A DIFICIL ESCOLHA DE HERMIONE
-Está brincando? - disse Rony revoltado - Quando voltar ele ira mata-la por ter ficado aqui!
-Não! - ela sorriu de lado - Eu aprendi a entender a mente dele,Rony. Ter estado aqui, enganado a todos vocês, e voltar para ele, depois de ter comprimido minha missa com êxito, será como a gloria; dessa vez....talvez ele me conte tudo. Não posso perder essa oportunidade!
-Você não vai voltar - disse Rony decidido e Harry concordou - Vou dizer a madame Polfrey para ceda-la.
-Faça isso, Rony. Ele vira atrás de mim. Eu sei disso.
-Porque? - Harry não entendia. - Porque ele quer tanto você perto dele???
-Não é obvio? Eu sou ótima com a varinha. Sou esperta como ele era na minha idade. Trouxa, como ele. Ele me olha e vê seu passado. Sua ambição. Eu trai meus amigos, minha família, por ele. Sou exatamente o que ele sempre sonhou. Eu posso ajuda-lo ficando aqui, Harry, mas serei muito mais útil do outro lado. Não como Snape, que era apenas um comensal, mas sim como a sombra de Voldemort! Podem me sedar, mas eu irei com ele. Por vontade, ou a força! - disse convicta.
Os dois ficaram calados. O que poderiam dizer. Ela sabia que vencera.
-É importante que não contem sobre isso para ninguém. Nem para Minerva, ou seus pais, Rony. - disse - Eu ficarei aqui até a noite. Quando anoitecer, eu fugirei. Ajudaria se vocês dois distraíssem, Lupim e Tonks. Vou incendiar o salão principal para distrair o castelo e ter o que contar a Lord. Sairei pelo caminho que leva a casa dos gritos. Eu...ajudaria muito se um de vocês se machucassem, ou espalhassem isso por aí.
-Já pensou em tudo, não é? - disse Rony sério - você pensa muito parecido com ele.
Ela não tinha palavras para rebater isso. Doía ouvir. Suspirou e ergueu o queixo orgulhosa.
-Eu fiz um feitiço com sem que o Harry soubesse. Em Edwigers.
-O que tem ela?
-Se Voldemort me matar, ela ficara da cor negra. Será a única forma de saberem se estou viva ou não. De qualquer forma, não iremos mais nos ver ou falar, ao menos não, até que ele seja destruído. Não quero que tentem ir atrás de nos. É mais fácil lidar com a situação quando faço parte do plano. Quando sei como agir. Estando com ele, estranho ou não, eu estou segura, porque sei que ele não me matará, não se não houver fortes motivos para isso!
-Mas, Hermione, - rony se aproximou- Você não pode ficar assim, esse risco, esse pesadelo. Não é sua responsabilidade. Deixe a Ordem lutar e volte para sua casa!
-Eu sei que não é minha obrigação, Rony. - sorriu de leve - Mas aconteceu de tudo se armar de forma que eu pudesse ajudar. Não vou fugir disso. Está tudo indo como o planejado.
-E o que você planejou afinal??? - Rony disse irritado.
-Snape era apenas um comensal qualquer. Eu não. Voldemort...- as palavras parecerão doer em seus lábio - ...ele está aprendendo a depender de mim. Tem uma comensal, Aeli, ela esta sempre com Voldemort. Ela é....sua amante.
Os garotos conterão a respiração a espera do que viria.
-Ele não a deixa sair de perto dele. Ela sempre diz que sempre achou que ele não seria capaz de amar nada, nem ninguém. Ela foi aprisionada por ele não primeira guerra, e depois manteve-se escondida com medo de que um dia ele voltasse. E foi o que aconteceu. Através dela eu fico sabendo muitas coisas. Antes de nos tornarmos amigas, ela quis me matar. Eu não sabia o motivo, ate vence-la e ela deixar escapar. - suspirou tensa - Voldemort disse meu nome dormindo. Varias vezes e ela tinha ciúmes. Eu...fiquei assustada com isso, até entender que não é assim que a mente dele funciona. Aquilo que ele deseja ele precisa testar, destruir, despedaçar. Por isso ele me põe a frente, junto com os outros, porque ele quer me destruir. Só que cada vez que eu volto, é como se ele sentisse mais e mais vontade de me ter perto. Enquanto isso acontece, eu ganho sua confiança.
-E dizendo isso você quer realmente que a deixamos voltar? - Rony ironizou, indignado - Ele irá...você sabe bem o que ele vai fazer com você!
-Voldemort não ira me tocar, rony,. Seria trair tudo que ele acredita. Ele despreza o amor, de qualquer natureza. Nos primeiros dias que estive lá...Draco Malfoy tentou... - corou - Ele teria me violentado se Voldemort não o detivesse...
-O que??? - Harry arregalou os olhos.
-Malfoy disse que seria uma vingança contra você, e que Lorde estava errado em me querer, mas então, ele o puniu por encostar em mim.
-E o que exatamente ele fez?- Rony se aproximou.
-Não foi algo...bom para se ver. Ele...Malfoy perdeu as mãos, Rony.
-Oh, Merlin... - ele se sentou na beira da cama chocado.
-Mestre lhes deu mãos novas, como a de Rabicho. Você nem notaria a diferença. Mas de qualquer forma foi horrível....e todos entenderam que...não devem mexer comigo.
-E acha realmente que esta segura com ele???
-Sim. Não me questione Rony, por favor. Apenas confie em mim. Só eu sei o que estou passando. O que estou vendo. É tão estranho...é tão complicado. Mas eu sei que através dessa confiança eu poderei saber muito mais. Aeli tem o mesmo desejo que eu, Rony, de escapar, e para isso ele terá que estar morto. Ou acham realmente que ele me deixara viver se eu ficar aqui? Ele perde a luta, mas não permitiria que eu o traísse.
Os dois ficaram em silêncio enquanto ela continuava.
-Eu só peço que não...contem a ninguém sobre o que lhes disse. Seria arriscado se alguém ficasse sabendo e Lord...não me perdoaria de forma nenhuma. Eu...preciso ir...por favor, digam que me entendem! - quase implorou.
Harry foi o primeiro a se mover, quando ela levantou-se, com dificuldade, pois a dor ainda era muita. Ele a abraçou forte, e lágrimas correram no rosto de Hermione. Quando ele se afastou e Rony a abraçou, foi mais demorado, mas forte. Mais difícil de conter o pranto. Mas ela se afastou e disse, tentando ficar o mais lúcida possível:
-Dumbledore me enfeitiçou para aparatar aqui dentro. Eu...amo vocês dois, vocês sabem disso, não sabem?
Eles concordaram, e não puderam dizer nada, pois suas vozes estavam presas de emoção.
Com um último olhar, ela aparatou bem na frente deles, sem que nenhum deles tivesse forças para tentar contrariar a lógica dela e a impedir de ir.
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