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1. Irmãos e cunhadas


Fic: Irmãos e cunhadas - R e Herm


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Irmãos e Cunhados


A campanhia sobre a lareira tocou pela milésima vez naquele diz. Ginny estava irritada e a ignorou.
Era da casa de seu irmão, Rony, tinha certeza. Ele era o único que sabia usar esse método meio trouxa, meio bruxo de avisar que havia alguém na lareira chamando.
E era ele também, e sua família, que vivia enchendo o seu saco.
-Ô, mãe. É a Liz na lareira. Quer falar com você. – veio da sala a sua bonequinha, Isabelle, sua filha de cinco anos. Longos cabelos ruivos, olhos verdes como os do pai. Era meio vesguinha, ta certo. Mas nada que uma forte lente não corrigisse, e como diria Harry, seu marido, nada que uma pequena correção a lazer não desse jeito.
Liz no entanto, era sua sobrinha. Doze anos. Muito alta, de longos cabelos castanhos na cintura, muito lisos e macios. Olhos azuis arregalados. Sempre delineava os olhos com rimel negro e lápis, para horror de seu pai, rony. Não sabia de onde Rony tirara inspiração para fazer uma filha tão bonita. Sua cabecinha era meio oca, mas era muito independente e decidida. Maldosa às vezes, mas sem exageros. Para desgosto de Hermione, como ela mesma sempre dizia, Liz era a cara a as fuças de Lilá Brown sua antiga rival.
Mas era uma beleza de menina.
-Oi, Liz. Aconteceu alguma coisa? – foi até a lareira. A pergunta era apenas mera formalidade. Já sabia da resposta.
-O de sempre. A mamãe está furiosa com o papai. Ela nos mandou ir pra sua casa, tia. Ela quer pegar o papai de jeito hoje a noite.
-Bem...Vocês podem vir, é claro – respondeu o mesmo de sempre.
-Certo.
A imagem sumiu das cinzas e Ginny foi para a cozinha. Se fosse fazer drama cada vez que os dois brigassem, ela basicamente, viveria para isso.
Uma meia hora depois, Liz apareceu tirado cinzas das roupas.
-E aí, tia? Mathew está lá em cima?
-Oi, Liz. Esta sim.
Antes que ela disparasse pela escada, Ginny perguntou.
-E seus irmãos?
-Estão na sala.
Estão na sala? Ah, claro. Estão jogados na sala, isso sim.
Amy estava sentada no sofá olhando para as próprias mãos. Ela tinha nove anos e era mais centrada, inteligente que os outros irmãos. Hermione lhe falara uma vez que ela tinha um QI superior ao da maioria das pessoas. Isso era coisa de trouxa, mas que ela era inteligente, ah, isso era. Mais era meio desengonçada, assim como Isabelle. Já usava óculos há algum tempo e sempre matinha os cabelos crespos rebeldes e ruivos presos por transas, tinha olhos amendoados, quase castanhos e a voz muito fina, quase hesitante.
Era sempre formal. No chão sentado perto da lareira estava Pero, o menino que eles tanto esperaram. Tinha sete anos e era meio hiperativo. Tudo o deixava em alerta e nada parecia acalma-lo. A não ser os dois irmãozinhos. Sempre que sentava para brincar com Antero e Ifilis, gêmeos idênticos de dois anos, ele virava outro menino.
A família costumava brincar que Hermione e Rony haviam roubado aquelas crianças, pois cada uma tinha uma personalidade diferente, e um bio tipo pessoal completamente ao avesso do outro.
-Oi, crianças. – Ginny se aproximou e sentou ao lado de Amy. – Olá, querida. –abraçou a menina. Ela sempre era muito meiga.
-Oi, tia Ginny. Tem que trocar o Ifilis, ele esta todo molhando. – ela disse antes de levantar e correr da sala.
Era por isso não que ficava tão irritada com o irmão e a cunhada. Já não bastava os seus???
-Pero, pegue Antero que eu pego Ifilis. Vamos leva-los lá para cima. – sempre contava com o menino mais velho para saber quem era quem. Mas Antero sempre sabia. Ele tinha uma ligação muito forte com os irmãos.
Todos subiriam para o segundo andar.

Ginny trocou o sobrinho e o colocou num dos berços. Havia dois ali. Um era de seu filho, Tiago, de três anos e o outro tinha pertencido a Isabelle. Mas por precaução, já que seus irmãos estavam sempre fazendo mais e mais filhos, ela mantivera o berço ali. Aumentado por magia ele acolheu os gêmeos sem problemas.
Como de costume, Liz dormiria no quarto de Isabelle, e se bem conhecia a sobrinha ela colocarias Isabelle e Amy para dormir no chão e ficaria com a cama só para ela. Pero ela colocaria no quarto com Mathew. Estava mesmo pensando num castigo para seu filho mais velho, Math, de quinze anos. Ele era adotado, mas Ginny nem sempre se lembrava disso. Deixa-lo com Pero uma noite, seria um castigo e tanto.


Do outro lado da cidade, Rony aparatou na varanda de casa. Abriu a porta e entrou. Estava tudo escuro. Estranho.
Onde estaria Hermione e as crianças? Estava tudo tão silencioso...
Ouviu um suave som, de passos e logo viu delicados pés nus sobre o carpete. Subiu o olhar e viu lindas pernas nuas e quadris arredondados. Subiu mais e deixou a pasta de trabalho cair das mãos. Eram lindos seios apertados dentro do bojo do sutian. Mais em cima, o rosto provocador e o olhar desafiador dela. Os cabelos rebeldes, atiçados para dar um ar mais selvagem. Os lábios contornados com baton cor de morango. Ela era uma tentação.
Ela vestia apenas um conjunto de calcinha e sutian rendado e o penhoar de seda caído e aberto sobre os ombros. Era incrível, estavam casados há quase quatorze anos e ainda assim, ele a desejava. E se surpreendia com ela.
-Oi, amor. – ela disse suavemente. – Preparei uma surpresinha para você.
-Estou vendo... – ele sorriu bobo – e as crianças?
-Mandei para a casa do Harry. Disse que a gente tinha brigado de novo – sorriu.
-Como é que eles ainda acreditam nisso, heim? Eles ainda não notaram que a gente tem muitos filhos para quem briga tanto? – satirizou.
-Eu disse para a Ginny que a gente os faz depois de fazer as pazes – ela riu, erguendo uma sobrancelha provocativa – O que achou? – deu uma voltinha para que ele a visse bem – Nem dá para notar não é?
-Notar o que? – ele perguntou mais ocupado em analisar os detalhes da mulher a sua frente, enquanto soltava o nó da gravata, meio ansioso.
-O bebê.
-Você não os deixou com Ginny? -ele parecia não conseguir se concentrar no que ela dizia.
-Não, rony. Esse bebê. – tocou a barriga com a mão esquerda sorrindo para que ele entendesse.
-Mais um? – ele abriu os olhos surpreso – você está...?
-Ainda não. – ela sorriu se aproximando – Mas Antero e Ifilis estão crescendo, Rony...Eu quero mais uma menininha...
-Você quer é quebrar o recorde da minha mãe, isso sim. – ele disse ao abraça-la – Nunca suberistime o senso de competição de uma esposa e uma sogra.
-Rony! – ela protestou – Não é isso, amor. Eu só...Gosto de ter filhos com você. De ver o que a gente pode criar juntos...
-Eu estava brincando, Hermione – começou a beijar seu pescoço com carinho – tudo que você desejar. – olhou para ela – Você sabe que depois que Antony Small, do Chulders foi parar no jornal por ter quatro filhos e ser casado há dez anos, eu ando meio assunto, não sabe? Eu com cinco filhos...Seis, provavelmente, e todos esses anos casado...Vou ficar mal falado.
-Se fizerem uma entrevista sobre você ser o pai do ano eu juro que poso para as fotos vestida assim, para que todos saibam qual é a sua motivação para defender tão bem os goles. – ela riu da expressão dele.
-você é deliciosa, Mione.
-Vem. – ela pegou sua mão e o guiou pela escada direto para o quarto, passando pelo corredor cheio de pétalas de flores perfumadas. Antes de entrar no quarto ela disse maliciosa – Eu prometo que se dessa vez for outra menina eu vou chamá-la de Ginerva...



Ginny acordou no meio da noite com o choro incansável. Não era o choro de Tiago. Ele raramente chorava. Quase caiu da cama ao tropeçar em Isabelle, que fora expulsa do quarto onde Liz estava. Depois disso ela e Amy vieram se apossar da sua cama. Por isso Harry dormia num colchão no chão.
Vestiu o penhoar e andou em direção ao quarto dos pequenos.
Era Ifilis quem chorava. Que nome pensou. Antero e Ifilis. Tomara a Merlin que se tivessem outro filho, não o chamassem de Hercules. Pegou o bebê no colo, com a sombra de um sorriso nos lábios.
-O que foi Ifilis? Você quer alguma coisa, amorzinho da tia? – ele abriu um berreiro ainda maior.
-É o Antero, tia, não o Ifilis. – disse uma voz que veio do corredor.
-Entre aqui, Pero. Como você sempre sabe quem é quem?
-Sei lá, eu apenas sei... – ele deu de ombros, vestido com o grande pijama, que arrastava no chão.
-O que houve com seu pijama?
-A Liz o pegou para forrar a cama dela enquanto pinta as unhas dos pés. –ele disse como se isso fosse normal.
-Como ela pode fazer uma coisa dessas???
-A Liz é assim mesmo. – ele disse bem maduro para a idade – ou você a ama assim, ou a odeia. No meu caso, o ódio vem antes do amor. Estou esperando ter mais idade, tia, e usar uma varinha. Daí...- ele fez uma expressão que dava até medo – Eu cobro dela o que ela me deve!
-Pero! – ela acabou sorrindo – Vem, vamos para a sala, antes que Antero acorde.
Na sala Ginny ficou ninando o menino para acalma-lo. Olhou para a lareira pesarosa.
-Você sabe o que ouve com seus pais dessa vez? Porque eles brigaram?
-Eles não brigaram, tia. – ele disse ocupado em mexer em tudo que havia na sala.
-Como não?
-Ouvi a mamãe dizendo para a vó Molly, que ela ia nos deixar aqui para fazer uma surpresa para o papai. Ela comprou torta pronta, pétalas de flores...Comprou até roupa nova!
Ginny quase não acreditou no que ouvia.
-Uma surpresa, é? – disse incrédula. – sua mãe faz muito isso, Pero?
-Sempre que a gente vem para cá. – ele disse empolgado com o pono de ouro de Harry, que adornava a lareira.
Chocada, Ginny ergueu-se como um raio.
Harry nem soube o que atingiu. Quando viu já estava vestido, escrevendo um bilhete para o ministro e colocando as crianças na lareira.


Na manha seguinte, Hermione desceu as escadas lentamente. Estava tudo tão gostosamente quieto. Ela adorava os filhos, mas às vezes eles davam muito trabalho e ela gostava de ficar sozinha...
Parou estarrecida. Oh, não! Seu sonhado fim de semana romântico estava perdido! Droga!
Jogados no sofá, seus filhos, mais dos de Ginny, envolvidos por uma fita vermelha, com um bilhete em letras grandes e vermelhas:
“Eu e Harry brigamos. Obrigada por cuidar das crianças. Até a semana que vem. Ginny”



FIM



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