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10. Janelas para a alma


Fic: Pássaro de Fogo 1- O filho do Pássaro de Fogo - Fic Completa


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Rony gritou quando a porta se abriu abruptamente, quase caindo da cadeira no processo. Harry e Neville pularam juntos, não por causa da porta, mas por causa da reação de Rony. Quando eles se viraram eles não viram a professora McGonagall e sim a professora Burbage.


 


“Sr. Weasley, Sr. Longbottom, por favor, voltem para o seu dormitório.” Disse a professora de Estudo dos Trouxas. “Sr. Potter, nós precisamos de você na ala hospitalar.”


 


“Boa sorte Harry.” Disse Rony.


 


“Desculpe não termos impedido ele.” Neville disse novamente.


 


“Eu sei, obrigado.” Disse Harry sinceramente, antes de seguir a professora Burbage para fora do escritório em direção ao corredor mal iluminado. Ele diminui o passo e parou ao ver um homem alto, de pele negra e cabeça raspada usando roupas vermelho carmesim e esperando a apenas alguns passos de distância. A mágica do homem era uma chama brilhante que fazia seus olhos parecerem carvão queimando.


 


“Boa noite Sr. Potter” Disse o homem com uma voz profunda e doce. “Meu nome é Quim Shacklebolt, um auror do Departamento de Execução das Leis da Magia. Foi solicitado que eu averigua-se o que aconteceu hoje na partida de quadribol, e é claro essa nova situação também.”


 


Harry tentou falar, mas não conseguiu encontrar as palavras. Ele sentiu a mão de Burbage em seu ombro e olhou para sua professora favorita em terror. “Harry” Ela disse calmamente. “Ele não está aqui para te prender. Nós simplesmente precisamos saber o que aconteceu. O Sr. Finnigan ainda não acordou e apresenta sinais de uma maldição poderosa e destrutiva para sua mágica.”


 


“Me desculpe, eu não queria fazer isso, você tem que acreditar em mim!” Implorou Harry com lágrimas se formando em seus olhos.


 


“Garoto, nós só queremos saber o que aconteceu.” Disse Quim gentilmente. “Venha, vamos ver como está à situação do Sr. Finnigan.”


 


A caminhada até a ala hospitalar pareceu levar horas, apesar de que quando eles chegaram o relógio na parede anunciava que haviam passado apenas 10 minutos. Ele viu Madame Pomfrey de pé ao lado de uma cama mais afastada ao lado de duas mulheres com vestes azul claro que tinham um emblema de Hermes no lado direito do peito.


 


Atrás delas, de braços cruzados, contemplando o garoto na cama e em posições estranhamente similares estavam o Diretor Dumbledore e o professor Snape. As magias dos dois não podiam ser mais opostas— a de Dumbledore era um poder antigo que parecia fogo cristalizado, um fogo tão forte que parecia quase solidificado em seu peito. A de Snape por sua vez parecia um cobertor de frio e umidade.


 


“O Sr. Potter diretor.” Disse Burbage.


 


Harry tropeçou e parou, enxugando os olhos vermelhos e inchados. “Eu não queria que isso acontecesse, eu juro!” Ele disse novamente.


 


“Não queria que o que acontecesse Sr. Potter?” Dumbledore perguntou com a sobrancelha erguida.


 


Os ombros de Harry caíram. “Eu nem mesmo sei o que aconteceu.” Ele admitiu. “Eu não sei o que eu fiz.”


 


“Você danificou a mágica dele Potter.” Disse Snape em um tom friamente mordaz. “Do mesmo jeito que varíola dragoniana faz. O que você fez é pior do que transformar a pessoa em um aborto. Abortos pelo menos têm os benéficos de uma vida longa e bom estado de saúde devido à mágica dentro deles. O Sr. Finnigan está rapidamente perdendo toda a sua mágica, e é possível que ele não vá sobreviver ao processo.”


 


O estômago de Harry se apertou como se alguém lhe tivesse dado um soco e ele lutou para não vomitar como tinha feito pela manhã. “Eu não tive intenção de fazer isso.” Ele murmurou novamente em meio às lágrimas.


 


“Muitos assassinos não têm na primeira vez.” Disse Snape


 


“Severo, já basta.” Disse Dumbledore. Apesar de ele falar gentilmente ele ainda exercia um tom que exigia o cumprimento imediato. Snape acenou enquanto o diretor olhava atentamente para Harry.


 


“Sr. Poter, como você pode imaginar, este é um problema sério. Apesar de eu acreditar que você não teve intenção de fazer nenhum dano duradouro, um dano duradouro é exatamente o que pode acontecer. Nós precisamos ver o que aconteceu. Nós temos dispositivos para ver memórias, mas como estamos sem tempo eu vou ter que usar um feitiço que me permite ver suas memórias. Eu poso fazer isso como usuário de Legilimência licenciado pelo Ministério da Magia na presença de um representante do Departamento de Execução das leis da Magia. No entanto eu não vou fazer isso sem sua permissão.”


 


“Você... você acha que isso irá ajudar Simas?” Perguntou Harry com a voz fraca.


 


“Na verdade Harry, eu acredito que é a nossa única esperança.”


 


“Okay então.” Disse Harry.


 


“Cooperação do sujeito foi registrada.” Disse Shacklebolt em um tom oficial.


 


O bruxo ancião se curvou até que seus olhos azuis, brilhantes e cintilantes estivessem a milímetros dos de Harry. “Pense no que aconteceu Harry, e eu vou fazer o resto.”


 


Harry estava esperando alguma coisa— um movimento de varinha, palavras de um feitiço, ou mesmo um flash de luz. Em vez disso, ele sentiu uma sensação de cócegas no fundo de sua mente, como quando ele sabia que tinha uma coisa importante em sua memória, mas não conseguia se lembrar do quê.


 


Dumbledore acenou e se afastou. “O Sr. Finnigan estava sobre o efeito da maldição Imperius.” Ele disse friamente para Shacklebolt. “Enquanto a cor dos seus olhos por si só era uma indicação clara, com o jeito notável que o Sr. Potter percebe mágica, ficou ainda mais evidente que a vontade de outra pessoa suplantou a do Sr. Finnigan.”


 


“Mas por quê?” Disse Burbage horrorizada.


 


“Para provocar uma resposta.” Disse Snape em um tom frio. “Para ver se o filho pode fazer o mesmo que a mãe podia. E agora sabemos que ele pode.”


 


“Mais importante, nós sabemos o que aconteceu.” Disse Dumbledore. Ele se endireitou e olhou com firmeza para as duas curandeiras. “Vocês precisam chamar a curandeira Carlisle, por favor. Nós precisamos de uma Aether para resolver isso.”


 


“Sim diretor.” Uma das curandeiras disse.


 


Pomfrey ofereceu a conexão de Flu de sua sala e momentos depois ela e uma das curandeiras tinham ido embora. “De volta para o seu quarto então Harry.” Disse Dumbledore. “Nós podemos discutir isso amanhã.”


 


“Professor, por favor,” Disse Harry. “Simas... eu... eu... eu achei que ele era meu amigo. O que significa Imperius?”


 


“É uma maldição imperdoável, cujo uso garante pena de prisão perpetua em Azkaban.” Disse Snape. “Ela suplanta a vontade de uma pessoa e os força a fazer o que quer que quem lançou o feitiço queira que eles façam.”


 


“Então não foi realmente Simas que rasgou o livro da minha mãe? Ou disse aquelas coisas sobre mim?”


 


“Não Harry.” Disse Dumbledore.


 


“Senhor, se não for muito problema, eu posso ficar até ele estar a salvo? Eu preciso ver senhor. Por favor?”


 


Quando Dumbledore olhou para a curandeira restante ela encolheu os ombros. “Nós não temos idéia do que a curandeira Carlisle vai dizer.” A mulher afirmou. “Talvez seja melhor deixarmos Mary decidir esta questão.”


 


“Eu concordo.” Disse Dumbledore. Ele virou seus olhos cintilantes de volta para Harry e acenou. “Pegue uma cadeira e sente-se Sr. Potter. Nós vamos deixar a curandeira Carlisle determinar se sua presença vai ajudar ou atrapalhar.”


 


“Obrigado professor!” Harry disse nervoso antes de se sentar.


 


Momentos depois Madame Pomfrey voltou com a outra curandeira e uma segunda mulher também vestida de azul claro. Harry se viu encarando ela confuso, já que a mágica dela não se parecia com nada que ele já tinha visto. Enquanto a mágica de todos os outros estava contida em seus corpos, a magia desta mulher parecia irradiar para fora de seu corpo em uma nuvem brilhante que rodeava um espaço de vários metros ao redor dela. Quando ela olhou para ele, Harry percebeu uma súbita... bem não música, mas um tom definido. Soava como uma orquestra afinando seus instrumentos, primeiro discordantes, depois se juntavam em uma crescente e poderosa perfeição.


 


“Minha deusa.” Uma voz lírica disse. O som da voz dela ecoou com o tom perfeito que parecia dominar os sentidos de Harry, acrescentando um contraponto. A voz da mulher era melodia para a música da magia no ar.


 


“Wow” Disse Harry. “Seu som é muito bonito”


 


“Curandeira Carlisle?” Perguntou Dumbledore. Sua voz não se encaixava com a melodia e adicionava uma leve dissonância a ela.


 


“Ele é um Aether atuante.” Disse a bela voz. “Por Morgana, ele está sintonizando a si mesmo aos meus sentidos como se ele fosse um Aether auditivo. Eu... Sr. Potter, escute atentamente. É importante que você não olhe para mim, você entendeu?”


 


“Mas você soa muito bonita” Sussurrou Harry, sendo trazido quase às lágrimas pelo pensamento de se afastar de som tão bonito.


 


“Diretor ele está começando uma ligação mágica comigo!” A voz disse com urgência, como uma percussão para a música dela. “É completamente instintivo. Ele não pode ficar aqui!”


 


De repente braços ásperos agarraram Harry. Uma umidade fria e odiosa sufocou a chama da música que dominava os sentidos de Harry. Assim que sua mente clareou um pouco ele percebeu que o professor Snape o havia agarrado e o carregado para fora da ala hospitalar. Uma grande e terrível tristeza tomou o lugar do vazio que restou após a música ter ido embora.


 


“Traga de volta!” Gritou Harry, tentou lutar para se libertar do aperto implacável de Snape em seu braço. “Traga a música de volta! Por favor, não leve ela embora! Traga ela de volta!”


 


Snape o ignorou e o carregou todo o caminho até a sala comunal da Grifinória. Já havia passado o horário do toque de recolher quando ele abriu a porta. Apenas alguns sextanistas e setimanistas ainda estavam acordados. Os alunos encaram em choque ao ver o professor Snape carregar um Harry Potter que lutava e berrava.


 


“Weasley” Ele disse, sinalizando para o monitor do quinto ano. Não havia um monitor homem no sétimo ano da Grifinória naquele ano em particular. “Me mostre o quarto de Potter. Agora! O pequeno verme está começando a me irritar.”


 


Percy pulou de sua cadeira sem comentar nada e guiou Snape pelas escadas que levavam até o dormitório do primeiro ano. Snape seguiu o monitor para dentro do quarto onde encontraram o jovem Weasley dormindo, mas Longbottom estava acordado. Ele se levantou quando viu quem entrou e disse “O que houve?”


 


“Volte para sua cama.” Rosnou Snape antes de largar Harry na cama. “Segure ele Weasley.” Disse Snape.


 


“Me deixem em paz!” Gritou Harry enquanto soluçava. “Tragam a música de volta, por favor!”


 


“O que está havendo professor?” Perguntou Percy ainda lutando para segurar o garoto de onze anos que se contorcia e lutava.


 


“Não é do seu interesse.” Disse Snape, enquanto ao mesmo tempo procurava algo em suas vestes antes de retirar de lá um frasco de uma poção clara. Ele sem piedade agarrou a mandíbula de Harry e o forçou a abrir a boca antes de jogar a poção dentro, e então imediatamente forçou o garoto a fechar a boca até que ele viu que Harry tinha engolido a poção.


 


Quase imediatamente os esforços de Harry diminuíram. “Traga de volta, por favor!” Ele soluçou. “Era tão bonita, por favor...” Sua última palavra desapareceu em meio a um sono profundo.


 


“Cinco pontos para Grifinória pela sua assistência.” Snape murmurou. “Eu estou voltando para a ala hospitalar. Eu diria para você não falar nada sobre o que aconteceu aqui, mas seria inútil.”


 


Com isso, Snape disparou para fora do dormitório. “Cara, o que foi isso?” Disse Rony esfregando os olhos e bocejando. O barulho o havia acordado.


 


“Harry causando problemas eu suponho.” Disse Percy com um olhar especulativo.


 


~~~~~~~~~


 


Mary Carlisle, turma de formandos de Hogwarts de 1984 e a Mestra Curandeira mais jovem no Hospital St. Mungus. Com um aceno satisfeito ela se afastou de Simas Finnigan que agora dormia tranqüilamente. “Está feito.” Ela olhou cansada para Madame Pomfrey e acrescentou. “Ele não deve fazer nenhuma mágica por no mínimo dez dias. Ele pode participar das aulas de História da Magia, Estudo dos Trouxas e dos Bruxos, mas não pode participar das aulas de Feitiços, Transfiguração ou Herbologia.”


 


“Nem Herbologia?” Perguntou Pomfrey.


 


“Ele não pode sofrer nenhum dreno de sua mágica até que seu núcleo mágico se reabasteça. Felizmente o acidente com o Sr. Potter chegou bem perto, mas não danificou a células produtoras de magia da medula do Sr. Finnigan. O garoto morreria em quinze dias se tivesse demorado uma hora a mais que fosse para receber tratamento.”


 


“Então nós temos uma grande divida de gratidão com você.” Disse Dumbledore. “Antes de você ir embora posso convidá-la para um pouco de chá?”


 


“Talvez um pouco.”


 


“Você se importa se as professoras McGonagall e Burbage se juntarem a nós?” Perguntou Dumbledore.


 


“Claro que não.” Disse Mary, obviamente prevendo sobre o que seria a conversa. “Talvez Madame Pomfrey deva se juntar a nós também?”


 


Após agradecer e dispensar as outras duas curandeiras, os cinco fizeram seu caminho até a sala do diretor. Eles haviam acabado de se sentar quando o professor Snape entrou na sala.


 


“Curandeira Carlisle.” Disse o professor de Poções com um aceno. “Eu dei ao Sr. Potter uma poção do morto-vivo para ele dormir. Ele estava muito perturbado emocionalmente.”


 


“E ele vai ficar assim pelos próximos dias.” Disse Mary com um sorriso triste. “De fato eu mesma vou ter que tomar uma poção calmante e tirar um dia de folga.”


 


“Você pode nós dizer o que aconteceu?” Perguntou Dumbledore.


 


“Simples, eu quase fui magicamente ligada ao garoto.” Disse Mary, soando tão impressionada pelo fato quanto aqueles com quem ela falava. “Foi completamente involuntário— Eu não podia controlar minha própria mágica mais do que ele podia. De fato chegamos tão perto de uma ligação que ele vai sofrer os efeitos de um processo de ligação interrompido. Eu recomendo mantê-lo em um regime de poção calmante pelos próximos três dias e observá-lo de perto depois disso.”


 


Ela parou quando viu todos da sala a encarando. Sorrindo tristemente ela continuou “É um efeito inerente dos Aethers, acontece instintivamente quando um bruxo e uma bruxa Aethers se encontram. Não é um fato muito conhecido porque Aethers machos são extremamente raros, então é o tipo de coisa que só se vê no máximo uma vez a cada três ou quatro séculos. Eu já cheguei a ler sobre isso, mas é claro nunca havia experimentado ou presenciado por mim mesma. E quando você considera que eu já sou ligada a um homem que eu amo e ainda fui afetada... bom isso diz alguma coisa sobre esse efeito.”


 


“Bruxas não podem ser magicamente ligadas a mais de uma pessoa, apenas bruxos!” Disse McGonagall.


 


“Mas Aethers podem.” Disse Mary. “Que é o porquê de nós não gostarmos de compartilhar nossos homens. Ben é um bom homem e um curandeiro habilidoso, mas ele não é o bruxo mais poderoso no mundo. Eu escolhi ele pelo homem, não pela mágica. Mas quando, e se, eu decidir que ele vai se ligar a outra bruxa há uma grande chance de eu também ser magicamente ligada a ela, e francamente eu não tenho certeza se eu quero isso. Eu tenho certeza que a mãe do Sr. Poter estava em uma situação similar.”


 


“O ministro vai querer saber se o Sr. Potter é culpado pela situação do Sr. Finnigan.” Disse Snape em pé atrás de onde McGonagall se sentava.


 


“Se ele fosse mais velho eu diria que sim.” Falou Mary. “No entanto o dano foi tão desorganizado e inefetivo que não tem como ser nada além de acidental.”


 


"Inefetivo?” Exclamou Pomfrey. “O Sr. Potter quase destruiu a mágica do garoto!”


 


“Se fosse eu que tivesse atacado ele,” Disse Mary com calma e segurança, “ele teria morrido em uma instantânea e verdadeira morte da alma. Para mim, eu estaria intencionalmente tirando a harmonia sonora de sua alma. Eu asseguro a você, eu poderia fazê-lo com qualquer bruxo ou bruxa. Para o Sr. Potter seria alguma coisa baseada no aspecto visual, mas teria o mesmo efeito. Eu acredito que também há um aspecto tátil na habilidade dele. Se ele tivesse qualquer perícia ou controle, ele poderia ter matado o Sr. Finnigan instantaneamente. Eu vou testemunhar que este foi um caso de magia acidental Aether resultada de extrema provocação. Ele foi provocado não foi?”


 


“O Sr. Finnigan estava sobre o efeito da maldição Imperius.” Confirmou Dumbledore. “É a opinião do professor Snape que ele estava sendo usado para testar se o Sr. Potter possuía ou não capacidade de utilizar magia da alma através de seus poderes de Aether.”


 


“Bem, essa questão foi completamente respondida.” Disse Mary. Ela se levantou para sair antes de cair de joelhos. Pomfrey correu até ela. “Deusa, isso exigiu muito de mim.” Ela disse com uma risada envergonhada.


 


“Por favor, fique a vontade para usar o meu Flu.” Disse Dumbledore.


 


“Obrigado.” Disse Mary. Antes de alcançar o fogo ela disse: “Eu ouvi um rumor de que uma outra Aether vai começar a estudar aqui no ano que vem. Isso é verdade?”


 


“Sim” Respondeu McGonagall.


 


Mary parou e se virou para encarar a todos na sala. “Então escutem, não deixem Harry nunca sequer ver esta garota, não até ele ser velho o bastante para ser ligado magicamente a alguém. Se eles se virem vai ser uma ligação mágica instantânea e involuntária para os dois.”


 


“Obrigado pelo aviso Mary.” Disse Dumbledore. “E obrigado pela sua ajuda hoje. Boa noite minha cara.”


 


“Boa noite.” Com isso, Mary Carlisle desapareceu em um clarão de chamas verdes.


 


“Bom, pelo próximo ano pelo menos, manter o Sr. Potter e a Srta. Lovegood separados deve ser bastante fácil.” Disse McGonagall. “Temos apenas que mantê-lo fora do salão principal durante a cerimônia de seleção, que será o único momento em que acredito que haverá o risco de se verem a uma distância pequena o bastante para que haja risco de uma ligação acidental. As refeições regulares devem ser seguras o bastante contanto que eles sejam mantidos em mesas separadas.”


 


“De fato.” Disse Dumbledore. “Charity, considerando que o Sr. Potter mostrou ter um certo nível de confiança em você, eu acredito que seja melhor que você dê a ele outra copia do livro de sua mãe. O Sr. Finnigan infelizmente se assegurou da destruição do primeiro. O Sr. Potter provavelmente não sabe que é um livro amplamente vendido e então várias copias estão disponíveis.”


 


Charity sorriu com tristeza. “Eu vou contar a ele.”


 


“O garoto será punido então?” Perguntou Snape.


 


“Ele já sofreu o bastante hoje à noite.” Charity rebateu ao professor de Poções.


 


“Eu estou inclinado a concordar Severo.” Disse Dumbledore. “No entanto em última análise, é a professora McGonagall quem vai decidir, dado que isso aconteceu em sua casa.”


 


“Eu vou conversar com os outros garotos antes de decidir.” Disse McGonagall. “Enquanto isso, já é tarde, e eu tenho certeza de que todos vocês estão cansados. Eu lhes desejo uma boa noite.”


 


Ela e Pomfrey saíram juntas. Snape olhou de Burbage para Dumbledore. “O garoto é um desastre ambulante esperando para acontecer.” Ele disse sombriamente. “Ele não tem nenhum controle sobre suas emoções. Foi apenas sorte que o seu nervosismo o impediu de cair nas garras da Srta. Johnson. Eu sei que ele é importante diretor, mas não podemos permitir que ele continue desse jeito. Se você não for cuidadoso o garoto vai ser ligado a uma bruxa antes de estar pronto, e o precioso menino que sobreviveu pode acabar como um vegetal pelo resto de seus dias.”


 


“Então talvez ele precise aprender Oclumência.” Sugeriu Burbage.


 


Snape ergueu as sobrancelhas, questionador. “O quê?” Ela perguntou. “Eu sou um aborto, mágicas internas são as únicas que eu sou capaz de praticar, o que inclui Oclumência. Mas apesar de eu dominar o assunto eu não posso ensinar a ele porque eu não sou capaz de utilizar Legilimência.”


 


“Eu sou um professor e o diretor de uma das quatro casas.” Disse Snape. “Para não mencionar que eu tenho duas esposas... exigentes. Quando é que eu vou ter tempo pra ensinar um aluno do primeiro ano às artes da magia da mente?”


 


“Eu tenho toda a fé do mundo de que você vai conseguir arranjar tempo.” Disse Dumbledore com os olhos cintilando.


 


“Diretor?” Perguntou Snape confuso.


 


“Severo alguém tentou matar o Sr. Potter durante a partida de quadribol e então usou uma maldição imperdoável para transformar uma briga de crianças em uma situação de risco de vida. Até nós descobrimos quem está por trás destes eventos, o Sr. Potter estará em perigo. Por que lançar um Imperius em um garoto para começar uma briga quando, facilmente usando o mesmo processo seria possível forçar uma bruxa a tentar seduzir Harry? Como você mesmo apontou o Sr. Potter vem de uma família insalubre e como resultado é emocionalmente instável. Vai ser absurdamente fácil para uma bruxa forçar uma ligação mágica com o garoto, o que com a pouca idade e treino dele, vai torná-lo em um vegetal na melhor das opções, se ele tiver sorte de sobreviver.”


 


“Mas Oclumência iria dar a ele algum grau de defesa.” Apontou Charity. “Oclumentes tem provado serem capazes de ter um controle consciente de muitos aspectos de sua mágica, incluindo o instinto de se ligar magicamente.”


 


“Tais Oclumentes são mestres com décadas de experiência.”


 


“Ou uma bela garota de cabelos ruivos que tinha alcançado domínio tão profundo de Oclumência que ela era capaz de amar seu amigo sem se ligar a ele.” Disse Dumbledore com gentileza.


 


Snape recuou como se tivesse sido atingido.


 


“Não é uma coisa fácil que estou te pedindo.” O diretor continuou. “Estou ciente disso. Mas nós dois sabemos que Harry é muito importante para corrermos o risco. Por favor, Severo, se não por mim então por Lílian.”


 


“Por que você não pode ensinar ele?”


 


“Porque eu estou muito velho Severo. Aquele pequeno instante em que usei Legilimência no garoto foi penoso. A mente dele é dolorosa para mim.” Dumbledore admitiu tristemente.


 


Snape olhou para baixo com as bochechas corando. “Eu não vou tolerar nenhuma tolice do garoto.” Ele disse. “Ele pode ter os olhos de sua mãe, mas ele tem o rosto de Tiago Potter e eu vou ter que olhar para ele.”


 


“Você é um bom homem Severo.” Disse Dumbledore.


 


“E você é um péssimo mentiroso Alvo. Boa Noite.”


 


~~~~~~~~~


 


Na manhã seguinte — uma segunda-feira — Percy entrou no dormitório para reunir os alunos do primeiro ano como de costume. Rony e Neville estavam ambos vestidos e prontos, tendo aprendido a rotina semanas atrás. Harry, no entanto permaneceu em sua cama com as cortinas fechadas.


 


“Vamos Potter, levante-se!” Disse Percy rispidamente.


 


“Não!” Veio a resposta abafada.


 


Com um suspiro Percy acenou sua varinha fazendo as cortinas se abrirem abruptamente. Com um grito abafado de raiva Harry puxou o edredom por sobre a cabeça. “Potter é hora de ir!” Disse Percy. “Eu não vou ter primeiranistas atrasados no meu turno! Se levante agora!”


 


Ele deu um passo à frente e puxou o edredom. Ao fazer isso ele estava completamente despreparado para o fato de Harry pular fora da cama gritando em fúria pré-adolescente enquanto agitava os pulsos. Percy ficou tão surpreso que não teve chance de se defender e os dois caíram no chão com Harry em cima gritando, xingando como um marinheiro e socando tão forte quanto podia.


 


“O que está acontecendo aqui?” Perguntou McGonagall entrando no quarto.


 


“Percy tentou acordar Harry e Harry ficou maluco!” Disse Rony.


 


McGonagall cerrou os dentes, levantou a varinha e em um segundo Harry estava congelado. Percy empurrou o garoto para o lado e lutou para se levantar, corado, mas relativamente incólume. “Esse maldito pequeno...”


 


“Sr. Weasley!” Disse McGonagall. “Você não viu a nota na caixa dos monitores te instruindo a deixar o Sr. Potter sozinho? Ele está dispensado das aulas por hoje.”


 


Percy olhou de McGonagall para Potter e então de volta para ela. “Er, não, Eu não vi professora. Desculpe. Ele está... o que...?


 


“Com tudo que aconteceu ontem o Sr. Potter está perturbado e será dispensado das aulas de hoje, amanhã e possivelmente as de quarta-feira também. Agora, por favor, leve os outros alunos para o café da manhã.”


 


“Sim professora.”


 


Quando eles se foram McGonagall descongelou Harry, que fugiu e se encolheu em um canto da sala em uma bola de miséria. Ela se sentou na beirada da cama olhando para o garoto. “Sr. Potter?” Ela perguntou.


 


“Sinto muito.” Ele choramingou. “Desculpe, desculpe, por favor, não...”


 


Alarmada McGonagall se ajoelhou segurou a mão do garoto e apertou o suficiente para que ele sentisse a magia do contato. Isso imediatamente destruiu qualquer lugar escuro em que sua mente estivesse se escondendo. Ele olhou para ela com olhos vermelhos e inchados e soluçou. Aquele único som pareceu uma barragem se rompendo e ele começou a chorar com tanta intensidade e agonia emocional que fez a magia de McGonagall se encolher sob o seu toque.


 


“Cuidadosamente ela puxou uma poção. “Isto é uma poção calmante, igual a que o Sr. Wood te deu antes do jogo.” Ela disse. “Vai te ajudar com o que você está sentindo.”


 


Ele tomou a poção sem comentar e em poucos momentos o pior do choro morreu. “Eu sinto como se alguém tivesse me apunhalado no peito.” Ele murmurou limpando o nariz. “Eu nem sei o que aconteceu. Eu não choro— não desse jeito. Por que dói tanto?”


 


“Oh, criança.” Disse McGonagall. “Você quase foi magicamente ligado com a Curandeira Carlisle. Não foi culpa de nenhum dos dois, mas foi muito, muito perigoso. O professor Snape provavelmente salvou sua vida te tirando de lá. O que você está sentindo são os efeitos colaterais de ter um processo de ligação interrompido”


 


“Desculpe eu...”


 


“Rapaz, não foi sua culpa.” Disse McGonagall severamente. “Foi uma condição muito especifica da mágica de vocês dois. Saber disso não faz doer menos, mas não foi sua culpa, e ninguém está te culpando por isso.”


 


“E quanto a Simas?”


 


“O Sr. Finnigan irá se recuperar completamente.”


 


Harry cedeu um pouco antes de enterrar o rosto nas mãos. “Quando você veio no verão eu achei que tudo seria melhor, mas não. Eu ainda sou um esquisito mesmo no meio de outros esquisitos.”


 


McGonagall tomou a face coberta de lágrimas do garoto em suas mãos e o forçou a olhar para ela. “Escute Harry.” Ela disse firmemente. “Você não é um esquisito. Você é o filho da sua mãe— se você se destaca é porque você é extraordinário e não estranho. Eu não vou deixar você falar desse jeito sobre si mesmo, não enquanto eu estiver escutando. Eu devo isso a ambos, a você e aos seus pais. Você me entendeu?”


 


Ele chorou um pouco mais quando ele balançou a cabeça.


 


“Bom rapaz. Agora eu vou pedir aos elfos para te trazerem café da manhã. Fique no seu quarto e leia ou relaxe. No momento você precisa de paz e tranqüilidade para a poção funcionar. Se você precisar de qualquer coisa peça a um dos elfos.”


 


“Okay professora.” Disse Harry em uma voz fraca.


 


Com isso, McGonagall se levantou antes de içar Harry para cima. Ele voltou para cama ainda de pijamas e se virou para ela.


 


Com um aceno ela deixou o quarto para se assegurar de que o garoto teria o que comer.


 


 


 


 

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