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12. Dreamless


Fic: Amigo Secreto 2011- Fics sendo entregues


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Dreamless.



1h48min Hoje.


“Oras Granger, por que não deixar acontecer já que você quer.” – Hermione se debateu nos braços dele e soltou-se.


“Lógico que eu não quero Malfoy, eu nunca iria querê-lo de forma alguma.”-  Sua respiração ofegante chegava quase a sufocar e o medo latente que sentia era quase palpável.


Toda confiança parecia querer traí-la. E Draco riu. Ela levantou os olhos e viu o sorriso que  a perseguia em seus sonhos. Nestes sonhos. Um sorriso enviesado, sempre debochado que a fazia suspirar toda noite.E que ela queria odiar, mais do que conseguia.


“ Mas o sonho é seu.” E arqueou uma sobrancelha para os trajes minúsculos que ela não queria estar usando, fazendo-a corar na mesma hora. Se era uma droga de sonho, como ela podia sentir as bochechas em brasas. “Realmente acho que devíamos esquentar mais as coisas.” – E se aproximou de novo, passo a passo que ele avançava e ela retrocedia. Iriam transar cedo ou tarde, mas Draco estava divertindo-se demais com esse jogo. Dreamless Granger.






 Hermione sentou-se sobressaltada na cama e com um suspiro derrotado e os olhos cheios de lagrimas, voltou a derrubar-se. Seu coração batia frenético e ainda sentia a pressão do corpo de Malfoy no sonho.


Aquilo deveria ser um feitiço, não era possível  esses sonhos serem algum tipo distorcido de desejo da sua mente. Odiava-o. Não. Não o odiava, mas também não morria de amores. Merlin, ela nem se lembraria dele se não estudassem juntos. E agora tinha esses malditos pesadelos que ora a deixavam excitada e ora apavorada.


Esfregou as mãos nos olhos e fechou-os, implorando a sua mente que não tivesse outro sonho daqueles. E teria rezado se acreditasse em algo mais que a pura lógica.





 


Hogwarts


 Dois meses antes.


A diminuta gota que escorria esporadicamente em sua nuca, nem de longe evidenciava a concentração de sua mente nas paginas de pergaminho gasto. Limpou com as costas da mão branca e virou a folha pela que se lembrava ser a oitava vez. Tinha que conferir se tudo estava ali e olhou os objetos atentamente. Não teria outra chance de fazer certo e olhou a ampulheta enfeitiçada.


Tinha mais duas horas antes que as aulas da tarde terminassem e algum Slytherin empurrasse a porta e reclamasse por estar trancada.


Depois da guerra todo mundo sabia usar uma droga de Alorromorra e não se importava de verdade se a desculpa da sua indisposição caísse por terra. O que não queria era ser interrompido, não depois das peculiaridades estranhas que o fizeram conseguir os itens que precisava e não que realmente precisasse fazer aquilo. Mas queria. Queria saber o que aquele merda do Potter falava quando passava perto dele e a idiota da Granger concordava com aqueles olhos cheios de piedade. Vaca idiota. Draco odiava piedade, odiava se sentir inferiorizado e odiava sua posição de fracassado no momento. Como queria que aquele ano terminasse logo e nunca mais olharia pra nenhum deles.






 


2h 20mim. Hoje


Despertou como sempre fazia agora, com um sorriso debochado nos lábios e o membro escorrendo pré sêmen na boxer com que dormia. Levou a mão por cima da cueca e alguns bombeamentos depois tinha ejaculado. E pensando nela.


Jamais acreditaria que Hermione irritante Granger o faria gozar um dia e seria ainda mais ridículo se alguém dissesse que ela nem imaginaria isso. Draco puxou a varinha quase com letargia, adorava a exaustão pós coito, adorava o aroma de excitação e demorou mais uns minutos para se limpar com um feitiço.


Levantaria em algumas horas e certamente passaria a maior parte das aulas com sono, como já estava se tornando um habito desde que começara a invadir os sonhos da Granger. Sabia que logo mais ela começaria a desconfiar e deveria se preocupar por isso. Estava brincando com fogo, a castanha era esperta e se descobrisse o mataria com certeza, mas queria continuar. Os sonhos eram tão reais e ele sofreu tanto no começo, que agora era puro prazer e diversão. De certa forma ela deveria agradecê-lo uma vez que ele mais a ajudou do que qualquer outra coisa, agora ele apenas queria a diversão.


Sorriu de canto e bocejou sonolento, dormiria algumas horas, mesmo morto de curiosidade em saber como ela estava.








Hogwarts


 Dois meses antes.


Não fora tão difícil como achara quando lera o feitiço no pergaminho velho. O difícil agora era fazê-la tomar a poção, mas tinha um plano e saiu do quarto carregando o conteúdo leitoso num frasco pequeno. Tanto trabalho para algumas gotas. Draco riu lembrando-se que realmente os piores venenos encontravam-se nos menores frascos. Não queria matá-la. Já fizera coisas terríveis demais naquela guerra estúpida, coisas que ainda o torturavam em noites insones onde a única coisa que queria era esquecer e dormir pra sempre.


Apostava que os “heróis” não tinham pesadelos, apenas os fracassados como ele e agora faria Granger ter alguns também. A perfeita Granger. A sangue ruim da Granger. E metade do que lhe acontecera fora pelo tipinho dela no mundo dele. E a odiava, por mais que jurasse que ela era insignificante demais, esmagava um sentimento tão forte como o amor... A odiava, mais que todos.


Entrou no grande salão e juntou-se aos Slytherins para a ultima refeição, e antes de se quer tentar alguma das idéias que teve para sua poção; viu a oportunidade perfeita diante dos seus olhos. Não poderia ter sido mais providencial a pirralha Griffindor levar a taça da Granger para  mostrar a alguma outra fedelha da Corvinal o símbolo do leão gravado.


Antes de voltar, por que Granger estava esperando, Draco apenas teve que ameaçar levantar para a garota se assustar e perder o passo, tropeçando e dando a chance do loiro derrubar o conteúdo no resto de suco de abobora. Muita sorte. Muita mesmo.


‘Bebe Granger, bebe...’ - Quase fez uma oração.


Foi quase como ele conseguiu o fio de cabelo que voou do casaco dela para o chão próximo e o sangue que ela deixou pingar da mão na aula de poções, quando o atrapalhado do namorado dela lhe deu um frasco quebrado. Tudo muito rápido e de muita sorte. Acreditaria em destino se o dele não tivesse se mostrado irônico o tempo todo. Ironia ou não estava ali, vendo a garota agora meio corada, devolver a taça e Granger sorver o restando do suco.


Hermione soluçou. Baixo, discreto e logo em seguida bocejou. Era a hora do feitiço e Draco realmente não estava se importando se alguém notasse como ele encarava a Griffindor descaradamente. Um floreio e duas palavras chave. Sussurrou assim que balançou sua varinha por baixo da mesa.  Sleep. Dreamless.


Sorriu satisfeito e desviou o olhar quando ela se recompôs. Comeu com animo renovado pelo sucesso que comprovaria mais tarde. Seria um fardo ver como aquela idiota tinha sonhos felizes e cheios de paz, a mesma paz que ele não conhecia e faria com que ela tivesse pesadelos se pudesse. Estava tão ansioso que saiu do banquete mais cedo e foi ler. Qualquer coisa para evitar a lentidão do tempo.


...

Olhou no relógio de pulso e ao redor do quarto, conhecia cada pessoa dormindo naquele quarto, mesmo que não fosse como antes da guerra. Alguns dos seus “amigos” não voltaram, outros morreram e nada era como antes. Nada de farras, nada de tramas, nada de ameaças e agora tudo era tão chato e comum e não conseguiu evitar um bocejo de sono. Não podia dormir agora, pois Granger provavelmente já estava dormindo e precisava comprovar seu experimento. Uma hora e quarenta minutos. Hora perfeita. Draco se acomodou nos travesseiros e fechou os olhos segurando sua varinha e floreando num movimento curto.


- Sleep Granger. – E sua mente vagou num espaço branco e calmo por um tempo. Parecia muito tempo. Parecia muito calmo e perdido e se perguntou mentalmente se tinha dado errado. Se toda aquela merda não tinha funcionado até que formas começaram  a aparecer. Distorcidas no começo e logo se focando. Portas. Três portas. E Draco riu de canto pela obviedade da mente de Granger. Ela tinha portas na cabeça. Portas fechadas para uma vida metódica e chata. Como ela era patética.


Andou entre a fumaça fina que encobria seus sapatos. Mas não usava sapatos quando se deitou e só então percebeu que estava de uniforme. Franziu o cenho e decidiu ignorar. Tocou na primeira maçaneta e ela não abriu. Foi para a segunda e destrancou.


Por alguns minutos se sentiu apreensivo. Fora legal conseguir fazer o feitiço e a poção, mas estava com receio agora que não sabia o que fazer. Era um terreno desconhecido pra ele e por quase todos. Quando pesquisou sobre aquilo, vários bruxos discordavam em vários pontos, porem o único que todos concordavam era o de ser tudo perigoso. Muito perigoso para quem entrava e para quem sentia. E Draco fechou a porta, olhou para a terceira e abriu um lapso de coragem. Entrou e focou os olhos claros com dificuldade, não entendeu de inicio o que via e ouvia. Eram sussurrou no começo e soluços e conforme se aproximava da cena do sonho, começou a compreender e a sentir o lugar. Conhecia o lugar e conhecia muito bem por sinal e conhecia tudo aquilo por que aquele som o perceguiu por um tempo.


Granger gritava agora e Draco quase podia sentir sua dor da carne sendo rasgada e a risada de sua tia se fez mais forte. Levantou os olhos para os utros personagens na sala e se viu. Se viu fora do seu corpo e se lembrou de como estava se sentindo ao ver Granger sendo torturada por Bella na sala da sua casa. E foi horrível naquele momento, tanto como estava sendo agora. Queria vomitar e desejou que ela não estivesse tendo aquele pesadelo. Tão vivido, tão real, tão doloroso. Granger estava convulsionando de dor e os gritos entravam na mente de Draco ainda mais forte.


Bella parou. Graças a Merlin ela parou e chamou o rabicho e o loiro se aproximou da garota imóvel no chão. O Draco da lembrança parecia em choque, petrificado.


Se aproximou do corpo tremente e queria tira-la de lá, mas não sabia como. Ela sussurrava algo e Draco se esforçou para entender. Parecia uma reza, algo repetitivo e se debruçou ainda mais perto para ouvir ela clamando para que ninguém morresse, que a ajudasse. Ele sabia o desfecho do sonho, mas Granger naquele momento não e a dor que ela sentia estava impregnada no lugar e ele olhou para onde ela olhava e se viu. Covarde. Petrificado. E demorou para entender que Granger estava pedindo para ele não deixar eles morrerem.


Levantou sobressaltado e confuso. Granger pedia para ele salva-la?


Afastou-se da cena e andou a passos rápidos para fora. Aquilo era invenção da mente dela. Era ridículo ela achar que ele poderia tê-la salvo de alguma forma. Ele jamais faria isso, mesmo que não quisesse que tivesse acontecido. Mesmo ele mentindo sobre Potter, ela não tinha que esperar nada dele. Aquilo era ridículo e bizarro e não queria mais brincar. Dreamless Granger.


...


Acordou ofegando, como se tivesse acabado de aparatar no quarto. Suava e tremia levemente, com a mente ainda confusa. Não imaginava que ela ainda sofria por aquilo, ele mesmo já havia esquecido. Já havia passado bem mais de um ano para algo ainda estar tão vivido na memória de alguém.


Sentou-se na cama e conjurou um copo com água. Bebeu de uma vez, desejando que não vomitasse. Tanto pela sensação do pesadelo, quanto por Granger achar que ele a salvaria. Que porcaria foi aquilo. Deitou novamente e fechou os olhos com força, tentando esquecer o que fizera e a noite provavelmente seria uma tortura por que levantou novamente e vomitou.







Granger acordou tremendo como normalmente acordava quando tinha esse pesadelo. Tinha-o com tanta freqüência que quase conseguia superá-lo, regulando a respiração e meditando lentamente que aquilo não era mais real. Passava pouco mais de duas horas nesse mantra e voltava a dormir quando as cobertas quentes a embalavam na realidade. Sentia muito mais frio a noite do que antes da guerra, sempre dormia com cobertas extras mesmo o quarto não estando frio. Talvez fosse o peso que a fazia sentir-se calma e abraçada. Talvez fosse apenas sua mente cansada.


Focou sua mente na sensação diferente que sentia agora. Esse pesadelo não fora como os outros, tinha algo diferente que ela não conseguia discernir e fechou os olhos para não pensar. Queria dormir novamente e esquecer apenas. Aquilo já doía o suficiente para remoer a noite toda...





Se remexeu inquieto e não conseguiu deixar o sono. O crucius que se seguiu o fazia tremer incontrolavelmente. O Lord estava furioso quando chegou a mansão e Potter não estava lá. Nunca vira sua tia tão apavorada, sempre achou que ela tinha algo a mais. Algo deturpadamente bizarro e asqueroso, mas  que ao menos um pouco o Lord a considerasse. Mas não, o modo com que ele a desdenhava, ficou ainda mais evidente o que os Malfoys e qualquer outro significavam para Voldemort. E Draco não queria mais nada daquilo.


Acordou com os olhos úmidos e se odiou por segundos. Talvez se não mexesse com os sonhos de Granger, não teria trazido de volta seus próprios pesadelos. Levantou e se lavou, sabia que estava atrasado e mesmo assim não se apressou. Fez tudo o mais letárgico que conseguiu e depois saiu das masmorras.


...


Rodou a pena entre os dedos e depois a quebrou ao meio, uma semana que evitava Granger e não se atrevera a invadir seus sonhos. Não queria mais fazer, não era divertido como imaginou que seria, mas estava tão irritado. Estava furioso com a comemoração da Grifinoria pelo jogo da tarde. E estava mais irritado com a comemoração dela. Para alguém que tinha tantos pesadelos ela disfarçava muito bem. E isso irritava pra porra.


Subiu para o quarto e deitou. Sleep Granger.


Parecia mais fácil, mais acessível. Sentiu uma brisa morna e nebulosa ao visualizar o sonho que Granger estava tento e dentro da porta que estava trancada da outra vez. Ela sorria e ele enrugou o cenho. Que sonho besta. Nada como da outra vez. Nada de medo ou dor.


Ela simplesmente estava sentada num lugar claro e ria olhando o céu límpido. Apenas ela e a brisa morna.


Draco andou para mais próximo e a viu deitar-se no que notava ser um tapete de grama verde. Ela estava com os olhos fechados e um rubor tingia suas bochechas brancas. Não se lembrava de ter chego tão perto dela alguma vez para notar que o nariz da castanha era salpicado de sardas diminutas ou que elas pareciam se mover quando ela sorria.


Quando a sombra dele cortou a claridade ela abriu os olhos e os dois se assustaram ao mesmo tempo.


Granger sentou-se assustada e Draco deu um passo para traz, atordoado por ela parecer que estava vendo-o. Não sabia o que falar e muito menos achava que tivesse que falar algo. Que droga de realidade era aquela. Achava que talvez pudesse alterar um sonho no maximo, mas interagir era novo. Granger gaguejou.


- O que você quer Malfoy?


Ela estava assustada?Tinha que se defender antes que ela o azarasse ou algo pior.


- Por que?  Eu vou onde quiser. – Assumiu sua feição protetoramente arrogante.


Hermione parecia ainda mais assustada e curiosamente envergonhada.


- Você... você não tem que estar aqui. Ninguém vem... você nem conhece esse lugar. – Parecia tão confusa. Draco demorou um tempo pra responder e processar o que tinha lido nos pergaminhos poucos esclarecedores. Esse devia ser o porto seguro dela. Um lugar que só ela conhecia. Inventado ou não era onde ela se sentia segura e hoje ela devia estar feliz para ter ido pra lá. Curioso. Draco quase queria rir pelo desespero dela, mas ele sentia. Sentia a mudança da brisa e a mudança do humor dela. Algo tenso e denso. Quase frio que recordava o sonho anterior. Talvez essa calmaria anterior significasse que na verdade, Granger não estava sonhando. Era o momento em que os pesadelos dela davam uma folga.


Como não sabia como agir aquela situação, revolveu sair. Sua fúria tinha se dissipado quando viu o sonho dela e não tinha por que complicar o que não conhecia.


Quando despertou na sua cama, a sensação de enjôo não aconteceu. Estava calmo e quase triste. Triste por ter interrompido aquele sonho. Que patético. Sentiu-se idiota por um momento por que não tinha que se sentir assim pela Granger. Que ela se fodesse.


...


Hermione despertou com lagrimas nos olhos, queria tanto chorar. Virou de bruços e abraçou o travesseiro deixando algumas lagrimas escorrerem. Seu coração parecia estar sendo comprimido por uma mão invisível. Era tanta tristeza que se lamentou de ter tomado cerveja amanteigada na festa mais cedo. Devia ser pelo álcool ou pela TPM, ou por ter despertado do seu sonho feliz. Era tão raro não ter pesadelos que Malfoy ter aparecido derrepente neste sonho, já era um pesadelo. Era isso. Era um pesadelo, por isso estava assim. Um pesadelo novo e horrível.


...


Seis e quarenta da tarde e o calor em Hogwarts ainda era insuportável. O suor quase fazia  a camisa branca colar em suas costas e não que prestasse muita atenção ou que incomodasse, por que as unhas que o arranhavam fazia o calor aumentar.


Estava saindo com Daphne desde que Pansy não voltara para escola e teria saído antes se elas não fossem amigas. Gostava de garotas que não o enchiam e que o atendia exatamente quando ele precisava. E Daphne era quente como aquela tarde de verão. E passava.


Passou um tempo mais cedo, observando Granger à distância, sentada perto do lago com Potter e a família de ruivos. Pareciam um casal pateticamente feliz, comum. Não normal, por que para Draco o normal era um pouco mais turbulento que aquilo, aquilo era um saco.


E se Granger podia vê-lo e interagir no sonho, talvez ele pudesse zuar ela a noite. Perdeu o pensamento quando a garota loira o mordeu no canto da boca, exigindo mais atenção e Draco correspondeu. Granger era um assusto para noite apenas. Logo mais...


 


“Sleep  Granger”


O ar estava frio e uma fumaça densa encobria o chão que ele não conseguia ver. Estava tendo outro pesadelo. Por que Granger não tomava uma poção sem sonhos? Ele tomou por vários meses após a guerra, mas a perfeita Granger não parecia tão inteligente agora.


Estava no chão, suplicando e encarando a imagem petrificada dele. Draco se aproximou e parou em frente a ela. Os orbes castanhos o encararam com uma leve surpresa e quando ele a pegou no colo e tentou se afastar, ela negou com a cabeça.


Draco apenas sussurrou que tudo ia ficar bem e o sonho pareceu mudar ao redor de ambos. Sentiu o estomago enjoar como se estivesse aparatando e quando a colocou no chão as imagens se focaram.


Hermione já não estava desfalecendo e aquele lugar parecia Hogwarts. Era o caminho para a cabana do gigante. Uma pedra grande atravessava o caminho e ele se apoiou nela enquanto Hermione o media com cara de poucos amigos.


- Veio apanhar de novo Malfoy? – Arqueou a sobrancelha e desencostou da pedra, indo em direção a ela.


Hermione deu um passo para trás e se encolheu um pouco. Granger o temia? De alguma forma talvez ela achasse que ele revidaria o soco do terceiro ano. A mente das pessoas era algo estranho.


Ele podia perceber o medo que se passava pelos seus olhos. Mesmo ela se mostrando tão forte e corajosa. E ela estava ali, tão frágil e indefesa. Tão vulnerável a ele. Ele nunca a faria mal. Não daquele jeito.


Draco não era um completo filho da puta. Pelo menos ele achava. E se aproximou vendo Granger se endireitar. Desafiando-o.


- Então você é mesmo um covarde. – Ela achava que ele bateria nela. Draco estava mais insultado do que com raiva.


- Eu não sou covarde Granger, eu poderia te matar se quisesse, então cala a boca. – Hermione estreitou os olhos em desconfiança.


- Então o que quer aqui. Acaba logo com isso. – Como ela era chata. Até no sonho ela era chata.


- Me faz um favor Granger, não olha na minha cara. – Dreamless.


 


Despertou com raiva. Não devia tê-la tirado do pesadelo com sua tia. Mas por outro lado começou a juntar os pontos dos dois sonhos. Granger sempre achou que ele fosse vingar-se pelo terceiro ano e, no entanto achava que ele a salvaria. Ela era tão contraditória. Sentia-se tentado em enfrentá-la de dia, apenas pra saber o que se passava naquela mente perturbada. Fora de cogitação. Nunca se rebaixaria ao ponto de assumir que estava curioso por algo relacionado a ela. Não se importava e virou de lado pra dormir.


...


Hermione bocejou e abriu os olhos sonolentos. Sua mente estava confusa e sentia-se tão cansada. Lembrava-se de estar tento outro pesadelo e algo diferente aconteceu, mas não conseguia focar sua mente agora. Draco. Draco Malfoy. Algo relacionado a ele, mas o que?


Deitou de bruços e voltou a dormir. Tentaria se lembrar quando acordasse.


 


As aulas com alunos da Griffinória ainda eram as mais divertidas, algum idiota da casa do leão sempre fazia alguma imbecilidade para faze-lo rir. Com ou sem guerra, a rivalidade nunca mudaria. Após o acesso de risos e os protestos da professora, Draco olhou em volta e viu Granger voltar a concentração  para o pergaminho em que escrevia.


Queria saber se ela se lembrava dos sonhos, por que externamente ela parecia a mesma de sempre. A mesma postura altiva e cdf. A ponta da pena deslizava numa corrida obstinada.


Assim que a aula terminou, viu como ela parecia esperar que todos saissem. Draco saiu pela porta e parou para arrumar a mochila. Não sabia por que estava esperando ela sair, mas queria saber se ela sabia. Apenas pra saber.


Quando Hermione passou por ele sem olha-lo, ele andou como fazia quando moleque; e esbarrou de proposito fazendo com que os livros dela caissem. Obvio que não era mais tão infantil e num gesto automatico, agachou para ajuda-la a recolher.


- Não precis... – Antes que ela terminasse a frase,  Draco viu quando ela desviou o olhar dele instintivamente. – Não precisa, eu recolho.


Hermione olhava para os livros caidos e não entendia por que não queria olhar para Malfoy. Era mais forte que ela. Quase uma aversão e um comando que seu cerebro ordenava. Juntou o mais rapido que conseguiu e pegou o ultimo sem olha-lo no rosto.


- Obrigado Malfoy. – E saiu rapidamente.


Draco não tinha reação, tamanha surpresa pela reação dela. Juntou os pontos dos acontecimentos, assim que notou que ela se esforçava pra não olha-lo de modo algum. Ele dissera no sonho que não queria que ela olhasse mais pra ele, e lera em uma das materias que recolheu sobre o feitiço que talvez, alguns comandos eram obedecidos quando a vitima acordava.


Isso era muito interessante. Granger talvez pudesse fazer alguns favores para ele.


Ansiou para que a noite chegasse logo e dirigiu-se para seu quarto para ler as partes de pulara dos pergaminhos. Queria saber da mais remota suposição de cada autor. Como um cetico assumido, Draco pulava as partes que não eram realmente provadas, mas agora queria saber todas as suposições de como manipular os sonhos. Todas.


 


“Sleep Granger


Nada aconteceu. Draco fechou os olhos novamente e floreou a varinha com mais ênfase. Nada. Então ela ainda não estava dormindo ou talvez tivesse tomado a poção do sono sem sonhos. Merda. Queria tanto testar suas novas descobertas com ela. Tentaria de novo em uma hora.


...


Hermione bocejou discretamente e sorriu quando Ron a olhou de soslaio. Deixou-se escorar no ombro dele e voltou a sua leitura, enquanto ele voltava sua concentração no peão que Harry acabava de sacrificar. O amigo ficara melhor no jogo com o passar dos anos, mas nunca chegaria a vencer Ron.


Esse era o jogo mais demorado que ela acompanhava e olhou para Gina, deitada sobre uma das pernas de Harry dormindo. Estava exausta também, mas não era apenas por ter prometido ao namorado que ficaria, que estava lutando contra o sono.


Lembrara-se parcialmente dos sonhos da noite anterior e estava intrigada por ter quase certeza que Malfoy a havia ajudado. Era confusa suas lembranças, mas tinha a nitida sensação que ele estava lá. No fundo sentia que talvez ele quisesse ter ajudado naquele dia da mansão maldita. Talvez ele apenas não pudesse e a sensação de ele ter ajudado trazia um certo temor e uma sensação agradavel que ela não queria que passasse. Não queria dormir e ter a certeza que o sonho era como antes. Esse novo pesadelo de que talvez ele  a ajudava era melhor. Pelo menos a sensação.


...


Draco tentou mais duas vezes e desistiu, dormindo frustrado e irritado.

Continua...

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Comentários: 8

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Enviado por Katia Bell em 02/01/2012

Tenho quase certeza que é da Serena, porque ela não escreve sonserina e sim Slytherin, pode ser que a AS dela tenha feito isso para despitar, mas esta é a unica fic que está assim.

Nota: 5

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Enviado por JOSY CHOCOLATE em 16/12/2011

AHHH NAO ACHO QUE SEJA DA SERENA, E SIM PRA SERENA...

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 13/12/2011

Não sei de mais nada... rsrs

Nota: 5

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Enviado por Ju Fernandes em 13/12/2011

Gosteeei! Acho que é da Serena mesmo! :D 

Nota: 5

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Enviado por Ju Fernandes em 13/12/2011

Eu ainda nem li, mas acho que é da Serena por causa da fonte.! hahahahahaha

Nota: 5

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Enviado por Artemis Granger em 12/12/2011

marissss, tb pensei que pode ser da serena por esses mesmos motivos

 

Nota: 1

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Enviado por Maris em 12/12/2011

É para mim!!!!!!!!!!!!!!!!

Amei, amei, amei!!!!

Cheguei a pensar qe Imogem havia me tirado mais uma vez, mas tenho sérias suspeitas que é da Serena. Ela sempre usa Syltherin e Griffindor ao invés da tradução para o português. 

 

Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 12/12/2011

ACHO QUE É DA JU!! Não sei pq mas acho que é dela!!

Nota: 5

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