Havia cinco anos desde o fim da Grande Guerra.
Guerra esta com grandes perdas para ambos os lados. E no fim, se descobriu que várias pessoas que inicialmente estavam ao lado de Voldemort se tornaram aliados da Ordem, como os Davis, Goyles, além de Draco e Narcisa Malfoy, para a grande derrocada do mal.
Somente cinco anos após o fim da grande guerra alguns nomes aliados foram revelados e foi com espanto que Harry, Ron e Hermione receberam a notícia que Draco Malfoy receberia uma condecoração por bravura na cerimônia que comemoraria os cinco anos de fim de guerra.
-Ahh, só podem estar de brincadeira! Medalha de bravura pro Malfoy? – disse Rony espantado – Ele é o cara mais covarde e medroso que conheço.
-Mas ele nos salvou, Ron! Foi ele quem permitiu que fugíssemos e foi ele quem estuporou a Bellatrix enquanto ela me torturava. Esqueceu? – perguntou Hermione. A castanha olhou para o amigo e viu que ele ficava da cor de seus cabelos. O ruivo ainda não se perdoara por não ter podido salvar Hermione das mãos de Bellatrix.
-Ainda consigo lembrar aquele dia...- Hermione fechou os olhos.
~*~
Flash Back
- Fala, sangue ruim, o que vocês roubaram do meu cofre? CRUCIUS!
Hermione experimentou uma dor nunca antes sentida perpassar o seu corpo. Parecia que seu corpo se rasgaria todo, de dentro pra fora. Lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto jurava a Bellatrix que não sabia do que ela estava falando. Foi quando viu Draco. Ele caminhava como um lobo à espreita de uma presa. A princípio achou que ele a atacaria também e foi com muita surpresa que o viu atacando a própria tia. Para Hermione, naquele momento, Draco mais parecia um anjo do que qualquer outra coisa, seu anjo protetor. O seu herói!
-Anda, Granger! Não fica me olhando com essa cara de idiota! Vai esperar minha tia acordar?
Então Hermione correu, correu até encontrar seus amigos. Mas em sua garganta ficou engasgado o seu agradecimento à Draco Malfoy.
~*~
-Hermione – Rony deu um estalo na frente do rosto da menina a retirando do transe. A mulher apenas olhou para o amigo.
-Vamos que já estamos atrasados – disse Hermione sorrindo. Ela e os amigos estavam no Largo Grimauld, casa que Harry dividia com Ron há três anos – E vocês sabem que sempre somos os mais esperados nessas festas chatas.
-É, vamos logo – respondeu Harry sorrindo e despenteando ainda mais o cabelo.
Logo em seguida os três aparataram.
~*~
Draco estava junto a Zabini e mais dois amigos que foram de sua mesma casa em Hogwarts a um canto afastado da festa. Achava aquela estória de condecoração uma verdadeira palhaçada, mas sabia que para galgar cargos e chegar onde gostaria no Ministério era preciso participar desses eventos. Tomavam uísque de fogo e riam dos outros. Viu quando Hermione se aproximou deles.
-Hum. Malfoy? – Hermione perguntou tímida – Eu gostaria de falar com você. Posso?
-Óbvio que não, Granger! Quem você pensa que é? – Draco falou com raiva – Ou você acha que por eu ter ganhado uma merdinha de “condecoração por bravura” – Draco fez o sinal de aspas com a mão – eu virei seu herói?
Aquelas palavras machucaram a Castanha. Hermione ouviu os amigos de Draco rirem de si. Suspirou fundo e respondeu com raiva.
- É óbvio que não, Malfoy. Eu sei que uma merdinha de “condecoração por bravura” – Hermione fez o sinal de aspas assim como Malfoy havia feito – não te torna o meu herói. Aliás, é impossível você ser herói de alguém. Sabe por quê? Sua vida sempre foi uma mentira, seus pais nunca te ensinaram a viver, te ensinaram a ser um cara mesquinho egoísta e um maricas cheio de medo.
Hermione nem esperou para ver a reação de Draco, sabia que se ficasse mais um tempo por ali, acabaria chorando e se humilhando ainda mais. Correu para o jardim.
-Hihihihihihi, Draco! – Davis começou a rir – A sangue ruim te esculachou.
-Quem essa sujeitinha de sangue ruim pensa que é? – Draco disse deixando seu copo com raiva no balcão mais próximo e se dirigindo pra onde Hermione correra – Ela vai se arrepender de ter falado comigo dessa forma.
-Ei, Draco! Volta aqui! – gritou Blás ainda rindo – Tu vai acabar fazendo merda!
Hermione sentou no banco mais afastado no jardim, protegida por arbustos, e começou a chorar. Havia aguardado, com ansiedade, durante todos esses anos o melhor momento para falar com Draco, para lhe agradecer. Não imaginara que seria tão humilhada.
-Sua burra! Você achou que ele havia mudado porque te ajudou? – Hermione falava consigo mesmo com raiva. Não percebeu que Draco se aproximava. – Você é uma idiota, Hermione Granger. Uma idiota! Está satisfeita? Agora veja se acorda e o esquece de uma vez por todas!
Draco inicialmente não entendeu com quem Hermione estava falando...
Depois percebeu que falava consigo mesma...
E depois percebeu o teor da sua fala...
Um sorriso se desenhou na face de Draco: Um sorriso enviesado, sarcástico. Muitas vezes sonhara em inúmeras maneiras de se vingar daquele soco que recebera no terceiro ano, cada ideia lhe despertava um tipo de prazer e satisfação. Mas dessa vez, tinha a certeza de que podia concretizar sua pequena vingança.
Voltou um pouco para garantir que Hermione não percebesse que havia escutado parte do que ela dissera.
-Granger- Draco falou alto para que Hermione olhasse e pensasse que ele chegava naquele momento.
Hermione se levantou rápido e secou os olhos!
-Granger – Draco falou com a voz rouca , se aproximou da Castanha – você está chorando? –Draco fingiu se importar – Foi pela forma que eu falei com você?
-Sai daqui, Malfoy – Hermione se afastou do loiro – Não se aproxima de mim.
-Granger – Draco voltou a se aproximar. Secou uma lágrima que teimou rolar no rosto de Hermione. Hermione puxou o rosto com raiva. – Fui eu quem causou o seu choro? – disse olhando profundamente para Hermione.
Hermione sustentou, com raiva, o olhar que Draco lhe lançara. O loiro podia perceber toda mágoa que passava pelos olhos castanhos. Sorriu internamente por conseguir fazê-la sofrer. Hermione não sustentando o olhar voltou a andar. Sentiu um puxão em seu braço e um corpo lhe enlaçar.
-Eu estava falando com você, Granger – Draco falou rouco no ouvido de Hermione, sorriu com o efeito de sua voz na Castanha: Hermione se arrepiara toda – não admito que não me dê atenção quando eu estiver falando.
-O que significa isso, Malfoy? - Hermione perguntou com raiva empurrando o rapaz. –Que palhaçada é essa agora?
-Alguém já te disse que você é deliciosa, Granger?- Draco disse olhando de forma safada o colo de Hermione.
E Draco se admirou com o que vira. A mulher à sua frente era realmente atraente. Hermione usava um vestido tomara que caia um pouco acima do joelho. Parte de suas pernas e seu colo estavam à mostra. O cabelo preso em um coque com alguns fios soltos pelo rosto a valorizava mais ainda. Hermione sentiu quando o membro de Draco se enrijeceu e corou violentamente. Mais uma vez, Draco se estonteou com seu efeito sobre a Castanha.
Então, sem permissão, agarrando os cabelos de Hermione a trouxe mais para perto de si e a beijou. Por milésimos de segundo Hermione ficou sem reação. Entretanto, aquele beijo rondava seus sonhos mais íntimos... Resolveu aproveitar. Pararam apenas quando não tinha mais fôlego.
Hermione encostou-se a uma parede, completamente ofegante. Só então, percebeu o que fizera.
-Você só pode ser louco- Draco riu e Hermione ficou sem chão com o sorriso do loiro.
-Você não gostou?- Perguntou Draco se aproximando e beijando o colo de Hermione. A Castanha suspirou – É só pedir para eu parar que eu paro na mesma hora.
-Malfoy, eu acho que não – começou Hermione ofegante. Draco apertava sua bunda, beijava seu pescoço, colo.
-Vamos, Granger, é só uma palavrinha. Apenas uma palavrinha mágica e eu paro.- Draco já começava a levantar o vestido de Hermione.
-Hermione? – Hermione ouviu seu nome ser chamado. Automaticamente pediu que Draco parasse. Estreitou os olhos e viu que Gina vinha em sua direção. De onde estava, Gina só conseguia ver a silhueta de Hermione com um rapaz.
-Sai daqui, Malfoy – Hermione sussurrou.
-É óbvio, Granger. Mas fique certa que nós ainda não terminamos essa nossa conversinha.
Draco sumiu na escuridão antes que Gina se aproximasse mais dos dois.
-Hermione?- Gina perguntou mais uma vez.
-Oi, Gina!
A ruiva sorriu ao ver sua amiga aparecer toda esbaforida.
-Quem era o gatinho? - Gina perguntou simpática.
-Que gatinho?
-Oras que gatinho! O que estava aqui com você! Não consegui ver quem era! Eu conheço?
-Não, não conhece – Hermione respirou aliviada. – É do Ministério. Mas o que você esta fazendo aqui?
-Te encontrando antes que aqueles dois chatos o façam! – Gina respondeu sapeca – Estavam perguntando por você!
~*~
Draco voltou sorrindo para onde estava. Blás foi o primeiro a vê-lo.
-Qual a merda que você fez para estar tão feliz assim, Malfoy?
-Nenhuma – Draco sorriu maliciosamente –ainda... Apenas descobri como posso, finalmente, me vingar da sangue ruim da Granger e dos amigos babacas dela!
-Vejo que isso está lhe dando um imenso prazer – disse Davis ao ver o sorriso sarcástico de Draco.
-Você não tem ideia do quanto, Tracey. –respondeu Draco tomando de um gole só o whisky que havia acabado de pegar no bar.
~*~
Três semanas se passaram desde a festa promovida pelo Ministério da Magia e Hermione ainda se perguntava se o que acontecera havia sido fruto de sua imaginação. Por duas vezes viu Draco no Ministério. Em uma, ele a ignorou completamente e na outra, cerca de uma semana atrás, a olhou com tamanho desprezo que a fez se sentir mal. Pensando nessas coisas, Hermione decidiu não aparatar diretamente em casa. Aparataria perto e caminharia até sua casa que dividia há três anos com Gina Weasley. Era sempre assim quando precisava pensar... Aparatava próximo e ia caminhando até em casa.
Hermione estava abrindo o portão de casa quando se sentiu observada. Assustada, virou rapidamente para ver quem era, mas só encontrou a rua deserta. Voltou-se mais uma vez para abrir o portão, quando sentiu alguém lhe agarrar e lhe empurrar para dentro.
-AHHHHH, Malfoy – Hermione soltou um grito e pôs a mão no coração – Você quase me mata de susto. O que está fazendo aqui? – Hermione perguntou olhando para os lados para ver se alguém os observava.
-Não vai me convidar para entrar, Granger? – Draco perguntou debochado
-É óbvio que não! O que faz aqui? – perguntou séria – Como sabe onde eu moro?
-Hermione? – A Castanha ouviu Gina a chamando.
-Vai embora, Malfoy!
Hermione falou séria. Draco se aproximou mais.
-Eu disse que nossa conversa anda não estava terminada, Granger!- Draco falou se aproximando de Hermione que não conseguia encará-lo.
-Hermione é você quem está aí fora? – Hermione percebeu que a voz de Gina se aproximava. Entrou em pânico.
-Sou eu, Ginny. Já estou entrando – gritou em resposta, então se virou para Draco e disse em sussurro – Vai embora, Malfoy! Sai daqui!
-Só porque você quer?- Draco sorriu de lado – Não mesmo!
Hermione soltou “puta que pariu” baixinho quando Gina abriu a porta. A ruiva já se preparava para dormir e vestia um baby doll curtíssimo. Sorriu ao ver a amiga.
-Porque demorou tant...- só então notou Draco – Malfoy? – perguntou com estranheza - O que faz aqui?
-Boa noite para você também, Weasley fêmea! – Draco então olhou com volúpia para a roupa da menina que corou e fechou o roupão que usava sobre o baby doll. Gina voltou a olhar para amiga.
-O que ele faz aqui? - Perguntou assustada.
-Nada! – Hermione se apressou em responder – E já está de saída, não é, Malfoy? – se virou para o loiro. A raiva contida na voz. Quem ele achava que era? Draco sorriu debochado.
-Já estou de saída, Weasley fêmea. Não se preocupe! – E voltou a olhar Hermione.- Eu só vou terminar uma conversinha com sua amiga aqui.
-Gi, pode entrar! Deixa que eu cuido disso aqui.
-Tem certeza? - Perguntou Gina preocupada – Não prefere que eu chame o Rony ou o Harry?
-Não – Hermione se apressou em dizer – Me dê apenas um minuto.
Gina assentiu e fechou a porta.
-O que você acha que está fazendo, seu filho da puta? – Hermione espumava de raiva. Como ele invadia sua privacidade dessa forma?
-Não sabia que você tinha um vocabulário tão chulo, Granger!- Draco ria abertamente – Poderia ter deixado a pobretona ter chamado os dois babacas. Seria muito engraçado eu explicar a eles que tipo de conversa eu preciso terminar com você!
Draco tentou se aproximar mais da mulher, mas a varinha dela já estava em seu peito.
-Eu não tenho a mínima ideia do que você está pretendendo com toda essa palhaçada, Malfoy – Hermione estava realmente irada – E nem quero saber. Quero que saia da minha casa. Agora.
-Calma, Granger! Draco levantou as mãos em sinal de rendição – Já estou indo embora. Estou vendo que não conseguiremos avançar em nossa conversinha... A gente se encontra por aí. Não vai me levar até o portão?
Hermione apertou ainda mais a pressão com a varinha sobre o peito de Draco. O loiro apenas sorriu, empurrou a varinha com delicadeza e saiu. Ainda a olhou pelo portão por alguns segundos antes de aparatar.
Hermione entrou em casa. Estava completamente irritada. Bufando sentou-se no sofá. Gina ainda estava à sua espera.
-Então, Mi- Gina estava de braços cruzados – O que foi isso? O que o Malfoy fazia aqui? O que ele queria com você? Porque chegou tão tarde?
-Eu vim andando – Hermione respondeu apenas a última pergunta, evitando olhar para a amiga – eu precisava pensar.
-Pensar – respondeu Gina pensativa – Você anda estranha desde a festa do Ministério... Peraí, Hermione – Gina soltou um grito. Hermione colocou as mãos no rosto. Ela descobrira – Não vai me dizer que o gatinho que você estava se agarrando no Ministério era o Malfoy.
Hermione apenas corou.
-Ahhh não, Mi. Ainda aquela estória de herói? Mione, ele é o Draco Malfoy, filho do Comensal da Morte, Lucius Malfoy. Ele te ofendeu durante todos os anos que estudaram juntos em Hogwarts, lembra?
Hermione continuava de cabeça baixa. Sabia que sua amiga tinha razão.
-Mi – Gina se abaixou onde a amiga estava sentada – o fato de ele ter te salvado alguns anos atrás não significa que ele tenha se tornado um cara bacana. Você se apaixonou por uma imagem. Não faz sentido. Assim como eu havia me apaixonado pela imagem do Harry. Lembra? No final das contas, não era nada do que eu esperava. E o Harry é um cara super do bem. Agora imagina com o Malfoy.
Gina olhou a amiga que continuava de cabeça baixa e o rosto nas mãos. Não a incomodaria mais.
-Vou dormir – disse dando um beijo na cabeça da amiga – amanhã a gente conversa com calma.
~*~
Draco aparatou da casa de Hermione direto no bar que costumava ficar bebendo com os amigos. Seus amigos sonserinos já o esperavam. Dirigiu-se até o balcão e pediu ao garçom o de sempre.
-E aí, Draco, conseguiu concretizar sua vingança com a sangue ruim da Granger? – Tracey Davis perguntou assim que viu o amigo encostar-se ao balcão com um leve sorriso no rosto.
-Calma, meu rapaz – respondeu Draco saboreando seu copo de Uísque – vingança não é algo que você trama e executa de um dia para o outro. Vingança é algo elaborado que nem uma poção. Como a poção mata-cão, por exemplo, dificílima de ser feita, leva um mês para ficar pronta. Assim como na poção, em uma vingança, os ingredientes devem ser colocados com cuidado. É preciso investigar. Qual o ponto fraco da sangue ruim? – Draco olhou para os amigos – A opinião dos amigos babacas dela. Uma boa vingança não pode desprezar esses elementos. –disse mexendo seu copo de uísque.
-Nossa, Draquinho – Pansy apareceu em meio aos amigos, foi até Draco pegou seu copo de uísque e deu um gole – até eu fiquei assustada. Eu que não queria estar na pele da sangue ruim da Granger. E qual o seu plano?
~*~
Hermione caminhava rapidamente pelos corredores do Ministério. Já estava tarde e havia um longo caminho entre a sala de seus amigos e sua sala. Ouviu passos atrás de si e sua mão imediatamente foi até à sua varinha antes mesmo de se virar para ver quem era.
Sentiu uma mão em seu ombro e em um movimento rápido sua varinha estava na jugular do seu algoz.
-Ai, Mione! Sou eu, Rony!
-Ah Ron. Me desculpe – disse Hermione abaixando a varinha. Rony alisou o pescoço. - Não imaginei que fosse você!
-E pensou que fosse quem?- Rony perguntou divertido enquanto voltava caminhar ao lado da amiga – O Malfoy?
Hermione estancou de súbito. Olhou para o amigo.
-Porque está me perguntando isso? – perguntou Hermione tentando disfarçar o nervosismo.
-Por nada – Rony riu e abraçou a amiga – é que a forma como eu fui recepcionado é ótima para recepcionar inimigos. Você esqueceu isso lá na sala. Tome – falou o ruivo lhe entregando um pergaminho. – Vamos, vou te levar até a sua sala.
Rony acompanhou a amiga até sua sala. Hermione, na verdade, se sentiu aliviada por ter uma companhia até sua sala. Chegando lá, se despediu do amigo ainda na porta informando-lhe que iria direto de sua sala, via lareira, para casa.
A Castanha começou a se preparar para ir para casa. Ia juntando, sem magia, as coisas em sua bolsa. Ouviu a porta abrir. E fechar.
-O que se esqueceu de me falar, Ron? – Hermione perguntou sorrindo sem se virar em direção à porta. Estancou quando sentiu um hálito quente em seu pescoço.
-Olá, Granger – Draco disse rouco no ouvido de Hermione – sentiu minha falta?
Hermione se virou rapidamente e deu de cara com um Draco Malfoy com um olhar safado sobre si. Virou-se para pegar sua varinha que estava sobre a mesa, mas ele foi mais rápido.
-Accio varinha da Granger – desesperada Hermione viu sua varinha voar até a mão de Draco – Sem feitiços, Granger. Quero ter uma conversa civilizada com você! – disse enquanto se aproximava de Hermione. A Castanha, por sua vez, recuava cada vez mais, até bater na mesa.
Draco podia ver o terror nos olhos de Hermione e isso lhe excitava cada vez mais.
-Calma, Granger – disse Draco tocando o rosto de Hermione – Eu não vou fazer nada que você não queira. Eu não preciso disso. Posso ter a mulher que eu quiser, na hora em que eu bem entender.
Então, impetuosamente, uma mão foi para a nuca e a outra para a cintura da Castanha a puxando para si. Sua língua percorreu toda a extensão do pescoço da Castanha fazendo a arrepiar.
-Acho que você conhece o meu jogo – Draco sorriu no ouvido de Hermione. A Castanha se arrepiou- É só pedir que eu paro. Quer que eu pare?
-Malfoy, eu acho que – Hermione começou a responder, mas Draco começou a beijar seu colo a mão subindo pela cintura até estacionar em seus seios.
- Você acha o que, Granger?
Draco parou os beijos pelo corpo de Hermione para poder olhá-la. Hermione corou. Nunca havia se sentido tão desejada como naquele momento. Draco percebeu a hesitação de Hermione. Então começou a desabotoar sua blusa, enquanto se esfregava na Castanha fazendo-a sentir seu membro já endurecido.
Abocanhou um dos seios de Hermione assim que conseguiu se livrar de sua blusa. A mão no sexo já úmido dela.
-Vamos, Granger, diga o que acha...- Draco desafiou Hermione mais uma vez.
-Ahhh quer saber?- Hermione o olhou intensamente – Que se dane!
E puxou o loiro pra si, beijando-o voluptuosamente.
Draco então agarrou Hermione, subiu sua saia e a sentou em cima da mesa. Sem delicadeza alguma retirou sua calcinha e começou a beijar o sexo de Hermione, arrancando suspiros e gemidos...
Hermione não podia acreditar. Aquele ali curvado sobre o seu sexo, a lambendo toda era mesmo Draco Malfoy? A Castanha curvou seu corpo para dar mais passagem à língua daquele homem que a entorpecia, fazendo-a esquecer de quem ela era. E o pior, de quem ele era. Assim que o loiro percebeu o prazer que Hermione sentia passou a mordiscar sua vagina. O que ele fazia entre pequenas sugadas e lambidas que levavam Hermione à lua. As mãos do loiro brincavam entre a barriga e os seios da Castanha.
-Geme para mim, Granger – ordenou Draco.- A porta está enfeitiçada. Ninguém nos ouve aqui dentro.
Hermione pensou que seu corpo explodiria de tanto prazer. Tinha tido, nos últimos cincos anos, alguns sonhos eróticos com Draco que a faziam acordar toda úmida. Mas nem de longe parecia com a realidade que vivia agora. Sem pedir licença, Draco invadiu, com a língua, a vagina de Hermione e começou a penetrá-la arrancando gritos e gemidos da Castanha que lhe puxava os cabelos. Permaneceram durante algum tempo no vaivém de língua, cabelos e gemidos até que pequenos choques começaram a percorrer o corpo da Castanha e Draco sorriu satisfeito, depositando um único beijo no sexo de Hermione, ao perceber que a mulher gozara.
-Me deixa levantar, Malfoy – Hermione pediu logo depois. Draco levantou a cabeça para olhar Hermione. Não conseguiu compreender o que se passava pela cabeça dela. Sua mente estava fechada e seus olhos enigmáticos.
Hermione se levantou da mesa e arriou sua saia. Pôs a mão no peito de Draco e começou a desabotoar a camisa do loiro, andando com ele até que o rapaz batesse na poltrona que tinha na sala e caísse sentado.
-Agora é minha vez, Malfoy.
Hermione se ajoelhou para poder ficar na altura do loiro sentado. Começou a desabotoar as calça enquanto beijava o tórax do loiro. Draco por sua vez, tentava a todo custo, esconder seu espanto. Aquela ali, ajoelhada aos seus pés era a certinha da Granger? Ainda pensava nessas coisas quando sentiu seu pênis ser abocanhando pela boca de Hermione. Soltou um grito rouco.
-Ohhh Granger!
Hermione abocanhou o membro endurecido de Draco de uma só vez, colocando-o todo na boca. Alternava sugadas e lambidas no membro latejante de Draco. O loiro por sua vez, completamente louco de excitação e surpreso pela atitude de Hermione não aguentou muito tempo e jorrou dentro dela.
Hermione sorriu sapeca e se levantou deixando Draco mais espantando do que nunca. Ela riu da cara de espanto do loiro enquanto fechava sua própria camisa. Foi até sua mesa, pegou sua bolsa e varinha e se encaminhou até a lareira.
-Eu vou liberar sua passagem pela lareira, Malfoy – Hermione sorriu mais uma vez. Draco ainda apresentava a mesma cara de espanto desde que a castanha começara a beijar seu membro – Mas não demore. Ela não ficará aberta por muito tempo.
E dizendo isso sumiu pelas chamas verdes.
Draco ainda ficou durante alguns minutos pensando sobre o que acontecera naquela sala há alguns instantes atrás. Na sua cabeça só tinha uma única certeza: precisava mais do que nunca daquela mulher.
~*~
Semanas se passaram desde o último encontro de Draco e Hermione. Durante esse período, Hermione evitou andar sozinha pelos corredores do Ministério e sempre trancava sua sala quando precisava ficar sozinha até um pouco mais tarde. Era sempre racional demais e se sentia mal por ter perdido o controle. Tinha certeza que outros encontros como aquele, a fariam se envolver sentimentalmente. E tinha muito medo que isso acontecesse. Aliás, tinha certeza que isso não podia acontecer, até porque como explicaria isso aos seus amigos?
Mais uma vez caminhava rapidamente em direção à sua sala, mesmo sendo de manhã; entretanto achava bom que não esbarrasse com Draco pelos corredores do Ministério da Magia. Suspirou aliviada ao perceber que entrara em sua sala sem encontrar com Draco pelos corredores. Há dias fazia esse ritual quando, por algum motivo, não conseguia ir até o seu escritório no Ministério da Magia via lareira.
-Fugindo de mim, Granger?
Hermione deu um grito. Draco estava em sua sala, sentado em sua cadeira.
-Ma-Malfoy? – Hermione pôs a mão no coração. - Como você conseguiu entrar na minha sala trancada? O que está fazendo aqui?
-Oras, Granger, pensei que fosse mais inteligente – Draco sorriu debochado – Não sentiu minha falta?
-É claro que não – Hermione respondeu irritada – Saia da minha sala já.
-Ahhh, Granger – Draco se levantou e foi andando em direção à Castanha que já começava a arfar - muito boa sua sala hein? A minha é metade dessa – disse olhando nos olhos de Hermione. – Da outra vez em que estive aqui, não consegui notar esse detalhe. Aliás, naquele dia em que estive aqui, não consegui fazer outras coisas também.
Hermione engoliu um suspiro. Draco continuou.
-Você não me respondeu – Draco já estava a um palmo de distância de Hermione e falava baixo. Encostou sua boca no ouvido de Hermione e sussurrou – Sentiu minha falta?
Involuntariamente ondas percorreram o corpo de Hermione. <<Como ele consegue fazer isso comigo, Mérlin?>> Hermione pensou fechando os olhos e foi a deixa que Draco precisava.
Com urgência beijou os lábios de Hermione o que foi prontamente retribuído. Sua língua invadia e brincava com a boca da castanha, deixando-a sem ar e sem controle de si. Da boca, seus lábios passaram para o pescoço indo até a nuca fazendo a castanha se arrepiar ainda mais, fazendo que Hermione não conseguisse controlar o gemido que estava preso em sua garganta.
As mãos percorriam todo o corpo da castanha como se o conhecesse de longa data. Passeavam pela coxa e bunda de Hermione, apertando-as ao mesmo tempo em que levantava sua saia.
Completamente excitado, o loiro rasgou a blusa de Hermione, deixando-a apenas de sutiã. O que ele tratou de livrar rapidamente. Sua boca foi então em direção aos seios da Castanha e passou então a sugar-lhe os seios. Draco lambia com vontade os seios de Hermione, além de sugá-los e morder seus mamilos. As mãos apertavam-lhe a bunda com vontade. Essa sincronia entre as mãos e boca dele a enlouquecia, fazendo a castanha perder o juízo ...
Hermione, que já não conseguia disfarçar sua excitação, gemia loucamente. O que ela não sabia é que sua excitação o enlouquecia muito mais. Draco passou então a acariciar a sua vagina e a calcinha que atrapalhava foi jogada longe. Ele brincava com seus próprios dedos pela vagina da Castanha... Ficou mais enlouquecido ao senti-la completamente molhada. Então, em um movimento rápido, a colocou sentada em cima da mesa onde estavam encostados, penetrando-a voraz e rapidamente.
Com esse ritmo enlouquecedor, não demorou muito para que os dois chegassem juntos ao ápice do prazer.
~*~
Após o último encontro que tivera com Draco, Hermione passou a se resguardar mais. Sempre que podia ia de sua casa para o Ministério e do Ministério para sua casa, via lareira. Resolveu, finalmente, aceitar a secretária que haviam lhe oferecido há séculos e só andava pelos corredores desertos em companhia de seus melhores amigos: Harry e Rony!
Draco, por sua vez, se irritava a cada dia mais, com a impossibilidade de reencontrar Hermione. Passou então a frequentar, junto com seus amigos – mas sem que eles soubessem – todos os bares bruxos que o “trio maravilha” costumava se encontrar. E, em uma dessas tentativas, finalmente acertou.
-Sua presa acabou de chegar, Draco – disse Tracey olhando para os amigos que acabam de entrar no bar. Draco os olhou, estreitando os olhos. Virou-se para que pudessem vê-lo de onde estavam sentados.
Assim que Hermione chegara ao bar com os amigos, identificou Draco perto do balcão. Para evitar constrangimentos, sentou de costas para o loiro.
-Porque o Malfoy olha tanto para cá? - Perguntou um Rony já irritado.
Hermione se virou para olhar Draco. O loiro então acenou com a cabeça e estendeu o seu copo em direção à Castanha como se oferecesse um brinde a ela.
-Ele falou com você?- perguntou Rony com raiva na voz.
-Claro que não, Rony – Hermione se apressou em dizer – Eu, por acaso, tenho algum assunto com o Malfoy? – mentiu Hermione.
-É um babaca – falou Harry – Ignore-o, Ron, ele apenas quer nos provocar.
Hermione e seus amigos passaram o resto da noite ignorando Draco e seus amigos sonserinos. Riam e conversavam relembrando seus tempos em Hogwarts. De tempos em tempos eles faziam esse ritual. Saiam juntos, só os três, relembrando as aventuras vividas.
Hermione riu tanto com os amigos que precisou ir ao banheiro. Ficou apreensiva a princípio, mas se tranquilizou após esquadrinhar o local e não encontrar o loiro. <<Deve ter ido embora. Ainda bem>> pensou a castanha já voltando do banheiro e se dirigindo à mesa onde estava sentada com seus amigos.
-O que você pensa que está fazendo, Granger?- disse Draco puxando Hermione para a parte mais escura do lugar.- Você colocou um cão de guarda na entrada de seu escritório.
Hermione levou um susto. A mulher havia ido ao banheiro ao ver que Draco não estava no balcão. Acreditava que o loiro havia ido embora.
-O que você pensa que está fazendo, seu babaca? Me solta! –Hermione olhou na direção de seus amigos para ver se já sentiam sua falta.
-Eu não penso nada, Granger! - Disse Draco no ouvido de Hermione. – Eu estou fazendo – e dizendo isso se curvou para beijar Hermione.
-Aqui não, Malfoy – a voz de Hermione saiu esganiçada. Hermione tentou sair, mas foi impedida por Draco – Eu te mando uma coruja durante a semana, Malfoy – insistiu Hermione impaciente.
Draco apenas sorriu e soltou Hermione que se dirigiu na direção de seus amigos. Hermione bufou irritada ao ser parada por Pansy que lhe sorria debochada.
-Aproveitando bem a noite, Granger? – disse Pansy sorrindo ironicamente. - Eu acho que seus amiguinhos estão te procurando.
Hermione bufou mais uma vez e saiu de perto da morena irritada e preocupada ao mesmo tempo.
~*~
Draco tamborilava impaciente sua mesa. Há séculos o pergaminho que lia não fazia mais sentido. Já tinha mais de uma semana que a grifinória havia prometido lhe enviar uma coruja e nada até o momento.
-O que tanto te aflige, cara – perguntou Blás parando de ler o pergaminho que estudava - Daqui a pouco faz um furo na mesa.
-A Granger ficou de me mandar uma coruja na semana passada e desde agora nada – O loiro respondeu sem pensar, olhando pela janela para ver se via algum sinal de coruja.
-Não deveria ser o contrário, segundo os seus planos, Draco? – Blás respondeu sarcástico.
Draco ficou parado observando o amigo. Ele tinha razão! Desde quando seu plano se revertera e ele passara a ficar tão vulnerável? Ele mostraria à “sangue ruim” que era ele quem sempre ditava as regras. Levantou da mesa determinado a ir até a sala de Hermione. A possuiria lá mesmo, independente do que ela estivesse fazendo. Independente de com quem ela estivesse.
Uma coruja bateu no vidro da janela e Blás a abriu dando passagem à pequena ave.
-Acho que a coruja que esperou impacientemente por toda manhã, acabou de chegar, Draco – brincou Blás.
~*~
Draco sorriu debochado ao entrar no Café onde Hermione marcara o “encontro”. Lembrou imediatamente do Café de Madame Puddifoot de seu tempo de escola, onde casais apaixonados o tinham como ponto de encontro.
Hermione tomava um cálice de hidromel e tamborilava, nervosa, na mesa.
-Se você pensa que teremos um encontro romântico, Granger – disse Draco sentando-se em frente à mulher, pegando-a de surpresa – Esqueça!
Hermione ficou um tempo olhando para Draco, atônita. Refletindo se o que estava fazendo valeria à pena ou não. Afinal já havia contrariado todas as regras do bom senso ao marcar um encontro com o loiro. E o pior de tudo em sua opinião: estava omitindo e mentindo para os seus melhores amigos.
-Desculpe fazê-lo vir até aqui – disse Hermione se levantando – Foi um grande erro. Isso nunca daria certo.
-Espera – disse Draco levantando-se também e olhando intensamente para a castanha. Tentou ler a mente da mulher à sua frente, mas esta estava completamente bloqueada. Então tentou ler os seus olhos para saber o que se passava por eles: mágoa, raiva, decepção?
Ambos ficaram durante um tempo se estudando: Hermione não conseguia entender porque ainda não tinha ido embora. Draco não entendia a razão pela qual queria tanto que ela ficasse. Seria apenas vingança? O loiro não tinha a menor ideia. Só sabia que não poderia mais ficar longe daquela mulher.
-Certo – respondeu Hermione voltando a sentar e despertando Draco de seus devaneios – O que quer comigo, Malfoy?
Draco ia responder, mas a castanha foi mais rápida do que o loiro:
-E não me diga que quer a mim. Como você deve ter notado, eu não sou tão idiota o quanto imagina.
Hermione olhou séria para Draco. Este, por sua vez, começou a pensar furiosamente. Não estava em seus planos discutir relacionamento. Não com Hermione Granger. Não tinha ideia do porque, mas a única coisa que sabia, naquele momento, era que não queria perder aquela mulher. Não podia perder aquela mulher.
-E porque eu não poderia te querer? -Perguntou sério.
Sóbrio.
Sem risos.
Sem deboche
– Não vejo demérito nenhum a esse fato. –continuou - Você é inteligente, bonita e, sobretudo, gostosa – Hermione corou ao ouvir essas palavras. – Eu quero você, Granger!
Hermione se remexeu incomodamente na cadeira. Sentiu um frio na barriga ao ouvir as palavras de Draco. Mas não poderia se render assim tão fácil.
-Você não quer que eu acredite que você acordou um dia e de repente passou a me desejar, não é, Malfoy?
-Nunca disse isso. - respondeu ainda sério – A sua inteligência é notória desde os tempos da escola, Granger. –Hermione prendeu um sorriso e Draco percebeu que sua estratégia estava correta. -Você se transformou em uma bela mulher e tenho certeza que não sou o único homem na Londres bruxa que acho isso. Estou errado? – Draco sorriu sedutoramente, Hermione tentou o máximo esconder o quão prazeroso era ouvir isso da boca de Draco Malfoy, mas não teve êxito. Sorriu.
-Não é tão assim como está falando – respondeu tímida.
-E gostosa... –Draco olhou fixamente para a Hermione que corou imediatamente – Por Mérlin, Granger! Tenho sonhos eróticos com você desde a primeira vez no Ministério.
-E o que você quer de mim, Malfoy?
-Granger, Granger – disse Draco sorrindo – não me desaponte logo agora que elogiei sua inteligência.