No décimo primeiro aniversário de Harry Potter, duas mulheres estranhas apareceram em Little Whinging. Ambas vestiam roupas de negócios e pareciam à primeira vista estar na casa dos quarenta anos, apesar de após uma segunda olhada ficar mais difícil determinar suas idades exatas. Suas roupas pretas tinham um estilo formal, e podia se dizer que estavam na moda.Moda de 1952 é claro. Ambas estavam usando estranhos chapéus grandes e pontudos.
Sra.Pettis, que estava olhando para a rua no momento, não podia dizer exatamente de onde as mulheres vieram. Em um momento elas não estavam lá, no outro já estavam. No entanto, seus pensamentos se recusaram a continuar na estranha natureza da súbita aparição das mulheres na vizinhança e ela sentiu uma extrema necessidade de ir arrumar os lençóis das camas.
Quando Petúnia Dursley abriu a porta da frente após várias batidas insistentes, ela gritou em terror e tentou fechar a porta imediatamente. No entanto, a porta parou no meio do caminho apesar de toda a força que Petúnia pós para fecha - lá, e gradualmente se abriu completamente de novo.
“Olá de novo, Petúnia”, uma das mulheres disse. “Já faz muitos anos.”
“Você não mudou absolutamente nada!” Petúnia gaguejou cobriu a boca com as mãos. “Já faz vinte e cinco anos, e você não envelheceu um dia!”
“Não seja boba. É claro que eu envelheci,” disse a Professora Minerva McGonagall com uma fungada de desprezo, “Eu apenas levo os anos melhor do que a maioria. Esta é Mafalda Hopkirk do Ministério da Magia. Nós estamos aqui para o exame físico de Harry em preparação para sua entrada em Hogwarts.”
“Ele não vai!” Petúnia gritou.
“É claro que ele vai criança,” disse McGonagall dando outra fungada – dessa vez de desdém. “Você nunca entendeu não é mesmo? Não é apenas para a segurança do próprio Harry que ele vai para Hogwarts – é para a sua proteção e da sua família também. Coisas ruins acontecem com trouxas ao redor de nascidos-bruxos não treinados, ou você esqueceu-se das suas próprias experiências? Se eu me lembro corretamente, sua mãe sobreviveu apenas porque eu cheguei a tempo.
“Vá embora!” Era mais uma súplica do que era uma ordem – uma suplica que ela sabia que não seria atendida.
“Sr. Harry Potter!” Minerva chamou. “Por favor, venha aqui.”
A porta do armário embaixo da escada sacudiu. Ambas as mulheres olharam de Petúnia para o armário, onde elas viram três travas do lado de fora da porta, e então de volta para Petúnia que estava prestes a novamente recusar e pedi-las para sair quando, sem aviso, tudo em McGonagall mudou.
Onde antes estava uma atrativa mulher de idade indeterminada agora estava uma criatura alien com olhos azuis-cinzentos que pareciam brilhar como holofotes. Seu rosto se estreitou e endureceu, e sua pele parecia pálida e translúcida, como uma folha de papel segurada contra a luz. Petúnia gritou e recuou um passo, segurando lágrimas de terror.
“Solte-o” disse McGonagall numa voz que carregava o gelo da tundra em seu tom. Petúnia se atrapalhou com as travas do armário, com os dedos trêmulos até que finalmente as conseguiu abrir para que o garoto pudesse sair.
Harry ficou de pé, instantaneamente em alerta por causa da aflição da tia. Ele congelou quando viu as duas mulheres, especialmente McGonagall, e encarou-a como um cervo pego pelos faróis de um carro vindo pela estrada. Ele não reparou na pele translúcida ou nos olhos brilhantes dela, ele reparou no turbilhão de fogo que via no peito da mulher que trouxe de volta uma memória que ele nem mesmo sabia que tinha.
“Mãe?”, ele sussurrou.
McGonagall congelou momentaneamente, pega de surpresa. “Não criança,” ela disse com uma voz forçosamente calma de um instrutor profissional, “Apesar de que eu tive a honra de ser amiga dela por muitos anos. Meu nome é Minerva McGonagall. Eu era professora da sua mãe na escola dela. Venha aqui, por favor.”
Ele foi como uma mariposa guiada por uma chama. Petúnia assistiu, pasma, Harry se aproximar e sem hesitação colocar uma mão sobre o seio esquerdo de McGonagall. "Você é real”, ele disse, seu rosto se iluminando em um sorriso deslumbrante e impressionado.
Por mais que odiasse todas as pessoas na sala Petúnia se lembrou que a mesma coisa aconteceu quando a irmã tinha onze anos. McGonagall pareceu se lembrar da mesma coisa quando ela tirou gentilmente a mão do garoto de seu seio, mais confusa do que zangada.
"Você nunca deve tocar mulheres aí senhor Potter", McGonagall falou gentilmente. "Eu acredito que é seguro dizer então, que você nunca viu outros como você, nunca viu gente da sua própria espécie, você viu?” Perguntou a professora.
Lutando contra um gemido Harry disse “Minha espécie?"
“Sua espécie”. Mafalda Horpkirk disse, falando pela primeira vez. Dessa vez Petúnia foi capaz de suprimir seu grito quando Mafalda também mudou, ficando também com olhos estranhos e brilhantes, dessa vez um castanho brilhante. A pela dela não ficou translúcida como a de McGonagall, mas com certeza ficou mais pálida do que o normal.
Harry tirou sua mão esquerda de McGonagall e a moveu em direção a Hopkirk, apenas para ela interceptar sua mão no meio do caminho. ”Como a professora McGonagall disse Sr. Potter, você não deve tocar mulheres aí.
"Bom, podemos começar Mafalda?" McGonagall perguntou.
Hopkirk brandiu sua varinha. Petúnia assistiu tremendo em silêncio enquanto uma aura azul cobriu o corpo do garoto, apenas para começar a brilhar na cor vermelha em certos pontos. Era a sua consciência pesada, tanto quanto sua memória que reconheceu cada ponto brilhando em vermelho como um dos lugares onde Harry tinha sido machucado.
O rosto de Hopkirk assumiu uma expressão sombria, enquanto seus olhos pareceram brilhar mais “Esta criança não tem sido tratada adequadamente”, ela disse. Havia um perigoso eco em sua voz, como se outra pessoa fala-se logo depois dela.
“O armário sob a escada é uma óbvia evidencia disso”, disse McGonagall. “Quão ruim?”
“Subnutrição crônica e uma variedade de lesões que uma criança dessa idade nunca deveria ter. Não o bastante para dizer que ele foi fisicamente abusado com freqüência, mas houve abuso e com certeza suas necessidades foram negligenciadas.”
“Sua mágica?”
Em vez de responder Hopkirk balançou sua varinha. Harry, enquanto isso estava olhando para a mulher com uma expressão confusa. “Senhora, o que você esta fazendo?”
“Nós estamos fazendo uma avaliação física para ver como o senhor está Sr. Potter,” disse McGonagall. “Estamos usando mágica para fazer isso.”
"Mágica?”
“Mágica” disse Hopkirk.”Algo que você parece ter para além da cota. Minerva, a mágica do garoto é... muito forte, especialmente considerando as circunstâncias. Aquelas proteções do diretor devem ser a chave, elas devem estar sustentando ele, já que com essa desnutrição crônica ele deveria ser praticamente um aborto.”
“Eles são feitiços de proteção universal, mais poderosos do que qualquer outra coisa que nós poderíamos fazer.”, disse McGonagall. “Eles tinham que ser para justificar a estadia do garoto com essa... gente.” Harry tinha acabado de completar onze anos, mas ele era velho o bastante para entender que quando McGonagall disse a palavra “gente” enquanto olhava para Petúnia era na verdade um grande insulto."
“Bem,” Hopkirk disse com um aceno de satisfação, “ele certamente se qualifica o bastante magicamente. Eu me atrevo a dizer que ele vai ser extremamente cobiçado pelas bruxas. Pessoalmente eu não vejo como ele vai conseguir chegar ao quinto ano sem ser subjugado.”
Harry lutou para não corar— ele não sabia do que é que elas estavam falando, mas de algum modo sabia que subjugar não era uma coisa boa.
McGonagall acenou antes de virar-se para Petúnia. Ela levantou uma mão e para surpresa e deleite de Harry um pergaminho simplesmente apareceu na mão da mulher. Petúnia pulou ao ver isso.
"Petúnia Dursley, você irá assinar este pergaminho dando sua permissão para Harry Potter estudar em Hogwarts.” Não era um pergunta, mas uma afirmação de um fato bem estabelecido.
“E se eu não assinar?” Petúnia perguntou.
“Que pergunta estúpida “disse McGonagall, sua voz abaixando e o azul de seus olhos mudando para um frio cinza metálico e de novo para azul tundra.
Com dedos trêmulos, Petúnia pegou a pena e o pergaminho que a mulher estava oferecendo e começou a assinar antes de gritar de dor e surpresa. Ela olhou para as costas da própria mão e então para McGonagall. “Uma pena de sangue.”, a professora explicou com certa presunção. “Com certeza você se lembra do seu pai assinando para a mãe de Harry? Agora termine de assinar!”
Com lábios trêmulos e rosto pálido, Petúnia terminou de assinar o pergaminho. Ele desapareceu com um pop enquanto Petúnia esfregava dolorosamente as costas de sua mão.
“Em uma semana, uma colega minha virá pegar o jovem Harry para a orientação para estudantes nascidos e criados por trouxas.” disse McGonagall. “Nesse meio tempo, eu espero que ela tenha passado a semana em uma cama descente em um quarto de verdade. Eu espero que ele tenha recebido três refeições fartas por dia. Além disso, eu espero que ele não tenha nenhum novo machucado nem seja submetido a nenhum tipo de trabalho físico. Se as minhas expectativas não forem cumpridas, então eu não vou hesitar nem por um segundo em rasgar a sua mente em pedaços e reconstruí-la dos destroços para servir ao único propósito de proteger e cuidar de Harry Potter, mesmo que seja ao custo da sua própria família. Pelo bem de Lilian, se não pelo de Harry, eu não irei permitir que você continue maltratando este garoto. Lembre-se da carta de Dumbledore e faça como ele pediu, ou sofra as conseqüências.”
“Eu não entendo,” Harry disse finalmente. “O que está havendo?”
McGonagall voltou sua atenção de Petúnia para Harry, se ajoelhando com um sorriso no rosto. “Harry você é um bruxo, como seu pai antes de você. Sua mãe era uma bruxa como eu sou. E no dia primeiro de setembro você irá começar a estudar na Escola de Bruxos e Bruxas de Hogwarts, do mesmo modo que seus pais fizeram. Você vai estar entre a sua própria espécie — crianças iguais a você. Na verdade no próximo final de semana você já irá encontrar algumas, quando eu conduzir a sua orientação. Você nunca mais estará sozinho de novo Harry. Isso eu prometo.”
"Não estarei sozinho?” Harry perguntou. Sua voz falhando quando ele olhou para cima em direção a bruxa, os olhos brilhando com intensidade.
"Nunca mais, criança,” disse McGonagall. "Nunca mais. Eu sei que você tem perguntas, mas eu preciso pedir para que as guarde por mais uma semana”. Ela se levantou e olhou friamente para Petúnia. "Se minhas expectativas para o senhor Potter forem cumpridas até o seu décimo sétimo aniversário, todo o mal será perdoado."
De repente, ambas as mulheres desapareceram com dois pops de ar se deslocando, fazendo ambos Harry e Petúnia pular de surpresa. "Tia Petúnia, minha mãe realmente era... uma bruxa?"
Petúnia gritou — uma expressão de raiva e desesperança em seu rosto que deixou Harry paralisado. Um momento depois, Duda entrou derrapando na sala. "O que houve?" Ele perguntou. "O que o esquisito fez mãe?”.
"Duda,” Petúnia disse, forçando as palavras para fora como se fossem os sons mais difíceis que ela já fez na vida, "vá lá em cima e limpe o seu segundo quarto. Faça isso agora.”
"Pra quê?” Exigiu Duda, ficando vermelho como seu pai quando ficava com raiva.
"Porque o seu primo vai ter seu próprio quarto”, disse Petúnia.
"Como se papai fosse deixar isso acontecer”, Duda disse com hostilidade.
"Faça o que eu mandei agora,” Petúnia gritou.
"Papai vai me dar o quarto de volta, você vai ver!"
Ele correu escada acima em um instante, deixando um atônito Harry ao lado de sua tia.
"Fique longe de mim, "Petúnia disse finalmente. "Você vai ter o seu quarto e a sua comida, mas não pense nem por um segundo que você vai algum dia ser um membro dessa família!”
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No sábado seguinte, Harry se sentou na beirada da cama de segunda mão com um colchão de espuma barato em que ele havia dormindo pela última semana. Ela estava vestindo uma calça jeans gasta, porém intacta e uma camisa e um colete comprados no bazar local, mas ele não se importava. Eram as primeiras roupas que ele possuía na vida que realmente serviam.
Além da cama tudo que havia no quarto eram uma mesa reparada apressadamente, uma cadeira e uma estante de livros barata da loja de departamentos local que guardava seus velhos livros de escola e qualquer livro que ele era capaz de obter quando a livraria local jogava fora os livros velhos e impossíveis de vender para abrir espaço para estoque novo. A maioria não tinha capa, mas ele não se importava.
No banco vagabundo que havia lhe servido de criado mudo estava um velho relógio infantil em forma de gato, com o mostrador dos números digitais no lugar onde a boca do animal deveria estar. Lembrava a ele o gato de Alice no País das Maravilhas, e deu um enorme susto em Duda à primeira vez que ele o viu, que era o motivo pelo qual o relógio agora pertencia a Harry. O relógio dizia que eram quase nove horas.
"Por favor, que elas venham,” sussurrou Harry, ”por favor.”
Quase no mesmo instante os números mudaram de 8:59 para 9:00 e uma mulher apareceu na frente dele com um pop. Não era nenhuma das mulheres que vieram antes — esta mulher era mais encorpada com um toque de cinza em seu cabelo crespo, mas isso não importava.Ela brilhava por dentro igual às outras duas mulheres. Ele podia ver o pulsar da mágica dela, centrada ao redor do coração, brilhando e fluindo como uma luz vermelho castanha. Dessa vez não era água nem fogo e sim terra. Ele se levantou e antes de sequer perceber o que estava fazendo tentou alcançar aquela luz apenas para a mão dela gentilmente parar a sua.
"Eu sei que é tentador me tocar criança,” a mulher disse gentilmente, "mas você precisa aprender a não fazer isso. Aquelas de nós treinadas para trabalhar com você entendem o que está acontecendo, mas não são todas as bruxas que vão apreciar você tocando o seio delas não a mesmo?”
Levou um momento para ele realmente entender o que ela estava dizendo, mas quando ele entendeu suas bochechas coraram de vergonha. "Desculpe," ele disse rapidamente.
"Calma garoto. Como eu disse eu lido com nascidos trouxa primeiranistas todos os anos, então eu fui treinada para lidar com a necessidade de tocar. Meu nome é Professora Sprout, e eu irei te levar para a sua orientação. Você está pronto?”
"Sim senhora. Er, digo professora."
"Muito bem rapaz," disse Sprout com um largo sorriso. “Segure a minha mão, o que nós vamos fazer agora é chamado aparatação. É uma forma mágica de transporte, mas pode ser bem desconfortável na primeira vez que viaja através dela. Quando eu contar três então. Um, dois, três..."
O mundo ao redor dele se dobrou e espremeu como o interior de um tubo de pasta de dente sendo amassado, antes de jogar Harry para outro lugar, e ele se viu em uma sala diferente encarando várias crianças brilhantes acompanhadas por adultos normais e a professora que veio uma semana atrás — McGonagall.
"Ah, Sr. Potter, muito bom,” disse McGonagall. Para a outra bruxa ela disse com uma sobrancelha levantada, “Algum problema, Pomona?"
"Nenhum, Minerva," Sprout disse. "Eu me atrevo a dizer que eles atenderam as suas expectativas, talvez até um pouco mais do que isso.”
“Muito bem Sr Potter, poderia se sentar com os outros estudantes?"
Harry piscou, ainda tentando superar não apenas o choque da viajem, mas também do choque de ver crianças que eram como ele. Bem, não exatamente como ele. Quatro dos cinco encarando ele eram garotas — uma com um cabelo volumoso e dentes da frente meio grandes, uma com um cabelo loiro brilhante que ia até ombros, uma com cabelo preto como o dele, e uma quarta garota com pele morena. O quinto era um garoto alto e magro com um cabelo castanho que mais parecia um esfregão. As garotas estavam vestindo belos vestidos com as cores primarias, enquanto o garoto vestia uma calça preta e uma camisa verde claro. No entanto o que fez Harry ficar em choque eram as cores mudando e girando ao redor e dentro deles.
O peito da garota com cabelo volumoso brilhava com uma luz vermelha, assim como a garota morena (apesar de que com um brilho menor). A garota com cabelos pretos tinha um forte brilho castanho terra em seu “núcleo”, enquanto a menina loira e o garoto pareciam ter uma luz leve e cheia de nuvens dentro deles. Seus olhos tinham o mesmo efeito brilhante que os de Harry, apesar de que cada um brilhava em sua própria cor. Era tão bonito para Harry que lhe tirava o fôlego.
Ele podia ouvir os adultos conversando, mas não podia tirar seus olhos de cima das crianças em sua frente. Seus olhos brilhavam como os dele, a maioria em uma cor escura exceto pela garota loira com olhos azuis. Eles estavam todos o encarando de volta e lentamente ele deu um passo à frente.
“Oi,” Ele disse desajeitadamente.
“Oi!” a garota com cabelo volumosos e olhos castanhos disse. “Eu sou Hermione Granger.” Ela apontou para a garota com olhos de cor chocolate. “Esta é Deanna Thomas, e aquela é Justine Finch-Fletcheley.” A garota alta sorriu timidamente. “A garota loira é Terri Boot, e...”
"Kevin Entwhistle," o garoto disse antes que Hermione pudesse terminar.
"Bem, sim olá," Hermione disse. "E você é…"
"Harry Potter," Harry disse.
Hermione sorriu e estendeu a mão; atrás do sorriso dela ele podia ver as cores em seu peito pularem e borbulharem, e por trás dos olhos dela ele viu uma sombra. Ela estava com medo de que ele não fosse apertar a mão dela.
Apesar de ter acontecido quando ele era jovem, ele se lembrava da única vez em que um estranho pegou em sua mão e não a soltou imediatamente. Sorrindo fracamente, ele alcançou e tocou a mão dela com a sua, e os dois congelaram quando o ar ao redor de suas mãos faiscou.
Os olhos de Hermione se arregalaram enquanto seus lábios se abriram em um baixo “Oh!”. Justine levantou-se rapidamente, preocupada, até que ela também ficou em pé ao lado de Harry. Seus próprios olhos também se arregalaram e sem hesitação ela tocou o braço de Harry.
"Wow," ela disse.
"Eu sei” Hermione respondeu.
Da parte de Harry, ele não podia nem mesmo começar a descrever a sensação do toque delas. Ele continuou segurando a mão de Hermione enquanto o que parecia uma corrente elétrica corria entre eles, enquanto o toque de Justine causava pequenas faíscas elétricas em sua outra mão. Curiosa, a garota morena chama Deanna veio até Justine e tocou seu ombro.
“Isso é bom” ela disse com um sorriso alegre. “Isso é realmente bom.”
Harry viu as cores começarem a borbulhar de novo, mas dessa vez parecia felicidade. Pego pelo choque de tantos toques, ele de repente se sentiu tonto e mais feliz do que ele podia se lembrar de ter se sentido. Ele levantou a mão e tocou a bola de cores no peito de Hermione, esquecendo-se completamente do que a professora Sprout disse.
Hermione não se importou — ela fechou os olhos e balançou suavemente pra frente e para trás, e enquanto ele tocava as cores brilhantes e borbulhantes foram de um vermelho brilhante para um rosa calmo. Ele se virou para Justine e fez o mesmo, e a terra fervente no peito dela também se acalmou.
De repente, novas mãos estavam em seus ombros — mão que não soltavam faíscas ou mandavam uma sensação elétrica através dele. A magia com as garotas se quebrou abruptamente e todos eles se sacudiram e seus olhos se abriram de surpresa a súbita falta de contato, apenas para ver a Professora McGonagall segurando os ombros de Harry em suas mãos, se inclinado a sua esquerda para olhar para as garotas.
“Sr. Potter, o que foi que eu disse?” ela perguntou. Ela falou calmamente, mas com firmeza. “Não é apropriado tocar garotas ai.”
"Er, desculpe professora,” disse Harry. Ele e as garotas coraram igualmente.
“Sim, bem seja mais atento, por favor. Eu temo que os pais delas não estejam muito felizes com você.”
Harry olhou por cima do ombro dela para os pais irritados e se sentou rapidamente. Ele mal notou Hermione e Justine se sentando uma de cada lado dele.
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Calliope e Edwin Granger chegaram ao local agendado para o encontro na periferia de Londres antes das 9 a.m. com sua filha no banco de trás do carro. Hermione se sentou olhando atentamente com aqueles olhos castanhos desconcertantemente brilhantes, sua boca era uma linha fina meramente reprimindo a excitação. “Lá está” ela gritou apontando e balançando em seu acento.
Eles não podiam ver nada além de três prédios de dois andares velhos e sem nenhum letreiro ou sinal. “Qual querida?” Calliope perguntou.
“O do meio”. Hermione disse. “Vocês não podem ver a placa? A que diz Orientação para Hogwarts?”
Eles olharam para onde ela estava apontando, mas não podiam ver nada, especialmente nenhuma placa. Ainda sim as direções dadas pelo convite da professora McGonagall eram bem claras. Eles estacionaram perto dos prédios perto de dois outros carros e desceram.
Hermione segurou a mão de sua mãe, fazendo os pelos do braço de Calliope se levantarem. A sensação do toque de sua filha sempre assustou Calliope e preocupou Edwin. Eles freqüentemente discutiam levar Hermione para testes para descobrir o que causava isso, mas por razões que nenhum dos dois podia realmente entender, eles nunca fizeram isso.
No entanto no momento em que viraram a esquina, Calliope engasgou. No centro do prédio, brilhante como a luz do sol, ela viu a grande placa com letras negras anunciando Orientação Estudantil de Hogwarts.
"Edwin, você viu aquilo antes?" ela perguntou.
"Vi o quê?" Seu marido perguntou.
"A placa."
"Que placa?"
Ela soltou a mão de Hermione para apontar, mas no momento em que ela perdeu contato a placa desapareceu. “Oh”, ela disse decepcionada. “Deve ser... mágica eu suponho. Hermione querida volte aqui, por favor.”
Impaciência tornou o sorriso da garota em uma careta enquanto ela voltava “Mãããe!” ela disse querendo entrar rápido. “Vamos logo!”.
"Hermione seu pai e eu não podemos ver a placa a menos que seguremos suas mãos.”
Hermione parou então seus olhos se arregalaram e ela bateu as mão em deleite. “Deve ser mágica então!” ela disse. Ele segurou as mãos deles e Calliope viu os olhos de seu marido e iluminarem de surpresa quando a placa apareceu bem na frente deles.
Apesar da aparência mal cuidada por fora, o interior do edifício era bem mobiliado com sofás confortáveis, poltronas e cadeiras ao redor de uma grande mesa redonda. Havia um espaço livre em frente à mesa, e contra a parede mais distante havia uma fileira de seis cadeiras reclináveis acolchoadas. Já havia crianças sentando nas cadeiras, com sete adultos já presentes.
“Bem-vindos, bem-vindos,” a figura alta da Professora McGonagall disse. “Nós estamos felizes que vocês puderam vir. Edwin e Calliope Granger, por favor, conheçam...” ela começou a introduzi-los aos outros adultos. Calliope sorria e acenava nas horas apropriadas, mas seus olhos estavam em sua filha e nas três outras crianças olhando para ela.
Ver os olhos das outras crianças com o mesmo brilho estranho deu calafrios na espinha de Calliope. Era uma realização profunda de que Hermione não era única; mas mais do que isso, ela era parte de uma coisa que Calliope não podia ser. Sentaram silenciosamente olhando em volta enquanto Hermione as encarava.
A segunda mulher—bruxa, Calliope lembrou a si mesma— veio e guiou os Grangers para um sofá enquanto a professora McGonagall guiava Hermione para uma das cadeiras. Hermione se sentou, e como era seu hábito, imediatamente começou a falar com as outras crianças. Normalmente o que aconteceria a seguir seria as crianças encararem ela estranhamente, estremecendo, e então ou dar as costas a ela ou, no caso dos mais agressivos, dizer firmemente para ela sair de perto.Depois disso viriam as lágrimas e a solidão depressiva. Eles passavam por isso todo novo ano escolar, até Calliope se perguntar se sua filha tinha uma impressionante força de caráter ou uma tremenda teimosia de continuar tentando.
Mas dessa vez, as crianças responderam entusiasmadamente, sorrindo e apertando sua mão e até rindo um pouco ao toque. “Ed olhe,” ela sussurrou.
“Estou vendo.” Ele assegurou a ela. Ele pegou sua mão e os dois se sentaram.
Um momento depois uma terceira bruxa apareceu com um pop que fez os outros adultos na sala pularem de surpresa. No braço dela se pendurava um garoto baixo e magro, com cabelo preto e bagunçado, e os olhos verdes mais brilhantes que ela já tinha visto. Mesmo comparado as outras estranhas crianças ele ainda parecia estranho.
Calliope não escutou a estranha conversa entre as bruxas; em vez disso ela olhou sua filha saudar o garoto. Como as outras crianças, o recém chegado não rejeitou ela como uma criança normal faria. Em vez disso ele pegou a mão dela e a balançou.
E então as bochechas de Hermione ficaram vermelhas e seus lábios se abriram. Um momento depois outra das garotas se levantou e começou a esfregar a mão no braço do garoto como se ele fosse um gato. Ela sentiu a mão de seu marido apertar a dela, com força, quando o garoto simplesmente tocou o peito de sua filha!
“O que ele está fazendo?” Edwin gritou incapaz de se conter.
“Impressionantemente, os estudantes nem mesmo notaram o grito. As três bruxas se viraram para ver o que estava acontecendo enquanto o recém chegado tocava também o peito da outra garota. “Justine!” a mãe da garota vestida em roupas caras gritou espantada.
A mulher alta—Professora McGonagall—puxou o garoto enquanto as outras duas—Hopkirk e Sprout, trocaram um longo olhar de entendimento. Hopkirk virou-se para olhar primeiro para a mulher em casaco de pele e depois para Edwin, antes de sorrir calmamente. “O que vocês estão testemunhando não é incomum para crianças nascidas trouxa,” ela explicou. “O Sr. Potter certamente não pretendia fazer nada inapropriado, nem as garotas quando retornaram seu toque. De fato, tem a ver com a percepção deles de si mesmos sua mágica, e o mundo como um todo. E isso, senhoras e senhores, é o porquê de vocês estarem aqui hoje. Por mais difícil que seja aceitar nós não somos como vocês, e nem seus filhos e filhas são.”
Apesar de isso ter sido dito em uma voz calma e controlada, as palavras foram como uma ventania para Calliope. Ela se sentou de volta quando o garoto se sentou entre uma Hermione que corava furiosamente e a garota alta cuja mãe elegantemente vestida chamara de Justine.
Nós não somos como vocês. As palavras soaram detestáveis nos ouvidos de Calliope, enquanto a inegável verdade sentava ali olhando para ela com olhos castanhos que brilhavam.