Cena Três – Criança?
A chegada do trem na plataforma nove três quartos era sempre uma bagunça para os Weasley e Potter, principalmente agora que até os mais novos haviam entrado para Hogwarts. Havia um misto de crianças, adolescentes, jovens e adultos. A grande maioria com os cabelos cor de fogo, que Rose não herdara completamente, já que seus cachos eram apenas castanho avermelhados.
Gestos de demonstração de carinho eram distribuídos a todos. A garota era puxada por todos os lados para um abraço, um beijo, um aperto na bochecha ou o, impertinente, comentário: Nossa! Como você cresceu!
Depois de finalmente se livrar de todos os braços que a cercavam, Rose conseguiu entrar no carro de seu tio Harry.
Seus pais não poderiam busca-la, Rony por estar preso em uma reunião de Aurores e Hermione por estar finalizando seu projeto de reescrever Hogwarts, uma história, numa visão mais ‘abrangente’.
No carro estavam além de Harry e Gina, os três filhos do casal, James, Alvo e Lily, e Rose e Abgail, o que só era possível devido a um feitiço de extensão muito bem realizado.
Normalmente os pais de Rose iam busca-la, mas Abgail já estava acostumada as caronas. Desde que descobrira ser bruxa, seus pais - totalmente trouxas - não sabiam bem como lidar com a situação. Ela teve a sorte de já ser amiga de Rose e de possuir uma avó, que a apoiaram a ir para Hogwarts.
Quando chegaram em frente a casa de Rose, a dupla se despediu dos Potter e se encaminhou para o portão metálico. A construção era antiga e lembrava um cortiço. Um jardim gramado a frente dava as boas vindas junto com um enorme salgueiro lutador plantado por Rony assim que se mudaram.
Depois de atravessar o verde elas chegaram a uma bela escadaria semicircular feita de madeira, que levava a uma varanda com portas e janelas estreitas e altas, construídas também de madeira.
Tudo era familiar a Rose, morava ali desde de que nascera. Assim que chegou a sala encontrou sua mãe arrumando uma bagunça, para a garota inexistente, com leves floreios da varinha. O interior da casa era uma mistura de tons e objetos de decorações variando entre artigos trouxas e bruxos.
- Olá mamãe!
- Querida! Achei que não fosse chegar nunca! – Hermione disse dando um abraço apertado na filha e depois passando para Abgail.
Antes que Rose pudesse responder, um garoto com cabelos ainda mais avermelhados que os seus entrou na casa com uma cara triste.
- Roubaram minha bicicleta – declarou.
- O que houve com a vassoura? – perguntou Abgail para a amiga.
- Foi confiscada em Hogwarts – Rose respondeu alto o suficiente para todos ouvirem – Estamos muito orgulhosos dele – ela completou irônica.
Hugo ignorou a irmã e abriu um pacote de feijõezinhos de todos os sabores enquanto Rose lhe lançava um olhar irritado. Hermione olhou para os filhos, analisando-os.
- Me parece que não poderei sair essa noite.
- Não mamãe! Não pode fazer isso! – Rose soltou , rápida.
- Porquê não? – a mãe perguntou.
- Porque não precisamos de uma babá, além do mais papai estará aqui e ele é um bom vigia.
- Está bem. Me diga as regras – mandou Hermione.
- Ah não! Por Merlim! Até parec...
- Quero que me diga as regras!
- Não sair de casa, nada de garotos e não quebrar nada importante – falou Rose completamente desanimada.
- Se você produzir algum dano estrutural a essa casa...
- Eu terei que pagar? Tirar do meu bolso? – Rose começava a se irritar.
- Querida, se quebrar as regras vou cuidar para que você passe essas férias acompanhando seu irmão, me entende?
- Serio? Você faria isso comigo? E me deixaria cuidando disso? – ela perguntou apontando para o irmão – Ele não podia ter ficado em Hogwarts? Curso de verão?
- Hogwarts no verão? – o ruivo ficou pensativo – Só ficam os chatos. Creia em mim, eu não indico a ninguém.
- Por favor, me digam que temos pais diferentes! – disse Rose ainda olhando o irmão.
Hermione lançou um olhar bravo para a filha.
- Rose! Já basta! Vá para o seu quarto!
Depois se virou para o filho.
- Você também Hugo! Vá para o seu quarto!
Depois se virou para um gato laranjado, grande e gordo deitado preguiçosamente no sofá.
- E você também! Sai daí!
Assim que o gato obedeceu ela voltou a faxina, enquanto Rose subia as escadas que levavam ao seu quarto seguida por Gail.
- Minha mãe vive com uma venda nos olhos!
Quando elas entraram no quarto, Rose fechou a porta, foi até uma das prateleiras do seu guarda-roupa e pegou algo.
- Olha o que ela me comprou! – disse mostrando a amiga uma boneca bruxa.
- É uma gracinha – respondeu Abgail rindo.
- Será que ela acha que eu tenho dez anos?
Abgail continuava rindo da amiga quando a porta se abriu de supetão.
- Rose, me empresta cinco galeões? – perguntou o irmão, metendo a cabeça pela porta.
- Você não sabe bater?
- Estou necessitando. Me empresta cinquenta galeões?
- Vai arrumar um emprego! – berrou Rose lançando a boneca no irmão.
O garoto conseguiu fugir antes de ser acertado. Rose correu atrás dele gritando em direção as escadas:
- Eu não sou mais criança! Quero uma trava na minha prova!
Depois voltou e bateu a porta que não possuía fechadura.
N/A:Olá, capitulo novo, e agora um pouco da relação de Rose com a família... espero que gostem... to adorando introduzir a Mione e o Hugo na fic hehe Espero que gostem!
Agradecimentos:
Tá aí o novo capítulo Luana de Almeida.
E Lana Sodré, sinto dizer, mas só começarei a postagem de Fogo na Chuva (http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=43232) quando concluir a de Apenas Amor, inclusive to sentindo falta de seus coments lá... Fico que feliz que esteja amando esta aqui...
Bom, é isso, beijos!