender o que poderia ter acontecido. Irritada ao ver o ruivo rindo da situação Lilá deixava a livraria bradando xingamentos e promessas de vinganças quando trombou com Hermione que chegava sorrindo.
- Saia da minha frente sua estranha. –bradou Lilá.
- Será um prazer.
Hermione adiantou o passo chegando rapidamente onde John e Ronny ainda riam muito e depois de pegar o filho no colo quis saber o que tinha acontecido. A família foi para casa rindo da traquinagem do pequeno John e terminando de decidir os detalhes sobre o aniversário de um ano dele que haviam decidido fazer depois de muito conversarem com os dois especialistas que acompanhavam a criança. Assim que jantou o pequeno John adormeceu no colo do pai que o levou para o berço que seguiu até o escritório onde Hermione estava.
- E então, vai me contar o que tem nesses pergaminhos que eu não posso nem chegar perto? –perguntou abraçando a esposa pelas costas.
- Lembra de quando voltei para Hogwarts? –perguntou indo com ele até o sofá.
- Claro que lembro. –respondeu pensativo. – Foram os piores meses da minha vida. –completou fazendo a mulher gargalhar.
- Sem exageros, Ron. –falou dando colo ao marido. – A professora Minerva me convidou para juntas tocar um projeto particular e esses pergaminhos são sobre esse projeto.
- Falou, falou, falou e não falou sobre o que são os pergaminhos. –comentou o ruivo um pouco aborrecido. – Se não quiser falar tudo bem eu vou entender, mas poxa Hermione eu sempre te conto tudo que estou fazendo e planejando. Porque não divide esse seu projeto comigo? Às vezes posso fazer alguma coisa para ajudar, sei lá.
- Ajudar com certeza você poderá me ajudar. Você sempre me ajuda. –falou roubando um beijo em meio ao sorriso bobo do ruivo. – Mas até terminamos de juntar tudo e fazermos uma revisão para ver se não há nada de errado vou pedir que tenha um pouquinho mais de paciência.
- O que você não me pede chorando que eu não faça rindo?
Os carinhos que começaram em meio a brincadeiras renderam ao casal uma longa noite de amor responsável pelos extensos sorrisos no dia seguinte. Como a festa de comemoração do aniversário de John seria no sábado Hermione aproveitou o dia ensolarado para acompanhar o marido até a livraria e depois fazer compras no Beco Diagonal deixando John com o pai durante mais uma manhã. O casal andava tão entretido com a livraria, filho e coisas pessoais que nem sabiam que o time Búlgaro de Quadribol estava na cidade para um jogo amistoso e Hermione só foi saber quando trombou em Krum na loja de artigos de Quadribol.
- Voxê por aqui? –perguntou Krum pegando as coisas que havia deixado cair.
- Eu moro aqui, mas e você? –devolveu Hermione meio sem jeito.
- Voxê não entendeu o quê eu quîs dizêr. –falou Krum recolando as coisas no lugar. – Na minha época voxê não gostava de Quadribol.
- Oh sim... eu em uma loja de artigos de Quadribol realmente é algo raro, mas faço tudo para ver meu marido feliz e bem... com a chegada do nosso filho vim ver se encontro uma vassoura com assento especial para bebês. –Hermione pode ver a cara de perplexo do búlgaro.
- Como ê? Voxê tem um fîlho com aquêle moleque? –perguntou irritado e viu o semblante da morena fechar.
- Aquele moleque é o meu marido e temos um filho lindo. –respondeu pegando um estojo de ferramentas para vassouras. – Agora com licença, mas vou correr para os braços dos homens da minha vida, pois já estou com saudades deles.
Hermione sentiu seu braço sendo segurado por Krum e com um solavanco soltou-se dele indo até o caixa pedindo desculpas para todos que trombou pelo caminho. Antes de voltar para a livraria a morena passou pela loja de logros de Jorge onde com a ajuda do ruivo escolheu algumas coisas para comprar enquanto conversavam.
- Hermione, eu não fico tocando no assunto com o Ronny, mas todos lá em casa estão extremamente preocupados com o John. –falou Jorge enquanto separava uma caixinha. – O que esta acontecendo com o meu sobrinho?
- Jorge... nós sabemos muito pouco sobre esse problema do John e é por isso que o Ronny não comenta muito. –começou a explicar a morena. – O que sabemos é dessa facilidade dele com magia e que isso acaba colocando a saúde dele em riso, por isso os pedidos de visitas com um número menor de pessoas.
- Mas nós temos a impressão de que vocês estão escondendo da gente alguma coisa grave. –falou Jorge fazendo a cunhada olhar para ele. – Os sorrisos de vocês já não são mais os mesmos e os dois abandonaram a carreira no Ministério para poder ficar com ele. Já corre entre os bruxos que John corre sérios riscos de vida e estamos preocupados.
- As pessoas falam de mais, Jorge. O John corre risco pelos motivos que já explicamos a vocês e estamos tomando todas as providências para que esse risco seja cada vez mais baixo. –respondeu desviando o olhar do cunhado. – Ronny trocou a carreira de auror pela de empresário porque queria ficar mais perto do filho e está se saindo melhor do que esperávamos. E eu tenho projetos que pretendo colocar para funcionar por enquanto e talvez mais tarde eu volte para o Ministério.
- Me prometa, Hermione, pelo meu irmão que não vão ocultar da gente coisas importantes sobre meu sobrinho? Toda a nossa família esta junto com vocês para podermos cuidar dele, mas precisamos saber o que acontece. –falou Jorge sério como Hermione poucas vezes havia visto.
- Fique tranquilo que qualquer novidade vocês continuaram sendo os primeiros a saberem. –respondeu recebendo um abraço do cunhado. – E que tal agora me acompanhar até a livraria para ver seu sobrinho?
- Só se for agora.
Jorge passou o resto do dia brincando e fazendo marotices com o sobrinho enquanto Hermione ajudava Ronny a organizar o estoque de livros em meio a muitos beijos, brincadeiras e conversas. Estava tudo pronto para a festinha de aniversário de um ano do pequeno John e o dia amanhecia ensolarado quando uma coruja desconhecida pousou na janela do quarto do casal. Ronny apressou-se para pegar o pergaminho que mesmo sem lerem o remetente já faziam ideia de quem era.
- Katherine... –falou o ruivo terminando de desprender da pata da coruja. - ...Caros Hermione e Ronnald, venho informar que finalmente está tudo pronto para que John possa ser internado no Centro Mundial de Estudos Bruxo. Aguardamos por vocês. Atenciosamente, Katherine.
- E agora, Ronny? –perguntou Hermione recostando na cabeceira da cama.
- Agora é colocar as coisas do John na bolsa e ir. –falou o ruivo abraçado a esposa.
- Mas e a festinha dele hoje? E os seus pais e seus irmãos? E a minha mãe e minha irmã? –perguntou não contendo as lágrimas.
- Eles vão ter que entender e aceitar, Hermione. –falou limpando o rosto dela. – Enquanto você termina de arrumar as coisas e depois eu converso com todos e explico o que esta acontecendo.
Enquanto Hermione estava no quarto do filho terminado de juntar o que iriam precisar enquanto estivessem fora Ronny reunia pais e sogra para explicar o que estava acontecendo.
-- =D --
(nota/Carol)Oii pessoal, tudo bem com vocês ? E aí, gostaram do capítulo ? Eu gostei ! Espero que tenham gostado também e até a próxima. :)
(nota/Pam)Olás pessoal... e ai tudo joia com vocês? Como prometido esse capítulo saiu dentro do prazo de um mês. Bom... Lilá e Krum tentando atrapalhar a vida dos dois, uma mudança na vida do nosso casal predileto e só Deus sabe os rumos que essa história vai tomar... afinal tem duas loucas escrevendo. Não posso falar muito do próximo capítulo ainda porque da minha parte tem muitas ideias e pouca escrita, já a Carol andou escrevendo... então não sei muito o que dizer. Espero que tenham gostado. Agradecimentos mais que especiais para Lumos, Thomas e Gina e Harry Potter... sem os comentários de vocês muito provavelmente eu e a Carol ficaríamos desmotivadas a escrever! Aos que não comentam... se puderem deixem a opinião de vocês, pra gente é muito importante. Até... ;)
Thomas: kkkkk... muitas coisas ainda aguardam nosso pequeno bruxo brilhante!!! Sim... Gina está grávida e vamos tentar escrever um pouco mais sobre ela, Harry e esse momento na vida deles. E aí, o que achou desse capítulo?? Até.
Gina e Harry Potter: kkk... matar o John?? Ai ai... a ideia inicial era essa, mas eu e a Carol nos apegamos de uma maneira ao pequeno que a morte dele está fora de cogitação a não ser quando preciso fazer chantagem com a Carol... huahuahua. Gina gravidíssima pegando conselhos com a mamãe Hermione... vamos ver muito essas conversas entre pais e futuros pais. O que achou do capítulo? Até.
Lumos: Realmente eles vão passar por algumas barras com o John. Harry nas nuvens?? Talvez uma pequena conversa entre ele e Ronny demonstre o quão nas nuvens ele está. Bom... um pedido de desculpas por não ter escrito o aniversário de um ano do John. A minha intenção era sim que tivesse a festinha de um aninho dele, mas encontrei muitas dificuldades em escrever e por isso acabei abortando a ideia no dia. O que achou do capítulo sem o seu pedido? Espero que tenha gostado pelo menos um pouquinho. Até.