N/T: Espero que gostem do chap! =D
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Capítulo vinte e dois: Explicações
O primeiro treino de Quadribol que Harry teve foi inesquecível. James veio vê-lo treinar.
O sextanista sabia que jogar no time de Gryffindor não seria fácil. Quando Damien e Harry entraram no vestiário, os três Weasleys o encaravam e os gêmeos seguravam os bastões na mão ameaçadoramente. O garoto apenas sorriu de lado e foi se trocar. Eles não o assustaram, Harry já havia lidado com coisas bem mais assustadoras na vida.
Bem no momento em que Harry estava retirando suas vestes para colocar as de Quadribol, que Lily saiu correndo para comprar em Hogsmead, a porta abriu e a capitã do time junto com Ginny Weasley, a única outra jogadora mulher, entraram.
As duas garotas estavam se vestindo em outro lugar e agora estavam querendo ter uma conversa animada antes do jogo.
A princípio Harry não entendeu o que as duas garotas estavam encarando. Foi então que percebeu que estava parado sem camisa e com as sua vestes de Quadribol nas mãos. Angelina e Ginny ficaram envergonhadas e olharam abobadamente para o peitoral musculoso e tonificado de Harry. O garoto sorriu e colocou as vestes. As duas garotas sairam do transe assim que Harry se vestiu, ambas coraram. Por alguns minutos nenhuma delas conseguiu olhar o companheiro de time sem corar.
Após a conversa, Angelina levou o time até o campo de Quadribol. Harry saiu voando, ele estava usando a vassoura de Damien, havia tentado de várias maneiras fazer o menino ficar com a Nimbus 3000. O garoto não gostava da sensação de apropriar-se de algo do irmão. O terceiranista insistiu para que ele ficasse com a Nimbus, já que Harry tinha que possuir uma boa vassoura para pegar o pomo. Harry voou o mais alto que pôde, assim conseguia ver o campo inteiro. O garoto não conseguia ver a bolinha dourada em nenhum lugar. Ele assistiu o time começar a jogar a goles e Ron tentar bloquear o melhor que podia os três aros do campo, viu também Damien voar na Cleansweep 500. Mesmo a vassoura não sendo tão boa, Damien voava bem. Harry o assistiu voar e sentiu um estranho sentimento no peito. Era uma coisa que ele nunca tinha sentido antes. Seria orgulho? O garoto sacudiu a cabeça. Ele odiava quando o menino o fazia sentir tais emoções. Harry começou a ir em busca da bolinha.
Pelo canto dos olhos Harry viu algo zonindo a sua frente. O garoto apenas saiu do caminho bem a tempo de ver um balaço vindo em sua direção. Ele encarou nervosamente para a pessoa que fez aquilo e viu Fred Weasley sorrindo de lado. Harry soltou um palavrão, ele sabia que o ruivo seria estúpido o suficiente para ataca-lo no meio do campo. O quão estúpido ele poderia ser? Angelina se aproximou e começou a brigar com Fred, mesmo vendo seu irmão gêmeo sendo repreendido, George mandou outro balaço na direção de Harry. O garoto estava preparado dessa vez. Ele girou sua vassoura fazendo com que a traseira dela batesse na bola e esta voltasse direto pra cima de George, que apenas saiu do caminho. O moreno lançou um de seus sorrisos malvados e viu o ruivo ficar vermelho por falhar em machuca-lo.
Harry viu Damien se aproximar de George tentando argumentar. Ron e Ginny estavam distraídos, parecia que o jogo havia parado. Angelina virou-se e viu Damien gritando com George por este ter atacado seu irmão. Já era o suficiente. Angelina assoprou o apito que estava em volta de seu pescoço e mandou todo mundo voltar para o chão. O treino iria ser parado até ela descobrir porque havia tanta animosidade em relação ao novo apanhador. Antes que alguém pudesse impedir, Fred mandou outro balaço para cima de Harry. Ele realmente não queria mandar em direção ao garoto, mas estava tão bravo por ter levado bronca que simplesmente rebateu a bola. O garoto saiu do caminho extrememente bravo. De qualquer modo ninguém percebeu que naquele exato momento Ginny estava voando de volta para o chão. Quando Harry desviou do balaço, a bola acertou a vassoura da menina fazendo com que esta caísse. A ruiva gritou ao ser atirada da vassoura tão violentamente. Ela estava caindo de tão alto que iria com certeza quebrar o pescoço.
Harry reagiu sem nem mesmo pensar. Assim que ouviu Ginny gritando, ele voou até ela. Um sentimento de Déjà vu perpassou por ele quando começou a voar até da ruiva. O garoto colocou-se entre ela e o chão, sabendo que se não a pegasse a tempo e se não conseguisse completar perfeitamente esse mergulho, iria ter um acidente bem doloroso junto com ela. Harry pegou-a pela cintura e ao mesmo tempo completou seu mergulho, bem na hora.
Ginny fechou os olhos e apenas os abriu novamente ao sentir mãos fortes a segurando. Sua cabeça foi colocada sob um peitoral firme, o toráx de seu herói. Ginny olhou para ele, os olhos verdes brilhantes confrontando-se com seu olhos castanhos, fez seu coração parar. Harry estava a olhando exatamente como fez a cinco meses atrás. Novamente a ruiva sentiu as lágrimas descerem, não havia mais dúvidas, Harry era seu herói misterioso. Ele era o único que havia arriscado a própria vida para salva-la, duas vezes. A menina desviou os olhos dele quando ambos pousaram no chão, ela estava com tanta vergonha por causa do modo que havia se comportado em relação a ele. Harry desceu da vassoura e a colocou sentada no chão. Ginny estava tremendo. O garoto ouviu outros cinco jogadores correndo em direção a eles e se afastou quando os três Weasleys pegaram a irmã no colo, os ruivos estavam a ponto de chorar e ficavam pedindo inúmeras desculpas. Angelina e Damien tentavam consolar a menina também. James apareceu instantaneamente e começou a brigar com Fred por causa de seu descuido. Ginny desviou de todas as pessoas e procurou Harry.
Foi neste momento que todos perceberam que o moreno tinha ido embora. Damien e James olharem em volta, impressionados em como Harry havia passado por eles. Os três Weasleys pareciam bem envegonhados. A única pessoa que eles haviam perturbado, acabou salvando sua irmã.
“Onde está Harry?” James perguntou olhando Damien.
“Eu não sei. Ele desapareceu.” Damien estava olhando para todos os lados a procura de seu irmão.
“Eu irei procura-lo.” Angelina disse e saiu correndo para o vestiário.
“Era... era ele.” Ginny gaguejou com uma voz quase sussurrante.
“Quem?” Ron perguntou esfregando a mão nos ombros dela, Ginny tremia da cabeça aos pés.
“Ele... Ron, foi Harry. Ele me salvou.” Ginny não conseguia fazer seus dentes pararem de tremer.
“Eu sei Ginny, nós vimos. Ele saiu como um raio atrás de você. Eu nunca vi ninguém voar tão rápido daquele jeito.” Ron disse maravilhado.
James tentou puxar Damien de lado para deixar os irmãos conversarem a sós. Eles estavam todos sentados na grama, antes de manda-los de volta para o castelo, James achou que deveria deixa-los lá mesmo por alguns minutos para se recuperarem do choque.
“Não Ron... eu... eu não estou falando sobre hoje. Foi Harry que me salvou no telhado, em Hogsmead, foi ele Ron. Era Harry!” Ginny estava histérica.
Os três Weasleys olharam-se incrédulos. Não era possível. James e Damien trocaram um olhar de descrença. Ginny provavelmente estava em choque.
“Gin, você provavelmente teve um sentido de Déjà vu. Digo, você já esteve no mesmo tipo de situação, portanto é natural pensar que seja a mesma coisa, está tudo bem Ginny.” Damien tentou conforta-la.
Ginny parou de repente, a fúria expressa em sua face.
“Eu estou dizendo! Era ele! Eu disse que iria reconhece-lo. Eu pensei que era ele desde quando o conheci, mas depois de saber quem ele era realmente, pensei que não era possível. Mas agora, o jeito que ele me olhou quando me segurou... eu não tenho mais dúvidas! Era ele! Harry foi o cara que me salvou.”
James decidiu já estava na hora de todos entrarem. Essa não era uma conversa para se ter lá fora. Ele disse para todos irem pro castelo que lá dentro terminariam de discutir.
Quando todos os quatro Weasleys, Damien e James estavam sentados confortávelmente no quarto do auror, James pediu para Ginny explicar.
Depois de escutar a versão inteira dos eventos, James acreditou que havia a possibilidade de Harry ser aquele que a salvou cinco meses atrás em Hogsmead.
“Você tem certeza que o garoto estava com uma máscara prateada?” James perguntou a Ginny.
Ginny assentiu.
“Sendo assim, provavelmente era Harry. Ele sempre usava uma máscara prateada quando saía.” James contou para os adolescentes.
“Por que?” Perguntou George.
“Bem, eu acho que era porque Você-Sabe-Quem não queria que ninguém reconhecesse Harry, especialmente como meu filho.” James respondeu e os cinco jovens notaram o tom doloroso de sua voz.
“Isso é péssimo, Harry tinha que usar uma máscara toda vez que saía. Isso é cruel.” Ron disse.
Damien olhou curiosamente para seu amigo, ele sabia quanto ressentimento Ron tinha em relação a Harry. O menino percebeu que o ruivo provavelmente estava se culpando por odiar Harry, já que aparentemente sua irmã lhe devia a vida.
“Eu sei, mas isso está no passado agora. É bem interessante Harry ter salvado sua vida Ginny e pensando sobre isso, faz sentido.” James replicou.
“Como isso faz algum sentido?” Fred perguntou confuso.
“Bem, Harry salvou os filhos de Madame Pomfrey dos Comensais da Morte, portanto eu acho que não é difícil acreditar que ele tenha salvo Ginny também.”
Os cinco adolescentes começaram a fazer perguntas sobre o que aconteceu e como aconteceu. Harry havia salvo os filhos de Madame Pomfrey. James riu por causa da expressão deles e contou os detalhes mais importantes.
James decidiu que iria falar com Dumbledore sobre isso. As coisas estavam ficando melhores para o lado de Harry.
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Ginny encontrou Hermione no salão comunal em volta de seus dez livros usuais, todos eles abertos e espalhados. A ruiva correu para contar a sua amiga sobre o que aconteceu com ela e com Harry no campo de Quadribol. Hermione ficou chocada, seu cabelo usualmente armado pareceu arrepiar-se mais ao escutar a história. A princípio ela não acreditou, mas depois de escutar Damien e Ron repetirem a mesma história de Madame Pomfrey, Hermione finalmente aceitou os fatos. Ela não parecia muito feliz ao constatar que o “herói” era Harry. Ninguém podia culpa-la.
Os adolescentes desceram para o jantar. Assim que entraram viram um garoto de cabelos rebeldes. Ginny foi em direção a ele, tentando fazer com que seu coração parasse de bater tanto. Ela sentou na frente de Harry, ele não a olhou. A ruiva respirou fundo e o encarou.
“Harry”
Harry a olhou com uma expressão em branco.
“Por que você não disse nada?” Ginny sussurrou, incapaz de manter sua voz longe das emoções.
Harry sorriu de lado e deixou sua colher cair no prato.
“Srta. Weasley, de acordo com você, eu não poderia ser alguém conhecido, então por que eu deveria me preocupoar em corrigi-la? Qual é a diferença que isso faria para você?”
“Diferença? Isso faria toda a diferença do mundo. Merlin Harry, você salvou minha vida! Eu queria lhe agradecer.” Ginny não conseguia acreditar que Harry apontaria esse fato.
Harry pareceu sem palavras por um tempo, mas se recuperou rápido.
“Bem, eu não preciso de nenhum agradecimento, especialmente de você.” Disse rudemente.
“Você pode fingir o quanto quiser Harry, mas eu sei que você se afetou. Você arriscou sua vida e me salvou, você não pode me fazer acreditar que aquilo foi normal.” Ginny sorriu ao ver a expressão de raiva na face do garoto.
“Não fique com idéias bobas Weasleys, apenas porque eu a salvei não significa que não ficarei contente em destruí-la mais pra frente.”
Harry sorriu ao ver o choque na expressão da ruiva. Ela parecia levar as palavras dele como uma ameaça.
“Você pode me tratar como quiser Harry, mas não se salva alguém duas vezes, apenas porque quer destruí-la depois. Não faz sentido.”
“Quem disse que você é importante pra mim?” Harry sorriu de lado.
Ginny decidiu que conversar com o moreno quando ele estava de mau humor era infundável. Ela levantou-se e saiu sem dizer uma única palavra. A ruiva foi substituída por Ron e Damien. Harry respirou fundo, ele estava começando a ter uma dor de cabeça.
“O que?” Ele perguntou para os dois Gryffindors.
“Eu só queria dizer que... que eu devo um obrigado a você, por ter salvado a vida da minha irmã e...” Ron pausou e lançou a Damien um olhar engraçado. Depois de ganhar um aceno do mais novo, continuou.
“... e queria dizer que eu sinto muito... sobre aquela coisa toda de ter te atacado. Eu não deveria ter atacado você. Me desculpa.”
Estava evidente que essas pelavras causaram muita dor para serem ditas. Harry lançou a Damien um olhar calculista, ele sabia o que o mais novo estava fazendo, mas ele não facilitaria a vida dos dois.
“Desculpas... não aceitas.” Harry disse baixo para Ron.
Ron engasgou-se surpreso. Damien foi o primeiro a falar.
“Harry, o que você está dizendo?”
Harry virou-se calmamente para o seu irmão.
“Eu estou dizendo que não dou a miníma pra ele, nem para a irmã dele, nem para essa desculpa ridícula! Apenas porque eu não quero vê-la estatelada no chão no meio de uma poça de sangue, não quer dizer que eu tenho algum tipo de compaixão por ela ou por algum de vocês.”
Harry sorriu ao ver a expressão deles antes de se levantar e sair.
'Isso foi legal.' Harry pensou ao encaminhar-se para o dormitório.
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Os próximos dias se passaram. Harry não foi perturbado por nenhum membro da família Weasley. Apenas quando estava treinando Quadribol ele viu Ginny. Ela tentou cumprimenta-lo, mas como sempre foi ignorada. Ele percebeu que apesar de suas palavras rudes, os Weasleys estavam sendo legais. Damien estava o perturbando como sempre. Harry não sabia que tinha tanta paciência, já que ele ainda não tinha avançado no pirralho.
A primeira vez que Harry encontrou Draco depois de ter sido escolhido como o apanhador de Gryffindor, era uma coisa que ele nunca esqueceria. Ambos encontraram-se na biblioteca antes do jantar. O moreno sempre pensou que se você que conversar com alguém sem parecer suspeito, então vá a um lugar com muita gente, as pessoas estarão tão ocupadas em suas próprias conversas que não irão prestar atenção na sua. Mesmo com a bibliotecária, Madame Pince, o lugar sempre estava cheio de sussurros das pessoas lá presentes.
Draco encarou Harry e sentou ao lado do amigo.
“O que aconteceu Draco? Por que você está tão depressivo? Esqueceu de passar o feitiço fixador de cabelo?” Harry brincou.
“Cala boca, Harry! Como você pode ter feito isso comigo? Primeiro o duelo e agora isso!” Draco estava furioso ao falar.
“Draco, primeiramente, você deve falar coisas coerentes?” Harry responde.
“Como você pode ter virado apanhador de Gryffindor? Eu não posso acreditar em você! Primeiro você acaba comigo em um duelo, mesmo eu sendo seu melhor amigo. Agora você vira um maldito apanhador. Você sabe o que eu acho? Eu acho que você está gostando muito de Hogwarts e acho que você está gostando muito de ser um Gryffindor e que está orgulhoso disso.”
Draco instanataneamente percebeu o quão longe ele foi. O loiro olhou receoso para Harry e toda a ira que estava refletida nos olhos verdes desapareceu.
Harry estava apertando os dentes e tinha suas mãos fechadas. Draco conseguiu ver o quão forte o moreno estava apertando as mãos, já que seus dedos estavam brancos.
“Primeiro de tudo Draco, você deveria agradecer a todos os seus Deuses por ser meu melhor amigo, de outro modo você já estaria sofrendo uma morte prematura horrível! Segundo, no duelo que você tanto fala, você foi o único a mandar dois feitiços de uma só vez e o único a ficar me atacando, eu apenas me defendi. Terceiro, não saía por aí tirando conclusões precipitadas. Achei que você me conhecia, se eu me tornei o apanhador de Gryffindor pode apostar que existe uma boa razão pra isso acontecer.”
Draco pareceu um pouco mais calmo e começou a murmurar desculpas.
“Então, por que você se tornou o apanhador?” Draco perguntou.
“Você vai descobrir no jogo.” Harry respondeu.
“Não Harry, por favor. Você tem que me contar. Eu sou o apanhador de Slytherin e não tem jeito de eu competir com você de novo!” Draco suplicou.
Harry não pode deixar de rir ao reparar no olhar de desamparo na face de seu amigo.
“Não se preocupe Draco, apenas prepare-se para o jogo, tenha certeza de que estará em forma, deixe o resto comigo.”
Dito isso Harry saiu da biblioteca, deixando Draco para trás.
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Restavam apenas dois dias para o grande jogo entre Gryffindor e Slytherin e tudo o que Harry fazia era treinar. Haviam treinos que duravam até a noite e o moreno já estava começando a admirar a capitã por sua dedicação. Angelina Johnson podia ser bem intimidante as vezes. Harry estava feliz por James não continuar indo assistir is treinos, ele não conseguia ficar tanto tempo perto do auror.
Harry, Damien e Ron estavam voltando de um dos treinos, o terceiranista estava tentando explicar as táticas usadas no passado contra os Slytherins e que agora não funcionavam mais. O moreno poderia ignorar o menino como usualmente fazia, mas hoje era uma noite diferente. Por alguma razão Harry não conseguia bloquear Damien.
Os três garotos estavam se aproximando do das escadas que levavam até a entrada do salão comunal de Gryffindor. Harry conseguia ver o quadro da mulher gorda a distância, mas de repente sentiu a sua familiar dor de cabeça se intensificar.
Damien somente percebeu que algo estava acontecendo quando o irmão murmurou algo para si mesmo. Algo que soava como 'Não, agora não'. O menino virou bem na hora que o irmão mais velho pressionou a testa e caiu de joelhos.
“Harry!” Damien gritou e correu até o moreno. Ron pulou ao ouvir o amigo gritar e correu até os irmãos.
Harry estava de joelhos e sufocava em dor. Ele podia ouvir Damien gritando e lhe perguntando o que estava errado, mas ele não conseguia responder por causa da dor intensa. Ele nunca havia sentido nada tão doloroso em sua vida, sua cicatriz estava pegando fogo, sua cabeça latejava e ele já estava achando que ela iria explodir. Sua cicatriz nunca doera tanto antes.
Damien segurou o braço do irmão e tentou saber o que estava errado. Ele apenas conseguia ver que os olhos de Harry fechavam-se apertadamente e ele tentava desesperadamente não gritar em agonia. Damien sentiu-se em pânico. 'O que está errado? O que aconteceu?'
Harry não conseguiu mais aguentar e deixou que seu grito agonizante saísse ao senir a dor em sua cicatriz intensificar mais. Damien estava ajoelhado e encarava Harry quando viu pingos de sangue sairem do nariz dele, isso foi o bastante para fazer o coração do menino subir até a boca, ele virou o rosto para Ron que estava agachado ao lado deles.
“Ron, vá buscar meu pai! Rápido Ron!”
O ruivo instantaneamente correu até o quarto de James. Damien estava tentando ajudar Harry, mas não sabia o que fazer. Felizmente Ron apareceu junto com James e já estava contando o que aonteceu.
Damien viu seu pai correndo até eles e susupirou em alívio. Seu pai estava lá, ele seria capaz de ajudar Harry. Assim que o auror aproximou-se de seus filhos viu Harry caído e sangrando pelo nariz. Seu filho mais velho estava gemendo por cauda da terrível dor e parecia estar morrendo.
“Merlin! O que aconteceu... Harry! Harry você está bem? O que aconteceu?” James estava chegando mais perto tentando ver o que estava errado.
“Eu não sei! Ele estava bem a um minuto atrás e depois de repente agarrou sua testa e caiu! Seu nariz começou a sangrar! Eu não sei!” Damien disse rapidamente.
James entrou em pânico, ele já havia visto isso antes. A primeira vez que viu Harry, depois de sua captura foi em Grimmauld Place, ele estava com muita dor, mas não teve sangramento nasal.
James não conseguia ver o filho com dor, ele rapidamente o pegou nos braços e correu para a infermaria. O auror em uma situação normalnão seria capaz de pegar o filho assim tão facilmente, mas vê-lo em tal estado fez seu nível de Adrenalina aumentar.
“Poppy! Poppy me ajude!” James gritou.
Imediatamente a infermeira veio correndo de seu escritório.
“Sr. Potter, o que... oh, não! Harry! O que aconteceu?” Poppy rapidamente correu e ajudou James a colocar Harry em cima da cama mais próxima.
Harry passou da fase da dor e caiu inconsciente na cama.
“É a cicatriz Poppy!” James contou a ela enquanto a enfermeira apontava a varinha para o garoto.
“Isso nunca aconteceu antes.” Poppy murmurou para si mesma, referindo-se ao sagramento nasal, mas James escutou.
“O que você quer dizer com 'antes'? Você quer dizer lá no Quartel General?” James teve um pressentimento quando Poppy referiu-se a outra ocasião.
Poppy desviou o olhar e começou a tirar pequenos vidrinhos de sua mala, sem dúvidas para Harry.
“Poppy?” James disse esperando por uma resposta.
Madame Pomfrey suspirou e olhou o auror.
“Não, eu mencionei sobre as duas últimas vezes que ele veio me ver.”
James parou. Harry havia sofrido mais ataques como esse. Onde ele estava todas essas vezes? Como ele não percebeu que seu filho estava sofrendo?
“Quando?” Ele perguntou incapaz de dizer mais alguma coisa.
“A última vez foi há uma semana atrás. Ele veio me ver durante a noite, por volta das 23 horas. Eu fiquei supresa por ele não ser pego, estava com muita dor. Harry veio até mim para que eu lhe desse alguma poção para alivia-la.”
Poppy disse colocando uma poção azul dentro da boca do garoto.
James não conseguia acreditar. Harry estava sofrendo e ele nem sabia de nada. 'Que ótimo pai que eu sou.' Pensou.
Ele percebeu que Damien e Ron estavam perto da porta, incertos se entravam ou não. James rapidamente foi até seu filho mais novo para que ele chamasse sua mãe. Damien e Ron saíram da enfermaria, deixando para trás James, Harry e Madame Pomfrey.
Harry ainda não estava consciente e James estava ficando mais e mais preocupado.
“Poppy o que aconteceu? Por que ele não está acordado ainda?”
Poppy olhou James cansadamente.
“Sr. Potter, creio que é melhor que o Professor Dumbledore explique tudo, ele entende isso melhor do que eu.”
James parecia completamente perdido.
“O Professor Dumbledore? Como ele pode saber o que existe de errado com Harry? Eu não entendo.”
Nesse momento, Dumbledore chegou juntamente com Lily. James estava feliz por perceber que Ron e Damien não vieram com eles.
“James! O que aconteceu? Damien disse que Harry desmaiou! O que está acontecendo?” Lily perguntou enquanto corria até James e Harry.
James abraçou Lily confortando-a. A mulher acalmou-se. Os dois pareciam olharam Harry inconsciente na cama.
Dumbledore falou pela primeira vez desde que entrou na enfermaria.
“Creio que seja melhor irmos para o escritório. Poppy você quer unir-se a nós?”
Poppy balançou a cabeça.
“Não diretor. Eu irei ficar aqui caso Harry acorde.”
Os dois pais junto com o diretor foram para o escritório de Poppy.
Quando todos sentaram, James falou.
“O que está acontecendo Dumbledore? Harry está doente? Pomfrey disse que ele já tinha vindo aqui duas vezes, qual é o problema?”
Dumbledore lançou a James e Lily um olhar longo, tentando saber se eles estavam preparados para saber a verdade.
“James, Lily, eu realmente queria dizer isso quando tivesse mais informações, mas devido às circunstâncias, vocês devem saber disso agora. Eu queria ter notícias melhores.”
Nesse momento ambos puderam sentir seus corações baterem fortemente no peito. O medo penetrava neles.
“Dumbledore, por favor, diga-nos o que está acontecendo?” Lily disse com uma voz trêmula.
Dumbledore encarou os olhos verdes esmeralda de Lily com os seus azuis meia-noite e respirou fundo.
“Vocês se lembram da profecia?” Ele perguntou.
James quase grunhiu ante a pergunta, claro que ele se lembrava da profecia. Aquela maldita profecia que arruinou sua vida, que levou seu filho embora e que foi responsável por tudo o que ele passava com Harry todos os dias.
“Lembre-se que nela dizia 'nenhum deles pode viver enquanto o outro sobreviver'. Bem, eu temo que a condição de Harry tem haver com ela. A dor de Harry provém de sua cicatriz, a mesma cicatriz que lhe foi concedida por Voldemort. Como eu achava, a cicatriz o marca como um igual. Dando aquela cicatriz para Harry, Voldemort marcou o garoto como seu único Herdeiro, mas também como o único que pode destruí-lo. 'O Lorde das Trevas irá marca-lo como seu igual'. Mas eu acho que o mais importante é o local onde a verdadeira cicatriz está instalada.”
Dumbledore fez uma pausa, tentando pensar em como dizer a próxiam parte.
“A cicatriz está em sua testa, mas não só marcada lá, ela também está marcada em sua alma, em outras palavras a cicatriz está diretamente ligada com o coração de Harry.”
Dumbledore pausou novamente para deixar james e Lily digerirem a informação.
“Agora, a dor que Harry sente é quando Voldemort está muito bravo ou muito feliz. Ao menos foi isso que Harry disse a Poppy. Harry também disse que a dor aumenta quando ele está fisicamente próximo a Voldemort. Se ele fica longe de Voldemort, não importa o humor de seu 'pai', ele não sente nada. De qualquer modo como a profecia diz, Harry e Voldemort não podem existir ao mesmo tempo, então eu presumo que a dor aumente por causa disso, o garoto é mais fraco, pois ainda não atingiu a maioridade, sendo assim Voldemort é dominante, por isso Harry sofre. De qualquer jeito esses ataques já aconteceram antes, mas eu não acho que Harry já tenha perdido a consciência, presumo que esses ataques vão se tornando cada vez mais fortes e dolorosos.”
“Então, o que isso significa? Como podemos consertar isso?” James perguntou enquanto tentava parar a náusea que sentia.
“Não há nada que possamos fazer, desculpe James, Lily. Não há nada que possa reverter o feitiço de Voldemort. Como eu disse, a cicatriz não está apenas no corpo de Harry, mas impressa em sua mente e em sua alma. A cicatriz tem ligação com o coração dele. É irreversível.”
James explodiu.
“O que você quer dizer com é irreversível?!?! Nada é irreversível quando é feito com mágica. Você não pode dar uma poção ou usar um feitiço?” James sabia que mesmo gritando não tinha jeito. Se houvesse uma cura, Dumbledore já teria descoberto.
Lily estava quieta, lágrimas de agústia caíam vagarosamente em suas bochechas.
“Eu realmente sinto muito James.” Dumbledore disse dando ao auror um olhar de compaixão.
“O que podemos fazer?” Lily perguntou baixinho.
“A única coisa que pode livrar Harry de seu tormento é a destruição de Voldemort.” Dumbledore explicou.
James e Lily sentaram-se em silêncio.
“Se... se Harry não matar Você-Sabe-Quem então o que vai acontecer com ele?” Lily perguntou temendo a resposta.
“Temo que se Harry não cumprir a profecia, então a dor que ele sente só irá piorar. Se a dor continuar e intensificar, logo o coração e o corpo dele não serão mais capazes de suportar. Temo que se Harry não matar Voldemort, a agonia causada pela sua cicatriz, provavelmente irá mata-lo.” Dumbeldore terminou tristemente.
James levantou incapaz de ficar sentado por mais tempo. Ele parou em frente ao diretor passando seus dedos pro seus cabelos rebeldes, tentando desesperadamente impedir as lágrimas. 'Como isso pode estar acontecendo?'
“Você acha que Você-Sabe-Quem tem noção disso?” Ele preguntou de repente. Por alguma razão ele queria saber.
“Eu não acredito que ele saiba. Ele não deve saber que a cicatriz pode matar Harry. Pelo que o garoto disse a Poppy, Voldemort tenta não se aborrecer quando Harry está por perto. A razão dele estar sofrendo aqui em Hogwarts é porque Voldemort não percebe que a dor aumentou tanto que não há mais necessidade de uma aproximação física para acontecer.”
James assentiu. Era estranho pensar que o bruxo mais malvado de todos os tempos estava realmente preocupando-se com o bem estar de Harry. 'Ele o está matando.' A mente de James gritou para ele.
Antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, o diretor ouviu a voz de Harry na sala ao lado. Nesse momento os três adultos correram para a enfermaria.
Harry estava tentando levantar-se da cama enquanto Poppy protestava tentando convencê-lo a ficar.
“Pelo amor de Deus, Poppy. Eu já disse que estou bem. Eu não irei passar a noite aqui! Eu estou bem, deixe-me ir embora.” Harry estava dizendo cansadamente enquanto tentava tirara as mãos de Madame Pomfrey de seu braço.
“Harry! Você desmaiou! Você estava sangrando. Deixe-me checar para ver se há mais danos.”
James e Lily sentiram as lágrimas caírem. Claro que haviam danos e iriam haver mais se Harry não mudasse sua opinião sobre Voldemort.
Harry parou por um segundo e assim que Poppy o soltou para checa-lo, ele pulou da cama.
“Harry! Volte agora!” Poppy excamou.
“Eu estou bem, Merlin você é pior que Bella.” Harry disse sem pensar.
Dito isso a face de Poppy icou branca e ela tentou se controlar.
“Desculpe,” murmurou Harry ”mas você é, ambas me tratam como se eu fosse feito de vidro, é insultante.”
Poppy não disse nada e virou-se para pegar alguns vidrinhos, foi quando percebeu os três adultos parados na porta. Harry olhou também e instantaneamente franziu a testa.
James estava quase se aproximando quando escutou um sussurro.
“Não diga nada sobre o que discutimos. Nós temos que ser cuidadosos. Eu irei conversar com ele dassa vez, Ok.?!”
A voz de Dumbledore soou em suas orelhas e James assentiu fracamente antes de ir em direção ao filho. O auror impediu-se de abraçar Harry. Ele olhou para o adolescebte e viu o sangue seco que estava em sua vestes sentindo seu coração quebrar. O mais novo lançou-lhe um olhar aborrecido e saiu, ignorando Lily e Dumbledore. Madame Pomfrey lhe deu a poção para aliviar a dor e lançou um olhar de compaixão. James saiu logo depois do filho, todo o tempo pensando em um modo para solucionar o problema. Ele não iria perder Harry, não novamente.
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N/B: Aê galerinha! Meu nome é Yellena... td bem com vcs?!
Bom, espero que o texto esteja bom, se não estiver, se pegarem algum erro, coloquem nas reviews que eu tento melhorar!
Vlw a todos. Espero que tenham curtido o Capítulo.
Bjão
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