FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

4. Agatha 1 - Estupenda


Fic: A Origem dos Dementadores - A PEDIDOS CAP 8 ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

postado em 03/03/12




Capítulo 4


 


Agatha I - Estupenda




Seis dias depois...


 


   Os cascos do alazão batiam com ferocidade na relva alta. A cada pulo mais ousado para atravessar uma depressão ou uma pedra, o magnífico animal resfolegava baixo como se não quisesse perder a dignidade diante de seu cavaleiro.


 


  Ogden havia ganhado aquele pragmático exemplar equino do pai. No seu sangue corria uma linhagem espanhola, e seus pais e avós eram os melhores velocistas atléticos que um nobre poderia adquirir.


 


  Eram belos também.


 


 A fronte estrategicamente chanfrada, masseteres proeminentes e olhos sisudos eram elementos que davam a sua cabeça um ar belicoso. A pelagem não deixava a desejar, indo de canela torrada à cinza chumbo. E como não dizer da crina ereta e sedosa, seguindo um caminho linear por todo o dorso do animal até desembocar na cauda espalhafatosa.


 


  Cavalgar era o passatempo preferido de Ogden, e ele sentiria falta do trote do seu garanhão enquanto estivesse ausente. No mar.


 


  A decisão havia sido tomada naquela mesma noite, após a briga com o pai. Somente desta vez ele daria ouvido a suas vontades e não acataria como um lacaio treinado. O Duque de Bordon precisava sentir, ao menos uma vez, o que era não ser uma força inquestionável.


 


  Ainda era muito cedo quando Ogden cruzou a propriedade de Mademoiselle de Paxton a trotes rápidos, mas se não fosse naquele momento não seria em nenhum mais.


 


  Ogden havia sim, fugido de sua fortaleza de pedra no auge da madrugada, pouco antes do alvorecer. Dormiu por duas insignificantes horas, ajeitou suas roupas numa trouxa mal amarrada, pegou seu alazão no estábulo e partiu para as planícies obscuras de Bordon sem olhar para trás.


 


  O plano não foi alterado nem pela notícia que chegou a eles, seis dias antes...


 


  Logo na tarde seguinte, após a noite de seu aniversário, um mensageiro dos Finningham surgiu nos jardins. Foi encaminhado para dentro da propriedade e disse há um dos lacaios que o assunto era urgente demais para esperar o duque e seu filho terminarem a refeição da tarde. Postou-se diante dos dois sentados a mesa, e tinha o rosto lívido e assustado, um semblante que antecedia notícias ruins.


 


  - Trago notícias da Sra. Finningham. - balbuciou o mensageiro.


 


  - Pois então diga. - disse Charles, irritado por ser interrompido num momento que considerava sagrado.


 


  - O senhor marquês faleceu.


 


  O queixo de Charles pendeu frouxo, mas ele imediatamente recuperou a compostura.


 


  - Como isso foi acontecer? - perguntou Ogden, espantado. Seu padrinho parecia muito bem de saúde quando foi embora da festa.


 


  - Ele... ele foi encontrado sem vida dentro da Abadia de Paxton. Quem o encontrou foi o padre Anthony. Segundo as palavras dele, o marquês mostrava-se duro como pedra, os olhos esbugalhados e a pele cerúlea. Seu corpo estava sentado numa cadeira aos pés de um barril da adega pessoal do padre. 


 


  - Quando acontecerá o sepultamento? — inquiriu o Duque, abruptamente.


 


  Ogden olhou para o pai, incrédulo. Sua voz soava natural como alguém que recebe um recado trivial, mas pálpebra direita tremia involuntariamente — talvez aquele fosse o ponto onde ele deixava suas verdadeiras emoções escaparem.


 


  — Amanhã, logo pela manhã. A Sra. Finningham faz questão que o velório aconteça na Abadia.


 


  — Ótimo. A notícia foi dada. — resmungou o Duque, encerrando o assunto e voltando-se para o prato.


 


  O mensageiro saiu cabisbaixo. Ogden continuou pasmo, achando estranho vê-lo reagir tão naturalmente diante de notícia tão chocante. Embora o marquês fosse padrinho dele, não havia uma ligação forte entre os dois, e ainda assim Ogden perdeu o apetite com aquela notícia. Mas seu pai, ele era amigo de longa data do homem. Haviam servido juntos, tinham um passado juntos. Era estranho vê-lo devorando um pedaço de carneiro sem nem suspirar.


 


  — Meu pai, o que o senhor achou disso tudo?


 


  — Fatalidade, apenas isso. — disse friamente.


 


  — Mas o senhor está bem?


 


  — Porque não estaria? — rosnou para encerrar o assunto.


 


  Mas a madrugada revelou outro Duque. Pela janela do seu quarto, Ogden viu o pai em movimentos incomuns. Ele saiu para as ameias, permanecendo longas horas observando a propriedade e repetiu o gesto nos três dias seguintes.


 


  Durante o dia deixava o castelo com uma comitiva de seus três melhores vassalos e só voltava pouco antes do sol se pôr.


 


  Seja lá o que fosse às atitudes de seu pai, deixavam claro que ele continuava a esconder algo, o que só tornava Ogden mais irritado e mais certo de sua decisão.


 


  ...E agora lá estava àquele jovem inglês indo cumprir a pior parte de seu plano: se despedir de sua noiva. Ashley ainda não sabia de nada.


 


  Logo que cruzou o famoso redemoinho da propriedade dos Paxton, a velha mansão senhoril apareceu banhada pela fraca luz da manhã. A varanda de colunatas de pedra, as janelas largas e o portal trabalhado em pinho era um caminho comum a Ogden, um caminho que ele sentiria falta de fazer nos meses seguintes.


 


  Mademoiselle de Paxton e sua família não possuíam metade da riqueza dos Carter, mas a propriedade onde residiam era vistosa e confortável.


 


  Aproximando-se da mansão, ele amarrou o cavalo no tronco embaixo da árvore que sempre destinava a seu alazão. O pobre animal merecia um lugar a sombra depois de percorrer seis quilômetros sem hesitar. Então foi caminhando até a estrada principal e vislumbrando com certa nostalgia um dos locais que mais gostava de estar.


 


  O Visconde de Paxton, apesar de excêntrico por natureza, era um homem de alma bondosa e um adorável anfitrião. O mesmo podia-se dizer da Sra. Paxton, algo mais perto de mãe que Ogden já tivera. Os lacaios também pareciam bem mais felizes em servir seus senhores ali, e foi um deles, o magérrimo Davis, que abordou Ogden no portal.


 


  — Sir Carter! — cumprimentou Davis, fazendo uma reverência exagerada. — É uma honra recebê-lo em nossa morada, como sempre.


 


  — Como vai, Davis. A senhorita minha noiva encontra-se acordada? — Ogden tinha noção que ainda estava muito cedo para fazer visitas.


 


  — Por mera coincidência do destino, senhor, — começou Davis, fitando-o com seus imensos olhos verdes — a senhorita Ashley despertou muito cedo hoje também e encontra-se no jardim da família no momento.


 


  — Ótimo! — sorriu Ogden — Obrigado, Davis.


 


  Ele conhecia cada bifurcação dentro da propriedade para chegar até o glorioso jardim dos Paxton. Ashley certa vez havia lhe dito que demorou sete primaveras para as sebes do jardim alcançar os espantosos três metros que possuíam, e mais três para serem adubadas e aparadas corretamente, exibindo aquela forma simétrica e emparedada.


 


  As heras, sustentadas por ribas de madeira, cobriam parcialmente a visão do céu e obscureciam o caminho, mas em contra partida criavam sombra e frescor ideal para as azaleias, orquídeas, hibiscos e outras tantas flores mais vingarem.


 


  E ao centro do jardim, na claraboia desprotegida pela cobertura das plantas, havia a bela fonte dos Paxton. Esculpida em mármore de verdade, exibia o brasão da família no topo. Talvez aquele fosse um dos objetos mais caros de toda a mansão, e que mais orgulhava o Visconde.


 


  Ao chegar naquele ponto, Ogden encontrou Ashley perdida e etérea, enquanto acariciava com as pontas dos dedos a superfície aveludada das folhas que adornavam toda a circunferência da fonte. Vestia um dos muitos vestidos luxuosos e delicados que desde muito nova a Sra. Paxton instruíra-a a vestir. Ela era vaidosa ao extremo e não houve uma só vez em que ele não a vira sob vestimentas impecáveis de uma dama.


 


  Com passos suaves Ogden andou até Ashley, ainda desatenta a sua presença, e arrancou um botão perfumado da flor mais próxima pelo caminho.


 


  — O que leva os pensamentos da minha doce amada para tão distante daqui? — sussurrou-lhe no ouvido, com a flor a lhe oferecer.


 


  Ashley virou para encara-lo, assustada e surpresa.


 


 — Ogden! Não o ouvi se aproximar... — ruborizou, e pegando a flor que lhe era oferecida completou — O que está fazendo aqui?


 


  — Não gostou da visita?


 


  Ela o analisou brevemente. Vestia botas de couro, calças escuras e uma cota de linho cinza chumbo. Estava trajado para cavalgar, um dos estilos que ela mais adorava em Ogden. As roupas rústicas destacavam seu corpo musculoso, dando-lhe um ar sensualmente vilanesco. 


 


  — Mas é óbvio que eu gostei da visita. Acontece que nossos encontros não estão programados para sábado, de forma que eu deveria estar mais apresentável. — e fitou-se como se estivesse vestida para trabalhar no campo.


 


  Ogden esforçou-se para não rir. Melodrama exagerado era apenas um dos muitos traços de sua amada.


 


  — Eu acho que ainda vou te amar, mesmo você estando vestida para colher algodão. — brincou, aproximando-se dela.


 


  Ashley recuou dois passos e olhou para os lados.


 


  — Não é correto nos encontramos sozinhos.


 


  Ogden revirou os olhos querendo mandar qualquer tradição pré-nupcial às favas. Encontrar-se com a pretendida esposa, apenas e somente na presença dos pais e lacaios das famílias era um das regras incontentáveis para qualquer rapaz que tivesse boas intenções com sua noiva. Claro que ele possuía boas intenções com Ashley, as melhores, inclusive. E por isso não via problema nenhum em ver-se sozinho com ela e quem sabe, ganhar um beijo aveludado do qual somente a boca de Mademoiselle de Paxton poderia presentear-lhe.  


 


  — Onde estão seus pais? Eles nem saberão que eu vim.


 


  — Estão dormindo, ainda. Todos estão. Somente eu e alguns lacaios estamos acordados a esta hora da manhã.


 


  — E porque está acordada já? — questionou Ogden, irritado por ela simplesmente não vir a seu encontro sem tantas regras.


 


  — Tive uma noite péssima, não sei por quê. Sabe quando estamos com um mau pressentimento e não conseguimos pregar o olho? — ele assentiu — Mas eu que pergunto. Porque está aqui, e tão cedo?


 


  — Bem, esse assunto é um pouco delicado. — resmungou ele, aproximando-se dela novamente. Desta vez ela não criou resistência e deixou que Ogden tocasse em seus ombros desnudos.


 


  — Como assim?


 


  — Lembra o dia do meu aniversário?


 


  — Qual parte?


 


  — A parte em que eu me ausentei para procurar meu pai.


 


  Ashley apenas concordou. Ultimamente não gostava de lembrar-se da festa por que trazia a lembrança do marquês Finningham com vida, e comparar o homem vivo com o cadáver horrendo e distorcido que fora obrigada a ver na missa em sua memória na Abadia de Paxton, não era nada reconfortante.


 


  — Eu recebi um convite aquele dia de um dos amigos do meu pai. — Ogden preferiu omitir os detalhes que vieram depois da festa quando ele comentou deste mesmo amigo ao velho duque. — Ele me chamou para participar de uma pequena viagem marítima com sua frota.


 


  Ashley ficou séria.


 


  — Ainda não estou entendendo. O que você tem haver com o mar?




  Ele tentou esconder a frustração que sentiu quando ela disse aquilo. Por um momento parecia seu pai.


 


  — Ele é um Conde, este amigo do meu pai. E um capitão do mar que serve diretamente ao rei... Esse convite foi uma honra, de forma que é deselegante da minha parte recusar.


 


 — O que você está querendo dizer com tudo isso? — perguntou Ashley visivelmente chocada, afastando-se do toque dele.


 


  — Ashley, — suspirou Ogden, passando as mãos pelos cabelos — eu vou me ausentar por algumas semanas. E vim me despedir.


 


  — O que?


 


  — Embarcaremos hoje do porto de Sturts.


 


  — Não! — gritou Ashley, mas em seguida engoliu a raiva e buscou se controlar lembrando o que sua mãe havia lhe dito sobre sempre manter a voz baixa e afável quando falar com as pessoas. Uma voz de dama. — Não estou perguntando isso, Ogden. — disse num tom mais comedido — Estou perguntando como assim se ausentar para uma viagem as vésperas do nosso casamento?


 


  — Minha Mademoiselle, — Ogden a pegou pelas mãos e levou-as de encontro a seus lábios. Ashley não criou resistência. — este é simplesmente o compromisso pelo que mais anseio em minha vida. Jamais faltarei com o desejo de estar para sempre ao seu lado.  E não demorarei mais que oito semanas em alto mar.


 


  — Oito semanas sem te ver... — lamentou Ashley, chorosa.
   


  — Também sentirei saudades, mas tome este tempo como nossos últimos dias distantes um do outro antes de ficarmos juntos para sempre.


 


  Ela tencionou desabar em lágrimas. Em todo reino não existia donzelas que não fossem românticas e emotivas, mas Ashley era uma forma intensa dessas duas qualidades.


 


  Para Ogden, ficar sem ver sua mademoiselle também seria um rombo em seu peito, e mais, talvez o único na sua ausência. Já que drasticamente do dia para noite sua relação com pai mudara e ele ainda continuava chateado demais.   


 


  — Eu o amo, Ogden e o esperarei pelo tempo que for necessário, com o peito oprimido, mas esperarei. — disse ela se prendendo em seus braços, aceitando o fato de que não poderia prendê-lo ali com sessões de choro.


 


  Toda vez que ele ficava próximo de sua beleza juvenil, o desejo supremo de tocá-la apoderava-se dele. Daquela vez não foi diferente. Eles se envolveram num beijo molhado e salgado pelo pranto dela.


               


  Beijá-la era o mais perto que ele conseguia chegar do céu. Naquele momento nem Ogden, muito menos Ashley, sabiam que aquele seria o melhor e último beijo deles.


                                             ***


 


  Ogden abandonou Paxton com o coração dividido. A ideia de rever Ashley após muitas semanas não era nada animador. Pouco antes de deixá-la foi assediado por mais abraços e choramingas de protesto, o que só tornou a despedida pior.


 


  Por outro lado sentia-se dirigente se suas escolhas, um sentimento que nunca antes experimentou. Por mais que as escolhas fossem suas, e isto incluía sua futura união com Mademoiselle de Paxton, tudo acontecia somente se houvesse o veredicto do duque no fim.


 


  O remorso de deixar Bordon com apenas um bilhete de despedida não agradava o jovem nobre, mas também não o perturbava. Que aquilo servisse de demonstração ao duque de que possuía um herdeiro tão genioso quanto ele próprio.


 


  Durante o caminho até o porto, Ogden evitou a estrada principal de Paxton seguindo pelas planícies desérticas e verdejantes, já que não ostentava ser reconhecido ou abordado por algum aldeão. Ali, ele e o pai eram duas figuras conhecidas e respeitadas e tudo o que o ele não precisava era alarde.


 


  A partir da aldeia de Sullivan as influências do Duque de Bordon desapareciam. Outros senhores dominavam as vilas e condados, e algumas já se enraizavam aos domínios da corte, afinal o castelo do rei era há apenas algumas milhas do porto de Sturts.


 


  Ogden teve que parar duas vezes pelo caminho para pedir informações sobre a localização do porto e para descansar o cavalo. Na terceira vez alugou um camponês próximo a uma estalagem para levar o alazão de volta aos domínios de Paxton em troca de uma recompensa generosa em moedas de ouro que deixara aos cuidados de Ashley. Se o homem aparecesse com o cavalo e um pedido de pagamento em Bordon ele não sabia do que seu pai seria capaz de fazer com tamanha ousadia.


 


  A segunda montaria, alugada há poucos minutos do porto, um cavalo baio subnutrido, se mostrou bem mais medíocre que seu garanhão de raça. Tanto fazia agora - já que o porto de Sturts ficava no coração do centro comercial da cidade que levava seu nome. Ali, as montarias tinham que galgar em ritmo lento para que seus cavaleiros pudessem desviar dos transeuntes, barracas de feiras artesanais e alimentícias, carroças repletas de carregamentos vindos do mar e tudo mais de aglomeração que uma cidade daquele porte poderia trazer.


 


  O que denunciou a Ogden primeiramente de que ele estava chegando ao porto foram as gaivotas. O céu estava repleto dessas aves sobrevoando em rasantes sob a cabeça das pessoas, misturando o burburinho do comércio com seus gracejos exaltados.


 


  Depois veio o cheiro podre de mercadoria marítima escaldando ao sol e não demorou a ele ver barris de peixes sendo vendidos a toneladas dentro das barraquinhas cobertas ou mesmo carroças a céu aberto.


 


  E por último o que verdadeiramente encheu os olhos do jovem inglês. Ogden nunca tinha estado tão perto do mar, nunca tinha visto uma embarcação marítima, e o que se erguia diante dele era uma espécie de mastodonte que servia de sombreiro para o cais. Havia outras ao redor, mas eram tão insignificantes que pereciam meras filhas diminutas daquela embarcação.


 


  Ogden classificou o que via como estupenda.


 


  A colossal nau ocultava qualquer outra atracada naquele porto, tanto pela sua grandeza quanto pela sua beleza.


                        


  As velas platinadas dos cinco mastros encarapitados da proa a popa, tremulavam a brisa portuária fazendo-o ter a ideia de uma imensa gaivota com dez metros de envergadura, a voar. 


 


  Cada um dos roliços mastros de madeira que suportavam o velame era erguido por um mastro real que possuía a circunferência da roda de uma diligência. O mastro central – contra traquete – e responsável pela maior estabilidade do navio era tão extenso em comprimento que seis vergas eram necessárias para sua sustentabilidade. Três velas latinas incrustadas no castelo da popa pelos gurupés garantiam à embarcação toda estabilidade necessária de navegação contra o vento. O Chapitéu da proa – parte anterior e mais elevada de um navio – lembrava as torres do castelo do rei, porém, ali cada detalhe e protuberância foram talhados a partir das mais nobres árvores de carvalho e não dos mais ricos rochedos de granito.  


  


  Enquanto fitava absorto e estupefato cada milímetro do casco polido e esbranquiçado, Ogden leu em letras gigantes e azuis marinhos o nome - Agatha I.


 


  E permaneceu maravilhado. Então aquela era a incrível nau que o Conde Durham havia construído? "Agatha I é o maior navio inglês a serviço do reinado hoje em dia." Lembrou-se das palavras do Conde naquela noite e constatou que não era apenas exagero. Talvez tivesse subestimado o talento daquele homem.


 


  Mas havia mais a enxergar, e foi com curiosidade que Ogden ainda montado no cavalo, viu uma figura na polpa do navio a fitar-lhe. Uma figura distante. Apertou os olhos miúdos pela luminosidade vespertina que ardiam suas retinas para tentar focalizar melhor a aparência da outra pessoa muito distante.


 


  O mar carregou um vento mais intenso na direção do porto e os cabelos dela se esvoaçaram... Era uma mulher! Uma marinheira a bordo de Agatha I?!


 


  — Fico feliz que tenha considerado meu convite, jovem Sir Carter — retumbou uma voz masculina e poderosa num tom divertido ao seu lado, fazendo-o virar-se imediatamente — Mas fico pensando porque está montado num cavalo se vai desbravar o mar?


 


  Ogden reconheceu imediatamente o interlocutor, ainda que ele estivesse tão diferente daquela noite em Bordon. Quem o indagava era ninguém menos que o Conde de Durham.


***


 


NOTA DA AUTORA, 


   E agora o momento mais importante para o ficwriter depois de concluído o capítulo - O Que Acharam? Certamente este capítulo ficou maior que o terceiro que por sua vez ficou maior que o segundo. Estou tentando deixar a história densa, mas sem torna-lá enfadonha. Não sei se estou conseguindo...


  A parte que é descrito, aos olhos de Ogden, sobre os detalhes de Agatha I provavelmente será um ponto complicado e massante para a maioria dos leitores, e sinto muito, porém foi necessário.


    Pesquisei demais a anatomia de um navio para construir este simples trecho, de forma que espero que vocês pesem meu esforço na hora de lê-lo, ou seja, COMENTÁRIOS (Risos!).


  Não se preocupem, o enredo se tornará mais dinâmico a medida que os capítulos avançam. Entretanto, adoro quando na posição de leitora a trama não apenas me diverte, mas também ensina um pouco. Gosto tanto que as vezes acabo passando isso para meu lado escritora (quem me derá!).


  Certo, chega de papo furado e vamos ao que eu realmente queria dizer nesta nota, o novo destino que eu resolvi dar a narrativa. Calma! Eu não vou mudar nada que foi postado até agora ou irei distorcer a história. Pelo contrário, vou acrescentar fatos numa outra perspectiva de outro personagem.


  Como assim? Vou explicar....


  Até o começo da fic era certo na minha cabeça que a narrativa seria acompanhada ao ponto de vista de Ogden. Contudo, percebi que a vida de outro personagem deveria receber mais atenção do que eu inicialmente lhe daria. Não vou spoilear em cima desse personagem agora, mesmo acreditando que assim que vocês botarem os olhos no próximo capítulo vão saber quem ele é. Vou apenas anunciar que o capítulo cinco (o próximo) vai retroceder no tempo para acompanhar-mos detalhes importantes de sua vida.


   Está parecendo confuso? Mas não vai ser. Para separar melhor está ordem cronológica até o quarto capítulo estavámos na PARTE 1. No quinto capítulo se inícia a PARTE 2.  Já no sexto seguiremos na PARTE 3 onde aconteceram mais três ou quatro capítulos do ponto de vista de Ogden, para então mudar outra vez e iniciar-se outra parte com apenas um capítulo dedicado a este outro protagonista. E assim por diante até o fim da fic, que pelo jeito vai ter muitos capítulos.


   Tudo isso na prática vai parecer muito mais fácil do que na minha explicação maluca, eu sei. 


  Agora, em nome de Merlim e todos os druidas pirados, COMENTEM!!!!


 Bjos!



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.