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21. Down


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 21
Down


 


O cheiro de sexo impregnava a escuridão do quarto. A respiração de Rose em meu ouvido era muito forte. Ela mordeu os lábios quando a encarei, enquanto eu me movimentava em cima dela rapidamente. A cama rangia. Nossos gemidos se misturavam.


– Mais, Scorpius... – Rose mandou. Ela era mandona na cama. Eu adorava isso.


– Eu te amo – beijei-a, estocando contra ela, fazendo-a soltar um grito abafado. Não paramos. Os olhos delas estavam fechados. Colei os lábios em seu pescoço, agarrando o lençol. As pernas dela estavam presas ao meu redor. Eu queria ficar assim com ela o resto da noite, mas eu estava tão excitado com tudo aquilo que gozei um minuto depois, mordiscando o lábio inferior dela e depois caindo ao seu lado, exausto.


Nos encaramos e eu sorri, satisfeito. Rose virou o corpo para o outro lado e eu envolvi meu braço em seu peito, acariciando seu seio nu distraidamente. Beijei seu ombro e apoiei meu queixo ali.


– Tudo bem? – Eu havia reparado que ela não atingiu o orgasmo.


– Eu estou um pouco distraída – desculpou-se.


Fiquei um tanto ofendido, porque o tempo todo eu me concentrei em dar prazer a ela. Mas ela estava distraída demais para ter reparado nisso.


– Você quer outra vez? – perguntei disposto, mas ela não respondeu. Eu suspirei forte, afastando-me. – Certo, prefere continuar distraída com os testes que vão acontecer daqui cinco meses.


Eu me levantei para ir ao banheiro e pouco antes de abrir a porta, Rose se levantou também, colocando a calcinha e o sutiã. Quando vestiu a calça, eu me virei, estranhando.


– Você vai sair?


– Quero dormir na minha cama essa noite.


Soou tanto com um “quero dormir sozinha hoje”.


– Só foi um comentário sarcástico, Rose – eu exclamei. – Não quis te chatear com isso! Eu sei o quanto os N.I.E.M’s são importante para você e que tem que se concentrar, mas-


Ela aumentou o tom de voz de repente, levantando:


– Não tem nada a ver com testes, Scorpius, que merda!


– Então isso tem a ver com o quê? – perguntei, aproximando-me. Ela abriu a porta do quarto e voltou a fechar, encostando a testa na madeira. Ficou um silêncio estranho entre a gente, que nunca ocorreu antes. Ela estava de costas para mim, parecendo cansada. Eu hesitei. – Rose, tem algum problema?


Eu tive medo que ela anunciasse que estava grávida ou algo assim. Juro que tive. Acho que fiquei com tanto medo que ela dissesse aquilo que eu dei um passo para trás e sentei na cama.


Rose suspirou e finalmente se virou para mim. A voz dela estava calma de novo, porém um pouco trêmula. Como se estivesse se esforçando para não chorar.


– Eu não quero transar hoje. Podemos só ficar aqui, sem fazer nada?


– Rose.


– Por favor – pediu, chegando até mim e me abraçando.


Eu não estava entendendo nada.


Mesmo assim eu a abracei de volta e nos deitei na cama. Ela encostou o rosto no meu peito e eu acariciei seu cabelo.


– Eu não quero brigar com você – falei baixinho. – Se você não estava muito a fim de transar, porque fez agora?


– Você queria – ela respondeu.


Eu me senti um pouco mal com isso, embora um pouco agradecido. Mas ainda assim isso era egoísmo meu. Eu segurei o rosto dela e a encarei.


– Não faça mais isso – pedi.


– O quê?


– Não seja altruísta.


– Estou sendo sua namorada.


– Não assim. Eu tenho essas necessidades constantes, mas não vou morrer se eu ficar sem. Além disso, eu prefiro que a gente não faça nada se é pra você não ter nenhum prazer.


– Eu sempre tenho prazer quando transamos... só estou distraída hoje. Eu não estou pensando só nisso agora – murmurou Rose.


– E no que você está pensando?


– Estou preocupada. Com algumas coisas.


– É sobre nós dois?


Ela fez que não. Fiquei mais aliviado.


– Então vai ficar tudo bem – eu disse, sorrindo. – Não importa o que estiver acontecendo. Vou ficar aqui com você.


Rose apenas voltou a deitar a cabeça no meu peito e não disse mais nada. A gente não conversou depois disso. Eu considerava que, se ela quisesse falar dos problemas que não tinha a ver com a gente, ela já teria falado. Dormiu abraçada a mim e eu fiquei olhando para o teto do meu quarto, perguntando-me porque ela estava desse jeito. Tão quieta e fechada.


 


 


 


 


– Rose anda um pouco estranha – comentei com Albus enquanto trotávamos em volta do campo de Quadribol para aquecermos. Nunca tivemos que fazer isso, mas Foster era o cara mais chato do mundo para fazer treinos. Eu não via no que criar resistência para as pernas pudesse nos ajudar sendo que voávamos, mas ninguém fazia questão de xingá-lo, porque Foster podia transformar qualquer um em uma lhama se ele quisesse.


Albus já estava ofegando, mas continuou correndo ao meu lado enquanto pensava no que dizer.


– Deve ser época delas. Sabe, TPM. Toda garota tem.


– Você e Natalie se resolveram?


– Ela veio pedir desculpas hoje de manhã.


– E você aceitou, é claro.


– Eu disse a ela pra gente dar um tempo de uma vez.


Você disse?


– Eu conheço Natalie, ela não gosta de se sentir sufocada. E ela acha que eu só estou com ela por pena só porque é capaz dela ter a mesma doença que matou o pai dela. Vou mostrar que ela está errada, e que eu a amo por causa do jeito esquisito e estourado dela. Então vou dar um tempo pra ela.


– Quer dizer que enquanto isso vocês podem ficar com outras pessoas.


– Sim – ele respondeu. Estava ficando um pouco para trás e apertou os passos.


– Você vai ficar?


– Se ela ficar.


– Isso é um pouco infantil da parte de vocês, não acham?


– Não sou eu que ando bebendo e falando merda pras pessoas, sou?


Eu não comentei nada sobre isso. Albus estava zangado e era capaz dele fazer alguma cagada também, assim que tivesse essa chance. Eu nem queria ver.


– E sabe o que me deixa mais puto? Ela não disse nenhuma merda. Mesmo se não tivesse bebido tanto, ela teria falado a mesma coisa para mim, que estava cansada, só que de um jeito mais sutil para “não ferir meus sentimentos”. Ferir meus sentimentos. Como se eu estivesse ferido. Eu não estou ferido.


Albus tropeçou no chão e caiu de peito no gramado, contrariando as coisas que estava falando. Eu parei de correr e olhei para o céu quando começou a trovejar.


– Ai – gemeu Albus, levantando-se ao meu lado.


– Isso foi patético – eu disse.


Ele não respondeu. Bufou, estrelando os dedos. Foster gritou para voltarmos a correr. Albus olhou para mim e obedecemos ao capitão.


– Conversa com a Rose – Al disse um tempo depois. – Acho que ela precisa disso.


– O que quer dizer? Estou sempre conversando com ela.


– Ela não contou a você?


Eu o encarei. Os pingos da chuva começaram a cair.


– Eu achei que ela tivesse falado para você, por isso nem comentei nada – disse Albus.


– Sobre o quê? – perguntei.


O apito de Foster soou finalmente e paramos de correr. Enquanto voltávamos para o meio de campo, ouvir as próximas ordens do capitão, Albus disse:


– Ela suspeita que meus tios estejam querendo se separar.


– Quer dizer, os pais dela?


– As brigas estão ficando cada vez piores entre eles. Rose odeia isso. Então não esquenta se de repente você sentir ela meio afastada, meio quieta. Meio estranha. Você não conhece ninguém que seja mais apegada aos pais do que a sua namorada, acredite.


– Por que ela não me contou?


A pergunta ficou no ar porque voltamos a treinar. Olhei para as arquibancadas. Rose não tinha mais tempo de assistir aos treinos. Eu não reclamava, mas às vezes sentia falta desse detalhe. De poder acenar para ela quando eu voava pelo campo ou fazia um ponto incrível. De repente foi Gwen que enfiou a cara na minha frente, sorrindo e tampando a visão da arquibancada.


– Oi, somos dupla de novo.


– Brilhante. Você vai medir o ângulo do meu braço?


– Não. Hoje vamos treinar manobras. Vê se não caia da vassoura dessa vez.


Ela se afastou para a sua posição enquanto gargalhava sobre o fato do último treino.


 


 


A mão de Rose estava quente. Eu a segurava sobre a mesa da biblioteca, enquanto olhava para ela com o rosto deitado no braço. Ela estava lendo um livro que parecia ser bastante interessante. Eu não entrei no assunto dos pais dela. Na verdade perguntei:


– O que está lendo?


Ela brincava com meus dedos, distraída, quando virou os olhos para mim. Sorriu.


– Um romance trouxa. Estou acabando. Faltam duas páginas.


– Você está lendo um romance?


– Eu gosto de rir um pouco.


– Tem cena de sexo? – perguntei curioso.


– Não do jeito que você está pensando.


– Então qual a graça dele?


– Mostra que é idiota pensar que alguma coisa dura para sempre.


Ela soou friamente humorada. Eu me ajeitei na cadeira e me aproximei dela.


– Tem algo te incomodando – sussurrei. – E antes que você diga que não quer falar sobre isso, Albus me contou.


– Contou, é? Bem, desde que ele e Natalie terminaram parece que Al não tem muito o que fazer a não ser fofocar sobre a minha vida.


– Rose.


– Eu estou irritada, Scorpius! Não era para isso estar acontecendo. Eles são meus pais. E os outros dois são meus melhores amigos!


– Pode ser que seja impressão sua. Sobre seus pais, quero dizer. Todos os pais brigam ou tem um momento ruim, e parece que vão se separar mas nunca se separam.


– O quanto os seus pais discutem, Scorpius?


Meus pais raramente discutiam. Rose notou meu silêncio e suspirou.


– Viu?


– Rose, os meus pais não discutem. Eles se ignoram quando estão irritados um com o outro e demora um tempo para eles quebrarem o gelo. Não fique se remoendo ou lendo livros de romances por uma coisa que só está na sua cabeça.


Ela mordeu a unha, piscando rapidamente.


– Não está na minha cabeça. Eu sei quando a coisa passa do normal. Eu vivo com aqueles dois sempre discutindo desde quando eu era um feto. Mas até Hugo está percebendo isso, principalmente depois que ouvimos mamãe falando sobre papeladas de divórcio. Às vezes eu o vejo por aí sozinho. Acho que ele também está mal por isso.


Lembrei quando peguei Hugo e a namorada dele fumando maconha no armário de vassouras.


– Então parece ser grave – comentei apenas.


– E sabe o que é pior? – a voz dela estava baixinha, rouca. – Eu estou longe para ajudá-los. Eu queria poder fazer alguma coisa, mas não consigo. Odeio me sentir impotente e eu me sinto assim com essa situação. O fato de ser obrigada a me contentar por isso não é o suficiente. Estou aflita.


– Rose, lembra do Parrish? Quando ele ameaçou que ia jogar fogo na minha mansão? E eu fiquei preocupado e você disse que tudo ia ficar bem? – ela assentiu. – Acho que agora é a minha vez de dizer isso.


– Sim, mas... – A gente se encarou: – Eu disse que ia ficar tudo bem, mas depois você viu seu pai com o rosto queimado. Não ficou tudo bem.


– Ficou sim – eu segurei o queixo dela. – Meus pais estão vivos. Parrish morreu. E eu me apaixonei por você.


– Só porque eu disse que tudo ia ficar bem?


– Ninguém nunca se preocupou comigo antes desse jeito – eu disse, olhando para nossas mãos. – Que nem você.


Ela me beijou nos lábios suavemente, acariciando meu rosto e agradecendo. Eu toquei sua língua com a minha e quis aprofundar mais, só que um barulho na biblioteca nos interrompeu. Nos afastamos rapidamente, achando que era Madame Pince.


Mas era outra pessoa. Roy Legrant. Ele tinha derrubado alguns livros da prateleira atrás de nós. Olhamos para ele.


– Desculpem atrapalharr. Mas, Rose... onde fica mesmo esses livrrros?


– Está escrito nas placas. Você não sabe ler em inglês também? – perguntei. Rose franziu a testa para mim.


– Scorpius, é só uma dúvida. A biblioteca é enorme, aposto que nem você sabe onde fica os livros de Aritmancia – sorriu. Rose quis ser humorada dizendo isso, mas não soou numa hora certa. Ela se levantou da cadeira e pediu que Roy a seguisse. Rose gostava de mostrar que ela conhecia cada pedaço da biblioteca. Quando ela começou a se afastar, Roy sorriu para mim discretamente.


– Devia participar de uma aula de Aritmancia também, Malfoy.


– Eu já tentei convencê-lo muitas vezes que me acompanhasse – contou Rose.


– Ele conseguiu negar isso de você?


Eu me aproximei dele, perigosamente.


– Por que você está dando em cima dela?


– Scorpius – exclamou Rose virando-se para nós com o livro no peito.


– Esse desgraçado está dando em cima de você, Rose. Pare de fingir que não enxerga isso. – Eu me virei para Roy de novo, nervoso. – Vamos, cara, agora faz isso na minha frente.


Eu devo ter apertado algum calo dele, porque de repente Roy me peitou e disse com a voz grossa:


– Fica na sua, playboy.


– Meninos, parem com isso – Rose se postou entre a gente. Se nossos olhos tivessem algum tipo de magia negra, a gente já teria começado a tacar maldição um no outro. – Parem!


Roy me encarou com os olhos frios. Ajeitando a gravata do uniforme, ele me analisou com desprezo. Nem olhou para Rose ao se afastar, mas eu verifiquei até que ele tivesse saído de lá. Quando foi embora finalmente, Rose cruzou os braços, brava.


– O que diabo foi isso? – perguntou a mim.


– Eu acho que ele não sabe que eu sou seu namorado. Foi só um lembrete.


– É claro que ele sabe!


– Bem, então ele é um vagabundo.


– É só um amigo, Scorpius.


– Então você já o considera um amigo?


– Eu já o conhecia antes. Roy está se preparando para trabalhar com meu tio há um tempo e eu o conheci depois que voltamos de Los Angeles.


– Eu achei que ele queria ser médico.


– E ele quer, mas o pai dele o obriga a ser auror.


Fingi que estava com pena dele. Na verdade, ter idéia de que Rose já conhecia o cara sem eu saber e ainda sabia dessas coisas sobre ele fez meu sangue esquentar.


– Ah, então isso muda tudo. Ele está fazendo a vontade do paizinho e então ele tem todo o meu respeito.


Vê se cresce. O pai dele é um grande amigo da minha família. Roy nunca faria nada para me desrespeitar.


– Vê se enxerga, Rose. O cara só não te comeu ainda porque ele não achou um garfo. Mas pergunte a ele se ele não está com fome. Vai ver a resposta!


Rose pegou a bolsa e foi embora. O mínimo que ela podia fazer era me ignorar.


Comecei a reparar naquele momento. Engraçado como em um momento estávamos nos derretendo com palavras amorosas, mas no segundo seguinte vinha sempre alguma discussão. E isso passou a ser constantemente.


 


Albus e Natalie estavam dando tempo. Ou seja, não existia mais o tempo todo nós quatro juntos. Tendo dado uma semana, Rose e eu nos reconciliado da discussão por causa do meu ciúme – eu preferia culpar Roy –, achamos que os dois iam voltar às boas, mas não aconteceria tão rápido, já que um era mais orgulhoso do que o outro. Queriam voltar, mas decidiam encher o saco da gente.


– Você sabe se ele ficou com alguém? – perguntava Natalie a mim.


– Não, não sei mesmo.


E quando eu andava com Albus, ele fazia a mesma maldita pergunta.


– Ela não... pegou algum cara, pegou? Ouvi dizer que Bradley estava dando em cima dela.


– Eu não vi nada.


Uma vez, depois do almoço, Rose sugeriu algo só para mim.


– E se a gente mexer alguns pauzinhos? Ajudá-los a perceber que eles querem voltar?


– É capaz da gente piorar a situação – eu disse. Rose concordou, rindo. Depois parou de rir e ficou mais séria.


– Eu tinha medo de que isso começasse a acontecer.


– É só uma fase. Eles vão voltar. Quero dizer, são Albus e Natalie. Os dois não vivem separados.


Rose suspirou e me encarou. Estávamos no banco do jardim de frente para o outro. Ela ia me dizer alguma coisa, mas fomos interrompidos.


– Rose! Scorpius! – ouvimos uma voz nos chamando. Será que ninguém podia nos deixar em paz por algum tempo? Andrew Smith se aproximou correndo. Ele inalou a bombinha de asma quando parou a nossa frente. Respirou e disse ofegante: – A diretora McGonagall está chamando a gente.


– Pra quê? – perguntei. – Eu tenho treino de Quadribol daqui a pouco.


– Eu não sei, mas parece que aconteceu alguma coisa grave e todos os monitores devem ir à sala dela imediatamente.


Rose não discutiu. Eu segui os dois até a sala da diretora sem controvérsia, curioso, para saber o que estava acontecendo. Andrew falou a senha da sala quando chegamos alguns minutos depois e a porta se abriu, revelando a mesa e os quadros dos antigos diretores. No aposento, estavam todos os monitores das casas. Os lábios da diretora era só uma linha reta. O assunto era sério.


Estranhei ao ver que Roy Legrant também estava lá, mesmo ele não sendo monitor. Pelo visto faltava só nós três, porque foi apenas chegarmos que a diretora começou a dizer:


– Temos uma situação e quero os olhos de vocês bem abertos quanto ao problema. O sr. Legrant alegou ter visto alguns alunos fazendo uso de substâncias ilegais aqui dentro da escola.


Eu imediatamente olhei para Rose. Imediatamente me lembrei do irmão dela. Rose nem tinha idéia.


– Legrant tirou isso – ela mostrou um pacote sobre sua carteira – de um grupo do sexto ano. Já tomamos providências, mas queremos ter certeza de que ninguém mais tem isso por aqui. Os senhores estão sabendo disso? De outros que estão usando drogas aqui na escola?


Os monitores murmuram vários “não”. A diretora McGonagall olhou para mim, porque eu fui o único que ficou calado.


– O senhor sabe, Malfoy?


– Não, senhora.


– Então vocês estão fazendo um péssimo trabalho. Eu quero que investiguem todos os lugares, principalmente nas salas comunais depois do toque de recolher. Entenderam?


– Sim, diretora – dissemos em uníssono.


– Srta. Weasley, me avise depois. Irei tomar as providências.


Rose assentiu, prontamente.


Saímos da sala e os monitores começaram a discutir quem poderia estar fazendo aquelas coisas. Rose parecia abalada e revoltada.


Drogas? Quero dizer, isso é estúpido. Estamos aqui para estudar e os alunos pensam em ficar se drogando? Temos que descobrir quem mais está com isso por aqui.


A monitora da Lufa-Lufa sugeriu quando paramos no meio do corredor:


– E se instalarmos um feitiço que nos avise onde as drogas estão?


– Essa é uma boa idéia, Selena – aprovou Rose. – Podemos fazer isso nas salas comunais. Cada um fica encarregado por suas casas.


– Mas como ativa o feitiço? – perguntou um garoto da Grifinória.


Não foi Rose que explicou. Foi Roy. Ele falou o nome do feitiço e disse que o objeto que precisávamos encontrar iria ser iluminado por uma fumaça vermelha muito visível se estivesse perto de nós.


– Esse é um feitiço usado pelos aurores durante algumas investigações – ele se gabou com aquele sotaque carregado ao extremo. – Eu já usei uma vez, e devo dizer que dá muito certo.


Ele estava se interessando por essa situação porque queria impressionar Rose. Mas eu não comentei nada sobre isso com ela. Não queria discutir. Só segurei o braço dela.


– Ei, vou ao treino agora.


– Está bem. Vejo você mais tarde.


Eu a beijei nos lábios demoradamente, sabendo que Roy olhava para nós. Assim que soltei Rose, joguei minha mochila nas costas e me afastei. Claro que não sem antes notar que os dois saíram conversando dali.


Pare com isso, Scorpius. Roy podia ser um filho da puta de duas caras, mas eu conhecia Rose. Ela nunca daria bola para ele. Rose gosta de conversar com as pessoas, isso não quer dizer que ela estivesse interessada no cara também.


Eu estava distraído durante o treino. Cada vez mais Foster dava treinamentos que exigiam reflexos e resistência com as pernas apoiadas no chão. Tivemos que correr e pular obstáculos. Duas ou três vezes ralei minha canela nos cavaletes. Meus outros colegas também estavam com alguma dificuldade. Albus estava dominando. Gwen pulava os cavaletes como se ela fosse um unicórnio e os obstáculos as nuvens. Não tinha dificuldade alguma.


Quando o treino acabou, eu me sentei num banco e levantei a calça até os joelhos porque eu estava sangrando. Eu não tinha nenhum remédio nem poção naquele instante, então fui mancando até o vestiário. No meio do caminho, Gwen se aproximou de mim.


– Você está sangrando.


– Jura? Eu não havia notado.


Ela ignorou minha ironia e tirou da bolsa dela um frasquinho em que continha uma substância rosa. Entregou-me. Olhei desconfiado. Ela riu fraquinho, girando os olhos.


– Não é ácido, Scorpius. Só ajuda a curar o machucado.


Acreditando nisso, peguei o frasco de sua mão. Olhei para ela.


– Valeu.


Ela se afastou sem me criticar pelos tombos que levei. Olhei para o remédio, esperando aplicá-lo depois do banho no vestiário.


 


 


 


As inspeções dos monitores foram ficando mais firmes depois daquele dia, no entanto não encontraram mais ninguém que obtivesse alguma droga. Ou o feitiço que o Roy indicou não estava funcionando ou o resto das drogas estava bem escondido. No final do segundo período de aula, logo depois do almoço, os alunos foram obrigados a terem suas mochilas confiscadas. Eu ajudei com isso, porque fazia parte do meu trabalho de monitor.


Ironicamente tive de abrir a mochila de Hugo e Alice. Esperando encontrar alguma coisa e me preparando para isso, surpreendi-me com o fato de não ter encontrado nada.


Olhei para os dois. Hugo desviava o olhar.


– Vocês esconderam, não é? – perguntei com a voz baixa.


– Não temos mais nada – ele disse. Eu olhei para Alice e ela pegou sua bolsa em minha mão de um modo estúpido. Hugo parecia mais magro que o normal. – Alguém roubou tudo.


– Roubou? – estranhei, achando que ele estava mentindo.


– Não sabemos de nada – disse Alice, brava. – Podemos sair agora?


Eu entreguei a mochila de volta para Hugo. Se não tinha prova, não tinha acusação. E pela cara dos dois, parecia mesmo que eles não tinham mais nada. E que talvez não fosse um alívio tão grande assim.


Olhei para Rose no outro lado do Salão Principal. Ela realmente estava preocupada com isso, porque estava ajudando a descobrir se havia drogas, com aquela sua postura firme, dedicada e séria. Senti-me mal por estar sabendo que o irmão caçula dela era um dos que usavam – e que ela nem desconfiava –, mesmo que fosse apenas com a namorada. Eu não fiz uma promessa sobre não falar nada. Ficar calado era uma escolha minha. Eu não queria que Rose se sentisse ainda pior sabendo disso, porque já estava preocupada demais pensando em como ajudar os pais que pareciam estar se separando. Senti uma necessidade absurda de fazê-la se sentir bem quando lembrei o quanto ela parecia triste.


Tive também uma idéia. Eu não era um romântico incorrigível, eu não fazia surpresas a Rose, eu não sabia estabelecer um clima quando eu tinha essa intenção. Mas dessa vez, com o fim de semana chegando, tive vontade de fazer algo por ela. Algo diferente. E romântico.


No final do dia fui até Natalie na sala Comunal da Grifinória.


– Eu meio que preciso falar com você – falei, coçando a nuca.


– Por quê? – ela franziu a testa. – Isso tem a ver com a Rose, certo?


Entendi que ela estivesse preocupada que eu estivesse tentando fazê-la voltar com Albus. Ela até começou a se explicar:


– Se não... eu preciso de um tempo... ele sabe disso. Preciso pensar nas coisas, principalmente nas coisas que eu fiz e eu não quero que Albus-


– Tem a ver com a Rose – apressei-me a dizer. – Não conte nada a ela. Já vai fazer mais de um ano que estamos namorando. Quero fazer algo para... comemorar isso.


Ela sorriu abertamente.


– Isso é lindo, Scorpius.


– Mas eu não tenho nenhuma idéia do que fazer.


– Não tem segredo. Leve-a para jantar amanhã à noite em Hogsmeade na Caverna da Lola.


– Isso é tão antiquado – soltei uma risada, lembrando que a Caverna da Lola era um restaurante novo que havia se aderido a um espaço na vila de Hogsmeade. Só ia casal por lá.


– Até parece que não conhece aquela ruiva – Natalie girou os olhos, desaprovando minha falta de atenção. – Não é novidade que Rose é antiquada. Ela gosta desses pequenos detalhes, que parece estar faltando na relação de vocês.


– Então... eu só preciso levá-la a Caverna da Lola. A comida é boa?


– É sim – Natalie parecia estar se lembrando de um episódio engraçado. – Albus me levou ano passado, só de brincadeira. Pedimos o cardápio inteiro e deixamos dois casais sem sobremesa. Tínhamos bebido um pouquinho e...


Ela coçou a testa, parando de falar. Eu percebi e comentei:


– Você devia voltar com Albus.


– Eu fui tão injusta com ele no Halloween. Falei aquelas coisas. – Ela parecia arrependida. – Mas Albus não me perdoou. E eu tenho essa... quero dizer, eu tenho essa coisa doentia de não conseguir ficar o tempo todo grudada com alguém, por mais incrível e bonzinho que esse cara seja – disse. – Parece tão fácil olhando para você e para Rose, mas para mim... eu tenho problemas quando me apego muito a algum sentimento. Eu costumo ficar bêbada.


– Explicou isso a ele? Albus não está bem, sabe.


– E acha que eu me sinto bem? Ainda o amo, mas a gente se odeia, entende?


Eu lembrei o quanto eles discutiam desde crianças. Ela continuou desabafando:


– Não dá certo ficarmos o tempo todo juntos. Acontece o que aconteceu. Eu o magoei. Não. Pior ainda. Eu o humilhei. Todo mundo me viu dando aquele fora nele...


– E vomitando também – não deixei de lembrar. – Não necessariamente nessa ordem.


– Eu não era assim.


– Você perdeu seu pai.


– Não é desculpa. Não quero que as pessoas sintam pena de mim. E eu não quero continuar magoando as pessoas que eu mais gosto.


– Eu entendo – falei. – Depois do acidente, um monte de gente veio me perguntar do meu primo, como se de repente as pessoas tivessem ficado solidárias. Eles odiavam Dimitre.


– O que não falta nesse mundo é a hipocrisia – Natalie disse sabiamente. Depois disso, uma garota veio conversar com ela e não conversamos mais. Mas fiquei com a idéia de levar Rose para a Caverna da Lola na cabeça e a coloquei em prática na noite seguinte de sábado.


 


 


Albus estava deitado no sofá, brincando com o pomo-de-ouro que o pai dele dera uma vez. Eu não o via brincar com aquela coisa desde o segundo ano, época em que parecia que Albus havia se casado com o presente. Ele me viu depois que saí do banho e deu uma risada, enquanto o pomo sobrevoava sua cabeça.


– Cara, você exagerou um pouco nesse perfume. Sei que às vezes Rose é difícil de lidar, mas não sabia que queria matá-la asfixiada.


Eu ajeitei a gola da minha camisa preta e perguntei:


– Está bom?


Albus coçou o queixo.


– Uma camisa preta básica. Uma calça jeans preta. Hum – pensou e fechou a cara: – Não me importo.


E voltou a encostar a cabeça no sofá.


– Por que você não sai também? – perguntei. – Sei lá, dá uma descontraída.


– Talvez mais tarde. Divirta-se – disse quando peguei meu casaco e saí para me encontrar com Rose.


Estava frio naquele dia de novembro e esperei Rose na entrada de Hogsmeade por uns cinco minutos. Ela apareceu vestindo uma blusa justa e uma saia que ficava incrível nela. Tinha um sorriso no rosto quando se aproximou. E me deu um beijinho.


– O que preparou para essa noite? – perguntou-me enquanto seguíamos o caminho. Eu só havia convidado ela para uma noite de encontro, não especifiquei mais nada. Ela adorava ficar curiosa.


– Um jantar. Na Caverna da Lola.


Ela me olhou desconfiada.


– Você não fez isso – tentava não sorrir. – Lá é muito caro.


– Lá é romântico – eu coloquei um braço ao redor do seu ombro. – E eu posso ser romântico. E não se preocupe com dinheiro, deixe que eu me preocupe com essas coisas sem importância. E se você detestar essa noite, a culpa será totalmente da Natalie.


Ela gargalhou. Fiquei feliz de vê-la humorada.


– Mesmo depois de um tempão namorando, você pediu ajuda para decidir onde me levar, estou certa?


– Eu não quero errar nada – sorri.


Chegamos dois minutos depois na Caverna da Lola. Era um restaurante bonito e tranqüilo, nada parecia com uma caverna, só o nome. Lola era a dona do restaurante, uma bruxa de cinqüenta anos muito gorda e simpática, que estava sempre preocupada com os fregueses. Eu conhecia Lola. Já trabalhou com o tio da minha mãe, Frank Greengrass, no restaurante dele lá no Beco Diagonal. Toda vez que ela me via eu levava um apertão na bochecha. Era um dos motivos por eu nunca ter levado Rose naquele lugar.


E sabe o que era mais constrangedor? Lola nunca sabia falar meu nome certo, então decidia ser prática.


Eu estava afastando uma cadeira vazia para Rose se sentar, da forma mais cavalheira possível, quando a voz grossa e alta de Lola exclamou dos fundos:


– FILHO DA ASTORIA!


Eu fingi que não era comigo. Rose – na verdade, todo mundo – olhou. Quando me sentei a sua frente, ela disse segurando a risada:


– Acho que não há nenhum outro filho da Astoria aqui, Scorps.


– Oh, não acredito que você está aqui! – exclamou Lola se aproximando da nossa mesa, sem dar tempo de eu sequer lembrar que existia a chance de ir embora. – E com uma jovem linda como essa, deve ser sua namorada de longa data, estou certa?


– Só um ano – fui modesto. Lola apertou minha bochecha, achando-me extremamente fofo.


– Um ano! Veja só! Um tempo que poucos jovens de hoje conseguem atingir juntos. Vocês definitivamente são abençoados. Vocês definitivamente merecem o prato especial dessa noite!


Rose esfregou as mãos, contente com isso.


– Estou morrendo de fome!


Lola sorriu para ela.


– Ainda bem, porque o prato especial não é nada pequeno!


– Tragam o melhor que tiverem – eu mandei.


– É pra já, bonitinho – apertou minha bochecha de novo, animada, e se afastou para atender ao nosso pedido.


Rose ria, enquanto eu esfregava minha bochecha, que provavelmente estava vermelha.


– Não ria – pedi sério. – Ela faz isso toda vez que me vê.


– Eu não sabia que você conhecia Lola. É uma figura.


– Meu pai a odeia.


– Por quê?


– Bem, pense em alguém que odeia chamar atenção. Meu pai. E pense em alguém que adora dar atenção toda vez que ele aparece porque é o marido da Astoria. Meu pai odeia o fato de que ela ama a gente. Isso é um pouco raro – refleti.


– Vocês deviam agradecer. Vamos comer o prato principal hoje, não é mesmo?


– Sorte a nossa.


Enquanto esperávamos, Rose apoiou o cotovelo na mesa e segurou o queixo olhando para mim, curiosa.


– Você raramente fala sobre seus pais. Queria ter conhecido sua mãe melhor, e não naquele hospital com seu primo em coma. Ela parece ser uma ótima mulher.


– Ela quase morreu uma vez – de repente eu havia contado.


Rose apertou os olhos, interessada.


– O que houve?


– Eu estava nascendo. Ela estava com uma complicação na gravidez. Sugeriram que ela abortasse, porque ela tinha risco de perder a vida se desse a luz, mas minha avó conta que ela não mudou de opinião. Ela preferiu correr o risco. Meu pai quase teve um treco nessa época.


– Uau – Rose sussurrou, admirada. – Eu não sabia.


– Só a família sabe sobre isso – eu respondi. – E você, agora.


Eu não soube dizer o que isso significou, mas naquele momento o garçom trouxe as bebidas. Rose tomou um gole do seu suco e perguntou:


– E quanto ao seu pai?


Tive de pensar um pouco para responder essa.


– Eu estou tentando não fazer tudo o que ele fez na vida dele.


– Isso é bom – ela disse. Depois suspirou. – Passei um tempão da minha vida querendo fazer tudo o que minha mãe fez. Mas eu comecei a perceber que isso é impossível. Ser tão brilhante quanto ela. É... é só impossível. Por mais que eu tente.


– Você não precisa ser como ela.


– Mas é isso o que todo mundo espera. O tempo todo eles estão me comparando com ela. Eu me sinto lisonjeada, claro, mas... toda vez que algum profissional fala sobre mim, nunca se referem a mim como a Rose. Eu sempre sou a filha de Hermione Granger. Eu ganhei créditos que eu não merecia por isso. Quero dizer, quando os professores liam minha redação e as suas eram muito melhores do que a minha. Isso era tão injusto. Eu achava que você me odiava por isso.


– Nunca odiei você. Eu meio que tinha inveja.


– Por quê? Você é brilhante em redação.


– Não sobre isso. – Eu hesitei. – Sobre sua família.


Rose mordeu os lábios e abaixou a cabeça. Eu não queria ter entrado nesse assunto. Eu não queria que falássemos sobre isso justamente numa época caótica em que seus pais se encontravam. Pela primeira vez adorei a voz de Lola. Ela chegou com o prato especial para nós dois, apertou minha bochecha outra vez e desejou bom apetite. Depois ela perguntou a Rose qual era a música preferida dela. Rose respondeu e Lola exclamou para a banda ao vivo tocá-la durante nossa refeição.


Agradeci a Lola mentalmente por isso. Rose estava sorrindo de novo.


– Isso é uma delícia.


Nós conversamos sobre outras coisas durante o jantar. Houve o momento, então, que eu me levantei quando acabamos e a convidei para dançar. Tinha mais casais dançando a música lenta. A gente foi até a pista. Não dançamos. Na verdade, ela só me abraçou e eu segurava a cintura dela enquanto girávamos devagar no mesmo piso. Ficamos abraçados, sem falarmos nada, e Rose encostou o queixo no meu ombro, mexendo os dedos na minha nuca suavemente. Por isso eu ouvi a voz dela bem colada ao meu ouvido:


– Ando tendo um medo absurdamente grande do futuro.


– Eu não tenho pensado muito sobre isso.


– Eu penso o tempo todo agora. E me preocupa, porque eu não tenho a mínima idéia do que vai acontecer.


– Consegue sentir esse calor, Rose? – perguntei baixinho. Ela assentiu. – Eu não consigo me preocupar com muita coisa quando estamos assim. Como diria Dimitre... isso é fodidamente bom.


Senti a risada fraca dela.


– Você teve mais notícia dele?


– Ainda está na mesma.


Continuamos assim, juntos. Às vezes isso chegava a ser tão bom quanto o sexo. Dessa vez eu nem estava ansioso para voltar para o dormitório. Estava bom desse jeito.


No entanto, é claro, não reclamei quando eu a levei para o meu dormitório de monitor e tranquei a porta. Rose tirou os saltos e se esticou na cama, esperando-me com os olhos sonolentos. Havia sido uma noite muito boa e eu podia melhorá-la. Eu ajoelhei-me até ficar sobre ela no colchão e começamos a nos beijar. Arranquei meu casaco e a mão dela puxou minha camisa para cima. Não tínhamos pressa. Beijei seu pescoço, provocando do jeito de sempre um suspiro forte. A saia dela estava no outro canto do quarto e eu abri sua blusa deixando a mostra seu sutiã. Desci os lábios até a barriga. Rose passava a mão em meus braços. As coxas dela eram lindas e eu me obriguei a saboreá-las. Quando voltei a beijar sua boca, sua mão abriu meu cinto e eu lembrei o quanto ela fora um pouco atrapalhada nessa parte de tirar minha roupa. Mas agora... já dominava isso com uma certa impaciência.


Tirou minha calça e me jogou ao seu lado para ficar sobre mim. Distribuiu beijos suaves no meu abdômen. Nesse momento ela apertou minha ereção e não havia pudor. Fui ficando excitado a cada estimulação e ela soube exatamente o momento certo para me deixar mais duro quando colocou meu membro na sua boca. Meus lábios estavam parcialmente abertos, eu sempre me hipnotizava com essa cena. Não consegui ficar calado enquanto ela me chupava daquele jeito incrivelmente sério e dedicado. Em alguns pontos estratégicos que ela roçava a língua, eu gemia mesmo.


Segurei seus cabelos e puxei seu rosto para perto do meu, beijando-a com força. Ela protestou e ofegou:


– Me deixa te fazer gozar.


– Só no fim, amor – avisei.


Uma parcela alta de luxuria estava no ar naquele momento. Quando tirei suas roupas, lubrifiquei sua entrada com movimentos rápidos com a língua. Rose apertava os lençóis. Abri a gaveta do criado-mudo e tirei a camisinha. Vesti rapidamente. Olhei para Rose, segurando suas pernas quando me acomodei entre elas. Ela gemeu fraquinho e, tendo penetrado inteiramente aquele espaço delicioso, quente e úmido, comecei a mover meu quadril.


Eu gostava de começar lentamente até ela me mandar ir mais rápido. Só que dessa vez ela empurrou-se contra mim e segurou a cabeceira da cama, instigando os movimentos. Ela gemia e ofegava, mas não dizia nada. Sua expressão de prazer era indescritível. Rose estava amavelmente sexy naquela noite, o cabelo solto caído nos olhos, e levando aquilo tão a sério que eu precisei fazer jus a sua vontade. Dessa vez ela queria orgasmo.


– Não para – ela mandou, e eu estocava com força e velocidade, deixando sons saírem da minha voz. Ela não perdeu nenhum ritmo. Apertou minha nuca e encostou a testa na minha, cerrando os dentes. Segurei a cintura dela, levantando seu tronco e continuei a penetrá-la, deslizando meu pênis dentro dela rapidamente. – Scorpius... oh... oh isso!


Reparei em como os seios dela balançavam conforme a gente se movimentava juntos. Eu fiz tudo ao mesmo tempo. Estimulei seu clitóris com os dedos, enquanto lambia e chupava seus mamilos e agüentava a pressão dos nossos sexos encaixados. A intensidade dos gemidos dela indicava que ela estava chegando. Eu não parei... Com uma última estocada, ela engoliu o grito abafado e eu mordi seus lábios com força enquanto ela revirava os olhos. Tirei seu cabelo do rosto, beijando-a. Rose ofegou.


Esperei alguns segundos apenas para ela se recuperar do fôlego. Retirei meu membro dela e deitei ao seu lado. Ela sentou em mim, esmagando as unhas no meu peito, e voltamos à ação. O cabelo ruivo dela estava jogado para todos os lados. Eu estava suando, mas o suficiente naquela noite foi ter feito com que Rose atingisse o orgasmo mais de uma vez. Eu queria que ela ficasse em êxtase. E, não agüentando mais, acabei gozando junto com o terceiro orgasmo dela, em meio a beijos e abraços dos nossos corpos completamente molhados, e as unhas dela fazendo rastros pelas minhas costas de um jeito prazeroso e ardente.


Foi a melhor transa que já fizemos. Pelo menos até aquele momento.


Rose rolou até voltar a ficar deitada sobre mim, beijando-me. Eu rocei minha mão suavemente pelas curvas dela. Eu estava entorpecido. Ela me encarou e beijou meu pescoço. Não de um jeito sexual, mas amoroso, gostoso, simples, delicado. Sensual. Segurei seu glúteo.


– Gosto de te ver ousada – comentei. Ela penteou o cabelo para trás com os dedos, sentada no meu quadril. Ajeitei o travesseiro na minha cabeça e sorrimos um para o outro.


– Você me faz ser quando estamos sozinhos. E me faz perder uns dez quilos também.


Ela me fazia rir.


– O que achou dessa noite? – perguntei.


– Oh, deixe-me refletir. Você me levou para jantar em um restaurante super romântico. A comida estava deliciosa. A banda tocou as minhas músicas favoritas e você pagou tudo. E eu não preciso comentar o jeito que você me fez gritar aqui, preciso?


Ela me deu outro beijo, sussurrando que tinha sido perfeito. Mas depois se afastou para ir ao banheiro, como sempre fazia. Eu descansei, olhando para o teto, enquanto isso. Dei um leve sorriso quando ouvi o som do chuveiro. Fechei os olhos e um tempo depois, Rose perguntou onde a toalha estava.


E aquele simples detalhe mudou o rumo de muitas coisas.


– Está no armário aí do espelho – eu disse alto.


Ela não respondeu nada depois.


– Achou, Rose? Rose?


Coloquei a cueca e fui até lá, bufando. Qual era o segredo de encontrar uma toalha? Mas quando entrei no banheiro, Rose, além de ter encontrado uma toalha, tinha encontrado outra coisa.


A testa dela estava franzida. Meu sangue parou de circular por um momento quando ela perguntou olhando para um dos saquinhos que tirou dentro do meu armário:


– Isso é...?


Ela me encarou como se não me reconhecesse.


Rose tinha achado drogas no meu banheiro.


 


 


 


 


 


Mais um capítulo postado e dessa vez não enrolei. Posso ter demorado um pouquinho, mas é porque esses capítulos não são fáceis de fazer. Quero dizer... entramos em uma fase que quase ninguém gosta. É quando as coisas começam a dar errado e tudo parece desandar. Alguns personagens estão deixando vcs putos. Mas a fanfic não iria para frente se a idéia não tivesse aparecido. Aquele flashfoward estimulou minha imaginação e me deu inspiração para continuar. Por isso quero muito agradecer a todo mundo que ainda comenta! Obrigada pelo suporte, o apoio, sério, vocês são demais *-* Visitem o tumblr da fic (mhbornforthis.tumblr.com), façam perguntas ou dêem sugestões. Tudo para fazer a fic continuar entretendo vocês! Comentem e até o próximo!

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Comentários: 13

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Enviado por Lana Silva em 18/12/2012

Ahhh por Merlin, aquele idiota do Roy que colocou eu aposto...Não acho que Hugo e Alice fariam não, quando eles falaram que tinham roubado Drogas deles eu achei que tinham mesmo, mas então esse Roy pareceu muito prestativo. Aposto que ele que fez isso com o Scorpius, que cachorro. Amei o capitulo e toda a parte da noite deles, o restaurante e tudo mais, velho, se eu pudesse entrava na historia e dava uns tapas nesse garoto , o Roy, e olha que eu sou totalmente contra agressões fisicas! Acho que agora tudo vai ficar mais confuso e dificil para eles dois :/ velho o Scorpius nem fez nada coitado, agora temos saber se a Rose vai acreditar nele ou sei lá o que ela vai fazer :(


bjoos! 

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 15/07/2012

Oi, eu estou viva! Estou voltando e me colocando em dia! rsrs :D Tenho certeza de que eu já tinha lido esse capítulo, mas preferi recomeçar pela Parte II e não perder nada. Credo, que saudade que eu tava desse Scorpius irritadiço *-* É oficial, o Roy é um FDP, mas eu costumo não odiar personagens porque odiar implica em querer que eles não existissem e, sem eles não tem história, não é mesmo? Então, Roy, tu é um FDP, mas seja benvindo HAHAHAHA Certeza de que foi ele que colocou as drogas no armário do Scorpius, e depois desse final dá para entender vários dos acontecimentos mostrados no capítulo anterior... Rose e Roy, soco, quase expulsão... É, essa fic pega fogo e eu adoro fogo. Bjs, Pokie, vou tentar me atualizar o mais rápido possível, porque agora eu voltei (!!!!!!), to com fic nova no pedaço... Bah, senti saudades! Até :)

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 17/04/2012

Demorei, mas finalmente vim comentar. Eu li o capítulo pelo cel, reflita o tamanho do desespero da pessoa KKKKKKKKKKKKKKK 

Nossa, eu quero mto que esse francês se dê mal. Nunca odiei tanto um personagem dessa fic como odeio esse moleque u.u Merece levar uns bons tapas pra aprender a ser gente. Também aceito um Crucio ou um Avada, sem problema u.u kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E nossa, eu adoro a Gwen. Não sei se mencionei isso no comentário do último capítulo, mas ela é bem legal! 

Tô com pena do Scorpius, sério u.u Algo me dizia que esse lance das drogas ia sobrar pra ele, pq né u.u quero só ver no que isso vai dar, e é tudo culpa daquele francês metido (sim, pra mim é tudo culpa do Roy, mesmo que vc coloque outro culpado, ainda vou achar que a culpa é dele, blz? KKKKKKKKKK ~le me revoltada~ #tumblrfeelings).

Enfim, vou parar por aqui. Quero mto o próximo capítulo +_+

Xoxo ;***

Nota: 5

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Enviado por Karyne Weasley Malfoy em 13/04/2012

Simplesmente ameiii o capítulo e concordo totalmente com a Mimi Potter, a Rose tá mal por causa dos pais dela e depois desse final aí, em que ela encontra drogas no armário do Scorpius, a coisa só vai piorar e advinha quem é que vive atrás dela, para dar o que chamamos de "ombro amigo?" Exatamente, o Roy, esse desgraçado, não suporto ele u.u  
Aaaaah, morrendo de pena do Scorpius, tudo tá dando errado pra ele, poxa, ele não merecia isso e a Rose mesmo estando meio instável, não justifica o fato de ela não estar sendo muito justa com o próprio namorado :(
Morrendo de curiosidade para o próximo capítulo Pokie (posso te chamar assim?) e espero que não demore a postar.Beijos.

Nota: 5

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Enviado por Mimi Potter em 12/04/2012

Cara,eu entendo perfeita o pq a Rose vai acabar dormindo com o Roy.Ela está totalmente instável e vai ficar super vulnerável quando brigar com Scorpius e nessas horas sempre acabamos fazendo merdas.E transar com as pessoas erradas eh comum!hahaha

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 12/04/2012

como assiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!! foi o roy nojentooooooooooooo!!! a rose não pode fazer isso. não é justo ela não acreditar no scorps. não faz issooooooo. eheheheheh 
aii eu vou morrer até o próximo capítulo. como tu pode ser tão má e parar justo aqui? hehehehehehhe
posta logo, peloamordedeus! 

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 11/04/2012

Só posso dizer uma coisa: FU-DEU!
quando tudo ia bem... lascou... foi aquele Roy sei-lá-o-que... Aaah, que  ódio desgraçado!!]Posta logo! u.u
Tá ótimo, masmo que me dê um aperto no coração! 
Beijão
 

Nota: 5

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Enviado por Lívia G. em 11/04/2012

Porra, amei o capítulo! Só fiquei puta com esse final! Quanta filha da putisse isso de colocarem drogas no armário do Scorpius, aposto que foi o Roy. Como ser detestável em apenas dois capítulos, meu deus! Agora a Rose vai pirar, ela e Scorpius vão brigar e vai tudo pro beleléu. Não curti, não, haha. To esperando o próximo! Beijos 

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 11/04/2012

Esqueci de dizer que o Roy é um Filho da Puta, sem classe, desgrassado, petulante, mesquinho, achador de merda nenhuma que ele não é, ignorante e safado! Eu odeio ele, e tbm tenho a plena certeza junto com a Jan, Carolzinha e a Ashley que ele é culpado dos problemas do Scorps... e... e... e eu odeio ele!

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 11/04/2012

Que cap. perfeito foi esse?
Ele foi intrigante, romântico, sensual, esclarecedor, bombástico, descobridor, fascinante, esperado, realizado e concluído. são tantos adjetivos que nem sem direito... eu simplesmente amei. Deu um certo calor no final, mas confesso que meu quixo caiu - literalmente, viu - quando a rose achou as drogas no armário do Scorps.
Achei lindo a cena do jantar, foi tão romãntico!!! Acho que depois desse final as coisas vão se esclarecer de vez em como o Scorps perdeu o distintivo e acabou pedindo se tinha mais "baseado" pra ele mesmo usar.
Adorei esse cap. foi SENSACIONAL! Cheio de tramas e tals shahshuashau... to meio inspirada hoje.
Agradeço por mim e acho que por muitao, que vc tenha postado o 21 tão rápido... se o prox vier nessa ou uma semelhante rapídez como esse tenha a absoluta certeza que todos vão te perdoar pela demora do cap. 20.
Quanto a raiva dos personagens... ainda estou indignada com a Natalie, e estou curiosa para saber o tal do segredo da morte do Markus, mas vc não tocou no nome da Amber ainda, e eu gostaria mt de saber como ele está na gravidez e se a Dafne está se saindo bem com ela... Por favor, não esqueça deles nos proxs. caps. Ah, deixei uma pergunta para vc no tumblr, espero que me responda.
Já estou anciosa para ler o prox., espero que consiga fazê-lo tão rápido quanto esse.
Parabéns, AMO A SUA FIC! hahaha (risada sincera em palavras).
Bjs, té o prox!   

Nota: 5

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Enviado por charl0tte em 11/04/2012

Eu realmente queria começar o comentário falando sobre eu ter saído gritando pela casa quando vi a atualização, mas depois do fim desse capítulo eu preciso soltar um PUTA QUE PARIU. Eu quero matar esse francês desgraçado que eu esqueci o nome. Argh. Eu tava achando o capítulo tão bonitinho, vendo que o Scorpius ia finalmente voltar as boas com a Rose, dai me acontece isso. Tô quase chorando de raiva, af. A Rose também tá sendo uma filha da mãe, tudo bem, a separação dos pais dela pode ser horrível, mas precisa fazer tudo isso? Alvo e Natalie tão de volta àquela tensão sexual. Achei que eu fosse sofrer menos do que em Money Honey mas Born For This tá me levando a loucura. ÇLFS~ÇFSD~]ÇG~FDLSDÇKG o capitulo foi ótimo (indignações a parte) e eu tô ansiosa pelo próximo. Xoxo.

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 11/04/2012

Olha to revoltadissima, vooooooou xingar muuito no twitter kkkkkkkkk ninguém faz isso com o meu Scorpius e sai impune. sério mesmo! Certeza que foi o vadio do Roy, filho da mãe e invejoso, morra cretino kkkkkkkkkk não demora pooor favor.

Nota: 5

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Enviado por Jan G. Potter em 11/04/2012

Aff, eu estava mesmo mesmo desconfiando que o Scorpius ia ser incriminado por causa da droga, após Hugo ter dito que roubaram tudo... Sabiiia. Foi aquele maldito do Roy, certeza. Fdp. Eu já não gostava dele, agora então eu odeio o cara. Aff, vontade de cortá-lo em pedacinhos!!!
Ok... Vou me acalmar... Ainda não sabemos como essa cena vai acabar... Veremos... 
E essa Gwen, hein? Ela está dando em cima do Scorpius também, não? *desconfiada, muito desconfiada* 
Ai, tadinho do Scorps, fazendo de tudo pra ser uma noite mágica, dando o melhor orgasmo da vida de Rose, e no fim tudo acaba mal. Ai ai. :( To solidária com ele. 
Bom, amei esse capítulo. Eu amo essa fic. Foi por causa de você que comecei a ler Rose/Scorpius. ;) Beijos, e muita inspiração.

Nota: 5

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