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5. Saber demais


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


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Cap 04







 




Capítulo 04        Saber demais.




                            "E para o seu amor eu lhe darei meu último suspiro"



 




 

-
        
Você consegue encontrar o caminho daqui até seu quarto, querida?




McGonagall e Doumbledore a haviam acompanhado até um pouco depois do grande corredor.




Não havia falado muito.




Ela olhou à frente e acenou com a cabeça.




-
        
Posso.




-
        
Muito bem, descanse um pouco. Eu a procurarei assim que acabar de falar com o diretor.




-
        
Está bem. Obrigada. - ela segurou o braço da bruxa e a olhou - De verdade.




Um pequeno sorriso em surpresa.




-
        
É claro, querida. - deu um tapinha na mão que estava em seu braço - Não se preocupe.
 





Nina se virou e foi em direção ao "seu quarto".




Ela resolveu ir devagar e olhou através das colunas.




A paisagem era linda apesar do prenúncio cinzento de chuva.




Um pouco frio.




'Está perfeito'.




-
        
Srtª Ventur.




Não foi o pequeno susto, mas a voz que ela estava começando a reconhecer que disparou seu coração.




'Deus. Será que eu consigo?'.




Ela se virou, tensa. Os olhos subindo devagar em direção à escuridão dos dele.




Ia se afogar.




A máscara estava lá. Será que ele queria que pensassem que ele não sentia?




Mas os olhos tinham vida e estavam alerta.




-
        
A que conclusão chegou? - ele não estava em seu melhor humor.




Então percebeu. Ela realmente tinha se afogado. Desviou os olhos para o colarinho dele.




-
        
Desculpe.




Ele parecia um pouco irritado agora.




-
        
Não sou um homem paciente.
 
- ele avisou - E você estava bem mais falante no café.




Ela olhava para o branco da camisa embaixo do roupão preto como se sua vida dependesse disso. O coração continuava rápido.




-
        
E como você não parece disposta a deixar de analisar meu colarinho, vou ser direto. Por que infernos você disse aquilo?




Decididamente ele estava irritado.




Dessa vez ela o encarou.




'Lembre-se Nina, a verdade. Mas não demais.'




-
        
"Aquilo"?
 
Você quer dizer sobre confiar a minha vida a você ao invés de ao Diretor? Por que era verdade. - ela fez uma pausa -
 
E
 
eu o farei se for necessário.




-
        
Só uma vez, lhe ocorreu perguntar, se eu quero esta responsabilidade?




Ele estava quase furioso.




-
        
Você deveria ficar lisonjeado por alguém demonstrar mais confiança em você que em Doumbledore e dizer: "Eu aceito, obrigado"




-
        
Nem todos podem ser comprados com lisonjas. - ele cuspiu - E elas nunca são verdadeiras.




-
        
Não estou tentando comprá-lo. E sinto muito se não quer esta... responsabilidade mas, - ela marcou as palavras -
  
eu confio em você.




Franzindo a testa ele hesitou só um segundo.




-
        
Você não me conhece. Aceite um pequeno conselho, você estará melhor com Doumbledore.




Ele a estava dispensando? Ela chegou mais perto.




-
        
Está enganado. Eu sei quem você é.
 
- um pouquinho mais perto - Você é Severus Snape, professor de Hogwarts, Mestre em Poções. E apesar de eu saber que você odeia se lembrar, você já matou. - Ele estreitou os olhos e respirou pesado a isso, se contendo - Principalmente trouxas. E eu sei que você não quer... repetir. Mas o fará quando for preciso. - ele pareceu estremecer a
essa possibilidade e ela continuou suave - Ao contrário de Doumbledore, você saberá o real valor de sacrificar um peão estratégico se necessário. E eu espero que não hesite. Só confiarei minha vida. Ou minha morte. A você. A ninguém mais eu deixarei essa... responsabilidade. - desviou os olhos e suspirou - Sinto muito por você achá-la tão... desagradável.
Mas eu
 
não tenho escolha.




Ele voltaria a esse assunto depois. Outra coisa lhe pareceu mais importante.




-
        
Quem lhe falou sobre mim? - a voz estava perigosamente macia. Um nome e seria o nome de um defunto.




-
        
Não posso dizer. Mas não se preocupe, não foi ninguém que está Hogwarts.




Era ambíguo, mas ele ia ter que se contentar.




Ela sabia que era de conhecimento quase público que ele era um "ex-comensal".




Ele bufou.




-
        
E eu devo ficar mais tranqüilo com isso.




Pela primeira vez ela encontrou algum humor na situação.




-
        
Eu lhe diria que sim, mas você não aceitaria.




Ele parecia ameaçador de repente.




-
        
Já que pensa saber tanto sobre mim, sabe que eu posso obrigá-la.




Nina segurou um estremecimento.




-
        
Agora sou eu quem lhe dou um pequeno conselho, fale com Doumbledore primeiro.




Ele chegou mais perto, como se fosse possível. Ele estava contrariado?




-
        
E porque eu precisaria? Você me deu direito de vida e de morte. - atirou sardônico.




-
        
Sim. E você o usará no devido tempo. Mas não te dei o direito de coagir ou ameaçar.




Ele silenciou a isso.




Parece que realmente teria que falar com Doumbledore.




-
        
Maldição! Mil vezes maldição!




Havia uma nuvem de roupões negros.




Ela sabia, não havia terminado ainda. Ele queria respostas. E não seria fácil dá-las.




*****




-
        
Entre.




-
        
Ah, Severus. Que bom.




Fowkes fez um pequeno barulho.




Albus, eu preciso falar com você sobre... - ele
 
parou lançando um olhar à McGonagall.




-
        
Sim, Severus?




'Maldição.'




Ia ter que esperar.




-
        
Você queria falar comigo?




Doumbledore sorriu.




-
        
Sim, Severus. É sobre nossa nova convidada trouxa. Eu estava conversando com Minerva sobre a segurança dela quando os alunos chegarem. Não será fácil para eles se acostumarem e precisaremos, todos, estar atentos.




Ele entendeu. Sonserinos. Suspirou.




-
        
E quanto ao Ministério.




-
        
Eu falei com Fudge. Eu o convenci de que ela não tem para onde ou quem voltar e que estaria mais segura em Hogwarts, uma vez que pode haver comensais à procura dela.




-
        
E por que eles fariam isso?




-
        
Ora, talvez porque falharam em matá-la. - um sorriso maroto - E aqui nós poderíamos vigiá-la.




-
        
O que ela fará aqui?




As esperanças de que ela se fosse num futuro próximo cada vez mais longe.




-
        
Oh, ela
 
vai ajudar a mim
 
e à Minerva com os documentos da Escola e dos alunos.




-
        
Humpf.




-
        
Não se preocupe, Severus. Ela ficará
 
na sala ao lado do arquivo perto da minha. - Minerva completou.




Ele fez uma careta num arremedo de sorriso.




Albus sorriu.




-
        
Bom Minerva, eu a agradeço muito e não vou mais tomar o seu tempo. Sei que tem muitas coisas para preparar.




Minerva se levantou.




-
        
Vou avisá-la para começar amanhã, está bem?




-
        
Tenho certeza de que fará o melhor, Minerva. - sorriu de novo - Tem meu total apoio.




Ela saiu. Albus pegou uma pena entre as mãos.




-
        
Então, Severus, creio que tem muitas perguntas.




-
        
Por quê ela está aqui? - atirou.




-
        
Como eu disse ontem, ela precisa de ajuda e Hogwarts sempre estará aqui para aqueles que precisarem.




-
        
Ela sabe demais. Quero saber como e porquê. - ele foi incisivo.




Albus suspirou. O semblante preocupado. Ele largou a pena que tinha estado segurando.




-
        
O como eu não tenho certeza ainda. E o porquê, - ele levantou os ombros - talvez
 
seja um capricho do destino. - falava devagar.





 
Albus se lembrou do que ela disse no dia anterior. E de como tinha se referido ao mestre de poções.
  
Talvez ela pensasse que ele não estava prestando atenção, que não a ouviria.
 





'Ou talvez não.'




-
        
Eu concordo com você, Severus, ela sabe sobre muitas coisas. Algumas das quais, seria difícil para um bruxo de fora saber. E parece que não é tudo. Pode haver alguma ajuda nisso, eu ainda não sei. Penso que precisamos conversar mais. Preciso de tempo, e da confiança dela. - ele o olhou por cima dos óculos
- Preciso que você... não a perca de vista. Que tome conta dela. Será muito perigoso que outros conheçam o que ela sabe. - levantou a cabeça.





 
Severus estreitou os olhos. Sabia quem eram os outros. Comensais, qualquer aliado do Lord das Trevas.




-
        
Por que você não usa Veritasserum. Ou obliviate?




-
        
Por que ela se ofereceu e pode não ser o melhor agora. - ele falava devagar - Preciso ter certeza sobre o que mais ela sabe. E preciso pensar mais sobre tudo. - parou - Talvez tenhamos que fazê-lo mais tarde. Talvez nunca.




Não ia questionar os motivos do diretor. Mas ele tinha de chegar ao problema.




-
        
Albus, ela sabe sobre mim. O que eu fui. Não que seja um segredo para bruxos. Mas para uma trouxa...




Doumbledore não ia gostar de dizer isso, mas ele precisava saber.




-
        
Sim, Severus. - definitivamente Albus estava preocupado - E ela sabe muito mais. Mesmo sobre a Ordem e alguns de seus membros. - ele olhou fundo - E não fui eu quem lhe disse. E de acordo com ela, não foi ninguém que conhecemos.




Ele se inclinou na cadeira, o corpo tenso.




-
        
Sabe sobre mim?




Albus suspirou.




-
        
Provavelmente. Não sei ainda o quanto.




Ele se preocupou. Isso era sério. Havia muito em risco.




-
        
Penso, que se ela quisesse contar isso e todo o resto à Voldemort, não teria nos procurado. E ele teria motivos para estar contente. Com o que ela sabe. Ou com o que ela pensa que sabe.




Quase estremeceu. Uma leve suspeita, mesmo vindo de um trouxa. Ele não queria imaginar o que...




Ele se levantou.




-
        
Como isso aconteceu? - a voz saiu mais dura do que ele pretendia.




-
        
Não tenho certeza ainda. Cuide para que nada aconteça a ela. E me dê algum tempo.




Ele se levantou também. Colocou a mão no ombro de Severus.




-
        
Eu só posso contar com você para isso, meu amigo.




Em outras circunstâncias, ele teria apreciado mais esse gesto.




 




********




 




Ela estava esperando Minerva. Tentando não pensar.




Não ia negar o que estava acontecendo. Mas não ia mergulhar em auto-piedade.




O passado nunca estaria morto. Era parte dela. E podia não ser passado.




Uma possibilidade remota, mas talvez ela pudesse voltar. Um pequena esperança.




Havia boas possibilidades nessa vida. Mas não era a vida dela. E não era como ela esperava.




Este era o mundo deles. E agora ela teria que se adaptar. A todo tipo de coisa estranha.




O mundo não era mais normal. Não era mais conhecido.




Mas havia Severus.




Quando Minerva chegou, ela estava tentando não pensar.




 




****




-
        
Eu espero que não seja difícil encontrar o caminho até seu quarto. - disse abrindo uma porta.




-
        
Não. Está tudo bem.




'Viro à esquerda. À Direita. Ou será à esquerda de novo?'




O corredor dava numa sala. Uma porta levava a outro cômodo. Amplo e poeirento.




Lotado de livros por todos os lados. Amontoados e em enormes estantes.




Havia também grandes armários. Ia pedir que limpassem isso primeiro.



-
      

  Aqui nós temos os livros onde anotamos os nomes dos alunos novos, aqui quando se formaram. Estes são os livros com os resultados dos NOM'S e NIEM'S. Um NOM é...




-
        
Tudo bem, eu sei.




A professora a olhou com estranheza.




'Eu e
 
minha boca.'




-
        
Bem. Neste armário guardamos os tinteiros, pergaminhos e livros em branco. Alguns desses livros possuem feitiços, mas eu estarei por perto se precisar.




Espirrou.




-
        
Será que haveria um jeito de limpar um pouco a poeira primeiro? - esperou não ofendê-la.




Minerva olhou tudo de novo.




-
        
Não entramos muito aqui. Eu venho tentado arranjar tempo para organizar isso, mas... - deu de ombros - Pedirei ao Filch ou a um elfo que dê um jeito. Também precisamos arranjar uma mesa e cadeiras para colocar na outra sala para você.




'Pelo menos vou
 
espirrar menos.'




-
        
Uma pena um computador não funcionar aqui.




-
        
O quê?




Ela explicou. Ou tentou.




Maravilhas do mundo trouxa. Inoperantes em Hogwarts.




Nem ao menos uma caneta. Suspirou.




'Em Roma, faça como os romanos.'




Ficou o resto da tarde aprendendo mais sobre "seu" novo mundo.






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