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2. Capitulo 2


Fic: Nas mãos do destino


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Obs1:Quero avisar que quando terminarem de ler o capitulo, vocês querão matar o Harry, porém eu peço que tenham paciência e aguardem os próximos capitulos... muita coisa vêm por ai....Agora boa leitura!!!!!



Capitulo II

Hermione não podia acreditar no que ouvira, porém Harry continuava a sorrir, fazendo-a sorrir também. Sentia-se bonita, apesar de sem maquilagem, descalça e despenteada. De qualquer modo ele a beijara.Em um impulso respondeu:

-Pode jantar aqui.

-Você é muito gentil.

Bem, isso é um elogio, consolou-se Hermione. Pelo menos ele demonstrava apreciá-la. Mas um homem que realmente estivesse interessado não a chamaria de gentil, depois daquele beijo.

Hettie voltou a cozinha, parecendo não notar a tensão no ar, pegou uma vasilha plástica , enchendo-a de ervilhas e disse :

-Muito bem menina.Sente-se aqui e descanse.Vai ficar para o jantar Harry?

-Hermione me convidou.

-Então pode sair da cozinha – continuou Hettie sem cerimônias - Enquanto preparamos a comida.

-Vou ver como esta o meu touro. Fred o pôs no pasto.

Sem dizer mais nada Harry saiu. Mas o olhar que lançou para Hermione a fez estremecer.

Entretanto suas ilusões foram frustradas. Harry jantou com a família, mas passou o tempo todo conversando com Fred sobre a fazenda, e a tratou com polida indiferença.

Após a refeição não se demorou muito. Elogiou as habilidades culinárias de Hettie, e sorriu para Hermione. Mas não foi um sorriso de cumplicidade como o da cozinha. Parecia ter esquecido o que aconteceu ali.

Hermione estava desapontada, porém sabia que seu relacionamento com Harry Potter jamais voltaria aa ser o mesmo. Haviam se beijado de verdade, e desejava que isso acontecesse de novo. Entretanto a julgar pela atitude dele, teria que lutar muito para conquistá-lo, concluiu com tristeza.

Hermione passo as semanas seguintes pensando no beijo e aprendendo a fazer biscoitos. Hettie resmungava sobre a quantidade de farinha que havia gastado.

- Vai levar seu pai a falência - bradou a boa senhora, quando a jovem retirou a quinta travessa do forno, exibindo biscoitos que pareciam mais bolas de borrachas amassadas - Esse foi o segundo pacote de farinha hoje!

- Não sei o que deu errado. Fiz tudo certo como dizia a receita, pus fermento.

Hettie pegou o saco e leu as instruções.

-Essa farinha já vem com fermento, meu bem.

-Sim . E daí.

- Não precisava ter acrescentado mais.

Hermione caiu na gargalhada.

- Então é isso. Por favor dê-me outro saco de farinha, Hettie. Vou fazer outra receita.

- Esse foi o último. Não temos mais na despensa.

- Tudo bem! Vou pegar o carro e comprar outro. Precisa de alguma coisa?

-Leite e ovos - replicou Hettie de modo automático.

- Temos quatro galinhas e temos que comprar ovos?

- Elas estão mudando as penas.

Hermione sorriu.

-E nessa época não põe ovos. Desculpe esqueci. Voltarei logo.

Assim dizendo retirou o avental com gesto apressado.

Tratou de pentear os cabelos e passar um pouco de batom nos lábios, colocou a jaqueta de couro por que o tempo estava frio e chuvoso, e entrou no carro esporte vermelho. Nunca se sabia quando poderia se esbarrar com Harry, que ia com freqüência ao supermercado para comprar seus biscoitos favoritos. O homem era louco por biscoitos.

E, como esperava, ao dirigir-se ao caixa do supermercado com ovos e leite e farinha, viu Harry com sua altura e porte, destacava-se entre todos. Usava seu longo paletó australiano e favorito para o tempo frio, e sorria de modo estranho. Só então Hermione notou sua acompanhante . Harry se inclinava para uma linda morena que falava sem parar.

Hermione franziu a testa. A cabeleira escura e sedosa lhe era familiar. Harry estava conversando com Marilee. Ao perceber isso, sentiu-se aliviada. Marilee era sua amiga e aliada.

Quase se aproximou para cumprimentá-los, mas detivesse. E se os interrompesse em um momento importante. Em breve haveria o baile dos vaqueiros em Jacobsville. Quem sabe Marilee estava dizendo a Harry que ela, Hermione, desejava ser convidada por ele.

Sorriu consigo mesma. Tinha sorte em possuir uma amiga como Marilee

- Foi tão gentil em me trazer até o supermercado - murmurou Marilee - Meu pulso dói muito por causa do tombo que levei.

- Tudo bem - resmungou ele com um sorriso.

- Logo teremos o Baile dos Vaqueiros – continuou a morena com voz de veludo- Adoraria ir, mas ninguém me convidou ainda. E não vou conseguir dirigir até .É claro que Hermi espalhou aos quatro ventos que você irá levá-la. Ela diz a todos que Harry Potter está sempre em sua casa, e que em breve a pedirá em casamento. A cidade inteira sabe disso.

Harry fez uma careta. Apenas beijara Hermione, não lhe fizera proposta alguma! Odiava mexericos, em especial ao seu respeito. Bem, disse a si mesmo, Hermione Granger podia esquecer! Jamais a levaria ao baile! Detestava mulheres agressivas que espalhavam boatos!

- Pode ir comigo - disse em voz alta para Marilee, sem muito entusiasmo - Apesar do que Hermione anda dizendo, não estou namorando ninguém e, sem duvida, não me comprometia levá-la ao baile.


Marilee ficou radiante.

- Obrigada Harry!

Ele deu de ombros. Pelo menos Marilee era bonita e não gostava de competir com homens. Deixara isso bem claro, algumas semanas atrás, quando lha dissera que odiava garotas que insistiam em laçar novilhos.

De repente se lembrou que Hermione estava fazendo exatamente isso, tentando laçar reses e trabalhar duro na fazenda. Era estranha essa atitude, pois ela nunca demonstrara ter essas aptidões antes. Mas queria esquecer a jovem que andava espalhando boatos e se gabando de tê-lo conquistado.

Sorriu para Marilee.

-Obrigada por ter contado sobre as fofocas de Hermione. A melhor coisa a fazer seria desmenti-la em público.

-Claro que sim! Mas não deve ser muito duro com Hermi – replicou em um tom carinhoso - É muito jovem, e eu sou mais amadurecida. Se não fossemos vizinhas, é provável que nunca nos tornássemos amigas. Hermi às vezes parece... tão infantil, não é verdade?

Harry franziu a testa. Esquecera que Marilee era mais velha que Hermione. Recordou o beijo trocado na cozinha dos Granger e arrependeu-se de novo. A garota estava fazendo um cavalo de batalha por nada! Era mesma uma imatura, concluiu. De súbito, encarou a jovem ao seu lado.

- Disse que Hermione tinha dúzias de namorados na cidade.

Marilee pigarreou.

- Bem... sim, é verdade. Mas todos são meninos, não homens. Sabe como é... flertes inconseqüentes.

Seria difícil convencê-lo de que Hermione era infantil se andava com muitos homens, ponderou ela com esperteza.

Harry parecia estar satisfeito com a resposta, embora Marilee não entendesse o porquê.

- Sim a muita diferença entre meninos e homens. - resmungou ele.

Marilee concordou, sentindo uma pontada de remorso por ser tão má com sua melhor amiga, mas Harry Potter era maravilhoso, pensou, e muito rico também. Estava tão atraída por ele quanto Hermione afinal, tratou de se convencer, valia tudo no amor e na guerra.

Além do mais, era improvável que Harry convidasse Hermione para sair. Entretanto, só para garantir, acabara de plantar mais uma semente de discórdia. Sorriu satisfeita, enquanto caminhava até o carro.

Quem sabe, um dia Harry a pediria em casamento, conclui Marilee consigo mesma, muito satisfeita.


Hermione gastou mais dois sacos de farinha na esperança de preparar os biscoitos que ficavam melhores a cada fornada. Por fim depois de várias tentativas, produzira uns quitutes que impressionaram até mesmo Hettie.

Quando não estava cozinhando, exercitava-se com equitação. Naquele momento, montava em seu cavalo preto, Blakie, conseguira domar um novilho em levá-lo até o curral. Já podia também laçar um bezerro com certa maestria, apesar de ficar sempre com os músculos doloridos e alguns arranhões.

Faltava apenas quatro dias para o Baile dos Vaqueiros, e já comprara para a ocasião um lindo vestido cor de pérola e alças bem finas. A saia chegava aos tornozelos, e um profundo decote realçava sua pele de abalastro. Um corte lateral deixava ver com generosidade as pernas bem torneadas, e um par de sapatos de saltos muito altos acentuava o corte sensual do traje. Um casaco de veludo negro, para se proteger do frio, era o toque final. Agora só precisava que alguém a convidasse para o baile.

Depois daquele beijo na cozinha, esperava que Harry telefonasse, apesar da frieza que demonstrara desde então. Ele não voltara a sua casa depois do último jantar, quando pedira para ser convidado.

Porém o que mais preocupava era o fato de Harry sempre conversar com seu pai em outros lugares. Hermione concluirá que estava muito arrependido pelo beijo que lhe dera, e temia ser levado muito a sério. Sem dúvida que a estava evitando, e não podia ser mais claro, pensou, aborrecida.

Telefonou para Marilee, que pareceu pouco a vontade ao ouvir a voz da amiga.

-Vi você e Harry no supermercado na semana passada - disse Hermione – Não quis me aproximar, por que tinha certeza que estava tentando convencê-lo a me levar no baile.

Houve um silêncio demorado, e, em seguida , Marilee respondeu:

-Bem na verdade, foi isso mesmo. Lamento.

-Não se desculpe – replicou Hermione com meiguice - Não é culpa sua. Somos as melhores amigas do mundo, e tenho certeza que tentou ajudar.

- Hermi....

-Comprei um vestido maravilhoso para a ocasião mas, o que se há de fazer? - com um suspiro perguntou - Marilee você vai?

Fez-se uma pausa tensa.

- Sim.

- Ótimo quem a convidou? Alguém que eu conheço?

-Não - sussurrou a outra.

- Então divirta-se.

- Hermi você... não irá, certo?

Sem duvida Marilee estava agindo de um modo muito esquisito, pensou, mas tratou de rir e respondeu:

- Claro que não!Estou sem par, e meu pai vai viajar. Mas haverá outros bailes! Talvez Harry me convide em outra oportunidade - quando superar o medo que sente por mim, disse para si mesma – Se o vir, pode mencionar que já sei laçar um novilho- acrescentou em voz alta - Ah! E sei fazer biscoitos que não furam o chão.

Ria mas Marilee não a acompanhou, dizendo com pressa:

-Preciso ir ao cabeleireiro, Hermi. Lamento pelo baile.

- Não foi culpa sua. Divirta-se por nós duas.

- Certo até logo.

A ligação foi interrompida e Hermione franziu a testa. Sem dúvida havia algo estranho em Marilee. Desejou ter sido mais persistente e perguntado qual o problema.Por fim resolveu que iria na casa da amiga depois do baile para que lhe contasse as últimas novidades, e então descobriria o que a estava afligindo.

Tratou de esquecer o assunto e correu para cumprimentar o pai que voltara do pasto com dois homens.

Fred saltou do cavalo e sorriu para a filha.

-Era quem estava procurando! Hermi, acabei de arrebentar o último par de luvas no arame farpado. Pode ir comprar outro para mim? Tamanho extragrande e palma de pelica.

- Com prazer - replicou sem perder tempo. - Harry costumava ir comprar ferramentas, e talvez se encontrassem por acaso. - Volto logo!

-Não corra demais. - recomendou o pai.

Com um sorriso Hermione entro no carro. Ligou o motor e, tarde demais, lembrou-se de que não trouxera nem a bolsa nem as chaves de casa. Tratou de ir buscá-las e, dez minutos depois estacionava diante da loja de ferramentas de Jacobsville.

Com o coração acelerado, reparou que uma das caminhonetes da Fazenda Potter estava parada ao lado. Harry! Por certo era ele.

Verificou a maquiagem no espelho retrovisor, e alisou os cabelos. Sabia que Harry tinha um fraco por garotas de cabelos compridos como os seus. Usava uma saia bege longa, botas de montaria e uma blusa amarela, e tinha certeza que estava bonita. Restaria saber se Harry pensaria o mesmo.

Entrou na loja prendendo a respiração e esperando vê-lo sorrir para ela. Harry era o mais bonito dos irmãos Potter e, sem querer, recordou sua voz quente e sensual, murmurando, palavras gentis ao seu ouvido, na cozinha da casa.

Não havia ninguém junto ao balcão, porém isso era comum. Por certo os vendedores estavam em outra parte da loja , atendendo os fregueses.

Hermione dirigiu-se ao certo de luvas e, de repente, ouviu a voz profunda de Harry do outro lado das prateleiras.

- Não se esqueça do arame - dizia o vendedor.

- Claro que não – replicou a voz amável de Joe Howland. – Vai ao baile dos Vaqueiros? - perguntou antes que Hermione tivesse tempo de chamar a atenção de Harry.

- Acho que sim – respondeu ele ignorando a presença dela do outro lado – Não pretendia mais uma amiga estava sem companhia e prometi levá-la .

O coração de Hermione pareceu parar de bater. Então Harry já tinha uma acompanhante! Quem seria?

Deu a volta no corredor e deparou-se com Joe e Harry, que estava de costas, porém o gentil vendedor, de frente para ela sorriu .

- Essa amiga por acaso seria Hermi? - questionou em voz alta querendo agradá-la.

Mas a pergunta pareceu irritar Harry, que redargüiu com raiva:

- Ouça aqui! Só por que Hermione pegou o buquê no casamento de Micah Steele não é preciso ligar seu nome ao meu! É uma moça de boa família, bonita, e pode ser que um dia aprenda a cozinhar. Afinal milagres acontecem, mas não importa o que faça, jamais irá me atrair como mulher - respirou fundo - E o fato de espalhar boatos pela cidade, só prejudica a sua imagem a meus olhos.

Hermione sentiu um choque, como se um raio tivesse atingindo seu corpo, e ficou paralisada. De que Harry estava falando? Pensou confusa.

Horrorizado, percebendo que cometera uma gafe, Joe abriu a boca para alertar Harry sobre a presença da jovem, mas o outro, sempre de costas o impediu-o, erguendo a mão em um gesto autoritário.

- Além do mais, nesses últimos tempos Hermione esta com uma aparência terrível! Tudo que tinha era a beleza, e agora deu para andar coberta de lama ou farinha. Fica horas tentando provar que é tão boa como os peões do pai - balançou a cabeça com raiva – E insiste em espalhar boatos de que em breve irei pedi-la em casamento! Bem, adotou a tática errada! Não me interesso por moças fofoqueiras que querem parecer como homens. Recusaria Hermione como esposa, mesmo se viesse com um dote de mil reses! Ela me aborrece.

Percebendo que naquele instante que o rosto de Joe parecia mascara de cera de tão pálido, Hermione virou-se de modo lento e viu-se frente a frente com Hermione, que o fitava como se tivesse um punhal cravado no peito.

-Hermione....

Ela respirou fundo e o saudou com voz tremula :

- Bom dia Joe - não tinha mais animo para procurar por luvas e disse a primeira coisa que veio na cabeça - Queria saber se vai enviar a encomenda que papai fez na semana passada.

- Ainda não recebi os produtos Hermi – respondeu o vendedor com voz rouca e envergonhado.

- Não tem importância. Obrigada Joe - sem fitar Harry prosseguiu – Como vai senhor Potter? - sorriu com dignidade – Parece que vai chover de novo, e isso é bom para as plantas. Até logo - saiu da loja com a cabeça erguida, deixando Harry de estomago embrulhado.

- Por que não disse alguma coisa??? – Resmungou ele, voltando-se para o pobre Joe.

- Você não me deu chance...

- Há quanto tempo ele estava ali?

- O tempo todo – murmurou Joe com ar infeliz – Ouviu tudo.

Do lado de fora da loja, o som do motor de um carro soou, enquanto Hermione partia em alta velocidade. Harry estava apreensivo. Sabia que a deixara perturbada, e guiava um veículo muito potente. Com gesto rápido, pegou o celular e ligou para a delegacia.

- Grier? - Esperou um instante, e depois continuou – Ouça Hermione Granger está dirigindo um carro esporte em alta velocidade. Está aborrecida, e a culpa é minha. Tem algum policial na estrada Victoria que possa detê-la? Sim. Obrigada.

Desligou, praguejando.

- Vai ficar furiosa se souber que mandei a policia vigiá-la, mas não quero que se machuque.

- Pareceu-me muito calma quando saiu daqui - replicou Joe - E ela não precisa espalhar boato algum, pois a cidade inteira sabe que gosta de você, de maneira simples e inocente.

Com o coração pesado, Harry deu de ombros e murmurou:

- Por favor, avise-me quando minha encomenda chegar.

Saiu da loja e entrou na picape, com a mente em Hermione. O que dissera a ela fora muito cruel. Expressara sua raiva como se tudo fosse culpa da pobre garota.

Realmente os comentários de Marilee sobre amiga o haviam deixado muito irritado, entretanto Hermione nunca fizera nada para aborrecê-lo, pensou. Seu único crime fora levar muito a sério um simples beijo.

Riu consigo mesmo. Bem, a garota tinha direito de construir castelos no ar. Afinal, era ingênua e recebera uma rígida educação.

Então, perguntou-se Harry, por que de repente mudara de atitude de modo tão radical e começara a contar mentiras pela cidade? De súbito lembrou-se de tê-la visto um dia ralhando com uma mulher, por que falara mal de outra. Hermione dissera, na ocasião, que espalhar boatos era o mesmo que envenenar o ar.

Limpou o suor da testa. Odiava-se por ter dito o que dissera na loja. Não queria que Hermione se iludisse, porém haviam métodos mais gentis de fazê-la entender seus sentimentos. Jamais esqueceria o olhar no belo rosto, quando se voltara e a vira. Isso o assombraria para o resto da vida, admitiu com tristeza.


Hermione quebrara recordes de velocidade na estrada de Victoria. Já ultrapassara a saída para a fazenda de seu pai em Jacobsville, mas sentia-se confusa e triste demais para raciocinar direito.

Como Harry poderá pensar coisas tão horríveis ao seu respeito? Jamais falara de seus sentimentos com ninguém, a não ser Marilee, mas recusava-se a julgar sua melhor amiga. Por certo fora algum inimigo que espalhara aquela mentiras.
Entretanto, ponderou enquanto dirigia, não tinha inimigos.

As lágrimas embaçavam-lhe os olhos, e sabia que dirigia depressa demais. De modo vago, pensou que precisava desacelerar antes de bater em uma cerca. Então ouviu o som de uma sirene e viu luzes azuis pelo retrovisor.

- Ótimo – resmungou – Era só o que faltava! Vou ser pressa por excesso de velocidade.

Parou o carro no acostamento e baixou o vidro da janela, tentando enxugar as lágrimas, enquanto o policial se aproximava.

Porém ficou surpresa ao constatar que não era ninguém conhecido. Esse policial tinha olhos e cabelos negros amarrados em um rabo de cavalo e usava uma insígnia de ajudante.

- Senhorita Granger?

- Sim?

-Sou Cash Grier, novo assistente do delegado – policial apresentou-se.

- Prazer em conhecê-lo. Lamento que seja em circunstância tão ruim – Estendeu os pulsos em um gesto engraçado – Quer colocar algemas?

O rapaz apertou os lábios, mas não parecia achar graça na brincadeira.

- Estava dirigindo em alta velocidade, mas como é a primeira vez, só recebera uma advertência. Porém tome cuidado, não se esqueça.

- Obrigado por ser tão compreensivo e gentil.

Cash deu de ombros.

- Todos cometemos erros de vez em quando. E não sou gentil nem bonzinho - Ergueu um dedo junto ao nariz de Hermione – Não corra mais.

- Juro - exclamou ela.

Cash fez um aceno e voltou, com andar elegante, para seu próprio carro. Por um instante Hermione ficou quieta, e depois ligou o motor tentando arrumar uma boa desculpa por não ter comprado as luvas.

Mas, ao chegar em casa, Fred não deu muita atenção ao que dizia e, com bom humor, informou que compraria as luvas no dia seguinte.

Aquela noite Hermione adormeceu chorando


Na manhã seguinte Harley Fowler, capataz de Cy Parks, surgiu quando Hermione saia para montar a cavalo.

Cy tinha negócios com Fred, e Harley costumava vir a Fazenda com freqüência. Ele e Hermione eram bons amigos. Provocavam um ao outro e brincava como crianças.

- Estava procurando por você – foi logo dizendo Harley, com um sorriso – O Baile dos Vaqueiros é no sábado e não tenho par. Sei que é muito tarde, mas que tal ir comigo? A não ser que já tenha companhia, claro .

Hermione sorriu.

- Não tenho, e papai viajara a negócios. Não irá comigo esse ano ao baile. Mas comprei um lindo vestido e estou louca para usá-lo. Adoraria ir com você, Harley.

- Verdade?

O rosto de Harley pareceu iluminar. Como todos sabia Hermione gostava de Harry Potter, e não queria vê-la triste.

- Sim – replicou Hermione - A que horas virá me buscar?

- As seis e meia. O baile começara as sete, mas gosto de chegar na hora.

- Perfeito, Harley. Obrigada.

- Até sábado

Hermione o viu partir. Não desejava mais nada, a não ser ir no baile e mostrar a Harry como estivera errado ao seu respeito. Harley era jovem, bonito, simpático e educado. Iriam se divertir muito.

Sorriu de modo maquiavélico. Harry Potter jamais esqueceria aquela festa, prometeu a si mesma.



Obs2:Capitulo postado!!!!Desculpem a demora, mas eu tive um problema com a linha do telefone e não consegui conectar a internet nesse dias. Mas por causa disso, estou atualizando todas as fics hoje!!!!Espero que tenham curtido o capitulo e, não se preocupem, o Harry vai penar muito no próximo.Aguardem!!!!Bjux!!!!!

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