
Penélope ClearWatter
Parte I
A chuva caia torrencialmente, naquela noite. Muitos mortos e escombros, pareciam assombrar o que um dia fora aquele castelo. Havia mortos, feridos e desaparecidos, ninguém queria voltar pra casa sem saber noticias daqueles que gostavam. Escapar da prisão imediata fora uma consequência dos atos acertados no meio de tantos erros. Lucius Malfoy fizera as escolhas erradas para si mesmo e para a sua família. O alento era que para ele próprio não haveria salvação, mas talvez ainda houvesse tempo de refazer a vida de sua esposa e de seu filho. E se esse não tivesse o coração tão obscurecido pela vingança.
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Chateado caminhava pelos escombros do castelo. Todos estavam atrás de amigos e parentes. Mas ele não precisava encontrar ninguém, todos os ‘’amiguinhos’’ comensais estavam mortos, zabini fora esperto o suficiente para se mandar antes do caos se instalar. Pansy também havia dado o fora. Ele ficara só. Havia caos e soube na confusão que a Granger estava desaparecida. Era bem feito! Mas tinha que admitir aquela garota era corajosa e tinha potencial. Resolveu caminhar pelo terreno da escola, fora do castelo o caos não era menor, só havia menos corpos, reduzidamente estava os corpos dos seguidores de Voldemort esperando para serem recolhidos depois dos seguidores de Harry Potter. Porque ele tinha que ser um filho da puta bonzinho? Todos o veneravam, e ele o odiava a cada dia mais. Queria ver ele perder o controle, queria ver Harry fazer coisas maus e poder dizer a todos: está vendo o que o bom garoto fez? Ele também tem um lado obscuro!
Riu de seus próprios pensamentos e sentiu a inveja doer em seu peito e deixar a sua boca amarga! Não tinha motivos para invejar Harry, mas olhando de relance para a trajetória de sua vida, o que via? Inveja. Talvez não apenas desejo de ser ovacionado como Harry era. Honras e mais honras para o menino que sobreviveu, e para ele que sempre seguira Voldmord através de seu pai, não havia nada! Nada!
Ainda podia ouvir o choro de dor dos Weasley´s, chorando por deles. Não entendia o porquê, era apenas mais um... Suspirou resignado, não era possível estar com inveja dos Weasley’s também. Pensou na primeira vez que vira Potter, estava com Ronald Weasley e lhe negara a mão estendida, e já dissera de cara que ele seria a companhia errada. Então o odiara ainda criança, e agora o odiava, aos dois. Já homens feitos, mas o ódio ainda era o mesmo. Não, não era o mesmo, era mais duro, mais selvagem. E mesmo que Harry tivesse o salvado da prisão temporariamente tinha certeza de que ele faria a mesma coisa, mais tarde num julgamento formal, afinal se tratava do santo Potter. Mas mesmo assim tinha vontade de fazê-lo sofrer fazer com que ele sentisse um pouco de dor e rejeição como ele sentia.
Ouviu alguém chorando. Um choro fraco vindo debaixo de um amontados de corpos e braços, certamente estavam quebrados, devido aos ângulos estanhos que eles pendiam. Apontou a varinha e os removeu o mais silenciosamente possível.
Seus olhos quase saltaram nas órbitas, quando viu o corpo jovem, porém sujo e suado, embaixo dos comensais mortos. Ela chorava baixo, sem abrir os olhos. Retirou o restante do peso de cima dela, e a tocou. Estava semi-consciente e chorava baixo.
_Granger?
_Rony! Rony! - ela balbuciou entre dentes, sua face inchada, devia ter sido atingida muitas vezes. – Harry!
A raiva estourou dentro do peito dele como um estopim. Até ali, praticamente a beira da morte. Ela chamava por eles. E eles viriam, tão logo soubessem onde ela estava. Mas eles não precisavam saber? Precisavam?
Ergueu-a nos braços, e pensou que ela não pesava quase nada. Os sussurros de dor e devaneios passaram, e ela ficou imóvel e em silêncio, apenas a respiração fraca. Seguiu para a casa dos gritos com passos rápidos. Não a levaria ao castelo. Ela era a sua chance de se vingar de Potter e Weasley. E não desperdiçaria mais nenhuma chance de sua vida. Não mesmo!
Deitou-a num dos colchões conjurado, e limpou o rosto dela, com a manga da própria blusa. O sorriso de lado que tanto gostava e chamava atenção das meninas, apareceu. Era ela mesma, Granger em pessoa. Fraca, debilitada inconsciente!
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Semanas depois...
‘’Lucius Malfoy condenado em primeira instância. ’’
As letras garrafais estavam na primeira página do profeta de diário, mas não era a maior. Uma foto da Granger trazia a manchete de praticamente todos os dias, desde a batalha final.
“Desaparecida! Ainda está desaparecida a senhora Hermione Jane Granger. Potter oferece milhões de galeões para quem trouxer uma notícia de sua amiga.’’
Sorriu, sentindo satisfação, ao olhar para a cama, o quarto era pequeno, e sem muita iluminação. O apartamento na região trouxa de Londres, era ótimo, havia grades, e era discreto. Era lá que mantivera Granger todo esse tempo. Os primeiros dias ela estivera inconsciente devido aos feitiços e azarações recebidas certamente durante a batalha. As outras semanas ele mesmo cuidou de mantê-la inconsciente com medicamentos até que se resolvesse algumas pendências sobre a guerra.
O fato de ser um Malfoy já dificultava a sua vida. Era perseguido, e tinha que agir com cautela para não ser pego. Ouviu-a murmurar, como tantas outras vezes, mas estava definitivamente de bom humor, e não iria sedá-la de imediato.
_Oi Granger? Tudo bem?- ele disse se abaixando próximo a cama.
_Água. Água. – ela murmurou.
Hermione tinha a garganta seca e os goles de água foram uma salvação para sua mente nesse momento.
_Está melhor?
_Quem é você? Onde eu estou? - a voz débil foi uma brisa fraca naquele quarto quente.
_Quem sou eu? Pensei que soubesse.
_Onde eu estou?
_Segura. E a única coisa que precisa saber.
Hermione virou seu pescoço de lado, sua cabeça pareceu pesar uma tonelada. O homem loiro abaixado em sua cabeceira era um completo estranho. Olhou seus olhos cinza e seus cabelos platinados, mas sua mente era um branco completamente branco.
_Não sabe meu nome?
Ele perguntou eufórico e ela piscou muitas vezes.
_Você me chamou de quê? Granger? Quem é Granger?
_Não te chamei de Granger. Mas eu sou Draco. Draco Malfoy? Não se lembra de mim?
_Não.
Ela disse tímida, e Draco sorriu, um sorriso que atravessou seu rosto. A sorte estava com ele.
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Draco a ajudou pacientemente a entrar no banheiro, e permaneceu do lado de fora, enquanto ela se equilibrava no banho. Sentindo-se um perfeito cavaleiro em não oferecer ajuda. Seu cérebro estava a mil por hora, trabalhando tentando achar uma maneira de entregá-la a Potter, mas de forma que o humilhasse, ou apenas talvez que o fizesse-se sentir grato por ele. Talvez a entregasse apenas para parar em todos os noticiários como o salvador da sangue-ruim, e assim haveria uma dívida para com ele. E que ele saberia muito bem cobrar.
Olhou de soslaio, para a porta entreaberta do pequeno banheiro e seus olhos não podiam crer.
O Box estava aberto, e ela completamente nua, seus cabelos longos desciam molhados pelas costas, numa cascata elegante e sensual, seu traseiro era redondo, e empinado, a curva de seus seios uma tentação. Gemeu sentindo a excitação o dominar, e em sua mente idéias que antes não tinham lhe surgiu... Talvez sua vingança fosse mais prazerosa do que imaginara...
Hermione cobriu-se com um robe felpudo verde que encontrou no banheiro, e saiu novamente para o pequeno quarto.
_Estou com um pouco de dor de cabeça. Tem alguma coisa para aliviar?- ela disse com a voz doce - Pode me dizer meu nome Draco? E onde eu estou? Não consigo me lembrar de nada. Estava tentando durante o banho, mas não me lembro quem eu sou.
Draco a analisou por alguns segundos, e se levantou oferecendo a ela uma xícara de café, métodos trouxas, para não alarmar.
_Seu nome é Penélope ClearWatter.
_O quê? Isso me soa estranho!
_E você é minha noiva!
_Eu? Mas eu não me lembro de você!
_Você bateu forte com a cabeça, foi isso. Estávamos juntos, na minha casa e você caiu da escada. Fico feliz que esteja bem. - ele disse lhe entregando uma xícara de café.
Hermione a pegou completamente trêmula, e se sentou olhando para o café fumegante. Sua mente estava confusa... Confusamente branca!
_Mas eu...
_Você ficara bem Penélope... Eu vou cuidar de você. Seremos como antes! - ele disse e a ajudou a se deitar novamente. - Durma um pouco. Vou pegar um remédio para você! – ele disse e beijou o topo da cabeça da morena.
O perfume do banho recém-tomado o invadiu, a pele extremamente macia, o alertando de que precisaria tomar cuidado. Ela não levou mais do que dois minutos para adormecer profundamente.
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A biblioteca da mansão seria inspecionada pelo ministério, muito em breve, por isso Draco foi para onde estava o compartimento escondido e pegou o livro da família. As letras bordados em camurça negra: Magias negras especiais.
Aquele era um livro talvez único, escrito pelos primeiros Malfoys. E acompanhava-os em gerações, seu pai lhe presenteara com ele, quando entrou em Hogwarts, mas só tivera coragem de abrí-lo uma ou duas vezes na vida. E tivera pesadelos, por uma semana a cada vez que vira aquelas páginas. Os feitiços eram coisas realmente sujas e que alteravam uma vida. Alguns fariam as pessoas preferirem a morte. Mas tinha certeza de que vira um feitiço sobre mentes que lhe seria útil. Trancou-se em seu quarto e em poucos minutos estava lá:
‘’ Mentium Mutarre’’
Em menos de meia hora estava lá novamente, olhando para a mulher adormecida contra os lençóis negros. Apontou a varinha para ela, e murmurou os feitiços...
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Hermione acordou e se levantou, estava com muita fome. A mesa num canto do quarto estava repleta de guloseimas. Sentindo o cheiro bom de pão ficou de pé rapidamente e foi até a mesa. Haviam flores e um bilhete. Pegou antes de comer. A letra era bem trabalhada e firme, como se fosse impressa por alguma máquina, mas era a mão:
‘’Penélope, meu amor. Espero que goste das flores e das frutas. Imaginei que fosse apreciar. Logo estarei contigo! Do seu amor, Draco Malfoy. ‘’
Sorriu se lembrando do sorriso de lado do seu namorado. Passou as mãos pelos cabelos, os notando tão curtos que era impossível amarra-los, achou estranho, mas seu estômago roncou e ela pensou em Draco: Ele era lindo! Aproveitou o banquete sozinha, esperando que ele chegasse...
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Draco suspirou quando o aparelho trouxa tocou e foi atendido do outro lado.
_Mas que porra você faz que não atende o telefone?
_Olá Draco! Sempre impaciente. Você nunca me liga achei que não gostasse dos aparelhos trouxas.
_Eu não gosto. Mas queria falar contigo. Preciso de um favor, quero que me ajude a registrar alguém no mundo bruxo.
_Como assim? Eu pensei que tivesse deixado os hábitos ilícitos.
_Não fale demais. Escuto quero que registre uma bruxa, 18 anos, nascida trouxa. O nome é Penélope ClearWatter. Ela está comigo, e preciso de uma ficha para ela se registrar na escola, acredito que uma transferência basta para que a aceitem.
_O que está aprontando amigo? Isso não é fácil, e onde arrumou uma garota assim.
_Escuta isso não vem ao caso, ela é minha namorada, levarei ela para Hogwarts logo que as aulas voltem, e só quero que me ajudem com isso. Você conhece esses aparelhos trouxas como ninguém vai conseguir a documentação.
_Vou tentar. Me de 5 minutos, vou ver com uns contatos. - ele disse desligando.
Draco jogou o aparelho sobre a mesa, e pegou o profeta diário para ler, a manchete principal ainda era sobre o desaparecimento da Granger. Olhou enojado para a foto feliz do trio que se remexia a sua frente. O aparelho tocou novamente.
_Penélope ClearWatter foi aluna da Corvinal, há alguns anos atrás, namorou com Percy Weasley. Não pode usar esse nome.
_Posso e vou, ela pode ter uma parenta perdida.
_Penélope foi assassinada por comensais justamente com sua família, não há maneira de ser uma parenta, ainda mais com o mesmo nome.
_E por acaso, há apenas uma família na face da terra chama ClearWatter? Não posso mudar de nome, não vou ferrar mais a mente da infeliz.
_Draco... Quero que me fale o que está fazendo.
_Arrume isso e te apresento minha namorada ok?
_Inferno Draco, não podemos fazer isso?
_zabini, você é o meu único amigo! E sei que tem vínculos no mundo mágico e no trouxa, se você não consegue fazer isso ninguém mais consegue!
_Vinte quatro horas, se não conseguir, pensa em outra coisa ok?!
_Combinado, mas Blaise, consiga. Porque não há outra saída para o que eu já fiz.
_Merda! - Zabine praguejou e desligou.
Draco caminhou até o apartamento, e encontrou Hermione sentada na cama ainda tomando suco, enquanto lia uma revista trouxa.
_Olá!
_Oi! - Hermione se levantou até ele e ao abraçou.
Draco estremeceu com o contato de seus corpos não esperava aquela recepção.
_Eu não aguentava mais ficar sozinha!- ela disse mais como desculpa.
_Tudo bem.
_Trouxe roupas para você! - Sorriu
_Estou mesmo precisando! - ela lhe disse tão carinhosamente, que ele teve vontade de rir.
_Escuta, me fale de você! – Draco pediu se sentando na cama, enquanto ela entrava no banheiro para se trocar, mas deixou a porta aberta para que pudessem falar.
_Falar de mim? Amor, ficou maluco? - ela disse e ele pode ouvir o barulho do tecido da roupa
que ela usaria.
_Gosto de ouvir a sua voz!
_Você é maluco! Bem sou Penélope ClearWatter nasci no Brasil, Rio de Janeiro, para ser mais exata. Mas meus pais se mudaram para Austrália, quando eu era muito pequena, frequentei uma escola bruxa por lá, uma escola de garotas. Horrível, ficar com tantas mulheres. Mudei-me para Londres ano passado, e conheci o amor da minha vida no beco diagonal. Draco Malfoy, o loiro mais lindo e cobiçado de Hogwarts. Escola que devo entrar muito em breve, não é meu lindo? - ela disse e apareceu na porta do banheiro.
Draco que olhava para as mãos enquanto ela falava, levantou as vistas, e não pode dizer nada. Simplesmente nada. A calça jeans de cintura baixa caíra perfeitamente sobre os quadris, mas pareciam malditamente apertadas. A blusa era uma baby look, minúscula com o desenho de uma banda de rock trouxa: Nirvana. Ela caminhou descalça, e retirou a embalagem da sacola um par de sandálias de salto alto. Sentou-se na cama, e colocou-as rapidamente.
_Amor? Amor?
_Oi.
_ Pronto! Gostou de ouvir a minha voz?
_Mais do que imagina! - ele disse com um sorriso pálido.
_Draco, eu queria entender onde estão as minhas coisas?
_Eu... Eu... – Draco gaguejou e ficou de pé, caminhou até ela e a abraçou, não entendera o motivo daquela atitude, simplesmente a abraçou.
_Querida, sua casa foi atacada durante as últimas batalhas do confronto entre Harry Potter e Voldemort. Se esqueceu? Eu fiquei de comprar tudo novamente para você. Mas você caiu e bateu a cabeça, ficou desacordada durante dias.
_É mesmo!
_Meus medibruxos particulares te deram alta, e me deixaram cuidar de você em casa.
_Ah, melhor do que ficar num hospital não é? Onde está a minha varinha? - ela se afastou e lhe estendeu as mãos, esperando receber o objeto.
Draco a olhou e respirou pesado, aquele jogo seria sério. Muito sério. Conjurou a varinha sem mexer os lábios, e quando a segurou em seus dedos e estendeu para ela, hesitou.
_É bom ter ela de volta! – ela disse sorrindo.
Os dedos dela pegaram justamente encima dos deles e ela sorriu.
_Obrigado amor! - ela deu um beijo rápido nos lábios dele.
Draco não pode evitar arregalar os olhos e se surpreender com o contato.
_Vamos? Você me prometeu ir às compras. O beco diagonal me espera. Preciso dos materiais para a escola.
_Não vamos ao beco diagonal! Eu mandei um elfo doméstico comprar nossas listas e nossos uniformes novos. Vamos a Londres trouxa. – ele disse rapidamente.
_Londres trouxa? Ficou doido? Pensei que odiasse ir lá.
_Não quando estou com você. – ele sorriu de lado e ela respondeu – Lá encontraremos mais roupas sexys, quero você arrasando naquela escola. Não encontraremos isso no beco diagonal.
_Sempre exibicionista!
_Tenho motivos querida! Muitos! - ela sorriu e abriu a porta.
Era estranho ver ela na porta prestes a sair. Mas era assim que devia ser, mantê-la presa era inútil para sua vingança. E a mente dela parecia instável. Precisava apenas receber a ligação de Blaise.
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Na limusine, estavam ambos em silêncio quando o aparelho trouxa vibrou e ele o retirou de sua jaqueta preta, Hermione o olhou de lado. Sorrindo.
_Tão estupidamente trouxa!
Ele suspirou resignado, ela o provocava. Atendeu.
_Feito Malfoy. E já estou em Londres, exijo uma explicação. – a voz de zabini era forte.
_Dez minutos e me encontre no DiamondMall.
_Aquele shopping trouxa? Ficou maluco? Desde quando frequenta esses lugares?
_Ah, não enche, te espero lá. – ele desligou, e Hermione sorriu debochada.
_Não ria. Eu uso sim aparelhos trouxas quando necessário. – ele disse irritado.
_Ah não fique irritado comigo! Não é um bom negócio ficar de mal com o noivo quando estamos indo as compras.
_Consumista e interesseira. Eu sempre soube! - ele arqueou a sobrancelha sugestivamente.
_Insuportável! – ela se aconchegou a ele. E ele ficou tenso, dando graças do carro parar.
Desceu rapidamente, e a puxou pelas mãos. Escolheu um restaurante qualquer. Que estivesse vazio, e escolheu uma mesa mais no fundo.
_Não vamos às lojas primeiro?
_Preciso encontrar com o Zabini primeiro.
_Zabini?
_Sim, meu melhor amigo. Querida? Você está mesmo bem?
_Claro, vou ao toalete e volto num segundo.
Ela saiu e Draco sentiu seu coração saltar. Ficar longe dela, lhe dava aflição, se algo desse errado... Apreensivo tamborilou os dedos na mesa, e olhou no relógio em seu pulso. Distraído não viu Blaise se aproximando.
_Vai me contar logo, em que se meteu? Ou vou precisar te socar primeiro? - a voz forte do rapaz alto e negro o fez saltar.
_Inferno, Blaise! Você me assustou.
_Você está agindo como se o Lorde das trevas estivesse atrás de você!
_Ah esquece esse idiota, por Merlin. Ele é um passado que não quero lembrar!
_Tudo bem, fala logo, o que está havendo?
_Eu sequestrei uma pessoa. – Draco disse seco.
_Quê? Porque diabos fez isso? Draco você é herdeiro da fortuna Malfoy, porque precisaria de sequestrar alguém para pegar o dinheiro do resgaste? – ele disse incrédulo e Draco rolou os olhos entediado.
_Idiota, quem disse que quero o resgate?
_E porque em nome de Merlin sequestraria uma garota? Não imagino um homem como você atrás de uma prostituta.
_Quem precisaria de uma prostituta? - a voz de Hermione era de indignação com o assunto, certamente nenhuma noiva gostaria de em sã consciência ouvir a menção do nome de seu noivo e da palavra prostituta na mesma frase.
Blaise se virou rapidamente, e encarou a mulher alta, lançou-lhe um olhar clínico, da cabeça aos pés, demorando-se nas curvas de seus seios e em seus quadris. Voltou a analisar o rosto bonito, e os lábios brilhantes por causa do gloss recém passado.
Ele abriu a boca, e nenhum som saiu, virou-se para seu melhor amigo com olhos inquisidores.
_Sim, essa é minha noiva Penélope ClearWatter. – Draco apressou em dizer, já que Blaise estava prestes a dizer o nome dela.
_Ei, pode passar o guardanapos ao seu amiguinho amor! Ele vai babar se continuar olhando meus seios. Você me conhece de algum lugar? - ela perguntou fechando a cara e se sentando ao lado de Draco. Enquanto o garçom servia uma bebida, que Draco pedira anteriormente para os três.
Hermione passou os dedos delicadamente pelos cabelos.
E Blaise a olhou desconcertado.
_Amigo! Eu te disse que minha noiva era linda! E que seria uma surpresa! - Draco riu da cara de idiota dele, ao olhar para a mulher a sua frente.
_Sim, mas não me disse que era uma pessoa de sangue tão nobre. E tão bela! - ele disse galanteador, mas porém ainda muito constrangido.
_Sem cantar minha noiva, por favor. Ela é única, mas é minha e está sob meus cuidados, portanto Zabine tira os olhos! - Draco brincou e zabini estranhou.
_Sorte sua. Senão tentaria roubar sua namorada num duelo.
Hermione sorriu.
Minutos depois caminhavam os três pelas lojas do shopping.
_Amor, se importa de ir à loja de lingerie primeiro? Eu e Blaise temos uns assuntos chatos, e espero que me faça uma surpresinha que tal? - Draco sugeriu dengoso a abraçando.
Os lábios dele de encontro ao pescoço dela, aspirando fortemente o cheiro agradável. Draco sentiu um frio na barriga seria excitação?
Ela sorriu e lhe estendeu as mãos. Ele devolveu o sorriso e lhe entregou cartão de crédito, se aproximou novamente e disse no ouvido dela.
_A senha é luxúria.
Hermione não pode evitar rir alto.
_Vindo de você, arrogante! É esperado!
Draco piscou-lhe sensualmente e tocou o rosto dela.
_Vai lá doçura!
Hermione saiu ainda rindo, e logo entrou na loja, uma moça a atendeu.
_Em nome de Merlim, me explica o que está fazendo com a Granger? E porque de repente ela está tão sexy? E vocês estão namorando?
_Noivos. - Draco corrigiu.
_Caralho! Ela está desaparecida, se te descobrem com ela, está fudido!
_Essa não é a Granger. Ela se chama Penélope ClearWatter. E espero que tenha arrumado a documentação dela.
_Que porra Draco! Não pensei que fosse algo tão sério. Onde quer chegar com tudo isso? Não está querendo levá-la para Hogwarts não é?
Draco sorriu de banda.
_Ah não! Escuta, você perdeu o juízo? A noção do perigo?
_Eu a encontrei no meio dos escombros, não era meu plano inicial. Mas ela perdeu a memória, então resolvi dar-lhe uma memória nova.
_Obliviate?
_Coisa de iniciante. ‘’ Mentium Mutarre’’!
_O quê? De onde tirou isso? Espero que não seja...
_Sim, foi daquele pequeno legado da minha família.
_Merlin! Você pirou?
_Não, vou entrar em Hogwarts com ela, de mãos dadas. Ele está comigo, obedece a mim, acha que é minha. Esta apaixonada por mim. E eu espero mesmo que o cicatriz e o cenoura ambulante façam caras piores do que a sua quando a virem.
_E quando ela recuperar a memória? E se vê-los for um agravante para melhorar a memória dela?
_É um feitiço forte. Das trevas. Só eu posso retirá-lo. E se a mente dela se regenerar. Mas bloquei isso também. Ela só vai melhorar quando eu quiser.
_Maluco! É a palavra! Você vai transar com ela?
_Cara! Cala a boca! Ela é a Granger! Sangue ruim! Ficou louco!
_Louco é você se não olhou pra as curvas dela. Caramba, como ela conseguiu esconder isso tudo? E será que os cegos do Potter e do Weasley não viram isso? Se bem que deviam andar ocupados comendo um ao outro.
_Arg! Me poupe desses detalhes ok? Mas o fato é que quero-a em Hogwarts e de preferência na sonserina, caso haja divisão de casas ainda.
_Beije meu traseiro Draco Malfoy. Ela já está matriculada!
_É bom conhecer pessoas razoavelmente eficientes.
_Seu hipogrifo manco! - Blaise resmungou e Hermione se aproximou com uma sacola pequena escrita Victoria Secrets.
Blaise olhou com deboche para Draco e esse revirou os olhos entediados.
Os três andaram por diversas lojas. Draco e Blaise pacientemente esperando que ela escolhesse as suas roupas. Afinal ela era a noiva de Draco e jamais ele permitiria que sua noiva se vestisse mal. Cansados, sentaram-se num quiosque, Draco estava verde, realmente detestando o lugar. Diferente de Hermione que parecia tão à vontade.
Blaise deu uma grande mordida no sanduíche, que fez Hermione rir, era como se já tivesse vivido aquilo antes, mas não com o rapaz a sua frente.
_Blaise por Merlin, homem, você está em público!
_A comida trouxa é verdadeiramente saborosa.
_Claro! Principalmente se bem degustada! - ela zombou.
_Então Penélope, o casamento sai para quando? – Blaise perguntou indiscreto e Draco chutou a sua canela, e ele resmungou.
_Bem. Somos muito novos para nos casar. O país acaba de sair de uma guerra. Há muita crise no sistema financeiro. Acho que podemos lidar apenas com sexo e estudos no momento. - ela disse displicente e Blaise tossiu como se engasgasse.
_Vou ao toalete antes de irmos pra casa. – ela disse e se levantou tão logo ela estivesse longe Blaise disse:
_Ouviu isso, vão lhe dar com sexo! Draco seu filho da puta sortudo!
_Eu não vou transar com ela.
_Mas ela disse isso com convicção de quem entende do assunto.
_É porque eu lhe dei algumas memórias digamos, mais picantes, sobre nos dois. – Draco disse enrubescendo.
_Enrubescendo Draco? Ah ela deve ser uma coisa na cama não é mesmo?
_Por Deus Blaise ela deve ser virgem ainda. Só pensa que nos já...
Draco ia dizendo quando olhou mais adiante, Hermione acabara de trombar com um brutamonte, que derrubara suco em sua blusa curta molhando a morena.
Draco se levantou como um raio e passou por diversas mesas, antes de se aproximar pode ver o rapaz tentando limpar a blusa, e Hermione insistindo que não precisava.
_Ei! Tira as mãos! - Draco gritou antes de chegar perto.
_Calma cara, eu estou tentando me desculpar e ajuda-la se limpar.
_Você ia tocar os seios dela. Sem vergonha!
_Olha aqui seu loiro idiota, foi um acidente. E eu estou tentando me desculpar. – o cara disse irritado. E então Hermione percebeu que o cara tinha o dobro do tamanho de Draco.
_Calma Draco! Foi um acidente, ele estava tentando ser gentil.
_Gentil? Gentil uma porra!
_Não grite com uma mulher.
_Grito com quem quiser, e ela é minha noiva.
_Então a trate com respeito seu imbecil. - o cara disse e desferiu um soco em Draco que o derrubou encima de Hermione, os dois indo parar no chão.
Draco se levantou como um raio, e avançou sobre o rapaz furioso, sem se importar com nada. Blaise lançou um feitiço atordoante no cara, e tirou Draco de cima dele. Juntamente com Hermione o chamando para ir embora. Draco entrou no taxi, xingando horrores. Blaise gritou com ele:
_Para com isso Malfoy, o que estava pensando? Atacar o cara daquela maneira!
_Ele tentou passar a mão na minha garota seu estúpido!
_Não foi nada disso Draco! - Hermione disse irritada.
_Sua garota?! - Blaise o olhou nos olhos, queria perguntar a ele porque ele se importava tanto, mas aquele não seria o momento. Principalmente com Hermione ali.
_Cala a boca vocês dois. Estou com dor de cabeça.
_Deve ser pelo soco que levou no olho. Deixa eu lançar um feitiço de cura!
_Me deixa em paz!- ele se irritou e ela se encolheu em seu lugar.
**************
Draco despediu de Blaise com mau humor, e levou Hermione até a entrada do apartamento. Ambos calados. Quando ele abriu a porta ela hesitou em entrar.
_Quer entrar? Posso cuidar de você, e quem sabe te ajudar a relaxar você está tenso demais. – ela disse doce, e tímida.
Draco a admirou, nunca em sua vida imaginaria ouvir aquelas palavras da Granger, mas ela era o que era, mesmo que tivesse alterado a sua mente sua essência era aquela. Certamente tinha aflorado sua sensualidade e tornado a sua coragem voltada para si mesmo, e para seu corpo.
_Não Penélope. Hoje não, volto depois de amanhã, para irmos à escola. – ele disse seco. Tentando conter a vontade de aceitar o convite para relaxar.
Talvez precisasse mesmo estar com uma mulher e sentir prazer. Mas por enquanto aquele não era seus planos não com ela.
Passaria em casa, tomaria um banho e sairia novamente.
_Mas... Ficarei sozinha o dia todo? - ela falou em desagrado.
_Você comprou alguns livros, também trouxe aquele computador trouxa. Tenho certeza de que ficara bem sem mim. Preciso resolver umas coisas amanhã. – ele disse e a abraçou e beijou o alto de seus cabelos.
Hermione sorriu em desagrado, eram noivos se amavam, e ela esperava um beijo, e o afago com os lábios em seus cabelos era o único que ela conseguira dele, nos últimos dias. Ah houve um contato de lábios, algo gelado, e sem emoção. Às vezes tinha a impressão que ele evitava tocá-la. Mas devia estar sonhando. Draco era seu noivo, seu amor. Sua vida!
_Tudo bem, boa noite! - ela disse e fechou aporta na cara de Draco.
Ele sorriu, ela era uma filha da mãe egoísta e isso não mudaria!
_Boa noite Granger!- ele sussurrou antes de aparatar.
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Quando Draco chegou ao apartamento encontrou Hermione pronta para sair.
_Oi! - ela lhe sorriu - Já estou pronta! Imagino que não goste de atrasos.
Draco ergueu a sobrancelha, ela era irritantemente previsível.
_Tudo bem. Podemos ir?
_Você não vai me dar um beijo?- ela perguntou quando ele pegou o seu malão.
Draco se aproximou e segurou-a pelos braços. Hermione o olhou aqueles olhos cinzas a encarando friamente. Permanecia como se queimasse a sua pele.
_Draco o que está... Fazendo?
Draco meneou a cabeça, ela estava tão estonteantemente linda! E o perfume? Merlin era algo tentador.
_Nada! - ele disse e uniu seu lábio ao dela, de forma rápida. Era claro que ela lambeu os lábios rosados, e os sentiu com a língua, buscando mais contato. Mas ele evitou, e se afastou.
_Não podemos nos atrasar o expresso de Hogwarts nunca espera.
Ela sorriu sedutora e os dois saíram fechando a porta do quarto, como se selassem mais uma etapa de suas vidas.
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Hermione abriu a boca, diante da grande locomotiva de ferro. Era uma máquina antiga e muito bonita. As pessoas se acotovelavam se despediam e sorriam e choravam com a despedida. Era estranho, mesmo sendo a primeira vez que estivesse ali, sentia como se conhecesse muito bem aquele lugar. Mas seu noivo parecia visivelmente nervoso.
_Draco é tão lindo que tenho vontade de me sentar aqui e esperar o trem partir.
_Não queridinha. Estaremos dentro dele. Vem, temos um vagão.
_Um vagão? Merlin!
_Vamos logo não quero ser importunado. - ele disse de visível mal humor.
_Mas é bom, estar aqui. Ver essas pessoas todas e... - ela disse sonhadora.
_E nada. Venha logo!
Ele disse e a segurou pelas mãos a levando para dentro do trem.
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Gina suspirou pesadamente quando se viram na estação.
_Merlin, é tão difícil! Recomeçar!
_Não imagina o quão difícil é pra mim! - Harry sussurrou.
_Eu só vou voltar porque quero encontra-la. Acho que teremos mais chances se tivermos em Hogwarts. – Rony disse.
_Sim, e também porque mamãe e papai nos obrigaram. - Gina concluiu- O que será diferente?
_Tudo sem a Hermione. – Harry resmungou.
E cumprimentaram Neville que chegava eufórico.
_Ei, olá! Vocês viram que o Malfoy também está de volta. E com uma noiva!
_O quê? – os três perguntaram em uníssono.
_Está o maior alvoroço na estação. Ele chegou, eu não a vi, mas parece que ela é bonita! - ele contou entusiasmado.
_Malfoy noivo? Essa é boa! Quem é a louca que vai querer aquele traidor filho da puta? – Rony disse enfurecido.
_Isso pouco importa quem é a vagabunda que está ao lado dele. Ele não presta, e vai continuar não prestando. Ainda mais depois de que ele teve a chance de mudar de lado e não mudou. - Harry disse rancoroso.
_Não creio que fosse muitas opções dele ali. Os pais dele estavam do lado de Voldmord e poderiam ser mortos em represaria. - Gina disse sabiamente.
_O mundo não ia perder nada de bom não é mesmo?- Rony resmungou.
_Rony, eram os pais deles. Bons ou não, os únicos que ele já teve. – Gina protestou.
_Está defendendo ele demais não acha Ginevra? – Harry disse ciumento.
_Ah, olha só não é questão de defender. O fato é que ele voltou noivo. - Gina disse irritada.
_Sim, e se enfiou na cabine com a tal. Deve ser a pessoa mais irritante da face da terra, para suportar ele. - Neville completou.
_Isso pouco me importa. Se ele está noivo, casado, desquitado, namorando ou só pegando alguém. Eu quero apenas que ele se exploda ok? – Harry saiu para dar uma volta entre os vagões.
O clima entre os amigos de outrora jamais seria o mesmo sem que Hermione estivesse de volta. Estavam magoados, machucados, ansiosos para encontrá-la.
Harry sabia que todos o olhavam com olhos curiosos, e sabia que seria assim, mas queria estar ali, devia ter trago a sua capa de invisibilidade, assim se sentiria melhor. Quando passou pelo vagão onde muitos dos alunos que foram da sonserina estavam, escutou a voz indiscutível de Draco:
_Não Penélope, eu quero que fiquemos aqui sozinhos nós dois. - Draco protestou quando viu Harry se aproximar.
Hermione não entendia só queria conhecer a locomotiva, e de repente seu noivo que era tão distante e alheio a ela e seus beijos, a segurou pela cintura, a apertou contra o metal frio e a beijou. Um beijo impetuoso, sua língua buscando a dela deixando-a sem fôlego. Foi um aperto tão firme que ela pode sentir o contorno de seu membro contra seu corpo e foi inevitável perceber que ele se excitara, e embora tivesse irritava com o fato dele não permitir seu pequeno passeio, a novidade daquele aperto alegrou seu coração.
Harry olhou irritado, Draco Malfoy se apertar com a sua noiva, ou quem quer que fosse. O fato era que estavam tão atracados que Harry se pegou pensando em sexo no mesmo instante. Aquilo era nojento e irritante, mas ela parecia combinar perfeitamente com ele, de soslaio pode vislumbrar o encaixe de seus corpos, era perfeito. Talvez ela fosse um pé no saco como ele. Mas pelo menos ele estava feliz. Tinha consciência de que ser um Malfoy não era totalmente fácil, aliás para ser chato e insuportável também precisa ser esforçado. E Draco Malfoy realmente fazia seu esforço valer à pena. Saiu depressa querendo esquecer aquela maldita cena.
_Draco, o que foi isso?- Hermione perguntou arfante.
_Quero te dar um motivo para permanecer na cabine comigo! - ele sorriu de lado. E ela devolveu o sorriso alegre.
_Mas faça valer a pena. - ela disse mandona.
_Farei.
***
Draco Malfoy estava entregue. Ele concluiu quando notou as mãos dele afagando suavemente os seios dela sobre o sutiã, e quando ouviu o ronronado sexy que ela emitiu. Por Merlin! Ele se incendiou quando ela mordiscou a base de seu pescoço, ele já estava praticamente sobre ela quando as coxas dela roçaram as dele.
_Penélope acho melhor pararmos um pouco, ou vamos acabar... - ele disse apertando seu corpo contra o dela, de modo que ela sentisse a sua ereção.
_Com medo? – ousada ela segurou as mãos dele e levou-as entre as suas pernas. - Eu não.
Draco gemeu, ah, quando alterou as memórias dela, lembrou de que ela deveria ser ousada, mas não imaginou que seria tanto.
_Não mesmo ClearWatter! – ela sorriu e ele continuou com os dedos sobre o tecido de sua calça a acariciando. – Está na hora de nos trocarmos, logo chegaremos a Hogwarts. - ele disse se afastando e arrumando os cabelos.
Hermione sorriu preguiçosa.
_Vamos Penélope levante-se daí e se vista. Volto em 5 minutos. - ele disse e saiu.
No corredor deu de cara com Blaise que o encarou.
_Problemas Draco? – ele notou o amigo alterado.
_Eu vou acabar transando com ela. - ele contou sem rodeios visivelmente nervoso.
Blaise gargalhou. E Draco o olhou feio.
_Qual o problema? Não é a ‘’sua’’ noiva? - Blaise disse debochado.
_Sim, mas é também a sangue-ruim. Caralho Blaise eu coloquei ousadia na mente dela, mas ela deve ser virgem ainda. – Draco sussurrou.
_Foda-se. Você entrou na chuva, agora se molhe. Ela vai estranhar se você não comparecer!
_Ah! Me deixe! - Draco saiu apressado.
_Se aliviar vai te fazer bem! - Blaise riu alto. Quando Draco se virou e mostrou-lhe o dedo médio.
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Os alunos estavam todos sentados no salão comunal. Para as apresentações de início do ano letivo, Draco estava nervoso, pois fazia meia hora Minerva Macgnogal que havia assumido a direção da escola solicitara a presença de todos os alunos novatos. Dessa forma Hermione estava longe dele. Nervoso tamborilava os dedos sobre a mesa, enquanto muitos professores discursavam sobre as reformas em Hogwarts após a batalha final, sobre as perdas e a vitória. Demorou mais de quinze minutos para que a diretora tomasse a palavra:
_Saudações caros alunos de Hogwarts. Eu Minerva Macgnogal assumi a direção desse colégio durante a batalha mais severa de todos os séculos. O período mais crítico de todos os tempos, para alunos, professores, e para todas as pessoas do mundo mágico e do não mágico também. E é com satisfação que estou aqui, após a vitória do bem sobre o mal. Tivemos muitas perdas e nossos corações ainda saltam ao lembrar entes queridos que partiram nessa cruel batalha. Mas é em nomes deles que trabalhei com tanto afinco para reconstrução de todo o castelo. Eu mesma cheguei a pensar que não reabriríamos as portas, mas o fato é que a magia continua! – alunos e professores se levantaram e aplaudiram de pé a diretora e suas palavras comoventes- Obrigada! Sentem-se, quero afirmar que é com alegria que receberemos os novos alunos nesse ano letivo que se inicia. Não aceitamos matrículas para o primeiro ano, creio que para eles ainda não estamos devidamente preparados, mas para todos que já conheciam o funcionamento da escola as portas foram abertas e por isso estão aqui. Mas o mais tocante foi que apesar de tudo, recebemos alunos provenientes de outras escolas, outras regiões e outros países que acreditam em Hogwarts e em sua educação mágica. Com isso quero que saudemos os novos alunos, que são a prova de que nosso sonho nunca se abalará. - a diretora disse emocionada.
E as portas do salão se abriram e uma fila de vinte alunos começaram a desfilar pelo corredor principal. Eles tinham várias idades e trajavam uniformes das quatro casas. Os primeiros eram Lufa-lufa, e Corvinal. E atrás vinham Grifinória e sonserina juntos lado a lado. Todos sorridentes e satisfeitos.
Draco olhou firme era chegada à hora. A diretora falava rapidamente a listagem de nomes, e no último lugar da fila, estava ela Hermione Granger. Mas esse nome não surgira na listagem.
Ela passou por todo o caminho com passos firmes, e parou diante de todos os alunos, seguindo os demais novatos.
_Esse ano especialmente não haverá seleção de casas em Hogwarts, cada aluno novato, escolheu a casa a qual queria pertencer, assim como os demais alunos tiveram a opção de mudar caso sentissem vontade. Ano que, vem voltaremos ao nosso tradicional método de escolhas das casas, com o chapéu seletor.
Ronald olhou com olhos mortais os alunos com vestes pratas e verdes, era imunda a idéia de que alguém ainda escolhesse essa casa. Muitos alunos da sonserina não estavam mais lá, e outros mudaram para a Corvinal. Mas o fato de que uns já entravam para a sonserina era repugnante. Cinco? Cinco! Os três primeiros da fila eram rapazes, altos e loiros, os que o lembrou os Malfoys, olhou em desagrado, e seguiu a sua análise, a quarta era uma menina muito branca de cabelos negros, mas tinham um sorriso simpático, certamente não seria tão ardilosa apenas fizera as escolhas erradas. E na ponta havia uma morena, seus cabelos curtos, estavam modelando o rosto fino, com traços tão conhecidos. Ela sorria, ele via aquele sorriso desde que tinham nove anos.
_Hermione! – ele gemeu num sussurro, Harry estava distraído nem um pouco interessado no que se passava, olhou imediatamente como se o amigo estivesse louco.
Acompanhou o olhar para ver o que chamara tanta atenção do amigo. E deixou a boca aberta, já que respirar parecia impossível. Ela estava ali, na frente de todos, estava diferente, mas era ela, cabelos curtos, vestes verde e prata. Sua amiga Hermione Granger estava ali diante de todos.
Fim da parte I
Parte II
Sem hesitar se levantou e com passos rápidos caminhou em direção a ela, sendo seguido de perto por Ronald.
_Mione! Mione! - ele falou alto, antes de abraçá-la.
Draco gemeu e se levantou quando viu os dois idiotas, avançando sobre ela. Ouviu-a soltar um grito de espanto quando foi envolvida por braços fortes.
_Que isso? Soltem-me! Eu não conheço vocês. Parem! - ela tentou se livrar das mãos que a tocavam.
Draco se apressou e puxou Ronald pela camisa, o empurrando longe:
_Tira as mãos da minha noiva! Agora!
_O quê?- muitos gritaram ao mesmo tempo.
Hermione se livrou de Harry e se aproximou de Draco, e antes que pudesse abraçá-lo. Ronald se aproximou com gestos rápidos.
_Não vai tocá-la! - Ronald rugiu desferindo um soco na boca de Draco que permaneceu firme, e revidou.
_Não vai mesmo! - Harry também o atacou com fúria.
Draco apanhou por alguns segundos, até que Hermione se pôs entre eles, e gritou:
_Para! O que estão fazendo seus idiotas?
_Hermione? O que você está fazendo?
_Hermione? Não sou essa Hermione, meu nome é Penélope ClearWatter! Sou a noiva de Draco Malfoy! E quero saber por que estão atacando meu noivo assim? – ela disse enfurecida, apontando a varinha para os dois.
Todos assistiam a confusão passivamente, Draco se levantou cambaleante, e abraçou Hermione por trás.
_Estou bem amor! - ele disse beijando o pescoço dela, e olhando com deboche para os dois rapazes a sua frente.
_Bem? Você foi atacado!
_Hermione, escuta não sei o que ele te fez, mas você é a Hermione.
_Não sei quem é essa Hermione. E não estou gostando nada disso! - ela disse e ficou de frente para Draco.
Conjurou um lenço branco e começou a cuidar do lábio machucado do noivo.
_Hermione! Perdeu o juízo? – Ronald gritou.
Minerva interferiu naquele momento.
_Hoje não haveria aulas mesmo, seria um tempo pessoal para os alunos. Creio que seja o momento adequado para começar esse tempo. E Potter, Weasley, Malfoy e ClearWatter creio que esse tempo para vocês deva começar na minha sala...
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Hermione foi a primeira a se sentar, enfrente a diretora. Draco se pôs de pé segurando o ombro dela.
_Alguém quer comentar a cena do salão comunal?
_Queria apenas proteger a minha noiva do ataque de dois imbecis. - Draco disse arrogante.
_Não é sua noiva! É a Mione e estamos procurando ela por meses, desde a batalha final! – Harry disse alto.
_Não sou a Hermione, e nunca te vi antes garoto. Por Merlin! Nem estive nessa batalha. É a primeira vez que entro nesse castelo! – ela disse irritada.
_Ah quanto tempo conhece Draco? Ele te enfeitiçou Hermione!
_Não fale asneiras. Ela é minha noiva!
_Silêncio. – a diretora exigiu – Entendo que a semelhança entre a senhorita ClearWatter e a senhorita Granger sejam impressionantes. Mas isso não é evidência de que seja a mesma pessoa. Eu mesma investiguei o passado da senhora ClearWatter, e afirmo que ela não pode ser a senhorita Granger. Que, aliás, tenho muito pesar, mas acredito estar morta!
_Não! Ela não morreu e está bem diante de nossos olhos. Acredita mesmo que um corte de cabelo e uma veste da sonserina vai mudá-la? Hermione você é nossa melhor amiga!
_Não dê ouvidos a ele meu amor! Eles são malucos!
_Não provoque senhor Malfoy. Senhorita ClearWatter creio que vivera com uma sombra sobre você por parecer com um ente querido perdido pela guerra.
Hermione assentiu inteligentemente. E olhou para Harry e Ronald ambos muito alterados. Apesar de tudo sentia simpatia por eles. Não podia negar.
_Olha. Não sou a pessoa que vocês procuram, sinto muito! - ela disse doce.
_Podemos ir?- Draco perguntou apressado e a diretora assentiu, e ele a puxou pela mão.
Tão logo os dois saíram à diretora, continuou.
_Creio, que devam se afastar da senhorita ClearWatter. Não estamos dispondo de tempo e cabeça para problemas.
_Mas é ela, tem que ser ela. - Rony choramingou.
_Ela é uma ClearWatter senhor Weasley, nascida no Brasil, criada na Austrália, recém chegada a Londres. Eu mesma investiguei isso quando vi a foto dela, na matrícula. Sosseguem os corações de vocês, se a verdadeira Granger tiver que aparecer, ela aparecerá. Agora vão!
Os dois saíram cabisbaixos e derrotados da sala da diretora.
_Ela já apareceu. Acha que ele alterou a memória dela? – Rony perguntou.
_Acho sim. Podemos tentar reverter o feitiço dele. Um ‘’finite incantatem’’ talvez. - Harry se pôs a pensar.
_Muito óbvio... - Rony resmungou
_Então vou me aproximar dela. É isso. Me aproximarei de Penélope ClearWatter!
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Draco estava segurando firmes nas mãos de Hermione quando atravessaram os compridos corredores que levavam a sonserina.
_Draco, pode ir mais devagar um pouco, estou com um pouco de dor de cabeça. - ela pediu pálida.
_Eu só quero te levar para descansar ok?- ele disse parando e a encarando.
_Eu não esperava essa reação de alguns alunos.
_Não são alguns alunos. São os asquerosos do Potter e do Weasley. E te quero longe deles. Entendeu longe. Nunca de ouvidos a eles.
_Ciúmes? – ela disse com um sorriso maroto.
_Talvez Penélope, eles me odeiam, desde sempre. E a recíproca é verdadeira. Portanto te quero longe deles. Longe.
Hermione mordeu a língua e recomeçou a andar, sentia-se estranha não compartilhava a antipatia do noivo pelo moreno e o ruivo do salão. Ao contrário sentira um saudosismo que não podia entender. Conversaria com eles, sim deixaria claro que não era essa tal Hermione Granger.
*****
_É ela Droga! Eu sei que é!- Ronald chutou o seu malão enfurecido.
_Também tenho certeza, o perfume, o sorriso, eu não me enganaria. Só temos que bolar um plano. Acho que ler a mente de Malfoy é uma boa idéia, preciso pega-lo desprevenido. – Harry arquitetou.
_Eu vou me aproximar dela. Eu... – Rony gaguejou e Harry o olhou.
_Você a ama não é? Mais do que uma irmã, você a ama!
_Não acredito que está me perguntando isso? – Rony respondeu vermelho.
_Ótimo, meu melhor amigo está apaixonado por uma mulher que está agora nesse momento, na sonserina diretamente nos braços de Draco Malfoy. – Harry disse dessa vez enfurecida. – E eu que pensei que depois que Voldmord estivesse destruído, meus problemas acabariam.
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Penélope ClearWatter teria que se acostumar que seria alvo de muitos olhares. Uns de admiração outros de desprezo e de curiosidade. Mas ela não se importava, não enquanto passeava de mãos dadas com o loiro pelo castelo. Draco parecia escolher os lugares mais desertos, mas mesmo assim havia muitos olhares, até mesmo os retratos da parede a olhavam com admiração.
Pararam na torre leste, bem no alto, e ele a sentou no espaldar da janela, de costas para o vidro, como se fosse uma boneca. Draco a olhou firme, seu rosto fino, estava brilhante, ela era vaidosa, ou pelo menos ele a fizera pensar que era. Não podia negar que seu coração se apertava ao olhar para ela, estava tremendamente satisfeito com a reação dos dois idiotas. Eles estavam tão enfurecidos, como ele pensou que ficariam. Mas ali olhando para ela que trazia um sorriso feliz no rosto parecia tão injusto o que fizera. Ela era tão inocente. Mas não fazia sentido, ele mesmo perdera toda a sua inocência de modo bruto e sem cuidado. Porque ela apesar de todo o horror da guerra ainda trazia aquele ar angelical. Sentiu seu coração disparar.
_No que está pensando? – ela perguntou docemente, acariciando os cabelos dele.
Sentiu um gosto amargo na boca, aquilo não acrescentara na hora, ela não pensara em carinho, afeição. Mas era o que sentia, talvez fosse o lado Granger aflorando.
_No que você está pensando? – ele devolveu a pergunta.
_Eu penso em como me sinto. Sinto-me bem nesse castelo. Sinto uma felicidade diferente aqui dentro. - ela mostrou o coração.
Ele olhou para a blusa branca, e a gravata sonserina frouxa que ela tinha sobre o peito. Devagar ele a livrou da gravata e abriu os primeiros botões de sua blusa.
_Também sinto algo diferente aqui. - ele disse sapecamente beijando o colo dela. E ela suspirou.
Draco beijou a pele suave, gostara dos poucos momentos que tiveram juntos. Sempre fora um garoto ativo, desde que entendera sobre sexo, tinha as meninas aos seus pés. Não entendia se por medo, ou status, mas era fácil conseguir qualquer garotinha para se atracar. Com sua libido adolescente aflorando sempre encontrara uma válvula de escape. Mas a verdade é que desde o fim da guerra já não tinha interesse em coisas sexuais. Pelo menos com as outras garotas. Porque pelo menos quando estava ao lado da Granger seu pênis ficava numa meia ereção latente. E era só ela se aproximar se insinuar para o maldito crescer em suas calças, o deixando desconfortável. A noite às vezes quando se lembrava do gosto dela, do gosto de sua pele, ele se deixava liberar por suas fantasias. Muitas das vezes eram em sonhos, outras gozava deliberadamente na solidão de seu quarto porém com única mulher em sua mente. Não importava de como a chamasse Hermione ou Penélope era ela.
Com suavidade mordiscou seu colo, e sugou em seguida, sabia que provavelmente aquilo deixaria uma marca, mas que se danasse tudo! Ele queria aquilo, além do mais seria ótimo, quando os amiguinhos dela visse.
Ela abriu as pernas e ele se achegou entre elas. Sua ereção roçando o tecido de sua saia entre as pernas. Merlin! Aquela menina era fogo puro! E ele soube que se queimaria! Devolvendo a mordida, ela levantou a saia de modo que ele estivesse mais próximo, somente a barreira do tecido de sua calcinha e de sua calça estava entre eles. Draco gemeu agoniado, e esfregou seu corpo no dela. Merlin! Abriu a boca, e nesse instante quase a chamou de Granger.
_Penélope, eu... Droga! Não faz isso!- ele pediu, jogando a cabeça para trás, enquanto ela beijava e brincava com a sua orelha.
_Você tem um cheiro bom! Já te disse isso?
_Não. - ele respondeu sério, enquanto passava os dedos pela borda da calcinha dela.
_Você tem. Já disse que seus dedos são maravilhosos?- ela provocou.
_Não. Porque ainda não te dei os motivos certos para isso! - ele gemeu e venceu a barreira, tocando a intimidade dela.
Seus dedos frios se encontraram com a umidade quente e ambos gemeram profundamente. Ele roçou os dedos delicadamente indo e voltando sobre a pele tenra. Mordeu a base de seu pescoço, e choramingou o nome dela, ele mesmo estava a um passo de explodir. Queria tomá-la por inteiro, sentir não somente seus dedos sobre ela, mas também, seus lábios, seu pênis. A queria completamente. Roçou a entrada por vários minutos, mas sem penetrá-la. Ela gemeu entregue, e ele a levou ao ápice.
Ofegante, ela o olhou com os olhos brilhantes.
_Isso foi... É como se nunca tivesse sentido isso antes! – ela disse surpresa - Você me fez gozar!
_Sim. E tem muito mais do que isso! Claro que se você se comportar. – ele disse rezando para que seu amiguinho dentro de suas calças também se comportasse ao menos até chegar a seu quarto – Vamos. Você já conhece o castelo agora!- ele debochou.
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Depois de muito insistir Draco havia ido para a refeição sozinho. Ela não diria a ele, mas queria ver o castelo dessa vez. Sozinha! Sem distrações. Caminhou por mais de uma hora, tudo era tão lindo! E tão surpreendente, mas ela sabia exatamente aonde ir, que caminho seguir. Só não entendia o porquê, era apaixonada pelo castelo, e mesmo que vivesse mil anos, continuaria a ser apaixonada por aquelas paredes...
Deu um suspiro longo quando passou pelo quadro da mulher gorda. Era como se seus pés quisessem entrar. Olhou alguns instantes, enquanto o mulher do quadro a encarava.
_Olá! É bom ter você de volta! Os filhos da Grifinória sempre voltam.
Ela sorriu feliz.
_Sou da sonserina como meu noivo!
_Hum! Precisaria de uma senha, mas sendo quem você é, permito a sua entrada.
_E quem eu sou? – ela perguntou arqueando as sobrancelhas.
_Descobrira no tempo certo.
A mulher disse e o retrato se abriu.
Hermione passou pela entrada, e sentiu o saudosismo tomar conta de sua pessoa, quando entrou no salão. De repente as vestes verdes e prata lhe pareceram tão erradas. Olhou para tudo com carinho e seus olhos se encheram de lágrimas. Era saudade, mas de que e por quê?
_De volta para a casa Penélope? - a voz do moreno atrás de si, a sobressaltou.
_Oi! - ela respondeu ofegante.
_Hermione, eu não sei o que o Malfoy fez. Mas sei que se esta aqui é porque essa Penélope é apenas uma fachada.
_Potter não é?
_Costumava me chamar de Harry, sempre fez isso desde os 11 anos.
_Te vi a primeira vez há poucas horas. – ela sorriu de lado como se risse dele,
_E como entrou aqui? Essa é sua casa, a única verdade.
_Não pode ser. Olha imagino que tenham gostado muito dessa tal Hermione Granger, mas... - ela gemeu e levou a mão na cabeça.
_O que foi?
_Dor de cabeça! Forte! Mas eu estava bem há alguns minutos atrás... Eu... – ela disse confusa, tentando sair.
_Isso é prova de que aquela doninha asquerosa fez algo com sua mente. Hermione ouça a voz da razão, e volte para nós.
_Para um herói você ataca muito gratuitamente as pessoas.
_Língua ferina como ele. Sorriso torto e debochado. É melhor voltar logo Mione! - Harry sorriu com saudades. E ela devolveu o sorriso sentindo a dor de cabeça passar.
_Você não vai desistir não é mesmo?
_Não enquanto não tiver de volta!
_Pior para você. – ela disse saindo.
***********************************************
Hermione voltou aos corredores e olhou no relógio, Draco devia estar chateado. Caminhou poucos metros e sentiu um aperto firme, em seus braços.
_Onde você estava? Procurei-te o castelo inteiro!
_Ai! Calma Draco, eu só me distrai.
_Se distraiu? Porra menina eu estava louco atrás de você! – ele gritou nervoso apertando os braços dela, e a sacudindo.
_Por quantos minutos estive desaparecida? Qual é Draco? – ela o desafiou se livrando das mãos dele, e dando uns passos para longe dele.
_Não me dê as costas enquanto falo.- ele gritou.
_Você não está falando, está gritando, é diferente.
Draco sentiu um impulso de esbofeteá-la, socar a cabeça dela na parede, de beijá-la. Mas a forma de conter sua frustração era gritar.
_Caralho, eu fiquei preocupado.
_Eu não sou uma menina de cinco anos. Draco Malfoy! - ela gritou de volta.
_Então para de se comportar como tal.
_Eu não fiz nada apenas...
_Saiu de perto de mim.
_E desde quando as palavras noivo e dono tem o mesmo significado?
_Desde que... – eu a encontrei naqueles escombros, ele queria dizer, mas mordeu a língua.
_Vai à merda Draco!
_Escuta aqui Penélope... - ele gritou tão alto, que muitos alunos que passavam pararam para olhar.
_Ei, não grite com ela. – a voz grave do ruivo chegou até eles, e Draco se virou.
_Era o que faltava! - ele praguejou.
_Tira as mãos dela agora Draco Malfoy, ou vou azarar você! –ele disse se aproximando.
_Tirar as mãos da minha noiva? É isso que ela mais gosta, minhas mãos sobre ela! Cai fora Weasley, isso é coisa de casal.
Hermione olhava atônita para o rapaz alto e ruivo, ele estava com as faces vermelhas e muito irritado. De repente aquela expressão apareceu em sua mente, como se já tivesse visto ele muitas vezes, como se sentisse saudades. Nesse instante sua cabeça doeu, como se fosse explodir. Os gritos dos dois não ajudavam em nada, e eles ainda discutiam, e as vozes começaram a ficar mais distantes... E distantes...
_Draco... - ela sussurrou tão baixo, que era impossível que qualquer um dos dois escutasse no calor daquela discussão.
Harry chegou e os surpreendeu:
_O que está havendo aqui? – nesse instante as pernas dela cederam e a escuridão a tomou.
Harry a impediu de cair no chão, e o grito dele chamando o nome dela, foi o que chamou a atenção dos outros dois.
_Oh Merlin! - Rony disse e se aproximou.
Draco sentiu um frio na espinha, não havia motivos para ela desmaiar, ah não ser que a mente dela estivesse ferrada. Não, ela não podia se lembrar não agora.
_Solta ela Potter! Vamos tire as mãos dela.
_Ela precisa ir pra ala hospitalar seu imbecil!
_Não ela precisa ir pro meu quarto! Sai fora Potter! – ele rugiu e a tentou pega-la, mas Ronald o segurou.
_Draco... - ela balbuciou.
Draco sorriu vitorioso dando um arranco nas mãos de Ronald e a pegando dos braços de Harry. Saiu com ela com passos rápidos em direção a sonserina.
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Hermione acordou, sentindo um pano úmido em seu pescoço, e seu colo. Piscou várias vezes antes de abrir os olhos.
_Oi! – Draco foi suave, e ele mesmo percebeu e se perguntou, quando era suave assim.
_Oi! - ela disse, mas não houve som, sua voz havia falhado.
_Se sente melhor? Quer alguma coisa?
_Sim, quero um pouco de água. - ela disse e ele lhe deu prontamente a água e ela tomou devagar – Minha cabeça doeu tanto! Eu pensei que morreria. Meu cérebro parecia uma omelete. - ela tentou sorrir – ainda bem que passou.
_Sim, e você está aqui! – ele disse e acariciou o rosto dela.
_Você estava me refrescando? - ela perguntou olhando para o decote aberto até na altura do sutiã.
Ele olhou e abaixou o olhar, ela poderia jurar que ele havia enrubescido.
_Pode continuar Draco Malfoy, foi isso que me ajudou a recuperar, eu creio... - ela disse sorrindo e ele se curvou sobre ela, e a beijou.
O tempo pareceu passar sem que nenhum dos dois percebessem era apenas eles, e as sensações de seus corpos. Draco estranhava aquilo tudo, não tinha urgência de estar dentro dela, era como se quisesse prologar cada minuto em contato com ela, sentindo seu sabor, seu cheiro.
_Me faça um favor? Não suma assim ok?
_Você pira? Quando eu sumo? Você fica pirado Draco Malfoy?
Bom, a pergunta dela o confundiu. Ele poderia responder que não, que ela pouco importava para ele, que era apenas uma peça do destino para a sua vingança. Mas tudo lhe pareceu tão inútil, tão fugaz. Não era aquilo que sentia, embora não devesse dizer isso, era óbvio que não sentia aquilo. Seu coração bateu descompassado. Ele sentiria falta dela. E a proximidade dela lhe traria sofrimento, logo ela estaria longe dele. De volta ao lado do bem. Eles teriam Hermione Granger de novo. A princesinha de Hogwarts. E ele continuaria sendo o mesmo perdedor e mais fodido do que sempre porque agora ele estava apaixonado!
Draco se levantou depressa.
_Que foi?
_Claro que eu piro! - respondeu automaticamente e ela sorriu.
_Vou para meu quarto.
_Não vai jantar? Podemos descer juntos? – ele disse tentando se controlar.
_Tudo bem então. Só preciso me recompor.
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_Ele estava gritando com ela Harry. Tenho certeza, de que ela desmaiou por algum motivo. – Rony alegou.
_E se ela estiver grávida dele?
_ Mas porque acha isso?
_As mulheres grávidas desmaiam? Não desmaiam? E eles são noivos, eu duvido que ele mantenha as mãos asquerosas longe dela.
_ Ah, eu mato ele, definitivamente eu mato o desgraçado!
Ronald dizia, quando o casal, na entrada do salão, chamou a atenção. Estavam de mãos dadas, suas roupas levemente amassadas, e suas feições avermelhadas, como se tivessem acabado de sair de um bom amasso.
_Pelo menos ela parece melhor. – Harry disse com uma careta.
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As aulas do dia seguinte começaram cedo. Hermione se preparou com esmero, não queria chegar atrasada, sabia que gostaria da aula de transfiguração. Encontrou com Draco no corredor, ainda de calça de pijama e sem camisa.
_Ei, está louco? Vai chegar atrasado às aulas.
_Dormi mais do que a cama, me espere e em um segundo estarei pronto.
_Nem sonhando Draco Malfoy. Estou indo! Acho que posso encontrar sozinha o caminho. Além do mais todos os alunos estão indo para as salas, não me perderei nesse castelo. E você anda logo! – ela disse beijando-o rapidamente no rosto e saindo.
Draco resmungou e voltou para o quarto, a verdade é que estava arrasado. Havia passado boa parte da noite em claro, tentando entender, o que sentia, e pensando sobre como mudar essa situação a seu favor. Tudo estaria bem até que ela recuperasse a memória. Se isso acontecesse ele automaticamente teria que retirar o feitiço da memória, caso não fizesse isso ela poderia perder a razão. Enlouqueceria e sua mente estaria perdida para sempre. Exausto se deitou de novo.
_Que se danem as primeiras aulas, sou um Malfoy! O que mais eles podem me ensinar? Foda-se!
Ele resmungou antes de pegar no sono novamente.
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Hermione assistiu à aula com atenção. Aqueles feitiços eram muitos menos do que ela se sentira capaz de fazer. Os alunos estavam todos em silêncio copiando os feitiços novos, quando um vento estranho jogou uma de suas folhas no chão. A primeira reação foi olhar para a janela, não havia vento. Deixou a pena sobre a mesa, e se abaixou rapidamente para pegar, quando levantou a cabeça, e tentou pegar a pena novamente, ela se mexeu sozinha, e ela olhou atônita.
O desenho de uma lontra foi surgindo a sua frente. O animalzinho parecia brincar numa poça de água, e se remexia jogando ‘’água’’ para os lados.
As letras se formaram logo a baixo.
‘’Seu patrono é uma Lontra! Pergunte a Draco Malfoy, se ele sabe disso? ‘’
Assustada ela olhou para os lados e encontrou os olhos verdes de Harry Potter, e logo atrás dele, havia os olhos azuis do ruivo.
‘’Me deixem em paz!’’
‘’Ele tem um patrono? Não. Sabe por quê? Ele é mal. Não haveria lembranças boas, na vida daquela serpente. Ele nunca amou ninguém. E a você ele odiou mais do que a nós. ’’
Hermione sentiu as têmporas doerem levemente. E se levantou, sem ao menos pedir licença e saiu da sala. No corredor, caminhou sem direção. Era claro que seu patrono era uma lontra. Mesmo não se lembrando de um dia ter conjurado um, sabia, que era uma lontra. Mas e Draco sabia?
_Hermione?- a voz de Harry atrás de si, a assustou.
_Já te disse que meu nome é Penélope. Penélope ClearWatter.
_Tudo bem. Mas Penélope, me ouça um minuto. Me dê apenas a chance de te explicar algumas coisas. Por favor?
Aquela voz, doce, fez seu coração saltar, se sentia tão segura, tão bem.
_Longe daqui! Não quero que Draco chegue, e me pegue com você! - ela disse saindo.
Caminharam em silencio até o corujal.
_Seja breve Potter! Não sei por que aceitei falar contigo! Mas é melhor você do que aquele ruivo idiota. Mas não me tente convencer dessa idéia maluca. – ela disse impaciente.
_A Hermione foi minha melhor amiga. E sempre será, mesmo que eu nunca mais a veja ou a toque. Ela sempre estará aqui comigo!
_Eu sinto muito!
_Eu e o ruivo idiota, lembramos dela, com a mesma frequência que respiramos. E só voltamos a Hogwarts, porque acreditamos piamente que aqui a encontraremos novamente.
_Desejo sorte! – ela disse e tocou a mão dele solidária.
_Você é como ela, até o seu calor! – ele tocou a mão sobre a dele emocionado – Ela não apareceu mais desde a batalha final. Ela e Rony se separaram por segundos e nunca mais a vimos. Eu gostaria que Voldmord estivesse vivo, se isso significasse ter minha amiga de volta!
Hermione sentiu as lágrimas aflorarem.
_Gostaria de ser essa pessoa, mas não sou. Mas me simpatizo com você. Só não deixe meu noivo saber ok? Ah e avisa pro ruivo idiota também.
_O Ronald a amava! E nunca conseguiu dizer isso a ela, mas ele a amava.
Hermione sentiu lágrimas em seus olhos. Queria abraçar aquele garoto a sua frente.
_O que diabos estão fazendo aqui?- a voz de Draco fez com que Harry erguesse a varinha de repente. Mas ele a abaixou quando viu Draco com cara de poucos amigos.
_Adeus Penélope ClearWatter! – ele disse e saiu sem olhar para trás.
_Eu pensei que estaria na sala de aula! – ele disse de mau humor.
_Vai ficar me seguindo? Não gosto disso Draco! - ela respondeu limpando os olhos marejados.
Draco não disse nada apenas a puxou pelo braço.
_Draco Malfoy! Ficou maluco perdeu o juízo? Solte-me!
_Sim, claro! E vou me atracar com qualquer uma que me encontrar, assim como você faz quando viro as costas. – ele disse enfurecido.
_Ah! Mas eu não me atraquei com ninguém, seu estúpido bastardo! – ela tentou se livrar do aperto dos dedos dele em seu pulso.
_ClearWatter é melhor se comportar como minha noiva senão a trairei com cada saia que houver dentro desse castelo!
_Filho da Puta! – sem pensar ela desferiu um golpe, de punho fechado sobre a face dele. Acertando sobre o olho direito.
Draco a olhou soltando faíscas, e levou as mãos até seu pescoço. Lembrou-se de imediatamente do terceiro ano, quando tiveras ganas de enforcá-la.
Hermione gemeu, sufocada. “Um arrepio percorreu sua espinha quando as mãos frias tocaram seu pescoço. Ele tinha total poder sobre ela naquele momento. Se quisesse poderia matá-la, bastava aumentar a pressão que fazia em seu pescoço. Mesmo com aquele olhar gélido sobre si e a expressão de raiva na face dele, ela não tinha medo. Sabia que aquela era só uma forma dele liberar seu ciúme por ela. Sim, eles poderiam facilmente se odiar.”
Draco a olhou nos olhos, castanhos, umedecidos, e ele pensou que poderia acabar com tudo ali, não precisaria amá-la. Mas era incapaz de machucá-la, mesmo que seu rosto latejasse com o golpe recebido. A empurrou longe com descaso e saiu, sem olhar para trás.
Hermione levou as mãos onde estiveram as mãos dele momentos atrás e respirou calmamente...
******************************************
Draco caminhava enfurecido de volta para seu quarto, quando encontrou com Pansy Parkinson no corredor.
_Olá Draco!
_Parkinson!
_Oi, suponho que não tenha recebido as minhas cartas, porque estava ligeiramente ocupado com sua mais nova diversão! - ela disse sarcástica.
_Mandei os elfos interceptarem todas as correspondências vindas de você. Terminamos antes da guerra lembra? – ele disse igualmente sarcástico.
_Ah, pensei! Que fosse uma medida para me proteger, já que você estava tão fiel a Voldmord e seus comensais. – ela fez beicinho e ele a olhou diretamente.
Ela se tornara uma mulher muito bonita, era magra, alta, seus cabelos pretos muito lisos iam até a altura dos ombros. Tinha traços finos e delicados, via-se nela uma sangue-puro. Mas era ardilosa como uma serpente. E ele já estava cansado, o que poderia querer com ela, já tivera aos montes. Sexo, e não estava interessado.
Ele sorriu de lado, olhando para as pernas dela.
_Pansy, de onde tirou uma idéia dessas? Eu jamais pensei sequer nessa situação. Apenas coloquei fim porque já não tinha mais interesse no seu corpo. - ele disse e saiu.
Enfurecida ela disse:
_Soube que fez algo com a Granger! Porque tanto interesse na sangue-ruim?
Draco venceu a distância entre eles e apontou o dedo no rosto dele.
_Minha noiva não é a Granger! E eu não fiz nada!
_Sim, e eu sou uma Weasley! – ela sorriu- Te conheço Draco Malfoy. E sei que posso denunciar você ao ministério.
_Denunciar de que garota? Ficou doida?
_Os Malfoys têm segredos, livros de magias, e você pode ter usado algum desses. Eu ouvi seu pai e sua mãe falando uma vez, na mansão que precisavam manter os livros secretos da família Malfoy ocultos. E pelo tom de voz dele, era óbvio que se tratava de livros de magia negra!
_Feio! Ouvindo atrás das portas? Prove que tais livros existam. E antes de mencionar sobre isso eu enfeitiço você!
_Então é ela, não é? Mas por quê?
_Você entende algo sobre vingança Pansy? Sobre bater exatamente onde mais machuca? Não. Creio que não. Eu não sou mais aquele menino mimado do primeiro ano. Eu senti dor e medo. E resolvi tirar do Potter algo que ele amava. Não achei justo que ele vencesse a guerra e continuasse tendo tudo. - ele disse baixo e perigosamente no ouvido dela- Assim como não acho justo, você intrometer na minha vida! – ele estava tão próximo que ela pode sentir o hálito dele.
_É pra ficar com medo? – ela tentou beija-lo, e ele se esquivou.
_Se gosta de se ferir não!
Draco saiu e deixou Pansy sorrindo no corredor.
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Hermione permaneceu sentada na beira do lago negro, o tempo restante das aulas, seu coração estava perturbado, mas tinha uma coisa em mente. Era Penélope ClearWatter, amava seu noivo, e queria estar com ele. Se levantou, e sentiu-se completamente zonza, uma imagem brotou em sua mente. Ela, juntamente com Harry e Ronald correndo por aqueles caminhos, felizes.
_Devo estar ficando maluca. - resmungou antes de caminhar para o castelo.
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Draco não mandou entrar quando bateram na porta. Mas Blaise Zabine entrou assim mesmo.
_Nossa amigo! Já anda matando aula. Soube que não assistiu às primeiras aulas.
_Esse povo é muito fofoqueiro, não tem mais nada pra fazer a não ser cuidar da minha vida? – perguntou de mal humor.
_Não. Soube também que a Parkinson voltou hoje. Estava mesmo precisando dar uma... – ele ia dizendo e Draco o interrompeu.
_Me poupe dos detalhes sórdidos Zabine. Não tenho interesse na sua vida sexual. – ele disse azedo.
_Ei, mas você também fez com ela várias vezes. - Zabine se indignou.
_Mais vezes do que possa contar. Mas não preciso que me lembre disso.
_Tudo bem, só estou te achando muito tenso, acho que deveria se aliviar. A Penélope deve ser...
_Não se atreva a terminar! – Draco gritou.
_Nossa, territorial? Pensei que pudéssemos compartilhar. - ele disse se fingindo de ofendido.
_Encoste nela, e terá um inimigo!
_Ok! Mensagem recebida. E aliás sabe-tudo metidas não fazem meu gênero, e nem deveria fazer o seu. Mas pelo jeito...
_Blaise me deixa em paz, já tenho coisas demais nessa minha cabeça fodida!
Ele disse abrindo a porta indicando claramente que o outro deveria sair.
Blaise saiu e Draco se sentou, logo a porta se abriu novamente e Blaise colocou a cabeça para dentro:
_Mas que ela é uma sangue ruim muito gostosa, ah isso é?!
Draco lançou um feitiço que ricocheteou na porta, e ele pode ouvir Blaise rindo.
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Hermione caminhou sozinha pelo castelo, estava cansada, e confusa.
_Posso te fazer companhia? – o ruivo de olhos azuis que surgiu em sua frente como se tivesse aparecido do nada a encarou com um sorriso tímido.
_Olha não estou num bom momento para ser chamada de Granger! – ela respondeu cansada.
_Posso de chamar de Penélope se você preferir.
_Não é por preferir é meu nome.
_Você sempre gostou desse nome, o usou na guerra, enquanto procurávamos horcruxes. - ele disse e ela saiu andando e ele a seguiu. Suspirou resignada, e continuou andando ao lado dele.
_Pode andar um pouco mais devagar? Escuta a minha amiga sempre andava assim, apressada quando não queria mais me ajudar a fazer minhas lições.
_Esperta era ela.
_Muito esperta. Ela sempre fazia as introduções para mim.
_Escuta e como ela fazia para se livrar de você?- perguntou sagaz.
_Ela nunca conseguiu sabe! - ele disse confuso, e ela riu de lado.
_Você é um bobo Ronald Weasley!
_Sim, ela também me disse isso muitas vezes.
_Você é legal! - ela disse e ele se animou- Mas podemos falar de outra coisa, ou de outra pessoa, sem ser essa sua amiga?
...
O assunto rendeu até chegarem ao refeitório, já era hora do almoço, e Hermione parou antes de entrarem.
_Acho melhor nos separarmos por aqui, acho que meu noivo não vai ver bem o fato de eu estar conversando com você.
_E você tem medo dele?
_Não, só não quero brigar com ele, mais uma vez...
_Hum! Pelo jeito a noivinha do Draquinho gosta de ficar de papos com outros pelos corredores! Acho que o Draco precisa saber disso.
Hermione encarou a bonita moça morena que estava atrás de uma pilastra.
_Quem é você?
_Te apresento a Parkinson, outra sonserina mau caráter. – Rony respondeu irritado.
_Olha boca Weasleyzinho! Pode ficar sem os dentes.
_Isso não é uma ameaça, é? Afinal de contas quem estava do lado perdedor era você! – ele disse com desdém.
_Não importa quem esteve de qual lado, importa são os galeões e o sangue que trazemos em nossa veia.
_Sim, e no seu caso sangue de cobra não é mesmo Parkinson? Não adianta sermos bonita e gostosa, se o que tem por dentro é venenoso e asqueroso. - ele revidou.
Pansy gargalhou.
_Me acha gostosa Weasley? Então apenas olhe, porque jamais tocará em mim, contente-se com a sua amiga sangue-ruim, porque o meu Draco, estarei pegando de volta.
_Espero que não esteja se referindo ao Draco meu noivo! – Hermione disse incomodada.
_ Você pensa que é uma pessoa que não é garota! E não devia ter se metido entre mim e Draco. – Pansy apontou para Hermione
_Até mesmo porque nunca tivemos nada além de uma boa transa não é mesmo Pansy? - a voz de Draco surpreendeu a todos.
_Nada? Se você chama de nada as horas deliciosas que passamos juntos na cama, querido? Sua memória deve estar fraca!
_Na cama e em qualquer canto. Caso não saiba: existe diferença entre diversão e seriedade. E você nunca foi levada a sério por mim ou por qualquer para o qual abriu as pernas nessa escola.
Pansy enrubesceu, e avançou sobre Hermione.
_E uma sangue-ruim é? – ela gritou muito próximo ao rosto de Hermione, e ela empalideceu.
A palavra sangue-ruim ecoou na mente da morena, e foi como um martelo atrás de seus olhos ouvia exatamente a voz de Draco, falando sangue-ruim, a chamando de sangue-ruim. Era estranho porque ele mesmo não mencionara aquela palavra, ela nunca havia ouvido.
Draco venceu a distância e segurou Pansy pelos cabelos, e a empurrou para longe de Hermione.
_Já te disse Parkinson. Quero-te longe dela. Bem longe. E o mesmo serve para você Weasley, longe da minha noiva!
Draco disse com desprezo, olhando Pansy e Ronald praticamente abraçados, pois ela caíra encima dele, e ele fora quem impedira a queda dela ao chão. Segurou Hermione pelo braço e a puxou, indo em direção ao quarto.
_Draco! Espera, estou com dor de cabeça.
Ela reclamou e ele parou com um suspiro.
_Vai passar logo ok? – ele acariciou o rosto dela, e a beijou suavemente.
_Você já conjurou um patrono? – ela perguntou tremula.
_Eu te disse, que não. Como poderia? Cresci aprendendo magias das trevas, não isso. Pergunte-me se lançar um cruciatus, muito... muito forte? Sim, posso. - ele mesmo respondeu. - Sabe por quê? Porque eu mesmo levei muitos crucios, para aprender como se fazia.
_Oh! Draco! - ela o abraçou e o beijou ternamente - Minha pobre criança. Amo-te Draco Malfoy, por tudo que já foi, e principalmente pelo que sei que pode se tornar: uma pessoa melhor.
_Sua alma é Grifinória. Corajosa. Destemida. E sempre acredita que tudo pode ser melhor. – ele disse suave, a abraçando forte.
_Draco, essas pessoas me confundem... Eu... Às vezes não sei quem eu sou. Só tenho certeza de que quero ficar ao seu lado.
_Eu também.
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Já passava da meia noite quando... Hermione acordou sobressaltada.
Estava na guerra, na mansão dos Malfoys, e sentia uma dor forte pelo seu corpo. Cruciatus. Via a figura pálida de Draco em um canto, sem fazer nada enquanto uma mulher com aparência de louca, a torturava.
Acordou sobressaltada, a camisola, grudada em seu corpo, os gritos ecoando pelas paredes frias. Suas colegas de quarto a olhavam assustadas. Não eram de conversar, sequer davam papo para ela, a maioria queria distância de Draco Malfoy, assim como não queriam ser mencionadas que pertenceram a sonserina.
Uma delas correu para fora do quarto em busca de ajuda... Hermione só pode ouvir a porta batendo, mas os gritos presos em sua garganta não paravam de sair, como se de repente estivesse enfeitiçada.
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Draco ainda não tinha sequer se deitado para dormir, quando ouviu baterem na porta. Resmungou um entre de má vontade. Não estava a fim de agüentar mais chatice de Blaise e tinha apenas dez minutos que ele partira. Estivera horas atormentando perguntando o que ele faria se ela recobrasse a memória logo. Mas essa resposta nem ele mesmo tinha. Estava nervoso, cansado, e muito perto de lançar um avada kedrava em Pansy Parkinson, e olha que ela só estava de volta a 24 horas!
A pequena sonserina do 4° ano abriu a porta, mas não entrou.
_Senhor Malfoy? É a sua noiva. A ClearWatter ela não está bem! – a voz soou trêmula como se tivesse receio de falar, e Draco se sentiu péssimo, ela não era Voldemort ou seu pai, jamais ansiara conseguir medo das pessoas.
Venceu a distância entre a cama e a porta com uma passada.
_O que aconteceu? Alguém chegou perto dela?
_Não, estávamos dormindo, e acordamos com os gritos, parecia um pesadelo, mas ela está acordada, e continua a gritar... – a menina disse temerosa, e ambos saíram apressados pelo corredor.
Draco entrou no quarto, encontrou Hermione sentada na cama, num emaranhado de lençóis, seus gritos ensurdecedores poderiam acordar o castelo inteiro. Suas pernas fraquejaram, e se aquela fosse à hora da verdade? Ainda queria estar perto dela, aprender mais com ela, compartilhar beijos e abraços. Não estava pronto para deixar Penélope ClearWatter partir.
Sentou-se na cama rapidamente e segurou o rosto dela.
_Ei, ei... Eu estou aqui! Penélope olhe para mim! Penélope olhe para mim! – Draco teve que suportar os empurrões que ela dava nele, e enfim prender as suas mãos, tentando afastá-lo de seu rosto. Ela chorava como se sentisse a maior dor do mundo, e demorou a abrir os olhos.
_Sou eu Draco. E estou bem aqui ao seu lado. – ele disse doce.
_Ela estava me ... Me... Torturando. Draco ela estava me machucando.
_Ela quem? Você está segura aqui.
_Aquela mulher. Não sei o nome, mas ela era mau, cruel, tinha um ar de loucura sobre ela, e ela mandava mil crucios em mim. Draco não quero que ela me machuque novamente.
Draco empalideceu.
_Não, ela não vai te machucar.
Ela se agarrou a ele, como se fosse seu bote salva-vidas, forte.
_Vem. Vou cuidar de você. – ele disse a fazendo se levantar.
Draco atravessou o caminho devagar, segurando uma Hermione trêmula e muito abatida.
Em seu quarto fechou a porta, e indicou a cama para que ela se deitasse.
_Não vou conseguir dormir! – ela disse chorosa.
_vai, sim. Eu estou ao seu lado! – ele disse se deitando e a abraçando delicadamente.
Ela deu um suspiro de aceitação e fechou os olhos
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Hermione acordou algumas horas depois, o quarto estava em silêncio, e na penumbra, o dia ainda não amanhecera totalmente e apenas pouca luz, entrava pelas grossas cortinas. Pode sentir a respiração lenta dele em seu pescoço, e o abraço sobre a sua cintura.
Virou-se devagar queria olhá-lo, sentia um aperto no peito. Seus olhos se depararam com o brilho cinza dos olhos dele.
_Não dormiu?
_Estava zelando seu sono. Não queria que acordasse assustada! – ele disse suavemente- Conseguiu descansar?
_Sim, ela não incomodou, e nem tive dor de cabeça. Como poderia? Você está ao meu lado. – ela sorriu se levantando, estava animada.
Entrou no banheiro, e voltou apenas alguns minutos depois. Draco tinha os olhos semicerrados.
_Oi! Está com sono?
_Não, eu andei treinando ficar acordado muitas horas seguidas.
Ela sorriu e se sentou ao lado dele.
_O nome dela era Bellatrix Lestrange. E você também estava lá. Mas eu sentia muita dor. - ela explicou.
_Deixa isso, foi apenas um sonho. – ele mentiu, sabia que era mentira. Não fora um sonho, fora uma memória. – Vem aqui. – ele a beijou e devagar, Hermione não hesitou, se deitou sobre o peito dele, e o beijou com igual carinho.
Depois deu um suspiro profundo.
_Alguém já te disse que beija muito bem?
_Sim, todas as garotas que beijei. - ele disse convencido.
_Ah! – ela tentou se afastar emburrada, e ele a segurou.
_Não preciso que ninguém diga isso. Preciso que você sinta e saiba que beijo bem. – ele sorriu de lado.
Hermione sentiu seu corpo tremer de desejo, e se aproximou novamente, mas dessa vez, não havia lugar para carinho, apenas para desejo. Ela estava sobre ele, e sentiu a ereção dele entre os dois, sorriu maliciosa, e mordiscou a orelha dele.
Draco gemeu, não sabia o que fazer, seu organismo era uma corrente elétrica, muito próxima de entrar em curto circuito, e tê-la tão perto, não ajudava muito.
_Penélope não sei se é uma boa idéia. Eu ando muito nervoso, e... - ele procurou as palavras.
_Você quer isso tanto quanto eu. – ela disse lânguida enquanto o sentia apertar a sua cintura.
_Eu acho que você pode estar confusa, com todas essas pessoas falando e falando, talvez você não tenha certeza de quem é. - ele disse tentando parecer calmo, verdade era que seu corpo fervia.
_Você tem certeza de quem eu sou Draco?
_Tenho. – ele respondeu sincero, sabia que ela era a Granger, sabia que era sangue-ruim e sabe-tudo!
_Então me basta. Se você sabe quem eu sou, nada mais importa. - ela o beijou calorosamente.
Draco tentou ser doce, calmo, mas simplesmente era impossível, sentia seu ventre queimando de desejo queria possuí-la, mesmo que ela jamais o perdoasse por isso. Ele viveria aquele momento, e a levaria consigo.
Suas mãos passearam sem reservas pelo corpo dela, e não pode deixar de sorrir de lado, quando ela gemeu entregue.
_Sorrindo Draco Malfoy?
_Gosto de te ver entregue. - ele foi sincero, com um sorriso ainda atravessado em seus lábios.
_Eu também prefiro te ver entregue. - ela disse o obrigando a colocar as costas no colchão. E o beijar com desenvoltura.
Os olhos dela mantiveram nas expressões do rosto dele, enquanto beijava e mordiscava o mamilo intumescido, e o umedecia com saliva, e movimentos circulares. Draco Malfoy gemeu, e tombou a cabeça para trás fechando a conexão entre os olhares. Mas ela continuou, mordiscando, lambendo, sua pele branca, e morna.
Hermione suspirou, no umbigo deu atenção especial, e arranhou a barriga com os dentes. Quisera souber como era, sua infinita curiosidade não era apenas quanto aos livros, era quanto ao seu próprio corpo, e ao corpo dos meninos também. E essa curiosidade ela acabaria naquele momento, enquanto lambia toda a pele acima do elástico da box que ele usava, podia sentir o volume debaixo do tecido de lycra. Draco suspirou apressado.
_Her... - ele sussurrou baixo, mas parou a tempo. Entretida demais ela não percebeu, ou não estava interessada, no que saia da boca dele. - INFERNO! Penélope, eu não sei se consigo aguentar isso!
Foi à vez dela sorrir de lado, e o encarar.
_Pode aguentar Malfoy, pois eu vou até o fim! Quero descobrir como é. - ela disse firme e decidida.
Fim da Parte II
Parte III
Com um gesto firme puxou o tecido e liberou a ereção, não pode conter a respiração. Era maior, do que jamais imaginara, mas aquilo apenas fizera sua curiosidade aumentar. Com outro movimento o livrou da Box, e enfim o segurou entre seus dedos. Era rígido, e seus dedos não se fechavam sobre ele, e a extensão era algo louvável, tão comprido. Que ela não pode pensar em como seria dentro dela. Era evidente que sabia toda a lógica do sexo, mas aguentar algo tão grande dentro de si, certamente não poderia ser tão fácil, ou seria.
_Se eu fizer direito! Você não sentira tanto! - ele disse arrastado.
_Como sabe... - ela não pode evitar enrubescer.
_Você está me medindo e pensando. Posso imaginar o que se passa em sua mente. - ele disse convencido, e os olhos dela brilharam em desafio.
_Pode mesmo? – ela disse, e se abaixou, abrindo a boca, e levando-o a boca, de maneira suave.
Draco tremeu, quando sentiu a língua quente, e a boca se fechar sobre a ponta de sua ereção. Praguejou de satisfação e ela sorriu. De boca cheia, cheia dele.
Era atrevida! Hermione Granger era atrevida. Ele concluiu quando a viu trabalhando sobre ele, de maneira tão atenciosa, ela o queria louco, e havia conseguido seu intento, e o estava satisfazendo muito, muito! Ele não pode conter segurar os curtos cabelos dela. Eram macios entre seus dedos, ela era ótima, mas ele a ajudou a encontrar o ritmo. A ajudando empurrando e voltando sua cabeça na hora certa. Não queria de maneira alguma a forçar ao que ela não quisesse, mas ela queria, e cada vez o engolia mais. Era um excelente aprendiz...
_Inferno! - ele disse quando ela parou e passou a língua sensualmente na ponta, avermelhada e sensível.
Hermione pode sentir o gosto do pré-semem, em sua língua, e ouvi-lo gritar inferno. Sorriu vitoriosa. Com um movimento ele se sentou e a levou, consigo.
_Espera eu não...
_Sim, por hora terminou com sua experiência.
_Por hora?
_Sim, não posso mais brincar agora. – ele disse sério, e a deitou de costas. Queria apenas se meter dentro dela, e chegar ao ápice. Mas não faria assim.
Dessa vez ele a o olhou ali, e a despiu rapidamente, separou as coxas e a admirou, e ele não sorriu. Estava ali do sorriso de deboche, do sorriso de escárnio, de prazer. Ele queria estar ali, sobre ela. E era importante para ele. Ele não podia dizer como acontecera, mas se era importante para ela, era para ele também. Ele debruçou e a beijou nos lábios rapidamente. Não era exatamente o que ele queria, mas pareceu inapropriado beijá-la entre as pernas primeiro. Ele era um cavalheiro! Ah aquele feitiço devia ter trocado a personalidade dele também.
_Draco! - a voz dela o trouxe para a realidade, e ele se viu olhando para o sexo dela, acariciando devagar – Você está com uma expressão estranha! O que há de... - ela ia dizendo e ele a interrompeu.
_Desejo! É o que sinto!- cara de idiota, era o que gostaria de dizer, mas não podia.
Se abaixou e a provou com a língua. Era quente, o leve sabor salgado o envolveu como um tiro, e ele soube que estava apaixonado por Hermione Granger. Não apenas pelo sexo iminente, mas ela estava impregnada em seu pensamento e em seu coração.
Hermione choramingou, quando a pressão em seu clitóris aumentou, e ele a umedeceu freneticamente, sem se importar com os gemidos, e o quanto os quadris dela se contorciam.
Após alguns momentos, ele se sentou e a colocou sobre as pernas dele. Seus olhos brilharam maliciosos.
_Vem. Pode controlar assim. Porque se eu for pra cima de você, não vai ter jeito.
Ela sorriu. Estava enrubescida. Mas não se fez de rogada abriu as pernas sobre a cintura dele.
Ofegou, e se segurou nos ombros dele, enquanto ele mordiscava a pele de seu pescoço, e forçava devagar a cintura dela para baixo com uma mão, a outra deixando seu membro no encaixe perfeito.
Hermione parou um pouco, respirou fundo e desceu o corpo, ela tinha a impressão de que sempre agia assim, nervosa quando era algo que ela não conhecia, sempre fora assim nas NOm’s. mas na escola que ela havia estudado não tinha NOm’s tinha? Porque pensar naquilo nesse exato momento. O gemido rouco de Draco fez sua mente voltar, e o calor se acender em suas entranhas. A ponta da ereção dele estava no limite, era impossível, ele ir mais, sem causar dor.
_Quando estiver pronta!- ele sussurrou em sua orelha, e ela desceu todo o peso do corpo de uma só vez, o impacto da dor, a fez querer se levantar depressa, mas ele a conteve, também, estava transtornado, mas ela tinha que continuar.
Hermione o olhou, o suor descia pela testa dela, colando os cabelos à pele. E ela pode notar que para ele também era difícil, e ela sentiu lagrimas nos olhos. Doía! Mas algo em seu peito também doía. Amava o noivo, mas algo estava errado. Ele não estava agindo como deveria.
_Passou? - ele perguntou entre dentes, tentando não se mover.
_O que está errado? Você está... - ela disse também muito suada e trêmula.
_Penélope... Eu estou me segurando para não... Avançar com você. Quero que seja perfeito. – ele gemeu.
_Me ajuda... Eu... – ela disse confusa sem saber o que queria.
Ele segurou as nádegas dela e a ajudou a descer devagar. Ela gemeu com o desconforto, mas seguiu o ritmo. E aumentou a velocidade. Ele sorriu e a beijou fortemente, mas ela se livrou dos lábios dele, gemendo muito.
_Draco... eu...- ela não conseguiu terminar a frase.
E ele entendeu a deixa, se revirou com ela, ficando por cima. Ele se arremeteu com força, a fazendo tremer. Draco não tinha escolha, queria aquilo, precisava daquilo, e ele fez forte e firme, capaz de deixá-la sem ar.
_Draco! - ela gritou o nome dele, alto, se agarrando aos ombros dele.
_Que foi? - ele perguntou ainda se movendo.
_Eu não sei, mas não pare, eu acho que estou...
_Gozando, minha noiva. É essa a palavra. Goze. Vamos quero que goze. – a amiguinha do Potter, namoradinha do Weasley gozando com ele, pra ele.
Ele sentiu a intimidade dela o apertar fortemente e pensar nela como Hermione aumentou ainda o desejo dele, e ele se deixou gozar dentro dela...
******
Não houve trocas de palavras depois, adormeceram abraçados, exaustos. Draco foi quem acordou primeiro, e permaneceu imóvel, seu nariz enfiado, nos cabelos dela, era ali seu lugar, permaneceu assim até senti-la se mexer.
Pensou em falar muitas coisas, mas a verdade era que não queria falar nada. Era uma loucura. Mas a amava, e não era a Penélope que ele queria. Queria a Granger, queria consertar o erro, queria voltar a trás e encontrar uma maneira de conquistá-la. Mas as chances de que ela se apaixonasse por ele, era mínima, uma única em bilhões. E ele não queria perdê-la.
_Minha mãe cantou uma música para mim. - ele disse calmo, a apertando num abraço terno.
_Hum. - ela não entendeu o assunto, mas permaneceu em silêncio, era esperta o suficiente, para saber que era uma confissão, mesmo que ela não entendesse o porquê.
_Era uma música trouxa. Uma canção de ninar. Eu adorava, cantava, e dormia pensando nessa canção. Não falava de amor, falava sobre uma jovem mãe cantando para seu bebê. Eles eram sozinhos. Chamava-se Rock and Roll Lullabye. Acho que mesmo tendo meu pai, me sentia como na canção. Até que eu a procurei entre os cantores bruxos, e ela me disse que era trouxa. Eu nunca mais a ouvi. Evitei canta - lá, lembra - lá, mas com você, me lembrei dela. Era uma época em que existia algo bom em mim, e você trouxe isso de volta.
_Porque está me contando isso?
_Só quero que saiba, que mesmo que tudo prove o contrário, há algo de bom em mim.
Hermione se virou e o encarou.
_Sempre te amarei seu tolo. Não importa o que eles digam. - ela disse beijando os lábios dele com carinho.
Ele sorriu pálido. Sabia que não seria assim, tinha certeza.
***************************
Draco e Hermione desceram para o café da manhã, de mãos dadas, todos os olhavam de banda, a notícia do estresse dela durante a noite se espalhara rapidamente, e certamente o fato de terem dormido juntos também. Ninguém podia ter certeza do que fizeram durante a noite, mas o fato de serem noivos estarem trancados a sós durante uma noite era algo meio óbvio. Estavam tomando café quando uma coruja chegou para Draco, era da professora Minerva, o chamando ao seu escritório naquele momento.
_Acha que ela sabe que dormimos juntos?- Hermione perguntou preocupada.
_Sim, as paredes falam nesse castelo. - ele respondeu fingindo irritação - Mas não me importo. Vou lá, termine o seu café tranquila nos encontramos depois.
_Ela devia ter me chamado também.
_Fica tranquila! – ele disse e a beijou e saiu depressa.
***********************
Logo que Draco se anunciou a porta foi aberta.
_Que bom que veio rápido Sr. Malfoy. Sente-se. – Draco obedeceu – Eu vou ser direta. O que aconteceu essa noite?
_Penélope se sentiu indisposta com alguns pesadelos. – ele respondeu seco.
_E passou a noite em seu quarto? Sabe que ainda não restabelecemos muitos feitiços desse castelo depois da guerra, e com o fim das casas, é realmente impossível manter os meninos longe dos quartos das meninas ou vice e versa. - ele disse séria – Contamos com o bom senso para que não haja questões sexuais dentro desse castelo.
_Somos noivos!
_Draco Malfoy, eu não sei o que está fazendo, mas sei que está entrando por um caminho muito perigoso. Sabemos muito bem, onde as escolhas erradas nos levam, sabemos quando não há saída.
Draco permaneceu em silêncio, e disse calmamente, após alguns instantes.
_Eu sabia exatamente qual caminho tomar, antes de me apaixonar. Você já se apaixonou professora?
Minerva não esperava aquela pergunta, e enrubesceu.
_Não estamos tratando de minha vida pessoal.
_E nem da minha. Posso ir?
_Sim. – ela respondeu com um suspiro resignado.
*********
Draco não perdeu tempo, olhou no seu relógio, a conversa com Minerva durara cinco minutos, então havia em média de 10 minutos que Hermione estava sozinha. O que já era demais. Não queria precipitar as coisas, e com Potter, Weasley e Parkinson na cola, era melhor evitar...
********
Ela não permaneceu sozinha mais do que cinco minutos.
_Oi! - Harry se sentou ao lado dela. - Você está bem? Soubemos que teve algum contratempo.
_Foram apenas sonhos ruins, nada mais.
_Trouxe um pouco de suco de pepino silvestres, talvez você goste, não tinha aqui nessa mesa. - ele ofereceu a taça.
Ela tomou sem reservas, o primeiro gole, o segundo, e sorriu:
_É bom!
Ele sorriu e olhou para algum lugar atrás dela, e viu Ronald com a varinha apontada para ela, e ele murmurou alguns feitiços e ela ficou paralisada.
_O quê?- ela resmungou antes de se levantar, apressada e olhar para trás encontrando Ronald. – O que estão pensando em fazer? Eu estou tonta! Harry eu... Está embaçado. - ela reclamou sibilando e Harry se aproximou.
_Mione? Olhe para mim! – Harry pediu.
_Eu não estou bem...
Draco entrou no salão a tempo de ver Hermione sibilando e Harry a amparando. Não precisou de muito, para imaginar que estavam tentando tirar o feitiço.
_O que diabos estão fazendo? – ele gritou, e Hermione o olhou.
A imagem que se formou na mente de Hermione foi de um Draco muito jovem, e ele falava com descaso, sangue-ruim... Sujeitinha de sangue-ruim.
_Sangue-ruim! - ela disse quase inaudívelmente. E Draco gelou.
Instantes depois ela andou até ele com passos vacilantes, e ele caminhou depressa, ela parecia prestes a cair.
_Draco! Draco! - ela repetiu várias vezes antes de desmaiar diretamente nos braços dele.
_Oh! Inferno!
_É ela não é Malfoy? É a Hermione! - Ronald gritou.
Draco a ajeitou no chão e acariciava o rosto dela. Sem dar ouvidos a Ronald.
_Pen... Penélope? Pode me ouvir! Penélope!
_Para com isso, ela não é Penélope. É a Hermione, eu quero cuidar dela. – Harry exigiu furioso. E Draco apontou a varinha para ele, com uma mão livre, já que com a outra, segurava o corpo inerte de Hermione.
_Se encostar nela, juro que te mato aqui mesmo Potter. Tente tirá-la de mim e te mato. – ele disse muito sério. E logo vários professores apareceram inclusive Minerva.
_Por Merlin meninos! O que fizeram com a senhorita ClearWatter?
_É Granger! – Harry e Rony disseram em uníssono.
_Não me interessa isso! Malfoy, quero que leve sua noiva para a área hospitalar nesse instante. – ela ordenou olhando feio para Harry e Ronald.
_Vou levá-la para meu quarto! – ele respondeu se levantando.
_Disse área hospitalar senhor Malfoy, não sabia que tinha problemas auditivos. - ela respondeu ríspida.
_Eu posso cuidar dela ok? Sei que posso.
_Sim, e Madame Ágata também. Ela é uma ótima medibruxa. Vamos agora! E eu o acompanharei. E senhor Potter e Weasley espero não ver nenhum dos dois naqueles corredores, próximos a enfermaria.
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Hermione acordou, e olhou para o teto branco. O cheiro de poções a atingindo em cheio. Seu estômago revirou, mas não tinha forças para se virar. Pensou que sufocaria, estava em pânico quando, mãos gentis a viraram.
_Ei, calma. Estou aqui! Calma.
Os ouvidos de Hermione só podiam ter algum problema, conhecia aquela voz arrastada desde que... Entrara na escola. Mas aquele tom era surpreendente. Abriu os olhos, e pode ver o cabelo loiro emoldurando o rosto fino. Sentiu seu corpo tremer, não era uma boa estar com ele, onde diabos estavam todos que a deixaram acordar com Draco Malfoy?
_Penélope? Penélope? Está bem? – Draco respirou ofegante, aquele olhar, algo estava acontecendo com a mente de Hermione, não era possível que aqueles dois idiotas tivessem retirado seu feitiço.
Os olhos castanhos se arregalaram ainda mais, e ela se arrastou para longe dele, com um movimento retirou a mão dele do rosto dela.
_Penélope ? O quê está acontecendo?
Os anos de humilhação, as lágrimas, as ofensas, o receio, a dor na mansão Malfoy, piscavam em sua mente em flash como um pisca-pisca de natal. Mas ele era seu noivo não era? Era sim. E eles haviam feito amor. Ele tinha sido tão delicado. Tão...
_Draco... Draco! - ela saltou sobre ele rapidez, e o apertou forte – Draco, porque essas coisas me passam pela minha cabeça? Porque eu às vezes... Sinto que não sou eu?
_Me abraça forte! Me abraça! – ele pediu sabendo que seria o fim- Você está quente.
Nesse momento a enfermeira Ágata entrou, e exigiu examinar a paciente. Draco saiu e esperou no corredor. Meia hora mais tarde a mulher saiu.
_Ela esta com febre alta. Tentei baixá-la e não consegui. Está dizendo coisas desconexas. É como se... - ela não soube o que dizer.
_Houvesse duas personalidades nela?
_Sim, mas é só porque a coitadinha está delirando, acho que precisaremos levá-la ao Sant’Mungus.
_Dê mais um tempo. Ela vai melhorar.
A enfermeira saiu sem dizer nada o deixando sozinho.
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Harry e Ronald entraram na enfermaria no meio da noite, não havia pessoas pelos corredores, e foi fácil entrar sem serem vistos.
_Mione? Hermione? – Harry chamou delicadamente e ela abriu os olhos.
_Oi Harry! Olá Rony! – ela disse com um sorriso pálido – Vocês demoraram aparecer. Eu suponho que tenha vencido Voldemort não é mesmo Harry? Quem destruiu a ultima Horcruxe?
_Mione, é você mesmo? – Rony perguntou apreensivo.
_Claro. Quem mais poderia?
_Então me diga o que aconteceu na câmara secreta?
_Bom, destruí a taça, e depois, você bem... Me beijou! - ela disse e enrubesceu, mas não tanto quanto Ronald.
_Você está bem? Esta de volta! O que o ele fez com você?
_Ele? Harry, como se sente agora que tudo acabou?
_Draco Malfoy! Ele enfeitiçou você Hermione! - Rony se exasperou.
_Hermione? Não conheço essa pessoa, ela era sua amiga não é? É uma pena ter desaparecido. Meu noivo, o Draco me disse que ela era muito inteligente.
Rony e Harry se olharam desanimados, e se despediram rapidamente a deixando sozinha.
_Inferno Harry. Inferno! Eu vou matar ele, se ela não voltar ao normal. Juro que mato esse infeliz. Ele fudeu com a mente dela.
_Espero que tenha sido apenas com a mente Rony. Não sei o que ele fez, mas ela o ama. Algo nela ama aquele bastardo. Vamos esperar ela sair da ala hospitalar... E vou pedir ajuda ao ministério.
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Blaise foi ao quarto de Draco, saber como estavam às coisas. Estava preocupado com o amigo. Sabia que a guerra mudava as pessoas, e a sede de vingança também. E Draco estava muito diferente.
_Olá. Pode falar comigo um minuto?
_Olha, se veio me encher, ou qualquer coisa do gênero não é um bom momento! Não mesmo!
_Está voltando à memória dela, não está? Eu estive a observando às vezes ela age como uma esnobe sonserina, às vezes como a tapada da Granger.
_Ela está ficando com as duas personalidades. Eu acho que a própria memória dela, tem forçado, e pode estar acabando com meu feitiço. – ele contou triste.
_E o que pode acontecer? Ela vai enlouquecer para sempre. Nem Penélope, nem Hermione. – Blaise concluiu e Draco gemeu, sabia que era a única verdade.
_Vou devolvê-la ao Potter e ao Weasley! – ele disse num fio de voz.
_Você não queria vingança? Já teve. Ferrou com a amiguinha deles, ela nunca mais será a mesma. - Blaise sorriu – Às vezes tenho medo de você sabia?
_Eu vou retirar o feitiço, ela voltará a ser Hermione Granger, é a única maneira de não enlouquecê-la.
_Mas... Não faz sentido.
_Claro que não faz. Não vou perdê-la para sempre. Não serei o responsável pela insanidade dela.
_Você já é. Mas não entendo porquê mudou de idéia.
_Digamos que há algo diferente em mim. Apenas isso. Agora me deixa sozinho, preciso me preparar.
_Cara você está muito estranho! - Blaise disse saindo.
_Melhor, sinal de que estou bem. Sempre me achei estranho! – ele resmungou.
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Draco não dormiu bem aquela noite estava preocupado, quando ouviu um barulho no corredor, e logo percebeu alguém entrando em seu quarto.
_Draco!
_Her... - ele se sentou na cama rapidamente e acendeu as luzes – Penélope?
_Eu não queria ficar lá sozinha. Não queria.
Draco a encarou, a camisola branca, era comprida, mas ela estava descalça, os cabelos curtos emaranhados, a face vermelha, demonstrando que certamente ainda tinha febre. Levantou-se rápido, vencendo a distância entre eles com agilidade e a beijou. Um beijo profundo, que ele sabia que seria o último.
Ela sorriu quando ele a soltou.
_Adoro quando tem esses rompantes. Mas você está tenso. Posso te ajudar?
Merlin, ela que estava em apuros, ele era o culpado e ela querendo saber se ele precisava de ajuda. Maldito espírito grifinório, sempre tão nobre. Ele merecia a morte. E ela se preocupando. Quando ela soubesse a verdade, que ele a havia sequestrado, e se aproveitado de sua incapacidade, que ele havia alterado sua mente, e a exposto como um troféu. Que ele havia deliberadamente roubado a sua virgindade, e que havia estragado a sua mente. Não haveria perdão. Nunca!
_Pode meu amor! Vem cá. Deitei-se ainda está com febre e fraca. - ele a ajudou a se deitar.
_Já disse que adoro seu cheiro?
_Não hoje.
Ela sorriu e ele ficou sério, seus olhos cinza, tristes.
_Eu amo você!
_Mas porque diz isso tão tristemente?
_Porque é provável que jamais se lembre disso!
_Lembrarei, porque eu também amo você!
Draco apontou a varinha e murmurou os encantamentos certos, pode vislumbrar ela perdendo os sentidos. Estava acabado... Estava completamente acabado...
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Hermione acordou e pode ouvir vozes baixas ao redor de sua cama.
_Harry ela está acordando... - Rony alertou e ela abriu os olhos.
_É você? Está tudo bem?
_Rony! – ela balbuciou e logo o abraçou forte. - Harry!
Os três se abraçaram alegremente.
_Me contem o que aconteceu na guerra. Você venceu? – ela se dirigiu a Harry.
_Estou aqui não estou? – ele disse sorrindo feliz.
_Hermione, a guerra já acabou há meses. - Rony disse indiscreto.
_Meses?- ela pareceu não entender- E onde eu estava? Esse tempo todo? Que não sabia disso?
_Não sabemos no principio, você estava desaparecida, até que quando voltamos... Você...- Rony de repente não soube o que dizer.
_Você estava aqui. É isso! Mas enfim, o ministério quer falar com você? Fazer exames e...
_Vocês dois são péssimos mentirosos, e seja qual for a verdade que quero ouvi-la. Nesse momento.- ela disse muito seria.
_Senhorita Granger?- Minerva chamou em tom duvidoso.
_Até a senhora? Sou eu professora e fico muito feliz em vê-la. – Hermione sorriu.
_Merlin! É bom ter a senhorita aqui novamente Granger! Granger! Isso soa tão bem!- A professora disse completamente eufórica, e Ronald a abraçou novamente.
_Vocês podem me dizer o que há? O que eu perdi?
_Vamos deixar os três as sós. - a professora disse para a multidão que estava ali, Hermione acenou para alguns amigos, Luna, Neville, Gina.
_Então, alguém pode me contar, o que está acontecendo?- ela exigiu logo que estavam as sós.
Harry deu um longo suspiro e achou melhor começar, Rony, não era exatamente a pessoa mais certa para aquilo.
_Mione, alguma coisa aconteceu com você. Mas não sabemos o que. Depois da guerra te procuramos por dias, por fim as esperanças foram diminuindo, mas acabando nunca! Eu sabia que você estava viva! Tinha que estar. Em algum lugar... e então o tempo foi passando, dias e noites, e nada de você aparecer. Fomos forçados a voltar a nossa vida, mas voltar para Hogwarts era uma esperança de estar mais próxima a você. E então de repente, você aparece com Draco Malfoy!
_Com quem?- ela quase gritou.
_Draco Malfoy te apresentou como Penélope ClearWatter, noiva dele.
_Esta brincando não é?
_Não. Você estava com ele, namorando, beijando, na sonserina. Sempre com ele. Como um casal apaixonado.
_Ele me enfeitiçou? Aquele verme maldito? - ela ficou muito nervosa.
_Sim, alterou a sua aparência e... – Rony disse e tocou os cabelos, e só então, ela passou as mãos pelos próprios cabelos, e se levantou num pulo, procurando pelo espelho na parede do canto do quarto.
_Não acredito! Eu vou esfolar ele inteiro! – ela fez menção de sair, e Harry a segurou.
_Calminha ai!
_Meu cabelo Harry! Aquele desgraçado mexeu no meu cabelo, na minha mente... e...- ela não pode falar, a palavra ficou em sua garganta.
Coração. Ele havia mexido em seu coração também. Respirou fundo e disse:
_Me solta agora Potter, e me diga onde ele está. E evite que eu me demore mais do que o necessário para encontrá-lo.
_Ele será levado pelo ministério, mas pelo que entende, ele já deu sua palavra de que não vai fugir. O ministério não pode apreendê-lo em flagrante, porque você nunca relutou em estar com ele. – Ronald tentou explicar.
Harry a soltou e ela saiu do quarto, alucinada, seu único objetivo, era encontrar aquele loiro maldito.
Seus passos, pareciam pesados, a medida que sua mente se ajeitava, chegando ao lugar, suas idéias se ordenando, suas lembranças, se manifestando suavemente. Ele nunca havia sido mal com ele. Cuidara dela, sempre fora carinhoso, sempre fora fiel. Tinha ciúmes, era arrogante, mas isso era dele, e ela aprendera a conviver com isso. Era feminina, se sentia sensual, sexy. Sentia-se feliz! Parou naquele momento, não podia dar mais nenhum passo. Seu peito estava em chamas, era feliz, pelo simples fato de amá-lo. Amava Draco Malfoy. Ele a amava. Era recíproco. E eles haviam feito amor.
_AH!- ela gritou se escorando numa das paredes frias.
A realidade caindo sobre sua cabeça, cruelmente. Havia se entregado a ele. E o pior, por querer, ele não a forçara... Ele não mentira...
Flash
_Você tem certeza de quem eu sou Draco?
_Tenho. – ele respondeu sincero, sabia que ela era a Granger, sabia que era sangue-ruim e sabe-tudo!
_Então me basta. Se você sabe quem eu sou, nada mais importa. - ela o beijou calorosamente.
Fim do flash
Ele sabia, que ela era a Granger. Ele não mentira. Ele estava apaixonado por ela. Ele havia confiado, nela, havia contado sobre uma musica trouxa. Ele ... a amava. O choro forte a dominou, e seus joelhos dobraram, e ela caiu aos prantos.
Harry e Rony a seguiam de perto, e foi Harry quem a pegou nos braços.
_Calma! Shiii, não chore, vai ficar tudo bem! Vai ficar tudo bem!
_Nunca vai ficar bem Harry, nunca mais...
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Draco estava sozinho naquela torre há dias. Apenas os elfos apareciam com comida, e Minerva, para colocá-lo a par da situação. Zabine fora proibido de se aproximar, acusado de cumplicidade no crime. Mas aquilo era um castigo muito menos do que ele merecia, e reviver aquele momentos ao lado dela, era melhor do que qualquer coisa. E enquanto não tirasse isso dele, estava ótimo. Mesmo que ferrassem a sua mente, seu coração, o que sentia jamais poderia ser mudado, por ninguém.
Se aproximou da janela, o dia estava frio, típico do inverno, mas não havia neve. Já estava anoitecendo e muitos, alunos retornavam ao castelo. Seu coração estava quente tinha saudade. Olhou para o pátio, de lá podia ver alunos passeando pelo caminho. Mas num canto, observando o lado negro, havia uma figura Solitária, observando a paisagem.
Seu peito ardeu, queria poder gritar, queria poder chamá-la olhá-la nos olhos ao menos mais uma vez. Mas não podia fazer aquilo, e ela jamais o ouviria. Foi então que pegou a sua varinha e murmurou:
_Expecto Patrono! – a luz emergiu de sua varinha, fraca a principio, mas se tornou forte, e explodiu em forma de uma lontra, o rodeou, antes de sair pela janela, e se aproximar dela.
Hermione estava distraída pensando nas surpresas do destino, e no que faria dali pra frente. Precisava ser cautelosa, seu coração mostrava uma verdade, que seu cérebro racional estava tendo dificuldades de aceitar. Estava apaixonada, completamente.
Distraída só percebeu o patrono, quando ele a tocou, a luz forte a envolveu e quando ela olhou, havia uma lontra, ali, rodeando as suas pernas, e seus braços. Ela sorriu, era como a dela. O patrono dela. Olhou para o alto do castelo, e pode vê-lo a olhando enigmático. O calor emergiu de seu peito como brasa.
Se olharam com atenção, parados, incapazes. Suas mentes trabalhando efusivamente, tentando controlar o incontrolável.
Hermione esticou a mão, tentando tocar a figura iluminada, ele conseguira, era uma prova de que ele era, e podia ser ainda melhor? Ou seria apenas para se safar? Confusa, Hermione saiu.
Draco sentiu o coração saltar do peito, ao vê-la junto com seu patrono, estava orgulhoso de si mesmo, depois de uma vida de fracasso, havia sido capaz de conjurar um patrono. Sorriu. Era verdadeiro, não era sarcástico, não era debochado, era real, verdadeiro, era um sorriso feliz, um raio de sol ao meio de tanta escuridão.
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A idéia de ir ao Sant’mungus, foi recusada pela milésima vez, essa manhã, se eles quisessem continuar a examinando seria ali. Não iria ficar trancafiada em um hospital. Os dias seguintes foram estranhos, ela nunca ficava sozinha, e as pessoas evitavam mencionar seu algoz. Mas ela se sentia vazia, solitária. Se pegava pensando nele o tempo todo. Soubera que ele estava numa das torres do lado leste do castelo. Sozinho. Isolado. E ela se pegou pensando em como ele estaria.
A medibruxa do ministério chegou e se preparou para uma conversa. Desinteressada, olhou a medica de meia idade a sua frente.
_Você tem evitado falar, mas sei que tem muito para dizer.
_Pensei que desistiria mais facilmente. – respondeu sem vontade.
_Já sabe que não. Então me diga o que houve nesse tempo. Tempo em que esteve com Draco Malfoy. Sua recusa, só vai trazer mais sofrimento a você, aos seus amigos. – a medibruxa disse pacientemente.
_E a ele? Causarei sofrimento?
_Ele não vai fugir, já deu sua palavra, esta na torre, esperando. E eu creio que esperaria a vida inteira. Ele anda diferente, segundo as pessoas que o conhecem.
_Ele nunca me tratou mal, as lembranças que tenho, são ótimas, carinho, mimos, e... - ela não pode terminar.
_E...?
_É difícil, amar quem se deveria odiar. Mas o amo, e fazer amor com ele, foi a melhor coisa da minha vida! – ela disse sonhadora, deixando todas as reservas de lado.
_Abuso?- a medibruxa se preocupou.
_Não foi uma violação, eu queria. E permiti ser amada, naquele momento ele não me mentiu. Eu perguntei se ele sabia quem eu era, e ele disse que sim. Então eu confiei nele.
_Isso deve amenizar a situação dele. Vou falar com os advogados.
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Estavam sentados na beira do lago negro, seus olhos estavam na torre, em que vira o dois dias antes, mas nada... Ele não aparecia. Ronald e Harry conversavam distraídos sobre amenidades, mas ela sabia o quão preocupados eles estavam, apenas tentavam disfarçar para não sobrecarregá-la ainda mais. Ronald a abraçou carinhosamente, e ela percebeu os gestos afetuosos. Ele lhe dirigiu um sorriso e de repente se lembrou do quão bonito era. Seus lábios rosados e carnudos em contraste com os dentes extremamente brancos enchiam-na de luz. Luz. Sem dúvidas o sorriso de Rony enchia seus dias de luz. Mas a escuridão ainda assolava-a. Escuridão vinda de um sorriso que se desenhava no canto dos lábios finos e extremamente pálidos.
Jamais poderia retribuir aquele amor, seu coração pertencia a outro. Triste, ela se levantou.
_Vou me deitar um pouco. - ela disse lançando um ultimo olhar para ao torre, inútil, ele não estava lá.
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A noite passou rápida, e o sol nasceu brilhando forte. Hermione Acordou com um bolo na garganta naquela manhã. Há dias que nem sequer vira sombras dele na torre do castelo, mas sabia que ele estava lá, ele apareceria se quisesse. Mas naquele momento nem sequer conseguia sentir sua presença em nenhuma daquelas paredes, nenhum daqueles corredores... em lugar nenhum. A angústia tomava conta de sua mente e corpo.
Entrou no refeitório, e pode ver Rony e Harry conversando distraídos.
_Askaban é pouco. O beijo do dementador, é o que ele merece. Mas fico feliz dele penar um pouco em Askaban antes de receber o beijo.
‘’Não poderiam tê-lo feito. Não naquele momento. Se alguém tinha de matá-lo, esse alguém era ela.”
_Onde ele está? – ela quase gritou se aproximando na mesa.
Harry engasgou e Rony a olhou pálido.
_Diga logo? Para onde levaram Draco Malfoy? – ela berrou a plenos pulmões, completamente insana.
_No lugar que ele merece. A prisão dele está decretada. Merlin, enfim ele esta no lugar que merece. – Harry disse calmo.
Hermione sentiu seu corpo tremer, e Ronald continuou:
_Aquele miserável, filho da puta, merece a morte. Eu mesmo o mataria se tivesse oportunidade!
_Cala a boca! Cala essa maldita boca! Se encostar nele, eu mato você... - ela disse num rompante, e saiu correndo.
Os dois amigos ficaram boquiabertos.
Minerva McGonagal, estava conversando com um dos aurores, quando Hermione Granger irrompeu na sala, sem qualquer aviso.
_Professora! Onde ele está? Para onde o levaram?
_Está se referindo a... - ela estava surpresa, Hermione era sempre tão educada, nunca agiria daquela forma.
_Ele mesmo? Para onde levaram Draco Malfoy? – ela perguntou irritada.
_Askaban é onde ficam os criminosos.- o auror respondeu com descaso- Eu sempre soube que aquele filho de uma cadela, nunca daria o que presta, sempre foi como o pai. – acrescentou indevidamente o homem alto a sua frente
Hermione sentiu o sangue ferver, e apontou a varinha para o auror e antes que a diretora pudesse fazer algo, ela estuporou o homem, o jogando contra uma pilha de livros. Logo que caiu o auror se preparou para atingi-la, Harry e Ronald entraram na sala, e apontaram ao homem imediatamente. A diretora experiente logo lançou uma protego entre Hermione e o homem que estava prestes a atacá-la. Barrando também qualquer feitiço que Harry e Ronald lançariam.
_O que está havendo aqui? - a diretora exigiu.
_Eu quero vê-lo? Quero ver Draco Malfoy!
_Porque está fazendo isso Hermione? Ficou louca? – Rony perguntou tentando tomar as varinhas das mãos dela.
_Fiquei Ronald, não quero que machuquem ele. – ela gritou.
_Ele só terá o que ele merece, aquele comensalzinho de quinta! – o homem se indignou e Hermione o atacaria novamente, porém foi segurada por Harry e Rony.
_Vamos sair daqui! – sugeriu Harry, Hermione relutou, mas saiu acompanhada pelos dois melhores amigos.
O caminho até a Grifinória foi feito em silêncio, e logo que chegou Hermione se jogou pesadamente no sofá.
_Hermione, me explica o que está acontecendo. – Ronald pediu
_Eu não o quero em Askaban. – ela disse seca.
_Mas é o que ele merece! – ele exasperou-se.
_Não Rony, ele não merece. - ela foi taxativa.
_Hermione, o cara te seqüestrou, te usou de todas as formas e... – ele hesitou.
_E me deixou grávida. Mesmo assim não o quero em Askaban. – ela gritou em plenos pulmões, estava nervosa.
_O quê? – os dois perguntaram em uníssono.
_Eu não posso deixar o pai do meu filho em Askaban. E eu não quero isso. - ela disse baixo.
_Hermione...- ele gaguejou – Isso é o mesmo que desejá-lo.
_Não é Ronald, é mais que isso. Mas eu o desejo sim. Amo-o Ronald, muito mais do que deveria, muito mais do que queria. – ela disse muito fraca.
Os olhos azuis brilharam enfurecidos.
_Então me esqueça. Esqueça que eu existo. Esqueça que fomos amigos, nunca mais mencione o meu nome. Nunca mais se lembre de mim!
_Ron... – Harry o alertou, já que o amigo parecia prestes a cometer algo insano.
_Não precisa ser assim Ron! – ela disse com lágrimas nos olhos.
_Precisa sim, pelo jeito você tem queda por cafajestes não é mesmo? Eu fiz tudo direito sempre. E ele? Ele te seqüestrou, te estuprou e te fez um filho! – Rony cuspiu as palavras – Talvez eu devesse ter feito o mesmo.- ele gritou na frente dela, e ela se levantou,e o encarou por alguns segundos.
Hermione sentiu raiva, muita raiva, e levantou a mão, descendo-a com força sobre a face do amigo. O estalo ficou no ar, por alguns segundos que pareceram eternos.
_Ron... – ela balbuciou
_Você fez a sua escolha Hermione. – ele disse gélido.
_Não é justo! – ela disse entre lagrimas.
_Justo? Não me venha falar em justiça. Eu te amei, e você amou outro. Me responde mesmo que você o tire de askaban, e se ele não te quiser, o que vai fazer?
_Eu estarei feliz, por ter feito a coisa certa.
_Me esquece. – ele disse saindo, sem olhar para trás.
Harry olhou triste o amigo saindo e Hermione se encolheu no sofá chorando.
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Draco Malfoy se livrou das mãos do carcereiro, enquanto era empurrado para dentro da sala. Olhou a tradicional camisa listrada, os sapatos esfarrapados, a roupa cheirava a suor, e ele a arrancou com raiva. Olhou a sua volta o quarto estava escuro e cheirava a coisa velha. O colchão sujo e esfarrapado fazia par com os sapatos. Fechou os olhos com desespero, e a única coisa que pode ver, foi ela sorrindo.
_Eu mereço, mereço isso, por todo o mal que causei em sua vida.
Sentou-se no colchão e abaixou a cabeça. Não ele não choraria. Não que ela não merecesse. Era ele que merecia agüentar tudo calado, sem derramar uma lágrima.
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Os meses se passaram... Normalmente rápidos, para Hermione Granger. Havia uma vida a ser cuidada. Não havia mais guerra, não havia mais medo. Todos a sua volta pareciam felizes por ela. Ronald havia partido há algumas semanas para morar na Romênia, não podia dizer que sentia falta dele. Eram amigos, mas ela estava magoada demais. Pensou nas palavras duras trocadas, jamais perdoaria Ronald se ele tivesse feito o que Draco Malfoy fizera, mas perdoar Draco Malfoy era muito mais fácil, só não podia entender o por quê?
_Porque você o ama. – Harry respondeu.
_Harry! Sai da minha mente!- ela disse e o abraçou.
Ela morava num pequeno apartamento que Harry providenciara para ela, e ali adorava se isolar sempre. Ele era seu anjo da guarda. Mesmo quando assumira que amava o crápula que destruíra a sua vida, mesmo quando tomava qualquer decisão. Ele sempre estava lá. Harry Potter.
Harry a abraçou e beijou no rosto e acariciou a sua barriga.
_Estou tentando tira-lo de lá, antes que ela nasça, mas não sei se conseguirei. - ele disse triste.
_Esperarei.
_E se ele não quiser ficar com você? Já pensou nisso?
_Não importa. Eu só o quero livre. Apenas isso.
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Draco Malfoy terminou de comer o prato de sopa rala, e gordurosa que lhe foi servido. Ainda continuou com fome, mas já tinha se acostumado com isso. A fome era uma necessidade que sua mente podia controlar por um grande tempo. Jogou o prato no chão, e pensou no tempo que estava ali. Era muito, uma eternidade a seu ver. Olhou para os dedos, sujos e calejados, passou as mãos por seus cabelos, estavam presos e ensebados, deviam estar até pretos como os do Snape, ele pensou e sorriu. Queria tanto poder cortá-los, sabia que tinha emagrecido muito, devia estar muito feio.
_Claro que ainda com charme lógico! – ele disse mais para ouvir o som de sua voz, seria bom para que não pudesse esquecê-la, já que passava a maior parte do tempo em silencio.
_Muito charmoso mesmo! Mas é melhor tomar um banho e se vestir. Tem um advogado querendo falar com você. – o carcereiro disse.
Ele acompanhou, estava curioso, estivera umas duas vezes apenas na presença de um advogado, e se recusara a falar qualquer coisa.
Não demorou muito para estar sentado, na sala de visitas, de frente para o homem alto, que ele reconheceu como sendo o mesmo das outras duas vezes.
_Então, hoje o senhor precisará falar.
Draco apenas arqueou a sobrancelha e o olhou com descaso.
_Por quê? Simples. Consegui sua liberdade provisória.
Draco permaneceu em silencio, e o advogado sorriu. Antes de continuar.
_Sempre teimoso assim? Antes que me encha de perguntas. Não está na condicional, não deve serviços públicos, e não corre o risco de voltar à prisão. Seu processo chegou ao fim, e você foi absolvido.
Sem um julgamento? Sem que ele soubesse? Estranhou.
_Quem? – ele disse enfim.
_Quem?
_Sim idiota, quem mandou você? Quem me tirou daqui?
_Está pronto para voltar para casa senhor Malfoy?
_Digamos, que não preciso voltar para a minha cela, para uma despedida. – ele disse azedo, e o homem sorriu.
_Bem que me avisaram do seu humor. Vejo que tempos aqui não o mudaram.
_Não, ainda sou o mesmo esnobe de sempre.
_Não creio que esteja em condições de esnobar... nem um mendigo.
O homem disse e Draco o fuzilou com o olhar.
_Podemos dar um jeito nisso...
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Draco não entendia nada do que estava ocorrendo, um dia estava lá preso, praticamente a correntes, e no outro fora absolvido? Não fazia sentido, mas não estava ligando, o ar fora daquelas paredes o oprimiu. E ele se pegou pensando em como as pessoas olhariam para ele. Se já era mal visto por se Malfoy, pioraria agora que seria um ex-detento de askaban. Respirou fundo, e pensou no quanto almejou a sua liberdade, e agora? O que fazer? Estava livre! Poderia procurar Hermione, se desculpar. Não que fosse adiantar. Mas o que diria? Deixariam ele chegar perto dela? Não, era resposta mais provável. Totalmente provável.
Arrumou-se de má vontade. Mas logo estava pronto. Apresentável. Se olhou no espelho. Quantos meses, não se via. Sentiu saudade de outrora, quando sua imagem mostrava um garoto pomposo e metido. Mas agora era diferente, e ele percebeu que não era saudade. Não queria ser aquele mesmo garoto. E mesmo que vivesse mil anos, não voltaria a ser como antes. Ele arrumou os cabelos despontados, empurrando-os para trás, a roupa parecia grande demais e desajeitada. Ou talvez ele que estivesse magro demais e feio.
Respirou fundo e saiu. Não era mais um maricas que chorava em frente a um espelho. Quando entrou na sala, foi dizendo, enquanto apertava o cinto em sua cintura.
_Podemos ir. Essa roupa não é de grife como as que eu usava em askaban mas serve.
Demorou alguns segundos para o perfume doce invadir, suas narinas. E percebeu que não estava na sala somente com o advogado.
_Bom, essa é a mulher responsável por sua liberdade!
Draco se virou e pode vislumbrar a silhueta a sua frente. Estava de costas, os cabelos curtos, estavam bem penteados, nem um fio fora do lugar. Vestia uma roupa social, saia e terno, era uma roupa certamente cara.
Teve dificuldades de respirar, seu coração parecia prestes a saltar do peito.
_He...- ele gaguejou sua garganta seca o impedindo de falar.
_Percebo que a arrogância e a soberba ainda são traços seus. Talvez askaban não faça milagres como dizem.- ela disse lentamente arrastando a voz de propósito.
_Hermi... mi...- ele não pode dizer.
_Sim, Hermione, não creio que seja devido chamar-me de Penélope.
Ela disse e se virou devagar. Draco pode ver os lábios bem feitos, cobertos por batom carmim, a pele cuidadosamente maquiada. Os gestos eram firmes, e ele a analisou. Era como se ela fosse à mulher que ele criou. Espera vê-la um dia, mas esperou encontrá-la de cabelos crescido, ar assustado, cercada pelo Potter e o Weasley. Mas ela estava ali, sozinha, altiva. Linda! Sentiu orgulho, e alívio. Não havia destruído o que havia de melhor nela, ela estava forte. E ele teve certeza de que ninguém pisaria nela. Ninguém.
Hermione olhou o homem a sua frente. Pareceu tão magro, indefeso. Sofrido. Mas os olhos cinzas eram os mesmos, frios e cruéis. Uma expressão de sarcasmo tomou conta da face da garota, sem que ela precisasse se esforçar. Exatamente da maneira que aprendera com ele. Os olhos cinzas se tornaram vermelhos diante da expressão dela.
_Veja, acho que estamos dos lados opostos agora. Ah você não esta inconsciente, não é mesmo? E a sua memória esta intacta. – ela foi sarcástica.
_Hermione... eu...
_Queria se desculpar? Dizer que sente muito? Inútil Malfoy!
_Não. Só quero entender o porquê me tirar de lá. O motivo de não me deixar apodrecer lá. – ele disse sincero, evitando, olhar para ela.
Ela sorriu, e caminhou perigosamente pela sala.
_Você não merece saber.
Nesse momento o advogado saiu os deixando sozinhos.
Draco sentiu seu rosto queimar de raiva, não estava em condições de exigir uma resposta. Mas também não iria implorar por ela. Ele era Draco Malfoy não implorava nunca. Nem mesmo por Hermione.
_Gato comeu a sua língua? Pelo que me lembrava era mais falante. – ela debochou.
_Pare de representar a sonserina vingativa, não combina com você. – ele disse e a encarou.
_Aprendi bem minha lição Draco? Aliás foi você que despertou esse meu lado cruel, sonserino, esnobe não é mesmo?
_Aonde quer chegar?
_Eu? Aonde você queria chegar com essa merda toda Draco Malfoy?
_Foi um plano falho, de uma vingança idiota e infantil, que nunca daria certo, porque eu... - ele não podia dizer que havia se apaixonado.
_Sempre medroso. Não consegue admitir o que sente. Ainda tem vergonha de ter se apaixonado pela sangue-ruim? Pela sabe-tudo idiota!
Ela desafiou, mas ele não se moveu. O silêncio pesou entre eles, como um ataque de socos e pontapés. Machucava. Não queriam dizer ofensas, mas era da natureza deles se ofenderem. Agora não havia máscaras, nem magias, eram apenas Draco e Hermione ali, mas nenhum era forte o suficiente para dizer nada.
O choro alto e estridente, fez Hermione saltar, sem se importar com Draco, ela saiu da sala, deixando a porta aberta. No quarto ao lado, caminhou até o berço e pegou a pequena criança que estava vermelha de chorar.
_Shiu... shiii... And she would sing sha na na na na na na na ... It will be all right sha na na na na na.... Sha na na na na na na na ... Now just hold on tight
Draco estremeceu, quando ouviu a voz dela num sussurro, cantando algo que era dele. Ou pelo menos ela julgava ser assim.
_Hermione? – ele chamou, já que ela estava de costas para ele mais uma vez.
Ela se virou, e ele pode ver a pequena cabeça, coberta por cabelos loiros, finos e brilhantes. As mãozinhas gordinhas se agitando pelo ar.
Hermione sentiu frio e calor com aquele olhar. Ele estava bravo, bobo, confuso.
_De que ia adiantar você saber? Não ia alterar em nada. – ela disse fria, e beijou a pequena cabeça, acalentando a criança.
_Alterar em nada. Essa criança... Ela... - ele gaguejou trêmulo.
_A concebemos em Hogwarts, nasceu há três meses. É um amor de criança. Me deu trabalho para nascer, mas eu superei e supero qualquer coisa por ela. – Hermione sorriu terna, quando a criança parou de chorar.
_Ela?
_O nome dela é Penélope.
Draco sentiu suas pálpebras tremerem, seus olhos ardiam choraria. Sem dúvida ele choraria.
_Nossa? Nossa filha?
_Sim. Uma Granger Malfoy! - ela sorriu entre lágrimas.
E ele abriu um sorriso largo, era engraçado pronunciar esses dois nomes e eles serem pertencentes a uma mesma pessoa.
_Uma Granger Malfoy! – Ele repetiu testando a sonoridade daquele nome.
Hermione ajeitou a menina em seu colo, de modo que ela ficasse de frente para Draco.
_Olha Penélope, é seu pai. – ela disse suave.
E Draco pode ver o rosto da filha. Os olhos eram cinza, como os dele, o cabelo platinado. Era linda!
_Ela é perfeita!
_Ela é uma Granger, era de se esperar! – Hermione sorriu da confusão no rosto de Draco.
_Você vai me deixar tocá-la ao menos uma vez? – ele perguntou baixo.
_Sabe que não merece pelo que fez. - Hermione disse triste.
_Mas é a única coisa que desejo na vida nesse momento. - ele foi sincero.
Hermione sentiu seu nariz coçar, mostrando que choraria.
_Eu te tirei de Askaban, não foi para ficar comigo ou com ela. Só não queria que continuasse lá.
_Agradeço. Porque eu merecia continuar lá, embora não quisesse.
_Não estou reclamando a paternidade da minha filha.
_Mas eu estou.
Hermione sentiu o coração saltar. Inferno! Será que ela tinha errado tanto assim, em querer e lutar pela liberdade dele? Será que havia errado?
_Estou reclamando a única mulher que amei. E que amarei. A única pessoa que eu quero comigo. – ele disse sem coragem de – Mas entendo se me privar desse direito... - ela o interrompeu.
_Cala essa boca Draco. Você já errou demais, sei o quanto é mesquinho, então não tente bancar o mocinho ok? - ela disse
E então ele venceu a distância e a pegou de surpresa, com cuidado para não tocar a pequena, ele segurou o rosto dela, e a beijou. Hermione aceitou o beijo, o queria muito, suas línguas se acariciaram com calma e carinho.
_Acredito que possamos dar certo. – ele sussurrou com os lábios ainda colados aos delas
_Claro que se você deixar de ser um arrogante prepotente.
_E você deixar de ser a santinha sangue ruim.
Eles sorriram. E se beijaram novamente.
_Sim, eu também acredito.
_Podemos tentar. Eu quero estar ao seu lado. – ele disse.
_Uma vez você me disse que me amava, e sei que amou a Penélope ClearWatter. Mas e a mim? Hermione Granger você é capaz de amar?
Ele suspirou profundamente.
_Não posso afirmar o momento, mas eu sempre amei você, desde que esteve comigo. A Penélope foi apenas uma fachada. - ele sorriu de lado sedutor.
_Não é mais. Não é mesmo Penélope? – ela beijou a filha, que resmungava em seu colo.
Os dedos finos de Draco enfim tocaram o topo da cabecinha, e ele estremeceu.
_Nossa Penélope! – ele resmungou. E ela passou as meninas para os braços dele que a recebeu desajeitadamente – Nunca peguei um bebê.
_Amo-te Draco Malfoy. – ela disse distraída, vendo a imagem dos dois.
_Amo a ti também Hermione Granger.
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‘’... O inesperado, pode acontecer na vida de um homem que comete erros. Erros que podem ser fatais, e eternos. Eu agradeço a Merlin, por ter cometido um erro que me levou ao paraíso. ’’
Draco Malfoy,
Auror.
45 anos.
Casado há 25 anos com Hermione Granger editora chefe do semanário das Bruxas.
2 filhos.
Penélope Granger Malfoy, 26 anos.
Enzo Granger Malfoy, 10 anos.
Hermione sorriu, ao ver o que a filha preparara para a edição daquela semana. A frase a emocionou, ainda mais que estava com saudades do marido que viajara numa missão há 15 dias. Um pigarro chamou a sua atenção e ela olhou para a porta.
_Complete a edição, a frase: um homem completamente apaixonado e necessitado de sua esposa!
Ela sorriu e se levantou rapidamente, Draco a olhou, mesmo depois de tantos anos, conservavam a mesma vitalidade, e ela estava ainda mais bonita, ele a observou, os cabelos dela em cachos perfeitamente arrumados, caindo sobre os ombros com delicadeza.
Abraçaram-se fortemente e ele sussurrou em seu ouvido:
_Seus cabelos estão lindos! Adoro eles assim!
_Eu sei. Tenho arrumado eles dessa forma, desde que viajou, afinal você não tinha dia de voltar, e queria estar linda, do jeito que sei que você gosta! – ela disse dengosa, e beijou-o no pescoço.
_Enzo mandou uma carta. Está em detenção com o Potter. – contou sorrindo – É a terceira esse semestre. Espero que tome providências Draco Malfoy.
_Potter. Sempre pegando no pé dos Sonserinos. Vou falar com o Potter.
_Precisa falar com seu filho! - ela se indignou – Ele estava lançando feitiços embaixo das saia das meninas, para ventar e ele ver suas calcinhas.
_Oh! - Draco se espantou – Tenho que conversar com Enzo, para ser mais discreto, pode fazer isso, mas não precisa ser pego! – ele falou divertido.
_Eu vou te azarar Draco Malfoy. – ela quase gritou.
_Pode ser depois de... - ele fez um ar sugestivo – Estou morrendo de vontade sabe...
_Tudo bem, depois te azaro! – ela disse e aparataram juntos...
Nota autora: Tive uma exata crise de risos, quando vi quem era a aminha amiga! O que é normal, tendo visto que ela me faz rir tanto. Aliás a conheço a tanto tempo... e sempre que estou com ela no MSN alguém me chama de doida, porque começo a rir e não paro. Bom, tenho algumas coisas em comuns com essa pessoa, principalmente os gostos musicais kkkk Nirvana não gosto muito, apenas algumas musicas, Come as you are( espero que se escreva assim mesmo) é minha preferida. Bom difícil escrever pra essa pessoa. MUITO! Acho que tenho tendência a melar tudo, e ela não gosta de Doces. Hauahaua Nc? Puta merda, quando disse que tanto fazia ter ou não ter. quase enlouqueci, Merlin, fazer uma fic sem nc? Affão. Daí um dia me diz que podia ter mas não fazia questão, daí pensei, aah pelo menos umazinha! Hauahaahu Acho que fiz o possível pra não virar uma romance mexicano, do tipo Maria do bairro, tive tantas ideias... minha mente fervilhou... podiam seqüestrar o filho deles, colocarem fogo na casa dela... essas coisas a estilo Talia! Kkkkkkkkkkk mas me segurei bravamente. Espero do fundo do coração que goste. Porque eu amei escreve-la pra tu! Beijocas Juliane Fernandes.
P.S: Trabalheira encaixar essas frases ops testamentos Né? hauahuahau
