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1. Pensamentos solitários


Fic: O despertar do poder


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 1 – Pensamentos solitários – Parte 1

Harry Potter estava bravo. Ele estava deitado em sua cama na casa dos Dursleys, encarando o teto. Ele não estava certo do porque de toda a sua raiva, mas seu humor estava refletido nas fracas sombras criadas pela luz do sol cinza que passava através de sua janela. Uma tempestade de verão chegou à cidade e só agora estava começando a diminuir enquanto o sol se punha.

Harry passou muito do seu tempo fora da casa dos Dursley, principalmente andando pela cidade ou sentado no parque lendo seus livros de Defesa Contra as Artes das Trevas. Este último tinha se tornado uma obsessão para ele, uma distração dos tormentos que o invadiam quando pensava sobre os eventos do ano anterior. No começo do verão, ele tinha mandado uma coruja para o Prof. Dumbledore e pedido a ele para lhe emprestar alguns livros com matérias que cairiam em seus N.I.E.M.s para que pudesse estudar. O professor ficou feliz em lhe mandar uma grande variedade de livros.

Ele poderia se sentar por horas revisando feitiços e planejando o que ensinaria nas aulas da A.D., aulas essas que ele pretendia continuar assim que o próximo ano começasse. Ele tinha certeza que Dumbledore daria permissão para que a A.D. continuasse, e queria estar preparado.

Ele também queria preparar a ele mesmo. O incomodava o fato de que mesmo apresentando uma melhor performance na batalha do último ano do que na de seu quarto ano, ele ainda contou com muita sorte. Era um milagre que ninguém mais tivesse morrido. Aquele pensamento o lembrava inevitavelmente de seu padrinho, Sirius Black.

Harry colocou suas pernas para fora da cama e se levantou, frustrado. Começou a andar pelo quarto, tentando extravasar um pouco de suas energias.

Ele se sentia alternadamente bravo e entorpecido. Primeiro, ele simplesmente não conseguia acreditar que Sirius tivesse realmente morrido. Tendo passado tão pouco tempo com ele, quase parecia que ele estava apenas fora, escondido em algum lugar, como sempre fazia. Sirius representava para ele um laço com seus pais, e bem quando Harry estava se acostumando com a idéia de tê-lo em sua vida, ele tinha partido. Harry não se abria muito facilmente, e Sirius o tendo deixado assim tão de repente o tinha ferido profundamente.

Ele não só tinha levado todos para uma armadilha como se sentiu inútil durante a batalha. Ele achava que tinha de estar melhor preparado. Eu preciso aprender mais, ele pensava determinado. Esse pensamento o tinha sustentado durante todo o verão e tinha se tornado uma obsessão. Ele sabia que nunca seria tão estudioso quanto Hermione e nunca teria o ar de sabedoria que ela tinha, mas ele sabia que naquela matéria ele poderia ser muito bom.

Eu tenho que ser melhor nisso! , ele pensava desesperadamente.

Ele andou pelo quarto por alguns minutos, até que escutou a voz de seu tio, “Garoto! Pare de fazer esse barulho infernal!”. Os avisos dos aurores no fim do último ano fizeram com que os Dursleys ficassem bem mais toleráveis, mas nada mais amigáveis.

Harry suspirou e se jogou na cadeira de sua escrivaninha. Ele olhou, se sentindo culpado, para o bolo de cartas de Rony e Hermione que ele não havia respondido. Eles pareciam estar tentando se retratar pelo último ano, pois fizeram um grande esforço para contar a ele o máximo de coisas que estavam acontecendo. As cartas o ajudavam a se sentir em contato com o mundo mágico, mas não era a mesma coisa que estar lá.

Ele pegou um pedaço de pergaminho com a intenção de escrever uma carta. Sua cabeça estava cheia de pensamentos, mas nada parecia fluir de seu cérebro para sua mão e para o pergaminho. Ele tinha tentado escrever de volta, mas suas raras cartas tendiam a ser pequenas e diretas ao ponto. Ele simplesmente não tinha muito o que escrever, e, mesmo que tivesse, ele não queria falar sobre o que estava sentindo.

Mais por diversão do que qualquer coisa, ele pegou sua pena e começou a escrever.

Queridos Rony e Hermione,

Eu esqueci de contar a vocês! Trelawney profetizou antes do meu nascimento que eu teria que matar Voldemort ou morrer tentando. Foi por isso que ele matou meus pais e tentou me matar. Espero que estejam aproveitando as férias!

Abraços,

Harry


Bem, isso tinha parecido uma idéia engraçada antes dele ter escrito. Ele amassou o pergaminho o jogou na lixeira.

A profecia pesava consideravelmente em sua mente. Ela dizia que ele tinha algum poder que Voldemort não tinha, e ele não sabia o que era e nem como usar. Por que Dumbledore não podia simplesmente lhe dizer o que ele supostamente tinha que fazer? Harry largou a cabeça e suas mãos em desespero.

Como a responsabilidade de derrotar um dos mais poderosos e temidos bruxos da história poderia estar nas mãos de um garoto sem nada de extraordinário como ele? Quem foi que decidiu isso? Como é possível que eu não faça nada a não ser falhar? Eu não consigo nem mesmo derrotar alguns Comensais da Morte, ele pensou. Se os aurores não tivessem chegado... bem, até agora ele tinha tido sorte. Eu tenho isso do meu lado, pelo menos, ele pensou com um pequeno sorriso no canto da boca, que durou até ele se lembrar daqueles que não tinham tido tanta sorte.

A verdade é que ele se sentia como uma fraude. Que porcaria de poder? Ele se sentia confiante nas suas habilidades nas aulas de Defesa. Mas o que isso prova? Ele pensou se sentindo miserável. Muitas pessoas são boas em defesa. Ele sabia que nunca poderia derrotar Olho-Tonto Moody num duelo, muito menos Dumbledore. E se Dumbledore não podia derrotar Voldemort...

Harry suspirou. Pegou algumas cartas do bolo e começou a ler.

As cartas de Rony eram sempre cheias de entretenimento, suas notícias sobre os times de quadribol profissionais eram bem vindas. Harry desejava poder sair com sua Firebolt para praticar um pouco. Ele estava morrendo de saudades de jogar quadribol, particularmente desde que fora proibido de voar por Umbridge no último ano.

Hermione, claro, suspeitou sobre o que ele estava sentindo. Ela jogou um monte de indiretas de que ela queria que ele escrevesse a ela sobre seus pensamentos. Harry estava tentado a tentar escrever alguma coisa, mas não conseguia escapar do sentimento de que ninguém poderia realmente entender. Como alguém poderia entender como era ter seu padrinho, uma das únicas pessoas que eram como uma família para ele, morto pela sua própria estupidez? Como alguém poderia entender como é lutar pessoalmente com Voldemort? Ele pensava mal-humorado.

Bem, existe uma pessoa que sabe alguma coisa sobre isso, ele refletiu. Ele se lembrou de seu último ano, quando ele pensava se não estava sendo possuído. “Bem, isso foi um pouco estúpido da sua parte,” Gina disse brava, “sendo que você não conhece ninguém a não ser eu que já tenha sido possuído por você-sabe-quem, e eu posso te dizer como a gente se sente.”. Por que ele não havia enxergado o óbvio? Ele sentiu uma nova pontada de culpa. Ela estava absolutamente certa, como ele poderia ter esquecido o que havia acontecido com ela?

O mau-humor de Harry cresceu ainda mais.

***

Gina Weasley estava na cozinha d’A Toca, cantarolando feliz para si mesma. Tinha tido um ótimo dia e tinha passado grande parte dele lendo um romance debaixo de uma árvore. O tempo não estava muito quente, e uma leve brisa trazia um aroma de flores silvestres dos campos, que cresciam ali perto. Ela estava ajudando sua mãe a preparar o jantar. A Toca estava bastante vazia nos últimos tempos, com só Rony, sua mãe, seu pai e ela morando lá. Não havia muito que preparar, mas ela ainda gostava de se manter ocupada. Sua mãe ia de um lado para o outro, lançando feitiços de culinária enquanto as panelas, frigideiras e utensílios faziam seu trabalho. Gina pegou os pratos e começou a colocar a mesa.

Olhou rapidamente o calendário. 24 de julho. Ainda restava mais uma semana antes do aniversário de Harry. Ela se perguntava se ele teria que passar mais um aniversário sozinho na casa dos Dursley. Era tão injusto que Harry, que tinha feito tanto para tantas outras pessoas, tivesse que viver com pessoas tão ruins. Começou a pensar no que ele deveria estar fazendo naquele exato momento. Provavelmente tentando fugir de alguma nova tortura, ela pensou.

“Mãe, o Prof. Dumbledore já disse quando o Harry poderá sair da casa dos Dursley?” Gina perguntou.

Moly Weasley parou de olhar para o que estava fazendo e sorriu para Gina. “Não, querida, não que eu saiba. O aniversário dele está chegando não é? Talvez eu pudesse perguntar a Dumbledore se ele não poderia vir pra cá. Todos devem imaginar passar seu aniversário com a sua verdadeira família.”

Gina sentiu uma súbita irritação com o sorriso que sua mãe lhe deu, como se ela estivesse fazendo implicações. Será que todo mundo já não sabe que eu o esqueci? Será que eu não deixei claro o suficiente no ano passado que eu não estou mais apaixonada por ele? ela pensou irritada.

Ao mesmo tempo, ela sentiu orgulho de que sua mãe considerasse sua família como a verdadeira família de Harry. Ela não tinha entendido até recentemente que sua mãe estava assumindo um risco enorme ao tratar Harry como parte da família tão abertamente. Seria tão fácil distanciar sua família de Harry com a intenção de protegê-los. Sua mãe tinha uma tendência a ser super-protetora, o que normalmente a irritava profundamente. O fato de que ela tinha aquele traço de personalidade, e mesmo assim aceitasse passar por todo esse risco fazia tudo isso ser ainda mais marcante.

O que eu faria no lugar dela? Gina se perguntava. Era difícil imaginar sua própria família, mas iria ela, tão feliz e entusiasmadamente, tratar um estranho como família? Será que iria colocar sua família em risco para poder dar amor a um garoto que nunca tinha tido isso na vida? Para ela, a coragem e a generosidade de seus pais eram impressionantes.

Verdade que Harry era o melhor amigo de Rony. Rony era tão teimoso quanto qualquer Weasley, e não era como se sua mãe pudesse tê-lo proibido de ser amigo de Harry sem uma grande briga. Ela sabia que Rony e Harry tinham se tornado grandes amigos em seu primeiro ano. Mas ela poderia não tê-lo convidado para vir à Toca, ou não ter dado seu amor a ele como fez.

Gosto de pensar que teria feito a mesma coisa, Gina pensou. Sem ser convidada, a imagem de uma numerosa família veio à sua mente. Aquela imagem era de como seria a sua família. Ela se imaginava olhando com orgulho para seus filhos enquanto eles brincavam felizes. Eles viveriam em uma casa como a Toca. Ela sorriu. Bem, talvez um pouquinho melhor, pensou. Ela amava a Toca, mesmo com todos os seus defeitos – a escada barulhenta, as paredes e o chão parecendo estar um pouco desnivelados. O que a casa não tinha em estrutura, tinha em caráter e amor. Mesmo assim, seria bom se as portas se fechassem sem fazer tanto barulho, e as janelas se abrissem mais facilmente. Ela não queria nada muito luxuoso, só queria um pouco mais de, bem, confiabilidade.

Enquanto ela refletia sobre sua futura casa e família, começou a se dar conta de que muitas das crianças em sua mente tinham cabelos pretos e bagunçados e olhos verdes. Eu NÃO vou começar a pensar NISTO. Nunca irá acontecer, ela pensou, e forçou aquela imagem a sair de sua cabeça.

***

No dia seguinte, Harry caminhava para a porta da frente da casa dos Dursley, após um bom dia de leitura no parque. Ele tinha aprendido alguns feitiços valiosos que poderiam servir muito bem a ele em seu próximo encontro com Comensais da Morte. Ele realmente esperava que teria um próximo encontro. Ele estava de bom humor, e esperava que nada que os Durleys pudessem fazer estragasse seu bom e produtivo dia.

Passando pela porta, ele recebeu imediatamente um olhar de ódio vindo de Duda. Ele parecia estar considerando alguma coisa, e depois sua cara de porco deu um sorriso. Harry parou imediatamente e considerou seriamente correr de volta para fora da casa.

“Oh papai, Harry chegou. Pensei que você gostaria de saber.” Duda falou com um tom desdém misturado com zombo.

“Oh, ele chegou? Obrigado meu filho.” Disse Tio Valter, animado. Muito animado.

Se Harry estava considerando correr antes, ele estava em pânico total agora. Isso não poderia significar nada de bom. Ele olhou de relance pela sala, pensando em como poderia escapar. Tio Valter se moveu de modo a ficar entre Harry e a porta.

“Garoto, você não fez nada por aqui neste verão. Nada. Exceto sair todos os dias para Deus sabe onde. E depois de tudo que nós fizemos por você em todos esses anos! Bem, garoto, essa moleza está para acabar.” Tio Valter esfregou suas mãos uma na outra em sinal de satisfação. “Eu tenho a solução CERTA para curar você desse pequeno problema.”

Harry visualizou uma janela aberta e começou a calcular a trajetória exata que o levaria a mergulhar por ela, mas finalmente decidiu que o plano era impraticável. Havia arbustos de rosas de baixo daquela janela. Ele suspirou. Não podia fazer nada a não ser esperar pelas más notícias.

“Tem um trabalho de verão em aberto na Grunnings para um adolescente. Eu pessoalmente insisti para que dessem a você esta... oportunidade.” Tio Valter estava quase dançando de felicidade e prazer.

Harry sentiu sua temperatura subindo. “Lembre-se do que meus amigos disseram a você no final do ano passado.”

Mas Tio Valter tinha uma carta na manga. “Ah sim, seus amigos. Eu não me lembro deles terem dito que eu não poderia colocar você para trabalhar. Você vai escrever a eles para dizer que você é bom demais para sujar suas mãos em um trabalho de férias? Muito bom para trabalhar e ajudar com as despesas da casa?”

Harry estava fumegando de raiva. “Então, qual é o trabalho?”

Tio Valter sorriu maquiavelicamente. “Oh, é um trabalho simples. Qualquer garoto idiota pode fazer. Eu acho que você está perfeitamente qualificado.”

Harry não disse nada. Ele só queria que a péssima verdade fosse revelada.

“Seu trabalho será limpar os cilindros da fábrica.” Tio Valter disse com um sorriso de orelha a orelha.

Harry esperou, um pouco confuso. “E é só isso?”

Tio Valter deu um sorriso sádico. “Deixe eu te explicar o processo de limpeza, garoto. Primeiro, os cilindros têm 2 metros de altura, numa sala cheia de metal derretido. É quente, garoto, muito quente. Segundo, os cilindros tem um acúmulo de metal carbonizado que só pode ser removido usando uma ferramenta de raspagem gigante e muito pesada. Terceiro, você tem que usar uma roupa especial contra lixo tóxico enquanto está limpando. Eu acho que este pequeno trabalho irá ensiná-lo a ter algum respeito e responsabilidade.” Tio Valter e Duda riram alto um para o outro.

A raiva de Harry começou a chegar a níveis perigosos. Eu sei algumas maldições adoráveis agora, uma pequena voz falou dentro de sua cabeça. Não seria ótimo praticar um pouco depois de aprender toda a teoria durante essas férias? Harry tentou se acalmar e lutou pelo controle de si mesmo. Não era a hora certa para lutar esta batalha. No entanto, de jeito nenhum ele iria aceitar fazer esse trabalho.

Enquanto Harry lutava esta batalha interna, Edwiges voou escada abaixo com uma carta.

“O que esse pássaro estúpido está fazendo voando pela minha casa? Garoto, você vai pagar por isso!” A cara de Tio Valter estava púrpura.

Edwiges deixou a carta cair nas mãos de Harry. Ele estava surpreso com o comportamento dela; normalmente a coruja sabia que não devia provocar os Dursley. Esta mensagem deve ser importante, ele pensou, nervoso. Por favor, por favor, por favor, que não sejam mais más notícias.

Nervosamente Harry abriu a carta e começou a ler. À medida que lia, ficava mais e mais incrédulo, e depois um largo sorriso surgiu em seu rosto junto com uma risada.

Tio Valter estreitou seus olhos para Harry e perguntou nervoso e cuspindo saliva, “E então, garoto?! O que é isso?!”

“Oh, nada demais, na verdade,” Harry disse, rindo ainda mais. “Só que eu fui convidado para passar o resto das férias na casa dos Weasleys, onde eu passarei meu aniversário.”

“Ah, você acha que vai não é garoto?” a voz de Tio Valter aumentava cada vez mais. “Eu acho que não. Prometi a meu chefe que arranjaria um garoto para o trabalho e você vai começar a trabalhar... amanhã.”

“E exatamente como você irá explicar para meus amigos o porquê de eu não estar aqui, pronto para ir, quando eles vierem me buscar? Quando eles vierem amanhã, aliás? Estou certo de que Olho-Tonto ficará muito desgostoso se eu não estiver aqui. Muito desgostoso. Você se lembra de Olho-Tonto, não se lembra?” disse Harry friamente.

A cara de Tio Valter foi de raiva para medo em questão de segundos. “Você e seus amigos malucos! Não há um pingo de bom senso entre todos vocês!”

De repente Harry perdeu toda a sua cautela. Ele estava indo embora de qualquer jeito. “Sim, este sou eu! Um garoto irresponsável que lutou contra dementadores e salvou a vida do seu querido Dudinha no ano passado!” falou cada vez mais alto.

“Salvou-o, não foi garoto? E talvez você pudesse me explicar por que esses chamados dementadores atacariam Duda em primeiro lugar? Claro, não teve nada a ver com você e esse seu mundo de aberrações”, ele terminou, sarcástico.

A acusação deixou Harry ainda mais bravo, e o pior de tudo era que era verdade. Duda não seria atacado se não fosse por ele. Ele não se importava com Duda, mas Tio Valter o tinha atingido bem em seu ponto fraco. As pessoas ao redor dele sempre se machucavam.

Harry, sentindo que o rumo da conversa o levaria a perder o controle de novo, se virou, subiu as escadas e se trancou em seu quarto.

***

“O que há de errado comigo?” ele se perguntou, enquanto dava um soco na palma da mão.

Rony Weasley estava frustrado.

Ele estava sentado em seu quarto, assistindo o sol começar a se pôr pela janela. Escutou seu estômago roncando, estava esperando o jantar ficar pronto. Seus olhos se voltaram para uma carta que estava em cima de sua escrivaninha... Uma carta de Hermione.

Ele a pegou e a leu novamente. Sorriu enquanto lia sobre as aventuras que ela estava tendo em sua viagem pela Europa com seus pais. Ela descreveu sua visita às catedrais de Veneza (“Oh Rony, elas são tão fascinantes, cheias de histórias! Os trouxas não têm nem idéia de quanta magia foi usada para construí-las!”), e falava mais e mais sobre os outros lugares que visitou. Era tão típico dela que ele podia até escutar sua voz enquanto lia.

De repente ele parou em choque e percebeu que tinha acabado de ler a carta há 15 minutos atrás.

Por Deus, o que há de errado comigo?” ele se perguntou, mesmo que uma parte dele já soubesse a resposta. Ele jogou a carta na mesa e andou até suas prateleiras. Seus olhos caíram em uma certa miniatura que se movia e que mostrava um cara muito abusado na opinião dele: Vítor Krum.

Rony avançou sobre a miniatura, a agarrou e apertou fortemente em suas mãos e a levou à altura de seus olhos encarando-a com um olhar malévolo.

“Vítor Estúpido Krum. O que ela viu em você? Você é um grande idiota. Sim, você é mais velho. É, você uma é estrela do quadribol profissional. Mas continua sendo um grande IDIOTA!” Ele jogou Krum violentamente contra o chão e caminhou de volta para a escrivaninha. Começou a procurar pela carta de Hermione de novo, mas se forçou a parar com isso.

“Eu não vou fazer isso” ele disse a si mesmo. “Estou ficando doido. Inferno! O que há de errado comigo?”

Deu um puxão na gaveta da escrivaninha e tirou de lá uma fotografia. Hermione olhou para ele do Salão Comunal da Grifinória e acenou. A foto-Hermione apontou para seu livro e escreveu algo em um pedaço de pergaminho. Ela piscou para ele e deu um sorriso charmoso como que dizendo “Dever feito direitinho quer dizer que depois você pode brincar um pouquinho!”

Rony deitou a cabeça em seus braços apoiados sobre a mesa, olhando para a foto. Seus pensamentos estavam longe enquanto ele a observava escrever uma redação que não tinha fim. Seus cabelos castanhos e cheios caiam sobre seus braços enquanto ela se concentrava no que estava fazendo, e Rony assistia, abobalhado. Ele se perguntava como seria tocar os cabelos dela.

Abruptamente, Rony tirou seus braços de cima da mesa e enterrou seu rosto nas mãos. “O que isso significa? Meu Deus, o que isso significa? ” Ele levantou a cabeça e finalmente deu ouvidos ao pensamento que estava evitando. Em seu rosto, uma expressão de terror.

“Será que eu estou... Gostando dela?” ele pensou, incomodado. Ele simplesmente não podia mais evitar o pensamento. Mas depois, outro pensamento veio em sua mente. Ele começou a andar pelo quarto, como se estivesse fazendo um plano de ataque em uma guerra. “Ok, hipoteticamente falando, vamos dizer que eu goste de uma certa garota. O que eu posso fazer? Ela gosta do Vítor Estúpido Krum”, Rony disse, enquanto lançou outro olhar malévolo para a miniatura de Krum deixada no chão do quarto.

“Por que ela se interessaria em alguém como eu, de qualquer jeito? Eu não sou inteligente como ela é. Eu não vou concorrer para Ministro da Magia algum dia.” Seus passos se transformaram em fortes pisadas. “Eu provavelmente serei algum simples empregado em algum departamento esquecido. O que exatamente eu tenho para oferecer a ela que é melhor do que o Vítor Estúpido Krum, estrela internacional do quadribol?”

Ele parou de andar de repente, fechou as mãos e começou a bater na própria cabeça. “Mas que inferno! O que há de errado comigo? Por que eu estou pensando nisso?”

“Estou com fome! É, é isso aí. Essa é a resposta. Ninguém consegue pensar claramente quando está morrendo de fome.”

Rony abriu a porta do quarto e desceu as escadas em direção à cozinha.


Parte 2

Harry respirou o ar da noite, o vento fazendo com que seu cabelo balançasse e batesse em seu rosto. A lua cheia estava bem acima de sua cabeça, iluminando tudo à sua volta. O ar estava levemente frio, e ele se sentia revigorado enquanto o animal em que estava montado voava fazendo mergulhos e subidas.

Ele notou que o animal parecia estar invisível, pois ele podia ver o chão claramente. Podia sentir os ossos e músculos sob suas mãos, e por isso estava certo de que era um animal. A resposta veio à sua mente – ele estava montando um testrálio.

Uma grande alegria invadiu seu coração. Ele não podia ver o testrálio! Cedrico e Sirius devem estar vivos. De algum jeito tudo aquilo nunca aconteceu. Suas mortes não mais o perturbariam.

O testrálio atravessava a cidade como um raio. A alegria de Harry se tornou medo quando ele percebeu que estavam indo para o Ministério da Magia. O testrálio desceu até o chão e Harry o desmontou, seu medo crescendo cada vez mais. Ele não sabia por que, mas ele sentia que deveria descer até o Departamento de Mistérios assim que pudesse.

Ele entrou na cabine telefônica e tentou se lembrar da senha que deveria digitar. Começou a entrar em pânico quando percebeu que não conseguia. Em desespero, ele saiu da cabine, pegou sua varinha e lançou um feitiço nela. A cabine explodiu, deixando um buraco no chão. Ele entrou no buraco, e o elevador mágico o levou para dentro do Ministério.

Passou correndo por escadas e corredores vazios, seu pânico aumentando. Sentiu uma pontada de dor em sua cicatriz quando percebeu que seus amigos estavam na Câmara da Morte, e estavam em grande perigo. Finalmente achou a porta.

“Não tão rápido, Potter”, disse Umbridge, aparecendo na frente da porta. “Eu preciso de um sacrifício.”

“Eu não tenho tempo para isso! Saia da minha frente!” disse Harry freneticamente.

Umbridge foi crescendo e crescendo, ficando cada vez mais alta. Ela pegou uma pena com um sorriso sádico. “Um sacrifício de sangue, Potter.”

“Certo! Eu faço qualquer coisa!” Harry pegou a pena e esperou por algum pedaço de pergaminho.

“Não tem pergaminho Potter? Mas que vergonha. Bem, tenho certeza que você irá pensar em alguma coisa.”

Harry sabia o que tinha que fazer. Pegou a pena e começou a escrever “Eu não devo contar mentiras” em seu braço esquerdo. Sua mão e seu braço queimavam de dor enquanto ele escrevia a pena marcando as palavras em sua carne. Seu sangue escorria e pingava de seu braço.

“Mais, Potter”, Umbridge disse avidamente.

O espaço em seu braço esquerdo acabou, então ele trocou a pena de mãos e começou a escrever com a mão esquerda no braço direito. As palavras estavam distorcidas, mas Umbridge não parecia se importar.

“Está bem, Potter. Acho que você aprendeu a lição.” Ela saiu da frente da porta para que ele pudesse passar.

Harry correu para dentro da sala, procurando enlouquecidamente por seus amigos. Ele notou um grupo de pessoas no final da câmara e correu até eles. Sentiu uma alegria indescritível quando viu Rony e Hermione. Eles sorriram para ele, e ele viu também Gina, Neville e Luna. Olhou maravilhado para Cedrico, Sirius e seus pais parados mais à frente. Todo mundo que tinha morrido por sua causa estava vivo. Não tinha falhado com eles.

Ele fez uma expressão de dor quando sua cicatriz começou a queimar, e depois sentiu uma fria presença às suas costas. Virou-se e viu que Lord Voldemort havia aparatado na câmara, seus olhos frios encarando impiedosamente o grupo. Harry deu alguns passos para trás, tentando ficar entre Voldemort e seus amigos.

“Olá, Potter. Eu tinha vindo apenas atrás de você, mas vejo que estão todos aqui. Que adorável da sua parte trazê-los até mim. Isso me economiza muito tempo”, ele disse, com uma risada malévola.

Harry puxou sua varinha e lançou dezenas de feitiços. Ele tinha certeza de que os feitiços eram poderosos à medida que sentia um recuo de sua varinha, mas Voldemort os desviou movimentando apenas seus dedos.

Voldemort riu. “Dumbledore deve estar tão orgulhoso de você, Potter”, ele disse sarcasticamente. Depois sorriu maldosamente. “Vamos brincar.”

Voldemort fez um movimento com sua varinha e a cena mudou para um cemitério familiar a Harry, onde ele foi levado no fim do Torneio Tribruxo. Seus amigos e sua família estavam alinhados em frente a uma série de covas abertas no chão. Eles tentavam se mover, mas pareciam estar presos com cordas invisíveis. A brilhante lua cheia dava a seus rostos uma aparência pálida, e todos eles olhavam para Harry com medo.

“Será que você pode alcançá-los antes que eu lance um feitiço, Potter? Se você alcançá-los, poderá salvá-los”, Voldemort disse, divertido. Ele apontou sua varinha para Hermione e ela gritou: “Harry! Me ajude!” Harry começou a correr, mas um raio de luz verde vindo da varinha de Voldemort a atingiu no peito. Ela caiu dentro da cova, morta.

“Não!” Harry gritou. Seus amigos e sua família começaram a gritar por sua ajuda.

“Eu acho que gosto desse jogo, Potter.” Ele apontou a varinha para Gina. “Avada Kedavra!”

Harry tentou alcançá-la a tempo, mas seus pés estavam pesando como chumbo e ele se movia agonizantemente devagar. Gina começou a cair em câmera lenta, seus olhos sem vida. O choro de todos por sua ajuda chegou a seus ouvidos.

“Avada Kedavra! Avada Kedavra!” Rony e Luna caíram quando Voldemort os matou um por um. Harry assistia sem poder ajudar, tentando fazer com que seus pés se movessem enquanto Voldemort terminava com Sirius e Neville. Finalmente só restavam seus pais, e Harry pôde sentir o desapontamento deles.

“Harry, nós nos sacrificamos por você”, Thiago disse, “e isso é tudo que você pode fazer? Nós morremos apenas para que você pudesse matar todos à sua volta?”

“Você é um pouco devagar, não é Potter?” Voldemort perguntou, zombando de Harry. “Todos à sua volta morreram. Será que você não se importa com a sua família e com seus amigos? Você não os ama? E o que o seu amor pôde fazer por eles? Avada Kedavra! Avada Kedavra!”

Os corpos sem vida de Thiago e Lílian caíram dentro das respectivas covas. Harry caiu de joelhos, sangue escorrendo e pingando de seus braços, cercado pela morte que parecia mandar ondas de acusação para ele...


***

Os olhos de Harry se abriram. Seu coração estava acelerado e ele estava suando frio. Ele estava desorientado, e vagarosamente percebeu que ainda estava em seu quarto na casa dos Dursley. Tocou seus próprios braços e, para seu alívio, percebeu que eles estavam secos.

Cambaleou para fora da cama com o sonho ainda vívido em sua cabeça. Olhou para o relógio e viu que eram 4 horas da manhã. Andou até sua janela e ficou a observar a lua. Seu coração ainda batia acelerado em seu peito. Seus pesadelos tinham começado a ir e vir ultimamente.

Ele estava muito bem acordado e precisava de algo para acalmá-lo. Suspirou e decidiu pegar um livro para ler, Defesa Moderna Contra as Artes das Trevas. Leu por alguns minutos, mas seus pensamentos continuavam a voltar para o sonho e para o fato de que ele estava finalmente indo embora mais tarde naquela manhã.

Ele queria desesperadamente ver seus amigos, mas estava com medo deles quererem falar sobre os eventos do ano passado e sobre como ele se sentia. Sabia que tinha que contar a Rony e a Hermione sobre a profecia, mas ele estava com medo dessa conversa. Podia imaginar os olhares de preocupação e pena em seus rostos, os olhares que eles sempre deram a ele. A preocupação e a pena eram porque eles se importavam, mais isso ainda o irritava, e ele não queria lidar com isso. Só mais outro dia na vida de Harry Potter, com todo mundo tentando me matar, ele pensou sarcasticamente, não tem sentido fazer um estardalhaço por causa disso.

Bem, Potter, você prefere ficar aqui com os Dursley ou encarar seus amigos? Será que esta é uma decisão difícil? Ele riu para si mesmo. Não se importava se Fred e Jorge tivessem um monte de Gemialidades esperando por ele, iria de qualquer jeito.

Ele continuou a ler, as horas passando rapidamente enquanto ele estudava e fazia algumas anotações ocasionais. Olhando no relógio novamente, ele viu que já eram 7:30. Os Weasleys chegariam ás 9:00.

Após tomar um banho rápido, Harry começou a arrumar suas coisas. Ele não tinha ido até o andar de baixo ainda. Estava com medo de confrontar os Dursley e queria ir embora sem o mínimo de estardalhaço. Tio Valter provavelmente já tinha ido trabalhar, então só sobravam Duda e Tia Petúnia em casa.

Dez minutos antes do horário combinado, Harry desceu as escadas com sua mala e a gaiola de Edwiges. A casa parecia estar bastante quieta, e ele percebeu que todos os Dursleys aparentemente decidiram sair antes que alguém aparecesse. Bem, isso faz com que as coisas fiquem mais fáceis, ele pensou.

Um barulho veio da porta da frente. Harry andou até lá e a abriu para ver Rony e o Sr. Weasley parados no degrau da entrada. O Sr. Weasley colocou a cabeça para dentro da sala, olhando pela casa suspeitosamente.

“Não se preocupe, eles não estão aqui. Entrem,” disse Harry.

O Sr. Weasley relaxou e sorriu enquanto entrava. “Harry, meu garoto! Excelente ver você!”

Rony passou pela porta da frente. “Harry, meu amigo!”

“Rony!” E antes que soubesse o que estava fazendo, Harry o abraçou apertado. Os dois se afastaram constrangidos.

Rony sorriu. “Er, é Harry, você é meu melhor amigo, mas você tem que aprender a ter controle sobre si mesmo. Eu sei que eu sou irresistível e tudo mais, mas as pessoas irão comentar.”

Harry se sentiu um pouco embaraçado, mas estava feliz demais por estar deixando os Dursleys para se importar. Sorriu de volta.

“Como nós iremos voltar para a Toca?” Harry perguntou para o Sr. Weasley, que tinha pegado uma calculadora barata e estava apertando os botões com grande interesse. Ele estava se perguntando se iriam voando de vassoura do mesmo jeito que tinham voado para o Largo Grimmauld no ano passado.

“Dumbledore tem algumas preocupações com a segurança, então ele arranjou uma chave de portal especial que nos levará diretamente para a Toca”, disse o Sr. Weasley distraidamente.

Harry se virou para Rony. “E quando nós vamos?”

“Pai? Pai? Pai!” Rony finalmente gritou.

“O quê?” Arthur estava inspecionando uma caneta esferográfica, clicando no final para abri-la e fechá-la, de novo e de novo. “Ah, sim, você está certo, está na hora de ir!”

“Você pode ficar com a caneta, Sr. Weasley, se quiser”, disse Harry.

“Sério? Eu não poderia. Posso?” O Sr. Weasley parecia estar absolutamente encantado.

“Sim. É apenas uma caneta esferográfica. Elas são muito comuns e não valem muito.”

“De fato, de fato. Muito interessante. Talvez você pudesse fazer uma demonstração... Depois... Certo, então. Bem, garotos, hora de ir”, disse o Sr. Weasley, enquanto guardava a caneta no bolso do casaco. “Se preparem para tocar a chave de portal... Onde foi mesmo que eu a coloquei? Ah! Aqui está.” O Sr. Weasley pegou uma caixa pequena e prateada. “Rony, segure o malão... Está com Edwiges aí Harry? Muito bom, muito bom, agora todos toquem a chave de portal ao mesmo tempo. No três: um, dois, três!”

Harry sentiu um puxão em seu umbigo, sempre uma experiência desconfortável, e aterrissou em segurança na sala de estar dos Weasleys. Gina estava sentada no sofá, e sorriu para Harry assim que ele apareceu. A Sra. Weasley andou até ele e lhe deu um abraço apertado.

“Harry, seja bem-vindo! Nós estamos tão felizes que Dumbledore tenha deixado que você viesse para cá para o seu aniversário!”

“Obrigado, Sra. Weasley. Você não sabe o quão feliz eu estou por estar aqui.” Harry sorriu para ela.

“Acho que tenho uma idéia do quanto. Olhe como você está magro! Esses Dursleys!” ela disse com raiva. “Bem, você deve estar faminto! Olhe para você! Eu estou preparando o café da manhã. Vai estar pronto logo.” Ela se virou e falou para Rony. “Rony! Não fique aí parado! Ajude seu pai a levar a mala de Harry para o quarto dele!” E com isso, ela voltou para a cozinha.

“Oi, Harry!” Gina disse feliz, se levantando do sofá.

Rony pegou uma alça da mala de Harry e começou a subir as escadas junto com o Sr. Weasley. “Mamãe disse que você pode ficar no quarto antigo do Fred e do Jorge, apesar de que eu não o aconselharia a fazer isso. Nunca se sabe o que aqueles dois malucos podem ter deixado por lá.”

Harry voltou sua atenção para Gina. “Oi, Gina! Está gostando das férias?”

“Estou, apesar de que elas têm sido muito quietas.” Ela fez um olhar travesso. “Exceto por um certo irmão meu que não tem estado tão quieto”, ela começou a rir.

“Como assim?” Harry perguntou.

“Você deveria ver o que acontece quando chega uma carta da Hermione. Primeiro ele se tranca no quarto para ler. Depois eu o escuto andando de um lado para o outro lá em cima, até que ele decide sair e ficar mal-humorado aqui em baixo mesmo. Já o peguei puxando uma das cartas do bolso para reler milhares de vezes.”

Harry começou a rir. “Então está finalmente acontecendo.”

“E como! Ele demorou demais. Já estava na hora.”

“Falando nisso, quais são os planos de Hermione? Ela está planejando vir pra cá algum dia?” Harry perguntou.

“Ela virá pra cá para a sua festa.”

“Festa? Que festa?” Harry estava chocado com as novas noticias.

Gina sorriu para ele. “Sua festa de aniversário, seu bobo.”

“Uma festa de aniversário? Para mim?”

“Não Harry, para a lula gigante.” Rony apareceu de repente na sala. “O que você acha? Não se pode fazer aniversário sem uma festa, não é? Um monte de pessoas virão. Desde que mamãe ficou sabendo que você viria pra cá, ela vem preparando uma grande festa. Melhor se preparar. Ela tem procurado por novos afazeres desde que a casa ficou tão vazia.”

Rony massageou seu estômago. “E a melhor parte de você estar aqui é que nós estamos garantidos de que ela irá cozinhar comida extra. Você não pode virar o ‘garoto-que-morreu-de-fome.’ O que o Profeta Diário diria?”

Gina revirou os olhos. “Por Merlin, você nunca pensa em outra coisa que não seja comida?”

“Eu estou em fase de crescimento, como você sabe. E eu cresci quase vinte centímetros desde o final do ano. Preciso de comida!”

“Pensando bem, erro meu. Tem mais uma coisa sobre a qual você pensa”, Gina disse com uma risada.

“Gina...” Rony disse em tom de aviso, seu rosto ficando cada vez mais vermelho assim como suas orelhas.

“O que, Rony? Você tem alguma coisa em mente?” ela disse fazendo cara de inocente.

Rony não disse nada, apenas lançou um olhar mortal para Gina.

“Rony, eu só ia dizer que você pensa muito sobre quadribol. Estou errada sobre isso?” Gina disse, olhando furtivamente para Harry. Este estava tentando desesperadamente não rir. A cara que Rony estava fazendo não tinha preço.

A Sra. Weasley chamou da cozinha. “O café está pronto!”

Rony fez uma cara de alívio com a mudança de assunto e foi rapidamente para a cozinha. “Vamos comer! Estou morrendo de fome!”

Harry e Gina o seguiram mais devagar, rindo um para o outro.

“Você é tão má”, ele sussurrou para ela.

Gina ergueu as sobrancelhas. “Eu sou, Sr. Potter? Você é perito em combater o mal, então eu suponho que você já deveria saber.”

Harry levantou as mãos. “Eu não vou lutar contra você. Não quero o mesmo tratamento. Eu sei quando encontro um adversário à minha altura.”

Eles entraram na cozinha e Harry estava chocado com a quantidade de comida em cima da mesa, que era particularmente grande quando comparada com as pequenas porções que ele recebia nos Dursley. Ele pegou um prato e começou a se servir. O cheiro estava deixando-o louco, e ele se lembrou de que não comia desde de o almoço do dia anterior.

“Tudo bem, Harry?” perguntou a Sra. Weasley.

Harry deu uma olhada pela cozinha. Arthur Weasley estava ocupado clicando sua nova caneta sob o olhar reprovador de sua esposa, seus amigos estavam devorando sua comida e os raios quentes do sol daquela manhã passavam pela janela iluminando o cômodo. “Sim, obrigado. Está tudo maravilhoso.”

***

Em uma sala larga e ornamentada havia uma sombra sentada à mesa. Uma das conseqüências ruins da magia que a sombra havia usado em seus olhos era que tinha ficado sensível à luz. Ele podia tolerá-la, se necessário, mas preferia o escuro. Pilhas de pergaminhos estavam espalhadas em cima da mesa, páginas e mais páginas com fórmulas de feitiços.

Ouviu uma pequena batida na porta. “Entre”, ele disse.

Uma magra figura deu uma espiada na sala e andou até a mesa arrastando os pés. “Mestre, o Sr. Wellensteller está aqui para vê-lo.”

Lord Voldemort tirou os olhos de seu trabalho e olhou friamente para a miserável figura à sua frente. “Deixe-o entrar, Rabicho.”

Voldemort se levantou e andou até um jogo de chá prateado, que estava servido em cima de uma linda mesa de carvalho. Ele parecia mais estar deslizando do que andando, com suas vestes negras fazendo ondas com o ar.

Enquanto ele servia duas xícaras de chá, Rabicho voltou com um homem pequeno e careca. Ele era particularmente distinto, e de longe quase parecia jovial. Essa aparência inicial era desmentida quando se olhava em seu rosto. Este era gordo e enrugado, com olhos pequenos e brilhantes que eram tão escuros quanto uma cova e que pareciam piscar muito menos do que o normal.

O homem fez uma grande reverência. “Meu grande mestre, é uma honra poder vê-lo pessoalmente.”

“Bem-vindo, Sr. Wellensteller. Por favor, junte-se a mim e tome um pouco de chá”, disse Voldemort. “Saia, Rabicho.”

Enquanto Rabicho saia rapidamente, Wellensteller caminhou, nervoso, até a mesa. Ele pôs um pacote embrulhado em seda em cima desta e pegou a xícara de chá. A xícara tremia um pouco em suas mãos enquanto ele tomava um gole.

Voldemort olhou de Wellensteller para o embrulho com seu olhar gélido. “Conseguiu fazer o que mandei?”

“Sim, mestre.” Wellensteller parecia ter ficado mais confiante quando o assunto mudou para negócios. “É minha obra-prima, meu melhor trabalho.”

Ele pegou o pacote e o desembrulhou, revelando uma caixa fina e longa. “É feita de corda de coração de quimera1, e eu cuidadosamente a adaptei à sua assinatura para que tenha o máximo de poder. Tem 36 centímetros. Meu presente para você, mestre.

Dando um passo para trás, Wellensteller se ajoelhou para presentear seu mestre. Voldemort olhou para seu presente. Seus dedos longos e ossudos acariciaram a caixa de mogno, que estava cheia de símbolos das artes das trevas desenhados em seu exterior. Vagarosamente ele retirou a tampa e pôde ver uma varinha muito negra, quase preta, cintilando na escuridão da sala.

“Excelente, Sr. Wellensteller. Meus cumprimentos. Esta varinha foi criada para um propósito muito especial, você sabe.” Wellensteller tremeu e inconscientemente deu um passo para trás. “Ela foi feita para uma missão específica, para a qual minha varinha é inútil.”

Voldemort olhou cuidadosamente para sua nova varinha, admirando a madeira perfeitamente esculpida. Seus olhos pararam em uma pintura na base, que era de ouro. A pintura era na verdade uma inscrição que ele pediu para que fosse feita, escrita em uma caligrafia antiga. Voldemort deu um sorriso frio à medida que lia.

Estava escrito: “Harry Thiago Potter, filho de Thiago, filho de Lílian.”





Quimera1 – monstro fabuloso com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão.


N/A: Ta aí a segunda parte do capítulo!! Não devo demorar a terminar o cap.2... Já passei da metade dele..

Estou mandando emails avisando quando atualizo a fic para quem comentou.. Se alguém quiser receber também é só deixar um comentário dizendo que eu adiciono na lista.. E para quem comentou e não recebeu nenhum email peço que verifique se a caixa de entrada do mesmo não está cheia..

E é isso, até o próximo capítulo e comentem!!! =]

Bjinhoss

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