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1. 31 DE JULHO DE UM ANO OBSCURO


Fic: SOB O VÉU (capitulos 1,2,3,4 e 5)


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31 DE JULHO DE UM ANO OBSCURO


Aos poucos a luz do sol foi iluminando aquelas colinas que haviam se transformado no campo de batalha. Sol que nascia vermelho, manchado de sangue.

Ao redor estendia-se um mar de corpos. O vento gelado da manhã inebriava a vista dos que ousavam abrir os olhos e cortava a pele; carregava o cheiro de morte, gritos de dor.

Ao seu lado jazia o cadáver de Remo Lupin. Ele não ousava abrir os olhos. Estava aos prantos. Levantou-se devagar, os olhos cerrados, lagrimas e sangue pareciam ser uma só coisa.
O calor do sol o lembrava algo que, durante a noite passada, parecia ter deixado de existir. A Vida.

Abriu os olhos lentamente. Viu o sol. Sorriu. Caiu enfraquecido e emocionado diante do esplendor da vida e profundamente angustiado, pois sabia que muitos de seus amigos haviam tombado. Sentia-se orgulhoso de cada um e de todos eles.

Lamentos e lágrimas ao vento.

Chegavam os tempo de luz.

***




Um grito de extremo sofrimento foi ouvido no fundo daquela negra floresta. Seguido de outro desesperado.

O sol não chegou a iluminar aquelas águas geladas. A noite estendia-se sem se lembrar das horas.

A chuva lavava chão e alma; o céu negro; raios, incêndio na mata. Um misto de festa e velório. A água batizava a vida nova e cavava covas. Duas mulheres. Duas almas desesperadas, chamando a morte; duas gargantas cantando, com alegria, o nascer do sol ocultado pelas negras nuvens.

Em margens opostas do lago, avistavam-se dois vultos completamente cobertos. Um negro como a densa noite e outro alvo, puro como o raiar de um novo dia.
Cada uma irradiava uma luz que parecia vida transbordando os corpos intocados. As duas estendiam os braços brancos e marcados por cicatrizes, como se fossem envolver o universo com eles, em um abraço, e aninha-lo junto a si, em um ato de amor e ódio.
As duas mulheres caminhavam como se flutuassem, em uma atração magnífica, uma de encontro a outra, penetrando nas águas escuras e gélidas.
Aproximaram-se, rodeadas pela água e amando o Universo, até que os puros clarões que as embalavam se tornaram um só.

Cada uma derramou uma gota de sangue, assim como se derramam lágrimas ante a desgraça. Em um paradoxo infinito. A dor misturava-se ao riso e abraçaram-se fazendo jus a uma essência de paz e tortura.


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