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8. Quando Tudo Parece Perdido


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quando Ronald chegou à escola junto com seus irmãos, não foi diretamente para o pátio como sempre. Deu uma desculpa qualquer e ficou próximo aos portões. Fred e George acharam que era para esperar por Hermione e iam começar a implicar com o irmão mais novo, mas ao verem a garota chegar e depois de conversar rapidamente com ele, entrar, desistiram. Ouviram seu amigo Lino Jordan chamando-os e esqueceram. Mas Ron não ia esquecer. Desde o dia anterior, depois da discussão que presenciara, queria ter uma conversa séria com Harry e ia ser o mais rápido possível. Tinha muitas perguntas a fazer e não ia ficar sem respostas, já que não conseguira arrancar quase nada de Ginny.

- É com você mesmo que eu quero falar! – Exclamou no instante que divisou Harry se aproximar dos portões.

- O que houve, Ron?

- Vem cá. – O ruivo puxou o amigo pelo braço até ficarem distantes o suficiente para ninguém ouvir o que falavam.

- Dá pra me dizer o que... – Harry começou atordoado, mas foi interrompido por um irritado Ron.

- Que diabos aconteceu ontem entre você e minha irmã?

- Olha só Ron, eu até poderia te contar, mas foi justamente por me meter num assunto da sua querida irmãzinha que ela brigou comigo. Portanto se você quiser saber de alguma coisa pergunte a ela.

- Eu já perguntei, mas quero ouvir de você.

- O que ela falou?

- Bom, nada, além de que você era um idiota intrometido e outras palavras que eu nem fazia idéia de que ela conhecia.

- Só?

- Só.

- Certo... Ron, eu sei que a gente é amigo, mas eu aprendi a lição: se alguém não quer ajuda, não ajude. Eu não vou mais me meter na vida da Ginny, e isso inclui não contar o motivo pelo qual a gente discutiu.

Ron olhou para Harry enquanto esse rumava para a escola visivelmente desanimado. Não tinha conseguido as respostas que queria, mas de uma coisa estava certo: fosse o que fosse que tinha acontecido, tinha sido algo bem sério.

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Hermione olhava para a porta da classe aguardando ansiosa a entrada de Ron e Harry. O ruivo tinha contado a ela que ia tirar a limpo a discussão que presenciara entre o amigo e Ginny na tarde anterior, já que a ruiva não dissera nenhuma palavra sobre o ocorrido.

Mas quando Harry entrou sério e sentou-se em seu lugar sem nem cumprimentar a ela ou mesmo Neville com quem dividia a carteira, ela percebeu que as coisas não tinham saído exatamente como esperado. Ron entrou em seguida, suas orelhas vermelhas de frustração e acomodou-se ao seu lado levemente exasperado.

- E ai? – Sussurrou para ele.

- Nada, ele também se recusou a falar porque brigaram.

- Nem se teve a ver com a briga com Blaise? – Hermione franziu o cenho e Rony balançou a cabeça em negativa ao responder.

- Nem consegui perguntar...

- Vocês dois querem parar de cochichar sobre mim como se eu não estivesse sentado logo atrás ouvindo tudo! – Harry sibilou inclinando-se para frente e colocando o rosto próximo dos outros dois.

- Hah... – Neville não conseguiu conter o riso ao ouvir o trio. Mas quando os três o encararam ele sentiu seu rosto redondo corar e se desculpou. – Er... desculpa mas foi engraçado.

Rony desviou o olhar de Neville e passou a observar Harry com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Por que você brigou com Blaise Zabini?

- Não enche Ronald! – Grunhiu Harry voltando a encostar-se na cadeira.

- Uma briga teve a ver com a outra? – Perguntou Hermione não dando ouvidos às reclamações do amigo, que bufou exasperado e respondeu entredentes.

- Eu não vou me meter na vida da Ginevra e ponto final. É só isso que vocês precisam saber.

- Ei, vocês perceberam que o Blaise não veio hoje? – Neville informou entrando na conversa que Harry não queria ter começado.

- É mesmo... – Hermione disse pousando seu olhar perscrutador sobre a mesa que sempre era ocupada por Zabini, Malfoy e Dudley e que agora só contava com dois ocupantes. - Por que será?

- De repente ele só está tentando se livrar da detenção.

- Bem que eu também gostaria de ter me livrado, mas minha tia achou dois dias muito pouco.

Quando a professora entrou na sala, interrompeu as conversas paralelas que podiam ser ouvidas pelos quatro cantos. O restante do dia passou rapidamente e sem contratempos, fora alguns olhares possivelmente considerados de desprezo por parte de seu primo e seu amigo. Vira Ginny somente na hora do intervalo quando foi se sentar perto dos amigos. Ela estava do outro lado da mesa perto de Luna. Estava mais séria do que ele se lembrava e não olhou na direção dele nem uma vez sequer, mesmo assim percebeu que ela não sorria.

---~~~~----

Ginny olhou para Luna esperando que a amiga assumisse com isso que estava prestando atenção. Sua cabeça estava tão cheia que não se espantaria se acabasse explodindo. Mordeu sem vontade o sanduíche que tinha trazido, voltando a se perder em pensamentos. Tinha sido tão burra. Mas ele não tinha que ter se metido... Afinal ela tinha pedido.... Ele tinha jurado.... Sabia que não devia ter brigado com Harry no dia anterior, mas quando viu já tinha feito... Aquele maldito orgulho Weasley! Olhou de relance para Harry sentado do outro lado da longa mesa onde comiam seus lanches. Pela cara que ele fazia, parecia que ainda estava chateado com ela. De repente era até melhor assim, não ia se sentir bem se ele resolvesse super protegê-la. Não conseguiria responder se ele perguntasse o que Zabini tinha feito, ou tentado fazer com ela dentro daquela saleta. Ela não gostava nem mesmo de se lembrar do jeito como fora prensada contra a parede e sentira aquelas mãos odiosas tentando percorrer seu corpo. Tivera vontade de beber toda a garrafa de whisky que seu pai ganhara há alguns anos no Natal, só para tirar todo vestígio do contato daquela boca contra a sua. Nem queria ter saído da sala na hora do intervalo, mas Luna havia insistido e era preferível a ficar sozinha.

Ainda não contara a ninguém sobre o que tinha acontecido. Nem mesmo aos seus pais, mas sabia que não ia passar daquele dia. Já tivera muito trabalho para se livrar das perguntas de sua mãe e de Ronald. Com sua mãe só conseguiu ao garantir que explicaria tudo no dia seguinte, mas seu irmão... Bom, não devia nenhuma satisfação a ele.

Olhou de relance para Harry e por uma fração de segundo achou que ele a estava observando. Mas devia ser só impressão, ou consciência culpada somente, pois no momento seguinte ele já estava rindo abertamente de algo que uma das gêmeas Patil tinha falado ao sentar ao lado dele. Ele não estava sentindo sua falta, concluiu. Talvez fosse melhor assim...



---~~~-----

Harry tinha que admitir que era estranho, mas ainda assim agradável, chegar da escola e encontrar a senhora Weasley (que tinha acabado por aceitar trabalhar como cozinheira para sua tia) terminando de preparar o jantar. Pelo menos agora sabia que ia ver alguém legal quando chegasse. Só não entendia como ela ia conseguir agüentar aquela patroa. É claro que ele sabia que os Weasley precisavam do dinheiro, ainda mais agora que Bill e Charlie não podiam ajudar como antes, mas aturar sua tia Petúnia exigindo coisas o tempo todo e invariavelmente esquecendo que com a guerra muitas coisas haviam desaparecido da mercearia, devia ser algo capaz de levar qualquer um à loucura. Pensando nisso, Harry procurava ajudar sempre que possível, descascando legumes, mexendo panelas ou ao menos fazendo companhia para a mãe de seus amigos.

Naquela tarde de sexta-feira, contudo, a senhora Weasley parecia estar realmente precisando de ajuda. Normalmente quando Harry chegava da escola, encontrava-a terminando seus afazeres e praticamente pronta para ir, mas não foi isso que viu assim que entrou na cozinha e sim várias panelas fumegando e ela picando legumes de um jeito nervoso.

- Boa tarde senhora Weasley.

- Ahm... boa tarde Harry.

- Quer ajuda?

- Quero sim, por favor.

- Aconteceu alguma coisa?

- Nada para você se preocupar, querido. Descasque essas batatas para mim enquanto eu termino de temperar esse carneiro, sim?

- Ok. Minha tia vai dar um jantar?

- Vai e logo hoje que eu tive que passar na escola para conversar com a diretora e acabei chegando mais tarde.

Harry abaixou o olhar novamente para as batatas tentando com isso esconder seu desconforto. Podia imaginar muito bem o que a senhora Weasley e a diretora McGonagall conversaram, o mesmo motivo que levara ele e Ginny a não estarem se falando há dois dias: Blaise Zabini.

Terminou de descascar e cortar os legumes e entregou-os a ela. Sem que esperasse foi envolvido num forte abraço enquanto a senhora dizia:

- Muito obrigada, querido.

- Mas eu só piquei algumas batatas.

- Também por isso. Mas eu estou falando de Ginevra.

- Oh.

- Eu quero que saiba que eu acho aquela cabeçuda da minha filha muito tola por ter brigado com você.

- Er...

Sem esperar que ele respondesse, a senhora Weasley lhe deu um sorriso sincero retornando aos seus afazeres e rapidamente as coisas voltaram a funcionar fazendo com que um delicioso aroma invadisse a cozinha. Mas Harry nem teve chance de perguntar se tinha algo mais em que ele pudesse ajudar, pois sua tia surgiu na cozinha com seu nariz empinado e olhar arrogante.

- Vejo que está conseguindo fazer o que eu pedi.

- Sim senhora.

- Que bom, não se esqueça de fazer a sobremesa. - Molly fez um gesto de assentimento com a cabeça antes de Petúnia passar a encarar o sobrinho que estava ainda parado perto da mesa. – E você, o que está fazendo aqui? Vá já para cima e procure se arrumar decentemente. Não quero que os Malfoy pensem que abrigamos um qualquer dentro da nossa casa.

Harry ainda lançou um olhar simpático para a senhora Weasley antes de subir para o seu quarto e se arrumar para o tão esperado jantar. A noite prometia. Aturar não só seu primo Dudley, mas também Draco Malfoy ia ser certamente bastante agradável.


----~~~----


Quando já não pode mais evitar, Harry finalmente desceu para o jantar. Sabia que sua tia devia estar querendo trucidá-lo por descer assim tão tarde, mas não se importava. E não deu outra, assim que terminou de descer as escadas, sentiu sua orelha ser puxada, levando-o com ela, até a cozinha.

- Ui!

- O que você está querendo? Arruinar a minha noite?

- Não senhora, ai. – Resmungou assim que teve sua orelha libertada.

- Os convidados já chegaram. Venha, traga essas travessas.

- Sim senhora.

Harry teve vontade de jogar a pesada travessa de carneiro que estava carregando em cima do primo e do garoto que estava ao seu lado, ao ver o sorriso irônico que estampavam, mas se conteve. A maravilhosa comida da senhora Weasley não merecia tal destino.

Terminou de arrumar a comida na mesa e assim que a tia autorizou, sentou-se em seu lugar, que ficou sendo ao lado de Draco. Logo após a primeira garfada, Harry soube que aquela não era nem de longe uma boa noite para se ter convidados para o jantar. A senhora Weasley, sempre tão perfeita ao cozinhar, dessa vez errara a mão. O carneiro estava intragável de tanto sal. Tentou comer mais um pequeno pedaço e foi só o que conseguiu antes de notar o aspecto furioso com que Petúnia Dursley olhava para o prato.

- Parece que a sua maravilhosa cozinheira, não é assim tão maravilhosa Petúnia querida, ou então você não sabe apreciar uma boa comida. – A voz suave e ferina de Narcisa Malfoy fez-se ouvir, provocando risadinhas em seu próprio marido e em Draco.

- Aquela mulher... – sibilou Petúnia baixinho, dando em seguida um falso sorriso para seus convidados. - Vocês me desculpem, eu não sei o que aconteceu...

Harry preferiu não olhar à sua volta e sim continuar encarando a pobre travessa de carneiro à sua frente, que não fazia a menor idéia do problema que estava causando. Todo o restante da comida estava divino e Harry sabia que a senhora Weasley estava cheia de preocupações naquele dia e provavelmente por isso tinha cometido um erro tão grosseiro, mas isso não seria o suficiente para justificar tal engano para sua tia. Ele tinha plena certeza de que no dia seguinte a mãe de seus amigos ia ser praticamente torturada na cozinha.

Assim que sua tia deu o jantar por encerrado, ele foi encarregado de arrumar a cozinha enquanto os adultos tomavam brandy na sala e Dudley e Draco ficavam livres para atormentá-lo. Depois de guardar o resto do jantar (coisa que sua tia somente admitia fazer porque estavam em guerra), inclusive o carneiro que ele sabia, seria usado contra a senhora Weasley na manhã seguinte, Harry começou a rotina de lavar e secar a louça que fora usada. Não tardou e ele ouviu a voz arrastada de Draco Malfoy atrás de si.

- Ora, ora, o que temos aqui!

- Eu disse que sabia o porquê dele andar com aquela gentinha, eles são todos da mesma laia... – Provocou Dudley sob a aprovação do loiro.

Harry respirou fundo e contou até cem. Provavelmente teria que contar até se cansar já que tinha plena certeza de que aqueles dois não iriam parar tão cedo de aborrecê-lo. Mas não ia dar a eles o gosto de vê-lo perder a cabeça. Pelo menos não ainda.

- Veja pelo lado bom, Dudley. Você tem um empregado ao seu dispor 24 horas. – os dois gargalharam e Harry sentiu o sangue ferver. – Me diz uma coisa Potter, quanto você cobra pelos seus serviços? Deve ser pouco já que a sua namoradinha está tendo que procurar coisa melhor.

Harry sentiu uma raiva quase incontrolável lhe preencher e imediatamente deixou sobre a pia o último prato que havia para enxaguar, com movimentos bastante lentos. Ele estava tentando não cometer nenhuma loucura, mas desse jeito não dava para agüentar.

- O Blaise contou pra gente o que aquela ruivinha faz em troca de algumas moedas...

Ouviu as palavras saindo da boca de Malfoy já completamente tomado pela fúria e partiu para cima dele. No momento exato que segurou Draco para fazê-lo engolir as próprias palavras, sua tia Petúnia irrompeu pela cozinha adentro e se colocou entre os rapazes.

- O que está acontecendo aqui?

- Foi o Harry mamãe.

- É claro que tinha que ser você, não é moleque? Vá para seu quarto, agora!

- Mas... – Harry olhou de sua tia para Dudley e então para Draco parado atrás dela e que tinha um sorriso enviesado em seu rosto. Sabia que nem adiantaria argumentar. – Esquece.

Subiu as escadas com a raiva queimando-o por dentro. Como aquele idiota do Zabini tinha tido coragem para dizer uma coisa daquelas? E aquele filho da mãe do Malfoy ainda vinha contar para ele!

~-~-

Acordou praticamente atrasado para o café. Passara boa parte da noite imaginando os meios mais agradáveis, ao menos para ele, de acabar com a pose de Draco e agora tinha que correr para tentar comer alguma coisa antes que sua tia retirasse a mesa do café. Mas quando desceu percebeu pelas expressões de seu tio e Dudley, e pelas vozes exaltadas na cozinha que algo estava errado. Correu até lá ao ouvir sua tia acusando impiedosamente a senhora Weasley que acabara de chegar.

- Você fez isso de propósito!

- Mas é claro que não, o que a senhora pensa que eu sou? – Respodeu Molly com sua face rubra de indignação.

- Então por que o carneiro ficou intragável?

- Como assim? – Perguntou insultada.

- Não me venha com essa. Você é uma excelente cozinheira, não ia errar assim no preparo da comida. O que você queria com isso?

- Eu não...

- Só pode ter sido pra arruinar o meu jantar com os Malfoy.

- É claro que não!

- FUI EU! - Harry exclamou antes mesmo de perceber.

- Ahm? – as duas mulheres indagaram na mesma hora, só então se dando conta da presença dele na cozinha,

- Fui eu quem estragou a comida. Não foi culpa da senhora Weasley.

- Harry, não... – Molly olhava para ele pesarosa.

- Mas... – Sua tia começou incrédula junto com a outra mulher, mas foram interrompidas por Harry que continuou.

- Antes de levar a comida para a mesa eu... eu... eu coloquei mais tempero foi isso.

- Seu moleque estúpido!

- O que houve Petúnia? – Vernon perguntou chegando à cozinha e se postando ao lado de Harry.

- Foi ele quem arruinou o jantar, Vernon!

- Não... – A senhora Weasley tentou argumentar, mas o homem não deixou.

- Você não vai mais ser demitida, pode voltar aos seus afazeres... E você, - apontou o dedo acusadoramente para Harry. – Volte para seu quarto e não saia de lá. Ou melhor, eu vou me certificar de que você não irá sair de lá, nem mesmo para comer, até que eu ache que seja o suficiente.

A despeito de toda raiva que sentia e do estômago que roncava (ainda mais ao saber que não seria alimentado), Harry lançou um olhar tranqüilizador para a senhora Weasley que o encarava alarmada do outro lado da cozinha. Tinha sido melhor assim. Os Weasley precisavam daquele dinheiro e não de mais uma preocupação. O que era ficar um pouco mais tempo com fome em troca disso? Girou sobre os próprios calcanhares e seguiu pela escada que levava ao seu quarto, subindo os degraus de dois em dois. Entrou no pequeno cômodo do qual tinha saído momentos antes e em seguida ouviu a voz do tio exclamando.

- Vou trancar essa porta por fora para ter certeza que você não poderá sair.

- E se eu precisar ir ao banheiro, ou algo do tipo?

- Você que espere. Mais tarde eu mesmo o escoltarei se for preciso.

Ouviu o tio trancar a porta no mesmo instante que chutava a parede ao seu lado. Por que fazia essas coisas? Não teria sido mais fácil ignorar aquela discussão e ter ido tomar seu café? Mas não, tinha que se intrometer, tinha que tentar ajudar! Ouvindo uma voz em seu cérebro que dizia que ajudar aos amigos muitas vezes não era o caminho mais fácil, contudo era com certeza o mais certo, procurou ignorar o agora audível ronco de seu estômago e murmurou para si mesmo:

- Ah, fica quieto!

Passou todo final de semana trancado em seu quarto. Seus tios o deixaram sair somente uma vez em cada dia e só lhe deram para comer algumas torradas velhas no domingo pela manhã. Só não estava se sentindo pior porque no sábado à tarde quando retornou da breve ida ao banheiro que lhe foi concedida, encontrou em seu quarto, camuflado por baixo de alguns papéis em sua cômoda, um bom pedaço de bolo e algumas frutas, que certamente tinham sido deixados lá pela senhora Weasley.

Na segunda pela manhã, quando ouviu a porta ser destrancada não pensou em mais nada. Foi logo ao banheiro, se arrumou e em seguida estava saboreando novamente o café da manhã colocado na mesa, antes que seu primo e até mesmo seu tio descessem. Assim que Vernon sentou-se e viu-o comendo avidamente e calado, alisou o grosso bigode e alfinetou.

- Está com a crista mais baixa hoje, não é garoto?

Harry ignorou. Não ia se prejudicar novamente. Não tinha forças para isso de qualquer forma. Engoliu rapidamente a fatia de pão com geléia que segurava, depois bebeu sua xícara de leite e serviu-se mais uma vez antes que percebessem que ele estava comendo mais do que normalmente lhe era destinado.

---~~~---

- Por que você não vai até lá falar com ele?

Hermione perguntou para Ginny na saída no meio da semana. Elas estavam aguardando perto do portão enquanto Ron e Harry conversavam com Neville, um pouco mais afastados. Ela não queria se meter na briga entre os dois amigos, mas não agüentava mais vê-los chateados pelos cantos por estarem brigados. E também não concordava com o que a ruiva tinha feito. Quando ela lhe confidenciara, no final de semana, o que havia ocorrido tinha ficado horrorizada. A amiga tinha corrido um perigo enorme durante todo esse tempo e não contara a ninguém além de Harry. Tinha sido muita sorte que nada de mais grave ocorrera. E isso tudo Ginny devia em grande parte a Harry.

Tinha ciência de que a própria ruiva sabia que havia feito uma grande tolice ao brigar com ele, mas conhecia muito bem a teimosia e o orgulho Weasley para se admirar com o fato dela ainda não ter ido se desculpar. Seguiu o olhar de Ginny que observava disfarçadamente Harry e revirou os olhos ao ouvi-la responder.

- Eu já tentei, mas quando eu me aproximo perco a coragem.

- E por que, posso saber?

- E se ele não me desculpar? – Hermione olhou-a exasperada, mas antes que dissesse qualquer coisa Ginny continuou. – Ele nem mesmo sente a minha falta, não agora que a Padma vive perto dele.

- Parvati. – Hermione replicou calmamente.

- Ahm?

- Não é a Padma quem vive correndo atrás de Harry, é a Parvati.

- Que seja. – Ginny olhou de relance novamente para onde Harry estava e fez uma careta ao divisar novamente uma das gêmeas Patil aproximar-se toda sorrisos.

- Uhm, tem alguém com ciúmes aqui?

- Quem, eu? – Ginny não conseguiu evitar corar, mas desviou o olhar para o chão ao responder. - Não sei por quê.

- Parvati contou para mim que acha que aqueles olhos verdes de Harry são uma perdição.

Hermione quase riu ao ver a rapidez com que Ginny a encarou com a boca entreaberta e os olhos arregalados em espanto. Se ela ainda tivesse alguma dúvida sobre os sentimentos da amiga, teria entendido na hora. Mas Ginny se recompôs rapidamente. Jogou os cabelos cor de fogo para trás e olhou para Hermione com o cenho franzido.

- Isso mostra que pelo menos ela não é cega.

---~~~----

Harry achava aquela rotina imposta pelo tio um pouco torturante, mas tinha estabelecido uma estratégia para ela. Cada vez que Vernon Dursley sintonizava a estação de rádio e o noticiário da guerra começava, procurava pensar em outras coisas e não prestar atenção nas coisas que o locutor dizia. Algumas vezes ele não conseguia fazer isso, é claro. Com os pais em pleno coração da Batalha da Inglaterra¹, ficava impossível não procurar por notícias em meio às informações.

Aquela noite, contudo ele tinha outras coisas povoando sua mente. Fazia uma semana desde que Ginny brigara com ele e desde então mal trocaram uma palavra. Não podia negar que estava se sentindo pior do eu esperava. Tinha decidido que não ia se importar, mas na verdade isso era impossível. Chegara a pensar em ir até ela e dar o primeiro passo para a reconciliação. Mas ele só tinha tentado ajudar. E conseguira, não foi? No final tinha sido melhor contar o que estava acontecendo à diretora.

Blaise Zabini, pelo que todos estavam comentando, havia ido morar subitamente com a avó numa cidade da Irlanda, com a desculpa de que ela estava muito enferma. Coincidência ou não, isso ocorreu logo após a reunião que os pais dele tiveram com a diretora McGonagall, da qual saíram com expressões bastante furiosas. Pelo menos agora tinha certeza de que Ginny estava livre daquele canalha.

Mas o que adiantou? Ela continuava brigada com ele. Era verdade que por duas vezes tinha visto ela se aproximar, mas aparentemente desistira no meio do caminho. Seus pensamentos foram interrompidos abruptamente pelo urro vindo da poltrona logo ao lado do rádio, onde seu tio ouvia as notícias enquanto consumia seu cigarro com longas baforadas e tomava um cálice de conhaque para fechar a noite.

- Esses franceses imprestáveis!

Harry quase sorriu ao pensar na pouca importância que dariam à opinião do tio. Já ia tentando retomar o rumo dos pensamentos quando a voz do locutor sobressaiu a qualquer outra coisa.

“... E parece que os alemães ainda não desistiram de atacar Londres, as Blitz continuam e agora se estendem as outras cidades como Bristol, Liverpool, Birmingham entre outras... Ontem à noite nossas tropas conseguiram bombardear com êxito navios inimigos que estavam no Canal da Mancha... Hoje tivemos um embate difícil com os caças alemães, conseguimos destruir 3 deles, contudo, infelizmente eles também conseguiram atingir dois dos nossos. Os Spitfires pilotados pelos oficiais Christofer Olsen e James Potter foram abatidos sobre Gibraltar...”

Harry olhava para o rádio em cima do móvel caprichosamente lustrado por sua tia como se em algum momento o locutor fosse começar a rir e dizer que era tudo uma grande e estúpida brincadeira. Um soco dado por seu tio no braço da poltrona na qual estava sentado o fez olhar atônito em direção a este, que retribuiu o olhar e disse.

- E agora mais essa. Vamos ter que providenciar algo pra você fazer em troca da moradia.

- Ahm? – O que diabos aquele homem estava falando? A única coisa que reverberava na mente de Harry eram as palavras pronunciadas pelo locutor do rádio “O Spitfire pilotado pelo oficial James Potter foi abatido sobre Gibraltar...”

- Você não entendeu moleque? Seu pai morreu! – O homenzarrão vociferava num misto de ódio e triunfo, como se ver Harry infeliz fosse o néctar dos deuses. - O avião dele foi abatido, e a sua mãe não dá notícias há semanas. Você não tem mais ninguém e só está aqui porque não podemos simplesmente por você para fora. Pelo menos não ainda...

Harry sentiu uma fúria incontrolável tomar conta de seu corpo. Se olhar matasse teria acabado de tirar a vida do tio naquele instante tamanha raiva que tinha. Mas sua raiva maior não era direcionada a Vernon Dursley e sim aquela maldita guerra que estava lhe tirando tudo.

Sua cabeça girou e parecia prestes a explodir. A sensação de que já tinha passado por situação parecida há pouco tempo queimando-o por dentro. Cerrou os punhos com força e fechou os olhos tentando conter a fúria que sentia. Deixou a sala sem ver nada realmente à sua frente e saiu da casa batendo a porta da frente com um estrondo e causando surpresa em sua tia.

Seguiu o rumo do rio não se preocupando com o adiantado da hora, embrenhando-se pela trilha que levava ao lago, indiferente à escuridão cada vez maior. A lua cheia refletia-se nas águas calmas de seu lugar preferido, mas Harry nem percebeu. Seguiu diretamente até a árvore onde o senhor Weasley tinha construído a pequena casa para os filhos e que ele já se acostumara a entrar e sair sem licença, buscando ali o refúgio necessário para extravasar seus sentimentos.


---~~~---

Ginny olhou em volta observando a enorme e aparelhada cozinha da casa dos Dursley. Tinha pedido para ajudar sua mãe naquele sábado com a desculpa de que assim elas terminariam mais rápido. Contudo tinha quase certeza de que sua mãe sabia o verdadeiro motivo.

Retirou o casaquinho que vestia e virou-se rapidamente ao ouvir passos, vindo em direção à cozinha. Mas em vez da pessoa que esperava, Petúnia Dursley apareceu juntamente com sua mãe.

- Então tudo bem, Molly, sua filha pode ficar e ajudá-la. Mas eu não vou pagar nem um pence a mais.

- Sim senhora.

A jovem ficou atenta às vozes na sala e jantar, enquanto realizava suas tarefas, mas em nenhum momento conseguiu perceber a presença de Harry. Ou ele ainda não havia descido para tomar o café, ou não falava muito quando estava ali. Será que ele sabia que ela tinha vindo ajudar sua mãe e a estava evitando? Será que ele evitaria se fosse a Parvati?

Só depois de uma hora que estava ali foi que finalmente soube alguma notícia de Harry. E não eram as melhores. Aproveitando a entrada de uma satisfeita Petúnia na cozinha, Molly perguntou se já poderiam tirar a mesa do café, já que Harry ainda não havia descido para comer. O descaso com que foi respondida assustou-as tanto quanto a resposta que tiveram.

- Eu não sei daquele garoto desde ontem depois que ele saiu porta fora quando ficamos sabendo pelo rádio sobre a morte do pai dele. Acho que ele nem voltou, já que a cama permaneceu intocada. – Ela provou o ponto do doce de pêssegos que Ginny havia parado de mexer com o choque e continuou. – Você poderia preparar um pudim de frutas para a sobremesa?

-S-sim. – Molly respondeu estupefata, enquanto a mulher deixava-as novamente sozinhas.

Ginny apagou o fogo e encarou a mãe. Toda cor havia sumido de seu rosto e seu coração estava apertado em seu peito. Molly parecia tão desconcertada quanto à filha e sentou-se na cadeira perto da mesa, incapaz de controlar o tremor em suas pernas.

- Mãe!

- Onde esse menino estará meu Deus?

- Eu... eu tenho que achá-lo mãe. Ele precisa de mim...

- Você sabe onde ele pode estar?

- Sei... Eu acho que sei...

Desatou o nó do avental que circundava sua cintura e olhou para a mãe. Tinha vindo ajudá-la e agora ia deixá-la novamente sozinha. Molly percebeu a hesitação da filha e tratou logo de acalmá-la.

- Deixe tudo aí que eu dou conta sozinha do serviço. – Virou-se e separou algumas torradas, um pedaço de bolo e uma pequena garrafa com suco. Colocou tudo dentro de um saco de papel e entregou a Ginny. – Leve isso com você, ele não deve ter comido nada desde ontem.

- Obrigada mãe.

Ginny colocou o casaquinho e saiu pela porta dos fundos abraçada ao farnel que sua mãe separara. Tinha de achá-lo de qualquer maneira. Pensou um pouco e então seguiu o caminho para o lago. Toda vez que Harry ficava chateado com alguma coisa ou somente queria ficar sozinho, pensando, ele ia para lá. Contendo o impulso de sair numa carreira desabalada, achou o conhecido trajeto muito maior do que o normal e foi com alívio que chegou ao fim da trilha. Observou a faia onde haviam se conhecido e não viu ninguém. Apressou-se para a casa da árvore agradecendo por conhecer os lugares preferidos de Harry.

Abriu com cuidado a portinhola e respirou aliviada ao ver um vulto encostado perto da janela. Terminou de entrar o mais rápido possível e aproximou-se dele no mesmo instante em que Harry erguia a cabeça que estava descansando sobre seus joelhos. Mesmo com a pouca luminosidade pôde ver as marcas de lágrimas no rosto dele, que nem tentou esconder.

Sem dizer nem mesmo uma palavra Ginny ajoelhou ao lado dele e o abraçou. Não sabia como ia ser recebida por ele, afinal ainda estavam brigados, mas relaxou um pouco quando notou que os braços de Harry a envolviam com força. Com a cabeça dele apoiada em seu ombro, ouviu-o dizer.

- Meu pai...

- Shshshsh... Eu sei.

Ficaram ali longos minutos abraçados. Ginny acariciava os cabelos negros numa tentativa de acalmá-lo. Aos poucos os soluços foram diminuindo até que Harry afastou-se o suficiente para olhar para ela e perguntar incerto.

- Como você...?

- Hoje eu fui junto com a minha mãe para a casa de sua tia. Ela nos contou. – Baixou o olhar para as próprias mãos, agora em seu colo e continuou. – Eu realmente sinto muito, Harry.

- O que vai ser de mim agora, Gin?

- Vem cá. – Ela se acomodou melhor ao lado dele e fez com que ele deitasse a cabeça em seu ombro antes de entrelaçar suas mãos. – Você sabe que sempre pode contar comigo, não é?

- Eu sei, obrigado.

Como resposta Ginny apenas apertou um pouco mais os dedos dele entre os seus. Sabia que a briga entre eles havia sido superada, mas não podia deixar aquela situação terminar assim, então chamou-o baixinho.

- Harry.

- Sim.

- Me desculpe por ter agido daquele jeito depois que me ajudou com o Zabini.

O rapaz desencostou a cabeça do ombro dela e virou-a para olhá-la nos olhos. Os rostos tão próximos que era impossível não sentirem as respirações um do outro. O âmbar dos olhos dela hipnotizados pelos olhos esmeraldas dele.

- Você não tem que se desculpar. Eu tinha prometido a você não contar e...

- Obrigada.

- Gin...

Um movimento imperceptível em direção a ela e Ginny já não conseguia pensar com clareza. Um mínimo espaço separava seu rosto do de Harry, fazendo com que seu coração subitamente batesse descontroladamente e suas mãos começassem a suar. Quando abriu a boca, teve que se esforçar para manter a voz firme ao falar.

- Minha mãe mandou um lanche para você.

Foi como se um choque os acertasse. Seus corpos se afastaram e Ginny levantou-se num pulo indo até onde tinha deixado a sacola de papel e voltando rapidamente. Ignoraram mutuamente os rostos corados quando se olharam novamente. Qualquer palavra parecendo inapropriada para o momento.


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A semana passou como um furacão. Seus amigos tentaram ajudá-lo a superar mais essa fase turbulenta de sua vida. Ronald, Hermione e especialmente Ginny procuravam estar sempre ao lado dele incentivando-o a não se deixar abater. Ele tentava ao máximo satisfazê-los, mesmo que por dentro não fizesse a menor diferença. Nem mesmo as atitudes estúpidas de Draco Malfoy o tiravam do poço de tristeza por mais que alguns minutos.

No final de semana seguinte, Harry ainda se recusava a acreditar que estava órfão. Às vezes, quando ia se deitar, pedia aos céus para que aquilo tudo fosse uma péssima brincadeira e que cedo ou tarde seus pais surgiriam na cidade. Tentara não sucumbir ao desespero mesmo quando seu tio lhe informou de forma triunfante ainda naquela manhã, que passaria a cuidar dos jardins e de outros pequenos serviços em troca do teto e da comida que muito generosamente tinham lhe oferecido.

Naquela tarde tinha combinado com os amigos de irem até a casa de Neville para ouvirem algumas músicas e conversarem um pouco, mas mesmo com Ginny repetindo em seu ouvido que ele precisava se distrair, ele estava muito desanimado para encarar alguém. Tinha tentado transparecer por tanto tempo uma resignação que estava longe de sentir, que estava esgotado. Preferiu ficar sozinho sentado sob a faia naquela tarde de fim de outono, observando o lago à sua frente. Estava tão cansado... Cansado da guerra, da impotência que tinha diante dos acontecimentos que mudaram toda a sua vida... Cansado de esperar que um dia tudo voltasse ao normal. Parecia que haviam se passado séculos desde que deixara Londres e seus pais...

Um barulho de graveto quebrando lhe deu a certeza de que não estava mais sozinho. Devia saber que Ginny ia dar por sua falta e se encarregar de buscá-lo. Aquela ruiva era impossível. Era só ele começar a descer os degraus do desespero que ela o carregava de volta à lucidez o mais rápido que conseguisse. Esboçou um sorriso frágil ainda de olhos fechados que só aumentou ao ouvir seu nome ser chamado.

- Harry.

Mas algo em sua mente soou como um alarme. Aquela não era a voz de Ginny. Abriu os olhos e por um momento o brilho dos raios de sol na superfície do lago ofuscou sua vista. Aqueles cabelos ruivos não eram os de Ginny. Aquela pessoa à sua frente não era a sua grande amiga, ou melhor, era sim.

- Mãe!?

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1 – A Batalha da Inglaterra, foi travada entre a força aérea da Alemanha e a força aérea britânica (RAF – Royal Air Force) durante o segundo semestre de 1940. E consistia em ataques aéreos em Londres (levando a cidade a uma quase completa destruição) e posteriormente a outras cidades inglesas. Essa batalha representou o primeiro movimento alemão de tentativa de invasão das ilhas britânicas.
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NA: Gente eu quero agradecer a todos. Vocês são o máximo, são muito criativas, surgiram várias suposições a cerca de qual seria o interesse da Petúnia em Molly. Só quero deixar claro que nunca tive a intenção de tornar isso um mistério, somente aconteceu, hihihi.

De resto entrem na fila para a festa do bota-fora do Zabini (socos e pontapés serão permitidos). Esse personagem não aparecia na idéia original, ele apenas se intrometeu na história e causou muito estrago. Ele se foi (finalmente consegui retirar o feitiço colante que ele usava pra permanecer na fic) mas deixou o vilão original: Draco Malfoy. Só pra constar, nessa fic o Draco só é loiro. Não é bonito, gostoso ou charmoso, mas mantém um apreço sem explicação por doninhas...

Não vou comentar nada sobre os Potter. Vou esperar pelas opiniões de vocês. Apenas lembrem-se de confiar nessa autora que vos escreve. Obrigada a todos que estão acompanhando a história, aos que comentam sempre, esporadicamente, ou nunca... Um beijo imenso ás minhas irmãs-betas Paty e Pam. Amo vocês.


NB: Foi ótimo ser permitido uns soquinhos e pontapés no bota-fora do Zabini, isso amenizou meu stress causado pela parte final do capítulo. Tadinho do Harry, ouvir no rádio que o pai morreu. Ai como ele sofre. Pelo menos a mãe esta de volta, e vc reparou que ela o encontrou no mesmo lugar que a Gin o viu pela primeira vez? Não reparou?? Eu reparei! rs Pri, você jogou um balde de água fria no quase beijo deles, mas não vou brigar com você, por que tenho certeza que quando esse beijo sair vai ser quente! Amei o capítulo. Amo você. Beijos!

N/B Paty: Ai Merlim!!! Pq eu tenho a ligeira desconfiança que a Pri será azarada por esse final? (assobia) não estou dando idéias, mas se vcs sentirem essa vontade saibam que não foram os únicos hihihi... Ai eu amei esse capítulo, visualizei várias das cenas rssssss... vcs podem me chamar de cruel, mas a parte que a Petúnia sai arrastando o Harry pela orelha eu pude ver claramente, que tia nojenta aff... realmente a parte sobre o avião do James me deixou muito triste, mas esse final foi demais. Então pessoal, acho que aguardamos boas coisas para o próximo capítulo. Beijos mana e amo vc!

Mayana Sodré: Até que não demorou muito pra Harry e Ginny voltarema as boas, não foi? Tá que não foi por um bom motivo, mas... Bjks e obrigada querida pelo apoio.

Sonia Sag: AMIGA QUERIDAAAAAAAAA!!! (gente ela fez uma review tão linda sobre a fic no grupo de ficwriters do multiply que me deixou no céu.) Quanto ao seu comentário... E imagina eu como fiquei ao escrever a cena do Rony "lenhador"!!! Só banho gelado, amore. Te amo. Bjks e obrigada.

Naty L Potter: Você é um amor! A teimosia Weasley corre nas veias, não há nada que se possa fazer quanto a isso, hihihi. Bjks e obrigada.

Bernardo Cardoso Silva: To com saudade de você!!! E não me venha com a velha desculpa de que tem que trabalhar. Eita mania horrorosa!!! KKKKK. Amore o que achou desse (e não me venha com supimpa senão te chamo de fofo.)? Bjks.

Gê Gehrke: AH, que isso! Bjks e obrigada. =D

Srtáh Míííhh: Ainda bem que você entendeu o lado da Gina. Eu mesma quase que não entendi, hihhihi. Aquela cabeçuda... Bom mas o que importa é que eles voltaram às boas. Bjks e obrigada.

Charlotte Ravenclaw: Hahaha, acho que foi exatamente isso que ele pensou... Mulheres!!! Hahahaha. Sua torcida deu certo, a fase Zabini da fic acabou (pelo menos eu acho). Bjks e obrigada.

Luluh Black: Ei, não tem Voldemort, mas tem Hitler... Serve??? Bjks e obrigada pelo carinho.

Aluada e sua irmã Duda: Hahaha. Adorei o comentário. Vocês podem continuar a fazer propaganda da fic eu não ligo, hihihihi. Espero poder contar com os comentários de vocês sempre. E se quiserem dar uma passadinha nas minhas outras fics eu também vou amar. Bjks e obrigada às duas.

Georgea: MANA, esse lance de heroizinho é com o Harry mesmo, já notou? Quando eu menos espero ele surge no meio da cena pra ajudar os outros... Fiquei curiosa de saber o que você tinha pensado sobre o lance Petúnia-Molly. Bjks e obrigada pelo carinho. To com saudades querida.

Sally Owens: Minha consultora querida!!! hahaha adorei o sabão que você passou na Ginny em seu comentário! KKKKK. Mas ela ouviu direitinho e fez o que era certo nesse capítulo. Bom, nem tanto, mas... O que im porta é que no final deu certo. Te amo, bjks e obrigada.

Lanni Lu: pronto descobriu. Não mudei meus planos por causa do seu comentário, fique tranquila. Essa idéia surgiu junto com a fic e foi para estreitar ainda mais os laços entre o Harry e os Weasley. Mas que a sua idéia era muito boa, era... Bjks e obrigada.

Livinha: Você tocou num ponto crucial: hormônios adolescentes! Fazem miséria com a sua pobre lucidez... Faz tempo mas eu lembro, hahahaha. Quanto ao Rony e a Mione eles estão esperando o momento certo de dar o próximo passo, mas estamos falando do Rony então isso pode até demorar. Bjks e obrigada querida.

Ara Potter: Que bom que você gostou, querida. Tava com saudades de você. Bjks.

Ninha: Hahaha, cruel é o meu nome do meio!!!! Sério, eu até que acertei os dois rapidinho, não foi? Em Depois do Funeral eu levei muito mais tempo até que um conseguisse beijar o outro!!! Bjks e obrigada pelo seu comentário.


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