Olá pessoal, vi que temos visitantes na fic, então quero agradecer por lerem e espero que estejam gostando... se der, por favor comentem para eu saber se a fic esta bo aok?
bjusss
Capítulo 4 – Onde ele está?
- Não Harry, Draco não morreu. – Sirius falava com a voz calma – Draco está em um lugar seguro. Ranhoso explique o que aconteceu. Você estava lá.
- Claro, pulguento. Na noite em que derrotou o Lord, sua varinha fez algo inédito no mundo bruxo. Ela captou toda a sua raiva e transmitiu para o feitiço. Seria normal não fosse o caso de que o seu feitiço não atingiu somente a vitima que queria e sim todos os outros comensais que estavam naquele lugar, mais ou menos uns vinte. Draco foi atingido por um feitiço, mas não o da morte. Creio que o “amor” – Snape fez uma careta ao dizer a palavra - salvou mais uma vida senhor Potter, o da sua mãe salvou a sua e o seu salvou a de Draco. Ele foi atingido pela mistura do Feitiço Expilliarmus e Avada Kedavra. Ele tentou protegê-lo e ao ser atingido o amor que sentia por você bloqueou a ação dos feitiços. Ele parecia morto, mas na verdade só estava paralisado, completamente, seu coração também não batia, mas não estava morto. Você desmaiou e ficou em coma por um tempo. Draco acordou um dia depois, não tinha sequer a idéia de qual era seu nome, não tinha mais memória, nem poder. Ele era um aborto.
- Para segurança de Draco – Continuou – O colocamos em uma organização bruxa que iria arranjar um lar para ele no mundo trouxa. Não sabemos se ele terá seus poderes ou sua memória de volta, mas ele está seguro.
- E por que apagaram a minha memória? – Perguntou Harry tentando raciocinar tudo que estava ouvindo.
- Pelo simples fato de que se soubesse dele iria querer ir atrás e isso poderia ser desastroso para você e para ele. Só contamos agora, pois sua mente vai começar a devolver suas lembranças aos poucos.
- Onde ele está? Como ele está?
- Ele está muito bem senhor Potter e está escondido.
- Quero vê-lo.
- Sinto muito, mas isto está fora de cogitação.
- Não venha me falar que está fora de cogitação. Vocês tiram de mim a memória de um amor que eu não sabia ter, me devolvem e ainda falam que não devo ir atrás? Vocês são loucos sabiam.
Harry estava inconformável com tudo aquilo. Ele já namorara Draco Malfoy, ele o amava e agora descobriu que esse menino estava escondido em algum lugar no mundo trouxa. Em algum lugar em seu coração a vontade de vê-lo crescia. E mesmo que fosse uma surpresa, ele queria abraçar essa vontade.
- Preciso vê-lo. Não podem me negar isso. Tenho direito de vê-lo, eu namorava com ele, mesmo sendo uma loucura e não sabendo de nada.
- Ranhoso acho que devemos deixá-lo ir.
- Como sempre acha as coisas erradas pulguento.
- Vamos Snape o menino tem direito de ver o namorado.
- Ele não é meu namorado Sirius. Ele, de uma forma muito estranha e sem nexo, foi meu namorado. Eu não sinto nada por ele.
- Por que tanta repugnância assim com isso Potter. Acha tão errado assim dois homens ficarem juntos?
- Sim – Respondeu Harry vendo um sorriso de desdém nascer nos lábios do Mestre de Poções antes dele olhar para Sirius que estava sentado.
- Vejo que terá problemas, pulguento.
- Cale a boca Snape. Harry não é assim, não trata as pessoas de forma rude por elas gostarem do mesmo sexo, ele está apenas transtornado.
- Vamos ver então, conte a ele.
- No momento certo Ranhoso.
- Cadê a coragem dos Grifinórios?
- Contar o que? Sirius você esta me escondendo mais alguma coisa?
Sirius respirou fundo. Snape já havia estragado tudo. Conhecia bem demais o seu afilhado. Ele tinha essa postura homofóbica por causa de seus tios e do mundo trouxa que dizia que aquilo era errado, mas mudara quando se apaixonou por Draco. Mas agora ele não tinha lembranças de Draco e voltava a ser igual antes.
- Harry, a primeira coisa que precisa saber é que no mundo bruxo não há preconceito quanto à homossexualidade. Aqui é normal uma pessoa gostar de outra do mesmo sexo, isso não é pecado, é amor. A segunda é que isso não é errado, nem aqui, nem em lugar algum. O importante é que você ame a outra pessoa e cuide dela. Não pode ligar para nada que as pessoas digam sobre isso.
- Pare de enrolar Black.
- Cale a boca, Ranhoso, ou eu conto de você também. Sabe muito bem que tenho histórias suas que Harry adoraria ouvir.
Snape se calou com um rosnado.
- Harry, não te contei antes exatamente por causa do que iria pensar, mas vejo que não há porque esconder de você, um dia saberá. Eu e Remus somos velhos amigos, isso você já sabe. O que não sabe é que nós somos casados.
- O que?
- Isso mesmo Potter, seu padrinho vira-lata é casado com o aluado do Lupin.
- Por que... por que não me contou antes?
- Porque você poderia me crucificar por isso. Harry entenda que nesse mundo trouxa de hoje o preconceito é grande demais e perder você é algo que não conseguiria suportar. Você cresceu com seus tios trouxas e homofóbicos, como eu poderia dizer isso a você sabendo que por suas convicções eu era um pecaminoso. Seus pensamentos mudaram muito depois que começou a namorar com Draco, mas agora, depois que tiramos tudo que era relacionado aos dois, você voltou a ter a mentalidade de antes, suas convicções ainda eram as mesmas.
Harry ficou pensativo por um momento. Seu padrinho era casado com outro homem e tinha medo de contar a ele por medo de ser rejeitado. Será que era tão preconceituoso assim?
Os três permaneceram na sala conversando durante um tempo. Snape contou a Harry toda a história de Draco e mais detalhes do namoro dos dois, somente depois de muito rosnar Snape concordou em contar detalhes mais íntimos que Draco havia lhe contado, como quando foi sua primeira vez e como foi. Harry poderia dizer que era o primeiro aluno a ver Severus Snape corar. Sirius se dobrava de rir e não se amedrontava com o olhar penetrante do Mestre de Poções. Somente depois de umas duas horas, Snape foi embora e Harry ficou sozinho com Sirius.
- Sirius, precisa me dar o endereço, preciso saber onde ele está, preciso falar com ele. Eu sei que não sou namorado dele nem nada, mas se tivemos toda essa história que vocês contam, eu preciso ao menos falar com ele.
- Sei disso Harry – Disse Sirius postando a mão no ombro do menino - Mas não posso. Agora precisa ir dormir.
Sirius deu um beijo na testa do afilhado e o fez ir para o seu quarto. Harry se enfiou embaixo das cobertas e demorou para dormir, mas depois de um tempo o sono o levou para o mundo do inconsciente.
Naquela noite Harry não teve pesadelos. Ao invés disso teve um sonho com um menino loiro de olhos azuis acinzentados. Estavam em um campo aberto e estavam nus deitados em cima de um lençol branco. Beijavam-se como se nada existisse no mundo além deles.
Harry só acordou quando o sol já estava alto. Ele se espreguiçou manhosamente na cama e não conseguia se lembrar da última vez que dormira tão bem como naquela noite. Ele postou as mãos atrás da cabeça e ficou olhando para o teto até que algo o incomodou. Ao levantar as cobertas e olhar para suas calças ele viu que estava todo melado.
- Droga!
Afastando as cobertas, Harry correu para o banheiro e foi tomar um banho para se limpar, mas enquanto se ensaboava, tocando em seu membro de forma lasciva, algo apareceu em sua mente. Um flash, uma imagem. Ele fechou os olhos e viu uma banheira enorme com espumas de todas as cores. Na beirada da banheira estava uma pessoa, ou melhor, duas. Ele estava atrás de um menino loiro. Gemiam e se moviam fazendo a água criar ondas e mais espuma.
Harry apoiou as mãos na parede do banheiro e tentou evitar aquilo. Não, ele não poderia estar sentindo desejo, mas ele sentia, e ele crescia e pedia desesperadamente que fosse saciado, mas a vontade era demais para ele. As lembranças voltavam a toda força para sua mente, seu coração acelerou vendo os olhos cheios de desejo e tesão. Ele não queria, mas o desejo foi mais forte, ele levou sua mão até o local desejado tocando-o com receio, mas com vontade.
Parecia tão errado e tão certo que Harry queria esmurrar a parede, seu coração estava acelerado e sua respiração descompassada. Somente quando o clímax foi alcançado e somente quando o gozo se espalhou por sua mão e misturou-se com a água do banho, ele se acalmou o suficiente para sentir-se culpado de ter se tocado de forma tão prazerosa enquanto pensava em Draco Malfoy.
Ao sair do banheiro e se arrumar, Harry demorou para colocar cada peça de roupa, sua mente voava bem longe e ele teimava em não aceitar que lhe faltava algo e que essa sensação aumentava conforme o tempo passava.
Após andar de um lado para o outro no quarto, Harry desceu até a sala atrás de mais respostas.
- Sirius?
- Seu padrinho saiu Potter – Disse Snape sentado na poltrona em frente à lareira.
- Onde ele foi?
- Não fico me intrometendo na vida alheia, mas seu padrinho disse para avisá-lo que ele precisava resolver uns assuntos urgentes e que voltava à tarde.
- Droga. Quero falar com ele.
Snape lia o Profeta Diário e não dava atenção às reclamações de Harry. O menino comia a unha enquanto olhava para o Mestre de Poções lendo jornal.
- Snape?
- Sim? – Disse o mais velho impacientemente sem tirar os olhos do jornal.
- Será que pode me ajudar.
- Duvido muito.
Harry chegou perto da poltrona e ficou de frente para o bruxo.
- Preciso do endereço.
- Não – Disse Snape sem hesitar
- Por quê?
- Porque Potter, você vai estragar a vida de Draco se encontrá-lo e contar a ele a verdade. Ele tem outra vida agora, não tem mais poder, não tem memória de nada. Ele é outra pessoa.
- Mas preciso falar com ele. Precisa me dar essa chance de vê-lo.
- Afinal de contas, por que quer ir? Por que esse interesse repentino? Pelo que me lembro o senhor ficou com repulsa quando soube o que aconteceu entre os dois, e mostrava um ódio claro. O que mudou?
Harry mordeu o lábio olhando para os olhos negros de Snape, Harry sabia o que ele estava pensando, estava se vangloriando por vê-lo tão confuso. Estava zombando de sua cara por ter ido pedir isso à ele. Sim, Snape estava gostando de lhe ver nervoso. Mas a única forma de conseguir o que queria, seria cedendo à ele.
- Mudou que eu não sei mais o que sinto. Não sei mais se o odeio, também não sei se o amo. Só sinto necessidade de vê-lo.
Snape percebeu que era verdade. Harry deveria estar passando por um momento difícil. Descobrir que tinha um amor, um homem e que esse homem o salvou e agora está longe, é outra pessoa em algum lugar. Tudo de uma única vez e ainda mais sobre uma pessoa que para todos os efeitos o odiava.
- Está sendo sincero senhor Potter? – Perguntou Snape dobrando o jornal e colocando-o na mesa próxima
- Sim.
- Está bem, eu lhe dou o endereço, mas quero que me prometa que não vai confundir a cabeça de meu afilhado. Se eu descobrir que você encheu a cabeça dele com coisas que ele não precisa saber eu juro que não verá mais o sol nascer Potter.
- Entendi Snape.
Snape escreveu o endereço em um pergaminho e deu a Harry. Snape era um homem sábio e sabia que a partir do momento em que Harry começasse a se lembrar, ele começaria a amar também. E somente quando a falta começasse a afetá-lo, ele estaria pronto para ir atrás de Draco. Snape não disse, mas sentiu um alivio ao ver Harru guardar o endereço em seu bolso e subir novamente para seu quarto. Somente ele poderia ajudar Draco e Snape precisava que seu afilhado fosse ajudado.