Conhecendo o inimigo
O moreno ofegou, e levantou os olhos novamente para o loiro sentado no canto da sala, não foi nem uma surpresa encontrar os olhos acinzentados dele o encarando em expectativa, Harry virou o rosto para Rony, o amigo coçava o queixo com um olhar distante, o ruivo fechou os olhos com força, apoiou os cotovelos no braço da cadeira, e com a cabeça nas mãos, balançou-a de um lado para o outro.
Draco se levantou da cadeira e foi em direção ao corredor escuro que levava ao quarto onde estava, Harry se levantou imediatamente e foi atrás, e não demorou a ouvir os passos do ruivo indo atrás dele.
Com todas as janelas da casa muito bem fechadas, Draco procurou no breu do corredor a maçaneta do quarto, atrás de si Harry acendeu a varinha, e enfadado, Draco abriu a porta do quarto com certa violência.
A porta caiu no chão com um baque surdo e se desmanchou, Harry poderia rir da situação se o que os trazia ali não fosse tão sério.
Com um toque da varinha, o moreno reparou a porta e a pôs no lugar, meio afoito, Rony adentrou ao quarto com os olhos arregalados.
-Vocês ouviram o que eu ouvi? – perguntou o ruivo se esquecendo completamente de que o outro homem presente ali era Draco Malfoy – eu não... Não pode ser! Isso é ridículo!
-Ridículo, mas completamente lógico Weasley.
Respondeu Draco, Rony o olhou num misto de surpresa e raiva, bufou.
-Era só o que nos faltava... Como se não bastasse Voldemort!
Disse o ruivo com raiva. Depois de lançar um feitiço para abafar o som no quarto, Harry se virou para os dois e disse:
-Mas... Eu não consigo entender uma coisa... – disse o moreno se sentando numa cadeira bamba – vampiros não são tão poderosos assim... Não tinha aquele que vivia no sótão da sua casa?
Perguntou Harry á Rony, o moreno estava completamente confuso, Rony sorriu amargo.
-Ele não é um vampiro de verdade, aliás, ele é... Mas... Ele é mestiço, não é puro sangue - disse Rony lançando um olhar de desprezo á Draco, o loiro simplesmente ignorou, não estava em condições de desafiar ninguém – os vampiros mestiços perdem grande parte do poder especial dos vampiros puros.
Respondeu o ruivo, Harry fez uma cara ainda mais confusa.
-Poder especial?
-É – começou Rony – você nunca leu aquele livro? A lenda de Eduard Ackroyd?
-Não.
Respondeu o moreno.
-Quando tiver tempo leia, você vai entender melhor, mas posso te falar o básico...
”Essa raça de vampiros existiu á setecentos anos atrás a última família de vampiros de raça pura, foi a família Ackroyd, era extremamente tradicional, o filho mais novo da família era Eduard Ackroyd, toda a família estava sendo caçada, os bruxos conseguiram matar todos seus parentes, mas ele era bem inteligente, e conseguiu sobreviver por anos, mas por fim acabou sendo capturado, no dia de sua morte porém, ele lançou uma maldição sobre o mundo, feitiço poderoso, coisa de vampiros, dali á setecentos anos nasceria uma criança que nasceria com os poderes de um vampiro raça pura, despertaria seus poderes de vampiro aos onze anos, e voltaria a espalhar o terror pelo mundo bruxo...”
Harry olhou para o chão meio atordoado e disse por fim:
-Continuo sem saber os poderes que eles tinham.
-Não se sabe exatamente – Draco começou a responder – porque a lenda foi adaptada ao longo dos anos... As pessoas foram reescrevendo e criando novos poderes para os vampiros, pra história ficar mais interessante, e é exatamente por isso que ninguém acreditava na história, consideravam apenas uma lenda urbana, coisa para assustar as criancinhas – disse com um sorriso de lado – mas no livro diz que os vampiros são muito mais resistentes que um bruxo comum, é quase impossível morrerem por acidentes comuns, também são muito mais fortes, um soco de um vampiro é mais forte que um coice de um unicórnio adulto, além da capacidade de cicatrização deles ser absurdamente rápida, um corte fundo que poderia demorar um mês pra cicatrizar, os vampiros cicatrizam em alguns dias, eles tem um raciocínio muito mais rápido do que o de uma pessoa comum, não precisam de varinha para executar feitiços, mas em compensação não podem ficar no sol, e nem entrar em contato com prata.
Terminou o loiro, Harry soltou um muxoxo.
-Droga! Meu sabre!
Exclamou ele com as mãos na cabeça, Rony o olhou confuso.
-Como assim?
-O tempo todo eu estava com meu sabre de prata quando a encontrei na casa do John!
Rony fez uma careta, Harry pareceu lembrar de mais alguma coisa.
-Você disse que ela saía de dia, só que coberta – acrescentou o moreno – coberta como?
Draco tentou se lembrar.
-Sempre com capa, óculos escuros, botas...
-Mas... Então como ela sobrevivia? Ela ainda ficava em contato com o sol!
Draco desviou o olhar, ele sabia de mais alguma coisa.
-Malfoy, o que você sabe?
-Nada.
Disser o loiro seguro, Harry se levantou da cadeira e Rony da cama, os dois apontaram a varinha para o peito do loiro, Draco olhou com cara de inocente para os dois.
-Malfoy, você não está em condições de tentar fazer ninguém de idiota, ou você diz, ou o seu cabelinho de farmácia, vai receber tinta rosa.
Draco cerrou os dentes, Harry teve novamente vontade de rir, mas novamente a situação era demasiadamente séria pra isso.
A porta se abriu e voltou a cair com estrondo no chão. Os três olharam a ruiva assustada na porta, Gina entrou no quarto e com um toque da própria varinha voltou à porta para o lugar.
-Posso saber o que estão conversando?
A ruiva não reparou imediatamente, mas um par de olhos cinza estavam febrilmente depositados sobre o rosto e o corpo da jovem de apenas 19 anos.
-Não?
Disse Rony irônico, sabia que não adiantaria em nada. A ruiva fuzilou o irmão com os olhos, e voltou-os amavelmente para os verdes de seu noivo.
-Longa história, talvez hoje á noite nós reunamos todos, e podemos discutir o assunto com mais calma...
-Hermione Granger é a descendente de Eduard Ackroyd.
Cortou Draco, Harry fechou os olhos incrédulo, Malfoy ficaria com os cabelos rosa pelo resto de sua vida...
Gina arqueou a sobrancelha.
-Isso é ridículo, essa história é só uma lenda!
-Talvez não seja...
Disse Harry pesaroso, ele lançou novamente o feitiço para abafar o som no quarto.
-E a cada segundo faz mais sentido – disse Rony se esquecendo temporariamente de Draco – os ataques àquelas vilas que eram devastadas, não havia nem uma pista de como acontecia, agora ficou óbvio, foi ela!
-Mas porque Voldemort – disse a ruiva com um leve tremor – não ameaçaria o mundo bruxo com ela? A final de contas ela trabalha pra ele não é mesmo?
-É, mais ou menos – começou Rony – ela não é uma comensal, mas Voldemort não gostaria de que nós soubéssemos, ela é uma arma pra ele, é muito mais vantagem manter em segredo, ele nos faz andar num campo minado, não sabemos onde estamos pisando, não conhecemos o inimigo, mas o inimigo nos conhece, ele sempre terá uma carta na manga, mas nós não...
-Mas agora ele não tem mais - disse Harry, o moreno parou pra pensar um instante – quando ela fez onze anos, Voldemort foi buscá-la na casa dos pais, provavelmente ele matou os pais dela, e a persuadiu a ir embora com ele, ela tinha onze anos...
-Mas não faz o menor sentido, porque ela iria depois disso matar toda sua família? E porque ela iria embora com o assassino dos pais dela?
Perguntou Gina confusa. Harry respondeu:
-O porque dela matar toda a família dela eu ainda não entendi... – respondeu o moreno pensativo – mas quando vivo Dumbledore me provou que Voldemort sabe ser persuasivo quando preciso.
Finalizou se lembrando das visitas pela penseira do diretor.
Gina suspirou, e voltou a falar:
-Mas a questão dos ataques aos vilarejos, grande parte dos ataques pelo que soube ocorreram de dia, se ela é uma vampira, não poderia sobreviver de dia!
-Era isso que iríamos esclarecer antes de você chegar...
Disse Rony voltando a varinha para o pescoço de um desavisado Malfoy.
-Vai falar por bem ou por mal?
Perguntou Harry, ele olhava sadicamente para o cabelo ainda loiro de Malfoy, passando as mãos protetoramente pelo cabelo, Draco falou:
-Ela tomava uma poção todos os dias, uma poção azul, e sempre andava com uma reserva, não sei pra que servia a poção, eu cheguei a perguntar, mas ela não me disse.
-Vocês eram bem próximos não?
Perguntou Gina sarcástica, foi a vez de Draco arquear a sobrancelha para a mulher, pigarreando respondeu:
-Só tínhamos ideais parecidos.
-Parecidos demais.
Finalizou a ruiva novamente sarcástica, Harry olhou para Malfoy, poderia conseguir mais informações dele do que imaginara...
-Essa poção devia ajudá-la a ficar no sol.
Constatou o moreno, Rony concordou com aceno de cabeça, Gina fez uma careta de nojo e perguntou:
-Ela bebe sangue?
A mulher questionou meio incrédula, Draco disse:
-Não, ao menos nunca a vi beber – ele exibia uma expressão levemente assustada – a poção também devia suprimir isso.
Todos permaneceram em silêncio por um tempo, digerindo todas as informações, e analisando a situação minuciosamente. E foi nesse silêncio que cada um dos quatro presentes no quatro puderam analisar, e constatar o quão grande era o problema que aquela lenda causaria em suas vidas.
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Hermione acordou e tomou sua poção, sua imagem antes translúcida no espelho, tomou cor, prendeu o cabelo numa trança, pôs os óculos e suas roupas pretas, depois de vestida, jogou um sobretudo por cima da roupa, olhou para a janela, o dia estava nublado.
-Perfeito.
A mulher sorriu, havia crueldade em seu sorriso...
Hermione abriu a porta da sala de jantar como sempre, Voldemort a encarou com seus olhos vermelhos, a mulher sentou-se á seu lado.
-Onde mesmo era a antiga sede dos Rebeldes?
Perguntou a mulher se servindo de vinho.
-A antiga casa dos Weasleys – respondeu o homem mecanicamente – A’Toca, use a rede de Flu.
Hermione concordou com um aceno de cabeça.
Terminou seu café, e ia se levantar quando Voldemort segurou seu braço com sua mão de dedos longos e cadavericamente brancos e disse:
-Eu quero o Potter pequena, capture-o, e sabe que será muito bem recompensada.
Hermione continuou imóvel, Voldemort soltou seu braço, a mulher se dirigiu à porta, ao abri-la, parou e sem se virar falou:
-Vou capturá-lo Tom – respondeu a mulher ainda de costas – mas não por você, por mim.
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N/A: Cap cinco!!! nem acredito que a fic está dando certo! que bom que vocês gostam da idéia!!! Sem contar é claro, a honra de estar entre as vinta mais lidas!!! ^^ Da pra imaginar como estou feliz? "autora completamente abobalhada" Bem pessoas, vou responder ás perguntas...
Nina.Potter como vc viu no cap não foi a Mione que matou os pais! e sim o Voldemort, essa parte da história ainda está meio confusa... Mas eu vou esclarecer tudo! Pode ficar tranquila, ainda tem muita coisa pra contar e esclarecer! Mas tudo aos poucos é claro! XD espero que esteja gostando, e se tiver mais dúvidas é só perguntar!
Ceh_Mota eu procuro manter as datas de acordo com as do livro, mas como eu não tenho nem um dos livros (apesar de querer a coleção toda é claro, e ainda tenho esperança de ganhar algum dia!) eu não posso ter certeza das datas que coloco na fic, então de acordo com as minhas contas, a Hermione nasceu em 1986, e essa é a data que eu coloco pra fic, mas não tenho certeza se é a oficial, e os gêmeos têm 22 aninhos! Se tiver mais alguma dúvida é só perguntar! XD
Poly Figueiredo ela é vampira sim!! Completamente vampira! Mas como você vê, eu não sou tão má assim, aquela poção que apareceu no cap dois, ajuda ela a ficar no sol, e com ela a Mione não precisa beber sangue! Espero que continue gostando da fic!! XD
Todas as perguntas respondidas! Se alguém tiver dúvidas, é só perguntar ok?? Agora posso me despedir, mas não sem antes fazer o pedido clássico...
COMENTEM! E façam uma autora feliz!!
bjos!
Poly_Malfoy |