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1. Miséria ama companhia


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/T: Essa fic não é minha. É uma tradução. Todos os direitos estão reservados à SaraEK e à J. K. Rowling. Não obtive nenhum lucro ao traduzí-la.











Kelly Clarkson - Because of you


I will not make

The same mistakes that you did

I will not let myself

‘Cause my heart so much misery

I will not break

The way you did, you fell so hard

I've learned the hard way

To never let it get that far


Chorus:

Because of you

I never stray too far from the sidewalk

Because of you

I learned to play on the safe side so I don't get hurt

Because of you

I find it hard to trust not only me, but everyone around me

Because of you I am afraid


I lose my way

And it's not too long before you point it out

I cannot cry

Because I know that's weakness in your eyes

I'm forced to fake

A smile, a laugh, every day of my life

My heart can't possibly break

When it wasn't even whole to start with


Chorus:

Because of you

I never stray too far from the sidewalk

Because of you

I learned to play on the safe side so I don't get hurt

Because of you

I find it hard to trust not only me, but everyone around me

Because of you I am afraid


I watched you die

I heard you cry every night in your sleep

I was so young

You should have known better than to lean on me

You never thought of anyone else

You just saw your pain

And now I cry in the middle of the night

For the same damn thing


Chorus:

Because of you

I never stray too far from the sidewalk

Because of you

I learned to play on the safe side so I don't get hurt


Because of you

I try my hardest just to forget everything

Because of you

I don't know how to let anyone else in

Because of you

I'm ashamed of my life because it's empty

Because of you I am afraid

Because of you (2x)


Kelly Clarkson - Because of you (tradução)


Eu não cometerei os mesmos erros que você fez

Eu mesma não me deixarei causar tanto sofrimento ao meu coração

Eu não vou me permitir

Eu não vou cair aos pedaços que nem você caiu

Eu aprendi da maneira difícil, a nunca me deixar chegar até esse ponto


Refrão:

Por sua causa

Eu nunca ando muito longe da calçada

Por sua causa

Eu aprendi a jogar do lado seguro

Assim eu não me machuco

Por sua causa

Eu acho difícil confiar

Não só em mim, mas em todos à minha volta

Por sua causa


Eu tenho medo

Eu perco meu caminho

E não leva muito até você mencionar isso

Eu não posso chorar

Porque eu sei que isso é fraqueza nos seus olhos

Eu sou forçada a fingir um sorriso, uma risada

Todos os dias da minha vida

Meu coração não pode quebrar

Quando não estava igualmente inteiro para começar


Refrão:

Por sua causa

Eu nunca ando muito longe da calçada

Por sua causa

Eu aprendi a jogar do lado seguro

Assim eu não me machuco

Por sua causa

Eu acho difícil confiar

Não só em mim, mas em todos à minha volta

Por sua causa

Eu tenho medo


Eu assisti você morrer

Eu ouvi você chorar

Toda noite no seu sono

Eu era tão jovem

Você deveria saber mais e, não simplesmente contar com o meu apoio

Você nunca pensou nos outros

Você só viu sua dor

E agora eu choro

No meio da noite

Pela mesma coisa


Eu dou o meu melhor, apenas para esquecer tudo

Por sua causa

Eu não sei como deixar alguém se aproximar de mim

Por sua causa

Eu estou envergonhada da minha vida, porque ela está vazia

Por sua causa

Eu tenho medo



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Capítulo 1

Miséria ama companhia



Gina Weasley acordou ofegante, sua respiração presa em sua garganta, enquanto se sentava. O lençol caiu preguiçosamente em torno de sua cintura, enquanto olhava em torno do quarto, adaptando-se rapidamente à escuridão.

Tirou os cabelos úmidos de seu rosto com as mãos trêmulas, e não ficou surpresa em encontrar suas bochechas molhadas por lágrimas. Enxugou- as impacientemente, e, silenciosamente, disse a si mesma que fora somente um sonho. Ela o tinha freqüentemente, e sempre com os mesmos resultados, acordando com o suor e o terror correndo por seu corpo.

Ela não estava certa sobre qual parte de sua mente a fez reviver aquela noite. Qual parte triste de sua subconsciência queria lhe relembrar da noite em que quase morreu. A noite em que quase perdera Harry.

Suspirando, Gina empurrou os cobertores e moveu seus pés para o chão frio. Ela ficou ali sentada por um momento, até sua respiração amenizar e seus batimentos cardíacos retornarem ao normal.

Ela ainda podia ouvir Rony gritando ao longe, as luzes brilhantes explodindo ao redor deles, enquanto Harry e Voldemort se preparavam para o confronto final. Ela ainda podia ouvir os dolorosos gritos de Harry enquanto a morte pairava sobre ele.

Fechando seus olhos por um momento, Gina tentou bloquear a lembrança de Harry caído no chão, tremendo de dor, enquanto sangue escorria da cicatriz em sua testa. Voldemort levantando sua varinha, aquela risada gélida enchendo os ouvidos dela.

Balançando sua cabeça, ficou em pé e colocou seu robe, antes de andar silenciosamente até a porta do quarto. Cuidadosamente, girou a maçaneta e abriu-a, seus olhos se desviando imediatamente para a porta de carvalho, no final do corredor. Para o quarto velho de Percy, que veio a ser o quarto de Harry depois da guerra. Gina olhou de relance para o vão entre a porta e o chão, onde as luzes das velas se espalhavam pelo corredor.

Espontaneamente, ela andou em direção à porta, como se uma força sobrenatural a forçasse a isso.

Desde que eles deixaram Hogwarts, um ano atrás, Harry havia ficado com os Weasleys, sob os olhos vigilantes dos pais dela e de Sirius, padrinho de Harry, que o checava pelo menos três vezes ao dia para ver se estava tudo bem. Desde a morte de Voldemort, alguma coisa havia mudado em Harry.

Ele ficara mais quieto, desinteressado, e um pouco frio com seus amigos e família. Isso preocupava Sirius, tanto quanto preocupava Gina, e as pessoas que o conheciam e o amavam.

Apesar do aborrecimento de Harry pela constante atenção, Gina se recusava a deixá-lo cair em qualquer que fosse a fase depressiva em que ele estivesse. Ela sabia que Harry precisava de uma pessoa para estar ali para ele. E Gina desejava desesperadamente que ela fosse essa pessoa.

Olhou para a porta de Fred quando passou, praguejando quando o chão de madeira rangeu sob seus pés. Quando alcançou a porta do quarto de Harry, ela olhou para trás para ter certeza de que não tinha acordado ninguém. Suspirando aliviada quando não ouviu nada, voltou em direção à porta de Harry, onde ela bateu levemente com o punho. Sua mão foi parar em sua boca para abafar um grito, quando ela ficou cara a cara com o olhar curioso de Harry.

Enquanto tentava achar alguma coisa para dizer, ela baixou seus olhos rapidamente, percebendo que ele não usava nada além de uma calça desabotoada. Sua postura era confortável: uma mão descansava no batente da porta, a outra segurava uma garrafa cheia pela metade do que parecia ser o Uísque de Fogo do Velho Odgen:

- Eu... Eu só... Como você sabia que eu estava aqui fora? - Ela perguntou baixinho, suas bochechas ficando vermelhas.

Harry encolheu os ombros, seus olhos perscrutando o corpo dela. Ela se sentiu desconfortavelmente exposta ao olhar penetrante dele. Tão rápido quanto pôde, Ginny colocou seu robe firmemente em volta de seu corpo:

- Eu ouvi o rangido da madeira- Ele finalmente admitiu, seus olhos verdes voltando para os dela. Ele a olhou com o que ele esperava ser com extremo aborrecimento. - Você precisa de alguma coisa?

Gina olhou de relance para a cicatriz na testa dele, antes de limpar sua garganta. Apertou seus dedos firmemente, enquanto colocava-os no bolso de seu robe:

- Eu só queria ter certeza de que você estava bem. São três e quinze da manhã, eu vi uma luz debaixo de sua porta...

-Você ainda está acordada - Ele disse, tomando um gole da garrafa que segurava.

Ela queria tanto tocá-lo, para fazê-lo esquecer de seus problemas. Queria afastar com seus dedos o cabelo que lhe cobria os olhos. O tronco dele era musculoso, e, graças aos seis anos de Quadribol, sua barriga era reta. Os músculos de seus braços se contraíram quando ele pôs a garrafa de volta ao seu lado. Ela sempre se perguntava como seria ter aqueles músculos contraídos e estirados sobre o seu corpo...

-Gina?

Ela piscou os olhos, seu rosto se tornando vermelho outra vez. Tirando os pensamentos quentes de sua mente:

-Sim?

Caramba, ela estava preocupada com ele. Queria ter certeza de que ele estava bem. Por que ele tinha que ser tão estúpido sobre isso?

-Nada importante - Ela respondeu - Eu só estava indo pegar um copo d’água e, como eu falei, percebi que a luz estava acesa. Eu queria ter certeza de que você estava bem. Você não consegue dormir?

Harry riu asperamente, virando suas costas e voltando para seu quarto.

Vagarosamente a porta começou a se fechar e Ginny pensou em voltar. Porém, não resistiu, deixando a porta aberta. Ela hesitou por um momento e depois entrou no quarto. Ela tinha só dado uma rápida olhada desde que ele entrou, e, agora que ela estava verdadeiramente dentro, não conseguia entender como ele passava o tempo todo por ali. As paredes estavam nuas; nenhuma cortina cobria a janela do lado de sua cama, e não havia nada além de uma pequena cômoda na parede oposta. Até Percy deixava seu quarto mais interessante. E isso significava alguma coisa.

- Nem pergunto por que você fica tão depressivo o tempo todo - Ela disse calmamente.

-O quê? - Ele perguntou, colocando a garrafa de uísque sobre a cômoda, e virando-se para ela.

Por que ela tinha que parecer tão atraente em um estúpido robe? Ele se perguntava, contraindo seu maxilar enquanto se esforçava para manter sua visão turva no rosto dela. Não que olhando para seu rosto fosse ajudar a melhorar seu mau humor. Ele sabia cada curva do corpo dela, cada sarda que se alinhava as suas bochechas. Cada maldita linha que envolvia seus olhos castanhos quando ela sorria.

- Er... Nada. Você está tendo problemas para dormir? - Ela perguntou novamente, mudando de assunto o mais rápido que podia.

Os olhos de Harry anuviaram-se por um minuto enquanto considerava a pergunta:

-Eu não tenho problema algum para dormir, Gina. Eu só escolho não dormir - Ele respondeu, tentando pensar em alguma coisa para fazer com suas mãos, o que não incluía tocar Gina Weasley.

- Mas você precisa dormir, Harry. Você vai ficar doente.

- Olhe, Gina, eu não preciso que você dê uma de médica. Eu faço o que eu quiser. Se eu durmo, eu sonho. Em meus sonhos eu morro. Pessoas que eu amo morrem. Me desculpe se eu não quero reviver isso. Assim eu começaria a ficar doente - Harry vociferou, sentindo a raiva borbulhando dentro dele.

-Você pensa que eu não tenho pesadelos?- Ela inquiriu asperamente. Droga! Ele pensava que a dor era apenas dele.

- Certo, eu suponho que sonhar sobre salvar o mundo é uma coisa que te deixaria horrorizada - Ele murmurou, seus olhos perfurando os dela.

Harry a observou comprimir a boca firmemente enquanto virava em direção à porta. Ficou aliviado ao ver que ela estava indo embora, mas gelou quando percebeu que ela somente tinha ido fechar a porta.

-Mas que diabos você está fazendo? - Perguntou a ela.

Ela se virou para ele rapidamente, atravessando o quarto até ficarem cara a cara. Seus olhos escuros estavam raivosos, seu dedo cutucando-o no peito:

- Nunca se atreva a saber dos meus sonhos, Harry Potter. Você não é o único que esteve lá àquela noite. Você não foi o único que sentiu gosto de medo e sangue.

Ela viu os olhos dele escurecerem quando pegou a mão que estava cutucando- o no peito e jogou-a para o lado. Ele não conseguiria se controlar se ela continuasse a tocá-lo:

- Você não sabe nada sobre isso, Gina. Você não sabe como é sentir isso, sabendo que pessoas morreram por sua causa. Você não sabe como é sentir que você falhou.

- Você está errado. Eu falho com você em meus pesadelos quase todas as noites - Ela contou a ele, seu lábio inferior tremendo, tentando segurar as lágrimas. Seus olhos se arregalaram quando percebeu sua revelação. Parecia que Harry estava tão surpreso e embaraçado quanto ela, por ela dizer uma coisa tão pessoal de maneira tão fácil.

Ela suspirou, seus olhos procurando os dele para algum tipo de aceitação. Para dizer- lhe que tudo ficaria bem. E, por um momento, só por um momento, ela viu o calor encher os olhos dele. Ela viu traços do Harry que conheceu. Do Harry que amou. Que a amava.

Levantou lentamente sua mão para afastar a franja que estava sobre os olhos dele, deslizando sobre a cicatriz que tinha desvanecido quase completamente.

- Eu posso te ajudar- Ela murmurou, aproximando-se mais do corpo quente dele. -Me deixe te ajudar.

Gina se inclinou próxima ao rosto dele. Até que ela pôde sentir a respiração quente em sua pele, até ficarem a menos de três centímetros entre seus lábios entreabertos...

Ela ofegou de dor quando ele segurou seus pulsos fortemente, a empurrando alguns passos para trás:

- Não me tente, Gina. Eu quero ficar sozinho. Você entende? - Ele perguntou, seus olhos estavam perigosos, sua voz estava baixa. - Se eu precisar de uma boa transa, eu certamente não preciso de sua ajuda. Eu não preciso de você.

Um sentimento angustiante queimou o coração de Ginny ao ouvir a brutalidade das palavras dele. Engolindo em seco, ela desviou seu triste olhar do olhar penetrante dele:

-O que há de errado com você, Harry?

- O que há de errado comigo? - Ele perguntou furiosamente. - Eu estou de saco cheio de ser a porcaria do ‘Menino-Que-Sobreviveu! Eu estou cansado das pessoas me dando os parabéns e batizando seus filhos de merda com meu nome. Eu não quero um feriado nacional em minha homenagem e eu não quero aparecer em benefício do Ministério. Isso tudo é tão estupidamente falso! Você e eu sabemos disso, não sabemos? - Ele murmurou asperamente.

- Isso tudo é por causa do Ministério?- Ela perguntou, incrédula, retirando seu pulso dolorido da mão dele e dando alguns passos para trás.

- Vá embora - Ele falou, virando-se para sua cômoda e tomando mais um gole de sua garrafa de uísque.

- Harry, o que aconteceu àquela noite não te torna menos heróico. Eu fiz o que tinha que fazer. Se eu não fizesse, você teria morrido.

Isso foi uma lembrança da noite em que ela quase sacrificou sua própria vida para salvar a de Harry. Uma noite que os ligaria para sempre. Voldemort estava avançando para Harry, infligindo-lhe a Maldição Cruciatus, até que Harry caiu no chão frio, apertando os dedos, seus dentes contraídos em uma dor excruciante. Ele não queria dar a Voldemort a satisfação de vê-lo gritar. Quando o sangue começou a escorrer lentamente de sua cicatriz, sua mão segurou a varinha de sua mãe firmemente, tentando absorver as últimas forças que lhe restavam. Ele tinha que matá-lo. Ele tinha que derrotá-lo. O plano devia sair perfeitamente. Eles contavam com ele. Todos.

Quando um flash branco de sofrimento passou por seus olhos uma vez mais, Harry ouviu seu nome à distância. Um flash de cabelos vermelhos passou por ele, e logo a varinha que estava tão firme em sua mão foi pega.

-Não! - Ele gritou, tentando alcançá-la. Para protegê-la da inevitável morte que a esperava. Mas ele sentiu a escuridão tomar seus olhos. Ele podia ouvir a risada maléfica de Voldemort antes dele lançar a Maldição da Morte na mulher que Harry amava. Ele só pôde gritar de dor e agonia antes da escuridão invadi-lo.

Gina havia se posicionado na frente de Harry, impedindo-o de ver Voldemort. Ela ergueu a varinha de Lílian Potter, com a mão firme, e a apontou para o Lorde das Trevas. Ela ouviu Rony gritar seu nome, mas nem sequer piscou os olhos. Ela viu os olhos vermelhos de Voldemort cintilarem, e ele começar a rir. Um calafrio a perpassou e, mesmo assim, não se moveu. Determinação corria em suas veias. Ela não iria perder Harry. Não essa noite.

Nenhuma palavra foi dita entre eles enquanto Voldemort erguia sua própria varinha. Ele lançou a Maldição da Morte enquanto ela fazia o mesmo. Faíscas verdes explodiram ao seu redor quando o feitiço a acertou,e ela bateu suas costas na parede. Ela caiu de joelhos enquanto a dor se apossava de seu corpo, mas conseguiu abrir os olhos para ver luzes vermelhas e douradas explodirem em volta de Voldemort. Seus gritos encheram o escuro céu enquanto seu corpo e sua alma se desintegravam. Em segundos as luzes desapareceram e nada restara de Voldemort além de cinzas, que o vento varreu vagarosamente. Ela viu vários corpos correrem em sua direção e na de Harry, enquanto ela lutava contra a dor que sentia.

-Gina, Gina, fique acordada, por favor!

Quem a estava chamando? Rony? Seu pai? Ela não podia ter certeza.

Sentiu que braços a erguiam contra um corpo quente.

-Harry?

-Ele está vivo, Gina... Ele vai ficar bem - A voz prometeu, logo depois se calando.

O alívio invadiu seu corpo e só depois ela se deixou cair na inconsciência.


Gina sabia que ela poderia ter morrido naquela noite. Mas seu amor por Harry, combinado com o amor de Lílian, fez com que fosse possível derrotar Lorde Voldemort.

Ela podia ver isso agora, em seus olhos. A dor, a tristeza, a raiva. Isso a entristecia tanto quanto a enfurecia. Ela observou Harry lhe dar as costas enquanto tomava outro gole de sua garrafa de uísque.

-Olhe para mim!- Ela ordenou asperamente, abandonando todas as pretensões. Ele não ia mais virar as costas para ela, não mais. Irritou-se quando ele a ignorou, vagarosa e cuidadosamente tomando outro gole da garrafa. Ela atravessou o quarto e tomou a garrafa de sua mão, jogando-a no chão. O líquido se espalhou pelo carpete.

-Mas que diabos...?

-Cale a boca, Harry!- Ela esbravejou, cruzando os braços. - Eu não vou me desculpar por salvar sua vida! Eu não vou!- Continuou, quando ele a olhou. -Você teria morrido, e talvez você pense que isso era o que deveria ter acontecido. Você vive sob o teto de uma família inteira que pensa que você faz parte dela. Você tem ao Rony e à Hermione, que te amam e se preocupam com você. E você está jogando fora tudo isso. Você está os tratando horrivelmente, e, se continuar com isso, você vai ficar sozinho. Talvez seja isso o que quer. Mas se você não consegue ver o que tem, e o que você está fazendo com eles... Conosco, então você realmente é um perdedor.

Ela tentou ignorar o solavanco em seu coração quando deu a volta e foi, enfurecida, em direção à porta.

Harry a observou; seu maxilar enrijecido. Ele não iria deixá-la ir toda bravinha e irritada. Quem ela pensava que era? Hermione? Correu atrás dela rapidamente, segurando-a pelo braço e virando-a para fitá-lo. Ele a empurrou contra a porta que ela estava abrindo, a fechando com um ecoante “clique”, enquanto os olhos cheios de medo dela encontravam os dele. Ele parecia perigoso, e, pela primeira vez em sua vida, Gina estava com medo dele. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa sobre as mãos dele machucando seus braços, ele levou seus lábios aos dela violentamente.

Suas mãos a apertaram mais ainda, enquanto partia os lábios dela com a língua. O choque inicial se foi e ela percebeu o que estava acontecendo. Ela podia sentir o gosto da bebida em sua boca e sentiu seu corpo responder às investidas urgentes da língua dele.

Logo as mãos dele subiram para seus cabelos. Seu corpo pesado contra o dela, provocante. Seu quadril espremido no dela. Inesperadamente, Gina, percebendo suas intenções, se afastou, colocando as mãos no peito dele.

-Harry, pare...- Ela ofegou, empurrando-o.

Com uma mão nos cabelos dela, ele desceu a outra para seu robe. Abriu-o. Harry o deslizou sobre ombros dela, deixando-o cair aos seus pés. Ele a deixou e andou um pouco para trás, perscrutando todo o corpo dela. Com as luzes das velas, ele podia ver através da camisola de algodão. Os seios levantavam-se a cada suspiro que ela dava, seus mamilos apareciam tentadoramente contra a camisola. Os olhos dele abaixaram-se, olhando rapidamente para um pedacinho negro entre as pernas dela.

Gina andou um pouco para trás, encostando-se na fria porta. Ela levantou os braços para cobrir seus seios quando ele moveu-se em sua direção, ofegando o nome dela. Ela sacudiu sua mão, colocando-a, trêmula, no ombro dele:

-Não, Harry- Disse, com olhos suplicantes. As narinas dele se dilataram com raiva, quando ele empurrou a mão dela de seu ombro. Ele ergueu sua mão e colocou-a na nuca de Gina, puxando-a e recapturando sua boca num ardente beijo.

-Você queria me ajudar- Ele resmungou. Sua mão agarrou a barra da camisola, e puxou-a para cima, ao redor de sua cintura. Ele queimava de desejo enquanto seus olhos passeavam pelo corpo dela. Ela não poderia impedi-lo... Não agora.

Ofegando, Gina arqueou as costas, tentando se desviar dos toques dele. Empurrou a mão dele para longe, tentando se cobrir uma vez mais.

-Não desse jeito, Harry. Por favor- Ela suplicou, mais desesperadamente.

-Gina...- Ele implorou, a raiva rapidamente sumindo de sua voz. Angústia irradiava dele quando cobriu a boca dela com a sua. Ela sentiu um gosto salgado quando as lágrimas dele desceram de seu rosto para suas bocas:

-Por favor, me ajude... Me ajude.

Os olhos dela se encheram de lágrimas quando sua boca deixou a dela, traçando beijos em seu pescoço e em seu ombro. Ela ainda podia ouvi-lo dizer: “Eu não preciso de você.”

Mas ele mentiu, sim, ele mentiu. Fechando seus olhos em consentimento, Gina levou suas mãos hesitantes para trás do pescoço dele para voltar a beijá-lo. O conflito entre o certo e errado estava acabado, e Gina não tinha muita certeza de quem vencera. Tudo que sabia é que ela não podia negar- se a Harry. Não quando ele precisava dela tão urgentemente. Não quando ela precisava dele.

Harry gemeu em resposta, sua língua dançando junto à dela. O calor explodiu entre eles. Gina manteve seus olhos fechados quando ouviu o barulho do zíper descendo rapidamente.

Antes que ela pudesse falar, as mãos de Harry escorregaram para suas costas, pegando em suas nádegas, levantando-a contra ele. Instintivamente suas pernas se cruzaram em volta da cintura de Harry, quando ele a empurrou fortemente contra a porta. Gina tentou se desviar da boca feroz de Harry para implorar-lhe que esperasse, para que a deixasse se preparar, mas o flash branco e quente adentrou-a, profundamente. Sua inocência se partiu facilmente, e seus dolorosos gritos foram abafados pela boca de Harry.

Seus dedos cravaram-se nos ombros de Harry, enquanto a dor se amenizava a cada investida, mas não conseguiu livrar-se do desconforto. Harry gemeu contra seus lábios e, se afastando, ele enterrou seu rosto na curva do pescoço de Gina, enquanto as sensações explodiam dentro dele. Gina fechou os olhos firmemente, quando gotas de suor começaram a deslizar por suas costas. Era uma sensação estranha e mesmo assim confortante ter o corpo de Harry ligado ao dela. Uma sensação tão incrível... Gina arqueou o pescoço e as costas, seu quadril indo em direção ao dele. Ela espremeu seus lábios para abafar um alto gemido, enquanto as investidas abaixo de sua cintura se intensificavam.

-Gina. - Ele ofegou, suas mãos apertando mais as nádegas dela, quando suas investidas se tornaram mais frenéticas. Ela estava invocando sensações nele que nem imaginava que existissem. Ele virou a cabeça, encontrando os lábios dela, enquanto a penetrava mais rápido.

Com uma última investida e o nome dela saltando de sua boca, Harry estremeceu, sua cabeça caindo no ombro dela.

Ela descansou sua testa no ombro dele, confortável quando pôde sentir que não havia mais tensão entre os dois. Um pequeno sorriso delineou-se em seus lábios quando sentiu os batimentos frenéticos um contra o outro. A respiração dele estava quente em seu pescoço. Gina levantou sua mão para acariciar os cabelos da nuca de Harry. Ela franziu as sobrancelhas quando o sentiu ficar tenso sob seu toque.

Ele levantou a cabeça, e cuidadosamente desencaixou-se, colocando-a de volta ao chão. Ele a olhou e Gina viu a culpa encher seus olhos verdes, antes dele virar-lhe as costas, fechando o zíper rapidamente:

-O que há de errado?- Ela perguntou numa voz baixa.

Merda. Por que ela tinha que ficar ali com aquele ar de magoada? Ele fez uma careta quando viu as manchas vermelhas em volta do braço de Gina. Seus lábios, geralmente rosados, estavam vermelhos e inchados. Os olhos dele abaixaram-se. A mancha de sangue entre as pernas dela arrebatou-o, como se um balaço tivesse lhe acertado no estômago.

Ele era um idiota.

Se a culpa não o matasse, todos os irmãos dela o fariam. Os Wealeys tinham-no acolhido. Deram-lhe um lar. E assim ele os retribuía. Transando com a filha mais nova.

-Você deveria ir- Ele disse friamente, virando-se de costas para assim não ver a dor encher os olhos dela.

-O quê?- Ela murmurou, quase certa de que não tinha ouvido direito.

-Vá embora. Volte para a cama.

Gina deu um passo em sua direção, levando uma mão trêmula ao seu braço.

-N-não me toque! Você não pode me tocar- Ele disse, sua voz hesitante.

-Mas eu só... Nós só...

-Eu não me importo.- Ele sibilou, a dor engolindo seu coração. Se ele a olhasse, falharia. Ele iria querê-la de novo. -Vá embora. Agora.

Ele não podia estar falando sério. Ela tinha lhe confortado do único jeito que podia. Seus braços caíram ao seu lado. Ela o olhou. Ele nunca a olharia nos olhos.

Recusando-se a deixar suas lágrimas caírem, Gina virou-se e andou silenciosamente em direção à porta, abaixando-se para pegar seu robe. Seu corpo estava dolorido, mas nada comparado à dor que sentia no coração.

Jogou seu cabelo para trás, abriu a porta e parou para olhá-lo por sobre o ombro. Ele estava de frente para a cama, de costas para ela, uma mão caída ao seu lado e a outra deslizando pelo cabelo.

-Espero que eu tenha ajudado- Ela disse suavemente, antes de fechar a porta.

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