Dificil nao e lutar pelo que mais se quer, e sim desistir do que mais se ama...
Eu precisei desistir...
Mas nao pense que desisti por nao ter mais forca para lutar.
E sim por nao ter mais condicoes de sofrer...
"O meu coracao pirata toma tudo pela frente, a alma adivinha o preco que cobram da gente... e fica sozinha."
Depois de anos estudando na Italia, em uma escola de magia que so funcionava em meio horario e nao era um internato como Hogwarts, Maria Carolyna Volturi Skywalker retorna para terminar seus estudos. Ficaria por la mais dois anos.
Na primeira noite do ano letivo, eis que chegam os alunos. Como de costume, os alunos novos sao selecionados para suas casas e o professor Dumbledore da as boas vindas ao prof. Remo Lupim, que lecionaria ''Defesa contra a arte das trevras''. Severo Snape encontrava-se ao seu lado com uma cara de quem foi atingido pelo feitico ''cara de lesma'', parecia bem desconfortavel com a situacao de ter aquele usurpador em um lugar que deveria ser seu.
Ao longe, na mesa da Sonserina, ouvia-se alguns ruidos a respeito da aluna que voltara. Uma garota como ela chamava muita atencao. Cachos longos e castanhos que lhe caiam aos ombros, quase ate a cintura, olhos cor de onix bem delineados, labios carnudos e palidos como sua pele, contrastando com o leve rosado em suas bochechas. Corpo de mulher e rosto maliciosamente inocente. Ela era da Sonserina, apesar de quase ter brigado com o chapeu seletor para ser da Corvinal. Os meninos tara... ham... observadores apostavam galeoes e mais galeoes para ver quem a beijaria primeiro. O que mal eles sabiam era que por tras de tanta beleza e exuberancia, se escondia um coracao determinado, frio e calculista.Sem fantasias ou sonhos e repleto de realidade. Maria nao era do tipo que ''dava mole'' para qualquer um. ELA era quem escolhia, e era muito exigente.
''Levo a vida como eu quero, estou sempre com a razao.Eu jamais me desespero, sou dona do meu coracao.''
No outro dia ela explorou cada parte do castelo, sempre gostou muito de la. Tinha muito o que fazer... Ir a biblioteca, a sala dos planetas, cumprimentar os quadros, chatear um pouco o Filth... Passou por todos os lugares que podia, por um especial. A estufa da prof. Spraunt. No primeiro ano ela havia plantado, por causa de uma licao escolar, suas flores preferidas: flores-de-maio azuis, as mais raras da especie. Ficou maravilhada ao ver que, em um canto muito especial, haviam dezenas de vasos, todos floridos, lindos. Conversou um pouco com a professora a respeito da maravilha que fizera:
_Suas maos devem ser santas, madame. Eu acho que nunca consegui plantar uma muda que plantasse, alem dessa.
_Ah, querida, tudo que fazemos com carinho, nos e reciproco. Ao que sei voce tem um carinho especial com essa pequena belezinha.
_Foi a primeira flor que eu me recordo ter visto. Minha mae adorava elas antes de morrer. Meu pai tambem as cultiva, mas eu nunca vi tantas juntas.
Ela terminou a conversa com madame Spraunt,pegou uma flor e prendeu nos cabelos, como sempre fazia, e saiu radiante pelas calcadas de pedra do jardim e encontrou o metido que tanto havia falado dela na mesa da Sonserina no dia anterior. Peter Parker.
_E ai, gatinha... sabia que voce esta linda?
_Sabia, que pena que eu nao posso dizer o mesmo de ti.-ela tinha um jeito todo especial de falar.
_Calma, so fiz um elogio. Eu estava...
_Olha, Parker, ve se nao amola.
Dizedo isso ela segue seu caminho nem se importando com o pobre diabo que ficava seguindo sua sombra so para aspirar os resquicios de perfume que ela deixava pelo ar.
''O espelho me disse: voce nao mudou, voce nao mudou.''
O tempo em Hogwarts passa muito rapido. As aulas iam bem. Alguns elogios, algumas broncas... E outros esfregas do prof. Snape, nao no sentido literario, por enquanto. E que aquele homem nao dava sermoes, dava esfregas mesmo, principalmente com ela, que nunca se comportava bem nas aulas dele. Toda semana estava ela, de detencao.
Como o ano letivo comeca em julho, logo chegou o dia das Bruxas, que por coincidencia, era o aniversario de Maria. Ela se preparava para a festa, se olhava incansavelmente diante do espelho, de roupao, sentada na cama, pensativa. Nao por nao saber o que usar, mas por estar pensando no seu pai e nos outros. Estava preocupada, porque essa noite nao poderia sair do castelo, como sempre fazia. E isso nao era bom agora. Eles estavam passando por grandes problemas em Bristol. Deixou seus pensamentos de lado, vestiu seu vestido preto e verde, que nao chegava ate o joelho, colocou as luvas, que nao encobriam os dedos e iam ate o antebraco, as botas pretas ate o tornozelo davam o toque final. Prendeu os cabelos deixando a mostra uma estrela exagonal tatuada na nuca, bem sexy. Passou, por ultimo, um batom rosa claro e saiu.
''Sou amante do sucesso, nele eu mando, nunca peco, eu compro o que a infancia sonhou.''
Desceu as escadarias principais como uma verdadeira princesa. Quando chegou no ultimo degrau, encontrou o diretor conversando com Snape. Ela deu uma pequena pausa, e sem perder a pose, cumprimentou-os com um aceno de cabeca e um meio sorriso. Os dois ficaram olhando-a com verdadeiro deslumbre. Claro que de modo diferente. Dumbledore a olhava como uma flor vivida e colorida em um jardim seco e sem vida. Snape apenas recolhia-se em seus mais intimos pensamentos, comparando-a aquela menina atrevida e metida que lhe mordeu no primeiro ano. Ela havia crescido. E isso era notavel ate para ele, que nao era de ficar reparando em alunas, mas sempre fora muito atento a elegancia e beleza femininas. Ele a olhou discretamente dos pes a cabeca, e sem perceber, acompahou-a com os olhos quando ela se virou. O que Dumbledore nao deixou de observar, malicioso. Achava deveras interessante quando Sesero dava essas ''brexas''. Ela se dirigiu ao salao principal atraindo todos os olhares, de admiracao, inveja e desejo.
''Se errar, eu nao confesso. Eu sei bem quem eu sou. Enunca me dou.''
Foi olhando todos os detalhes da festa do dia das bruxas, estava magnifico. Naquele dia ela faria 19 anos. Porem suas belas curvas ja denunciavam um pouco mais. Depois de um tempo dancando e bebendo moderadamente, (sera?) ela notou que seu professoa de pocoes se encontrava de pe ao lado de uma pilastra, sozinho. O sentimento que teve nao foi de pena, mas realmente lamentou que um homem como ele fosse tao solitario. Chegou mais perto para observa-lo melhor e percebeu que ele continuava sendo um homem bonito, atraente, de uma postura inegavelmente impecavel, e por que nao dizer... sexy? Sem duvida ele era sexy. E aquela voz? Por Merlim, era de enlouquecer. E os olhares que ele lhe lancava as vezes a deixava em duvida se eram realmente de repreensao ou se tinha algo mais. O pouco que sabia dele e que era um homem severo(seu nome sempre lhe fez as honras) e muito serio. Totalmente infexivel. Mas mesmo assim algumas alunas da Sonserina tentavam passar mais tempo depois das aulas, outras tentavam ganhar umas aulas extras... Algumas quase pulavam no pescoco dele. Bom, tudo em vao, pois ele sempre fingia que nao percebia e impunha muito respeito. Alguma assanhada que se atrevesse a insinuar alguma coisa levava uma detencao. Para ele, as alunas eram apenas criancas cabecas-ocas que precisavam aprender, nao so sobre a escola, mas sobre a vida tambem. Mas tudo que diziam dele poderia nao ser verdade. E ele talvez tivesse alguem, sepre fora muito discreto.
Resolveu ir conversar um pouco com ele, que nao foi muito receptivo.
_Ola, professor, como vai?
_Nao tao bem quanto a senhorita.
_Ah, o senhor e muito gentil, que bom que reparou...
_Nao disse nesse sentido.
_A decoracao do dia das Bruxas e senpre muito linda aqui.
_Como pode saber? Esse e somente seu segundo ano aqui em Hogwarts.
_Oh, eu falo de um modo generico. Eu adoro o Halloween.
_E mesmo? Gosta de ficar nais velha?
Ela o olhou surpresa, ele continuava olhando para o nada.
_E... E sempre bom saber que voce viveu mais um ano.
_Depende do ponto de vista.-ele disse frio como sempre
_Entao, nao vai me dar os parabens?
_Para que? Para comemorar sua patetica existencia?
_Nossa, ja estava com saudade de sua adoravel simpatia.
_Fale por si so.-ele nao parecia se importar com cada palavra que dizia
_Bem, ja vou indo. Obrigado pelas migalhas de sua atencao.
_Me custou muito.
Falando isso, ele apenas devolveu seus olhos para o salao principal.
''Nossa, como ele consegue ser tao sexy?''-pensou ela girando nos cacanhares, torcendo o nariz arrebitado e balancando os quadris.
Ato que ele nao deixou de notar.Era dificil para um homem, mesmo sendo serio, nao notar o belo corpo que ela tinha. E lembrou-se de quando ela era uma garotinha de 11 anos, quando chegou em Hogwarts. Era uma pirralhinha metida e muito esperta. Tentava passa-lo para tras de todo jeito... fora as travessuras, claro, ela era a garota mais traquinas da escola. Ela fez coisas do tipo: colocar bolinhas em baixo do tapete da sala de pocoes, escrever ''Eternamente Grifinoria'' na capa dele... e ela tambem o mordeu uma vez... Essa foi de matar , segundo o proprio Snape. Agora tinha se tornado uma bela moca. Em nada se parecia com aquela menininha mirrada que usava aparelho nos dentes.
''Quando a paixao nao da certo, nao ha porque me culpar. Eu nao me permito chorar...ja nao vai adiantar. E recomeco do zero... sem reclamar.''
Voltando para seu dormitorio, ela comecou a pensar na sua infancia, na sua pre-adolescencia, era bem normal que as pessoas ficassem a olhando daquele jeito, ela havia mudado muito. Bem isso era fato. So era estranho ela ter conseguido atrair a atencao do homais mais marrento de Hogwarts.
_Ele nao mudou nada. Impressionante, todos esses anos e parece que esta ainda mais elegante, e sexy... Hum, e uma pena! E um verdadeiro desperdicio que ele seja tao malvado. Sera que ele e tao malvado quanto parece?-disse maliciosamente, Maria era uma garota ''depravada'', sem juiso... tinha muitas ideias loucas.
_Ai, Maria, deixa de gostar de ''badboy'', ou seria... ''badmam''? Bem, seja o que for, acho que vou deixa-lo para minhas coleguinhas sonserinas.
''As pessoas se convencem de que a sorte me ajudou. Plantei cada semente que o meu coracao desejou... Ah, o espelho me disse: voce nao mudou... Voce nao mudou.''
Quando chegou no seu dormitorio, encontrou um embrulho dourado junto a uma coruja branca. Ela pegou achando estranho, ja tinha ganhado presentes de todos os amigos durante o dia. Abriu cuidadosamente o pacote e dentro encontrou um bilhete com os dizeres:''Espero que a senhorita goste, fico muito feliz em recebe-la de volta. Parabens por mais um maravilhoso ano de vida. Alvo Dumbledore'' Olhou melhor dentro do embrulho e viu uma joia. Pegou-a e reconheceu uma tiara, em dourado e prata, um contraste perfeito. Encaixava na cabeca como um arco e descia em ramificacoes pelo cabelo, cheia de pequenas estrelas. Maria ficou deslumbrada com o bom gosto de Dumbledore.
Colocou a joia dentro da caixa bem arrumada e ficou a olhar a janela enquanto esperava por sua colega de quarto, Ofelia, que nao iria demorar. A brisa leve que lhe batia no rosto a fez pensar como seria bom ter alguem ali, com ela para aquecer seus bracos frios. Pensou de novo nele, Severo Snape. Dessa vez imaginando que a mulher que estivesse junto a ele pelo menos nao sentiria frio. Ela passou as maos no rosto tentando esquecer desses pensamentos. Justificou-se mentalmente que estava carente... so isso. Ja fazia 2 meses que ela nao beijava ninguem.
Deixou seus devaneios de lado e voltou a olhar a noite que sorria estrelada.