N.A: Olá ! ^---^~ Esse capítulo é digamos... quente! (risos)
Como vimos no último capítulo orgulho ferido é fogo, kkkk!
Esse capítulo tem NC18 (Está avisado, kkkk).
Eu aviso porque tem gente que você não curte ler e tal( A pessoa pode tá lendo e se depara com algo que não esperava, kkk, toma um susto, kkk,vai saber, não é mesmo?)
kkk, agora sem mais delongas, boa leitura, divirtam-se!
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CAPÍTULO 12 : “A primeira noite”(NC18)
Quando Rony voltou e desceram para o seu carro, Luna já tivera tempo de se acalmar e fazer uma revisão do que acontecera. A mortificação ainda nem começara a cobrir tudo. Entrara no pub de maneira intempestiva, assediara Rony sexualmente no seu lugar de trabalho. Talvez com o tempo - vinte ou trinta anos, segundo os seus cálculos - pudesse pensar que aquela lembrança específica era fascinante, até mesmo divertida. Por enquanto, porém, era apenas humilhante. Depois, piorara tudo pela raiva, choro, protestos. Vendo bem as coisas, não poderia pensar em qualquer outra coisa que pudesse chocar mais os dois, exceto despirem-se e dançarem uma jiga em cima do balcão do pub. A mãe dera-lhe os parabéns por manter a dignidade sob um terrível stress . Não olhes agora , mãe, pensou Luna. E, depois de tudo isso, Rony levava-a de carro para casa, porque estava escuro e chovia; e porque era gentil. Ela pensou que Rony estava ansioso por se livrar dela. Ao entrarem no caminho do chalé, avançando aos solavancos, Luna pensou numa dúzia de modos diferentes de atenuar o embaraço, mas todos pareciam ridículos e tolos. Ainda assim, precisava dizer alguma coisa. Seria covardia - e também desagradável - se não o fizesse. Ela respirou fundo... e deixou escapar o ar muito depressa.
- Consegues vê-la?
- Quem?
- Na janela. Luna inclinou-se para a frente, apertando o braço de Rony, enquanto olhava para a figura na janela do chalé. Ele levantou os olhos e sorriu.
- Estou a ver. Ela está à espera. Às vezes questiono-me se o tempo passa para ela ou se um ano é apenas um dia. Rony desligou o carro. Ficaram sentados lá dentro, com a chuva a tamborilar no tejadilho, até que a figura desapareceu.
- Viste-a mesmo? Não estás a dizer isso só para me confortar?
- Claro que a vi. Já aconteceu antes e vai acontecer de novo. - Ele virou o rosto para estudar Luna. - Não te sentes apreensiva por ficares aqui com ela?
- Não. - Dado a resposta ter vindo com tamanha espontaneidade, ela soltou uma gargalhada. - Nem um pouco. Deveria, suponho, mas não me sinto um pouco apreensiva sequer com a sua presença. Às vezes...
- Às vezes o quê?
Luna hesitou de novo, dizendo a si mesma que deveria manter em segredo. Mas sentia-se muito aconchegada ali dentro, no calor do carro, com a chuva a cair lá fora, a neblina a turbilhonar. - Às vezes eu sinto-a. Alguma coisa no ar. Como... não sei explicar bem... como uma ondulação no ar. E deixa-me triste, porque ela está triste. E também já o vi.
- Quem?
- O príncipe das fadas. Já o encontrei duas vezes, quando fui levar flores ao túmulo da Maude. Sei que parece uma loucura... sei que deveria procurar um médico para fazer alguns exames, mas...
- Eu disse que parecia uma loucura?
- Não. - Luna soltou a respiração contida. - Acho que foi por isso que te contei, porque não dirias que é uma loucura. Não pensarias assim. E ela também já não pensava assim. - Eu conheci-o, Rony. - Luna mudou de posição no banco, com os olhos a brilhar de excitação, enquanto o fitava. - Conversei com ele. Na primeira vez, pensei que fosse um habitante. Mas na segunda foi quase como um sonho, ou um transe... tenho algo para te mostrar. - Disse ela, seguindo um impulso. - Gostaria que visses. Sei que provavelmente queres voltar quanto antes, mas se tiveres um minuto...
- Estás a convidar-me para entrar?
- Isso mesmo. Eu gostaria...
- Então tenho tempo suficiente.
Saíram do carro e avançaram pela chuva. Um pouco nervosa, Luna empurrou os cabelos molhados para trás, ao entrarem, no chalé.
- Está lá em cima. Vou buscar. Queres um chá?
- Não, obrigado.
- Espera um instante. Luna subiu a correr para o quarto, onde guardara a pedra, entre as meias. Quando ela desceu, escondendo a pedra por trás das costas, Rony já estava a acender a lareira. O clarão do fogo tremeluzia sobre ele, enquanto se agachava perto da lareira.
O coração de Luna sentiu um solavanco agradavelmente doloroso. Rony era tão bonito quanto o príncipe das fadas, pensou ela. Era incrível como o fogo realçava os tons vermelhos profundos dos seus cabelos, mudava os ângulos do rosto, projetava um brilho naqueles maravilhosos olhos azuis. Era de admirar que estivesse apaixonada por ele? Oh, Deus, estava apaixonada por ele! E como era intensa essa paixão. A súbita descoberta dessa intensidade atingiu-a como um golpe na barriga, quase fazendo-a gemer. Quantos mais erros idiotas poderia cometer num único dia? Não poderia permitir-se apaixonar-se por qualquer belo irlandês, partir o seu coração por ele, fazer figurinhas. Rony procurava algo inteiramente diferente e não tentara disfarçar. Queria sexo e prazer, diversão e emoção. Companheirismo também, imaginou Luna. Mas não queria uma mulher sonhadora apaixonada por ele, ainda por cima ela, que já fracassara no único relacionamento sério que tivera. Rony queria um relacionamento amoroso, um caso, o que se situava a um mundo de distância do amor. E, se ela quisesse ter êxito aí, proporcionar a si mesma o prazer de um relacionamento, teria de aprender a separar as duas coisas. Não complicaria a situação. Não analisaria em excesso. Não arruinaria a oportunidade. Por isso, quando Rony se levantou e virou, ela sorriu.
- É maravilhoso ter a lareira acesa numa noite de chuva. Obrigada.
- Chega-te mais perto. - Ele estendeu a mão.
Estava a caminhar diretamente para o fogo, pensou Luna. E não se importava nem um pouco se acabasse queimada. Atravessou a sala, sem desviar os olhos de Rony. Lentamente, tirou a mão das costas e abriu-a. O diamante exibia-se no meio da palma, faiscando em luz e glória.
- Pelo Sagrado Coração de Jesus! - Rony ficou a olhar para a pedra, piscando os olhos, aturdido. - É mesmo o que eu penso que é?
- Ele despejou tudo, como se fossem doces a cair de um saco. Pedras tão brilhantes que fizeram com que me doessem os olhos. E vi quando se transformaram em flores sobre o túmulo de Maude. Exceto esta, que continuou como era. - Uma pausa e Luna acrescentou, pensando tanto no amor quanto na pedra na sua mão: - Eu não deveria acreditar, mas aqui está.
Rony pegou no diamante, suspendendo-o contra a luz do fogo. Pareceu pulsar por um instante, depois ficou quieto. - Contém todas as cores do arco-íris. Há magia aqui, Luna Francês. - Ele levantou os olhos para a fitar. - O que vais fazer com isto?
- Não sei. Pensei em levá-la a um joalheiro para ser analisada, da mesma forma como também eu deveria ser analisada. Mas mudei de ideias. Não quero que seja examinada, estudada, documentada e avaliada. É suficiente tê-la simplesmente, não achas? Apenas saber que existe. Não tenho aceitado muitas coisas por fé na minha vida. É algo que quero mudar.
- Uma atitude sensata. E corajosa. Talvez o próprio motivo pelo qual o diamante foi entregue à tua guarda. - Ele pegou na mão de Luna, virando a palma para cima. Pôs a pedra ali e dobrou os dedos por cima. - É tua, com toda a magia que contém. Fico contente por me teres mostrado.
- Eu precisava partilhar. - Luna apertou a pedra com firmeza. Embora soubesse que era tolice, teve a impressão de que lhe proporcionava coragem. - Tens sido muito compreensivo e paciente comigo. O meu comportamento foi absurdo. Ainda por cima, despejei todas as minhas neuroses em ti. Não sei como retribuir.
- Não estou a fazer uma folha de dívidas.
- Eu sei isso. Jamais farias tal coisa. É o homem mais gentil que conheço. Ele fez um esforço para não estremecer.
- Gentil?
- E muito.
- Além de compreensivo e paciente.
Os lábios de Luna contraíram-se. - Exatamente.
- Como um irmão poderia ser.
Luna conseguiu manter o sorriso sob controle. - Bem... hum...
- E tens o hábito de te atirares para os braços de homens que consideras teus irmãos?
- Tenho de pedir desculpa por isso. Por te deixar embaraçado.
- Eu já não te disse que pedes demasiadas vezes desculpa? Responde apenas à pergunta.
- Hum... A verdade é que nunca me atirei para os braços de qualquer homem, exceto os teus.
- Isso é mesmo verdade? Sinto-me lisonjeado, embora estivesses em grande aflição naquele momento.
- Tens razão. A pedra na sua mão agora pesava como chumbo. Luna virou-se, grata por ter as costas viradas para ele por um momento, para pôr a pedra por cima da lareira.
- Estás a sentir aflição agora?
- Não. Agora estou bem.
- Então vamos tentar de novo. Rony virou-a. Quando Luna entreabriu os lábios, em surpresa, ele beijou-a. O corpo estremeceu, naquele instante de choque que ele achava sempre excitante.
- Achas que estou a ser gentil e paciente agora? - Murmurou Rony, mordendo levemente a curva do pescoço de Luna.
- Não consigo pensar.
- Assim é melhor. - Se havia alguma coisa mais forte do que uma mulher a desmanchar-se na sua paixão, ele ainda não tinha encontrado. - Prefiro assim.
- Pensei que estavas zangado ou...
- Começaste a pensar de novo. - Ele foi subindo com a boca, mordiscando sempre, até uma das têmporas. - Tenho de te pedir que pares com isso.
- Está bem.
A concordância ofegante de Luna deixou-o ainda mais ansioso.
– Mavour neend heelish . Deixa-me ter-te esta noite. - Rony voltou a beijá-la na boca, fazendo com que os pensamentos já desnorteados de Luna se tornassem ainda mais confusos. - Que seja esta noite. Não posso continuar apenas a sonhar contigo.
- Ainda me desejas? O prazer aturdido na voz de Luna quase o fez cair de joelhos. Aquela completa ausência de vaidade deixava-o humilde. - Quero tudo o que há em ti. Não me peças para ir embora esta noite. Luna seguira o seu coração até àquele lugar e encontrara Rony. Agora, seguiria de novo o seu coração. - Não... - Ela enfiou os dedos pelos cabelos de Rony, enquanto o beijava na boca, com todo o amor e paixão que acabara de descobrir. - Não quero que vás.
Ele poderia deitá-la no chão, possuí-la ali mesmo, em frente ao fogo, para satisfação de ambos. Nenhum dos dois era criança, e ambos estavam ansiosos. Mas Rony lembrou- se da promessa que fizera. Pegou nela ao colo. E, quando viu a surpresa nos olhos de Luna, compreendeu que era a atitude correta. - Eu disse-te que a primeira vez seria lenta e terna. Sou um homem de palavra.
Nunca alguém a carregara ao colo antes. O ambiente romântico era incrível, uma fantasia erótica com contornos dourados.
As batidas do coração trovejavam nos ouvidos de Luna, quando ele a levou pelas escadas, atravessou o pequeno vestíbulo e entrou no quarto. Ela sentiu-se grata por estar escuro. Seria mais fácil não se mostrar tímida no escuro. Fechou os olhos quando Rony a sentou na beira da cama. Tornou a abri-los quando ele acendeu o candeeiro na mesinha de cabeceira. - A linda Luna... - murmurou Rony, sorrindo para ela. - Espera só um instante, enquanto eu acendo o fogo na lareira. O fogo... Claro, o fogo aceso na lareira seria ótimo. Luna juntou as mãos e tentou acalmar os nervos, controlar os impulsos. Acrescentaria um ambiente propício, além de calor. E Rony queria um ambiente propício. Oh, credo, porque não encontrava ela alguma coisa para dizer? Porque não tinha um roupão fino ou lingerie espetacular para o deslumbrar? Incapaz de falar, Luna observou-o a erguer-se, assim que a turfa pegou fogo, e depois a começar a acender as velas espalhadas pelo quarto.
- Eu quis vir até aqui esta noite e convidar-te para jantarmos fora.
A ideia era surpreendente, tão intrigante, que Luna fitou-o com uma expressão aturdida. - É mesmo?
- Agora terás de esperar por outra ocasião.
Rony não desviava os olhos dela, percebendo o seu nervosismo, chegando mesmo a apreciá-lo um pouco, enquanto apagava o candeeiro. O quarto ficou imerso em sombras e luzes em movimento.
- Não estou com muita fome.
Ele riu. - Pois eu vou tratar de mudar isso, agora mesmo. - Para espanto de Luna, ele agachou-se e começou a desapertar os sapatos dela. - Desejo-te desde a primeira vez que entraste no pub.
Luna engoliu em seco. Com dificuldade. Era o melhor que podia fazer. Ele passou levemente um dedo pela planta do seu pé descalço. Ela sentiu a respiração presa na garganta. - Tens pés muito bonitos. Rony falou num tom descontraído, com um sorriso nos olhos, enquanto levantava o pé e mordiscava os dedos. A respiração que ficara presa na garganta de Luna explodiu de novo, fazendo com que os seus dedos se cravassem no colchão. - Mas devo admitir, depois de te contemplar esta manhã, toda molhada e rosada, que tenho uma certa preferência pelos teus ombros.
- Os meus... ahm... - o cérebro de Luna esvaziou-se por completo, enquanto ele concentrava a atenção no outro pé. - Como?
- Os teus ombros. Gosto deles. - Porque era verdade, Rony levantou-se, puxando-a também. Ela sentia os pés a formigar agora. - São graciosos, mas são firmes. - Acrescentou Rony. Enquanto falava, ele desabotoou a camisa que emprestara a Luna. Para atormentar os dois por mais algum tempo, não a tirou. Apenas a puxou o suficiente para deixar os ombros à mostra, a fim de poder fazer o que imaginara, passando a língua pela curva.
- Oh, meu Deus... A sensação espalhou-se pelo corpo de Luna como poeira dourada, até que tudo por dentro começava a cintilar. Quando se apoiou nas suas ancas, para manter o equilíbrio, Rony subiu com a língua pelo lado do pescoço, até ao queixo, como um homem que provava lentamente uma variedade de pratos num banquete. Ele roçou os seus lábios pela boca de Luna, um sabor provocante, que atiçou a fome que ela sentia. Ouviu-a soltar um gemido baixo, e voltou para saborear de novo, desta vez por mais tempo.
As mãos de Luna subiram pelas costas dele. Ela movimentou o corpo contra Rony, num ritmo lento, sonhador, com a cabeça a pender para trás, em rendição. Devagar e terno, ele dissera. Exatamente assim estava a ser. Com a luz das velas a dançar, a chuva a tamborilar suavemente, e com os próprios suspiros a ecoarem na cabeça de Luna, os beijos foram tornando-se mais longos, mais profundos. Parecia que o corpo de Luna adquiria uma vida própria agora, com o sabor de Rony, intenso, viril, perfeito. Quando ele tirou a camisa, Luna deixou escapar um murmúrio de prazer, enquanto as suas mãos lhe percorriam as costas, lhe acariciavam os músculos. Os corações batiam quase juntos. As carícias de Rony, lentas, hesitantes, levavam- na à loucura. E eram maravilhosas.
Ela tinha uma boca macia, generosa. E a forma como estremeceu - em nervosismo e expectativa - quando ele desabotoou as suas calças longas e as deixou cair no chão, provocou uma nova onda de calor no sangue de Rony. Palavras de carinho em gaélico afloraram no seu cérebro, foram murmuradas, enquanto os lábios percorriam o rosto de Luna, desciam pela garganta, alcançavam de novo aqueles ombros gloriosos, até que os arrepios se transformaram em tremores profundos, os suspiros em ofego. Devagar, devagar, ordenou Rony a si mesmo. Mas como poderia adivinhar que a necessidade de Luna o envolveria daquela maneira, cravando os dentes afiados na sua alma? Com medo de a assustar, ele comprimiu os lábios contra a curva da sua garganta, e limitou-se a abraçá-la, por um momento, até que a ânsia abrandasse.
Luna tinha a sensação de estar a flutuar, emaranhada demais nas sensações para se aperceber da mudança de ritmo. Como se estivesse num sonho, ela virou a cabeça, encontrou a boca de Rony, e fundiu-a com a sua num beijo. Teve a sensação de que os seus ossos se dissolviam. A pressão na sua barriga era gloriosa. Em cada lugar que ele tocava, uma parte de Luna iluminava-se. Aquilo era fazer amor. Luna não podia pensar em mais nada. Finalmente. Como se pudera enganar, tomando qualquer outra coisa por isso?
Rony queria mais. Abriu a camisa e ficou encantado com o soutien branco e simples. Passou um dedo pela parte superior, contornando o pequeno sinal. Luna sentiu as pernas vergarem. - Rony...
- Quando vi este sinal de manhã - murmurou ele, observando o rosto de Luna -, tive vontade de o morder. Como ela se limitou a piscar os olhos, Rony sorriu e abriu o gancho do soutien, enquanto acrescentava: - Fez-me pensar nos outros segredos sensuais que tu escondes por baixo dessas roupas impecáveis.
- Não tenho segredos sensuais.
O soutien caiu ao chão. Rony baixou os olhos. Observou o tênue rubor a espalhar-se pela pele e descobriu que era bastante erótico. - Estás enganada nesse ponto. - Murmurou ele, levando as mãos aos seios dela. Outra vez aquele rápido sobressalto de choque, o brilho da surpresa nos olhos de Luna. Ele esfregou os polegares sobre os mamilos, para ver o que acontecia. Os olhos azuis de Luna ficaram turvos.
- Não, não feches os olhos. - Murmurou ele, enquanto a baixava para a cama. - Ainda não. Quero ver a reação que as minhas carícias provocam. Por isso, ele observou o rosto de Luna, enquanto a acariciava, enquanto descobria os segredos que ela alegara não possuir. Pele sedosa, cabelos espalhados, cheirando a chuva. Curvas suaves, declives sutis. Quando as suas mãos de trabalhador deslizavam pelo corpo, ela estremecia. E cada segredo descoberto era um prazer para ambos. Quando ele a saboreou, o mundo desintegrou-se, até que nada mais restava além da fúria da sua própria pulsação e a glória ardente da boca daquele homem na sua pele. Pronta para a libertação, Luna arqueou-se contra a sua mão, quando ele a cobriu. Comprimiu-se contra ele, enquanto a ânsia se transformava em ternura, e a ternura se tornava insuportável. A boca de Rony cobriu a dela, abafando o grito de prazer. E ele deu mais e mais, até que a respiração de Luna saía em soluços, o corpo derretia-se. Os olhos que tanto o fascinavam estavam cegos agora. A pele tornara-se reluzente e úmida. Não fora apenas o mundo dela que se desvanecera, mas também o de Rony. Luna era a única coisa que restava no seu universo.
Ele murmurou o nome dela uma vez, e depois penetrou-a. Calor em calor, necessidade em necessidade, intensa e profunda. Mantendo-se firme, persistente, até que ela o envolveu por completo. Numa total união, eles movimentaram-se juntos, num ritmo lento, que alimentava a alma.
Deslumbrada, Luna sorriu. A luz tremeluziu, como o cintilar do diamante, enquanto os lábios de Rony se contraíam, em resposta, e se encontravam com os seus. Isso, pensou ela, é a verdadeira magia. A mais poderosa. E apertando-o tanto quanto podia, Luna saltou da beira do mundo com ele. As chamas das velas agitavam-se. O fogo na lareira crepitava. A chuva batia nas janelas. E havia um homem na sua cama, deslumbrante, excitante, fascinante e maravilhosamente nu. Luna sentia-se como uma gata que acabara de receber as chaves da sala de ordenha. ( N.A: acho que prefiro não entender que comparação foi essa ... ^---^’’)
- Fico contente que o Rolf vai ter um filho. (mds,~.~ Que sutileza foi essa!?)
Rony virou a cabeça. Descobriu que tinha o rosto mergulhado nos cabelos de Luna, e procurou uma nova posição. - O que tem o Rolf a ver com isto?
- Não sabia que tinha falado em voz alta.
- Não é pior do que pensares noutro homem quando ainda nem sequer recuperei a respiração depois de ter feito amor contigo.
- Eu não estava a pensar nele dessa forma. - Em consternação, Luna sentou-se na cama, mortificada demais para se lembrar que estava nua. - Apenas pensei que, se ele não fosse ter um filho, a minha mãe não me teria telefonado, eu não teria ficado transtornada, não iria ao pub e... tudo levou a este momento.
Ele ainda tinha energia suficiente para a arrogância. Levantou uma sobrancelha.
- Eu acabaria por chegar a este momento, mais cedo ou mais tarde.
- Fico contente que tenha sido esta noite. Agora. Porque foi perfeito. Desculpa. Foi uma coisa estúpida para dizer.
- Vais ter de parar de presumir que todos os pensamentos espontâneos que saem da tua boca são estúpidos. E, como há uma lógica no padrão que acabas de mencionar, façamos um brinde ao momento oportuno da virilidade do Rolf.
Aliviada, Luna fitou-o, radiante. - Acho que podemos fazê-lo, embora ele não seja tão bom na cama como tu. - Nesse mesmo instante, o sorriso jovial transformou-se numa expressão de horror. - Mas que coisa terrível para se dizer!
- Se pensas que me sinto insultado, estás enganada. - Rony também se sentou na cama, rindo, e beijou-a. - Eu diria que isso vale outro brinde. À estupidez do Rolf por não reconhecer a jóia que tinha, deixando-a cair nas minhas mãos.
Luna abraçou-o Apertou com toda a força. - Nunca alguém me acariciou como tu. Nunca pensei sequer que alguém o pudesse fazer.
- Já estou a querer de novo. - Ele roçou os lábios pela curva do pescoço de Luna. - Porque não descemos, bebemos um vinho, comemos uma sopa e outra coisa qualquer? Depois, podemos subir de novo e recomeçar tudo.
- Acho que é uma ideia maravilhosa. Luna ordenou a si mesma que não se sentisse embaraçada quando saiu da cama para se vestir. Rony já vira tudo o que havia para ver. Portanto, seria uma tolice sentir-se tímida agora.
Ainda assim, ela ficou aliviada depois de ter vestido as calças longas e a camisa emprestada. Mas quando estendeu a mão para uma fita, a fim de prender os cabelos, Rony tocou no seu ombro, provocando-lhe um sobressalto.
- Porque vais prender os cabelos?
- Porque ficam horríveis quando estão soltos.
- Gosto mais assim. - Ele passou os dedos pelos cabelos de Luna. - Desordenados à volta dos ombros, com essa cor dourada e adorável.
- São loiros. E Luna sempre considerara a cor tão banal, hoje em dia todas são loiras.
– Mas você é natural, herança da velha Maude. - Ele beijou a ponta do nariz de Luna. - O que faremos contigo, Luna Lovegood, se um dia tirares a venda e olhares realmente para ti mesma? Acho que te tornarás um terror. Rony começou a puxá-la para a porta, enquanto acrescentava: - Deixa os cabelos como estão. Afinal, sou eu quem está a olhar.
Ela sentia-se satisfeita demais para discutir. Mas assumiu uma posição decidida assim que chegaram à cozinha.
- Preparaste o pequeno-almoço. Por isso, sou eu a fazer o jantar. - Luna pegou numa garrafa de vinho. - Não sou grande coisa como cozinheira. Terás de te contentar com a minha refeição de improviso.
- E o que será isso?
- Sopa enlatada e sanduíches com queijo derretido.
- Parece o ideal para uma noite chuvosa. - Ele pegou no vinho e acomodou-se numa cadeira. - Além disso, terei o prazer de te observar em ação.
- Quando vi esta cozinha pela primeira vez, achei que era encantadora. - Ela acendeu o fogão com uma facilidade que deixou Rony um pouco surpreso. - Depois descobri que não tinha máquina de lavar louça nem microondas, abre-latas elétrico ou uma cafeteira. Rindo-se, Luna pegou numa lata de sopa na despensa e começou a abri-la com o abre-latas tradicional. - Fiquei horrorizada, devo confessar. Mas tenho trabalhado mais aqui, gostando mais do que cozinho do que alguma vez aconteceu no meu apartamento. E lá tinha a cozinha mais moderna que se pode imaginar. Microondas Jenn-Air, frigorífico subzero. Enquanto falava, Luna começou a aquecer a sopa, e abriu o geladeira para tirar a manteiga e o queijo. - Claro que ainda não tentei nada complicado. Estou a ganhar coragem para fazer um pão simples. Parece fácil. Se não ficar muito mal, posso depois tentar fazer um bolo.
- Isso quer dizer que estás com vontade de cozinhar? Animada a se aventura na cozinha?
- Exatamente. - Ela olhou para trás e sorriu, enquanto barrava o pão com manteiga. - Mas é um pouco assustador quando nunca se fez isso antes.
- Não podes saber se gostas se não tentares.
- Eu sei disso. E detesto fracassar seja no que for. - Luna balançou a cabeça, enquanto aquecia a frigideira. - Reconheço que é um problema, o motivo pelo qual não tentei muitas coisas que gostaria de fazer. Convenço-me sempre de que vou fazer tudo errado, e por isso nem adianta tentar. Uma consequência de ser a filha desajeitada de pais elegantes e eficientes. Ela pôs os sanduíches na frigideira e ficou satisfeita quando chiaram alegremente. - Mas faço excelentes sanduíches de queijo quente. Ou seja, não vais passar fome.
Luna virou-se para se esbarrar no peito de Rony. Ele beijou-a na boca, um beijo ardente, um pouco rude e muito excitante. Quando a deixou respirar de novo, Rony balançou a cabeça, murmurando: - Não há nada de desajeitado nisso ou no resto de ti, tanto quanto sei. Satisfeito, ele voltou para a mesa e para o vinho. Luna recuperou a tempo de evitar que a sopa fervesse.
Rony passou a noite no chalé. Assim, Luna pôde dormir enroscada nele. Ao amanhecer, quando a primeira claridade do dia entrava pela janela, tremeluzindo no ar, Rony voltou a procurá-la, fazendo amor lenta e suavemente, o que fez com que ela mergulhasse em sonhos. Quando ela voltou a acordar, Rony estava sentado na beira da cama, a seu lado, com uma xícara de café na mão e a afagar os seus cabelos.
- Que horas são?
- Já passa das dez. E arruinei a tua reputação.
- Dez horas? - Luna sentou-se na cama, surpresa e agradecida quando ele lhe entregou o café. - A minha reputação?
- Para além de qualquer redenção, agora. Eu tencionava partir ao amanhecer, para que o meu carro não fosse visto à frente do chalé. Mas distraí-me.
Luna deu um suspiro profundo. - Eu lembro-me.
- Vai haver comentários, agora, sobre o jovem Potter a engraçar com a ianque. Os olhos de Luna faiscaram.
- Sério? Que coisa maravilhosa!
Ele riu, passando as mãos pelos cabelos de Luna. - Bem me parecia que gostarias disso.
- Gostaria mais se fosse ao contrário, eu a arruinar a tua reputação, Rony. Nunca arruinei a reputação de ninguém. - Ela tocou no seu rosto, descendo o dedo para a fenda estreita no queixo. - Poderia ser aquela americana atrevida que roubou o dono do Potters por baixo do nariz de todas as mulheres locais.
- Se estás mesmo decidida a ser atrevida, voltarei esta noite, depois de o pub fechar. Depois poderás, então, aproveitar-te injustamente de mim.
- Terei o maior prazer. - Deixa a luz acesa para mim, amor. Rony inclinou-se para a frente e beijou-a, pelo tempo necessário para se sentir perturbado.
- Maldita contabilidade... - murmurou ele. - Mas tenho de fazer. Vais sentir saudades minhas, Luna?
- Claro. Ela recostou-se nas travesseiras depois de ele ter saído. Ouviu o barulho da porta lá em baixo a ser aberta e fechada, depois o motor do carro. Durante mais de uma hora, Luna não fez nada, apenas continuou sentada na cama, a cantarolar.
(Fim do capítulo 12)
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N.A: Qualquer erro é só comentar. O que vocês acharam do capítulo? Me digam! kkk ^----^~/ Até o próximo capítulo.