FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

2. Fugir resolve tudo


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________







Hanson – Save me



Loving you

Like I never had before

I’m needing you

Just to open up the door

If begging you

Might somehow turn the tides

Then tell me to

I’ve got to get this off my mind

I never thought I’d speaking these words

I never thought I’d nee to say

Another day alone is more than I can take



Chorus:

Won’t you save me

‘Cause saving is what I need

I just want to be by your side

Won’t you save me

I don’t want to be

Just drifting through the sea of life

Won’t you


And listen please

Baby don’t walk out that door

I’m on my knees

You’re all I’m living for

I never thought I’d speaking these words

Heaven thought I’d find a way

Another day alone is more than I can take

(Chorus)

Suddenly the sky is falling

Could it be it too late for me?

If I never say I’m sorry, then I’m wrong

Yes I’m wrong

Then I hear my spirit calling

Wondering she’s longing for me

And then Iknow that I can’t leave without her

(Chorus)

Won’t you save me

Won’t you save me

Won’t you save me



Hanson - Save Me (tradução)


Amo você como eu nunca amei ninguém antes,

Preciso de você para abrir a porta.

Se implorar a você pudesse, de algum modo, mudar as ondas,

Então me diga como eu tiro isto da minha cabeça...

Eu nunca pensei que estaria pronunciando estas palavras,

Eu nunca pensei que precisaria dizer

Outro dia solitário é mais do que posso suportar....


Refrão:

Você não me salvará?

Pois de salvação é o que eu preciso

Eu apenas quero estar ao seu lado....

Você não me salvará?


Eu não quero estar

Apenas vagando através desse mar da vida...

Escute por favor

Estou de joelhos, você é tudo pelo qual eu vivo...

Eu nunca pensei que estaria pronunciando essas palavras,

Nunca pensei que encontraria um caminho para o paraíso

Outro dia solitário é mais do que posso suportar...

(Refrão)

De repente o céu está desabando

Poderia ser tarde demais para mim?

Se eu nunca disse "desculpa", então eu estou errado

Sim, eu estou errado

Então ouço meu espírito chamando

Imaginando se ela está ansiando por mim

E então eu sei que não posso viver sem ela

(Refrão)

Você não me salvará?

Você não me salvará?

Você não me salvará?


*****************************************************


Capítulo 2


Fugir resolve tudo


Gina acordou na manhã seguinte com os raios de sol batendo em seus olhos. Meio grogue, ela fez uma careta para a dor entre suas pernas. Repentinamente, a noite anterior voltou à sua mente num ímpeto mortificante.

Gemendo, ela se levantou e pegou seu robe, amarrando-o na cintura. Ela esperava que talvez tivesse sido um sonho, mas seus músculos doloridos discordavam. Ela sabia que devia estar parecendo tão mal quanto se sentia e, se alguém a visse assim, ela teria que dar alguma explicação. E ela era horrível para mentir.

Cuidadosamente, abriu a porta e foi para o corredor. A porta do quarto de Harry ainda estava fechada, e ela não ouviu passos nem acima e nem abaixo dela. O mais silenciosamente que pôde, foi ao banheiro e fechou a porta, trancando-a. Ergueu os olhos para sua imagem no espelho e suspirou. Ela estava certa: realmente parecia tão mal quanto se sentia.

Seus olhos estavam um pouco vermelhos, pois não havia dormido o suficiente, e seus lábios ainda estavam inchados por causa da boca feroz de Harry. Tirando o robe de seus braços, ela pôde ver as manchas amareladas, onde Harry havia apertado, antes de tirar sua camisola. Ela viu a pequena mancha de sangue em sua coxa, e, com suas bochechas queimando, ela girou a torneira do chuveiro.

Entrando debaixo da água quente, pegou o sabonete e deslizou-o por todo o corpo. Suspirou ao pensar que teria que usar uma camiseta de mangas longas, apesar de ser junho e estar calor. Ela já podia imaginar todas as pessoas a olhando curiosas. Exceto Harry. Ele saberia exatamente o que era.

Gina colocou o sabonete de volta à saboneteira e correu as mãos pelo rosto. Seu coração parecia dar um solavanco a cada vez que pensava sobre a noite anterior. Ela ainda podia sentir as mãos de Harry passearem por todo o seu corpo, seus beijos impacientes, seu corpo em chamas movendo-se desesperadamente contra o dela.

Não foi suave e delicado como ela sempre imaginara; com suaves beijos, sussurros na escuridão, promessas para a eternidade. Não. Ao invés disso, ela perdera sua virgindade contra uma porta, para um homem que pensava que tinha sido somente transa rápida. Como uma forma de libertar toda a tensão e a angústia de dentro dele. E ela o deixou fazer isso.

Prendeu o choro em sua garganta quando lembrou daquele olhar frio a perfurando. “Vá embora. Agora.” Ela tinha lhe confortado do único jeito que ele queria, e depois ele a mandara embora no momento em que tinha acabado. Ela o tinha amado. E o mais patético é que ela continuava amando.

Gina encostou sua cabeça no frio azulejo e deixou a água escorrer por todo corpo, chorando.

Harry ouvia os sons abafados do choro de Gina, enquanto olhava para o teto. A culpa o torturava inexplicavelmente, mas ele nem se mexia. Se ela tinha que chorar, então Harry a deixaria chorar. Ela estava magoada. Mas era só por pouco tempo. Depois ela seguiria em frente e o esqueceria.

Isso era melhor para os dois.

Harry ficou deitado, em silêncio e imóvel, por um longo tempo. Até depois que o banho de Gina tinha acabado. Até depois que a porta se abriu e ela desceu as escadas.

Ele se assustou levemente quando bateram à porta. Mas ele ignorou isso, rezando para que a pessoa fosse embora logo. Suspirou quando a batida na porta tornou-se mais alta e seu nome foi chamado.

-Não enche, Rony - Ele murmurou, rolando para o lado. As batidas na porta não cessaram, e, suspirando, Harry se levantou da cama, colocou os cacos de vidro da garrafa de uísque debixo da cômoda e foi em direção à porta. Abriu-a e encontrou Rony com seu punho levantado para bater novamente.

-Todos os Wealeys são tão impacientes assim?- Harry perguntou, rolando os olhos, e depois se voltando para a cômoda.

Rony encolheu os ombros e entrou, seus olhos foram imediatamente para a mancha no carpete, e depois para os cacos de vidro debaixo da cômoda. E, conhecendo o formato da garrafa, ele supôs que era de uísque.

-Por que você sempre espera até que eu esteja na casa de Hermione para começar a beber?- Rony perguntou calmamente, se apoiando no batente da porta, enquanto observava Harry colocar uma camiseta branca.

-Porque se eu fizer isso quando você estiver aqui, você vai beber tudo. Daí você fica irritado, faz ou fala alguma coisa estúpida, e na manhã seguinte tem que agüentar um sermão da Hermione. - Harry explicou, enquanto se sentava na beirada da cama para colocar um par de meias.

Rony pensou por um momento, antes de encolher os ombros:

- Suponho que você esteja certo. Vamos ao Beco Diagonal um pouco, você quer vir?

-Quem vai?

-Fred, Jorge, Hermione, Gina e eu.- Rony disse num tom esperançoso.

Harry não saía com eles há um bom tempo. Era muita “conversa de garota” que ele ouvia de Hermione e Gina, e só brincadeiras estúpidas dos gêmeos. Ele precisava do seu melhor amigo.

À menção do nome de Gina, Harry fingiu desinteresse:

-Eu não estou muito animado para ir ao Beco Diagonal. Talvez um outro dia, Rony.- Ele ignorou o desapontamento enchendo os olhos de Rony, enquanto ficava de pé e passava por ele.

-Certo. Um outro dia... - Rony repetiu, e viu Harry desaparecer do quarto, fechando a porta atrás dele. Ele balançou a cabeça e foi em direção à escada. Harry geralmente não estava animado para qualquer coisa que incluísse muita gente. Ele só concordava quando eram Rony e Hermione, e sempre ficava mal humorado e quieto.

Ele estava preocupado com Harry. Todos estavam. Mas, secretamente, Rony estava ficando um pouco mais irritado com ele. Ele não conseguia ver quais razões Harry tinha para ficar tão infeliz, e ele estava cansado de aturar as irritações dele. O que mais assustava Rony era que ele logo perderia a paciência com seu melhor amigo. Embora, às vezes, ele pensasse que seria melhor assim.

Desceu a escada e sorriu quando entrou na cozinha. Hermione olhou para ele, seus olhos preocupados lhe fazendo milhões de perguntas. Ele balançou a cabeça levemente, seu coração quebrando ao ver o desapontamento dela.

-Harry não está se sentido muito bem, mas ele vai melhorar. - Rony explicou, pegando sua capa. Ele não percebeu os olhos de Gina baixando ou o rubor que apareceu em suas bochechas.

-Gina, você vai ficar bem em aparatar no Beco Diagonal? - Rony perguntou, olhando preocupado para a irmãzinha.

-Eu já fiz isso umas cem vezes neste verão, Rony. Eu passei no teste de Aparatação na primeira tentativa, ao contrário de certas pessoas que eu conheço. - Ela replicou, seguindo Fred e Jorge para o jardim.

-Hei! Foi só por um pouquinho que eu não passei!- Ele disse, balançando a cabeça e andando um pouco para trás para Hermione passar.

Ela viu os gêmeos e Gina desaparecerem com três “pops” antes de agarrar o braço de Rony.

Rony se virou, curioso:

- O que foi?

-Isso tem que parar.

Ele franziu as sobrancelhas e olhou para a janela de Harry, antes de encontrar os olhos preocupados de Hermione:

-Eu sei. Nós todos sabemos. Mas não podemos obrigá-lo a se abrir para nós, Mione.

Ela apertou os lábios suavemente, passando a mão em seu cabelo cor de canela:

-Você me disse que ele geralmente bebe quando você não está em casa.

-Sim. E daí? - Ele conhecia aquele olhar. Quando Hermione se recusava a encontrar seus olhos e apertava os lábios, ela tinha algum plano em mente. Ele se lembrava quando vira isto pela primeira vez, no seu segundo ano, quando ela sugeriu fazer a Poção Polissuco para espionar Draco Malfoy.

-Bem, vamos dizer que você o pegue para tomar algumas bebidas.- Ela sugeriu, vendo os olhos de Rony se arregalarem em surpresa.

-Você quer que eu coloque uma Poção da Verdade na bebida dele?- Rony perguntou, atônito.

-Não. Claro que não. Eu não faria isso com o Harry! Mas antes de vocês dois estarem bêbados, vocês falariam sobre qualquer coisa.

-Então você quer que eu deixe meu melhor amigo bêbado para que ele me fale do seu medo mais profundo e obscuro?- Rony perguntou.

-Bem, isso não iria machucar - Ela falou, brava, se defendendo e cruzando os braços magros em frente ao peito -Eu não estou dizendo para enganá-lo ou alguma coisa assim, mas...

-Como você chama isso, então?

-Mas... - Ela continuou, ignorando o tom na voz dele - Nós precisamos ajudá-lo. Ele não vai se abrir para nós como ele costumava fazer. Eu não consigo ver o que se passa dentro da cabeça dele! E além de dar a ele a Poção da Verdade, eu não consigo pensar em outra coisa a se fazer. Se nós soubéssemos o que há de errado, nós poderíamos ajudá-lo.

Rony se mexeu desconfortavelmente, sabendo que ele tinha pensado as mesmas coisas momentos antes. Mas havia alguma coisa em ter Harry dizendo tudo a ele que o deixava preocupado. Por um lado, ele não sabia ao certo se queria saber.

-Hermione, quando pessoas bebem não quer dizer que elas começam a falar tudo. Às vezes elas ficam quietas, ou cansadas, ou até bravas. Talvez Harry não queira sair comigo.

-Não dói tentar, dói?- Ela perguntou, seus olhos se enchendo de aborrecimento e preocupação.

Ele suspirou, trazendo-a para um abraço confortante e beijando-a suavemente na testa, antes de colocar sua bochecha contra os cabelos macios dela.

-Não, não dói. Eu vou convencê-lo a sair comigo esta semana. - Afastou-se um pouco para olhá-la nos olhos - Vai dar tudo certo, Hermione. Harry vai ficar bem.

Ela assentiu, mas sua expressão continuava com dúvidas.

-Nós deveríamos ir antes que eles comecem a perguntar onde estamos.

Dando um carinhoso beijo em seus lábios, Rony se afastou e a viu desaparecer. Com um suspiro, ele olhou mais uma vez para a janela de Harry antes de desaparecer também.

Harry viu Hermione e Rony desaparecerem do jardim com o coração pesado. Na verdade, ele provavelmente gostaria de dar uma volta no Beco Diagonal. Mas ele não conseguia encarar Gina. Não ainda.

Respirando profundamente, Harry saiu da janela e de seu quarto. Era uma sexta-feira tranqüila, o calor do verão passando pela Toca. O Sr. Weasley estava no trabalho. A Sra. Weasley fazendo compras. Com Carlinhos e Gui trabalhando na Romênia e no Egito, e os outros no Beco Diagonal, a Toca estava tranqüila, o que raramente acontecia. Eram as únicas vezes em que ele se sentia confortável para deixar seu quarto. Quando tudo à sua volta estava vazio.

Os olhos de Harry se desviaram para as fotografias penduradas na parede, enquanto descia a escada em espiral. Ele parou brevemente para olhar a foto de Percy e sua namorada, Penélope. Eles estavam acenando felizes para Harry, um abraçando o outro pela cintura carinhosamente.

Percy foi um dos muitos que Harry não foi capaz de salvar de Voldemort. Harry lembrou da batalha no Ministério horas antes dele enfrentá-lo. Ele, Sirius e um monte de Aurores tentavam tirar os inocentes de dentro do prédio e capturar os Comensais da Morte.

Harry fechou seus olhos quando os flashs explodiram em sua memória. Percy estava espionando Fudge, que era um suposto Comensal da Morte, para Dumbledore e seu pai. Infelizmente, quando os Aurores entraram no prédio, Fudge tinha descoberto a traição de Percy e já tinha apontado sua varinha contra ele quando Harry abriu estrondosamente a porta. Ele nem teve tempo de levantar sua própria varinha e a luz verde já irradiava da varinha de Fudge, e Percy caiu estatelado no chão com um baque surdo. Harry seria capaz de petrificar Fudge, mas a culpa o tomou por completo por não ter chegado a tempo de salvar Percy.

Harry ainda podia ver o corpo de Penélope tremendo e soluçando, enquanto acompanhava o enterro do namorado. Sua barriga mostrava a vida que ela e Percy criaram antes daquela terrível noite.

Os rostos dos outros Weasleys passaram em um flash na mente de Harry. Suas lágrimas, suas tristezas. Ele lembrava que Gina estava atrás dele, acariciando levemente sua mão.

Ele havia enterrado muitos amigos antes de Voldemort, e depois também. Ele fracassara com todos eles. Traiu a confiança que depositaram nele. O menino que tinha salvado Hogwarts incontáveis vezes, o menino que tinha resgatado Gina Weasley de Tom Riddle, o menino que não conhecia nenhum medo antes dele vir. O maldito Menino-Que-Sobreviveu.

Harry abriu seus olhos abruptamente quando as imagens explodiram em sua mente. Ele parou de olhar as fotos e foi à sala dos Weasleys. Ele sabia que estava trazendo infelicidade para a família com sua desgraça. Por meses ele ficou com medo do que aconteceria quando ele finalmente explodisse. E quando ele finalmente explodiu... Tinha sido com Gina.

“Não, Harry.”

Ele se encostou na parede quando lembrou do corpo dela debatendo-se contra o dele, sua respiração ofegante, seus olhos amedrontados.

“Não desse jeito, Harry. Por favor.”

Harry colocou as mãos nos olhos. Derrotado, ele deslizou pela parede até o chão, e cruzou os braços sobre os joelhos. Ele fora um completo idiota, ignorando as súplicas dela para que ele parasse, erguendo-a enquanto procurava sua própria liberdade. E depois, tratando-a como se fosse uma vagabunda... Prostituta... Quando ele tinha terminado com ela.

Ele não queria que ela fosse embora. Ele não queria que tivesse sido daquele jeito. Mas ela estava lá, ela estava disponível. E ele estava magoado.

Caramba, será que ele a tinha estuprado? Pela falta de clareza e pela bebida, ele não podia ter certeza. Ele lembrou dos lábios dela, de seu corpo macio arqueando contra o dele. Ela tinha permitido a sua vulnerabilidade.

Harry sabia como ela se sentia em relação a ele. Desde seus doze anos ele ficara mais do que atento à paixonite dela pelo famoso Harry Potter. Ele não tinha ligado para isso, porque sabia que era apenas pelo seu nome, não pela sua pessoa. Logo ele tinha desenvolvido sua própria paixonite em Hogwarts por Cho Chang, mas ela estava apaixonada por Cedrico Diggory, outro aluno que tinha morrido por causa de sua ligação com Harry.

Depois que Voldemort voltou ao poder mais uma vez, Harry não teve tempo para pensar sobre amor ou namoradas até que, para sua agradável surpresa, ele perdeu a virgindade numa noite fria de janeiro quando tinha dezesseis anos, com Cho.

Mais tarde, ela tinha dito que ainda lamentava por Cedrico e só tinha ido até Harry por conforto, e nunca mais falou com ele outra vez. Desde então, ele transava com qualquer garota para libertar seu medo e raiva de Voldemort, e do rumo de sua vida. Era o melhor caminho para ele: transar com quem estivesse disponível.

Mas além de tudo que estava acontecendo à sua volta, Harry percebera que Gina não era mais a irmãzinha de Rony. Ela se desenvolvera, de seu jeito desajeitado, de onze anos, para uma mulher linda e determinada. E Harry não tinha percebido que ela estava sempre lá quando ele precisava de alguém. Ela estava lá para defendê-lo, para ajudá-lo, para lutar ao seu lado. Para sofrer com ele.

Mas para seu horror e surpresa, ele começou a se apaixonar por ela quando passou o verão na Toca antes de seu sétimo ano em Hogwarts. Ele lutara contra isso, lembrando que Rony era bem mais alto e forte que ele. E sem falar que ele tinha mais cinco irmãos mais velhos que pareciam ser muito protetores de sua irmã mais nova.

Ele meio que evitara Gina durante o verão e nos primeiros dias em Hogwarts. Mas Harry logo se encontrara dando desculpas para estar perto dela. Ele precisava da ajuda dela para estudar (e Hermione estava mais do que disposta para ajudá-lo), ele queria sua opinião sobre os jogos de Quadribol, ou o que ela pensava sobre Rony e Hermione, que foram pegos se beijando na sala de aula vazia de McGonagall. Harry sabia que eram desculpas bobas, mas Gina nunca se queixou. Ela nunca fizera piadinhas ou o questionara.

Um pequeno sorriso formou - se em seus lábios quando se lembrou de quando deram o primeiro beijo.

Harry estava voltando para o castelo depois de um treino de Quadribol e viu Gina com um grupinho de amigas indo às estufas para a aula da Professora Sprout. A brisa estava quente, o sol brilhante, o lago calmo e cintilante. Um dia perfeito...

-Gina!- Ele a chamou quando viu os cabelos flamejantes. Apertou sua Firebolt 3000 em seu punho e foi em direção a ela, ignorando as risadinhas de Simas e Dino atrás dele.

Gina olhou por cima de seu ombro, sua expressão curiosa, até que viu Harry. Sua boca se curvou num tímido sorriso e murmurou alguma coisa às suas amigas antes dela ir na direção dele.

-Harry...- Ela o cumprimentou com um sorriso, passando sua bolsa para o outro ombro.

-Está pesado? -Ele perguntou, postando-se ao lado dela, quando começaram a caminhar em direção às estufas.

-Não. Está tudo be... - Ela tentou falar, mas ele já tinha tirado a bolsa de seu ombro.

-Obrigada - Gina respondeu com um sorriso, seus olhos passando por ele rapidamente. Ele parecia forte em seu uniforme de Quadribol, o suor do treino deixava seu cabelo colado na testa. Gina não podia se lembrar de quando o suor lhe parecera tão bom. Embaraçada, ela desviou seu olhar para o caminho à sua frente. Eles andaram em silêncio por um momento antes de Harry limpar a garganta:

-Então, você vai ao jogo de Quadribol no sábado?- Ele perguntou rapidamente, xingando a si mesmo por parecer tão ansioso.

-Grifinória contra Sonserina? Você está brincando?- Ela perguntou, colocando o cabelo atrás da orelha - Ver você derrotar Draco Malfoy é uma coisa que definitivamente eu não poderia perder.

Ele sorriu para ela:

-O que te faz tão confiante de que ele não terá sorte para pegar o Pomo de Ouro dessa vez?

Ela riu, colocando uma mão no braço dele:

-Bem, considerando que a Sonserina não ganhou nenhum jogo contra a Grifinória desde que Draco entrou como Apanhador, eu penso que é seguro dizer que você não tem nada com o que se preocupar. Eu acho que todo mundo da Sonserina tem medo dele para colocá-lo para fora do time.

Ela ergueu seus cintilantes olhos para ele, mas percebeu que o sorriso dele tinha desaparecido.

-Você está bem, Harry?

Ele abaixou seus olhos para a mão que, gentilmente, estava em seu braço. Seus dedos se encostaram levemente, mas ele pôde sentir o calor passar por eles, mesmo com o mais leve toque.

Harry pegou a mão dela, passando-a para trás dele, longe das amiga dela..

-Harry?

Harry se virou para Gina, deixando a bolsa dela deslizar para o chão, seguida por sua Firebolt. Ele viu os olhos dela se arregalarem quando colocou seus braços em sua volta e aproximou sua boca junto à dela. Ele sentiu só uma leve hesitação antes dela mesma colocar seus braços em volta dele, respondendo urgentemente ao beijo.

Sensação atrás de sensação percorreu o corpo de Harry. Gina partiu seus lábios timidamente, permitindo que ele colocasse a língua dentro de sua boca. Ela agarrou seu braço fortemente. Quando eles finalmente se separaram, suas respirações estavam pesadas e ela estava quinze minutos atrasada para a aula de Herbologia.

Eles passaram toda a tarde daquele final de semana fugindo para salas de aula vazias para se encontrarem. Harry nunca lhe pediu algo a mais, exceto para manter a relação deles em segredo, até que encontrasse o momento certo para contar a Rony. E ela simplesmente aceitou sem restrições ou perguntas.


Gina sempre o tinha aceitado, independentemente da situação. Como ela tinha feito na última noite.

Harry gemeu e levantou-se do chão. Ela merecia uma pessoa melhor. Alguém que não a machucasse. Alguém que não a... Forçasse.

Clareou sua mente, colocou os sapatos que estavam perto da porta da frente e desapareceu.

Sirius desviou o olhar de sua pasta para encontrar Harry, aparecendo à sua frente. Ele sorriu com agradável surpresa ao ver seu afilhado tão inesperadamente. Era um bom sinal quando Harry saía de seu quarto voluntariamente. Mas seu sorriso se desvaneceu quando percebeu problemas nos olhos verdes de Harry.

-O que há de errado?- Ele perguntou, preocupado.

Harry encolheu os ombros, colocando suas mãos dentro dos bolsos da calça. Levaria horas para Harry contar a Sirius o que havia de errado, e na verdade, ele achava que seu padrinho não ia querer saber.

Seus olhos mal podiam encontrar os de Sirius, então olhou ao redor, para a casa que o padrinho tinha comprado depois de limpar seu nome no Ministério. Finalmente, sentou-se na poltrona oposta à escrivaninha de Sirius e passou uma mão em seus cabelos negros:

-Eu quero me mudar para cá - Ele disse simplesmente, encostando-se na poltrona à espera da aprovação de Sirius.

Ele deixou sua pasta na escrivaninha, cruzou as mãos em cima desta e estudou Harry:

-Eu pensei que nós tivéssemos decidido que era melhor para você morar com os Weasleys no momento.

-Não, Sirius, nós não decidimos. Você decidiu. Eu não tive escolha - Harry lhe lembrou asperamente.

Mas Sirius lembrava perfeitamente bem do dia em que informou a Harry que ele moraria com os Weasleys e não com ele. O que se seguiu depois foram palavras obscenas e reclamações. Mas pela afeição e pelo amor que Harry tinha pelo seu padrinho, acabou concordando em se mudar para a casa de Arthur e Molly.

Suspirando, Sirius balançou a cabeça.

-Ok. Me diga o que está acontecendo. Por que você quer deixar a Toca?

-Eu só... Eu preciso de espaço - Harry respondeu tranqüilamente.

-Eles não estão te dando espaço suficiente? Para mim, parece que você fica no seu quarto todo o tempo porque você quer.

Harry começou a ficar irritado:

- Olhe, lá é muito pequeno, e eu sei que eu não estou ajudando com a situação. Eu sou só um estorvo para eles no momento.

Sirius levantou a cabeça, observando a evidente mágoa no rosto de Harry:

-É isso o que você pensa?

Harry encolheu os ombros novamente, desviando seu olhar do de Sirius e parando num pequeno animal esculpido em cima da escrivaninha:

-Eu não sei. Talvez.

Sirius recostou-se na cadeira e olhou Harry, pensativo:

-Qual é a verdadeira razão para que você queira deixar a Toca?

Harry ergueu a cabeça, franzindo as sobrancelhas em confusão:

-O que você quer dizer?

-Você está morando com os Weasleys por volta de um ano. Alguma coisa deve ter acontecido para você, repentinamente, querer ir embora.

-Nada aconteceu, Sirius - Harry insistiu. “Nada, exceto que eu transei com a filha deles e depois a joguei fora como se fosse lixo” – Ele completou silenciosamente – “Ah, e sem mencionar que, se eu ficar, vou querer transar com ela novamente”.

-Você é um terrível mentiroso, Harry. E... - Ele continuou, depressa, quando Harry ia abrir a boca para responder - Eu continuo pensando que a melhor coisa para você é continuar com eles. Você precisa estar rodeado por uma família unida. Se você ficar aqui, vai ficar andando por aí sozinho, pois eu quase não fico em casa. Não é saudável.

-Caramba, Sirius. Eu tenho dezenove anos! E se eu devo estar rodeado por uma família, então eu deveria estar aqui. Você é minha família.

-Os Weasleys te consideraram um membro da família desde a primeira vez em que o viram, Harry! Eles te acolheram, te alimentaram, te protegeram. Te amaram. Se você não os vê como uma família, eu tenho pena de você - Sirius disse tranqüila e firmemente.

Harry reconheceu o tom de voz e retirou a resposta áspera que ia dar. Vergonha o atravessou, motivando-o a se mexer desconfortavelmente na poltrona:

-Não é que eu não admire o que eles fizeram por mim. Eu admiro. E você está certo; eles estão sendo como uma família para mim. A única família que eu conheço além de você. Eu só preciso de uma mudança- Ele disse, colocando suas mãos em seu rosto, cansado.

Sirius estudou Harry por um momento antes de concordar:

-Está bem.

Harry levantou a cabeça, o alívio estampado em seu rosto:

-Você tem certeza?

-Sim, eu tenho certeza. Eu só quero que você seja feliz, Harry. Se morar aqui irá fazer você feliz, então eu quero que você more aqui. - Era verdade, em todos os sentidos. Sirius queria que seu afilhado morasse com ele desde que Harry tinha treze anos. Mas infelizes circunstâncias sempre estavam no caminho. Mas agora, com Harry embaixo do mesmo teto que ele, Sirius poderia vigiá-lo mais de perto.

-Obrigado, Sirius - Harry disse com um pequeno sorriso, enquanto se levantava.

-Eu vou falar com Arthur e Molly hoje à noite. Nesse meio tempo, eu realmente espero que você os agradeça por todo esse tempo que você morou com eles -Sirius disse- E não somente a eles, à família inteira.

-Claro. Eu vou - Harry disse, seu estômago se remexeu com o pensamento de que teria de falar com Gina. Com alguma sorte, talvez ela nem quisesse vê-lo. Mas por alguma razão, esse pensamento doía - Eu devo voltar à Toca. Obrigado de novo, Sirius.

Sirius concordou e o viu desaparatar. Depois, franziu as sobrancelhas e olhou para a sala vazia, colocando uma mão no rosto. Havia mais alguma coisa acontecendo dentro da cabeça de Harry que ele não queria admitir. Mas com Harry vivendo com ele, seria fácil de persuadi-lo a contar. E ele realmente estava disposto a fazê-lo.

*****************************************************


Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.